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Mossoró Oil & Gas Expo terá abertura nessa terça-feira, 21

Evento este ano terá maior número de estandes (Foto: Arquivo)
Evento do ano passado será superado em números (Foto: Arquivo)

O Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), maior evento do onshore do Brasil, terá abertura oficial às 14h desta terça-feira (21), no Expocenter da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). A feira reúne os principais atores da cadeia produtiva do petróleo e gás em terra no país, e reafirma o protagonismo de Mossoró no setor, cidade considerada a Capital do Onshore brasileiro.

A iniciativa, do Sebrae no Rio Grande do Norte e Redepetro RN, seguirá até a próxima quinta-feira (23), com expectativa de reunir 3 mil pessoas, entre visitantes e expositores.

O evento contará com palestra inaugural ministrada por Ricardo Savini, ex-CEO da 3R Petroleum, que tratará do tema: “Visão de futuro do setor de petróleo no Brasil.”

As temáticas abordadas na conferência discutirão, também, o onshore brasileiro como vetor de integração energética, com apresentação de exemplos bem-sucedidos entre os operadores independentes.

Haverá ainda abordagens sobre os desafios do processo de descarbonização na cadeia produtiva de O&G, governança no onshore; projetos de compensação de emissões de carbono atreladas à indústria de O&G, entre outros.

Evento 

Ao longo dos três dias de programação, cerca de 50 palestrantes ministrarão palestras nas conferências que serão realizadas nas instalações do Expocenter.

A estrutura do evento contempla mais de 130 estandes, frente aos 90 de 2022. Os mais de 90 expositores estarão instalados em dois pavilhões. Na edição de 2022 era apenas um pavilhão.

O espaço destinado às discussões e realizações das mais de 10 conferências ao longo da programação também ficou mais extenso. Passou de duas para três arenas. Além das arenas Petróleo e Gás e Inovação, das edições anteriores, houve a incorporação da Arena ESG (do inglês Environmental, Social and Governance), que corresponde às práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização.

Segundo o presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, a ampliação do evento é resultado da proporção alcançada pelo Mossoró Oil & Gas dentro do cenário do onshore brasileiro.

“Nós passamos de um fórum, realizado dentro do auditório do Sebrae de Mossoró para o maior evento do onshore nacional e um dos maiores da América Latina. À medida que ganhamos maior projeção no cenário, crescemos em estrutura, e o resultado é um evento robusto, consolidado, com mais espaço para expositores e para as discussões em torno do onshore”, pontua.

Atores reunidos

Diante da presença dos principais atores da indústria do petróleo e gás, o Mossoró Oil & Gas fará ampla discussão em torno dos principais temas do atual cenário do onshore brasileiro. Para isso, estarão presentes na feira representantes da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Associação Brasileira de Produtores Independentes de Petróleo (ABPIP), Instituto Brasileiro do Petróleo e Gás, entre outros.

As discussões contarão, também, com a participação das empresas operadoras Eneva e Mandacaru Energias, além da 3R Petroleum e PetroReconcavo, detentoras de ativos terrestres na Bacia Potiguar, especialmente na Região de Mossoró, anteriormente operados pela Petrobras.

Programação plural

O Mossoró Oil & Gas vai além das discussões em torno das temáticas debatidas nas conferências, que acontecerão entre as 14h e 19h, nas arenas instaladas no Expocenter. Também integra a programação da feira o PetroSupply Meetings, encontros de negócios que aproximam empresas fornecedoras de bens e serviços do setor de petróleo e gás dos grandes players do segmento que estarão presentes no Moge.

A grade de atividades do Mossoró Oil & Gas inclui ainda iniciativa voltada à área acadêmica, com a realização do Simpósio de Petróleo e Gás do Onshore Brasileiro, que, neste ano, está na quarta edição. O evento será realizado pela Ufersa.

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Empresários discutem sobre mais leitos em hotelaria para evento

Reunião também tratou de aumento no número de voos (Foto: divulgação)
Reunião também tratou de aumento no número de voos (Foto: divulgação)

A Redepetro RN e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN), organizadores do Mossoró Oil & Gas Expo (MOGE), buscam ampliação da oferta de leitos na rede hoteleira de Mossoró durante a realização do evento, que ocorrerá em novembro. A demanda foi apresentada em reunião com representantes da hotelaria local, nessa quarta-feira (21), no Garbos Trade Hotel.

O diálogo foi articulado pelas entidades junto ao Mossoró Convention & Visitors Bureau (MC&VB), que representa o trade turístico do município e região. Na sua mais recente edição, em 2022, o Moge lotou todos os leitos do parque hoteleiro de Mossoró.

A ideia é assegurar que não haja déficit de leitos diante da quantidade de participantes do evento, que tende a aumentar na edição deste ano, segundo expectativa da organização.

“No ano passado, tivemos uma demanda fortíssima na rede hoteleira durante o Moge. A participação deverá crescer, e precisamos estar preparados para isso. Por isso é tão importante estarmos nos antecipando e buscando meios de garantir hospedagem para todos os participantes”, explica Gutemberg Dias, presidente da Redepetro RN.

De acordo com o secretário executivo do Mossoró Convention & Visitors Bureau, Oberi Penha, não está descartada a possibilidade de disponibilizar equipamentos de hospedagem de outras cidades durante o evento.

“Há, portanto, a necessidade de agregar equipamentos de municípios vizinhos para atender a demanda”, informa.

Mais voos

No encontro, também foi discutida a necessidade de ampliação da quantidade de voos com destino a Mossoró no período do evento. Segundo pesquisa interna do Moge, 69% dos participantes utilizaram o transporte aéreo para participar da conferência. No entanto, apenas 4% desembarcaram no Aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró.

“Esse é um dado importantíssimo que reforça a necessidade de ampliação no número de voos para atender a essa demanda de participantes do evento que acaba desembarcando em Natal ou Fortaleza por falta de oferta de voos com destino a Mossoró”, pontua Gutemberg Dias.

O número reduzido de voos locais é apontado como fator determinante para o baixo índice de desembarques em Mossoró durante o evento. O assunto será tema de reunião, na próxima segunda-feira (26), entre a organização do Moge e representantes da Infraero, administradora do Aeroporto Dix-sept Rosado.

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Missão empresarial potiguar busca parceiros comerciais no Canadá

Delegação empresarial e do Sebrae participa do Global Energy Show (Foto: divulgação)
Delegação empresarial e do Sebrae participa do Global Energy Show (Foto: divulgação)

Uma missão empresarial liderada pela Redepetro RN e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) no Rio Grande do Norte está em Calgary, no Canadá, onde participa da, principal evento de energia da América do Norte com cerca de 600 expositores. O grupo foca na aproximação comercial com potenciais parceiros canadenses e na busca por novas tecnologias que possam elevar a competitividade nos negócios locais. O evento teve início no dia 13 e encerra nesta quinta-feira (15).

Além de participar das exposições e conferências estratégicas na Global Energy Show, o grupo de empresários potiguares realizou visitas técnicas e conhece centros de tecnologias. Embora o petróleo esteja entre um dos principais temas debatidos, o evento também debate a transição energética, com espaços de debate sobre hidrogênio, energia eólica, energia solar, petroquímica, gás, eletrificação e energia nuclear.

Campos maduros

Calgary, maior cidade da província canadense ocidental de Alberta, é reconhecida pelo trabalho de recuperação de poços de petróleo em campos maduros (aqueles que estão em atividade há 25 anos ou mais e/ou têm produção igual ou superior a 70% das reservas provadas).

A ideia da missão empresarial é buscar inspiração nas experiências exitosas registradas no Canadá para replicar no Rio Grande do Norte, especialmente na região de Mossoró, onde também há ocorrência de campos maduros.

“A produção de petróleo aqui em Calgary também é onshore (em terra), semelhante ao que ocorre em Mossoró e na região Nordeste do Brasil. Aqui eles exploram petróleo há mais de cem anos e tem várias tecnologias, know how muito maior que o nosso, e isso faz com que a gente possa aprender mais, especialmente sobre a produção, mesmo depois de tantos anos de exploração (campos maduros), como o que tem ocorrido na nossa região”, pontua Criste Jones, vice-presidente da Redepetro RN.

Intercâmbio

A missão de empresários potiguares na Global Energy Show conta com o suporte do Consulado do Canadá, que também intermedia a participação de empresas canandenses na oitava edição do Mossoró Oil & Gas Expo (Moge), maior evento do onshore brasileiro, que ocorrerá em novembro, em Mossoró.

De acordo com o gestor de Petróleo, Gás e Energia do Sebrae RN, Robson Matos, a expectativa é de que ao menos 15 empresários do Canadá participem do Moge. Ele explica que, além de apresentar casos de sucesso, a participação fomenta o desenvolvimento de novas parcerias comerciais.

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Redepetro diz que saída da Petrobras é virada no mercado

Dias: há futuro (Foto: reprodução BCS)

Anunciada nessa segunda-feira (24) pela Petrobras, a venda do Polo Potiguar reaquecerá a atividade de petróleo e gás no Rio Grande do Norte. A avaliação é da Associação Redepetro RN, que congrega empresas do setor.

Segundo a entidade, a negociação provocará reviravolta no mercado: substituirá o desinvestimento da Petrobras por aportes da iniciativa privada.

A Petrobras iniciou processo para venda da totalidade de suas participações em um conjunto de 26 concessões de campos de produção terrestres e de águas rasas no Rio Grande do Norte, que formam o Polo Potiguar. O ativo compreende os subpolos Canto do Amaro, Alto do Rodrigues e Ubarana, com 23 concessões terrestres e três marítimas.

Também inclui acesso a infraestrutura de processamento, refino, logística armazenamento, transporte e escoamento de petróleo e gás natural.

A companhia destacou que está incluída na transação a refinaria Clara Camarão, localizada no município de Guamaré, que possui capacidade instalada de refino de 39,6 mil barris de petróleo por dia.

Novo cenário

O presidente da Redepetro RN, Gutemberg Dias, avalia que a venda consolidará nova realidade da bacia potiguar, iniciada com a negociação de 46 concessões, a qual movimentou cerca de R$ 2,1 bilhões, em sete meses.

“A saída da Petrobras não significa o fim da atividade petrolífera no RN. Pelo contrário. Trará oportunidades para toda a cadeia produtiva”, observa. Dias cita o exemplo do campo Riacho da Forquilha, em Mossoró, recentemente adquirido pela empresa Potiguar E&P.

“Em apenas seis meses após assumir o campo, a produção aumentou 30%”, lembra. Esses e outros números, segundo ele, transformaram o Rio Grande do Norte em referência nacional em revitalização de campos terrestres (onshore).

Virada no mercado

“A decisão da Petrobras não é um revés, mas uma virada no mercado. No lugar de uma petrolífera sem interesse de investir, chegarão empresas de grande porte, decididas a novos investimentos”, avalia.

Essas grandes corporações – observa – contratarão mão de obra, sublocarão empresas menores, comprarão no comércio local, enfim, movimentarão a cadeia. “O que a Petrobras precisa esclarecer – adverte Gutemberg Dias – é se a venda do polo será única ou fracionada”.

“Seria interessante que várias empresas comprassem o ativo potiguar, porque novos entrantes gerariam mais negócios. Nossa ressalva é que haja pluralidade para dinamização do negócio, e não a venda de todo o polo para uma única empresa”, pondera.

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Setor de petróleo tem apoio para retomada do “onshore”

A Associação Redepetro RN, que congrega empresas do setor, obteve do Governo do Estado compromisso de apoio à luta pela retomada da produção de petróleo em terra (onshore) no RN, em reunião com a governadora Fátima Bezerra (PT). O encontro de trabalho ocorreu nessa sexta-feira (27).

Gutemberg Dias e Fátima Bezerra alinharam estratégias para fortalecimento do setor (Foto: Sandro Menezes)

A reunião ocorreu em meio ao anúncio da primeira alta nos últimos anos na geração de empregos no setor de petróleo e gás no RN, que acumulou déficit de 185 e 41 vagas em 2016/2017 e 2018, respectivamente, mas registrou saldo positivo de 104 postos de trabalho, entre janeiro e julho de 2019, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (TEM).

O repasse de campos maduros à iniciativa privada é o indutor desse processo.

Ações

Entre as ações político-governamentais, a chefe do Executivo se comprometeu em mobilizar as bancadas estadual e federal em prol de alinhamento único, com vistas à atração de investimentos para o setor petrolífero potiguar.

Outras autoridades políticas, técnicos do Governo do Estado, Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Rio Grande do Norte (SEBRAE/RN), Potigás, Universidade do Estado do RN (UERN) e empresários, entre outros, participaram da reunião.

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Setor de petróleo e gás revela otimismo com campos maduros

Dias fez exposição sobre potencial do RN (Foto: cedida)

Lideranças nacionais do petróleo e gás conheceram nessa quinta-feira (8), o cenário apontado como “promissor”, do segmento na região de Mossoró, com iminente exploração de campos maduros da Petrobras pela iniciativa privada. Esse panorama otimista foi apresentado em café da manhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FIRJAN).

O encontro, organizado pela Associação Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), lançou o Mossoró Oil & Gas Expo, que será realizado de 26 a 28 de novembro, no Expocenter Mossoró. Faz parte de uma série de reuniões e programa que aposta no soerguimento da produção de petróleo em terra (onshore) no Rio Grande do Norte e país.

O evento é uma parceria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE),  com a Associação Redepetro RN.

Participante ao lançamento, o presidente da Redepetro, Gutemberg Dias, conta que a reunião na Firjan colocou o Mossoró Oil & Gas Expo no radar de expoentes da cadeia petrolífera do Rio de Janeiro, gigante nacional em matéria de petróleo e gás. “Foi um gol de placa. Acredito que muita gente do Estado irá a Mossoró participar do evento”, comenta.

Leia também: Mossoró sediará reunião nacional sobre petróleo e gás.

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Dirigente do Sebrae exalta empresariado em luta econômica

“Viva os empresários de Mossoró!” Com esse título, o diretor superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), José Ferreira de Melo Neto, o “Zeca Melo”, assinou artigo no jornal Tribuna do Norte, exaltando saga de setores do empresariado mossoroense.Ele fala sobre a luta em defesa da retomada da produção petrolífera na região e estado, com o surgimento da Associação Redepetro/RN.

Segundo Zeca Melo, a formalização da Petrobras de cessão de poços maduros para empresa privada, fato ocorrido no último dia 28, é o início de uma nova fase desse segmento.

É uma etapa importante da economia região, em que se destaca o esforço de um elenco de componentes desse segmento produtivo.

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“Campos maduros” podem reanimar cadeia do petróleo no RN

Agripino: boas perspectivas (Foto: Antonio Cruz/ABr)

Em janeiro de 2018, a Petrobras fará fará um leilão dos chamados “campos maduros” do estado do Rio Grande do Norte. Esses campos são aqueles de petróleo que ainda têm matéria-prima, mas estão desativados, interessando a empresas privadas por terem como prospectar o produto a menor custo.

“Caso particulares se interessem em investir nesses campos, eles poderão voltar a produzir. Isso pode significa ativação de várias empresas em Mossoró e no estado”, destacou o senador José Agripino (DEM), que esteve reunido esta semana com o presidente da estatal, Pedro Parente, no Rio de Janeiro.

Redepetro/RN

Parente adiantou que cerca de R$ 2,5 bilhões  serão investidos no estado, entre salários e investimentos, em 2018, uma gota de petróleo no oceano, em relação a outros tempos.

Os campos maduros são defendidos, por exemplo, pela Associação Redepetro/RN, entidade que congrega os mais variados segmentos da cadeia produtiva do petróleo e gás no estado.

Nos dias 4 e 5 de outubro deste ano, a Redepetro/RN promoveu evento em Mossoró, que também tratou desse assunto (veja AQUI).

Leia também: Campos maduros precisam ser explorados, dizem debatedores.

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O investimento que a cadeia do petróleo espera e precisa

Por Gutemberg Dias

À semana passada estive no Rio de Janeiro-RJ acompanhando o governador Robinson Faria (PSD) em audiência na ANP – Agência Nacional do Petróleo (ANP), como representante da Redepetro RN, para discutir saídas para a crise na cadeia de petróleo e gás no RN.

Fiquei impressionado com os números apresentados pelo Diretor-Geral da ANP, Décio Oddone, eles demonstram que se não for feito investimentos no segmento a produção de petróleo no Rio Grande do Norte poderá sofrer um impacto terrível e, consequentemente, a nossa economia já tão cambaleante.

O Brasil na atualidade é o 10° maior produtor mundial de petróleo com uma produção de 2,7 milhões de barris por dia. A produção de petróleo e gás corresponde a 11% do PIB industrial, ou seja, o petróleo para o Brasil é tão importante quanto para o Rio Grande do Norte.

O nosso estado é o 6° maior produtor de petróleo nacional e no mês de junho de 2017 espalmou um produção de 48.390 bpd, quase metade do que o estado produzia na década de 2000. Hoje existem 14 blocos e 102 campos com registro na ANP. Um dado interessante é o quantitativo de poços, já foram perfurados 7.108 poços e atualmente o RN tem 4.6161 em produção.

No gráfico que mostra a produção de petróleo e gás no estado é possível identificar que tanto o petróleo como o gás vem caindo ao longo do tempo desde a década de 2000. Vale destacar que essa queda tem a ver com diminuição de investimentos e, também, o amadurecimento dos campos que tendem a produzir menos próximo ao fim de sua vida útil.

O ciclo do petróleo desde a autorização a pesquisar até um campo começar a produzir leva é media 5 anos. Entre os anos de 2008 e 2013 o Brasil não fez rodadas para cessão de blocos, somando-se a isso a redução dos investimentos da Petrobras e a queda do preço do petróleo no mercado internacional, levou o setor a uma diminuição de atividades impactando toda a cadeia.

Analisando esse impacto no RN observa-se que os poços concluídos ao nos últimos anos vem diminuído de forma preocupante. Um exemplo são os poços exploratórios que balizam descobrimento de novas ocorrências. No ano de 2012 foram perfurados 31 poços, no presente ano a ANP ainda não tem registro de perfuração, ou seja, já estamos no meio de 2017 e nenhum poço exploratório foi concluído.

Essa diminuição na perfuração de poços exploratórios se reflete na baixa notificação de descoberta de óleo,  para se ter uma ideia no ano de 2009 foram 30 notificações com queda nos anos subsequentes. Esse ano apenas uma descoberta de óleo foi notificada à ANP.

Diante dos dados apresentados é notório que para haver uma retomada da produção no Rio Grande do Norte é necessário que haja investimentos urgentes. A Petrobras, a partir de seu Plano Estratégico de Desinvestimento, não tem interesse em continuar operando os campos terrestre, sendo assim, é complicado esperar que a empresa faça grandes investimentos nessa área.

Num outro diapasão a Petrobras detém mais de 95% da produção no estado, ou seja, a operação de produção de petróleo é quase que total da Petrobras. Diante disso, se a empresa não tem foco em investimento que abra caminho para que outras operadoras de menor porte possam operar esses campos e voltarmos a ter perspectiva de retomada do aumento de produção de petróleo.

Um grande alento é que na 14° Rodada da ANP que ocorrerá no dia 27 de setembro de 2017, está sendo disponibilizado 62 blocos terrestres na Bacia Potiguar para serem arrematados. É bom fazermos uma torcida forte para que todos os blocos ou sua maior parte sejam arrematados, já que isso pode representar uma retomada dos investimentos em pesquisa com real geração de emprego e renda e, obviamente, dependendo das descobertas um aumento de produção.

Por fim, gostaria deixar claro que temos ainda muito petróleo e temos que extrair essa riqueza o mais breve possível, haja vista que o ciclo do petróleo deve durar mais uns 30 anos. Dessa forma, o importante é extrair o petróleo logo, não importa quem o faça.

Gutemberg Dias é o graduado em geografia, empresário e Presidente da Redepetro/RN

Redepetro aposta em novos investimentos na área de petróleo

Gutemberg defende coordenadoria (Foto: arquivo)

“A reunião foi muito produtiva, haja vista que o diretor da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Décio Oddone, fez uma explanação ampla das perdas que o RN (veja AQUI) vem tendo com a falta de investimentos”. A avaliação é de Gutemberg Dias, presidente da Redepetro/RN, sobre audiência hoje no Rio de Janeiro-RJ na ANP.

Segundo ele, “O governador Robinson Faria (PSD) entendeu que é importante o governo entrar na discussão pressionando a Petrobras para tomar uma decisão de investimento ou transferência dos ativos no Rio Grande do Norte, pois isso vai potencializar retomada de grandes investimentos, gerando emprego, renda e tributos maiores”.

Coordenadoria

A Redepetro reiterou ao secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flavio Azevedo, que também esteve presente à reunião, o pedido da criação de uma Coordenação de Petróleo e Gás (P&G) na secretaria.

“Ficamos de enviar um modelo de coordenação e indicar nomes que possam assumir a função. A ideia é que a coordenação fique sediada em Mossoró”.

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Governo e Redepetro fazem pleitos à reativação de indústria

O Governador Robinson Faria (PSD) se reuniu com o Diretor Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, na manhã desta quinta-feira, 03, na sede da ANP, no Rio de Janeiro. Teve a companhia do secretário de Estado do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, , do presidente da Potigás, Beto Santos, além de representantes da cadeia produtiva do petróleo, a Redepetro/RN.

Oddone (centro) ouviu apreensões do setor produtivo do RN em reunião de hoje (Foto: Governo do Estado)

Tratou sobre o processo de redução dos investimentos da Petrobras e os leilões de campos maduros no Rio Grande do Norte, previstos para o mês de setembro próximo e outras questões, apresentadas como pauta pela Redepetro/RN.

Solicitaram a democratização do acesso ao leilão para contemplar o empresariado local com o objetivo de melhorar os indicadores econômicos e a geração de emprego. “O desaquecimento das atividades econômicas relacionadas à exploração de petróleo abalou a economia de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Estou aqui para defender a geração de alternativas de enfrentamento à crise”, cobrou Robinson Faria.

Posição da ANP

O Diretor Geral da ANP, Décio Oddone, anunciou uma visita ao Rio Grande do Norte para tratar sobre o leilão e apresentou o cenário da “Rodadas de licitação 2017 – Potenciais Impactos no RN “. A produção da Petrobras no RN caiu para 50 mil barris de petróleo/ dia e 1220 mil m3/ dia, segundo a média de junho de 2017. O Estado é o sexto produtor nacional de petróleo e gás com 4.161 poços produtores e 7.108 poços perfurados.

“Tudo que ouvi de vocês está 100% alinhado com o que estamos trabalhando. Estamos vivendo a maior transformação da indústria de petróleo da história do Brasil. A sociedade precisa entender os benefícios que esse novo momento pode gerar”, complementou Oddone.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, defendeu uma participação maior do empresariado local no processo produtivo. “Compreende as exigências diante dos riscos inerentes à atividade. Mas o tamanho dos blocos excede a capacidade de investimento dos empresários locais”, ressaltou.

“Com o leilão dos poços, ainda mais produtores independentes terão acesso ao mercado do gás e a Potigás não pode perder esse movimento de vista. Vai alterar a dinâmica do mercado e a concessionária estará à frente para garantir a regularidade de suas operações”, alertou Beto Santos.

ANP vai receber Robinson Faria e dirigentes da Redepetro/RN

O diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Décio Oddone, deverá receber o governador Robinson Faria (PSD) na sede desse órgão regulador no Rio de Janeiro-RJ, na próxima quarta-feira (02). Será às 10h.

O governador agendou a audiência, como desdobramento de reunião que teve dia 5 de junho último em seu gabinete, com diretores da Redepetro no RN, instituição que congrega empresas da cadeia produtiva do petróleo e do gás.

Governador recebeu dirigentes da Redepetro que apresentaram argumentos econômicos (Foto: Rayane Mainara)

Ele estará na ANP com o secretário do Desenvolvimento Econômico do Estado, engenheiro Flávio Azevedo, além de comitiva da própria Redepetro.

A principal reivindicação à ANP que a Redepetro pretende apresentar, com endosso de Faria, é que ela abra um escritório avançado em Mossoró.

Produção

O Rio Grande do Norte, apesar da redução dos investimentos da Petrobras, ainda é o maior produtor de petróleo em terra do país e possui mais de 50% dos poços perfurados em terra.

Governo e Redepetro entendem que não houve esgotamento do ciclo do petróleo e há possibilidade de revitalização.

Leia também: Redepetro mostra que petróleo é ainda muito viável no RN AQUI.

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Redepetro/RN terá audiência com a prefeita Rosalba

Devido ao diálogo recente com o governador do estado, Robinson Faria (PSD) – veja AQUI, onde foram tratadas reivindicações e possíveis ações no setor petrolífero, a Redepetro-RN terá uma nova oportunidade de debater o assunto, agora com a prefeitura municipal de Mossoró.

Será realizada na segunda-feira (12) uma audiência entre a associação e a prefeita Rosalba Ciarlini, onde a revitalização da cadeira de petróleo e gás no município e cidades próximas será tratada como prioridade.

A Redepetro/RN reúne os mais diversos prestadores de serviços da área de produção petrolífera.

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O futuro econômico de Mossoró ainda passa pelo petróleo

Por Gutemberg Dias

Mossoró, com o processo de desinvestimento da Petrobras, a maior operadora brasileira de campos petrolíferos, vem amargando sucessivas perdas de empregos ligados ao setor e, também, uma retração do mercado, principalmente, o setor do varejo e imobiliário.

Há alguns anos era difícil encontrar placas indicando imóveis para alugar. Hoje basta dar uma pequena volta em qualquer bairro de nossa urbe que nos deparamos com as placas apresentando imóveis para locação. Virou parte do mobiliário urbano.

Feito esse preambulo, para dizer que a economia de Mossoró não anda bem, faço a seguinte indagação: como reaquecer o mercado local a curto e médio prazo? Talvez muitos achem que seja uma pergunta de difícil resposta, mas não é. Existe muitos caminhos a serem seguidos, basta ter planejamento e perseverança para fazer acontecer.

Um dos caminhos e, certamente, o mais fácil é a revitalização da cadeia de petróleo e gás. Digo isso com base na capacidade produtiva/serviços embarcadas em Mossoró e, também, em perspectivas de atração de novos empreendimentos a partir de um possível revitalização do setor.

O Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia (MME) no final de janeiro/2017, lançou o programa REATE. Esse programa trata da Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo Terrestre e pretende triplicar a produção terrestre brasileira de aproximadamente 150 mil para 500 mil barris/dia nos próximos anos.

Dentro desse contexto, a cidade de Mossoró, a partir da sua posição geográfica e de sua capacidade de prover bens e serviços para a cadeia do petróleo, pode ser trabalhada para se tornar um grande “hub” de serviços para atender a indústria petrolífera desde a Bahia até o Maranhão, quiçá a região amazônica.

Obviamente, para que isso aconteça, será preciso que o poder público municipal e estadual sejam grandes parceiros nessa empreitada. Principalmente, no tocante a mostrar que a cidade tem vocação e capacidade para absorver a demanda que virá com o novo cenário que está sendo desenhado para o setor e, sobretudo, serem os catalizadores da atração de grandes empresas que queiram investir localmente com foco no atendimento da cadeia de petróleo e gás.

Vale destacar que trabalhar, hoje, a revitalização da cadeia de petróleo e gás em Mossoró é o caminho mais fácil para se retomar o aquecimento da economia local e regional, haja vista que o incremento de recursos nessa área é volumoso e, naturalmente, é gerador de empregos diretos e indiretos.

É bom deixar claro que outros setores são importantes e que precisam entrar no radar, como as energias renováveis (eólica e solar),  turismo e o ordenamento do polo universitário. Esse último de extrema importância para o suporte tecnológico para atender o setor petrolífero e os demais segmentos.

Com base no exposto fica claro que temos um caminho a seguir e ele precisa ter a parceria do poder público e privado. É preciso que todos os atores estejam juntos nesse objetivo, pois, só assim, seremos capazes de reescrever uma nova página quanto ao reaquecimento econômico a partir, incialmente, da revitalização da cadeia de petróleo e gás.

O mundo já reconhece o Brasil como uma grande referencia no desenvolvimento de tecnologias para o seguimento petrolífero. Nesse mesmo diapasão, para mim e tantos outros colegas, Mossoró tem tudo para se transformar na maior referencia nacional em soluções para o setor de petróleo e gás. Garantindo, dessa forma, uma retomada histórica de seu potencial produtivo e, sobretudo, retomando sua pujança econômica, de outrora, num curto e médio prazo.

Gutemberg Dias é geógrafo, ex-candidato a prefeito de Mossoró (2016) e presidente da Redepetro RN