O governador de São Paulo, João Doria, venceu as prévias do PSDB em primeiro turno neste sábado (27) e será o candidato do partido à Presidência da República na eleição do ano que vem.
Governador de São Paulo, João Doria, posa para foto com apoiadores no domingo (21 de novembro) em prévias do PSDB em Brasília (Foto: Alexandro Martello-g1)
Ele superou o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio. As prévias começaram no domingo (21), mas tiveram interrupção após falhas no aplicativo destinado à votação dos filiados — a cúpula da legenda suspeita que tenham sido alvo de ataque hacker.
O resultado final foi o seguinte:
João Doria – 53,99% dos votos
Eduardo Leite – 44,66%
Arthur Virgílio – 1,35%
João Doria tem 63 anos e foi eleito governador de São Paulo em 2018, com mais de 10,9 milhões de votos. Assim como Leite, apoiou Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição, ocasião em que foi cunhado o slogan “BolsoDoria”.
Antes de ser governador de São Paulo, o tucano que é formado em jornalismo e publicidade e atuava no ramo empresarial, foi prefeito da capital paulista, em 2016. Ele se filiou ao PSDB em 2001.
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Hoje serão realizadas as prévias do PSDB para escolha de quem representará os tucanos na disputa presidencial de 2022.
Foram tantas as diferenças observadas na disputa dos pré-candidatos, que a prévia é vista como o meio de indicar aquele que irá “perder” a eleição.
João Doria, Eduardo Leite e Arthur Virgílio disputam a preferência dos tucanos do país (Fotomontagem O Globo)
São muitas as diferenças entre as alas políticas dentro do PSDB. A divisão parece ser inevitável, após o processo de escolha.
Dos 1,3 milhão de membros do partido, 44.700 filiados e mandatários se inscreveram para votar no processo
A prévia é uma forma democrática de seleção de candidatos num partido.
Porém, é necessário que o sistema eleitoral seja compatível.
Nos EEUU, por exemplo, ocorrem as prévias, lutas internas violentas, porém como prevalece o bipartidarismo, ao final os perdedores se acomodam.
No Brasil, além de mais de 30 partidos, a lei permite que até abril ocorram mudanças partidárias, sem prejuízo das candidaturas. Isso é um convite a fragmentação dos quadros políticos, “rachados” numa luta interna como a do PSDB.
A polarização entre Dória e Leite colocou em “cheque” até a legitimidade do processo de escolha.
Quem perder dificilmente vai apoiar o vencedor. Restarão fissuras.
Além do mais, o PSDB adotou uma tal história de “peso” no voto dos convencionais. Uns valem mais do que outros. Notória discriminação.
Foi derrotada a proposta do voto universal, ou seja, todos os filiados terem o mesmo peso.
Prevaleceram diferenças entre os filiados, parlamentares, prefeitos e vice, com cálculo do percentual de cada voto diferente para a totalização final dos votos.
Tudo leva a crer, que após as prévias, o PSDB não será mais o mesmo partido de antes, salvo um milagre político. O resultado está previsto para sair até as 19 horas.
O sonho de que o partido liderasse uma terceira via está distante.
Tudo em razão, profundas rixas internas e em parte por uma disputa por recursos para as futuras campanhas eleitorais
O vencedor das prévias enfrentará o desafio de conter a debandada de parlamentares tucanos, o que pode encolher a bancada federal do partido.
Há previsões de até 15 dos 34 deputados federais deixarem a legenda na janela de transferência partidária de 2022, que permite mudar de agremiação, sem perder o mandato
Há alas partidárias cientes das possíveis consequências. Avaliam que será necessário um gesto para unificar o partido, depois das prévias.
Já se combina nos bastidores um encontro de aproximação com a bancada e a presença dos dois governadores (SP e RGS), independente de quem for o vencedor do pleito interno.
A leitura é que será preciso recuperar o eleitor tucano que migrou para o bolsonarismo após as eleições de 2018, quando o PSDB registrou o pior resultado de sua história em uma eleição presidencial.
A sorte está lançada.
O partido que ganhou a fama de sempre acomodar-se “em cima do muro”, acumulou ao longo dos anos significativas divisões internas.
Aguarda-se o que ocorrerá, após essas primárias.
Será que virá a conciliação?
Ou, se consolidará a ruptura definitiva, anulando a influência da sigla na eleição presidencial de 2022?]
Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal
Uma comitiva formada por 30 prefeitos e 25 vice-prefeitos do Rio Grande do Norte, liderada pelos deputados Ezequiel Ferreira, Gustavo Carvalho, Tomba Farias, Raimundo Fernandes e José Dias, se reuniu na noite deste sábado (20) com o governador de São Paulo, João Doria, em Brasília.
Ezequiel mobilizou PSDB do RN e discursou em evento, sob olhar de Doria (Foto: divulgação)
O encontro ocorreu na véspera das prévias do partido (esse domingo, 21), quando a legenda escolhe seu candidato à Presidência da República para 2022. O grupo potiguar está unido a favor de Doria.
“A expectativa é de uma grande festa da democracia, um belo exemplo que nosso PSDB dá ao país. E nossa torcida é que, ao final do pleito, esteja consolidada a candidatura de quem tem mostrado ter capacidade para enfrentar os desafios impostos ao nosso país, que é o governador João Doria. Um nome com densidade nacional e que nesta reta final agregou apoios importantes”, discursou Ezequiel no evento.
Um total de 44.697 filiados e mandatários cadastrados votarão o representante do partido que disputará a presidência da República nas eleições de 2022. Prefeitos, deputados e lideranças estaduais promoveram uma mobilização para que cerca de 250 vereadores potiguares estivessem aptos a votar, fora de Brasília, pelo aplicativo Prévias PSDB.
Nas prévias do partido, o peso de cada eleitorado varia: o voto dos filiados conta como 25% do total final, o dos deputados federais, senadores, vice-governadores e ex-presidentes do partido somados também têm 25%, assim como o dos deputados estaduais. Os 25% restantes ficam com a política municipal, com 12,5% para prefeitos e 12,5% para vereadores.
O Rio Grande Norte possui cinco deputados estaduais, 31 prefeitos, 24 vice-prefeitos, 244 vereadores e 22 mil filiados aptos a votar. Em outubro, a decisão da Executiva Estadual do PSDB/RN foi tomada com apoio maciço a Doria.
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O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), tem passagem estilo vapt-vupt pelo Rio Grande do Norte nessa quinta-feira (28). Compromissos políticos de quem trabalha para ser escolhido no PSDB como candidato à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).
Eduardo Leite tem João Doria Júnior de São Paulo como principal concorrente (Foto: Web)
Às 9 horas, ele dará entrevista coletiva à imprensa no Versailles Recepções.
Também manterá encontro com partidários e deverá se encontrar com o prefeito natalense Álvaro Dias (PSDB).
Por volta de meio-dia ele seguirá com destino a Teresina (PI), para sequenciar périplo pelo Nordeste, vaquejando apoio convencional.
No dia 27 de agosto, quem esteve no RN foi o governador paulista João Doria Júnior (veja AQUI), concorrente de Leite no PSDB.
Há poucos dias, o PSDB do RN anunciou apoio público e praticamente uníssono a Doria (veja AQUI).
Quanto ao ex-senador, ex-deputado federal e ex-prefeito de Manaus (AM) em três mandatos, Arthur Virgílio Neto, não existe qualquer agenda anunciada para cumprir no RN, Ele corre por fora para ser o candidato tucano à presidência.
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