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Você lembra o que eles fizeram na pré-campanha passada?

Jornal em fevereiro de 2018 anunciava um 'capital' que Fábio levou a sério (Print: reprodução)
Jornal em fevereiro de 2018 anunciava um ‘capital’ que Fábio levou a sério (Print: reprodução)

Cá para nós e o povo da rua:

Confirmando-se o que se especula na imprensa da capital, o nome do ex-vice-governador Fábio Dantas (Solidariedade) como pré-candidato a governador da oposição à Fátima Bezerra (PT), ele não terá apoio (veja AQUI) do prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB) nem qualquer empolgação, mínima que seja, do executivo mossoroense Allyson Bezerra (Solidariedade).

E não adianta acreditar que vão lhe cobrir de meios à concorrência contra a governadora.

O filme se repete, como em 2018. Muitos dos atores, de então, reaparecem em cena agora.

Alguém aí lembra da manchete do jornal impresso Agora RN, com burlesca oferta para ele ser candidato à sucessão à época, do próprio governador  – desgastadíssimo – Robinson Faria (PSD, hoje no PL)? Foi no dia 27 de fevereiro daquele ano:

Recordar é viver: Ezequiel oferece 89 prefeitos e 14 partidos para o vice-governador Fábio Dantas concorrer ao Governo.

Em nossa página sapecamos a postagem Indigência política do RN produz mais uma notícia hilariante.

Em 2018 já foi assim

E perguntamos, naquele momento:

– Se o atual presidente da Assembleia Legislativa – Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB) – tem todo esse capital, por que ele mesmo não é candidato ao Governo do RN?

– Quem entra com o voto?

Posando de dissidente do governo Robinson Faria, Fábio Dantas filiou-se ao PSB no dia 17 de março (veja AQUI), após período como ‘comunista’ no PCdoB. Em sua marcha, não conseguiu fazer sequer um evento de peso para lançamento da tal pré-candidatura. A enxurrada de prefeitos e deputados não deu as caras.

Adiante, no dia 18 de abril do mesmo ano, período de pré-campanha ao governo estadual, veiculamos a matéria Fábio Dantas segue ‘intubado’, mas com esperança eleitoral.

Fábio (centro, de camisa branca) foi anunciado como pré-candidato ao governo em março de 2018, com Ezequiel ao lado (Foto: arquivo)
Fábio (centro, de camisa branca) foi anunciado como pré-candidato ao governo em março de 2018, com Ezequiel ao lado (Foto: arquivo)

No dia 18 de maio de 2018 reforçamos a provocação: “Fake” produzido por Ezequiel Ferreira tenta sobreviver à piada. Descrevíamos a inanição da pré-candidatura.

Em 25 de julho, Fábio Dantas anunciou (veja AQUI e AQUI) que retirava sua pré-candidatura, aquela que nunca existiu. A trama urdida para levar o governador Robinson Faria à renúncia de mandato ou desistência do projeto de reeleição, para ele entrar no vácuo, não emplacou.

Nesse interim, sequer chegou a levar a cabo a promessa feita à imprensa de que percorreria cerca de 40 municípios para se apresentar como opção à sucessão de Robinson Faria. Mal circulou entre Natal e São José de Mipibu, sua principal base eleitoral. Visto como homem articulado, inteligente e sagaz na política, não entendia a bobagem em que estava metido. Mas, acordou em tempo.

Fim de oligarquias e déficit zero da previdência

Entretanto, ainda foi capaz de produzir algumas pérolas que vão pro index do folclore político e da desfaçatez, como defender o fim das oligarquias (sério, ele disse) – veja AQUI -, além de garantir zerar o déficit da previdência estadual que seria da ordem de R$ 3,6 bilhões (veja AQUI).

Resumindo o que aconteceu em 2018: Ezequiel apoiou a chapa Robinson-Tião Couto (PR, hoje PL) no primeiro turno, que ficou em terceiro lugar; no segundo ficou com a senadora Fátima Bezerra – eleita ao governo. Já o vice que receberia 89 prefeitos e 14 partidos para disputar a governança do RN trabalhou para eleição de sua mulher, Cristiane Dantas (PPL, hoje no Solidariedade), à Assembleia Legislativa. Obteve êxito.

Praticamente os mesmos personagens, quatro anos depois, rebobinam enredo parecido, com a certeza de que o RN coletivamente tem memória fraca. Nem todo mundo no estado potiguar anda esquecendo onde botou as chaves da porta. A piada segue sem graça.

Leia também: Um adversário dos sonhos de Fátima.

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“A gente tem que afastar essas oligarquias,” diz pré-candidato

Gurgel: aliança sem corrupto (Foto: arquivo)

Em entrevista ao programa “Cenário Político” hoje à noite (segunda-feira, 17), da TV Cabo Mossoró (TCM), o médico, ex-prefeito (três vezes) de Janduís e ex-deputado federal Salomão Gurgel (Psol) disse que o modelo político potiguar está esgotado.

“A gente tem que afastar essas oligarquias atrasadas. Eles colocam eleitores presos às migalhas que resolvem dar, mas não têm mais o que oferecer”, afirmou o entrevistado, em depoimento ao jornalista-âncora Vonúvio Praxedes.

Ele é pré-candidato a governador do estado. Já concorrera antes, em 1990, inscrito à época no PT.

“Nós vamos fazer aliança de jeito nenhum com partidos com políticos comprometidos com a corrupção”, deixou claro. Mas não confirmou candidatura, pois será uma decisão do “partido, que é um partido democrático”.

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Ex-candidato a governador pode ter nova candidatura

Filiado ao PSOL, o nome do médico Salomão Gurgel foi citado por setores da agremiação socialista, durante essa semana, para encabeçar a chapa nas eleições de governo estadual em 2018. Um dos seus principais defensores é o vereador natalense Sandro Pimentel.

Salomão é de novo uma opção (Foto: cedida)

O vereador afirmou que irá defender o nome de Salomão nas instâncias partidárias. Sobre o assunto, em conversas com líderes partidários, como Robério Paulino (ex-candidato a governador) e o próprio Sandro Pimentel, Salomão disse que seu nome está à disposição do projeto político do PSOL.

“Acredito que o PSOL possa ser esse partido e que deve estar preparado para sair com uma chapa puro sangue, caso não tenhamos condição de aliança com o PT, hoje em luta para sobreviver, por não ter mais condições de ser força hegemônica num movimento de esquerda”, sinalizou.

Salomão já foi prefeito de Janduís e candidato ao Governo do Estado em 1990 e ao Senado em 1994, pelo PSB. Chegou a assumir vaga na Câmara Federal em 2001, como suplente.

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