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Não há mais lágrima para chorar

Por Ricardo Lagreca

Sim! Não há mais lágrima para chorar. Há  muita indignação para se mostrar. Sabíamos todos nós que iríamos atravessar um momento diferente  ao que estávamos acostumados a viver, carregado de um grau de complexidade muito acentuado, em todos os aspectos.

Mas, jamais ninguém poderia imaginar o que estava por acontecer.O povo ficar a mercê da sua própria sorte. Não! Isto em saúde, não pode existir.

Saúde pública é uma coisa séria, a primeira exigência que deve ser realizada a um governante, que tem o cargo ocupado,  exatamente para cuidar responsavelmente pelo seu povo. Em saúde, não se pode fazer políticas.

Estas políticas grosseiras, com a mesmice de sempre, que nunca visam o bem estar sustentado da coletividade. Apenas a  enganar a todos, para avançarem adiante, por mais um período de lavagem de ego e para nada de importante realizarem.

Os países que enfrentaram a pandemia, com a seriedade necessária, perderam as vidas próprias do grave processo da doença viral, que afligiu todo o mundo. Todavia, não houve as perdas que resultaram de um outro vírus, tão grave quanto. O desgoverno. Isto é o que vem acontecendo no nosso país. Com um governo sem rumo, desorientado, desagregador, apoiado por políticas mantenedoras do “status quo “.

Não permitiu em nenhum momento, que houvesse a unidade Federativa, tão necessária nesses momentos de tamanha gravidade e que possivelmente teria dado um outro rumo a esta tragédia. Os órgãos de classe, por sua vez, seguem a mesma trilha, fazem a mesma política e lavam as mãos.

A morbimortalidade dos profissionais de saúde observada entre nós, assume uma cifra que ultrapassa o esperado. A cada dia que se passa, sabemos de mais uma morte de um colega médico. Não deve ser assim.

Algo precisa ser feito para maior cuidado de quem por obrigação e uma  boa  dose de altruísmo, é submetido a uma possibilidade de maior  exposição ao vírus.

Precisamos que eles continuem vivos.  Precisamos e  muito, das lágrimas. Não podemos deixar que acabem.

Precisamos chorar de alegria, quando tudo isto passar.

Ricardo Lagreca é médico, professor e ex-secretário de Estado da Saúde Pública do RN

Três nomes estão cotados para Secretaria da Saúde do Estado

Três nomes aparecem cotados para o cargo de titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) no futuro governo da senadora Fátima Bezerra (PT), eleita dia 28 passado.

Alexandre Motta, Cipriano Vasconcelos e Ricardo Lagreca são nomes cotados (Fotos: arquivo)

Os três são médicos:

Cipriano Maia de Vasconcelos (PT), ex-secretário da Saúde da Prefeitura Municipal do Natal por indicação de Fátima, na gestão Carlos Eduardo Alves (PDT). Ele compõe a equipe de transição da governadora eleita;

Alexandre Motta (PT0, ex-candidato ao Senado este ano na Coligação Do Lado Certo;

Ricardo Lagreca, ex-titular da Sesap no governo Robinson Faria (PSD), nome indicado por Fátima Bezerra.

Para qualquer ungido, uma garantia: a pasta será de “porteira fechada”, para não ter qualquer influência político-partidária na composição de equipe.

Aguardemos.

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Quarto secretário da Saúde Pública pede exoneração

Pedro: quarto nome (Foto: Web)

O secretário de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP), Pedro Cavalcanti Filho, está exonerado “a pedido”.

Desde o final de agosto que ele teve problemas com sua saúde, afastando-se de atividades regulares da pasta.

Acabou aconselhado por médicos e familiares a não retornar.

O Diário Oficial do Estado (DOE) dessa quinta-feira (20) publica a sua exoneração, sem oficializar substituto.

Por enquanto, há vacância no cargo.

O Blog Carlos Santos tinha noticiado com exclusividade a delicadeza do quadro clínico de Cavalcanti, em postagem no dia 4 deste mês (veja AQUI).

Pedro já foi secretário de Saúde no governo de Garibaldi Filho (MDB), anos 90. Ele foi o quarto nome a assumir a Saúde do RN na era Robinson Faria (PSD).

O primeiro foi Ricardo Lagreca. Depois veio a médica Eulália de Albuquerque e em seguida George Antunes. Pedro substituiu-o.

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Pedro Cavalcanti pode ser o quarto titular da Saúde

Pedro: outro nome (Foto: Web)

O médico Pedro Cavalcanti poderá ser o próximo titular da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP).

A propósito, ele até já foi visto no prédio-sede da pasta em Natal, “tomando informações” preliminares.

O atual secretário é George Antunes, que está na pasta desde agosto de 2016.

Pedro já foi secretário de Saúde no governo de Garibaldi Filho ((MDB), anos 90.

Ele será o quarto nome a assumir a Saúde do RN na era Robinson Faria.

O primeiro foi Ricardo Lagreca.

Depois veio a médica Eulália de Albuquerque e em seguida George Antunes.

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Enxugamento de hospitais regionais é decisão corajosa e difícil

Pelo menos sete hospitais regionais do Rio Grande do Norte vão perder esse status. Vão mudar de nomenclatura e também de foco, com maior atuação na atenção básica. Mas o enxugamento não para por aí.

Lagreca: desde 2015 havia planos para essa mudança (Foto: Blog Carlos Santos)

Ninguém deve estranhar essa decisão da administração Robinson Faria (PSD), com endosso do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre Ministério Público do Trabalho (MPT), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Governo do Estado (veja AQUI) dão esse encaminhamento que desde 2015 Robinson Faria (PSD) trabalha.

Foi uma ideia que começou a ser planificada pelo então secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, que saiu da pasta antes de conclui-la.

O estado possui 23 hospitais regionais.  No vizinho Ceará, de população e território bem maiores, não existem tantos. A aposta lá é a pulverização de policlínicas regionais, unidades de saúde reduzidas em estrutura, contudo mais dinâmicas.

O outro lado

Na prática, nenhum hospital regional no RN funciona a contento. Falta de tudo, quase tudo. De esparadrapo a médico. Além desses sete, outros tantos vão encolher. É, de fato, um excesso de custo e de ineficiência.

O governador tem coragem de enfrentar uma situação muito delicada, que é tratada em todos os municípios e regiões afetados, prioritariamente sob a ótica político-eleitoral. Nenhum outro enfrentou esse problema de frente, exatamente por temor político-eleitoral.

O outro lado dessa moeda, é o que de fato ocorrerá no “day after” (dia seguinte) à mudança.

O governo tem 60 dias para apresentar um plano de enxugamento dessa estrutura regional, para que alguns sejam transformados em Unidades de Pronto-atendimento (UPA’s), Unidades Básicas de Saúde (UBS’s) ou outro formato adequado. UPA’s, uma reengenharia mais complexa e alto custo, que se diga.

Remanejamento de pessoal

Mais 120 dias “para fazer o remanejamento de pessoal, equipamentos, insumos e recursos orçamentários dos hospitais desativados de forma a assegurar a composição integral de equipes dos hospitais que permanecerão como referências da rede”, diz o TAC.

Tomando-se Mossoró como exemplo, causa apreensão a ideia de enxugar essa rede com capilaridade em todo o estado, para redução de despesas e maior eficiência. Esse sincronismo – menor gasto e melhoria no atendimento – não é o forte da coisa pública.

Em setembro do ano passado, a gestão Robinson fechou acertadamente as portas do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que desde seu nascedouro fora um ralo do dinheiro público. Foi inaugurado às pressas no dia 9 de março de 2012 (ano de eleições municipais renhidas) na gestão Rosalba Ciarlini (PP), eivado de denúncias de corrupção. Há casos até de bloqueio de bens de supostos envolvidos (veja AQUI).

Primeiros hospitais regionais que passarão por mudança

Hospital Regional Prof. Dr. Getúlio de Oliveira Sales (Canguaretama); Hospital Regional Dr. Aguinaldo Pereira (Caraúbas), Hospital Regional (João Câmara), Hospital Regional Dr. Odilon Guedes (Acari), Hospital Regional (São Paulo do Potengi), Hospital Regional (Angicos) e Hospital Regional (Apodi).

Robinson também reduziu o Hospital da Polícia Militar em Mossoró a atividades ambulatoriais.

Mas paralelamente, a grande economia feita nessa otimização de gastos não se converteu em melhoria instantânea à saúde mossoroense e regional. A ladainha continua, as queixas não param e o governo segue seu contorcionismo para liberação de recursos prometidos.

A história vai se repetir numa escala ainda maior? Pode ser que sim. Esperemos que não.

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Secretário da Saúde está por um triz

É apenas questão de tempo, a queda do terceiro secretário de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP).

George Antunes está por um triz.

Na verdade, há tempos.

Praticamente não ‘apita’ nada na própria pasta em que é titular, ocupada por forças políticas alheias à sua vontade e ao seu comando.

Fica fácil perceber isso de dentro e fora da Sesap, onde praticamente nada funciona.

É hercúleo o seu esforço para se manter no cargo.

Antes dele já entraram e saíram os médicos Ricardo Lagreca e Eulália de Albuquerque.

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Robinson e secretário da Saúde vivem desgaste crescente

Há muito ruído na relação entre o governador Robinson Faria (PSD) e seu terceiro secretário da Saúde, George Antunes.

Resultado disso é o caos crescente no setor.

Robinson cobra resolução dos problemas, mas o secretário reclama aos quatro cantos que não tem dinheiro das fontes do estado para cobertura de obrigações básicas.

Algumas nomeações para cargos estratégicos, na pasta, também causam mal-estar.

Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

Nota do Blog – Antes de Antunes, passaram pela Saúde os médicos Ricardo Lagreca e Eulália de Albuquerque.

Vamos ver até quando George Antunes vai aguentar o tranco.

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Hospital da Mulher começa a ser transferido para a CSDR

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, situado em Mossoró, em imóvel alugado e que está sem ter seu pagamento de locação pago há cerca de sete meses, deve ter sua estrutura transferida para outro local. O Governo do Estado vai instalá-lo na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

O novo secretário de Estado da Saúde Pública (SESAP), George Antunes, dá sequência a um plano que começara a ser traçado pelo primeiro titular da pasta (ele é o terceiro), Ricardo Lagreca. Só não foi encetado ano passado, devido pressões políticas em contrário.

Hospital da Mulher (foto Carlos Costa): problemas desde o nascedouro

A Sesap tem levantamento quanto ao custo de manutenção do Hospital da Mulher. Estudos apontam para essa necessidade de remanejamento, com alta economia de recursos, que podem ser destinados à melhoria do próprio sistema de saúde no município, como suporte ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

No dia 27 de outubro do ano passado (2015), o Blog (veja AQUI) antecipava que estava em andamento essa estratégia no Governo Robinson Faria (PSD). Foi desacelerada, mas nunca abandonada.

Escândalo e intervenções

O Hospital da Mulher foi criado durante a gestão Rosalba Ciarlini (DEM, hoje PP) em 2012. Virou um escândalo permanente desde seu nascedouro, porque o Ministério Público do RN (MPRN) abriu série de procedimentos que atestaram diversas irregularidades.

O próprio Governo Rosalba Ciarlini admitiu em auditoria que levou mais de seis meses para ser apresentada, o desvio de mais de R$ 8,5 milhões em seis meses, em relação a montante repassado que ultrapassou a casa dos R$ 16 milhões no período.

Passou por duas intervenções judiciais, quando teve sua melhor fase de funcionamento. O Governo Rosalba solicitou até a dilatação dessa exceção, por admitir dificuldades para geri-lo.

O caso tem desdobramentos no campo judicial, a ponto da ex-governadora e outras pessoas terem bens bloqueados (veja AQUI). Ela se manifestou sobre o assunto, defendendo-se (veja AQUI).

Nota do Blog – O Governo acerta na iniciativa. Demorou e deixou que o Hospital da Mulher fosse se asfixiando, para poder começar a fazer essa mudança.

A CSDR está sob intervenção desde 2014, com consideráveis melhoras em estrutura e serviços. Pode abrigar abrigá-lo. Com garantia de recursos repassados pelo Estado, poderá funcionar bem a custo mais razoável.

Torço por isso.

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Manifestantes fazem protesto em frente à sede da Saúde

Manhã chegou agitada à porta da sede em Natal da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP), na Avenida Deodoro, Cidade Alta.

Por lá, grupos de manifestantes do serviço público promovem barulho ensurdecedor com carros de som, palavras de ordem, bandeiras etc.

Seus sindicatos comando movimentação. Hoje tem parada de advertência dos médicos, que deve durar 24 horas, cobrando o de sempre: melhores condições de trabalho, estrutura mais adequada, remuneração em dia etc.

Grupos de manifestantes ocupam espaços em calçada e leito da avenida em Natal (Foto: Blog Carlos Santos)

No interior do prédio eles não vão encontrar o secretário George Antunes, titular da pasta, que está viajando.

Seu adjunto não foi escolhido- nomeado ainda.

Está no cargo desde a semana passada. É o terceiro na cadeira.

Antecederam-no Ricardo Lagreca e Eulália de Albuquerque.

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Saúde do Estado derruba o terceiro titular da pasta

Aconteceu o que estava sendo ‘escrito’ por este Blog. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) experimenta desfecho na relação conflituosa entre a secretária Eulália de Albuquerque e a adjunta Denise Aragão, que tornou a pasta um ambiente conflagrado há tempos.

O Governo Robinson Faria (PSD) anunciou hoje mudança na titularidade na Secretaria. Sai Eulália de Albuquerque, entra o bioquímico George Antunes de Oliveira, que já fora titular da pasta na gestão Iberê Ferreira (PSB).

Ele é o terceiro titular da Saúde do Governo Robinson. Antes, já passara o médico Ricardo Lagreca.

Ontem, postagem sob o título “Sede da Sesap é uma Torre de Babel prestes a ruir” (veja AQUI) mostrava que a crise na Saúde era nos hospitais, mas também e de forma aguda, no próprio núcleo de comando da Saúde do Estado.

Veja a nota do  Governo do Estado cientificando a população da mudança:

O governador Robinson Faria anunciou o nome do bioquímico George Antunes de Oliveira para assumir a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), em substituição à médica Eulália de Albuquerque Alves, que respondia pela pasta desde abril deste ano. A mudança será publicada na edição deste sábado (27) do Diário Oficial do Estado.

Curriculum

George Antunes de Oliveira é farmacêutico bioquímico, graduado pela UFRN, com especialização em Administração Hospitalar, Gestão Financeira e Gestão Pública. Foi secretário adjunto e titular da Saúde do Estado em gestões passadas e adjunto da Secretaria Municipal de Saúde de Natal.

Foi ainda diretor da Unidade de Agentes Terapêuticos (Unicat) e dos hospitais Giselda Trigueiro  e Maria Alice Fernandes. Na iniciativa privada também dirigiu o hospital da Unimed, entre outros.

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Oncologia pode parar todos os serviços até segunda-feira

A Prefeitura de Mossoró e o Governo do Estado devem ao Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) mais de R$ 1 milhão 700 mil, referentes a serviços e procedimentos médicos realizados nos meses de fevereiro e março de 2016. Com a retenção dos recursos do Sistema Único de Saúde, o hospital enfrenta enormes dificuldades para manter os serviços de tratamento do câncer.

Pronto-socorro deve ser paralisado amanhã e todos os serviços a partir de segunda-feira (11).,

“Começa a faltar medicamentos e os salários dos funcionários já estão atrasados dois três”, conta o médico José Cure de Medeiros, diretor do COHM. Segundo ele, a dívida da Prefeitura com o Centro de Oncologia é superior a R$ 800 mil. Do total, R$ 505 mil são dos serviços, médico e hospital, prestados nos meses de janeiro e fevereiro de 2016, e R$ 300 mil parcelas de acordo judicial, em aberto.

O acordo, explica Cure de Medeiros, refere-se à quitação pela Prefeitura de débitos com o hospital relativos a 2014. Se não bastasse o atraso da Prefeitura, o Governo do Estado segue a mesma linha, atrasando repasses do SUS. “A dívida do Estado já é de R$ 900 mil”, enumera Cure, destacando que R$ 808 mil são verbas do  para pagar os serviços de quimio e radioterapia, nos meses de janeiro de fevereiro.

Robinson Faria

O Estado deve ao COHM R$ 391 mil de janeiro, R$ 417 mil de fevereiro e R$ 100 mil referente à produtividade de dezembro de 2015, retida em 15%. Em que pese à orientação dada pelo governador Robinson Faria (PSD), o secretário estadual da Saúde, Ricardo Lagreca, tem ignorado a crise na oncologia de Mossoró e evitado a regularização das pendências financeiras do governo com o Centro de Oncologia.

Fechamento

Diante do cenário, o COHM fecha o seu Pronto-Socorro, já a partir desta quinta-feira, 7 de abril. “Estamos sem condições de atender a população, sem receber os recursos do SUS”, anuncia Cure.

A situação, porém, poderá se agravar ainda mais, porque o hospital poderá paralisar todos os serviços já na próxima segunda-feira,11. O serviço de radioterapia também poderá fechar.

“A situação está insustentável. Além do atraso nos pagamentos, ainda convivemos com outras distorções, como o não pagamento do plus aos médicos de Mossoró. Todos os meses, o Governo do Estado repassa à Prefeitura de Natal R$ 6 milhões de plus, adicional de 150% sobre os valores pagos pelos SUS aos médicos, sem falar na diária de UTI de R$ 1.500,00, em Natal, contra a de R$ 450,00 em Mossoró. Chegamos ao limite. Só nos resta parar nossas atividades”, reitera Cure Medeiros.

Com informações do COHM.

Médico diz que nunca viu ‘tanta gente morrer’ em hospital

Carlos Santos,

Nem no Hospital Walfredo Gurgel, onde fiz o estágio como doutorando e anestesiolando há 25 anos, vi morrer tanta gente a cada dia.

Carlos Alberto Almeida desabafa diante de Ricardo Lagreca (Foto: reprodução)

Vejam que não existiam algumas tecnologias amenizadoras de sofrimento e tratamento como hoje.

No entanto parece que o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) parou no tempo, mudou-se o objetivo,bque inicialmente parece-me que até a obstetrícia teria enfermaria, salvo engano.

Grupos fortes seguraram o elefante que começou a servir de triagem para os hospitais particulares de Mossoró e região, digo Russas-CE. isto é uma piada de mau gosto!

Sair paciente de Mossoró para dar a luz, fazer cirurgia ortopédica em Russas? Pode? Quais as explicações? Quais e quem foram as autoridades que permitiram?

Tenho certeza que se fosse um familiar levariam-no para Natal ou Fortaleza.

Vi matéria jornalistica publicando tratamento de familiar de políticos em maternidade de natal! Poderia ter ido para Russas?

Enquanto isto Lula, Dilma estão indo para o Sírio Libanês e o povo pobre morrendo.

Somente DEUS tem dó do povo.

Carlos Alberto Almeida é médico com atuação no HRTM.

Nota do Blog – Carlos Alberto Almeida desabafou à semana passada diante do secretário estadual da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, quando ele fazia visita sem alardes ao hospital (veja AQUI).

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Secretário da Saúde é aconselhado a deixar o cargo

O secretário estadual da Saúde Pública, médico Ricardo Lagreca, viveu momentos conturbados e constrangedores em Mossoró, nessa quinta-feira (10). Em visita ‘fora da agenda’ e sem alardes ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), encarou desabafos ostensivos e até irados.

Lagreca: pressão, pressão (Foto: Rayane Mainara)

Num dos piores momentos de sua estada, ele foi emparedado pelo médico Carlos Alberto Almeida na sala do diretor geral Jarbas Mariano. De pé, com os braços em agitação intensa, óculos à mão, voz estridente e às vezes quase ininteligível, Almeida aconselhou secretário a entregar cargo.

Ex-aluno do próprio Ricardo Lagreca no curso de Medicina da Universidade Federal do RN (UFRN), Almeida não poupou críticas à situação em que o HRTM está.

– Todos os dias aqui é uma carreira de gente para enterrar – berrou.

Curral

Quase impassivo, olhando-o fixo e segurando o queixo com a mão cerrada, o secretário ouviu-o atentamente. Ao seu lado, além de Mariano, os médicos Fernando Albuerne e Diego Dantas, além de outros circunstantes que se mantiveram calados.

Carlos Alberto Mariano aditou, em forma de conselho, que Ricardo Lagreca deveria “entregar o cargo”, haja vista a impotência para cuidar da Saúde.

“Honre seu nome, doutor”, sugeriu de forma muito agitada.

Para ele, o Tarcísio Maia não passa de um “curral”, tratado com rebotalho pelo Governo do Estado.

Nota do Blog – Lamento lhe informar, doutor: vai piorar!

Não vejo alento.

Espero estar errado, para o bem de milhares e milhares de pessoas que precisam desse equipamento público tão importante.

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Robinson fecha pauta de Mossoró com políticos e empresários

O dia exaustivo. Assim foi a quinta-feira (10) para o governador Robinson Faria (PSD) em Mossoró. Cumpriu uma agenda administrativa, mas também política, que só ao final da noite teve encerramento, no hotel em que se hospeda corriqueiramente na cidade.

Recebeu representante do empresariado, também conversou com vereadores governistas e da oposição, além do próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Robinson (cabeceira da mesa) esteve com vereadores, Ricardo Lagreca e prefeito com vereadores (Foto: Rayane Mainara)

A saúde e a segurança públicas de Mossoró foram os principais temas postos na discussão. Os vereadores apresentaram um documento com narrativa de problemas e sugestões. O secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca,  também participou da reunião.

O governador prometeu retornar nos próximos dias a Mossoró, para afinar mais o debate sobre os principais temas propostos.

Durante o dia, Robinson Faria inaugurou o Restaurante Popular na Universidade do Estado do RN (UERN) – (veja AQUI), visitou o terreno onde será construído o Hospital Materno-Infantil (veja AQUI), assinou a doação do terreno para ampliação do ambulatório da Faculdade de Medicina da instituição de ensino (veja AQUI), apresentou  Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), formalizou a cessão do terreno para o CRAS do Abolição IV e assinou a autorização para o concurso público da UERN (Veja AQUI) para professores e servidores técnico-administrativos.

Empresariado também apresentou queixas e cobranças ao governador à noite de quarta-feira (Foto: Rayane Mainara)

Também visitou obras no Aeroporto Dix-sept Rosado (veja AQUI).

Em sua estada em Mossoró, nessa quarta-feira, Robinson teve a companhia de diversos auxiliares – como dos secretários de Estado Julianne Faria (Trabalho, Habitação e Assistência Social), Jáder Torres (Infraestrutura), Ricardo Lagreca (Saúde Pública) e Juliska Azevedo (Comunicação).

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Vereadora governista quer que Estado assuma custo das BIC´s

A vereadora governista Izabel Montenegro (PMDB) apelou hoje na Câmara Municipal de Mossoró, para que o Governo do Estado assuma o custo de manutenção das Bases Integradas Comunitárias (BIC´s), estruturas de segurança mantidas praticamente pela Prefeitura. São quatro, no total.

Izabel vê pesado ônus das BIC´s (Foto: Valmir Alves)

“Solicito que o governador assuma o custo das BIC’s. Porque no momento em que é retirado dinheiro para a segurança deixa-se de ir verba para a saúde, educação, agricultura e tantos outros setores”, concluiu Izabel Montenegro.

A cobrança da vereadora aponta para o erro estratégico cometido pela gestão Francisco José Júnior (PSD), que despejou somas vultosas nesse modelo de segurança, além de sua própria Guarda Municipal, acreditando que paulatinamente teria injeção financeira do Estado, do Governo “parceiro”.

Lamentações

Ledo engano.

As queixas de Izabel são a própria voz do Governo e suas lamentações já foram emitidas pelo prefeito, admitindo sobrecarga da gestão, sem apoio do governador Robinson Faria, seu aliado.

A vereadora também cobrou recursos para a Saúde e assinalou que esteve com o próprio secretário estadual da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, mostrando números que apontam sobrecarga de obrigações da Prefeitura, sem contrapartida do Estado.

Nota do Blog – Robinson repete o que fez Rosalba Ciarlini (PP), que o antecedeu, na relação Estado-Prefeitura de Mossoró.

Nem mais nem menos.

O legado da “Rosa” é sofrível.

Robinson vai na mesma batida.

Seis e meia dúzia.

Lamentavelmente.

Deputado garante recursos orçamentários para hospitais

O deputado federal Beto Rosado (PP-RN) destinou R$ 1,8 milhão em emenda para os hospitais Tarcísio Maia, em Mossoró, e Walfredo Gurgel, em Natal. O valor será destinado à compra de material médico-hospitalar e de consumo das duas maiores unidades hospitalares da rede pública no Rio Grande do Norte.

O parlamentar fez questão de comunicar pessoalmente a destinação da emenda ao secretário estadual de Saúde, Ricardo Lagreca, nesta terça-feira (8). Incluído no Orçamento Geral da União de 2016, os recursos serão liberados até o final do ano.

Beto Rosado já havia destinado R$ 1,2 milhão em emendas para a Secretaria Municipal de Saúde de Mossoró.

Foram R$ 332 mil para aquisição de equipamentos no Orçamento 2015 e R$ 800 mil para construção de Unidade Básica de Saúde e aquisição de equipamentos para outras unidades no Orçamento 2016.

Com informações da Assessoria de Beto Rosado.

Sede da Sesap pode ser interditada após novo foco de incêndio

Na manhã desta quinta-feira (03), os servidores que trabalham no prédio da Secretaria Estadual da Saúde Pública (SESAP) – em Natal – se concentraram no térreo após uma ameaça de incêndio no 9º andar. Casos assim já viraram rotina no prédio da Secretaria de Estado da Saúde e motivaram a decisão judicial que determina um prazo de 90 dias para a conclusão de reformas e multa de R$ 2 milhões ao estado.

A denúncia é do Sindicato da Saúde (SINDSAÙDE).

Os bombeiros foram acionados e percorreram todos os andares e não identificaram risco de incêndio, mas uma servidora viu o clarão de uma explosão e o barulho.

Lagreca

Nesta quarta (2), o Sindsaúde realizou uma reunião com os servidores sobre as condições de trabalho e a decisão judicial. Na ocasião os servidores decidiram solicitar uma reunião com o secretário da saúde do RN, José Ricardo Lagreca, reivindicando a garantia de retirada dos servidores do prédio até a finalização da reforma.

O Corpo de Bombeiros irá divulgar amanhã o laudo da visita ao prédio. Um grupo de servidores quer encaminhar o laudo à 2º Vara do Trabalho de Natal e apresentar ao Juiz Titular Luciano Athayde, para acrescentar mais um motivo para a interdição do prédio.

Deputado cobra recursos de suas emendas para Tarcísio Maia

O deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”, destinou todas as suas emendas orçamentárias no valor total de R$ 1,8 milhão para aplicação em reforma do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Sua decisão é inédita.

Nunca nenhum outro parlamentar estadual ou federal fez isso.

Entretanto, a própria burocracia interna do Estado emperra a liberação desses recursos.

Secretário

É um dinheiro que pode melhorar o Tarcísio Maia, que atende a mais de 60 municípios e a uma população superior a 800 mil habitantes.

– Eu tenho apelado até ao secretário Ricardo Lagreca (Saúde) para que pressione outros setores técnicos do Governo, para aproveitarmos essa minha decisão, mas estou preocupado com tamanha lentidão – desabafa Souza.

Souza fez promessa pessoalmente de destinação de todas as suas emendas ao Tarcísio Maia, ainda no mês de abril deste ano, em audiência com Lagreca (veja AQUI).

Secretário da Saúde do RN tenta apoio de deputados

Lagreca: "Vamos conversar" (Foto: Blog Carlos Santos)

O secretário estadual da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, dedicou parte da manhã e início da tarde hoje, a uma “blitz”. Esteve na Assembleia Legislativa.

Lagreca conversou reservadamente com alguns deputados, sobre Orçamento Geral do Estado – 2016.

Pediu apoio à sua pasta nas emendas dos deputados

Diálogo

– As coisas vão se arrumando – disse ele para o deputado Nelter Queiroz  (PMDB), que de braços abertos e, logo segurando os ombros do secretário, sugeriu:

– “Renuncie, doutor! Não tem dinheiro para nada!”

Com leve sorriso, Ricardo Lagreca procurou ser pragmático:

– Vamos conversar.

E saíram para o tete-a-tete.

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Estado apresenta projeto de regionalização da Saúde do RN

O Governo do Estado retomou hoje o processo para a regionalização do serviço público de saúde. Através da Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) foi assinado o Termo de Intenções entre o Estado, o Ministério da Saúde e prefeituras municipais visando a cogestão na administração dos Hospitais Regionais do RN.

Robinson tem programa de regionalização sendo montado desde março (Foto: Demis Roussos)

O Governador Robinson Faria participou do evento que integrou a programação do “Seminário de Articulação Interfederativa: O pacto federativo na perspectiva da implementação do Coap no RN – Regionalização é o caminho”, que acontece nesta quinta e sexta-feira (8 e 9), no auditório da Escola de Governo.

Na ocasião o Governador disse que “A partir de hoje vamos fazer juntos uma nova história para a saúde do nosso Estado. Vamos fazer uma saúde melhor para o nosso povo”. Robinson Faria conclamou os prefeitos, secretários municipais de Saúde e os técnicos a somar esforços com a administração estadual. Estamos à disposição dos municípios e vamos trabalhar juntos”, reforçou, acrescentando: “Confio nos senhores e nas senhoras para escrevemos uma nova história”.

A abertura do Seminário contou com as presenças do Secretário de Estado da Saúde, Ricardo Lagreca, do vice-governador Fábio Dantas (PCdoB), prefeito de Mossoró, Francisco José Junior (PSD) e dezenas de outros prefeitos, do secretário municipal de Saúde de Natal, Luiz Roberto e mais de 40 secretários municipais de Saúde e centenas de técnicos da área.

Também presente o representante do Ministério da Saúde, Jorge Harada, da presidente dos Conselhos Municipais de Saúde do RN, Débora Costa, comandante geral da Polícia Militar, coronel Ângelo Mário Dantas, do representante do Conselho Estadual de Saúde, Francisco Nonato, do coordenador do grupo de trabalho para regionalização junto à SESAP, Ion Andrade, diretor do Conselho Estadual de Medicina, Marcos Jácome, do Pró-reitor  adjunto de Extensão da UFRN, Bruno Guilherme, dos deputados estaduais Fernando Mineiro (PT) e Souza (PHS), do vereador em Natal, Hugo Manso (PT).

Com informações da Assessoria de Comunicação do Governo do Estado.

Saúde completará 90 dias de greve nessa quarta-feira

Nesta quarta-feira (09), os servidores da Saúde do estado completam 90 dias de greve. Para marcar esta data, os servidores realizarão um ato público no Hemonorte, às 09h.

Durante toda a manhã, farão uma campanha de doação de sangue para ajudar a minimizar o problema dos baixos estoques no Rio Grande do Norte.

Ainda, nesta quarta (09), às 10h, uma comissão composta pela direção do Sindsaúde e servidores da greve participará de uma audiência com o secretário de Saúde, Ricardo Lagreca.

Robinson e secretário da Saúde visitam hospitais do Seridó

Caicó recebeu nesta sexta-feira (31) uma comitiva do Governo do Estado liderada pelo governador Robinson Faria (PSD) para fiscalizar o funcionamento de hospitais na cidade e em Jardim de Piranhas. Ao lado do secretário de Estado da Saúde Pública, Ricardo Lagreca, o chefe do Executivo Estadual começou a agenda pela Fundação Hospitalar Dr. Carlindo Dantas, conhecido como Hospital do Seridó.

Em seguida, o Hospital Regional recebeu a comitiva que encerrou as vistorias no Hospital de Jardim de Piranha.

Robinson e Lagreca ouvem relatos de direção em Jardim de Piranhas (Foto: Ivanízio Ramos)

O objetivo do grupo foi verificar e acompanhar in loco com os diretores das unidades o cumprimento das escalas de plantão e dos demais profissionais de saúde, o abastecimento das farmácias dos hospitais, os atendimentos e se verificar se a perfilização corresponde ao volume de atendimentos. As visitas foram uma meta traçada pelo governador Robinson Faria desde que assumiu o governo. Ao todo, já foram visitados pelo chefe do Executivo Estadual 15 unidades.

Robinson Faria fez um balanço das visitas desta sexta-feira. “Nós estamos fazendo essas visitas para poder conhecer de perto qual a verdadeira situação das unidades. Muitas delas têm problemas de estrutura, de instalação elétrica e que precisam de uma rápida resposta. É por isso que estamos aqui, para dar essa satisfação a quem merece”, falou.

Hospital Regional do Seridó

O Hospital Regional do Seridó, em Caicó, é de grande importância para a Rede de Atenção à Saúde do estado, já que a 4ª Região de Saúde, onde se localiza a unidade, possui uma população de 310.247 habitantes.

O perfil da unidade hospitalar é voltado para a urgência e emergência, clínica médica, cirurgia geral, ortopedia e traumatologia, além de obstetrícia de alto risco. O hospital possui 89 leitos em funcionamento, com proposta de ampliação de 17 leitos novos para longa permanência e retaguarda clínica da Rede de Urgências e Emergências.

Segunda a direção do hospital, houve uma melhoria expressiva no abastecimento de medicamentos e insumos da unidade, que subiu de 30% para 70% do último mês de maio para hoje. Outro ponto positivo foi o fato de o terreno onde se situa o hospital ter sido passado para o nome do estado em maio deste ano.

Com informações do Governo do Estado.