Walter Alves foi deputado federal, o que pode ser o seu plano B ou mesmo prioridade (Foto: Câmara dos Deputados/Arquivo)
Aqui e acolá, perguntam-me: “O vice-governador Walter Alves (MDB) vai ser candidato a governador?”
Bola de cristal eu não possuo. A meu favor, para a resposta, conhecer razoavelmente – e sempre buscando mais – sobre a política e os políticos do RN.
Mas, isso não é o suficiente. É imprescindível, a frieza para estudar e analisar a conjuntura, tentando avaliar os interesses em jogo, perdas e ganhos. Ao mesmo tempo, fuçar informações privilegiadas, ouvir fontes confiáveis, checar e checar sempre qualquer ruído ou notícia (real ou plantada).
Sobre Waltinho, é preciso que fique claro: é o último da linhagem do clã Alves com mandato eletivo. E pode ser o último mesmo, se não conseguir vitória eleitoral nas urnas para governador. Voltar a ser deputado federal é o seu plano B ou mesmo a prioridade. Ele sabe bem disso. Sabe muito mais do que eu imagino saber.
Com certeza, Walter Alves não vai entrar em aventura para extraviar tudo. Assumir sacrifício por quem? Pelo PT? Pela governadora Fátima Bezerra (PT)? Não, não mesmo. A menos que… haja uma compensação significativa.
Será candidato se for viável a eleição, se enxergar condições mínimas de crescimento e êxito até o pleito de outubro de 2026.
Até aqui, a grosso modo, não há um cenário favorável. Pode mudar? Pode.
Magalhães Pinto, célebre político da fauna mineira, já descrevia a política como um fenômeno metereológico, analogia que se consagrou. “A política é como nuvem: “Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.”
Waltinho olha pro céu na expectativa de que certas nuvens sejam passageiras, episódicas e fugazes.
Aí, ele pode olhar de novo para cima e decidir: Vamos.
Deserto do Atacama, onde é improvável pelo menos uma neblina (Foto: Lennon Schneider Franca – Flickr / Flipar)
A volumosa sequência de pesquisas sobre o cenário político-eleitoral de Natal, na pré-campanha e na atual e campanha 2024, não deixa dúvidas quanto a uma quase certeza. Ou certeza, digamos: o ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PSD) marcha para ser eleito pro quinto mandato à prefeitura.
No primeiro ou segundo turno?
A principal dúvida é essa aí.
A outra é quanto ao adversário que possa enfrentá-lo, caso o embate escorra para uma etapa complementar.
Deputado federal Paulinho Freire (UB) ou deputada federal Natália Bonavides (PT)?
Eis a questão.
Vencer Carlos Eduardo Alves, por tudo que todas – absolutamente todas – as pesquisas mostram, não é impossível.
É improvável.
Filigranas separam uma palavra da outra, sob a ótica da semântica e na política. Mesmo assim, são diferenças profundas.
O impossível é algo completamente fora do reino das possibilidades. Não tem como acontecer, não importam as circunstâncias. Chance zero. Exemplo: sobreviver a uma temperatura de 70 graus abaixo de zero, por longas horas, na Sibéria, sem qualquer equipamento protetor do corpo.
O improvável não é certo que acontecerá, tendo chance muito pequena, ínfima mesmo, de ocorrer. Exemplo: o deserto do Atacama, no Chile, local mais seco do mundo, fica séculos sem ter uma única neblina. Depois de alguns séculos, entre 2015 e 2017 foi abençoado por tempestades.
Seus adversários sabem muito bem disso.
Eles estão no Atacama.
Porém, sempre existe uma esperança. Político mineiro, Magalhães Pinto (1909-1996) cunhou uma frase que ficou célebre: “O impossível em política é elefante voar.”
Acompanhe o novo Instagram do Blog Carlos Santos clicando @blogcarlossantos1
Segue a maldição do vice de Mossoró. Kadu Ciarlini (PP), filho da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), candidato derrotado na chapa de Carlos Eduardo Alves (PDT), é mais um nome saído da cidade que não consegue ser vice-governador. A série já é numerosa e vem de longe, como o Blog Carlos Santos postou no dia 15 de junho de 2010: A “maldição” de ter vice de Mossoró.
Em 1950, o médico e ex-prefeito mossoroense Duarte Filho foi vice na chapa governista de Manoel Varela. Perderam para o mossoroense Dix-sept Rosado e Sílvio Pedrosa. Em 1960, deputado estadual Vingt Rosado foi vice de Djalma Marinho: perdeu para a dupla Aluízio Alves-Walfredo Gurgel.
Em 1965, o ex-deputado federal Tarcísio de Vasconcelos Maia (pai do senador José Agripino) apresentou sua candidatura para vice-governador de Dinarte Mariz, mas ambos foram derrotados por Walfredo e Clóvis Motta.
Em 1994, a então ex-prefeita de Mossoró Rosalba Ciarlini concorreu como vice do ex-governador Lavoisier Maia e a chapa levou a pior para a composição senador Garibaldi Filho-deputado federal Fernando Freire.
Em 2002, a urucubaca veio em dose dupla: o deputado federal Laíre Rosado foi vice do governador Fernando Freire e o ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado ocupou a mesma posição na chapa do senador Fernando Bezerra. As duas chapas foram derrotadas pela ex-prefeita natalense Wilma de Faria-deputado estadual Antônio Jácome.
Em 2022 teremos mais uma tentativa?
P.S – 10h38 de 30-10-18 – O professor Walter Fonseca acrescenta mais um ingrediente a essa postagem de abertura da coluna: “Amigo, em 1986, Antonio Florêncio, que era de Pau dos Ferros mas tinha base eleitoral por Mossoró, representando eleitoralmente a cidade, foi vice de João Faustino. Também perdeu”. Nota do Blog – De fato, caro Walter. Mas não o incluí na lista por um critério duvidoso que adotei, o fato de ele não ter uma vida regular vinculada ao município naqueles tempos, com a escolha para vice sendo por outros critérios e não necessariamente sua base política. Abraços.
PRIMEIRA PÁGINA
Senadores potiguares ocuparão assentos até então intocáveis – As eleições deste ano produziram várias surpresas, novidades e fenômenos. Algo diferente será a formação da representatividade potiguar no Senado. Na próxima legislatura teremos no Senado o Capitão Styvenson (Rede), Jean-Paul Prates (PT) e Zenaide Maia (PHS). Nomes como José Agripino (DEM) e Garibaldi Filho (MDB) saem de cena após mais de 30 anos entre passagens pelo governo estadual e esse poder. Sinal dos tempos.
Prates (em pé, à direta) substituirá Fátima (Foto: divulgação)
Bancada governista de fácil formação, mas de difícil controle – A governadora eleita Fátima Bezerra (PT) não terá dificuldades em montar bancada majoritária na Assembleia Legislativa. Apesar de apenas três deputados terem sido eleitos por sua coligação, apoios recebidos no segundo turno e migrações “naturais” que vão acontecer, lhe darão boa maioria na Casa. Difícil será controlar tanta gente, em mais de uma dezena de partidos, com boa parte deles acostumada a uma forma de apoio pouco republicana.
Os descontentes com um e com outro na disputa presidencial – Dados da Justiça Eleitoral apontam que o percentual de votos nulos no segundo turno das eleições presidenciais de 2018 chegou a 7,4%, o maior registrado desde 1989, totalizando 8,6 milhões. Foi um aumento de 60% em relação ao 2º turno da última eleição presidencial, em 2014, quando 4,6% dos votos foram anulados. Os votos brancos somaram 2,4 milhões (2,1%), neste 2º turno, pouco acima do 1,7% da última eleição presidencial. Ao todo, 31,3 milhões de eleitores não compareceram às urnas, o equivalente a 21,3% total, proporção similar ao do 2º turno presidencial de 2014. Somando os votos nulos e brancos com as abstenções, houve um contingente de 42,1 milhões de eleitores que não escolheram nenhum candidato, cerca de um terço do total.
O ciclo de eleições 2018 no RN ainda não está concluído
A corrida pelo voto no RN não terminou nesse domingo (28), com as eleições no segundo turno. Ainda vão existir eleições suplementares para prefeito e vice em dois municípios no dia 25 de novembro: Água Nova e Pendências. Em ambos, prefeito e vice foram cassados por abuso de poder econômico. Este ano já aconteceram também eleições suplementares em João Câmara, Pedro Avelino, Galinhos, Parazinho e São José de Campestre no último dia 3 de junho. P.S – Às 13h32 de 31 de outubro – O TRE/RN decidiu nessa terça-feira (30) que haverá eleição suplementar em outro município: Guamaré. Será dia 9 de dezembro.
Candidaturas e vitórias eleitorais para 2020 começam a ser antecipadas – Mal terminou a apuração de votos das eleições 2018, já é possível ouvirmos e lermos sobre nomes “certos” às eleições municipais em 2020. Os mais empolgados antecipam vitória de “A” ou de “B”. Calma, turma. As urnas deram uma mensagem retumbante não apenas para quem foi derrotado, mas também para os eleitos. Está todo mundo no fio da navalha. Compreensível, mas cedo e precipitado se falar em tom assertivo e premonitório sobre eleições que vão acontecer daqui a quase dois anos. Numa era analógica, há algumas décadas, o governador mineiro Magalhães Pinto definiu: “Política é como uma nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Você olha de novo e ela já mudou”. Imagine hoje, num mundo cibernético.
Carlos: nome para 2022 (Foto: divulgação)
Carlos Eduardo Alves não é opção para disputa de prefeitura – Bom alertarmos para quem acredita numa nova candidatura do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT), à Prefeitura do Natal, que ele está alijado de disputa em 2020. Por ter renunciado ao segundo mandato consecutivo para ser candidato ao governo estadual, não pode tentar emendar outro (seria o terceiro em série). O ex-prefeito só retomará a trilha de candidaturas mais adiante, em 2022, se quiser ser de novo candidato ao governo ou outro cargo eletivo.
O presidente eleito pode e deve desestimular excessos – Muita gente alimenta pregação de que o país marcha para uma ditadura ou outra forma de intervenção não constitucional. Sinceramente, não temo um regime de exceção, mas percebo que precisamos nos contrapor à restrição de direitos individuais, patrulhamento de costumes, violação da liberdade de expressão e cerco ao exercício jornalístico. Algumas escaramuças nesse sentido incomodam desde já. Porém espero que o próprio presidente eleito seja voz discordante e desestimuladora de excessos entre familiares, votantes e militantes-patrulhadores mais exaltados. Na oposição, também não faltam aloprados, é bom que se diga. Não votei nele, mas torço demais para que acerte e possa contribuir à retomada do desenvolvimento, à luta contra as profundas desigualdades sociais e à corrupção endêmica. Nesse caso, também tenho o Brasil como meu partido e pátria amada.
Nomes saem fortalecidos em meio ao tsunami eleitoral – Em contraponto à onda de votos contra políticos tradicionais, os deputados estaduais Vivaldo Costa (PSD) e Nelter Queiroz (MDB) têm motivos para comemorações. Sobreviveram e bem ao tsunami que varreu boa parcela da velha guarda da política potiguar este ano. Vivaldo, com 32.638 votos; Nelter, com 40.717. Outras figuras precisaram se reinventar, como o atual prefeito do Natal, Álvaro Dias (MDB). Paralelamente, começam a surgir outros nomes na tabuleiro, sobretudo num momento em que também está em aberto o comando da própria prefeitura, com o afastamento do prefeito Robson Araújo (PSDB), o “Batata”.
EM PAUTA
Banda H – A Banda H com seu pop-rock de alta qualidade vai animar a noite que antecede o feriado de finados, com música ao vivo nas piscinas do Hotel Thermas, na quinta-feira (1º de novembro). Sucesso, rapaziada. Se der, apareço.
Finados – A Diocese de Mossoró divulgou o horário das missas que serão celebradas na sexta-feira, dia 2, Dia de Finados. Cemitério São Sebastião, às 5h30 e às 16h30; Capela de Santa Teresinha, às 6h e às 9h; Cemitério Novo, às 8h e às 17h. Missa na Matriz Imaculada Conceição às 19h. A Rádio Rural transmite a Missa de Finados das 16h30 com Bispo Dom Mariano Manzana.
Palco Giratório – O espetáculo teatral “Os cavaleiros da triste figura” do grupo Boca de Cena, do Sergipe, vai se apresentar em três palcos do Rio Grande do Norte: Caicó (11/11), Mossoró (14/11) e em Natal (18/11), dentro da 21ª Edição do Palco Giratório do Sesc.
Jegue Folia – A cidade de Marcelino Vieira na região Oeste do RN terá entre os dias 4 e 6 de janeiro de 2019 a 18ª edição do Jegue Folia. A micareta é uma das mais consolidadas e longevas do estado. Psirico, Chicabana e Cláudia Leitte serão as atrações.
Catedral – A banda Catedral está de volta a Natal em sessão extra. O show “Catedral 30 Anos e Você”, em comemoração aos seus 30 anos de carreira, acontece no dia 21 de novembro, no Teatro Riachuelo, às 21h30.
Saraiva – No Dia Nacional do Livro, 29 de outubro, uma péssima notícia: a Livraria Saraiva do Partage Shopping em Mossoró não abriu. Foi desativada, como outras mais 19 unidades dessa marca no país (veja AQUI). Lamentável.
SÓ PRA CONTRARIAR
As urnas eletrônicas são confiáveis ou não, capitão Bolsonaro?
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Nesta quarta, 31/10, das 14 às 17h, vai acontecer a Mostra de Arte e Educação 2018 da Casa Durval Paiva. A instituição fica situada na Rua Prof. Clementino Câmara, 234 – Barro Vermelho, em Natal e o acesso ao público é gratuito. A entidade atende à criança e ao adolescente com câncer e doenças hematológicas crônicas (veja AQUI).
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Juscelino Rêgo (Pau dos Ferros), Carlinhos Silveira (Mossoró) e Carlos Sérvulo (Natal).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (22/10) clicando AQUI.
Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo Twitter AQUI, InstagramAQUI e FacebookAQUI.
A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, foi um movimento emancipacionista que eclodiu em 6 de março de 1817, na então Capitania de Pernambuco, no Brasil, culminando em 19 de Maio do mesmo ano.
Dentre as suas causas, destacam-se a influência das ideias Iluministas propagadas pelas sociedades maçônicas (sociedades secretas), a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e os enormes gastos da Família Real e seu séquito recém-chegados ao Brasil — o Governo de Pernambuco era obrigado a enviar para o Rio de Janeiro grandes somas de dinheiro para custear salários, comidas, roupas e festas da Corte, o que ocasionava o atraso no pagamento dos soldados, gerando grande descontentamento do povo brasileiro.
Foi o único movimento separatista do período colonial que ultrapassou a fase conspiratória e atingiu o processo revolucionário de tomada do poder. Câmara Cascudo, historiador-mar do Rio Grande do Norte definiu esse movimento como “…A mais linda, inesquecível e inútil das Revoluções brasileiras. Em relação a então Capitania do Rio Grande do Norte, a região Oeste assume papel relevante promovendo intercâmbio com as Capitanias do Ceará e Paraíba.
Assumiu proporções com magnitude de vulto, que chegavam a ofuscar as conspirações engendradas na cidade de Natal.
Essa temática suscitou um longo processo investigativo que soma o decurso de quatro décadas, em que colhi subsídios diversos e dispersos constantes em obras famosas, citando-se as que tratam sobre a história do RN, dos célebres historiadores Tavares de Lira, Rocha Pombo e Câmara Cascudo.
Destaca-se, ainda, a famosa Coleção denominada “Documentos Históricos”, publicada pela Fundação Biblioteca Nacional, Divisão de Obras raras, no ano de 1955, Volumes CV a CX.
Esse artigo não representa trabalho didático. Costumo fugir dos planos metódicos e da aridez dos compêndios. Constitui mais um processo de resgate dos protagonistas e heróis que se sacrificaram pela causa da independência do país, promovendo o bem coletivo e o progresso da nação.
Quando faz abordagem sobre esse movimento separatista no RN, o historiador Rocha Pombo cita a região do Apodi como foco irradiador desse ideal revolucionário, para as Vilas de Portalegre, Martins e Pau dos Ferros.
Em Portalegre e Pau dos Ferros eram comandados pelos Padres João Barbosa Cordeiro e Manoel Gonçalves da Fonte, respectivamente. Observa-se marcante desenvoltura desses padres, em suas pastorais e efusivos discursos nos púlpitos de suas paróquias.
Na devassa feita por determinação da Corte portuguesa radicada no Brasil, são citados os nomes dos levantados do Apodi, com ênfase para os Capitães do Regimento de Milícias das Várzeas do Apodi José Francisco Ferreira Pinto, José Ferreira da Mota (O 1º deste nome), Manoel Freire da Silveira. O contato dos revolucionários apodienses com Pernambuco eram feitos pelo Capitão José Ferreira da Mota que, disfarçado de comprador de gado, se dirigia até à cidade de Olinda, onde o seu filho de igual nome, estudava no Seminário, onde ordenou-se em 1820.
Esse notável Clérigo nasceu na fazenda “Santa Cruz” no ano de 1797, tendo falecido – acometido pelo ‘Cólera morbos” – na Vila de Brejo do Cruz, no ano de 1862.
Dentre o vasto referencial aos fatos desse movimento revolucionário em terras do Apodi, sobressai-se a revel de que o belo lugar de nome “Passagem Funda”, encravado no célebre “Brejo do Apodi”, era valhacouto dos revolucionários da Região Oeste, destacando-se os irmãos Domingos Alves Ferreira Cavalcanti (Falecido a 02.10.1830), Manoel Januário Bezerra Cavalcanti (Residia no Ceará) e Capitão Antônio Alves Ferreira Cavalcanti, residente em Portalegre, depois na Serra do Martins.
Em torno desse retumbante movimento revolucionário, cita-se, ainda, os relevantes serviços prestados pelos irmãos João Saraiva de Moura e David Leopoldo Targino, filhos do Capitão-mor Geraldo Saraiva de Moura, que casou em segunda núpcias com Rita Maria de Jesus, pernambucana, filha do primeiro Padre da Paróquia de Apodi João da Cunha Paiva (1766-1776), patriarca dessa tradicional família da região Oeste potiguar.
Não olvidemos, também, a pessoa do Capitão Agostinho Pinto de Queiroz, comandando os ideais revolucionários na dadivosa Serra do Martins. Essa figura de vulto passou dois longos anos preso nos cárceres da Bahia.
Esses dados sobre os irmãos Moura foram colhidos do livro “Velhos Inventários do Oeste Potiguar”, de autoria de Marcos Antônio Filgueira – Coleção Mossoroense – série C – Volume 740 – ano 1992.
Logo que os revoltosos souberam do aniquilamento do movimento revolucionário, ocorrido em 19 de Maio de 1817, aderiram imediatamente ao comando da Corte portuguesa.
Para escapar da sanha perseguidora pós-revolução, o indômito apodiense Capitão José Francisco Ferreira Pinto resolveu transferir sua residência para a Vila Rio Preto, na Província de Minas Gerais, de quem descende o renomado banqueiro (Dono do Banco Itaú) e político mineiro Magalhães Pinto.
Atribui-se ao então governador do Ceará no início dos anos 80, Luiz Gonzaga Mota, o “Totó”, uma frase que virou lugar-comum na atividade pública do país: “A política é dinâmica”.
Com essa sentença, desde Totó, se explica e se justifica praticamente tudo em política. De Norte a Sul, de Leste a Oeste, da esquerda à direita.
Ela serve para dar um ar de legitimidade a acordos espúrios e mudanças improváveis. Contudo não é, necessariamente, um conceito pejorativo. Na maioria das vezes, sim, acaba tendo essa conotação.
É ainda uma espécie de atualização do conceito da própria política, mas com fachada moral suspeita, que o mineiro Magalhães Pinto definiu há algumas décadas:
– A política é como nuvem. Você olha e ela está de um jeito. Olha de novo e ela já mudou.
Amplia até a margem de ‘segurança’ àqueles que cobrem o métier (ofício) político na imprensa, obrigados a fazerem previsões como se fora um oráculo.
Mas em relação a 2016 e aos anos que estão por vir, não está fácil preconizar nada. Tudo muda como uma nuvem e fica mais dinâmico do que o normal. Os fatos estão exagerando nas piruetas e nos contorcionismos.
É assim na política nacional, tem sido assim no âmbito estadual e na maioria dos nossos municípios.
Acompanhe nosso Twitter clicando AQUI. Notas e comentários mais ágeis.
Os acontecimentos que não param de ser produzidos em Brasília e em Curitiba-PR, foro da Operação Lava Jato, ganham dimensão sem precedentes nos estados e no microcosmo da federação nacional: o município.
Prever o que ocorrerá daqui a alguns meses é exercício de enorme dificuldade, haja vista que tudo parece nebuloso para anteciparmos o simples dia seguinte.
Ficamos com o líder Otto von Bismarck, pai da unificação alemã no século XIX, nesses tempos assombrosos: “A política não é uma ciência, mas uma arte!”