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Governo lança apoio à atenção primária e recebe 183 novos médicos

Governadora falou sobre importância do programa na atenção básica (Foto: Sandro Menezes)
Governadora falou sobre importância do programa na atenção básica (Foto: Sandro Menezes)
Fátima e a ministra posam ao lado de secretária da Saúde e participantes de evento (Foto: Sandro Menezes)
Nésio Fernandes, Fátima, a ministra Nísia e secretária Lyane posam ao lado de médicos (Foto: Sandro Menezes)

Dentro dos próximos dois anos, o Rio Grande do Norte terá uma cobertura total da atenção primária à saúde. Em uma ação-piloto a nível nacional, o Governo do Estado, os municípios potiguares e o Ministério da Saúde planejam ampliar a capacidade de atendimento, incluindo mais de mil equipes de saúde da família e de saúde bucal.

Batizado de +APS Potiguar, o programa criado pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) já deu seus primeiros passos efetivos. Esta semana foram habilitadas ou credenciadas para adesão mais de 370 equipes de saúde da família e saúde bucal. Também foram acolhidos no estado 183 novos profissionais do Programa Mais Médicos, que passam a atuar na atenção primária de 62 municípios do RN e representam um incremento de mais de 50% no número atual de médicos.

Todo esse investimento na saúde do estado foi detalhado durante a solenidade conduzida pela governadora Fátima Bezerra e pela ministra de Estado da Saúde, Nísia Trindade, na manhã deste sábado (21), no Centro Administrativo.

“É no município que o cidadão vive seus problemas. E ações como essas de ontem e de hoje marcam um importante investimento na área de atenção primária e especializada, com uma visão de saúde integrada”, pontuou Nísia Trindade.

“O ministério atendeu 100% dos pedidos feitos pelo estado. Esse programa é a expressão mais avançada do Brasil no que se trata de atenção primária”, explicou o secretário nacional de Atenção Primária à Saúde, Nésio Fernandes.

Vacinação

O evento também marcou o encerramento da Campanha de Multivacinação do RN, que começou no dia 7 passado. Um stand montado vacinou diversas pessoas que participaram da solenidade, para marcar o dia. “Essa é a retomada da confiança no Programa Nacional de Imunização. Fizemos uma grande mobilização e foram 40 mil vacinas aplicadas só no dia D”, concluiu a governadora.

A solenidade contou com os deputados estaduais Divaneide Basílio (PT) e Neilton Diógenes (PP), a vereadora natalense Brisa Bracchi (PT), o secretário de Saúde de Natal George Antunes, secretária de Estado da Saúde, Lyane Ramalho, além de representando alguns prefeitos, secretários de Estado e municipais e integrantes de movimentos sociais.

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Senadora Zenaide propõe audiência pública sobre o Revalida

RevalidaA senadora Zenaide Maia (PSD – RN) apresentou, nesta quinta-feira (22), requerimento à Comissão de Educação do Senado (CE) para a realização de uma audiência pública sobre o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos, o Revalida. A parlamentar tem feito críticas às mudanças adotadas, a partir de 2019, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), órgão do Ministério da Educação responsável pela aplicação do exame.

De acordo com Zenaide, os testes práticos, que constituem a segunda etapa do certame, são feitos sem pacientes reais e em um só dia. “O Inep contrata um hospital, sem pacientes, por 24 horas; contrata atores e atrizes para fazerem o papel de pacientes e usam aquelas bonecas que parecem bebês de verdade.”, explica.

No requerimento de audiência, que ainda precisa ser aprovado na CE, a senadora propõe a presença do presidente do Inep, Manuel Fernando Palacios da Cunha.

Os questionamentos sobre o Revalida começaram durante os debates da Medida Provisória que recriou o Programa Mais Médicos (MP 1.165/2023). Zenaide foi a relatora da MP e, em seu relatório, propôs mudanças no exame: a aplicação passaria a ser quadrimestral, e não mais anual; os intercambistas brasileiros e estrangeiros não precisariam revalidar o diploma no primeiro ciclo de formação (4 anos); e para renovar o contrato com o Mais Médicos por igual período, os médicos participantes não precisariam fazer a segunda etapa do Revalida – ponto retirado do texto durante a votação na Câmara.

“O que propus no relatório é que, durante quatro anos, médicos preceptores de universidades avaliarão o profissional em sua atividade no Mais Médicos. Na minha opinião, isso é muito melhor do que uma prova com atores e atrizes – com todo respeito – e bonecos”, argumentou a senadora.

Zenaide não questionou a retirada desse item quando da votação da MP no Senado para evitar que o texto voltasse para o crivo dos deputados. “Atrasaria a aprovação de uma das políticas públicas mais importantes para a saúde dos brasileiros que vivem em áreas vulneráveis! Enquanto a gente discute aqui, tem gente tendo AVC porque não teve médico na atenção básica para receitar um medicamento para a hipertensão.”, justificou.

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Saneamento pode ter caminho viável na iniciativa privada

Por Josivan Barbosa

O Rio Grande do Norte precisa avaliar a possibilidade de recorrer ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a exemplo do que fizeram os Estados de Alagoas, Amapá e Acre. Nessas três unidades da federação a instituição modelou a concessão dos serviços de saneamento à iniciativa privada.Nos três casos, são previstos contratos de 35 anos entre governos estaduais e concessionárias, com metas de investimento para universalização dos serviços que somam R$ 8,05 bilhões.

Há, também, projeções para redução das altas taxas de inadimplência entre os consumidores e o desperdício de água nas redes de distribuição – na faixa de 60%.

Esses dois fatores e a incorporação de novos clientes, que serão parâmetros de avaliação por agências reguladoras, são encarados pelo BNDES como alavancas necessárias para rentabilizar os negócios.

Agroquímicos

O Ministério da Agricultura encontrou inconformidades em 8% das 4.828 amostras de produtos vegetais analisadas entre 2015 e 2018. O uso de agrotóxicos não autorizados para as culturas avaliadas é a principal causa das irregularidades.

Na análise exclusiva de resíduos de agrotóxicos, o índice foi de 11% de inconformidades. Desses, 6,6% por uso de produtos não permitidos para a cultura, 2,8% com produtos acima do limite máximo de resíduos e 1,5% por uso de agrotóxicos proibidos no Brasil. O ministério informou que trabalha para registrar defensivos para culturas sem suporte suficiente, como as minor crops, e para diminuir as inconformidades.

Agronordeste exclui o RN

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo, investirá R$ 7 milhões em inovação tecnológica na produção de caprinos e ovinos no Nordeste, uma das principais fontes de renda na região.

O programa vai trabalhar com polos produtivos de caprinos e ovinos da Bacia do Jacuípe (BA), Cariri Paraibano (PB), Sertão de Pernambuco (PE), Sertão dos Inhamuns (CE) e Vale do Itaim (PI), abrangendo uma rota de apoio tecnológico de mais de 3 mil quilômetros, além da montagem de 20 unidades de referência tecnológica.

FUNDEB

A ideia do Ministério da Educação (MEC) de apresentar um projeto próprio para a reformulação do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), principal fonte de recursos da educação básica, não agradou à Dorinha Seabra (DEM-TO), relatora da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara dos Deputados.

Criado em 2006, o Fundeb é responsável por 63% das verbas da educação básica e, caso não seja aprovado seu novo modelo, termina no fim de 2020.

Do orçamento do Fundeb em 2019, de R$ 156,3 bilhões, a contribuição da União representa a menor parte, cerca de R$ 14 bilhões. Esta é a chamada complementação, correspondente a 10% da verba do fundo, que é destinada aos Estados que não atingem o valor mínimo de investimento por aluno, definido pelo MEC.

Empréstimos a Estados

O Rio Grande do Norte ainda precisa esperar um pouco pela possibilidade de conseguir empréstimos com aval do Tesouro Nacional.

O projeto caminhou muito lento no Congresso Nacional e pelas últimas colocações na imprensa feitas pelo relator, a tendência é que seja facilitada a tomada de empréstimos pelos Estados em melhor situação fiscal (com notas A e B pela classificação do Tesouro) e que ocorra  redefinição de algumas regras no Regime de Recuperação Fiscal (RRF), chamada de “lei de falência dos Estados”. Até hoje só conta com a adesão do Rio de Janeiro, enquanto outros estados ainda estão negociando para ver se conseguem aderir, como é o caso do nosso RN Sem Sorte.

Revalida

O texto do Programa Mais Médicos sofreu apenas um veto de conteúdo. Trata-se de alteração feita pela Câmara, que aprovou projeto paralelo possibilitando a aplicação dos exames do Revalida por universidades privadas. Desta forma, a responsabilidade sobre a revalidação de diplomas de formados fora do país seguirá restrita às instituições públicas.

A mudança tinha o apoio do ministro da Educação, Abraham Weintraub, mas sofria resistências entre os médicos.

Royalties

É muito instável a situação dos royalties dos campos maduros no país e, por consequência na nossa região.  Não dá para fazer previsão de como serão explorados e se trará benefícios para os municípios. Isto pode se complicar pela própria natureza da legislação dos royalties.

Os royalties são regressivos, ou seja, quanto maior a receita, menor o valor proporcional pago. Assim, eles não acompanham a rentabilidade do campo, isto é, quanto menor ou menos lucrativo for um campo, maior a parcela dos royalties sobre a receita líquida. Consequentemente, campos maduros que já possuem uma rentabilidade menor por sua natureza econômica, acabam sendo prejudicados desde o início.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Saída de cubanos e evasão de médicos causam preocupação

Prefeitos que integram a Federação dos Municípios do RN (FEMURN) estão preocupados com os rumos do Programa Mais Médicos, com a saída em massa de cubanos, em retorno ao seu país de origem. Segundo a entidade, há necessidade de rápido preenchimento das vagas, mas ao mesmo tempo apontam outro problema.

“Não bastasse a desagradável falta destes profissionais, diversos municípios do nosso Estado e de vários estados do País, também estão se deparando com outra realidade inesperada e indesejável: os Médicos que já estavam contratados diretamente pelos municípios, estão migrando para o Programa “Mais Médicos”, dadas as condições diferenciadas que o Ministério da Saúde oferece para os Profissionais atendam ao chamamento e o cumprimento das metas de contratação do Programa”, relata a Nota – Programa “Mais Médicos e atendimentos nos municípios do RN, que a entidade divulga nesta sexta-feira (30).

Segundo a entidade, “a situação tem causado inúmeros transtornos e angústia, tanto para a nossa população, que está sem o necessário e merecido atendimento básico de saúde, bem como para os Gestores Municipais, que aguardam, impotentes, o Governo Federal solucionar esses problemas”.

“Os Gestores Municipais do RN torcem para que o quanto antes os atendimentos aos nossos Munícipes sejam retomados, com o respeito e a cidadania de sempre”, completa a Femurn.

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MP abre inquérito para apurar denúncia contra prefeito

Do Blog do Magnos Alves

O Ministério Público Estadual decidiu instaurar inquérito civil para apurar possíveis irregularidades na locação dos apartamentos do prefeito de Mossoró, Silveira Júnior (PSD), aos profissionais do Programa Mais Médicos.

O inquérito foi aberto no dia 28 de maio, mas só foi publicado na edição desta terça-feira (02) do Diário Oficial do Estado (DOE).
A 11ª Promotoria de Justiça da Comarca de Mossoró, por meio do promotor Frederico Augusto Pires Zelaya, foi responsável pela abertura da investigação.

Entre as diligências iniciais, o promotor concedeu prazo de 15 dias para a Prefeitura de Mossoró remeter cópia da Lei Municipal Nº 3.186/2014 e para os 1º e 6º Cartórios de Registro de Imóveis de Mossoró remetam cópia da certidão de registro do Residencial Flats ou, em caso de inexistência, a certidão negativa de registro do imóvel.

O Residencial Flats pertence ao prefeito Silveira Júnior e teve parte dos apartamentos alugados a médicos cubanos, que pagam o aluguel com dinheiro do Município de Mossoró, administrado por Silveira.

Segundo relatos dos médicos ao vereador Genivan Vale (Pros), um primo de Silveira foi responsável por tirá-los de um hotel e levá-los para o residencial do prefeito.

Prefeito dá sua versão sobre aluguel para o “Mais Médicos”

O prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), dá sua versão para a matéria do Jornal de Fato, de hoje, que o associa à aluguel de imóveis para médicos cubanos, que estão inseridos no programa “Mais Médicos”.

Ele garante que não há nada de irregular do ponto de vista legal. Segundo seus esclarecimentos, os médicos que residem num condomínio seu fizeram acerto com uma intermediária, ou responsável pela administração do imóvel.

Ele pronunciou-se através de endereço próprio nas redes sociais.

Veja abaixo:

Amigos e amigas. Sobre a capa do Jornal de Fato que sugere um “escândalo” envolvendo o meu nome, esclareço.:

A Prefeitura de Mossoró não tem contrato algum com nenhum condomínio para moradia de médicos do Programa Mais Médicos. A Prefeitura paga uma ajuda de custo em pecúnia aos profissionais vinculados ao Município no valor de R$ 1.500,00 por médico, que é usada para alimentação e moradia.

Esse pagamento está no contrato de toda prefeitura que aderiu ao Programa. É obrigatório. Cabe aos médicos decidirem onde e como querem morar, bem como se alimentar.

Atuam hoje em Mossoró, 14 médicos cubanos, que estão espalhados pela cidade. Não temos condições de dizer a quem pertence todos os imóveis alugados por eles, bem como, por uma questão de segurança, não podemos fornecer os seus endereços. Sabemos, no entanto, que assim eles estão distribuídos:

3 moram no bairro Abolição III (condomínio residencial)

1 mora no bairro Quixabeirnha (condomínio residencial)

2 moram no bairro Boa Vista (condomínios residenciais separados)

1 mora no bairro Alto da Conceição (condomínio residencial)

1 mora no bairro Aeroporto (Condomínio residencial).

1 mora no Centro (condomínio residencial)

3 moram no bairro Nova Betânia (condomínio residencial)

1 mora no bairro Santa Delmira (condomínio residencial)

1 mora loteamento Pousada do Thermas (condomínio residencial)

O condomínio do Nova Bethânia, onde estão residindo 3 médicos é de minha propriedade, contudo, o prédio que tem 8 casas é administrado pela Sra. Ivanilda Borges Dias Dantas, cabendo a ela detalhes de contratos e outras providências.

Dois repórteres do Jornal de Fato entraram em contato e explicamos isso direitinho porque não temos nada a esconder. Portanto, esclareço que não há nenhum ilícito neste caso. O que nos entristece é a tentativa frequente de nos atingir, seja como for, ao invés de nos ajudar a melhorar a Mossoró que tanto amamos.

Obrigado. Que Deus continue nos abençoado e iluminando.

Mossoró recebe 14 integrantes do Programa Mais Médios

Contemplada com o programa “Mais Médicos”, do Governo Federal, a Prefeitura de Mossoró recebeu, oficialmente, na manhã desta terça-feira, 22, no Salão dos Grandes Atos, no Palácio da Resistência, os 14 médicos cubanos que vieram para atuar no Programa Estratégia de Saúde da Família.

A Secretária da Saúde, Leodise Cruz, recebeu os médicos para dar as boas vindas e, na oportunidade, ressaltou a importância dos profissionais para somar com os serviços da saúde do Município. Leodise destacou ainda a cidade aguarda um bom trabalho dos novos médicos.

Um deles falou em nome do grupo e disse que estavam chegando para somar e desenvolver um bom trabalho na área da saúde em Mossoró, todos com boas expectativas, segundo ele.

Compromisso

“Temos o compromisso de trabalhar muito para melhorar a saúde da população”, ressaltou o médico Juaris Infante.

De acordo com Leodise, atualmente o Município possui 63 equipes do Programa Saúde da Família (PSF), sendo que 19 estão sem médicos, devido a férias e licenças. Para alcançar o número necessário, a gestão municipal abriu processo seletivo simplificado para contratação de 20 médicos, mas somente dez foram selecionados.

“Além da carência, a cidade precisa ampliar o número de equipes de 63 para 75. Diante disso, nossa lacuna atual nas Unidades Básicas de Saúde é de nove profissionais e de 21 para a demanda que o município precisa”, informou a secretária.

Com informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Prefeitura vai utilizar “Mais Médicos em Saúde da Família

A Prefeitura de Mossoró prepara adesão ao programa Mais Médicos, do Governo Federal, até esta sexta-feira, 04. Atualmente, o Município possui 63 equipes do Programa Saúde da Família (PSF), sendo que 19 estão sem médicos, devido a férias e licenças.

Para alcançar o número necessário, a gestão municipal abriu processo seletivo simplificado para contratação de 20 médicos, mas somente dez foram selecionados.

“Além da carência, a cidade precisa ampliar o número de equipes de 63 para 75. Diante disso, nossa lacuna atual nas Unidades Básicas de Saúde é de nove profissionais e de 21 para a demanda que o município precisa”, informou Leodise Cruz, secretária da Saúde.

A expectativa é que de 9 a 21 profissionais sejam contratados para atuar em Mossoró.

Com informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Rosalba e Garibaldi recebem médicos cubanos em Natal

Rosalba e Garibaldi recebem médicos ainda na pista (Elisa Elsie)
Rosalba e Garibaldi recebem médicos ainda na pista (Elisa Elsie)

A cidade de Acari, na região do Seridó, terá sua assistência básica de saúde ampliada com a chegada de sete novos profissionais cubanos que passarão a atender na zona urbana e rural do município. Os médicos foram recepcionados pela Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) no final da manhã desta segunda-feira (02), ainda na pista de pouso da Base Aérea de Natal.

Acompanhada do ministro da Previdência Social, Garibaldi Alves Filho (PMDB), a chefe do Executivo Potiguar conversou com os profissionais e aproveitou para garantir as boas-vindas a todos eles.

Rosalba Ciarlini também lembrou a iniciativa que executou na década de 80, quando levou para Mossoró profissionais cubanos. “Foi uma experiência pioneira que deu muito certo e por isso eu atesto a qualidade do programa Mais Médicos, até que o Brasil tenha médicos suficientes para suprir as necessidades do País”, destacou.

Na pequena comitiva vieram seis médicas e um médico, todos com formação generalista, que atuarão como clínicos gerais nas unidades municipais do Estado. Outros 84 médicos desembarcarão em Natal na madrugada desta terça-feira (03). Serão 91 profissionais que se juntam agora aos 53 que já estão em atividade no Rio Grande do Norte, totalizando 144 médicos do programa em 90 municípios.

O Mais Médicos chegará a quase 500 mil pessoas que não tinham acesso a atendimento em atenção básica no Estado.

A lotação dos médicos cubanos nos municípios segue critérios técnicos, dando igual prioridade às cidades em que é maior a parcela de pessoas dependente completamente do atendimento ofertado pelo SUS e àquelas com alto percentual da população em situação de pobreza, conforme classificação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com informações da Secretaria de Comunicação do Governo do Estado.

 

Sistema Unificado de Saúde e Programa “Mais Médicos”

Por José Dario de Aguiar Filho

Debate-se constantemente na mídia – em todos os recantos do país – opiniões a favor e contrárias ao Programa “Mais Médicos”, do Ministério da Saúde. Não sou especialista em saúde pública. No entanto, por oito anos (desde 25.01.94) fui andarilho em todas as varas do trabalho instaladas nos diversos recantos dessa unidade federada (até o dia 27/03/2001), e aqui cheguei (em 29/03/2001) para o exercício como juiz titular da segunda vara desta cidade, à época da administração FHC.

O assunto tem sido propagado com um descabido discurso de natureza ideológica (direita X esquerda), o que se revela inapropriado já que saúde pública e desenvolvimento econômico se tratam de temas descolados de viés ideológico, por se destinarem ao atendimento das necessidades prementes da população.

Na administração e FHC, fez-se opção pelo desenvolvimento no âmbito privado do Estado (Gramski) a montagem de estrutura hospitalar, a qual lastimavelmente não pode suprir as necessidades de nossa população e a satisfação pelo Estado brasileiro da justa demanda de seus cidadãos por saúde. Em síntese, o sistema de saúde se encontra agonizante e desestruturado.

Inúmeros são os fatores que acarretam essa situação.

O primeiro e principal deles indiscutivelmente emerge da defasagem das tabelas de remuneração às estruturas hospitalares, a exemplo das AIH (Autorizações de Internamento Hospitalar), não reajustada há quase doze anos. A insuficiência dessa verba remuneratória acarretou o fechamento de diversas unidades hospitalares nesta região, a exemplo dos Hospitais Duarte Filho, Casa de Saúde Santa Luzia, Casa de Saúde São Camilo de Léllis, Mater Dei, Samec Pediatria, dentre muitas, além da quase totalidade das APAMINs desta unidade federada (Caraúbas, Dix Sept Rosada, etc…), subsistindo apenas a daqui de Mossoró (RN), que em 2011 esteve prestes a encerrar as suas portas e que atualmente se encontra na fase final de seu definitivo saneamento.

Sem ela o caos estaria consolidado, pois se trata da maior estrutura do Rio Grande do Norte que presta assistência à população.

A todo mês realiza de 650 a 750 partos, inclusive de “alta complexidade”, sendo seguido pelo Hospital Januário Cicco, estabelecido na cidade de Natal, que efetiva cerca de 450 partos por mês.

A situação é tão grave no âmbito dos hospitais beneficentes (APAMINs e Santa Casas da Misericórdia) que a administração da presidenta Dilma Iana Roussef acertadamente se empenhou e ultimou por aprovar pelo Congresso Nacional um processo de parcelamento de obrigações fiscais e bancárias, para afastar o malassombro representado pelo encerramento de inúmeras estruturas hospitalares indispensáveis ao SUS.

Nos últimos meses procurei entender o que realmente acontece e que esfera de interesses se encontram contrários ao Programa Mais Médicos”!

Não tive grande dificuldade para entender à razão do coro dos contrários.

Em verdade, toda a estrutura hospitalar do país tem funcionado deficitariamente, salvo a parte de procedimentos de alta complexidade, os quais guardam remuneração por procedimentos que viabilizam a continuidade dos hospitais, suprindo os custos de procedimentos deficitários.

A isso a de acrescer que o grande e maior fluxo de despesas dispendidas com saúde pública se operam no último ano de vida dos cidadãos (“um quarto de todos os gastos com saúde ocorre no último ano de vida das pessoas”), com dispêndios realizados com procedimentos em hospitais, com a utilização de procedimentos de alta complexidade (“a maioria das pessoas desejarem morrer em casa perto dos seres amados, 70% morrem no hospital ou na clínica após um longo embate contra um câncer avançado, falência cardíaca, doença incurável ou incapacidades múltiplas da velhice”).

A esse respeito, leia-se o lapidar artigo da jornalista Acynara Menezes acerca de artigo veiculado no sítio de jornalismo independente “Alternet”, do mês passado, do Dr. Ken Murray, em artigo escrito para a revista online Zócalo Public Square pensando que, com sorte, atrairia algumas dúzias de leitores e um comentário ou dois, sob o título ‘How Doctors Die’ (Como Médicos Morrem), foi traduzido em vários idiomas e recebeu resenhas do The New York Times, The Wall Street Journal e The Washington Post (vide – //socialistamorena.cartacapital.com.br//Como morrem os médicos).

E ao lado dos interesses da cadeia hospitalar com os serviços e procedimentos de alta complexidade se juntam os interesses da indústria fármaco-química, que fornecem medicamenteos para esses tratamentos.

Em resumo, sob o manto dos argumentos dos contrários subsistem em verdade interesses econômicos espúrios, pois eles mais do que qualquer outra pessoa ou segmento de resguardam interesses emrpesariais sabem que o atendimento primário de saúde realizado diretamente junto as populações reduzem os custos da saúde pública evitando que as moléstias se tornem crônicas, afastando assim os grandes dispêndios com procedimentos de alta complexidade realizados no último ano de vida dos cidadãos, em decorrência de doenças crônicas. Em síntese, afastam os custos mais onerosos do sistema de saúde (procedimentos médicos e utilização de medicamentos) e reduzem os ganhos pomposos dos conglomerados hospitalares e da indústria farmoco-química.

Tais interesses escusos é que têm fomentado na mídia as campanhas sistemáticas contra o Programa “Mais Médicos”.

Portanto, ao invés de se combater a presença de médicos estrangeiros nas localidades do interior, cabe às associações médicas e aos conselhos estaduais e federais de medicina lutar pelo estabelecimento das carreiras médicas no país, com níveis de progressão em níveis, com treinamentos continuados à distância e afastamento para treinamentos em centros de formação, ao menos um mês a cada ano.

Ao tempo do INPS, os médicos eram bem remunerados e se dedicavam às horas de trabalho no emprego e ao labor em seus consultórios privados, ao final de seus expedientes.

Esta é a grande solução para os médicos de verdade de fato e de vocação – a organização em carreira de estado, com percepção de remunerações ao final de suas vidas, semelhantes ou ao menos aproximadas ao que as estruturas estatais dispensam aos integrantes da judicatura, do ministério público, dos agentes públicos integrantes da máquina de fiscalização, etc…

Em minha vida trabalhei para o Banco do Brasil S.A (doze anos) e para a Justiça do Trabalho (quase vinte anos – a completar em 25/01/2014), destacando-se os quadros funcionais dessas instituições, em razão de razoável nível remuneratório, decaindo a qualidade do corpo funcional do Banco, com advento da redução da remuneração a seus empregados, a partir da política iniciada no governo FHC.

A partir de hoje reforço o coro dos que defendem a aprovação legislativa de uma carreira de médica e demais funções da atividade da área de saúde de estado (enfermagem, dentistas, nutricionistas, administradores hospitalares, etc…), a qual propiciará à saúde da população e os interesses dos que laboram nesse importante segmento.

Para saúde de nossa população precisamos de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, administradores hospitalares, etc…), nada existindo que justifique o coro dirigido contra a presença de MAIS MÉDICOS em nosso Brasil ! Vamos realizar um grande coro a construção de carreira de estado de profissionais de saúde! Não há país grandioso e gigante sem população assistida por um sistema de saúde atuante e eficiente.

Assim, cabe aos verdadeiros brasileiros efetivamente comprometidos com a saúde de nossa população encerrar o sectário e inadequado discurso contrário ao Programa “Mais Médicos”, suscitando inclusive dúvidas contra a seriedade de propósitos do Exmo. Sr. Ministro Alexandre Padilha e da senhora presidenta da república, especialmente o argumento que tenciona viabilizar o regime cubano.

Não sou filiado a qualquer partido político e como agente público encarregado de velar pelo cumprimento das leis e pela preservação dos direitos da cidadania, cumpre se posicionar a favor do que seja favorável à população, especialmente para os mais modestos. “Mais médicos” e demais profissionais de saúde para os rincões de meu país onde não existem profissionais de saúde.

Uma boa oportunidade temos com os recursos do campo de libra, para se dar início à carreira médica de estado. Mãos à obra, pelos que administram nosso país.

Aqueles que tencionem atribuir a minha atuação conotação partidária estão perdendo tempo, pois me posiciono sempre a favor da cidadania, não me preocupando com o que os outros dizem! Esse é um ônus dos que optam pela vida pública.

José Dario de Aguiar Filho é juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do RN (UFRN)

Mais Médicos começa a ser preparado no RN

Na manhã desta terça-feira (17), médicos, técnicos e gestores da Saúde Pública do Rio Grande do Norte se reuniram no Hotel Praia Mar, em Ponta Negra, no segundo dia de atividades da semana de acolhimento dos profissionais que atuarão no Programa Mais Médicos.

A programação foi iniciada na segunda-feira (16) e segue até sexta-feira (20).

Estavam presentes no evento o secretário de Estado da Saúde Pública, Luiz Roberto Fonseca; o secretário adjunto da Saúde Pública, Marcelo Bessa; médicos que irão atuar no Programa Mais Médicos; secretários de saúde dos municípios que foram contemplados; além da equipe de técnicos da Coordenadoria de Promoção à Saúde (CPS), da Secretaria de Estado da Saúde.

Leonardo Nogueira faz defesa da classe médica

O deputado Leonardo Nogueira (DEM) fez um pronunciamento hoje (15) sobre a qualidade da prestação dos serviços de saúde à população usuária do SUS.

O parlamentar também provocou em plenário reflexões sobre o Programa Mais Médicos, do governo federal, que teve no RN cidades contempladas.

Leonardo Nogueira esteve na semana passa em Brasília, apoiando a série de ações de mobilização contra o programa Mais Médicos e os vetos à lei que regulamenta a atividade no país e que ficou conhecida como Lei do Ato Médico.

A articulação dos médicos no Congresso fez parte do Encontro Nacional de Entidades Médicas (Enem), que ocorreu em caráter extraordinário reunindo profissionais de saúde entre os dias 8 e 10, em Brasília.

“O que constatamos é a indiferença dos governos com a saúde. Antes de qualquer medida, o governo deveria ouvir as entidades de classe, como o CRM e outras. O grande problema é a falta de investimento para capacitar mais médicos e motivá-los a sair das metrópoles e ir para as cidades menores”, disse.

Programa Mais Médicos revela desatinos do governo

Agripino: febre e termômetro

No dia em que o Congresso Nacional retoma as atividades após o recesso de julho, o líder do Democratas no Senado, José Agripino, disse que os sucessivos recuos do Governo Federal ao programa “Mais Médicos” é uma mostra clara de que o Executivo age com um misto de demagogia e atitude impensada.

Em aparte ao senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), nesta quinta-feira (1º), o parlamentar potiguar afirmou ainda que não se resolve o problema de saúde pública do Brasil com medidas superficiais, e sim com mais investimento no setor.

Febre

“Não é quebrando o termômetro que se cura a febre. O que se está querendo, ao exigir a permanência de dois anos do médico no Sistema Único de Saúde (SUS) como se fosse parte do currículo, é formar uma geração de médicos práticos, não de especialistas”, ressaltou o parlamentar referindo-se à decisão do governo federal de manter obrigatória residência no SUS pelo período de dois anos.

“O que é a residência? É um momento em que o médico faz sua especialização para o aprimoramento da profissão”, acrescentou.

Depois da pressão de universidades federais, especialistas e entidades médicas, o governo federal voltou atrás e desistiu de aumentar de seis para oito anos a conclusão do curso de medicina no Brasil. Já a manutenção da residência obrigatória é também duramente criticada por representantes do setor.

Os profissionais apontam como risco a falta de supervisão em serviços de emergência e nos postos de saúde do SUS, comprometendo o atendimento aos pacientes e a formação de profissionais.

Termina hoje o prazo para Programa Mais Médicos

Agência Brasil

Termina nesta quinta-feira (25) o prazo para inscrição de municípios no Programa Mais Médicos. Em todo o Brasil, inscreveram-se, até agora, 1.874 cidades.

Segundo o Ministério da Saúde, em todo o país, estão sendo investidos R$ 15 bilhões na infraestrutura da rede pública de saúde. Deste valor, R$ 7,4 bilhões serão usados na construção de 818 hospitais, 601 unidades de Pronto-Atendimento (UPAs) e de 16 mil unidades básicas de saúde, R$5,5 bilhões na reforma e ampliação de unidades básicas e UPAs e R$ 2 bilhões em 14 hospitais universitários.

O Programa Mais Médicos criará cerca de 11,5 mil vagas para médicos e 12 mil para residentes, em todo o Brasil, diz a nota. O objetivo do projeto é fortalecer a atenção básica, resolvendo, assim, 80% dos problemas de saúde sem que as pessoas precisem recorrer a hospitais. “O que faz a diferença no atendimento à população é o médico presente na unidade básica de saúde perto de casa”, enfatizou, em nota, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O projeto faz parte de um plano para melhoria de atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), objetivando ampliar o número de médicos em regiões carentes, como municípios do interior e periferia das grandes cidades, e acelerar os investimentos em hospitais e unidades de saúde.

 

Médicos fazem paralisação hoje

Seguindo o calendário nacional de enfrentamento ao Governo Federal, o Sindicato dos Médicos do RN (SINMED-RN) realiza mais uma manifestação. Acontece hoje a partir das 9h, em Natal.

A Federação Nacional dos Médicos (FENAM) deliberou que aconteça, no mesmo dia, uma paralisação tanto do sistema público, quanto do suplementar de saúde.

A manifestação começa na sede do Sinmed, à Rua Apodi, Cidade Alta.

Em seguida os médicos vão em caminhada até o calçadão da Rua João Pessoa.

Os principais pontos de pauta de reivindicação da categoria estão centrados no “Programa Mais Médicos” e trechos vetados da Lei 12.842, que regulamenta a medicina.