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A carnavalização das instituições

Por Marcos Araújo

O sociólogo  polonês radicado na Inglaterra Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados e produtivos da atualidade. Aos 84 anos, escreveu mais de 50 livros. É dele a definição de uma “modernidade líquida”. É assim que ele se refere ao momento da História em que vivemos. Os tempos são “líquidos” porque tudo muda tão rapidamente.

Nada é feito para durar, para ser “sólido”. Disso resultariam, entre outras questões, a obsessão pelo corpo ideal, o culto às celebridades, o endividamento geral, a insegurança social e até a instabilidade dos relacionamentos amorosos. É um mundo de incertezas. É o mundo de cada um por si.

Contribuição decisiva tem dado a mídia e alguns intelectuais do presente à formação dessa sociedade “líquida”. A ordem social vigente é “desinstitucionalizar” tudo e todos. Embora a expressão (desinstitucionalizar) seja utilizada mais comumente no ramo da saúde psiquiátrica, significando a “alternativa para as práticas manicomiais, visando o cuidado do paciente em liberdade”, vivenciamos tempos de desconstrução e desmonte de nossas instituições sociais, numa sanha enlouquecida para defenestrar macrossocialmente qualquer entidade ou pessoa reconhecida.

Não existe imunidade concedida, por mais casta e indene que seja a instituição, a esse fenômeno coletivo de destruição (física ou moral) implantado hodiernamente no Brasil. Por aqui, a convulsão social demonstra que se não tomarmos cuidados, nada ficará de pé. As instituições militares estão sendo desrespeitadas a tal ponto que nem mesmo os quartéis são locais de segurança. Na minha infância, toda criança tinha medo da polícia. Hoje, os Postos policiais são atacados e viaturas são incendiadas com a mesma tranquilidade com que se come um cachorro quente numa barraca de feira.

As (instituições) civis são costumeiramente invadidas, depredadas e saqueadas, sejam públicas ou privadas. Bancos voam aos pedaços pela ação da dinamite, enquanto manifestantes quebram o que encontram pela frente em seus movimentos ditos “pacíficos”. A sociedade a tudo assiste perplexa, ou, quando não, parcela dela aplaude entusiasticamente.

Não raro, há uma triste necessidade de se nivelar ao esgoto as instituições, putrefatizar seus dirigentes, estigmatizar seus defensores… O último julgamento do STF, vésperas de carnaval, demonstra bem que a Corte vivencia uma crise de autoridade e autoafirmação. Para a opinião midiática, seja qual for o ângulo de visão, não é mais o STF um repositório moral que defende e zela a Constituição.

E quem exerce soberanamente o Poder? Quem tem o controle para evitar a convulsão social? Assim como no carnaval, a desordem é total e o medo é geral. Apenas um exemplo com dois Poderes Republicanos: na semana retrasada, devido a uma marcha dos Sem Terra em Brasília, o STF suspendeu uma sessão de julgamento, e a Presidente Dilma fechou o Palácio do Planalto (sede) e foi despachar no Palácio da Alvorada (residencia oficial).

Nessa guerra psicológica e informacional pelo desmonte do Estado organizado, cabe de tudo. George Orwell ensinou a todos nós que a linguagem pode ser uma arma do conhecimento, mas também pode servir à mentira.

Nesse início do século XXI, devido a posições manifestamente contrárias à classe política que tudo podia, vigora a acusação (ao meu ver injusta!) de que o Poder Judiciário é o culpado pela desestabilização democrática, de ter engolido os demais poderes do Estado (Executivo e Legislativo) – uma poterefagia, e até mesmo pela fuga do capital estrangeiro, e por isso a crise econômica do país.

Preocupa-me, sobretudo, nessa quebra institucional, a tentativa de minimização ou ridicularização do Poder Judiciário justamente pelos que entendem de Direito, e são, por essência, vestais profícuos formadores de opinião.

É INEGÁVEL que o Poder Judiciário ampliou sua influência e intervenção sobre as questões sociais no Brasil. Desde a Constituição de 1988, o judiciário é cada vez mais provocado a se manifestar sobre temas e conflitos sociais, enquanto última instância política. Além disso, ganhou espaço na política brasileira, tanto pelo exercício do acompanhamento do legislativo, quanto pela anuência ou cobrança do executivo.

O debate sobre o Poder Judiciário e sua (des)funcionalidade é mais do que válido. Temos muito a que debater e pedir mudanças.

Entre tantos temas: a) vamos pugnar pela mudança na forma e no critério da indicação dos Ministros do STF, para que o Governo não tenha “bancada no Supremo”, modelo inaugurado por Gilmar Mendes em defesa de FHC; b) alterar a vitaliciedade nos cargos de juiz, para não mais permitir que a punição mais exemplar seja a aposentadoria compulsória; c) discutir a validez da  nomeação dos juristas para os Tribunais Eleitorais; d) combater a espúria forma de indicação do quinto constitucional; e) desviar a execução orçamentária dos edifícios suntuosos (como as babélicas imitações dos templos gregos da Justiça Federal), para suprir a carência de servidores e da menor proporcionalidade mundial entre juiz/habitante; f) a falta de estrutura para cumprimento de suas próprias decisões etc.

Mas, discutir tudo isso é complexo demais!

O bom mesmo é falar do trivial, do superficial, dar um verniz intelectual naquilo que a sociedade não conhece, nem mesmo pela complexidade temática poderia saber. Um exemplo cabe para Mossoró: o processo político-jurídico-eleitoral das distantes eleições de 2012 interessou – e interessa! – mais do que a funcionalidade da Justiça como um todo. Jornalistas e pessoas que não trabalharam com os processos judiciais que implicaram na cassação de candidatos se arvoraram – e se mantém ainda – comentadores e analistas perpétuos das supostas “injustiças” praticadas pelo Poder Judiciário. Tem graça ainda falar nesse tema, quase dois anos após?

Por que ninguém escreveu sobre o fato de que em Mossoró a Vara da Fazenda Pública tem apenas um juiz para 18.000 processos? Que as Varas Cíveis e Criminais estão assoberbadas de estagiários e quase não tem funcionários efetivos? E a Vara da Infancia e da Juventude que padece pela ausência de local apropriado para colocar menores infratores? Por que não se “sensacionalizou” com o fato verídico de que recentemente as audiencias foram suspensas em uma Vara Cível por falta de impressora? Isso, porém, não interessa aos palpiteiros de plantão.

Vejo com preocupação a crescente corrente da valorização da soberania da “opção popular”, da superposição política e dos seus estamentos, como se ela fosse o último refúgio da democracia.

Lembrando Raymundo Faoro (Os donos do poder: formação do patronato político brasileiro. 5 ed. São Paulo: Globo, 2012, p. 836/837), os que dizem defender o povo, nem sempre se alinham aos interesses deste. O poder – a soberania nominalmente popular – tem donos, que não emanam da nação, da sociedade, da plebe ignara e pobre. E finaliza Faoro:

E o povo, palavra e não realidade dos contestatários, que quer ele? Ele oscila entre o parasitismo, a mobilização das passeatas sem participação política, e a nacionalização do poder, mais preocupado com os novos senhores, filhos do dinheiro e da subversão, do que com os comandantes do alto, paternais e, como o bom príncipe dispensários de justiça e proteção.”

A vontade popular forjada sob o cajado negro da ilicitude e da manipulação dos espaços públicos sociais não é senão um simulacro do consenso popular.

O serviço que o Estado de Direito (leia-se Poder Judiciário) presta a essa democracia é o de exigir que o poder seja lícito! Seu papel é proteger a lisura e a legitimidade das manifestações democráticas, dentre as quais se tem como central na atualidade o processo eleitoral. No Estado Democrático de Direito, que é uma conquista da modernidade que persiste como desejada por todos até os dias atuais, a relação entre o direito e a política não pode ser senão de interação recíproca, mas jamais de subordinação de um sistema pelo outro.

A quem interessa, portanto, destruir ou desqualificar o Judiciário?

Nesses tempos de desvalia e minimização das instituições, estou como Walter Benjamin, o filósofo da melancolia, passado de tristeza. Exercendo o direito de ter pensamento próprio, não concordo com a hipertrofia do Judiciário, nem com a visão pessimista sobre a ineficiência ou inoperância dos demais poderes republicanos (Legislativo e Executivo). Mal ou bem eles funcionam, se não a contento, mas o suficiente para demonstrarem altivez, independência e relativa harmonia entre eles, nomeadamente em defesa dos seus próprios interesses.

O expediente jacobino que ainda paira sobre as cabeças dos que pregam a desconstrução anárquica de tudo quanto está aí, deve ser suplantado pela concórdia e alteridade dos que servem ao sentimento de união-nação e República. É preciso construir pontes entre os poderes, a política e o povo. Reunir a sociedade, e não dispersar. Do contrário, nosso corpo institucional democrático de “República”, praticamente semi-morto, “falecerá”. A manter-se este quadro, a ruptura institucional é inevitável.

O Poeta Eduardo Alves da Costa (confundido às vezes na autoria poética desses versos abaixo como se fosse de Maiakovski), bem lembrava quanto a esses salteadores da democracia:

“[…] Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada. […]”

Confiar cegamente nas instituições não é uma boa alternativa. Mas, respeitá-las, aperfeiçoá-las e defendê-las é um bom início de concepção democrática. São elas quem nos garantem a liberdade, a opção política, a valorização da lei e a estabilidade social. É dever nosso, como cidadão, cobrar responsabilidades dos ocupantes dos poderes republicanos.

Enxovalhá-los parece prática carnavalesca. É preciso combater a carnavalização das nossas instituições.

Marcos Araújo é professor e advogado

Decisões do TSE não têm relação direta com Larissa Rosado

A deputada estadual Larissa Rosado (PSB) emitiu nota à imprensa, dando sua versão sobre recentes decisões no âmbito do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Veja abaixo, na íntegra:

A assessoria jurídica da deputada estadual Larissa Rosado (PSB) esclarece que, ao contrário do publicado na mídia, processos julgados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), quinta-feira (20), não têm relação com a parlamentar, diretamente. Na verdade, são representações por propaganda antecipada, em falas da deputada federal Sandra Rosado (PSB) e do vereador Jório Nogueira (PSD). As consequências foram apenas multas, no valor de R$ 10 mil.

Larissa manifestou-se através do seu setor jurídico (Foto: divulgação)

Aliás, as decisões de quinta-feira foram imediatamente recorridas ao Supremo Tribunal Federal (STF), por envolver violação ao direito de liberdade de expressão e comunicação, já que as palavras da deputada e do vereador nada mais eram do que manifestação dos direitos de opinião e liberdade de se comunicar. Portanto, como não há conotação de propaganda eleitoral antecipada, a punição de multa viola a Constituição Federal.

“As falas não pedem votos, não destacam plataformas de governo, não dizem que a referida candidata é a melhor para Mossoró, não falam de suas propostas para melhoria da cidade. Ademais, a divulgação de trabalho parlamentar, administrativo e político continua permitida, mesmo no período eleitoral, até porque os veículos de imprensa são livres, nos termos do artigo 220 da Constituição Federal”, argumenta o advogado Marcos Araújo.

Multas anuladas

Araújo informa que Larissa é vencedora nos processos que a envolvem diretamente, relacionados à propaganda eleitoral antecipada, com decisões da ministra Luciana Lóssio, para quem a fala da deputada em rádio não ultrapassou o limite da discussão de temas de interesse político-comunitário. “Não se verificando nas provas elementos capazes, julgo improcedente a representação da prática de propaganda eleitoral antecipada”, decidiu.

Marcos Araújo esclarece que o processo envolvendo os direitos políticos de Larissa é uma Ação de Investigação Judicial (AIJE), processo nº 184-70, ainda pendente de distribuição no TSE. “Em um Estado Democrático de Direito, impera a representatividade, onde o poder é exercido pelos representantes escolhidos pelo povo. Neste pórtico, o parlamentar, absoluto representante popular, não pode ser vedado de exercer comunicação com a população sequer durante o pleito eleitoral, quiçá antes dele”, sustenta o advogado.

Após 7 adiamentos, advogado pede convocação de substitutos

Por Ciro Marques (O Jornal de Hoje)

O Tribunal Regional Eleitoral tem quatro sessões do pleno nesta semana, contudo, depois de sete adiamentos consecutivos, ainda se tem receio que a prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), e o vice, Wellington Filho (PMDB), consigam não ter três (das dez) cassações já sofridas, julgadas.

Cláudia: nenhum julgamento (foto divulgação)

Por isso, o advogado Marcos Araújo, autor de boa parte dos processo que causaram essas condenações em primeiro grau da gestora mossoroense, fez um requerimento pedindo ao presidente do TRE, o desembargador Amílcar Maia, para que convoque os juízes substitutos da Corte e julgue os recursos.

O advogado Marcos Araújo defende os interesses da coligação encabeçada pela deputada Larissa Rosado (PSB), derrotada por Cláudia Regina no pleito do ano passado em Mossoró. E essa preocupação dele não é por acaso: no dia 7 de novembro, havia dois recursos provenientes de cassações à prefeita conclusos, o julgamento de um foi até iniciado, mas devido a pedido de vistas e falta de quorum, já se passaram sete sessões e não se tem uma decisão sobre os casos.

Um dos recursos, o que iniciou o julgamento, está com o juiz eleitoral Eduardo Guimarães. O outro está com Carlo Virgílio, que pediu vistas no julgamento do recurso de Eduardo e ainda não levou o dele para a pauta.

Na pauta da sessão de hoje (ontem), além do processo de Eduardo Guimarães, que vem sendo colocado na pauta desde então, entrou outro recurso, também de responsabilidade de Guimarães. “Está na pauta, mas não vai ser julgado hoje. Vai faltar quórum. O juiz Gustavo Smith está convocado (substituindo Verlano Medeiros) e ele tem alegado suspeição. Com a suspeição também do (desembargador) João Rebouças, falta quórum”, antecipou Araújo.

É importante lembrar que, apesar de ter sido cassada 10 vezes no primeiro grau da Justiça Eleitoral, Cláudia Regina e Wellington Filho seguem nos respectivos cargos porque o entendimento do TRE é de que, apenas a Justiça de segundo grau, tem o poder de determinar afastamentos dos políticos ou marcar novas eleições.

Sendo assim, só quando um dos recursos que já chegaram à Corte, for julgado e, se a cassação for confirmada, é que a prefeita e o vice poderão ser afastados.

Nota do Blog – Na sessão de ontem, novamente houve adiamento de julgamento de qualquer recurso. Portanto, a oitava sessão consecutiva sem um veredicto do TRE.

 

Prazer de escrever

Por Marcos Araújo

Cada doido tem sua mania. Alguns colecionam selos, borboletas, discos de vinil, tampinhas de refrigerante, e por ai vai.  Não sendo eu normal, tenho também uma mania: a de escrever.

Rabisco palavras até quando estou sozinho. Não digito, escrevo. A maioria das vezes, somente para mim. Guardo textos inteiros. Funciona como se fosse uma catarse, ou uma terapia, não sei.

Comecei a escrever externamente tinha oito anos de idade. Aluno pobre em uma escola pública, quis pedir uma bolsa de estudos ao Presidente da República, na época o general Ernesto Geisel. Redigi, sem qualquer ajuda, uma pequena carta. Foi respondida em seguida pelo Gabinete Civil com a promessa de que o “meu pleito seria atendido” pela Secretaria de Educação do Estado.

Foi o meu primeiro contato com as promessas do Estado…

No Ensino Médio, com alguns amigos, criamos um informativo no Colégio Eliseu Viana, experiência repetida no Diretório Acadêmico de Direito nos anos 80. Depois de formado, tornei-me articulista por um período do jornal O Mossoroense, e depois escrevi alguns artigos que foram publicados na Gazeta do Oeste.

É essa a minha experiência de imberbe e mal sucedido “escritor”.

Ultimamente, uma vez ou outra, escrevo – por generosidade de Carlos Santos – neste Blog. Mas, quem me dera saber escrever!

Perguntaram ao poeta francês Saint-John Perse, prêmio Nobel de literatura em 1960:

– Por que escreveis?

A resposta:

– “Para viver melhor!”

Em correspondência a Manuel Bandeira, o conhecido escritor Mário de Andrade justificou as razões de escrever:

“Se escrevo é primeiro porque amo os homens. Tudo vem disso pra mim. Amo e por isso é que sinto esta vontade de escrever, me importo com os casos dos homens, me importo com os problemas deles e necessidades.”

Alguns mais capacitados do que eu escrevem pelo belo triunfo de fazer pensar os que podem pensar. Existem também os sábios que deixaram de escrever por não suportarem as críticas. O filósofo Baruch Espinosa foi um deles.

Ao publicar o texto “O Homem e a Moral”, Espinosa abordou a questão da moral, da consciência, da liberdade humana e de Deus. Foi bastante criticado por todos os cristãos por tratar o conhecimento como nível de salvação. A partir daí, resolveu não publicar mais nada em vida, pois considerava que sua Filosofia não era compreendida.

Talvez o desejo de quem escreve publicamente seja o de transmitir, irradiar, comunicar, aquilo que ele sabe. Não no meu caso, que sou um profundo ignorante. Rabelais em Pantagruel, já advertia: “ciência sem consciência não passa de ruína da alma.”

Sou consciente que nada sei.

Escrevo por teimosia.

Nada posso fazer pois sou escravo da palavra.

A escravidão avilta o escravo e barbariza o senhor.  E o faço ainda quando posso, antes do Alzheimer.

Coitado do poeta nova-iorquino Jack Agueros. Autor de vários livros ele está com Alzheimer. Nada se recorda. Foi feito um documentário no New York Times sobre ele, com o título “without words” (sem palavras). Nada mais triste do que um poeta sem palavras.

Ultimamente tenho sentido a ausência dos excepcionais escritos dos professores Honório Medeiros e Edilson Leite Júnior (colaboradores deste Blog). Sem eles, o domingo fica triste. Não sei se é por falta de tempo ou acanhamento pelos comentários impróprios e imerecidos que por vezes são postados. É o risco de escrever.

Carlos Drummond de Andrade já dizia que não há vida literária plenamente virtuosa na visão do leitor.

Hoje, virou costume na comunidade virtual dos blogs (neste ou no de maior acesso no país) a formação de um grupo de leitores, acolitados no anonimato, comentarem pessoas, fatos ou os escritos apenas com achincalhes. São os black brocs da comunicação virtual. São como “vivandeiras rondando os bivaques”.

Agridem gratuita e desmotivadamente. Por vezes, defendem interesses políticos e pessoais inconfessáveis. Contribuem para a desinformação, desqualificam o debate.

Esse grupo, ainda bem, é minoria.

Existem os que contribuem para a formação civilizatória e democrática. Esses, por coerência de caráter e cordialidade, colocam os nomes verdadeiros. Dão face e título aos seus comentários.

Um exemplo particular: outro dia, fui chamado por aqui de pseudo-intelectual. E eu achei um elogio, pois nem “pseudo” eu me acho, que dirá intelectual. Gostei! Já o meu fraterno irmão Sebastião Almeida postou que eu “escrevia muito”. Foi de uma generosidade mentirosa. Não gostei!

Outro, apenas pelas críticas genéricas que fiz à gestão pública na história brasileira, envergou a sua “metralhadora palavrória” para me tachar de todo e inimaginável adjetivo negativo. É a liberdade de expressão.

Mário da Silva Brito em Desaforismos disse que cada escritor tem os leitores que merece.

Às vezes, sou mal interpretado. Assim como Horácio, tento ser conciso, e resulto obscuro. E uma vez lançada, a palavra voa irrevogável. Justificando aos que perguntam: por que escrevo?

Respondo: apenas por prazer.

Marcos Araújo é professor e advogado

 

A independência que ainda não aconteceu

Por Marcos Araújo

Aproveitando a prosa do mestre François Silvestres (veja AQUI), atrevo-me a escrever sobre a independência brasileira e a americana, com uma breve inserção do ideário cristão, pois todos os juristas filósofos de respeito reconhecem que ao se falar em Independência, Liberdade e Direitos Humanos, não há como se prescindir a menção do precursor: Jesus Cristo.

E já que a análise é entre Brasil e Estados Unidos, tomo como referencia uma coincidência do Cristo com um americano ilustre: Thomas Jefferson. Os dois tinham 33 anos de idade ao se declararem ativistas de causas públicas, mas somente obtiveram o reconhecimento mundial décadas e até séculos depois de suas mortes.

Nasceram em regiões e épocas diferentes, um de família pobre e o outro de família rica, mas comungavam de um mesmo ideal: a liberdade e a igualdade entre os homens.

Cristo obteve reconhecimento mundial. Jefferson, nem tanto!

Cristo, o salvador do mundo, veio nos libertar espiritualmente do pecado; o segundo, um advogado inflamado, entrou na guerra para libertar a escravidão e o trabalho forçado das Colônias americanas em relação à tirania dos Ingleses.

O primeiro dizia que somos todos iguais e que só ele libertava, era o caminho, a verdade e a vida (Evangelho de São João). O segundo, num discurso mais político e sociológico, cunhou na Declaração da Independência dos Estados Unidos uma frase que caberia muito bem na boca do próprio Cristo:

“Julgamos evidentes por si mesmas estas verdades: todos os homens nasceram iguais; estão dotados pelo criador de certos direitos inalienáveis; entre esses direitos contam-se o direito à vida, à liberdade e o da procura da felicidade.”

Cristo denunciou a hipocrisia e a devassidão moral, Jefferson a ambição material e a exploração do homem pelo homem. Pois bem. Nesses dias que tanto se fala de liberdade e independência, é preciso que nos lembremos de Cristo e de Jefferson.

Foram eles os motivadores de nosso espírito libertário. De Cristo, veio os eflúvios espirituais e a motivação religiosa da igualdade, da irmandade divina e da fraternidade. De Jefferson vem o iluminismo, o furor social, a motivação filosófica e política da igualdade racial e social.

Foi justamente sabendo de Jefferson e respirando a ação de George Washington que Tiradentes ensaiou por aqui os passos de nossa independência. Foi o martírio de Tiradentes – assemelhado ao de Cristo – quem contribuiu para a queda do império e da monarquia portuguesa.

Unindo os preceitos de Cristo (espírito) e de Jefferson (matéria), a liberdade é um estado de espírito e uma realização concreta e material de uma independência harmonia e social. No homem, a liberdade é a garantia de desenvolvimento de suas potencialidades no seu conjunto – as leis, a organização política, social e econômica, a moral, etc. –.

Se liberdade é tudo isto, que espécie de libertação ou independência o Brasil comemora? E o Estado, tem o que comemorar quando se fala em independência? De quem nos julgamos livres? Será que o homem exerce as suas potencialidades no seu conjunto?

Pelo prisma de Jefferson, tem o homem atual os seus direitos civis respeitados? Se necessitar da Justiça receberá tratamento igualitário e equânimo? Se precisar do prefeito de sua localidade terá igualdade de acesso aos alpendres dos palácios? Acaso se adoecer, receberá tratamento condigno e eficiente, e terá garantida a alimentação dos seus dependentes?

Observando pelos olhos de Cristo que denunciava os poderosos do seu tempo, caso queira o cidadão atualmente denunciar uma injustiça, terá acesso aos meios de comunicação?

Caso entenda de falar contra os ocupantes do Poder, lhe darão ressonância nos rádios e emissoras de televisão?

Caso as respostas sejam negativas, quando o assunto é liberdade, o Brasil, nem o mundo têm nada a comemorar. No panorama mundial, os países árabes democráticos gostariam de conter a Síria, mas não têm a liberdade de assumirem esta postura por temor ao presidente russo, Vladimir Putin. Até o Brasil em nada se manifestou quanto a esse morticínio coletivo.

O homem é construtor de sua própria história. Jefferson foi presidente americano por duas vezes, tendo entrado para a história americana por nunca haver vetado um projeto de lei do Congresso. Por aqui, os parlamentos são apenas – e tão somente! – caixas de ressonância das intenções do Poder Executivo.

Não conheci ao longo da minha vida Poder Legislativo independente.

Lembro que Martin Heidegger, grande filósofo alemão, foi amante e mentor de Hannah Arendt. Ele optou por seguir o nazismo, ela ainda que perseguida por ser judia, desertou para escrever sobre a humanidade e o amor (seu doutoramento foi sobre o amor na obra de Santo Agostinho).

O primeiro foi descartado no lixo da história, a segunda foi inscrita pela ação política em favor da humanidade.

Temos que fazer as nossas escolhas. A escravidão de hoje em dia mudou apenas a tonalidade da cútis. Não são mais só os negros a aguentarem a borrasca e a raiva dos senhores de engenho ou dos capitães-do-mato. Brancos, amarelos, pardos, índios, caboclos, negros, todos, sem exceção, estão jungidos num mesmo grilhão que os amarra pelo calcanhar ditando os rumos de suas vidas e o futuro de seus filhos.

A esta casa grande, a esta senzala enorme chamamos de Estado (Nação, Estado e Município), cuja concentração de poder e de mando é feita erroneamente em uma só pessoa. Nesse todo-poderoso governante se centraliza o poder do chicote a vergastar os couros dos seus administrados. Conheço alguns que de tão tiranos com o povo, fazem dos prédios administrativos verdadeiros pelourinhos sociais.

Permanece para os pobres incautos, é claro, a visão da liberdade apenas pela ótica racial.

Quando vejo nos corredores da UERN frases estimulando o “Orgulho de ser negro”, penso: negros livres e brancos idiotizados. Que pena! Viva a liberdade e a independencia que ainda não conhecemos.

Libertas quae sera tamen.

Marcos Araújo é professor e advogado

TRE aguarda alegações para julgar futuro de Cláudia Regina

Por Ciro Marques (Portal No Ar)

As alegações finais do procurador-regional eleitoral, Paulo Sérgio Rocha, é o que está faltando para o juiz eleitoral Verlano Medeiros, relator do recurso contra a expedição do diploma (RCED) que pede a cassação da prefeita de Mossoró, Cláudia Regina, do DEM, concluir o voto dele e levar o caso a julgamento na Corte.

Cláudia: mais problemas (Foto Alberto Leandro)

O processo pode resultar na terceira cassação da gestora mossoroense – em sete meses de mandato – e ainda deixar a governadora do Estado, Rosalba Ciarlini, também do DEM, inelegível por oito anos por utilização da máquina pública em prol da candidata nas eleições de outubro de 2012.

A dúvida sobre quem seria o responsável pelas alegações finais no processo foram levantadas pelo próprio Paulo Sérgio Rocha, uma vez que o RCED foi impetrado no TRE pelo advogado Marcos Araújo (da coligação encabeçada por Larissa Rosado, do PSB, que perdeu para Cláudia Regina no pleito mossoroense) e pelas promotoras do Ministério Público Eleitoral (MPE).

Julgamento

Por isso, para ele, o certo seria que as promotoras apresentassem as alegações finais e, em seguida, ele divulgasse um parecer sobre essas alegações.

Porém, diferente do que compreendia o procurador, a Corte Eleitoral, por maioria de votos, definiu que era ele sim o responsável pelas alegações finais do caso, uma vez que o processo tramita no Tribunal e não na zona. “Os advogados de Cláudia Regina já apresentaram as alegações finais, assim como os de Rosalba Ciarlini e a da deputada Larissa Rosado (que foram os autores da ação contra as democratas).

Porém, o procurador entendeu que não era dele a responsabilidade de apresentar as alegações finais e indicou as promotoras da MPE. Eu entendo que é dele se a responsabilidade e por isso levamos a decisão para o plenário do Tribunal”, explicou o juiz eleitoral Verlano Medeiros. Concluída a fase das alegações finais, o juiz eleitoral poderá concluir o voto e levar o processo a julgamento.

Nota do Blog – O RCED foi um instrumento jurídico utilizado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), através das promotoras Karine Crispim e Ana Ximenes, para agilizar decisão sobre pleito mossoroense, haja vista que identificavam enorme morosidade nas decisões de primeira instância.

Na prática, elas fizeram uma ação que acomodou o grosso das denúncias feitas pelo MPE através de vários procedimentos protocolados na 33ª e 34ª zonas eleitorais, sediadas em Mossoró.

Veja AQUI um resumo do que foi denunciado à Corte.

Entre a balaclava e a nobreza inocente das boas intenções

Por Marcos Araújo

Tenho lido com frequência sobre essa onda de protestos que tomou conta do nosso país. De psicólogos a juristas, de sociólogos a analistas políticos, de iniciantes a jornalistas experimentados, ninguém ainda descreveu com precisão como nasceu ou quando terminará essa movimentação social. Em um ponto há concordância geral entre eles: o Brasil acordou!

Pelas imagens que vejo na televisão, a grande massa é formada por jovens. E isso me deu ânimo e esperança. Como já dizia o Papa João Paulo II em carta direcional aos jovens, “a esperança está em vós, vós sois o futuro e o futuro pertence a você.” A juventude deve assumir o seu papel de protagonista na sociedade.

A palavra protagonista vem do grego  πρωταγωνιστής (protagonista), formada de πρῶτος (protos = primeiro) e ἀγωνιστής (agonista = lutador). Etimologicamente, por ser protagonista, o jovem deve ser o “primeiro lutador” por uma sociedade melhor, mais fraterna, justa e solidária.

Contudo, nessa marcha para o futuro, vejo com preocupação crescer a turba dos jovens que se escondem por trás de máscaras de Guy Fawkes, ou que fazem de suas camisas uma espécie de balaclava improvisada.  As balacravas são associadas geralmente a atividades ilícitas. Mesmo quando as forças do Estado (Polícias Federal ou Estadual) fazem uso desse instrumento, têm o propósito definido de ocultar a identidade dos seus agentes, e com isto dificultar a autoria de eventuais abusos.

Um desvio da finalidade do instrumento, uma vez que a “balaclava” foi criada para a proteção do frio. Seu uso tem origem na guerra da Criméia. Na localidade de Balaclava, na Crimeia (Ucrânia), gorros de lã foram  tricotados e enviados a tropas britânicas para protegê-las do frio extremo.

Pois bem. No Brasil do presente, ao invés de frio, onde tem uma “balaclava” tem fogo. Seu uso tem escondido a face da cidadania, da verdade e da alteridade das boas intenções. Esses disfarces oportunistas ocultam a identidade dos que, desprovidos de senso de coletividade, se infiltraram nas hostes para saquear, roubar, agredir ou extravasar suas degenerações psicológica e moral. Lembro um exemplo recente: os sequestradores de Fabinho Porcino usavam balaclavas…

Por outro lado, uma imensa maioria dos jovens, ordeira e pacífica, reclama indistintamente de tudo, sem uma pauta específica de reivindicações, fazendo com que a classe política aja por adivinhação. Com matreirice e experiência inata, a Presidente Dilma sugeriu uma constituinte exclusiva. Henrique Alves colocou a PEC 37 em pauta e gestou para a sua rejeição. Renan Calheiros, pasmem, propôs considerar a corrupção crime hediondo. Mas, os protestos não pararam…

Assim como aconteceu com a Tomada da Bastilha no início do inverno francês do ano de 1789, a população segue fazendo uma revolução em busca da libertação social de anacrônicos males. Se a Bastilha (uma fortaleza medieval que na época tinha apenas sete prisioneiros) tornou-se um dos símbolos da Revolução Francesa, o Movimento do Passe Livre é a nossa “Bastilha”.

Da gratuidade do transporte estudantil,  migrou-se para questões bem mais complexas, embora seja notório o despreparo experimental dos que lideram. Faltam ideias, reflexões e conteúdo inspirador filosófico.

Na França do Século XVIII, as ideias de Rousseau e do iluminismo inspiraram profundamente a Revolução francesa. Também parte das revoluções do Século XX tinham a inspiração do existencialismo de Kierkegaard, Edmund Husserl e Martin Heidegger. A preocupação do ser no mundo e suas variadas e possíveis relações com o outro e com tudo ao redor de si fez com que se criasse uma ordem mundial em defesa dos direitos humanos.

Em tempos mais sombrios, onde “as vivandeiras rondavam os bivaques dos granadeiros”, na frase do Marechal Castelo Branco, havia um ideal buscado pela juventude que se rebelava: a democracia era o alvo principal. Lembro que nas Diretas Já o movimento tinha um objetivo definido: a escolha direta do mandatário maior da nação.

Naquelas movimentações, ressaiam verdadeiros líderes, incorruptíveis nos seus valores, inegociáveis em seus propósitos, de sólida formação moral e intelectual. Nas Diretas Já, Teotonio Vilela e Ulisses Guimarães tranquilizavam a nação quanto aos ideais buscados.

Olhando bem a fundo os fatos recentes, se percebe que parte das reivindicações são tardias ou vazias; as lideranças são disseminadas e isoladas por cidades; os pleitos são regionalizados, desconstituídos da visão coletiva de Nação.

Não se pode mais levantar a bandeira contra a Copa do Mundo. Para esse fim, os Estados, entre eles o Rio Grande do Norte, quebraram suas finanças de forma irreversível.  Parte dos que se dizem contra, procedem hipocritamente. Não dá para dizer que é contra a Copa e comprar um ingresso para assistir a um jogo em um dos estádios reformados. Isso é falta de coerência! Quando eu disse em sala de aula que era contra a Copa, há uns dois anos, quase era apedrejado.

Além de saúde, educação e segurança, cujo discurso por parte dos governantes de impossibilidade “por causa de Responsabilidade Fiscal’ chega a ser criminoso, não vejo a sociedade reivindicar melhor aparelhamento e agilidade do Poder Judiciário; transparência na gestão pública; fim da indicação política como critério nas composições dos tribunais; a extinção do nepotismo cruzado; o preenchimento dos cargos de confiança na Administração Pública apenas por servidores concursados; financiamento público das campanhas eleitorais; o fim da reeleição…

O jovem protagonista deve pensar em tudo isto e em todas as coisas que lhes distanciam dos seus ideais. Quais são os sentimentos que os movem? Enquanto no passado se cantava “Pra não dizer que não falei das flores” (“caminhando e cantando e seguindo a canção, somos todos iguais, braços dados ou não, nas escolas, nas ruas, campos, construções”), de Geraldo Vandré, ouço a turba juvenil fazer coro com as canções de Luan Santana, bem ali na Estação das Artes.

Eu creio na força do jovem. Por eles, tenho esperança de um mundo melhor e mais justo. Que ao final desta “revolução”, prevaleça a paz.  João Paulo II, o entusiasta da juventude, já dizia: “a paz exige quatro condições essenciais: Verdade, justiça, amor e liberdade.”

Marcos Araújo é professor e advogado

 

“Não há prova alguma contra prefeita”, diz advogada

Do Portal No Ar (Ciro Marques)

A avaliação foi a mesma do advogado autor da ação, Marcos Araújo, contudo, o sentido é outro. A advogada Izabel Fernandes, que defende a prefeita de Mossoró, Cláudia Regina (DEM), no recurso que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a cassação do diploma dela, avaliou também como “boa” a audiência de instrução do processo, realizada na última sexta-feira (14).

Por isso, a expectativa é que a gestora municipal acusada de abuso de poder econômico e político na eleição de outubro de 2012, seja “inocentada”.

Izabel Fernandes, por sinal, representou a atual prefeita, que não compareceu a audiência. Nem ela, nem Rosalba Ciarlini, governadora do Estado, que foi uma das citadas no processo, justamente, pela acusação de favorecer a candidatura da democrata. “Foi muito boa, até porque não tem nenhuma prova consistente contra Cláudia Regina”, afirmou Izabel Fernandes.

Segundo a advogada da prefeita, prestaram depoimento em juízo uma testemunha arrolada pela “defesa” e três da “acusação”.

“E mesmo assim as testemunhas foram contraditadas, ou seja, não podiam assumir o compromisso de dizer a verdade porque tinham aproximação com Larissa Rosado. Uma tinha se afastado do cargo para trabalhar na campanha dela; o outro, o vereador Jamir Fernandes, é declarado apoiador de Larissa, e Guilherme Ricarte, que era assessor dela na campanha”, narrou Izabel Fernandes.

Segundo a advogada, agora, o recurso volta ao TRE, para as mãos do juiz eleitoral Verlano Medeiros, relator do processo. Se ele achar que não é necessária mais nenhuma diligência, o processo vai para julgamento. Nesta sexta-feira, vale ressaltar, a audiência foi presidida pela juíza eleitoral Ana Clarisse Arruda, que está substituindo o magistrado Pedro Cordeiro na 34ª zona eleitoral.

É importante lembrar, consequentemente, que o processo que tramita hoje no TRE é semelhante ao que condenou Cláudia Regina na 33ª zona eleitoral, em decisão do juiz Herval Sampaio.

A sentença, no entanto, foi anulada em seguida, justamente, por Pedro Cordeiro. O motivo teria sido justamente o fato de Rosalba Ciarlini ter sido uma das principais “personagens” do processo de favorecimento a Cláudia Regina, mas não ser citada no processo e, consequentemente, não ter podido se defender.

“Depoimentos corroboraram provas contra Cláudia Regina”

Do Portal No Ar

Por Ciro Marques

Depois de certo período sem muitas novidades, a ação que tramita no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pedindo a cassação do diploma da prefeita de Mossoró, Claudia Regina, do DEM, e do vice, Wellington Filho, do PMDB, teve uma movimentação na manhã desta sexta-feira (14), quando foi realizada a primeira audiência de instrução do processo, em Mossoró.

Cláudia terá processo julgado no TRE

No encontro, a juíza eleitoral Ana Clarisse Arruda Pereira, que está substituindo o magistrado Pedro Cordeiro, na 34ª zona eleitoral, ouviu as seis testemunhas arroladas pela defesa da atual prefeita mossoroense – que não compareceu, sendo representada por seus advogados. Melhor para a “acusação”, que disse ter visto suas teses confirmadas na audiência.

“Não tenho dúvida que as testemunhas corroboraram todas as informações e provas contra a prefeita Cláudia Regina. Todos os fatos foram confirmados, até porque as provas são muito cristalinas”, afirmou o advogado Marcos Araújo, que trabalha para Larissa Rosado, do PSB, e entrou com a ação pedindo a cassação do diploma da atual prefeita (que derrotou a sua “cliente” no último pleito) por entender que ela se beneficiou com a máquina pública estadual e municipal e, ainda, comprou votos.

“Nem Cláudia Regina, nem Rosalba Ciarlini compareceram, o que era esperado já. Foram representadas lá pelos seus advogados”, afirmou Marcos Araújo, acrescentando que a ação foi também encabeçada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), por meio das promotoras Ana Ximenes e Karine Crispim.

Rosalba

É importante lembrar que esse processo atualmente no TRE não é um recurso da decisão que cassou a candidatura de Cláudia Regina em primeira instância – e que ela conseguiu reverter. Na realidade, esse processo continua lá, mas voltou a fase inicial, pelo fato da governadora Rosalba Ciarlini, do DEM, ter sido citada no processo por “favorecer” Cláudia Regina, mas não ter “tido a oportunidade de se defender”.

A ação que está no TRE é um “recurso contra a expedição do diploma”, ou seja, se baseia no fato do diploma ter sido concedido pela Justiça Eleitoral à Cláudia Regina.

O processo, também, já conta com a citação de Rosalba Ciarlini desde o início, para evitar que o processo volte a fase inicial pelo mesmo problema constatado na ação da zona eleitoral. Fora isso, é praticamente o mesmo processo que tramita na primeira instância, se baseando em indícios de compra de voto, abuso de poder econômico e político.

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“Acreditamos que até o final de julho esse processo seja julgado”, afirmou o advogado Marcos Araújo.

No TRE, o recurso está nas mãos do juiz eleitoral Verlano Medeiros, que solicitou a juíza Ana Clarisse que realizasse a audiência por não ter como se deslocar para Mossoró. As respostas dadas pelas testemunhas agora serão enviadas de volta e o processo fica “concluso para sentença”.

 

O casamento entre o direito e a arte

Por Marcos Araújo

Na história da humanidade, o Direito e a Arte sempre foram comensais da mesma mesa. Aliás, o processualista italiano Francesco Carnelutti já descrevera essa relação no livro intitulado “Arte do Direito”.

Em sua obra, ele mistura, com uma análise toda particular, a arte no sentido clássico da expressão (pintura, escultura, música, poesia, literatura, etc.) com a arte de quem emite uma lei. Todos, diz o autor, artistas e cultores da lei, somente produzem boas obras quando trabalham com amor.

Esta associação do Direito como Arte já vinha dos antigos romanos. Eles, inspirados filosoficamente nos gregos, criaram o Direito como arte autônoma, relativamente livre da álea fugaz da sorte política.

Realmente, quem trabalha com o Direito, assim como um artista, sente com a alma, vibra com o espírito, acalenta sonhos, incensa esperanças… Direito e arte andam juntas, são irmãs siamesas do espírito libertário do homem.

É por isso que o operador do Direito também é um artista. Não raro é ele um poeta, um esgrimidor de frases, um construtor de idéias e um célebre rebotador dos vagalhões de outras contra-idéias, tudo em defesa dos interesses e das causas que abraça.

Não é nenhuma novidade o profissional do Direito ser escritor, poeta, pintor, cantor, compositor, ou até bordador de panos.

Dizem que Rui Barbosa, o mais famoso dos advogados brasileiro, foi prendadamente ensinado na arte dos bilros por sua avó Ana. É sabido também que a música brasileira tem em seus quadros um bom número de artistas que, de uma forma abrangente, podem ser chamados de profissionais do Direito.

Podemos citar que se formaram em Direito: Ary Barroso, Mário Reis, Mário Lago, Vinícius de Moraes, Nei Lopes, Alceu Valença, Taiguara, Edu Lobo.

Mário Lago advogou por algum tempo, ficando mais conhecido como roteirista de peças para o teatro de revista.  Vinícius de Morais se formaria em Direito nos anos 30, e seria diplomata até ser defenestrado pelo Itamaraty, em meio a acusações de ociosidade. Vitória da música brasileira…

Artistas como Alceu Valença, Taiguara e Edu Lobo também foram acadêmicos do Curso de Direito.

Tendo em vista o viés repressivo que, em diferentes momentos, permeou o Estado Brasileiro, muitos passaram da arte do Direito para o direito de fazer Arte.

François Silvestre e Honório Medeiros são exemplos da convivência entre o Direito e a Arte. Cumulam as dádivas de amarem o Direito e serem amantes da Arte, especialmente a da escrita. Advogados brilhantes, altivos, irretorquíveis homens de bem, intolerantes com a injustiça, cultivam o Direito e esculpem como ninguém a palavra, acalentando os nossos espíritos e inflamando as nossas almas de leitores.

Carlos Santos segue na mesma trilha.

Pouca coisa nos alegra neste início de novo século. A esperança anda acovardada pela inação e indiferença humana. Somente animados pela fé em Deus, por amor pela Arte, ou pelo Direito, podemos superar esses angustiados tempos de tantas bobagens nas redes sociais; do modismo imbecil que chamamos de “veraneio” quando vivemos em plena seca, sem direito a conhecer as demais estações; da falta de compromisso social dos nossos governantes; da insensibilidade coletiva aos que padecem por falta d´água; da irracionalidade e intolerância que implica no aumento da violência; da despreocupação com a droga que tem destruído as nossas famílias…

Captemos a mensagem que nos vem de dentro do espírito: ame ao próximo, dedique-se ao Direito e aclame o artista! É a lei da sobrevivência.

Marcos Araújo é professor e advogado

Mensagens de final de ano e a paz que não realizamos

Por Marcos Araújo

Prenuncia-se a entrada de um novo ano. Os computadores domésticos e profissionais já assinalam o envio e a entrada de milhões (ou bilhões) de mensagens aspirando e desejando invariavelmente o mesmo substantivo: a paz. Nesse período, as igrejas de todas as crenças e os profitentes dos mais diversos credos afinam-se num único discurso:  um pedido de paz.

Santa hipocrisia ou pura hipostasia…

Esse desejo de paz, no plano da convivencia social e religiosa, tem muito de hipocrisia e hipostasia. Já que todo mundo sabe que hipocrisia é fingimento, apenas esclareço que hipostasia é um equivoco cognitivo onde se  atribui existência a uma realidade fictícia, abstrata. Quando as pessoas desejam paz, e afirmam viverem em paz, convivendo desarmonicamente, é uma hipostasia.

Ora, a paz é sinônima da tranquilidade pública; da harmonia, da concórdia… Nem entre os religiosos conseguimos concórdia. Basta ver esse conflito milenar entre os cristãos e os muçulmanos na terra santa. A barbárie e o cometimento de toda espécie de crimes e atentados terroristas são praticados em nome de Deus ou de Maomé. Lembrando o Salmista, “Quando eu digo: “Paz”, eles dizem: “Guerra”. (Sl 120, 7).

Narra o evangelista Marcos que Jesus Cristo ao pronunciar o sermão da montanha sentenciou: “Felizes os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus.” (Cap. 5, v. 9)

Se são felizes os que promovem a paz, como disse Jesus, quem por acaso pode se dizer um agente da paz?

Entre nós, católicos, falta paz quando os cânones proíbem o batismo das crianças havidas de pais solteiros ou nascidas de pessoas não matrimoniadas nos seus costumes.  Os mesmos cânones obrigam a prelazia a ser intolerante com os descasados e divorciados, impedindo-os do sacramento da eucaristia.

Como podemos realmente almejar a paz se endossamos essas orientações  tão excludentes?

Entre os pentecostais,  o alcoolismo e o homossexualismo são tidos como manifestações demoníacas. A santidade, para algumas dessas igrejas, somente é medida ou demonstrada pelo tamanho da doação do devoto.

Pratica-se, com muito gosto, a teologia da prosperidade e a simonia (a venda de coisas sagradas). A televisão anuncia a cada minuto, nas primeiras horas da manhã, a cura das doenças espirituais e a salvação das almas,  tudo com preço fixado, a gosto do pagante. Ainda se pode desejar a paz nessas circunstancias?

Entre os evangélicos, vigora o entendimento de que somente serão salvos 144.000 crentes autênticos. É a leitura radical do livro do Apocalipse, escrito por João. Somente na cidade de Natal, existem mais de duzentos mil evangélicos. Quem desses será salvo? Quem fará essa separação?

Nem me atrevo a falar nos demais setores sociais ou profissionais. Fico apenas no campo religioso, para não ter que relatar desentendimentos graves entre os políticos, na Ordem dos Advogados, na classe médica, no Poder Judiciário etc.

Nessa hora, lembro São Francisco de Assis e a sua oração pela paz: “Senhor, Fazei-me instrumento de vossa paz…”.  A Oração de São Francisco quer fazer de nós instrumentos de paz, daquela paz que nasce do coração de Deus e que penetra no íntimo de todas as pessoas que Nele creem.

A paz haverá quando as igrejas e as pessoas se preocuparem unicamente com a perfeita comunhão entre o seu pensamento benigno e as suas ações. Não adianta desejar a paz se o seu coração age como se estivesse em guerra. Haverá paz, quando “a paz de Deus domine vossos corações”, como dizia São Paulo (Colossenses, 3:15).

Como desejar a paz, se fazemos adversários gratuitos e tecemos críticas indébitas? Somos construtores da paz quando produzimos pensamentos contraditórios e arremessamos pedras da incompreensão sobre outros irmãos? Que paz advém de nossas atitudes se em nossos comentários nos blogs usamos de sarcasmo, agressividade e menosprezo pelos nossos semelhantes?

Pelo visto, não queremos paz, embora falsamente desejamo-la para o próximo nas nossas mensagens de fim de ano. Somos o que pensamos. Como ensinava Buda, com nossos pensamentos, fazemos o nosso mundo.

Teremos paz, entretanto, se guardarmos a serenidade e se atuarmos na extensão  do bem, porque, como disse Chico Xavier, “resguardando a consciência tranqüila, terás nos recessos da própria alma a paz de Cristo que ninguém destruirá”.

Nesses momentos de angústia e de guerra social, só a fé em Cristo mantém-nos serenos.  Nada agrada mais a Deus do que a genuflexão de um homem livre.

Rezemos pela paz!   Quem sabe se mudarmos os nossos hábitos, não poderemos dizer para o próximo: Shalom!

Marcos Araújo é advogado e professor universitário.

Caridade e solidariedade como atos de fé

Amigos Carlos e Honório,

É sempre um prazer ler o Blog aos domingos. Primeiro, pelos escritos geniais (mas preguiçosos, nesse dia) de Carlos. Depois, porque sempre tem o mestre Honório de Medeiros com sua “pena de ouro”.

Ninguém tem mais sensibilidade e conhecimento de causa do que Honório para escrever sobre o egoísmo social, principalmente por ter sabido servir à sociedade no desempenho de elevados cargos públicos, sem servir-se do posto.

Exerceu com sabedoria e dedicação funções em prol do interesse coletivo, sem encantar-se com a finitude e a transitoriedade do poder. Isso merece uma observação à parte!

Mas, o comentário, além do elogio aos dois, era para registrar um fato: Albert Schweitzer (veja AQUI) era alemão, de família rica, que ao tornar-se pastor evangélico, fez uma opção para servir à pobreza.

Em Mossoró, duas religiosas alemãs (as freiras Liselotte Elfriede Scherzinger, a “Irmã Ellen”, e a irmã “Cristina” Scherzinger), também de rica família de Augsburg, vivem desde 1971, cuidando, medicando, educando e alimentando nossas crianças, em um ambiente não muito diferente de Lambaréné, no Gabão, onde morreu Schweitzer.

Outro exemplo que me vem à mente é o da rica Agnes Gonxha, a “Madre Teresa de Calcutá”, que deixou todo o conforto para dividir a miséria com enfermos de Calcutá.

Resumindo: a caridade e a solidariedade são atos de fé. O egoismo social é a demonstração da descrença no homem e em Deus.

Pena que as nossas igrejas (católicas, evangélicas, pentecostais…) esqueceram as ações sociais e estão cada dia mais voltadas para a teologia do infinito, buscando por meio da oração um Deus vertical, que está no céu, enquanto a teomorfia ensina que Deus está presente no rosto do próximo, do carente que anseia a comida, a bebida e o vestir.

Sem contar a prática da simonia (a venda do sagrado).

Abraços de bem-querer e admiração.

Marcos Araújo – Professor, advogado e webleitor

Nota do Blog – Professor, obrigado pelas palavras. Ao mesmo tempo, admito, meu jeito preguiçoso de encarar o domingo nesta página.

Mas o espaço é sempre aproveitado com textos diferenciados de autores consagrados, pensadores contemporâneos como Honório, poesia, folclore político, música e aforismos que possam contribuir à nossa vida.

Mas falta alguém. Cobro com ardor inquisitorial a sua presença regular entre nós, como bom escultor do verbo que és.

Então, recorro a Michelangelo em nova pressão para que sejas um de nossos colaboradores:

Parla! Parla!

Uma reflexão sobre emancipação, fé e política

Por Marcos Araújo

No último dia 09 de novembro, o calendário municipal registrou um feriado para a comemoração da emancipação política da cidade de Mossoró. Como já restou discutido durante a semana nesse espaço cibernético, a data é controversa para alguns historiadores.

Para Câmara Cascudo e Geraldo Maia, se credita o dia 15 de março de 1852. Para outros, a data correta da emancipação da nossa cidade seria o dia 9 de novembro de 1870, quando o vigário Antonio Joaquim Rodrigues assinou a Lei Provincial n. 620, conferindo à vila as honras de cidade.

Em 1852 ou em 1870, é fato, Mossoró livrou-se do jugo administrativo da província de Assu/RN. Numa data e na outra, um ponto é comum: os dois éditos legais têm a chancela política de um sacerdote. No primeiro, de 1852, a iniciativa é creditada ao padre Antônio Freire de Carvalho. Na lei de 1870, o autor foi o vigário Antonio Joaquim.

Nos atos dos históricos sacerdotes uma comunhão de ideais: a política, a liberdade e a fé, ou melhor, a liberdade política de Mossoró como uma profissão de fé. Os padres, naquela época, se metiam na política, mesmo com uma aparente proibição do Código Canônico.

A história sócio-política da região vai inserir depois outros padres, como Padre Mota e Monsenhor Walfredo Gurgel.

Fazer política, ensinaram os padres antigos, é uma profissão de fé. É um ato de crença objetiva numa sociedade melhor, participando ativamente dela.

Em 1852 ou em 1870, não se emancipou um povoado, mas a população da Vila denominada Santa Luzia. Emancipar, na sua etimologia latina emancipare, é eximir do pátrio poder e da tutela, dar liberdade; é uma ação verbal voltada para gentes, não para construções. Não se emancipa uma cidade ou suas edificações, mas sim, o seu povo, seus habitantes.

O Dicionário Aurélio da Língua portuguesa anota que Emancipação vem do latim emancipatione, que também quer dizer alforria, libertação. Tom Buttomore explicita que o conceito de emancipação está estreitamente relacionado à concepção de liberdade.

A emancipação é a mãe da liberdade. O sociólogo Antonio Gramsci, em seus Cadernos do cárcere, tratou da impossibilidade da emancipação social por causa de um monstro, a quem ele chamava de interesses subalternos, ou grupos subalternos, que seriam os desejos individuais.

Emancipação não admite servidão; nem muito menos escravidão nas suas mais pérfidas faces: alienação política, deseducação, desordem moral, pobreza e desigualdade.

Quando se trata de emancipação política, o pensamento é da libertação de um povo, de uma sociedade. Em sociologia, uma sociedade (do latimsocietas, que significa “associação amistosa com outros”) é o conjunto de pessoas que compartilham propósitos, gostos, preocupações e costumes, e que interagem entre si constituindo uma comunidade.

Etimologicamente, viver em sociedade seria dizer que um ser é sócio da metade do outro. Sociedade é a fusão, na esfera pública, das pessoas (sócio+metade). Uma sociedade é uma comunidade interdependente, onde os seus membros compartilham interesses ou preocupações mútuas sobre um objetivo comum.

Seria uma utopia? Teóricos marxistas como AlthusserErnesto LaclauSlavoj Zizek argumentam que a sociedade nada mais é do que um efeito da ideologia dominante. Nem caberia falar de emancipação social, nesse caso…

Se assim o é, vivemos uma luta inglória e irreflexiva de equidistância da ação política com a satisfação social. No individual, queremos muito, no coletivo, pensamos pouco.

A sociedade reclama por verdadeiros ideais como os que motivaram os padres do início desse escrito. Toda a ação política deveria ser em favor do desejo coletivo. Esse deveria ser o nosso credo, essa deveria ser nossa profissão de fé.

Mas, como podemos falar no presente em emancipação sem fazer uma incursão crítica nas atitudes dos nossos gestores públicos? Certamente, só poderemos comemorar a “nossa” emancipação quando o Estado-Poder registrar em sua contabilidade menos pagamentos em contas publicitárias, e mais investimentos na educação; menos pagamentos em diárias, e mais recursos na saúde; menos desvios para as superficialidades festivas, e mais gastos com a segurança; maior proteção a res publica, e menos apropriação privada dos recursos do erário…

A liberdade política de um povo brota dos sonhos que acalentam os seus mandatários. Se a imagem de futuro de uma sociedade estiver grosseiramente equivocada pelas ações políticas do presente, o sistema social acabará por trair os seus jovens e destruir as gerações do porvir.

Uma emancipação verdadeira consolida as instituições sociais. Não admite a subserviência entre uma e outra autoridade.

Talvez seja a época de repensar essa relação de dependência da Igreja com o Estado, e pedir que os nossos líderes evangélicos e católicos prescindam do apoio e dos recursos públicos para consecução de suas festas religiosas, para que eventos de oração não se transformem em cultos de louvaminhas e bajulação.

Precisamos restabelecer uma consciência crítica até entre os chamados cristãos. Outro dia, em Caicó, um padre foi censurado pelo arcebispado e por milhares de católicos por ter cobrado da Governadora uma melhor administração.

Certo ele, pois uma igreja autêntica não subsiste apenas com a oração. Fé sem obras é morta, dizia São Tiago, aquele que morreu em Compostela, na Espanha. Se não tivermos ações sociais dos crentes em Deus, como manteremos a fé?

Todos nós somos edificadores de uma nova sociedade. Os que se lançaram na vida pública são chamados a dar testemunho de um novo agir.

Monteiro Lobato, em uma de suas obras, diz que o ato de começar não é nem um pouco fácil, sendo infinitamente mais simples acabar. Para acabar, diz a personagem Emilia, pinga-se um ponto final e pronto; ou então escreve-se um latinzinho: finis. Mas começar é terrível!

O exemplo dos nossos sacerdotes protoemancipadores Antonio Carvalho e Antonio Joaquim deve estimular aos cristãos do presente. Temos o dom sagrado (sacer – sagrado, dote – dom) de brigar pela liberdade política e social permanente dos nossos habitantes.

Como registrou oportunamente Chico Xavier, embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode (re)começar agora e fazer um novo fim.

Marcos Araújo é advogado e professor

 

Justiça revoga mandado de prisão de vereador

O mandado de prisão contra o presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), o “Silveira”, foi revogado. Seus advogados haviam entrado com pedido nesse sentido à semana passada.

Ele teve mandados de prisão e de busca e apreensão despachado pelo juiz da 3ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró, Cláudio Mendes Júnior, dentro da chamada “Operação Vulcano”, que rastreava existência de suposto “cartel dos combustíveis” no muncípio.

Segundo o advogado Marcos Araújo, Silveira tinha viajado para o México com a esposa bem antes da quarta-feira (30). A decisão do magistrado atendeu a um conjunto de elementos apresentado pelo delegado da Polícia Federal, Eduardo Bonfim.

Foram expedidos 9 mandados de prisão, sendo cumpridos 8. Foram oito empresários e um vereador (veja AQUI).

Comunicado do caso, o vereador-presidente passou a providenciar sua defesa e retorno ao país. A princípio, comenta Marcos Araújo, o vereador tinha retorno marcado apenas para a sexta-feira (8). A partir do incidente, providenciou volta antecipada, o que só conseguiu para a quarta-feira (6).

Concorreu para a revogação do mandado, o fato de que o delegado Bonfim praticamente concluiu trabalho no levantamento de provas para fechar o inquérito policial.

A PF apresentou arrazoado à Justiça, considerando que existiriam elementos em conversas telefônicas, apontando para participação de Silveira no suposto cartel. O vereador, apontou a PF, estaria dando apoio à votação de projeto encaminhado pela prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, que concorreria para redução de concorrência no mercado de combustíveis (veja postagem esclarecedora do caso AQUI).

Marcos Araújo, em depomento ao Blog, redarguiu. Em sua ótica, o papel do vereador foi de acompanhamento da votação, em conversas normais com vereadores e até empresários. Não há qualquer tipo de vantagem pecuniária ou facilidade em evidência, o favorecendo.

 

Presidente da Câmara de Mossoró retorna até quarta-feira

O presidente da Câmara  Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSB), tenta antecipar seu retorno ao país. A princípio, marcado para a próxima sexta-feira (8), é provável que esteja no Brasil até quarta-feira (6).

Quem passa a informação é o advogado Marcos Araújo.

O advogado protocolou habeas corpus preventivo para “Silveira” (como o parlamentar é mais conhecido) junto ao Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Paralelamente, fez pedido à reconsideração do mandado de prisão perante o juiz que o assinou, Cláudio Mendes Júnior, da 3ª Vara Criminal de Mossoró.

– Silveira vai chegar ao Brasil (está no México com a esposa) e pretende se apresentar espontaneamente, pois não tem o que temer – comenta Marcos Araújo.

Ele argumenta que “não há necessidade da prisão, porque todas os implicados com o caso da ‘Operação Vulcano’ já foram ouvidos, a Polícia Federal tem a posse de documentos etc. que lhe interessam, graças a mandados de busca e apreensão e o vereador não tem nenhum interesse ou meios para atrapalhar qualquer procedimento investigativo”.

A Operação Vulcano foi desencadeada pela Polícia Federal na última quarta-feira (30), cumprindo 8 mandados de prisão (o vereador Claudionor dos Santos-PMDB e sete empresários do setor de combustíveis), além de 20 mandados de busca e apreensão. Investiga suposta formação de quadrilha e cartelização da comercialização de combustíveis em Mossoró.

Habeas corpus deve ser usado em favor de vereador

O vereador-presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), conhecido como “Silveira”, está em viagem com sua mulher à América do Norte, provavelmente no México. Deverá desembarcar em Brasília na sexta-feia (1º).

Quem passa a informação ao Blog é o seu pai, ex-deputado estadual Francisco José (PMN). “Ele sempre faz contato conosco à noite e o aguardo para hoje”, conta o ex-deputado.

Mas para lhe assegurar o direito de ir e vir, o advogado Marcos Araújo entra amanhã no Tribunal de Justiça do Estado (TJRN) com um habeas corpus preventivo. Silveira teve pedido de prisão decretado pelo juiz da 3ª Vara Criminal de Mossoró, Cláudio Mendes, por suposta participação num cartel de combustíveis.

A “Operação Vulcano”, que eclodiu hoje, resultou na prisão de oito pessoas (sete empresários e o vereador/ex-presidente da Câmara Municipal Claudionor dos Santos-PMDB), além do cumprimento de 20 mandados de busca e apreensão. Ministério Público e Polícia Federal atuaram nesse trabalho.

Marcos Araújo pondera, que atende a um pedido pessoal do ex-deputado Francisco José para fazer a defesa do vereador nessa situação específica.

O advogado não quis fazer maior comentário sobre a matéria.

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

A ‘Editora Sarau das Letras’ lança no segundo semestre deste ano, o quarto livro infantil de sua série de títulos. Será “A Princesa Gabriela e o Leão do Rei”. É um trabalho escrito de forma leve e recheado de ilustrações, capaz de despertar o olhar do público infantil. Traz a odisseia de uma princesa que passa por poucas e boas, mas encontra diversas maneiras de superação. O livro é de autoria de Gerson Luiz, natural de Serra do Mel, mas há tempos radicado em Mossoró,  que divide sua paixão pelos livros com trabalho no comércio local (Casa Porcino). As ilustrações são de ‘Rick’ (Jornal de Fato). Sucesso, meu caro.

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) solicitou ao ministro da Educação, Aloísio Mercadante, recursos federais para investimentos na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). A proposta foi apresentada em uma audiência com os senadores José Agripino (DEM), Paulo Davim (PV) e Ivonete Dantas, nesta quarta-feira, 21.

Paulo: bilhete no alforje

Olha só que bilhete afetuoso recebo do poeta Paulo de Tarso Correia de Melo, feito de próprio punho, sobre papel timbrado de um conhecido restaurante do Natal:Carlos Santos, gratíssimo pela homenagem no Dia da Poesia. Como disse o poeta: ‘Hoje te amo.’ Um abraço. Natal, 15.3.12.” Nota do Blog – Meu caro Poeta, o emissário – escritor/professor/engenheiro Clauder Arcanjo – só ontem chegou com a missiva às minhas mãos. Tirou-a do alforje, empoeirado, quase uma semana após você – o remetente – despachá-la. Não me queixo. A demora do improvável e imprevisto, valeu a pena, lhe adianto – flagrado em manifestação de cabotinismo. Perdoe-me. Estou mais feliz do que os interlocutores de ‘Esperando Godot’ de Samuel Beckett. Clauder chegou, passa bem.  Seu bilhete não guarda saudades; é prova de lembrança. Abraços do seu fã. Obrigado. Veja AQUI a postagem do Blog em homenagem ao Dia da Poesia (14 de março).

A Universidade Potiguar (UnP) – Campus de Mossoró – envia convite ao Blog para ‘almoço de lançamento de uma nova modalidade de Ensino Superior que beneficiará o público de Mossoró e Região’. O comunicado, acrescenta, que esse serviço ainda ‘ajudará a melhor qualificar os profissionais do mercado local’. Será ao meio-dia do próximo dia 27, no Requinte Buffet. Se eu tiver tempo disponível, estarei por aí. Obrigado.

Continua sofrível a climatização do Mossoró West Shopping. Injustificável para o investimento de tamanha magnitude, feito num equipamento mercantil de referência no sertão potiguar. Em alguns momentos, certas áreas do shopping parecem um micro-ondas. É a quinta grelha do ‘Inferno de Dante’.

A repórter social Marilene Paiva informa que “em caráter experimental estamos disponibilzando nosso programa Presença On Line.” De Mossoró para o Mundo. A produção reúne empresas e profissionais de alto conceito no mercado. Veja detalhes clicando AQUI. Sucesso, querida.

O jornal “Clandestino”, editado pelo jornalista Mário Gérson, está com seu novo número circulando em pontos estratégicos de Mossoró. Pode ser adquirido nas bancas de Zé Maria e Ademar; Casa da Revista, Bagdá Café, Potylivros e Resebo. Uma boa opção de leitura cultural.

A Fábrica de Cimento Mizu, instalada no município de Baraúna, está com trabalho social se expandindo na região. A nova iniciativa é a instalação de uma biblioteca que funcionará na sede da Associação Comunitária da Comunidade Velame. A inauguração da estrutura será na próxima quarta-feira, 28 de março, às 16h. O projeto é coordenado pela professora Flor Santos, formada em Letras Vernáculas e Dança, pela Universidade Federal de Sergipe.

A banda de forró Mais Eu e o cantor de música sertaneja Valber Fernandes são as atrações da próxima sexta-feira (23) no Sélect Noveau (Nova Betânia, Mossoró), a partir das 22h. No sábado, abram passagem para o rock and roll das bandas Gens e MP3, no mesmo horário. Vale lembrar que na sexta, universitários têm acesso livre até às 23h.

Carlos Gregório organiza excursão, que sairá de Mossoró às 06 horas da manhã do dia 14 de Abril de 2012 do Hotel Thermas. O destino central será Recife-PE, para o espetáculo do Cirque du Soleil, denominado de “Varekai”. Em Recife, a hospedagem será no Hotel Vila Branca em quarto duplo. Ainda no sábado, às 21 horas os participantes da excursão irão assistir o espetáculo, que terá duas horas de duração. No dia 15 de Abril após o café da manhã no Hotel, será a hora dos passageiros realizarem um city-tour entre Recife e Olinda com Guia Turístico. O passeio encerra com um almoço na cidade de Olinda. A previsão de retorno a Mossoró é no domingo às 22 horas. Contatos por este número: (84) 8866-3896.

Recebo convite da prefeita de direito de Mossoró, Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, para inauguração da Escola de Artes de Mossoró, que acontecerá na terça-feira (27), às 19h, onde funcionou a Escola Municipal Joaquim da Silveira Borges. A aula inaugural será proferida pelo ator de expressão nacional, Stênio Garcia.

A quinta-feira é dia de jazz no Genot Cafés. Funciona no mezanino da Livraria Siciliano do Midway Mall (Natal). E hoje, 22, a atração é o duo José Fontes (baixo e violão) e Antônio de Pádua (trompete e violão). Os dois apresentarão músicas autorais, standard’s do jazz e, é claro, clássicos de compositores já consagrados da música brasileira, como Villa Lobos, Tom Jobim, K-Ximbinho, Pixinguinha, Vítor Assis Brasil e Milton Nascimento.

O vereador de Upanema, Anízio Júnior (PSD), o “Juninho”, organiza um encontro da “Confraria do Cafezal” (que se reúne às noites no Memorial da Resistência, Mossoró) em sua cidade. Será no dia 19 de maio. Sò mesmo um ônibus para levar toda a corriola. Mas iremos. Pode botar mais água no feijão e abrir a ‘adega’, meu querido.

A edição 2012 da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada – Expofruit será lançada no dia 29 de março, no Sebrae – Mossoró, às 18h e antes mesmo do lançamento os organizadores já anunciaram a comercialização de 50% dos estandes. No lançamento, os organizadores da feira apresentarão o tema desta edição – “Ganhar é o único resultado quando se aposta na fruticultura” e as principais novidades para a edição deste ano, que acontece de 13 a 15 de junho, no Expocenter/UFERSA.

Obrigado a leitura deste Blog a Marcelo Escóssia (Natal), Magno Alves (Mossoró) e Jânio Rego (Feira de Santana-BA).

Acontece nessa quinta-feira, dia 22, o coquetel de lançamento do novo escritório da Juxta Legem – Araújo, Soares, Barreto e Abreu Advogados Associados. O evento reúne convidados, autoridades e imprensa para a apresentação das novas instalações do escritório de advocacia, que agora possui um auditório para eventos com capacidade para 80 pessoas, uma biblioteca com mais de 4 mil títulos da área de Direito, além de outras  modernas salas para reuniões. A solenidade tem inicio às 20h na nova sede, localizada na Av. Jorge Coelho de Andrade, 274, bairro Presidente Costa e Silva, próximo ao Expocenter.

Juxta Legem: Marcos Araújo, Fernanda Abreu, Evans Araújo, Naerton Soares e Barreto Júnior (Ricardo Lopes)

A empresa Digivagas, localizada à Rua Frei Miguelinho, 597 – Centro, Mossoró, está recrutando profissionais para diversos ramos com sentido de aproveitamento numa transnacional da área do petróleo, que atuará na região de Mossoró. Saiba mais informações através destes números telefônicos: (84) 3061-2192 e 9667-0591.

O pastor Francisco Miranda está assumindo a Assembleia de Deus de Mossoró. Substitui ao pastor Martin Alves, que há poucos dias foi empossado como principal dirigente dessa denominação evangélica no estado do Rio Grande do Norte. Parabéns a ambos.

Senhores governantes, invistam em ciclovias e passagens prioritárias para táxi-lotação e ônibus. Nossas cidades não suportam tamanha desorganização no trânsito, com tantas motos e carros de passeio.

A Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) prossegue com as ações do Projeto Incluir. A proposta é alertar a comunidade acadêmica para a questão da acessibilidade, dotando as dependências da Universidade de infraestrutura adequada para receber os portadores de necessidades especiais. Dentro dessa proposta, a instituição estará promovendo nos quatro campi da instituição o seminário UFERSA: Construído o Caminho da Acessibilidade. O Seminário acontece na próxima terça-feira, 20, na UFERSA Pau dos Ferros; no dia 21, na UFERSA Caraúbas; no dia 22, na UFERSA Angicos e, no dia 23, na UFERSA Mossoró, sempre no horário das 8 às 12h. A organização emitirá certificados de participação como atividade de extensão universitária. Quem encaminha detalhes dessa iniciativa é o professor Blake Charles Diniz Marques, coordenador do projeto.

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

O professor e escritor David Leite, que integra equipe da Previ-Mossoró (Previdência Própria da Prefeitura de Mossoró), passou maus bocados nos últimos dias. Esteve internado num hospital da capital, devido ser mais uma vítima da dengue. Mas já está em casa, em processo de recuperação. Saúde, meu caro.

Será no dia 20 de abril, de 15 às 18h, na Câmara de Mossoró, o 3º Congresso do Movimento Comunitário do Rio Grande do Norte. Promessa de presença de diversas delegações de outros municípios. A Assembleia Legislativa vai realizar uma audiência pública à ocasião, em homenagem à iniciativa.

Saúde também para dona Bernadete Duarte, mãe de Kátia, Carlos Duarte, Paulo César e Édson. Há meses que ela tem lutado contra uma série de enfermidades, a partir de Maceió (AL), quando teve primeiro problema de saúde. Saiu finalmente do ambiente hospitalar e convalesce num apartamento da família, em Natal. Que se recupere. Saúde e paz.

Anote esta ótima dica de endereço em Mossoró para aluguel: um apartamento com 2 quartos, cozinha, sala de estar, banheiro social, garagem para 4 veículos, na Rua República do Peru (Nova Betânia). Faça contato por este número aqui, ó: (84) 8800-1111 (OI).

Nessa segunda-feira (12), a prefeita de direito de Mossoró Fafá Rosado (DEM) designou  o dançarino Boarneges Perdigão (com 36 anos de tablado e atual diretor cultural da Gerência Executiva da Cultura) para a direção da Escola de Artes de Mossoró. Esse equipamento público será inaugurado no próximo dia 27 de março, onde funcionou a Escola Municipal Joaquim da Silveira Borges. A iniciativa do governo municipal é emblemática e merece aplauso, além da escolha de seu dirigente. Um núcleo de ensino artístico-cultural precisa ser uma obra de cidadania permanente. Mas ao mesmo tempo, vale lembrar: não permitamos que o Museu Municipal continue se desmanchando. Isso é vergonhoso e agride a história do nosso povo.  Não podemos cobrir um ‘santo’ e deixar o outro a descoberto.

Fafá, Boanerges e Clézia Barreto (gerente de Cultura): aposta na arte

A Câmara de Mossoró realizará concurso público (o primeiro de sua história, pasme!) ainda este ano. A expectativa é de que aconteça neste primeiro semestre. Parabéns! Antes tarde, do que nunca.

O empresário Rútilo Coelho, não obstante o fim do veraneio, não abandona o hábito de ancorar na Praia de Tibau. E depois que resolveu investir em endereço próprio, a frequência tem aumentado sobremodo.

Gente corajosa essa turma do ciclismo de Mossoró. Temos escassas ciclovias e trajetos urbanos e em BR´s e RN´s oferecem enorme perigo à circulação de bicicletas. Pena que as autoridades públicas continuem ignorando essa multidão sobre duas rodas.

O advogado Wellington Barreto ultima preparativos para lançar o livro “Remonte Histórico da Posse da Nova Diretoria da AMLERN” (Academia Maçônica de Letras do Estado do Rio Grande do Norte). Para  realização desse trabalho, contou com a imprescindível colaboração e parceria do escritor e historiador Geraldo Maia do Nascimento. Também está em andamento a 3ª Edição do seu livro “Importantes Lideranças Comunitárias do Município de Mossoró”, que será lançado no dia 20 de abril do corrente ano às 16 horas no Plenário da Câmara Municipal de Mossoró.

Tive a satisfação de ouvir, de pertinho, a cantora Nida Lira. Ela e sua banda, com toque jazz, encheram a noite chuvosa de sábado (10), com boa música. Afinadíssimos. Tudo na casa do engenheiro civil José Antero dos Santos, o bom baiano que comanda a fábrica de cimento Mizu (Baraúna). Em seu aniversário, ele que também já atuou na noite, como músico, deu uma canja. Não nos surpreendeu, pois já o conhecíamos do “Sêbado” – o sebo de Mossoró que só funciona aos sábados, na casa do odontólogo Marcos Almeida. Uma noite que não pude esticar por lá, devido outro compromisso, mas que valeu a pena. Bom demais.

Os advogados Marcos Araújo, Evans Araújo, Fernanda Abreu, Barreto Júnior e Naerton Soares convidam-me para a inauguração de seu novo escritório funcional. Trata-se da sociedade “Araújo, Soares, Barreto e Abreu Advogados Associados”. O evento acontecerá no próprio endereço do escritório, à Avenida Jorge Coelho de Andrade, 274, Presidente Costa e Silva (próximo ao Expocenter), em Mossoró, a partir das 20h da quinta-feira (22 de março). Vou escapar da faculdade por algumas horas e apareço por lá. Câmbio.

Um estudo global divulgado pela agência Fleishman-Hillard apontou que a internet é a ferramenta mais influente na decisão de compra de 66% dos consumidores. A web está à frente, inclusive, de conselhos de amigos e parentes (61%), e-mails (51%), jornais (43%), televisão (42%), mala direta (37%), revistas e rádio, empatados com 28%. (Paulo Pinto, O Mossoroense).

Este Blog tem muito a comemorar em seus 5 anos que se aproximam. Será em maio. E o ano passado, então, foi espetacular. Este já começa a mil também, inclusive sendo contactado por agências de propaganda e publicidade de outros estados, que procuram informações sobre aspectos técnicos desta página, desde o volume de acesso/dia ao perfil de seus webleitores. Muito obrigado, principalmente a você, internauta, que participa de nossa edição diária, com papel colaborativo e interação indispensáveis. Amém. Obrigado também aos anunciantes, principalmente àqueles que acreditaram desde a primeira hora, como Oba Restaurante e WSC Empreendimentos e Construções LTDA.

Hoje é o Dia da Poesia. Salve cada poeta desse Brasil varonil, gente com o dom da palavra. Salve meu querido Mario Quintana. Vivas também para Manuel Bandeira, Renato Caldas, Drummond, Antonio Francisco, Caio César Muniz, Cid Augusto, Luiz Campos, Zé Lima, Crispiniano Neto, Ivanildo Vilanova, Paulo de Tarso Correia de Melo, Cefas Carvalho, Genildo Costa, Torquato Neto, Othoniel Menezes, Paulo Leminski, Henrique Castriciano, Patativa do Assaré… Pontinha de inveja por não ser poeta, um latifúndio de admiração pela poesia e seus bardos.

E a Cosern, heim? De Paraú vem reclamação de que a qualquer tempo ‘cerrado’, há pane no fornecimento de energia elétrica à cidade. A concessionária desse serviço volta aos tempos nebulosos em que era empresa pública. Um tempo que era comum faltar energia, quando um vira-lata qualquer mijava o pé-do-poste. Vamos melhorar o serviço em vez de apenas aumentar o custo para o consumidor.

Carlão (foto Elisa Elsie) lança livro hoje

O jornalista Carlão de Souza lança hoje seu livro “Cidade dos Reis”, em Natal. Editado com apoio da Secretaria Extraordinária de Cultura/Fundação José Augusto, o título sai pela Coleção Cultura Potiguar e será lançado nesta quarta-feira (14), às 18h, durante evento alusivo ao Dia Nacional da Poesia no Palácio Potengi, na Pinacoteca do Estado. O montante arrecadado na noite de autógrafo será doado ao Hospital Infantil Varela Santiago.

A Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte (Mossoró) junta gente boa às pampas, hoje, a partir das 19h. Todos por lá, saudando com elouquência, os novíssimos poetas Camila Paula, Samuel Paiva e Ellen Dias para o lançamento de Poesia Clandestina. Sai pela Editora Queima-Bucha, edições Clandestino, do escritor-poeta e jornalista Mário Gérson.

Saúde e paz para o jornalista Bruno Falcão. Manda ver, meu caro, neste dia do seu aniversário.

Obrigado a leitura deste Blog a Clóvis Júnior (Paulista-PE), Joel Canela (Felipe Guerra) e jornalista Antônio Araújo (Mossoró).

Novo endereço à atuação forense

O escritório de advocacia “Araújo, Soares, Barreto e Abreu”, dos advogados Marcos Araújo, Evans Araújo, Naerton Soares, Barreto Júnior e Fernanda Abreu estará mudando de sede no próximo dia 15 de março.

A sociedade de advogados construiu um novo escritório no bairro Costa e Silva, nas imediações do Complexo Judiciário (Mossoró), onde já se encontram as Justiças do Trabalho e Federal.

A mudança, que compreendeu um considerável investimento, visa a manutenção da qualidade dos serviços prestados, tendo como principal diferencial a congregação de seus advogados para atender às mais diversas demandas com mais segurança e rapidez.