Chegou às minhas mãos Luiz Alves Neto – “Abdicar da luta, jamais!”
O livro tem o jornalista Caio César Muniz, o professor Glênio de Azevedo Alves e o professor-pesquisador Lemuel Rodrigues da Silva à frente de sua produção.
A princípio, presumi que seria uma publicação biográfica. Não, não mesmo. Vai muito além.
Fala sobre um tempo delicado do país, a ditadura militar de 1964, e disseca a vida de alguém pouco conhecido às novas gerações: Luiz Alves Neto, ou o “Velho”, como é tratado pelos amigos esse areia-branquense, bancário aposentado e ex-preso político do regime de exceção.
Livro sai em português e inglês (Fotomontagem do BCS/Foto do autor de Brunno Martins)
Nem nos maiores dos meus sonhos imaginei que receberia como presente, de um filho, livro de sua própria autoria para me ensinar tanto. Um beijo já me realiza, um abraço sempre me preenche…
“Mais perto de você (Closer to you) – Notas de amor e cura”, de Carlos Júnior (@carlosoliveira.coo), é reflexo de sua jornada pelo caminho da ansiedade, depressão, desilusões, luto e reencontro.
Lançado em português e inglês, esse livro não é uma publicação de autoajuda, ou manual de sobrevivência.
“Se você está atravessando a dor da perda, buscando paz ou simplesmente desejando se sentir inteiro, este livro é para você”, prescreve o autor.
Para mim é um filho que me faz continuar vivo, intensamente vivo.
Emanuela lançará livro no Parque da Cidade (Foto: Reprodução)
Mães e filhos no espectro do autismo são protagonistas no livro-reportagem “Enquanto eu Vvver”, da jornalista Emanuela de Sousa, que atua no Grupo TCM em Mossoró. A obra apresenta histórias reais, com narrativas fortes, que retratam os desafios enfrentados por famílias atípicas.
O lançamento será aberto ao público e está marcado para o dia 8 de novembro, às 15h, no Parque Municipal. Depois de Sinal Fechado, livro-reportagem sobre pessoas em situação de rua, esse será o segundo livro apresentado por Emanuela, que escolhe abordar temas sociais e dar visibilidade às vozes silenciadas pela sociedade. Esteja pronto(a) para conhecer testemunhos que vão além de qualquer diagnóstico ou estatística.
Em uma série de reportagens, a experiência da maternidade é contada por meio dos diferentes relatos de mães que enfrentam o silêncio em salas de espera enquanto aguardam por um laudo, ou que convivem com a angústia causada pela falta de vagas para terapias no sistema público de saúde. Do outro lado, há mães que contam com assistência médica privada, mas que precisam lidar com o capacitismo que insiste em se manifestar dentro e fora de casa.
Para mostrar essas diferentes realidades, a autora faz uso do jornalismo literário, gênero que combina apuração rigorosa dos fatos com técnicas da literatura, resultando em um trabalho sensível e humano. Enquanto eu viver atravessa as várias formas de amar e, ao mesmo tempo, levanta um medo comum entre as mães, especialmente aquelas que estão mergulhadas no Transtorno do Espectro Autista (TEA): quando a vida chegar ao fim, quem cuidará dos filhos? O mundo estará preparado?
Mais do que oferecer respostas prontas, o livro que, conta com o incentivo cultural da Lei Paulo Gustavo, (Lei Complementar nº 195/2022), por meio da Secretaria Municipal da Cultura e Prefeitura de Mossoró, propõe reflexões necessárias.
Emanuel Neri: Por trás daquele olhar (Foto: divulgação)
As histórias de São Miguel do Gostoso e do mundo, narradas sob o olhar do jornalista potiguar Emanuel Neri, são o tema central do livro “Por Trás Daquele Olhar”. A obra, que é um perfil de Neri, será lançada no próximo dia 22 de novembro, às 17h, integrando a programação da 12ª Mostra de Cinema de Gostoso.
O livro é de autoria da escritora paulista Cristina Ramalho, que atualmente reside na Espanha. O evento de lançamento acontecerá na Galeria Sol da Meia Noite, localizada na Av. dos Arrecifes, 2454, um importante espaço de arte em São Miguel do Gostoso.
Nascido em São Miguel do Gostoso, Emanuel Neri construiu uma sólida carreira no jornalismo, trabalhando em veículos de grande importância nacional após sua mudança para São Paulo, como: Folha de S. Paulo; O Estado de S. Paulo e Revista Veja.
O livro “Por Trás Daquele Olhar” é um mergulho nas experiências e descobertas do jornalista, abrangendo desde sua infância em São Miguel do Gostoso e sua passagem por Natal, onde cursou Jornalismo, até suas vivências em coberturas políticas no Brasil e como correspondente no exterior.
A obra também destaca a Galeria Sol da Meia Noite, espaço de arte criado por Neri. Com um pavilhão de exposições e esculturas dispostas em seus jardins de 10 mil m², a galeria se estabeleceu como um dos mais relevantes espaços de arte e cultura do Rio Grande do Norte.
A editora Biblioteca Ocidente acaba de publicar o livro Historiadores do Rio Grande do Norte, organizado por Gustavo Sobral, Honório de Medeiros e André Felipe Pignataro.
O livro reúne perfis biográficos de historiadores potiguares dos séculos XIX e XX. A obra é a primeira do gênero publicada no Rio Grande do Norte, um marco para a preservação e valorização da memória histórica e intelectual do estado.
Cada capítulo foi escrito por convidados, entre pesquisadores, professores, escritores, estudantes e historiadores, que adotaram diferentes estilos, do acadêmico ao literário, do ensaístico ao tom de homenagem. O resultado é um mosaico de abordagens que reflete também a diversidade dos próprios historiadores retratados.
O livro está disponível para download gratuito no site da editora Biblioteca Ocidente, //revistagalo.com.br/selo-bo/, e também em gustavosobral.com.br. Para quem deseja adquirir a versão impressa, o título pode ser encontrado na lojaUICLAP.
Capa do livro de João Almino (Foto: do autor da crônica)
É um deleite “As cinco estações do amor” do conterrâneo João Almino. Domingo desacelerado, não tenho pressa também à leitura. Nem poderia.
Em casa, em Mossoró, testemunho a neblina fugaz e extemporânea desse quase setembro que zomba, lá fora, do perpétuo verão. Inverno? Não. Talvez apenas um flerte com a estação que se foi, nosso “tempo bom” sertanejo.
No livro, sigo os passos de Ana, parágrafo a parágrafo. Não sei o que me espera adiante. Mas gosto da companhia e do que começa a ser descortinado por ela.
“Sem que eu percebesse, o tempo tornou-se um bem raro e fez sumir a disponibilidade que toda amizade exige.”
A Feira do Livro de Mossoró será palco, na quinta-feira (14), às 19h30, do lançamento de “Só sei que foi assim: a trama do preconceito contra o povo do Nordeste”, de Octávio Santiago, publicado pela Autêntica no final de maio. A programação inclui um bate-papo sobre o tema com os jornalistas Rilder Medeiros e João Paulo Cirilo.
A obra investiga as raízes históricas e culturais que sustentam o preconceito contra nordestinos, analisando como narrativas e estereótipos se formaram e continuam a moldar o olhar do Brasil sobre a região. Lançado em São Paulo, durante a Feira do Livro, o trabalho ganhou repercussão nacional e esgotou sua primeira tiragem em apenas 29 dias. Nas três primeiras semanas, também figurou entre os mais vendidos da Amazon.
O encontro em Mossoró promete aprofundar o debate e abrir espaço para reflexões sobre identidade, memória e resistência cultural no Nordeste. O autor mossoroense João Almino escreveu a orelha do livro.
Sobre o autor
Octávio Santiago é jornalista e doutor em Ciências da Comunicação. Pesquisador nas áreas de estereótipos, identidade e pertencimento, é servidor de carreira da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte e membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do RN (IHGRN). É autor de “Só sei que foi assim: a trama do preconceito contra o povo do Nordeste” e de “Coisa fraca no sal não prospera” (escribas).
Livro está em sua segunda edição (Reprodução do BCS)
O professor-doutor Paulo Linhares relança um trabalho acadêmico de fôlego. Está à venda a segunda edição “Direitos fundamentais e qualidade de vida.”
A publicação tem prefácio do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
“A nova temática, relativa à qualidade de vida, inserida que está na área dos Direitos Fundamentais, recebe do autor uma abordagem nova, sob enfoque jurídico, que vem em muito colaborar para a sistematização dos estudos que estão a emergir,” esquadrinha Gilmar Mendes.
Sai pela Editora OWL e em capa dura.
O título pode ser adquirido pela Amazon nos formatos físico e virtual.
Samara Véras faz um mergulho em sua vasta experiência (Foto: divulgação)
No dia 5 de agosto de 2025, às 19h13, no Requinte Buffet, em Mossoró (RN), a médica pós-graduada em Dermatologia e Medicina Estética Samara Veras lança o livro “Entre Pele e Alma – Lições de Vida que a Medicina me Ensinou”. A obra marca um novo capítulo em sua trajetória, já amplamente reconhecida além das fronteiras do Brasil pelo trabalho inovador e técnico na área da Medicina Estética.
Com este livro, Samara revela ao público um outro aspecto de sua atuação: o olhar profundamente humano que sempre esteve por trás de cada procedimento, agora traduzido em palavras.
Muito além da estética, “Entre Pele e Alma” mergulha em histórias reais vividas em seu consultório — relatos que revelam o poder da escuta, da empatia e da transformação emocional que frequentemente acompanha os procedimentos estéticos. Com uma linguagem delicada, poética e profundamente sensível, o livro propõe uma reflexão sobre a beleza como expressão de autenticidade e amor-próprio.
Ao unir ciência e alma, Samara mostra que seu trabalho vai além da pele: trata-se também de recomeços, acolhimento e resgates interiores. A obra é um convite à leitura que inspira profissionais da saúde, pacientes e leitores em busca de conexão e propósito.
O lançamento celebra a consolidação de uma trajetória construída com coragem, sensibilidade e propósito. Mais que um evento literário, será uma noite para celebrar histórias que curam, palavras que tocam e a beleza de ser inteiro — por fora e, principalmente, por dentro.
Capa do livro na versão em inglês (Reprodução do BCS)
Como você volta para si mesmo quando a vida te afastou tanto?
“Mais Perto de Você” (veja vídeo AQUI) começou como uma coleção de notas escritas nos momentos silenciosos entre o coração partido, a ansiedade e a cura — uma forma de dar sentido ao caos interior e encontrar palavras para emoções que pareciam impossíveis de nomear.
Através de prompts reflexivos, verdades suaves e lembretes poéticos, ele explora o que significa amolecer, deixar ir e escolher a si mesmo, vez após vez.
Estas páginas não oferecem respostas prontas. Elas oferecem companhia, um convite para desacelerar, respirar fundo e se reconectar com a parte de você que sempre foi suficiente.
Se você está atravessando a dor da perda, buscando paz ou simplesmente desejando se sentir inteiro, este livro é para você.
* Texto da contracapa do livro bilíngue (Português e Inglês) “Mais Perto De Você – Notas de Amor e Cura”, de Carlos Oliveira (Carlos dos Santos Oliveira Júnior). O autor desnuda-se, mergulha em suas fraquezas, decepções e derrotas para descobrir que no fundo do poço “o único caminho que resta é para cima. É para lá que ele resolver ir.
É preciso subir, mesmo que despedaçado, para ser de novo inteiro, ainda que incompleto.
Carlos Oliveira é consultor global de eventos, palestrante, escritor e gestor de projetos sustentáveis (veja AQUI)
Honório de Medeiros descobre o ensaio como forma de expressão e o usa como exercício para expor como a ciência, a história, a filosofia e a literatura trataram a figura do fora do comum, o outsider. Numa forma toda sua, apresenta em livro um ensaio erudito para um tema rebelde.
Um passo de alguém que, ao estudar casos concretos de figuras fora da curva como Massilon e Jesuíno Brilhante, agora sai dos casos em particular para pensar o arquétipo. Também é, observando a obra do autor e o seu último livro, o De uma longa e áspera caminhada (2022), mais um abraço ao exercício de pensar polifônico.
Ler Honório de Medeiros é também ler todos aqueles que foram eleitos para acompanha-lo. Uma bibliodiversidade impressionante e instigante. Talvez, você termine a leitura como uma listinha de autores e livros para ler, porque é um livro que também nos leva para fora.
A leitura corre como um thriller, os assuntos vão se sucedendo, se completando, ou abrindo janelas paralelas (e não). O outsider está lá, como também o seu contrário, o homem comum, e não faltam eles, os cangaceiros, tema caro ao autor, e, nesta parte em especial, o autor é narrador, e temos mais uma camada deste livro.
O livro de Honório de Medeiros é curioso, interessante, novidadeiro, tanto na opção da forma, o ensaio; quanto na eleição do tema, o outsider, sendo ele mesmo, o autor, um outsider ao produzir uma obra incomum. Singular e inclassificável. É o livro do ano.
Publicação caprichada da editora Biblioteca Ocidente, comandada por Francisco Issac Dantas, pode e deve ser adquirido, digital ou impresso, no site da editora: //revistagalo.com.br/selo-bo/os-que-dizem-nao/
Presumo que poucas pessoas se interessem por esse conteúdo, por essa informação. Pois se trata, a bem da verdade, de uma sensaboria, algo de quem parece não ter coisa melhor para dizer. Teimoso, porém, vou contar esta história insípida. É que hoje acordei cedo. Cedinho mesmo: pouco depois das quatro da madrugada. A bexiga estava de fato nas últimas, então fui ao banheiro e não consegui reaver o sono. Volta e meia isso acontece; uma emergência fisiológica. Ainda assim, com o quarto na penumbra e naturalmente frio, retornei para a minha rede e os cobertores.
Vocês sabem que em ocasiões dessa ordem, quando a gente se encontra insone por inteiro ou parcialmente, mil e uma maluquices nos vêm à cabeça. Então nos alcança um monte de besteirol, pessoas e meio mundo de lucubrações. No meio disso, fato corriqueiro, vêm ao meu juízo determinados temas que julgo aproveitáveis, com certo potencial para converter em uma crônica garranchosa.
Recordei-me, por exemplo, de uma dúzia ou mais de amigos que têm (coloco-me no meio deles) esse alumbramento visceral, comunhão, enlace com o exercício da escrita. Sim. É o que estou dizendo. Somos, de forma saudável, reféns espontâneos e um tanto orgulhosos dos vencilhos, das amarras da escrita. Como no verso de Camões, é estar preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor. O bardo caolho é fora de série, extraordinário, um fenômeno da poesia. É incomparável.
Então penso, após todo esse nariz de cera, nos meus pares, nos meus amigos literatos, homens e mulheres dominados pelo micróbio da literatura. Alguns desses indivíduos inéditos em livro (por razões que a própria razão desconhece) seguem fugindo da raia, fazem ouvidos moucos ao chamado da Literatura. Lembro, mas que isso fique apenas entre nós, de figuras preciosas e cheias de hesitações como nosso querido arquivo ambulante Rocha Neto. E não apenas o Rocha. Há outros desertores da tinta e do tinteiro nesta Macondo nordestina. Faço aqui a vez de dedo-duro.
O que tanto esperam (insisto que esse assunto fique só entre nós) os senhores Marcos Araújo, Bruno Ernesto, Odemirton Filho, Ailson Teodoro, Raquel Vilanova e, entre outros, Bernadete Lino? Pois é, meus caros. A senhora Bernadete Lino, pernambucana que mora em Caruaru, tem o que verter para o papel. Ela, que me oferece a honra de sua amizade e tem um forte elo com nossa terra, possui uma biografia muito bonita. Estou certo de que um livro seu de memórias, considerando a clareza de seu pensamento e intimidade com nosso idioma, seria uma ótima contribuição às letras. João Bezerra de Castro, gramático vocacionado, pode afiançar o que digo.
A labuta da escrita, perdoem esta metáfora talvez de mau gosto, representa o nosso pão de cada dia, mesmo em se tratando (repito) de personagens que ainda não estrearam em livro. De repente alguém pode saltar e dizer que estou cobrando dos outros uma produção que eu próprio não reúno. Quem isto afirma não está de todo errado, considerando que sou autor de um só livro publicado.
Todavia, para quem não sabe, possuo quase dez títulos inéditos nos gêneros romance, contos, poesia e crônicas, tudo isso à espera de melhores horizontes financeiros ou da possibilidade de ser pego no pente-fino de concursos literário que oferecem premiação em dinheiro e, no mais das vezes, publicam a obra vencedora. Este é o caminho que percorro há tempos.
Ressalto, claro, que estou a anos-luz da fecundidade, da prenhez e dos recursos econômicos de autores de minha estima como Clauder Arcanjo, Ayala Gurgel e o prolífero e versátil Marcos Antonio Campos, três mosqueteiros, três espadachins bem-sucedidos nos salutares duelos com a arte do fazer literário.
Além desses três, e não menos meritórios, temos no País de Mossoró e no estado manejadores da língua portuguesa bem-aventurados como Vanda Maria Jacinto, Fátima Feitosa, Dulce Cavalcante, Margarete Freire, Lúcia Rocha, Júlio Rosado, Caio César Muniz, Cid Augusto, Jessé de Andrade Alexandria, Crispiniano Neto, François Silvestre, Carlos Santos, Inácio Rodrigues Lima Neto, Airton Cilon, Thiago Galdino, Marcos Pinto, Francisco Nolasco, David Leite, Honório de Medeiros, Antonio Alvino e, devido às condições da memória, outros mais que ora não recordo.
Todos, com um nível maior ou menor de arrebatamento, buscam esse pão nosso de cada dia que resulta em crônicas, contos, romances, poemas. No que me toca, enquanto cativo deste mister de arranjar palavras e exibi-las em páginas com um mínimo de qualidade, produzo coisas desse tipo: uma crônica um tanto quanto prolixa, mas sempre com a mão na massa do verbo do qual nos alimentamos.
Após lançar três livros sobre o tema “cangaço”, a pesquisadora e escritora Fabiana Agra prepara mais uma novidade. Vai mergulhar na história incompleta da invasão do bando de Lampião a Mossoró, em 1927.
A pré-venda do livro “Mossoró – Os 37 dias que abalaram Lampião” terá início dia 10 de março. Contato: (83) 98142-8365.
O ataque do cangaço na tarde de 13 de junho de 1927 tem ainda vários pontos obscuros.
Fabiana Agra analisa as duas principais teses quanto à motivação do ataque do cangaceiro a Mossoró: foi pelo lucro ou ele estava a serviço de interesses políticos? Ou existiu fusão de razões?
“Abdicar da luta, Jamais! Jamais abandonar companheiros, jamais deixar cair sua bandeira. Levante-a.”
(Luiz Alves Neto, “O Velho”)
Prestes a completar 104 anos, no próximo dia 10 de abril, a Liga Operária de Mossoró estreia também como um selo editorial devidamente registrado na Biblioteca Nacional e traz como a sua primeira publicação a biografia de um dos mais emblemáticos nomes dos movimentos sociais e políticos do Rio Grande do Norte, Luiz Alves Neto, “o Velho”.
Organizado pelo professor e historiador Lemuel Rodrigues, “Luiz Alves Neto – Abdicar da luta, Jamais!” reúne entrevistas de companheiros de luta e também memórias do revolucionário potiguar, companheiro de Anatália de Melo Alves, símbolo da resistência à ditadura militar instaurada no Brasil nos anos 1960 e vítima dos anos de chumbo que deixaram marcas profundas em todo o país.
Para garantir alguns custos de produção da obra, a Liga Operária está abrindo a sua pré-venda no valor de R$ 50,00.
A coordenação editorial de “Luiz Alves – Abdicar da luta, Jamais!” é da SobreArt Produções Culturais, do poeta, jornalista e editor Caio César Muniz.
Capa do livro de Gustavo Sobral e Juliana Bulhões (Reprodução do BCS)
Natal-RN. Fevereiro de 2025. Nem passou o verão e ainda não chegou o Carnaval e a novidade é que finalmente aparece o tão esperado livro de memórias das jornalistas do Rio Grande do Norte organizado por Gustavo Sobral e Juliana Bulhões.
São sete mulheres jornalistas que contam em depoimento pessoal as suas trajetórias profissionais da escolha aos desafios da profissão: Rejane Cardoso, Josimey Costa, Marize Castro, Anelly Medeiros, Anna Ruth Dantas, Rosilene Pereira e Cledivânia Pereira Alves, jornalistas, privilegiando a escrita pessoal em primeira pessoa e o estilo de cada uma para contar a sua história que é a do jornalismo potiguar.
A capa do livro é uma obra da artista Angela Almeida e o livro sai pela Biblioteca Ocidente com edição de Francisco Isaac Dantas de Oliveira, capa e editoração por Gabriel Araújo e revisão de Matheus Pereira. A versão digital está disponível para download gratuito nos sites: //gustavosobral.com.br/ e //revistagalo.com.br/selo-bo/.
Pesquisa
Gustavo Sobral e Juliana Bulhões vêm se dedicando à construção de uma memória do jornalismo do Rio Grande do Norte e a pesquisar a história e, neste ano de 2025, celebram uma década de publicações de livros e artigos em conjunto. Entre eles, Manual de Assessoria de Imprensa (2024), Jornalismo, biografia e crônica (2023), e Memórias do jornalismo no Rio Grande do Norte (2018), além de diversos artigos nestas temáticas. Todos disponíveis para download gratuito em www.gustavosobral.com.br.
Nota do BCS – Maravilha, Gustavo e Juliana. Vamos à leitura, pois. Essa moças talentosas têm muito a nos contar.
Artista é de origem mossoroense (Foto: divulgação)
O cantor, poeta e escritor mossoroense Marcus Lucenna está em sua terra natal e lançará no próximo dia 08 de fevereiro, às 10h no espaço Rustcafé a segunda edição do seu livro “As Aventuras de Marcus Lucenna na Corte do Rei Luiz”, pela editora cearense IMEPH.
A primeira edição da obra esgotou rapidamente e a nova tiragem promete encantar o leitor com novidades em relação à edição anterior que já foi lançada na Bienal do Livro de São Paulo e no Rio de Janeiro durante as comemorações alusivas ao Dia Nacional do Forró e aniversário de Gonzagão (13 de dezembro), na Feira de São Cristóvão.
“O livro retrata a trajetória de alguém que se apaixonou por forró, por isso costuma dizer: ‘A sanfona deu um nó em mim, quando eu ainda era um garotinho, lá na minha Mossoró-RN’. Esse nó que a Sanfona me deu, me fez o Cantador dos Quatro Cantos, um defensor ferrenho da Cultura Nordestina, do Forró, da Literatura de Cordel e da Feira de São Cristóvão. Ao chegar no Rio de Janeiro, tive a sorte e o privilégio de conviver com meus grandes ídolos, como o próprio Luiz Gonzaga, João do Vale, Marinês, Carmélia Alves, Luiz Wanderley, Fagner, Belchior, Ednardo, Jackson do Pandeiro, dentre tantos outros”, relata Marcus.
“É uma obra que descreve a história da música nordestina nos últimos 100 anos, seguindo as peripécias do protagonista em sua jornada épica pela Corte do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, durante metade dessa história. Quanto a outra metade, ela é narrada à partir das histórias ouvidas por mim diretamente dos grandes mestres da música nordestina, com os quais convivi”, complementa.
Marcus é cantor, compositor e escritor conhecido por vasta obra na literatura de cordel, tendo também publicado o livro “A sociedade planetária mundo natural e a competitividade fraterna”, pela Editora Europa. Apresentou programas de rádio e TV e assinou colunas em jornais de grande circulação. É cidadão carioca, cidadão fluminense e cidadão exuense, títulos recebidos dessas três casas legislativas pelo seu empenho na defesa da Cultura Nordestina.
Homenagem
O Clube do Vinil Mossoró, organizador do evento, também entregará, na ocasião, a segunda edição da Comenda do Mérito Musical Hermelinda Lopes, instituída no ano passado e já entregue ao músico mossoroense Lázaro Carvalho Batista (AMAB). Marcus fará um bate-papo sobre a sua trajetória artística e sobre a obra.
Ainda durante o verão estou lendo “As ideias de Bertrand Russell” (Editoras Cultrix e da Universidade de São Paulo, 1974), livro de autoria do também filósofo A. J. Ayer (1910-1989).
Conheci Bertrand Russell (1872-1970), o 3º Conde Russell, aristocrata, matemático, lógico, filósofo, historiador, professor, popularizador da ciência/filosofia, escritor Prêmio Nobel de Literatura, liberal múltiplas vezes casado, ativista, pacifista e muitas coisas mais, quando, há muitos anos, encantado, li sua “História da filosofia ocidental” (1945) e sua “História do pensamento ocidental” (1959). Revisitei esses livros algumas vezes na vida. Eles consagram o dito: “Um livro que não merece ser relido não merece ser lido”.
Tenho Russell como um perfeito exemplo do que Horácio Gonzalez (1944-2021), em “O que são intelectuais” (Editora Brasiliense, 1981), chama de “intelectual cosmopolita”, uma vez que ele concebia “a vida cultural como uma forma de comunicação acima das particularidades nacionais, regionais e locais”. Acreditando que o objetivo da prática intelectual é o aperfeiçoamento tanto do patrimônio cultural como social da humanidade, ele era também um “intelectual iluminista”, já que buscava trasladar, para todos os cantos do mundo, uma “cultura” que achava a melhor. Era deveras engajado. E, por fim, embora sofrendo a crítica dos puristas, para nosso deleite ele soube fazer ciência/filosofia e escrever deliciosamente para os leigos.
Muitas vezes perseguido, impedido de lecionar, proibido de viajar e preso, tudo em razão das suas ideias, Russell passou por alguns perrengues na vida. Em boa medida, a “História da filosofia ocidental” foi o que os ingleses chamam de “turning point” na sua vida, já que, financeiramente um sucesso, livrou o autor, daí em diante, de problemas com dinheiro. E foi sobretudo na virada dos anos 1940 para os 1950 que as atividades de Russel ganharam vulto.
Foi merecedor de “favores oficiais”, como a Ordem do Mérito e a eleição para várias sociedades britânicas. Em 1950, veio o Prêmio Nobel de Literatura. As publicações não pararam. Junto com Albert Einstein (1879-1955) e outros grandes cientistas, militou em favor da cooperação pacífica e do desarmamento nuclear.
Como anota Ayer, Russell “correspondia-se com chefes de Estado e interveio tanto na crise cubana de 1962 como no incidente sino-indiano, provocado por questão de fronteiras. Defendeu a causa dos judeus na Rússia, dos árabes em Israel e dos prisioneiros políticos na Alemanha Oriental e na Grécia”. Criou até um “Tribunal Internacional de Crimes de Guerra”, do que qual Jean Paul Sartre (1905-1980) foi o integrante mais badalado. E por aí vai.
Como lembra o “biógrafo intelectual” Ayer, Russel “é figura singular entre os filósofos de nosso século, por haver combinado o estudo de problemas especializados não apenas com o interesse pelas ciências naturais e sociais, mas também com a dedicação a questões de educação, tanto primária como superior, e, ainda, com ativa participação em política. A celebridade internacional, de que gozou no fim da vida, teve, sem dúvida, por principal motivo, sua atividade política e a ação de pregador de ideias morais e sociais; contudo, o lugar que venha ocupar na história, ele o deverá a sua obra filosófica e, especialmente, à que produziu na juventude e nos primeiros anos de maturidade. (…). Em verdade, com a possível exceção de seu discípulo Ludwig Wittgenstein, não há filósofo de nosso tempo que tanto tenha inovado, não somente no que respeita ao tratamento de particulares problemas filosóficos, mas ainda no que concerne à colocação global da matéria”.
De toda sorte, impossibilitado de “entender” os seus “Principia Mathematica” – que, publicados de 1910 a 1913 em coautoria com Alfred North Whitehead (1861-1947), muito provavelmente são sua obra-prima –, homenageio aqui as “Histórias” da filosofia e do pensamento de Bertrand Russell. Confesso que elas são em grande medida responsáveis pela minha paixão pela história das ciências e das artes e, em especial, do direito.
Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL
Estou lendo o livro Deus na escuridão, de Valter Hugo Mãe; um presente do meu amado filho, no dia do meu aniversário. Em resumo, o livro tem como um dos personagens, Felicíssimo, que é um protetor do seu irmão, Pouquinho, o qual nasceu frágil, e precisa da atenção especial. “Felicíssimo, porém, aceita desde o primeiro momento esse compromisso não como um dever, mas como um ato supremo de afeição”. De antemão, advirto que não se trata de uma resenha sobre o livro, mas de uma reflexão sobre o título da obra.
Pois bem. Quantas vezes estamos com um vazio na alma? Precisando de uma ajuda, de uma mão amiga, de um abraço apertado? Quantas vezes, no decorrer de nossa existência, atravessamos mares revoltos? Quantas vezes não estamos vivendo na escuridão?
É nesse momento, no qual estamos cegos pela escuridão, que precisamos encontrar uma fresta, um farol para iluminar as nossas vidas. E aí, quem professa alguma fé, procura nas palavras e nos ensinamentos de Deus um bálsamo para seus sofrimentos, um lenitivo para a alma.
Cada um tem, ou não, o seu Deus, algo superior no qual acredita, o metafísico. É uma questão de fé, do subjetivismo de cada um de nós. O fato é que quando estamos na escuridão é imprescindível procurar o caminho da luz, seja mergulhando em nossas orações, em íntima comunhão com o divino, seja buscando em alguém um gesto concreto de amor. Com efeito, atitudes valem mais do que mil palavras. Muito embora, vale dizer, uma palavra reconfortante pode, em um dado momento, ser determinante pra mudar o nosso rumo.
“Deus é luz; nele não há treva alguma”. Quão bom é o Senhor que, no obscuro de nossa alma, concede-nos a luz, a clarear os nossos pensamentos e caminhos. Por vezes estamos angustiados em razão de problemas de saúde, dificuldades financeiras, com problemas diversos. No mundo de hoje, quantas mães não choram por seus filhos estarem no mundo das drogas? Quantos jovens não estão a perder as suas vidas, vítimas de homicídio e acidentes?
Nas belas palavras de Valter Hugo Mãe:
– “Deus espera na escuridão. Deus assume suas dores, mas quer apenas entregar alegrias. Quando encontrado, Deus apenas promete alegria. Tudo o mais é falso. Desdém de quem não quis voltar a casa. De quem se perdeu e envergonhou.”
Sim, sempre haverá Deus na escuridão de nossas vidas.
Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos
Zeneide tem título de cidadania e medalha Ana Floriano (Foto: arquivo)
A desembargadora Zeneide Bezerra lançará o livro ‘’Hei de Vencer – A trajetória vitoriosa da filha de Seu Nilo e Dona Estefânia’’ nesta terça-feira (19), em Mossoró. O evento é aberto ao público e acontecerá a partir das 18h, no Memorial da Resistência, no Corredor Cultural.
O livro tem como autoras Francineide Damasceno e Glácia Rondon e conta a trajetória de vida pessoal e profissional cheia de desafios da desembargadora aposentada do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), Zeneide Bezerra.
Além da atuação como judicante, ela deixou importante legado no campo social, desenvolvendo projetos destacados. Dia 8 de março deste ano, Dia Internacional da Mulher, a Prefeitura de Mossoró realizou a entrega da maior honraria concedida às mulheres que contribuíram para o desenvolvimento político, social, cultural e econômico da cidade, o “Tributo Ana Floriano”. Ela foi a agraciada.
Natural de Parnamirim, de Mossoró a desembargadora tem outro significativo reconhecimento: o título de cidadã mossoroense. Foi concedido em 2017.
Nota do Blog – A desembargadora merece todo o prestígio e aplausos por sua carreira retilínea. Infelizmente, por estarmos em Natal, não poderemos estar nessa noite de autógrafos.
Tállison Ferreira é autor do livro (Foto: divulgação)
Após dez anos da primeira publicação de um dos livros mais importantes da literatura assuense está revisto e ampliado. A obra “Padre Francisco Canindé dos Santos – O pastor incansável do Vale do Açu” terá lançamento na próxima quinta-feira (14), às 17h30, na Igreja Matriz de São João Batista – Assú/RN.
O filósofo, poeta e pesquisador Tállison Ferreira da Silva é o autor do livro. Ele lembra que “a vida do sacerdote rende uma narrativa que nos faz sorrir, chorar e acreditar que é possível transformar a realidade onde estamos inseridos. Nessa nova versão, o livro traz na capa um desenho do artista Wanderline Freitas, com depoimentos ampliados, além de outras informações atualizadas, fotografias e anexos acrescentados.”
O livro conta com a apresentação do bispo da Diocese de Mossoró, dom Francisco de Sales Alencar Batista, além de prefácio do professor Reginaldo Silva.
Em 2025, padre Canindé completará 60 anos de sacerdócio.
Café da manhã marcou visita e gratidão ao antepassado ilustre (Fotomontagem: BSV)
O bispo diocesano Dom Francisco de Sales recebeu para um café da manhã na residência episcopal, nesta segunda-feira (11) a neta de Miguel Faustino, Nietta Linderberg de Monte, e vários outros convidados.
Na oportunidade, Dom Francisco agradeceu as várias iniciativas de Miguel Faustino em prol da Diocese como um grande benfeitor católico.
Nietta presenteou o bispo com o livro “Miguel Faustino – Nosso avô”, de autoria dela, em coautoria com o cordelista Edmilson Santini e os pesquisadores Eriberto Monteiro e José Edilson Segundo.
Compareceram ao encontro com Dom Francisco, o padre Francisco Crisanto, da Paróquia São José; padre Francisco Isaias, da Área Sagrada Família Sumaré; o advogado Alexandre Fernandes, do Setor Jurídico da Diocese de Mossoró; advogado Glauber Soares, da Pastoral da Comunicação da Paróquia Santa Luzia; dona Zilene Marques, dirigente do Grupo TCM Telecom; Geraldo Maia, pesquisador e historiador; Eriberto Monteiro, escritor; Lúcia Rocha, jornalista e escritora; e Izaira Talita, jornalista e assessora de dona Nietta.
Obra
A obra, que foi elaborada durante três anos, conta a trajetória do sobralense Miguel Faustino que chegou em Mossoró com o sonho de ser comerciante em 1880, construindo uma trajetória de sucesso à frente de sua época com negócios nas áreas de salina, algodão, fibras e couro para exportação, entre outros.
Nos últimos anos, o termo “classe média” tem sido cada vez mais questionado. Antes símbolo de estabilidade financeira e ascensão social, esse segmento vem enfrentando uma dura realidade: a perda de poder de compra e a pressão por um padrão de vida que se torna cada vez mais difícil de sustentar. Afinal, o que aconteceu com a classe média? Quais fatores levaram ao seu enfraquecimento?
Para entender essa transformação, André Charone, contador, consultor financeiro e autor do livro “A Verdade sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia”, explica os desafios enfrentados por esse grupo e oferece uma análise profunda das causas desse declínio.
Custo de vida
Segundo Charone, um dos principais problemas que afetam a classe média é o aumento acelerado do custo de vida, sem que os salários acompanhem essa alta. “Nos últimos dez anos, vimos uma inflação crescente em itens essenciais como alimentação, habitação, educação e saúde, mas os reajustes salariais para a classe média ficaram aquém dessa elevação. Com isso, essa faixa da população passou a ter mais dificuldade em manter o padrão de vida que antes era considerado normal”, explica.
A crise econômica provocada pela pandemia e os choques externos, como a guerra na Ucrânia, apenas intensificaram esse problema. “Famílias que antes podiam pagar por educação particular para os filhos ou manter um plano de saúde de qualidade agora se veem obrigadas a fazer cortes significativos. É um processo de empobrecimento silencioso, onde o padrão de vida se deteriora gradativamente”, alerta Charone.
Endividamento
Outro fator que contribuiu para o enfraquecimento da classe média é o endividamento crescente. Charone aponta que, para manter o estilo de vida, muitas famílias recorreram ao crédito fácil, criando uma bolha de endividamento. “As pessoas se viram entre a necessidade de consumir e a ausência de uma renda que acompanhasse essa necessidade. Isso levou ao aumento de dívidas, principalmente no cartão de crédito e financiamentos”, comenta.
O consultor financeiro ressalta que, em seu trabalho, ele viu casos de famílias que, na tentativa de manter a fachada de estabilidade, acabam comprometendo seu futuro financeiro. “A classe média foi empurrada a financiar seu padrão de vida com crédito, mas sem planejamento adequado, as consequências são devastadoras, como inadimplência e até perda de patrimônio.”
Reforma Tributária
Charone destaca ainda o papel da tributação nesse processo de queda da classe média. “No Brasil, temos uma estrutura tributária que penaliza o consumo, o que atinge diretamente a classe média. Quanto mais essa faixa da população consome, mais tributos ela paga, enquanto os mais ricos, com investimentos e ganhos de capital, acabam se beneficiando de brechas fiscais.”
Ele ressalta a necessidade urgente de uma reforma tributária que seja mais justa e redistributiva. “Precisamos de um sistema que alivie o peso sobre o consumo e transfira parte dessa carga para a renda dos mais ricos. Isso pode ser uma solução para reequilibrar o poder de compra da classe média e possibilitar sua recuperação”, sugere.
E o Futuro?
Apesar do cenário preocupante, Charone acredita que ainda há esperança para a classe média, desde que haja uma mudança significativa na forma como o governo e a sociedade enxergam esse grupo. “Precisamos de políticas públicas que incentivem o crescimento econômico e gerem empregos de qualidade, com salários condizentes com o custo de vida. Além disso, é necessário educar financeiramente essa população para que ela saiba como administrar melhor seus recursos, evitando o endividamento excessivo”, conclui.
Ele reforça que seu livro “A Verdade sobre o Dinheiro” nasceu justamente dessa necessidade de dar ferramentas práticas para a classe média entender e gerenciar suas finanças de maneira mais eficaz. “As pessoas precisam de educação financeira para enfrentar esse novo mundo econômico. Sem isso, o ciclo de empobrecimento tende a continuar”, finaliza.
Reflexo
O que está acontecendo com a classe média é um reflexo direto das políticas econômicas e da falta de planejamento a longo prazo. Se essa situação não for tratada de forma séria, o país corre o risco de ver um aumento significativo da desigualdade social, onde a tão sonhada ascensão social se tornará uma lembrança distante. Para André Charone, a resposta está na educação financeira e em reformas que promovam uma justiça fiscal real, abrindo caminhos para que a classe média volte a crescer e prosperar.
Sobre o autor:
André Charone é contador, professor universitário, Mestre em Negócios Internacionais pela Must University (Flórida-EUA), possui MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria pela FGV (São Paulo – Brasil) e certificação internacional pela Universidade de Harvard (Massachusetts-EUA) e Disney Institute (Flórida-EUA).
É sócio do escritório Belconta – Belém Contabilidade e do Portal Neo Ensino, autor de livros e dezenas de artigos na área contábil, empresarial e educacional.
André lançou recentemente o livro ‘A Verdade Sobre o Dinheiro: Lições de Finanças para o Seu Dia a Dia’, um guia prático e acessível para quem deseja alcançar a estabilidade financeira sem fórmulas mágicas ou promessas de enriquecimento fácil.
O livro está disponível em versão física pela Amazon e versão digital pelo Google Play.