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Decreto do Governo Federal afeta erário municipal, diz CNM

Redução chega a 25% (Foto ilustrativa)
Redução chega a 25% (Foto ilustrativa)

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) emite nota de “profundo descontentamento” com a decisão do governo federal de reduzir a alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para a linha branca em 25% (veja AQUI). Tomada às vésperas do feriado de Carnaval, a medida pegou os Municípios de surpresa, com perdas estimadas em quase R$ 5 bilhões.

“Infelizmente, se repete o velho hábito de fazer caridade com o chapéu alheio. O IPI compõe a cesta de impostos que são compartilhados com os Municípios e é parte importante do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Isso significa que qualquer medida de renúncia fiscal do IPI adotada pelo governo federal tem impacto direto nos repasses aos Municípios, o que pode implicar em desequilíbrio orçamentário”, diz a nota.

Para a entidade, “essa forma de reduzir impostos que são compartilhados é usualmente utilizada por todos os governos e sempre causam grandes prejuízos aos Municípios. Trata-se de uma política que fere gravemente o pacto federativo”.

Perdas bilionárias

Segundo o Decreto publicado pelo Ministério da Economia, estima-se uma redução na arrecadação desse imposto no total de R$ 19,5 bilhões em 2022. Como os Municípios detêm 24,75% desse recurso, a perda no FPM será de R$ 4,826 bilhões.

O montante representa cerca de 40% de um mês de FPM repassado a todos os 5.568 Municípios, “recursos que farão falta aos Entes locais em ações de custeio e investimentos nas áreas sociais”.

Diante desse contexto, “a CNM ressalta que reforçará atuação no Congresso Nacional no sentido de aprovar matérias que impõem ao governo federal medidas de compensação dos efeitos dessas reduções”.

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Extinção de pequenos municípios pode passar por plebiscito

Bittar trabalha texto (Foto: Jeferson Rudy)

Do Congresso em Foco

O senador Márcio Bittar (MDB-AC), relator da proposta de emenda à Constituição do Pacto Federativo, adiantou que vai alterar o texto enviado pelo governo para que a extinção dos menores municípios do país seja decidida por seus próprios moradores.

Se a PEC for aprovada este ano, o plebiscito acontecerá junto com as eleições municipais de 2024.

“Chegou-se à conclusão de que, se não passar por plebiscito, provavelmente vai ter um monte de ação no Supremo considerando inconstitucional, porque [esses municípios] foram criados por plebiscito”, disse Bittar.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Governadores pedem apoio a Congresso até de madrugada

Terminou quase 2 horas desta terça-feira (1º), reunião da governadora Fátima Bezerra (PT) e outros governantes nordestinos, com o presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Fátima, Rodrigo, João Azevêdo (Paraíba), Paulo Câmara (PE), Rui Costa (Bahia) e Wellington Dias (Piauí) (Foto: Twitter)

A peleja dela e de outros governadores em Brasília tem uma pauta crucial que tramita no Congresso Nacional, vista como crucial para o equilíbrio fiscal dos entes estaduais.

Pacto Federativo (com Reforma Fiscal), cessão onerosa do pré-sal (distribuição com estados e municípios) e Plano de Equilíbrio Financeiro (PEF – o “Plano Mansueto”) são alguns dos pontos conversados em Brasília.

Antes, essa delegação de governadores (incluindo alguns da região Norte e senadores do Nordeste também) já tinham se reunido com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP) – veja AQUI.

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Projeto protege estados e municípios do apetite da União

Alves: Lei Complementar (Foto: cedida)

Garantir mais recursos para os Estados e Municípios brasileiros. Esse é o principal objetivo do Projeto de Lei Complementar (PLC 209/2019) apresentado recentemente pelo deputado federal Walter Alves (MDB-RN). O projeto altera a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) e prevê que renúncias de receita compensatórias sejam feitas apenas com recursos da União.

“Sempre fui defensor de um novo Pacto Federativo, com mais recursos destinamos para onde o cidadão vive. O projeto que apresentamos tem como finalidade proteger os Estados e Municípios para que não haja renúncia de receita”, justifica.

“Por vezes, a União, sem entrar em acordo com os demais entes federativos, decide estabelecer benefícios tributários usando recursos que seriam compartilhados. Nossa proposta proíbe o uso dessa manobra”, afirma Walter Alves.

Nota do Blog – Muito oportuna a proposição. Há pouco, o Governo do RN apresentou caridade com o chapéu alheio, no novo formato do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Industrial do RN (PROADI), que abocanha parte de recursos pertencentes aos municípios. A polêmica gerou reação dos prejudicados (veja AQUI).

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Senado aprova divisão de bilhões para estados e municípios

Do G1

O Senado aprovou nesta terça-feira (3) a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê que a União dividirá com estados e municípios parte dos recursos oriundos de leilões de petróleo.

Por acordo de líderes partidários, as votações em primeiro e em segundo turno aconteceram nesta terça. Com isso, a PEC seguirá para a Câmara dos Deputados.

Senadores reunidos em plenário durante a sessão desta terça-feira (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)

O acordo da chamada “cessão onerosa” foi fechado pela Petrobras com a União em 2010 e permitiu à estatal explorar 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal na Bacia de Santos (SP), sem licitação. Em troca, a empresa pagou R$ 74,8 bilhões.

O governo estima, porém, que a área pode render mais 6 bilhões de barris e fará um megaleilão, marcado para novembro, que pode render R$ 106 bilhões aos cofres públicos.

Como ficam os recursos

De acordo com a PEC:

  • R$ 33 bilhões serão descontados para cobertura de uma dívida que o governo federal tem com a Petrobras;
  • R$ 10,95 bilhões (15%) serão repassados a estados, via Fundo de Participação dos Estados (FPE);
  • R$ 10,95 bilhões (15%) serão repassados aos municípios, via Fundo de Participação dos Municípios (FPM);
  • R$ 2,19 bilhões (3%) serão distribuídos para os estados onde estiverem localizadas as jazidas de petróleo;
  • R$ 48,9 bilhões ficarão com a União.

A PEC define que os recursos devem ser usados em investimentos e em aportes em fundos previdenciários, vedado o pagamento de folha.

Alteração

Inicialmente, o texto previa o repasse de 15% dos recursos para estados e mais 15% para municípios.

Pelos critérios que regem o FPE e o FPM, contudo, que privilegiam os locais menos desenvolvidos e com menor renda per capita, o Rio de Janeiro, estado produtor de petróleo, ficaria com R$ 326 milhões, valor inferior ao que receberiam, por exemplo, Bahia (R$ 905 milhões) e Ceará (R$ 692 milhões).

Parlamentares do Rio de Janeiro, descontentes com a parcela, apresentaram uma emenda para destinar 3% para os estados onde estão localizadas as jazidas de petróleo. A emenda foi acolhida pelo relator, Cid Gomes (PDT-CE), aumentando, na prática, o repasse para o RJ.

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Governadora se decepciona com reunião em Brasília

Governadores estiveram hoje em Brasília (Foto: Assecom)

Do Blog Carol Ribeiro

Foi uma decepção a reunião do Fórum de Governadores dos estados brasileiros em Brasília, nesta quarta-feira (08), com o presidente da República Jair Bolsonaro (PSL), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o ministro chefe da Casa Civil, Ônix Lorenzoni (DEM-RS).

Pelo menos foi o que mostrou a governadora Fátima Bezerra (PT) em suas redes sociais.

O adiamento, para a próxima semana, da chamada pauta federativa, foi um dos motivos para a insatisfação da gestora do RN.

“Mais uma reunião do Fórum dos Governadores em que a gente sai sem uma resposta concreta. A pauta federativa de muito interesse dos estados, como é o caso do programa emergencial de ajuda fiscal aos estados, da partilha da cessão onerosa, entre outras, mais uma vez foi protelada”.

Fátima Bezerra considerou “inaceitável” que o governo federal queira condicionar o atendimento aos pleitos à aprovação da Reforma da Previdência.

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Reforma da Previdência e o sufoco dos estados federados

Por Josivan Barbosa

A decisão do governo federal de condicionar as discussões sobre um novo pacto federativo à aprovação da Reforma da Previdência enerva governos estaduais, que cobram urgência no diálogo com a equipe econômica para que uma nova proposta comece a ser debatida imediatamente, com transparência.

A  saída do momento para se construir uma recuperação financeira mais sólida dos entes federados é repartir de maneira negociada o dinheiro da cessão onerosa do pré-sal.

O consórcio bolsonarismo quer ver qual moeda de troca os governadores vão oferecer pela aprovação da reforma da Previdência, mas a situação dos Estados é grave demais para que se adie o debate do pacto federativo.

O consórcio não mostra disposição para topar votar a cessão onerosa porque está trabalhando com aquela tese que o Tribunal de Contas da União (TCU) vai autorizar os leilões, independentemente desta legislação.

Caern

A gestão atual da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN) tem um grande desafio: modernizar a empresa e para ontem. Trata-se de umas das empresas públicas que não avançou no tempo. Se isto não acontecer logo, fica muito difícil fugir do desejo do consórcio bolsonarismo de colocá-la como contrapartida no programa de recuperação fiscal como aconteceu com a CEDAE do RJ.

O ministro Paulo Guedes e seus auxiliares querem impulsionar o processo de privatização das empresas de saneamento não só com o avanço da MP 868, medida provisória que muda o marco regulatório do setor, mas como contrapartida ao resgate federal para Estados mais endividados. A venda da estatal Copasa, por exemplo, é esperada como parte do socorro da União para Minas Gerais e já teria aval do governador Romeu Zema (Novo).

Publicada nos últimos dias do governo Michel Temer, a MP 868 favorece a participação da iniciativa privada no saneamento. O principal ponto é a exigência de que novos contratos para o abastecimento de água ou coleta e tratamento de esgoto tenham chamamentos públicos feitos pelos municípios (titulares do serviço).

Prefeituras

As perspectivas para repasses do Governo Federal para as prefeituras são otimistas para o próximo ano. Isto pode contribuir para aumentar a aceitação da atual prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), pois, como trata-se de uma prefeitura de porte médio, os recursos podem fazer a diferença. As transferências da União às prefeituras para investimentos tendem a se expandir em ano de eleições municipais, evidenciando uma relação entre os repasses federais e os ciclos eleitorais.

O quarto ano dos prefeitos no poder coincide normalmente com o segundo do mandato do presidente da República, o que favorece a liberação de repasses aos municípios.

Entre 2013 e 2016, sob efeito da forte desaceleração da economia brasileira a partir de 2014, o valor total repassado aos municípios para investimento encolheu 8% na comparação com o quadriênio imediatamente anterior (2009-2012), totalizando R$ 47,4 bilhões, conforme dados compilados pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM). Mesmo assim, as transferências de capital cresceram em 2016, frente ao ano anterior, apesar de duas contrações sucessivas do Produto Interno Bruto (PIB) registradas no período – em 2015 a economia brasileira teve contração de 3,5% e, no ano seguinte, a retração foi de 3,3%.

Aquacoco

A Empresa AquaCoco, que reutiliza 100% da casca do coco na plantação, vai começar a exportar. A primeira remessa de produtos genuinamente potiguares para a Europa está prevista para acontecer no início do mês de maio.

A água de coco envazada e o coco verde são os carros-chefes da empresa, mas ela também produz vários derivados de frutas, como polpa de coco, doce de coco, sucos de frutas tropicais, açaí, polpa de açaí e, em maio, também vai lançar um novo produto que é o Coco Diamante, o tradicional coco verde com um toque a mais de seleção e elegância, pois se apresenta totalmente sem a casca dura.

O Rio Grande do Norte já teve uma experiência na exportação de coco in natura para a Europa no início da década passada. Na oportunidade o saudoso empresário Claus Geller de Rio do Fogo enviou experimentalmente alguns paletes de coco via marítima para a Europa.

RN tem jeito

Uma boa alternativa para a atração de empresas para o Rio Grande do Norte pode estar na indústria do calcário, a exemplo do que aconteceu com a Cimento Mizu em Baraúna e a Cimento Apodi e a Fabrical, ambas em Quixeré-CE.

Nesse sentido, a Estrada do Melão (Trecho Baraúna – BR 437) e a Estrada do Cajueiro (BR 437) são fundamentais para a facilitar a logística de transporte do calcário para os centros consumidores ou para o Porto do Pecém, no caso de exportação para o mercado internacional, principalmente o chinês.

Bolsonaro

Em meio à perda de apoio junto à população de baixa renda, o presidente Jair Bolsonaro deflagrou nesta semana uma ofensiva de comunicação para se reaproximar do eleitorado e explicar a necessidade de aprovação da Reforma da Previdência.

Nos últimos cinco dias, Bolsonaro deu entrevistas a programas de TV populares e a um canal no YouTube. Na segunda-feira, em Ribeirão Preto (SP) falou com a youtuber Esther Castilhos, de oito anos, do canal “Esther e famosos”, com apenas 5 mil inscritos; na terça-feira, falou ao apresentador da TV Bandeirantes José Luiz Datena, quando justificou que o Brasil não poderia eventualmente ir à guerra contra a Venezuela porque não estava “bem de armamento”; ontem gravou entrevista ao “Jornal do SBT” e para emissoras locais de Santa Catarina, onde participou de um evento evangélico.

Bolsonaro II

É clara a estratégia de falar mais aos canais de maior alcance popular. Ele fez dois pronunciamentos em rede nacional de rádio e televisão. O primeiro foi na semana passada, quando ele agradeceu aos parlamentares a aprovação da reforma previdenciária na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Foi um aceno aos deputados, que reclamam da relação do Planalto com o Congresso.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido

Pacto Federativo no Brasil

Por Odemirton Filho

A República Federativa do Brasil é formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, consoante prevê o normativo constitucional (Art. 1º).

Contudo, redesenhar o arcabouço fiscal e tributário do Brasil é desejo de parcela considerável dos gestores públicos que se ressentem pela falta de recursos para fazer frente às despesas dos entes federados.

Com efeito, o sistema previsto na Constituição da República sobre a repartição das receitas tributárias centraliza a maioria dos recursos nos cofres da União que, por imperativo constitucional, os reparte entre os Estados-membros e Municípios, de acordo com os percentuais estabelecidos. (Art. 152 a 162).

Há muito se diz que é imprescindível um novo pacto federativo, a fim de não mais os entes federados ficarem com o “pires na mão”, precisando barganhar junto à União recursos para equacionar os seus orçamentos.

“ O pacto federativo é o conjunto de dispositivos constitucionais que configuram a moldura jurídica, as obrigações financeiras, a arrecadação de recurso e os campos de atuação dos entes federados”.

Recentemente, em encontro com prefeitos de todo o país, o todo poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes, asseverou que a concentração de recursos no Governo Federal corrompeu a política e estagnou a economia.

E acrescentou: “se fosse um prefeito apertado e um governador apertado, seria um caso de má gestão. Mas estão todos apertados”. Se Estados e municípios estão muito apertados (sic) financeiramente, é porque há algo sistêmico.

O pacto federativo proposto pelo atual Governo pretende colocar “dinheiro na base”, isto é, prefeituras e Estados. “Serão 70% lá embaixo e 30% lá em cima, se muito”, “Execução é com governadores e prefeitos”, de acordo com o ministro.

Se, efetivamente, houver uma descentralização de recursos, será de grande valia para o novo Brasil que o Governo afirma querer construir. Hoje, a União concentra 65% das receitas, restando aos estados e municípios 35% para atender as suas demandas, conforme palavras do ministro.

A centralização de recursos junto à União é, sem dúvida, um meio nefasto de troca de favores e perseguição política, pois se governadores e prefeitos não estiverem alinhados com a política do Poder Central serão “esquecidos”, restando, tão somente, aos entes federados as transferências obrigatórias.

Os estados e municípios brasileiros há muito padecem da carência de recursos para custear a máquina pública. Seja por má gestão ou pelos escoadouros da corrupção, os recursos são insuficientes para honrar a folha de pagamento, menos ainda para investimento em educação, saúde, segurança e infraestrutura.

Nesse sentido, é no município que a vida pulsa. Os prefeitos são os primeiros a serem cobrados pela sociedade, ante a ausência ou ineficiência dos serviços públicos.

Assim, espera-se que a proposta do novo pacto federativo não seja somente uma promessa, mas o início de um país descentralizado, sobretudo, operante na implementação de políticas públicas.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

“Não há saída local para a crise”, afirma Fernando Mineiro

Mineiro: "Não há mágica!" (Foto: AL)

Na opinião do deputado federal eleito Fernando Mineiro (PT), “não há saída local para a crise fiscal/financeira do estado”.

E acrescenta: “Não tem mágica. Despesas precisam ser reduzidas, arrecadação precisa aumentar, mas sem um pacto federativo não haverá solução”.

Ele cita casos recentes de socorros financeiros específicos da União para estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul como provas de que são apenas paliativos.

“O Tesouro Nacional está aí mostrando levantamento com déficit na grande maioria dos estados (veja AQUI)”.

Leia também: Fundo financeiro pode viabilizar recebimento de dívida ativa.

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PMDB promove evento preparatório às eleições deste ano

O ministro do Turismo do Governo Michel Temer, ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB), está em Mossoró. Ele participa de evento organizado pela Fundação Ulysses Guimarães na Câmara Municipal.

Henrique discursa e fala sobre "pacto federativo" a participantes do evento (Foto: Twitter de Henrique Alves)

Iniciativa é dirigida a pré-candidatos a vereador e prefeito na cidade e região. Faz parte de preparativos das as eleições deste ano.

Entre os participantes, a ex-prefeita Fafá Rosado e vereadores Izabel Montenegro e Alex Moacir, bem como o deputado estadual Gustavo Fernandes, todos do PMDB.

“Estamos perto das eleições mais importantes para o cidadão. É momento também de se rever o pacto federativo,” disse Henrique Alves.

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Pacto Federativo terá discussão apontando propostas

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte sediará, na terça-feira (8), às 9h, uma discussão sobre o Pacto Federativo. O encontro contará com a presença de deputados estaduais de todo o país, que tratam diretamente sobre o tema.

No encontro, os deputados de Santa Catarina Kennedy Nunes (PSD) e Fernando Coruja (PMDB) apresentarão a proposta do Pacto Federativo, que necessita de mudança na Constituição e que está baseada em quatro propostas principais para fortalecer estados e municípios.

Na proposta, os deputados sugerem a autonomia para os Estados legislarem sobre a descriminalização, propaganda comercial e agronegócio; a possibilidade de incluir e modificar normas sobre os impostos e sua distribuição para os estados e municípios; permitir que eleitores apresentem emendas à Constituição; e de tornar obrigatória a destinação de 10% da receita corrente bruta da União para investimentos em saúde pública.

Vereadores defendem novo Pacto Federativo

A União dos Vereadores do RN (UVERN) desembarcou hoje em Brasília, com uma delegação proveniente de 25 municípios potiguares.

São ao todo 50 vereadores que participarão da Marcha dos Vereadores, de terça-feira (18) a sexta-feira (21).

A União dos Vereadores do Brasil (UVB) fez a convocação nacional.

Na pauta, a luta pelo Pacto Federativo, com mais recursos para os municípios. Hoje, a União fica com 60%, estados federados com 23% e municípios com 17%, dos recursos arrecadados.

A UVERN é liderada pelo presidente Bruno Melo (PSDB) de Severiano Melo, além de Genivan Vale (PROS), de Mossoró.

Cursos de capacitação e palestras fazem parte da programação, no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, de Brasília.

Walter Alves estreia defendendo o “pacto federativo”

O deputado federal Walter Alves, vice-líder do PMDB na Câmara dos Deputados, fez nesta segunda-feira (9) o primeiro pronunciamento no Plenário da Casa e destacou a defesa pela revisão do pacto federativo. O parlamentar destacou que atualmente a União concentra cerca de 60% da riqueza do país.

Segundo ele, sobram 25% para os estados e os 15% restantes para os municípios e que essa distribuição precisa ser revisada.

“Essa injusta divisão faz com que estados e municípios percam a condição de exercer sua missão constitucional, que é prestar os serviços essenciais aos seus cidadãos. Portanto, é necessário o redimensionamento urgente do fundo de participação dos estados [FPE] e municípios [FPM]”, destacou.

Walter ainda ressaltou que praticamente todos os prefeitos dependem de ir a Brasília para conseguir recursos para manter os serviços básicos e que essa dependência tem provocado endividamento de municípios.

“É preciso acabar com essa situação vexatória. os estados não podem mais ficar, por meio de empréstimos, endividando suas futuras gerações. Quero me associar às forças políticas que,  como eu, defendem a necessidade de o Brasil estabelecer um novo pacto federativo, com divisão proporcional do bolo tributário”, completou.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Walter Alves.

Pacto federativo é uma prioridade inadiável, afirma deputado

“Temos que quebrar essa dependência.” A frase é do deputado federal Henrique Alves (PMDB), em entrevista exclusiva – hoje à noite – ao Blog Carlos Santos (veja postagens mais abaixo).

Ele refere-se à relação entre estados/municípios e União. O chamado “pacto federativo”, admite, é uma alegoria que na prática não existe.

Henrique afirma, que pretende priorizar essa luta na Câmara Federal que preside. Mais de 5,5 mil municípios brasileiros clamam por isso.

– Terá que ser feita uma reforma, garantindo autonomias fiscal, financeira etc. Mas não basta garantir mais dinheiro ao município; o principal é a autonomia de decisões – afirma.

Antecipa que no primeiro semestre, esse é o foco do Congresso Nacional. “Não se pode esperar mais, é inadiável essa discussão”, estima.

Segundo Henrique Alves, a permanente dependência de prefeitos e governadores, da União, é incompatível com a ideia e conceito de uma federação. O Brasil é, no papel, uma República Federativa. Na prática, não.

– Eleições contaminaram a discussão anteriormente. Mas no primeiro trimestre é nossa pauta principal. Vamos levá-la adiante – promete.

Veja abaixo, as matérias anteriores dessa entrevista especial com Henrique Alves, em sequência cronológica:

– Henrique orienta PMDB a esperar decisão final do TSE AQUI;

– Líder do PMDB considera “grave” definição de novo pleito AQUI;

– Eleição em Mossoró deve apontar para pleito estadual AQUI;

– Fernando Bezerra e um projeto para o RN, defende Henrique AQUI.

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Prefeita defende “pacto federativo” no “SOS Municípios”

Em discurso durante o encontro SOS Municípios, no Clube América, em Natal, hoje, a prefeita de Mossoró e presidente da Associação dos Municípios do Oeste do Rio Grande do Norte (AMORN), Cláudia Regina (DEM), defendeu a criação de um novo “pacto federativo”, que respeite mais a situação dos municípios e suas realidades.

Cláudia fala na tribuna, diante de plenário cheio (Divulgação)

A prefeita falou em nome dos prefeitos da região Oeste potiguar e disse que é preciso avaliar a situação das cidades pensando no povo.

“Os problemas de nossos municípios têm cara, cara de gente. A fome, a miséria, o analfabetismo são problemas que não estão apenas em estatísticas e números, mas fazem parte do dia a dia do povo que está nestas cidades. Por isso precisamos e defendemos um novo pacto federativo. Um pacto que tenha garra, que tenha respeito pelos municípios. A hora dos municípios é essa”, disse, sendo aplaudida pelos presentes.

Se dirigindo ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), e ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a prefeita destacou a importância dos líderes levarem estes pedidos ao Governo Federal.

“Precisamos que os senhores possam levar esse clamor. É a partir das bases e do atendimento às necessidades do nosso povo que conseguimos respeito e aprovação por parte da população”, comentou.

Rosalba quer mais recursos para estados e municípios

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) disse hoje que os cinco “pactos em favor do Brasil”, apresentados ontem pela presidenta Dilma Rousseff, durante reunião com todos os governadores e os prefeitos das capitais são importantes, “mas consideroa revisão do pacto federativo também deve entrar na pauta”.

Para Rosalba, sem essa revisão do modelo atual do pacto federativo Estados e Municípios vão continuar com dificuldade para realizar investimentos e manter o custeio da máquina.

“A divisão dos recursos federais, como é feita atualmente, é de uma desigualdade muito grande”, disse Rosalba, “com Estados e municípios recebendo cada vez menos e, em contrapartida, as responsabilidades desses entes federativos só aumentam”.

Rosalba também defende prioridade no custeio da saúde e “um pacto para a segurança pública, sem isso fica difícil responder à voz das ruas”.