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Mais uma decisão judicial alivia pressão na Saúde do Governo do RN

Série de decisões favorecem governo em momento delicado (Arte ilustrativa)
Série de decisões favorecem governo em momento delicado (Arte ilustrativa)

Sem atualizar pagamentos a médicos com atuação na UTI do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, referentes aos meses de junho, julho, agosto, setembro e fechando também outubro, o Governo Fátima Bezerra (PT) volta a recorrer à Justiça para assegurar atendimento. O Estado do Rio Grande do Norte ajuizou ação de obrigação de fazer com pedido de tutela de urgência, que recebeu acolhimento judicial.

Serviços pararam na sexta-feira (01), mas foram retomadas nesta segunda-feira (04).

O juiz Cláudio Mendes Júnior, plantonista, deferiu pedido de liminar à tarde de domingo (03), para que todo o trabalho seja mantido.

A promessa, via Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN), é que nessa terça-feira (05) ‘pinga’ mais um mês. Assim, ficarão abertos “apenas” julho, agosto, setembro e outubro.

No dia 25 passado (veja AQUI), o Estado fez crédito no valor de R$ 271.502,44 e conseguiu cobrir o débito de maio/2024, com médicos da Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda (SAMA). Eles atuam na UTI do hospital.

Na madrugada de sábado (02), o Governo Fátima Bezerra já tinha conseguido outra vitória na Justiça. A empresa Neo Clínica SS terá que manter a escala pediátrica completa do HRTM, mesmo com atraso em pagamentos e falta de reajuste remuneratório (veja AQUI).

A Pediatria/Neonatalogia, no Hospital Regional Mariano Coelho, em Currais Novos, também parou na sexta-feira porque seus profissionais estão trabalhando sem receber há meses (veja AQUI). Aí, de novo, o governo conseguiu levar o caso à Justiça, com sucesso. Retomada dos serviços foi nessa segunda-feira. Existe alento para se pagar alguma coisa e empurrar o restante para frente.

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Sem salário desde maio, médicos do Tarcísio Maia vão parar

Serviço terceirizado fica à espera do Governo do Estado (Foto ilustrativa)
Governo do Estado não cumpriu acordo e paralisação é reação dos prejudicados há meses (Foto ilustrativa)

Por Magnos Alves (Do Portal do Oeste)

Os médicos que prestam serviço para a empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA) no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em Mossoró, decidiram nesta quarta-feira (23), em assembleia com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED/RN), iniciar uma paralisação em decorrência do descumprimento de um acordo pré-processual com o governo do Estado. O movimento, que começará oficialmente no sábado (26), terá como consequência o esvaziamento de leitos de UTI.

A reclamação pré-processual foi realizada à pedido do Conselho Regional de Medicina do RN (CREMERN) e participam a empresa SAMA, a Cooperativa Médica do RN (COOPMED), Governo do Estado e a Prefeitura de Natal. Desde maio, o governo não vem cumprindo com os pagamentos acordados, que incluem parcelas de maio e junho, já atrasadas. Os médicos alertam que a situação não pode continuar e, por isso, optaram por esta ação.

Durante a assembleia, os profissionais de saúde discutiram a gravidade do cenário atual, que não só afeta a remuneração, mas também a qualidade do atendimento prestado aos pacientes. A assembleia também definiu que, se até sábado ainda houver pacientes na UTI e a situação não for resolvida, eles serão transferidos para outras unidades via sistema REGULA.

A paralisação promete impactar diretamente o atendimento no maior hospital da região, especialmente nas unidades de terapia intensiva (UTI’s), onde o cuidado é crítico. O sindicato esperam que essa medida leve o governo a tomar providências imediatas para regularizar os pagamentos e garantir a continuidade do atendimento.

O sindicato irá acionar as autoridades interessadas nova assembleia será realizada na próxima sexta-feira (25) para que sejam discutidas as estratégias no movimento.

O Governo do RN ainda não se pronunciou sobre a paralisação anunciada.

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Governo não paga médicos e muda empresa terceirizada em hospital

O Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) vive nesta quarta-feira (21) paralisação de médicos clínicos terceirizados. Eles prestam serviço ao Governo do Estado através da empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA) e aguardam pagamento de quatro meses de remuneração em atraso.

Os profissionais realizaram nova assembleia na segunda-feira (19) com o Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (SINMED/RN), deliberando sobre a suspensão de atividades. O sindicato notificou a Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) e a direção do Tarcísio Maia sobre o início do movimento. Segue sequência específica de descontinuidade de serviços por cada setor do hospital – Porta de Entrada, Núcleo Interno de Regulação, Enfermaria e Repouso – com os procedimentos sofrendo restrições. Somente os serviços de urgência e emergência estão garantidos.

“Semi-intensiva funciona nesse momento sem médico,” informou uma fonte médica do hospital, às 17h34, em conversa com o Blog Carlos Santos.

Nova empresa

Até o fim da tarde de hoje, o movimento tornava o HRTM um ambiente extremamente aflitivo. Compareceram  seis de nove profissionais que deveriam estar no plantão.

Paralelamente, a outra empresa contratada pelo governo, a Coopsaúde, começou a atuar sem que houvesse pagamento do atrasado com médicos da Sama. E também há questionamento quanto à capacidade técnica de seus profissionais substituírem os médicos que já atuavam no HRTM.

O Sinmed/RN pronunciou-se sobre o atraso e quanto à mudança feita pelo governo Fátima Bezerra (PT):  “Há uma grande preocupação da entidade e da categoria com o formato de substituição desses profissionais que já possuem anos de serviços prestados ao hospital, com a qualificação e competência exigidas pela complexidade dos serviços que serão subitamente substituídos por uma nova empresa, que não tem experiência nem profissionais suficientes que possam completar a escala de forma adequada a garantir a segurança da população que recorre aos serviços.”

O Conselho Regional de Medicina (CRM) também foi provocado para realizar fiscalização no HRTM. Em questão, justamente esses aspectos da “qualificação e competência exigidas.”

Veja também nesta postagem, vídeo acima com trecho de entrevista do presidente da Sinmed/RN, Geraldo Ferreira, ao programa 12 em Ponto, da 98 FM de Natal.

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Sinmed anuncia greve no HRTM, mas médicos atuam normalmente

HRTM convive com uma crise sem fim, comprometendo vidas humanas (Foto: Arquivo)
HRTM convive com uma crise sem fim, comprometendo vidas humanas (Foto: Arquivo)

Em assembleia realizada nesta quinta-feira (7), com o Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN), os profissionais da clínica médica do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) em Mossoró, que trabalham pela empresa de Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial (SAMA), definiram os últimos ajustes para a greve que tem início nesta sexta-feira (8).

A decisão de entrar em greve por tempo indeterminado foi aprovada por unanimidade na última terça-feira (5), como forma de pressionar o Governo do RN a cumprir acordo de pagamento dos serviços médicos. A informação é passada pelo próprio Sinmed/RN em sua página na Internet (veja AQUI).

Entretanto, em consulta à direção da empresa Sama e à escala on-line de todos os seus plantões no HRTM, observa-se que o atendimento ocorre normalmente. No Tarcísio Maia (veja AQUI e em print abaixo), dez médicos estão trabalhando neste momento. Segundo uma fonte hospitalar, mesmo com a insatisfação, até aqui os plantões não estão sendo boicotados pelos médicos.

Por enquanto, não existe denúncia de que esteja ocorrendo anormalidade. O atendimento não foi afetado.

Plantonistas, conforme informação em tempo real, às 10h48 de hoje (Reprodução do BCS)
Plantonistas, conforme informação em tempo real, às 10h48 de hoje (Reprodução do BCS)

A greve – afirma o Sinmed/RN – “teve início a partir das 7h desta sexta-feira com restrições no atendimento, apesar dos médicos estarem presentes no hospital. No final do dia, a categoria se reúne novamente com o Sindicato para avaliar e definir os próximos passos do movimento.”

O acordo firmado entre a Secretaria de Estado da Saúde do RN (SESAP/RN) e a SAMA, na Justiça do Trabalho, prevê o pagamento dos salários atrasados dos médicos da seguinte forma: até o final de novembro, pagamento do mês de julho; e em dezembro, pagamento do mês de agosto. Mas apenas o mês de junho foi pago.

Hoje, o débito do Governo do Estado com a Sama é de R$ 10.069,785,49 – referindo-se aos meses de julho, agosto, setembro e outubro. Somente com médicos que prestam serviços no HRTM, a dívida nesses quatro meses atinge o cumulativo de R$ 3.135.002,81.

A Sama oferta cerca de 100 médicos ao preenchimento dos serviços demandados do Tarcísio Maia.

Nota do BCS – Os anestesiologistas estavam parados, com nove meses pagamentos em atraso. Deram voto de confiança para o Governo do Estado (veja AQUI), mas admitindo que se não houver cumprimento do que foi acordado, vão parar de vez.

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Justiça bloqueia contas de Estado e parcela débitos municipais

Bloqueado - bloqueio de contas, dinheiro bloqueado,

O juiz João Batista Martins Prata Braga, da 8ª Vara Federal do RN, determinou nesta quarta-feira (13) o bloqueio nas contas do Governo do Estado do Rio Grande do Norte em favor do pagamento de cinco cooperativas/empresa que atuam no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), em Mossoró.

O pedido de bloqueio foi feito pela própria Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), gestora do HMAC, que está sob intervenção federal desde 2014.

A decisão se dá em razão do atraso nos repasses do Governo do Estado às cooperativas/empresa médicas Neo Clínica SS, Cam, Sama, NGO e Cooperativa de Fisioterapeutas (COOPERFISIO).

No total, foram bloqueados do Estado R$ 1.299.580,70 de forma integral – inerentes a dívidas que se arrastam há quatro meses.

Os pediatras da Neo Clínica SS paralisaram atividades (veja AQUI) nesta quarta-feira. Profissionais deverão se pronunciar se retornam ou não ao trabalho. As demais cooperativas e empresas não pararam atividades.

Parcelamento

Quanto ao município de Mossoró, a mesma decisão amparou pleito da gestão para parcelamento de débitos Apamim/HMAC no montante de R$ 3.253.938,88 – em oito parcelas em valores iguais. Não houve bloqueio pecuniário algum.

Tivemos acesso à decisão judicial. No enunciado, o magistrado faz referência a parcelamento pleiteado anteriormente, tendo seu acolhimento. E os recursos em questão não tratam de pagamento a médicos, cooperativas ou qualquer empresa médica que atendem no HMAC, mas por outras obrigações.

Na sentença, juiz mostra que Estado é devedor de médicos e não a municipalidade (Reprodução do BCS)
Na sentença, juiz mostra que Estado é devedor de médicos e não a municipalidade (Reprodução do BCS)

“De acordo com a decisão judicial da intervenção federal, a Prefeitura de Mossoró não é responsável pelos repasses para pagamento das cooperativas de médicos que atuam na Apamim. Essa responsabilidade é atribuída ao Governo do Estado,” já tinha esclarecido a Prefeitura de Mossoró em nota ontem (veja AQUI). O débito com médicos é do Governo do Estado – apenas confirmou o juiz João Batista Martins Prata Braga.

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Empresa médica tenta receber quase R$ 8 milhões do Estado

Dívida, dinheiro, déficit públicoBate a casa dos R$ 8 milhões a dívida do Governo do RN com a empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA).

A Sama presta serviços estratégicos à gestão Fátima Bezerra (PT) em várias unidades de saúde estaduais, como nos hospitais que funcionam em Mossoró – Tarcísio Maia, da Mulher e Rafael Fernandes.

São pelo menos cinco meses na “pendura”.

Leia tambémConselho de Medicina apela à Justiça Federal contra atrasos salariais

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Conselho de Medicina apela à Justiça Federal contra atrasos salariais

Justiça e medicina, greve e judiciário, decisão,Os recorrentes atrasos e a inadimplência do Estado do Rio Grande do Norte e do município de Natal nos repasses de contratos de prestação de serviços de vários fornecedores, em especial, para as empresas que prestam serviços clínicos, levaram o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) a ajuizar Reclamação Pré-processual, requerendo uma solução. O protocolo do processo 0807908-16.2023.4.05.8400S foi entregue nesta segunda-feira (31) na Justiça Federal.

A iniciativa visa encontrar um caminho e resolução para uma situação, que coloca em risco a assistência médica dos pacientes do SUS. Uma vez que, caso ocorra uma paralisação dos serviços médicos que vem sendo prestados, certamente o maior prejudicado será a população.

“O Cremern, com essa iniciativa, busca defender não somente os interesses da classe médica, mas de todos os servidores públicos da área da Saúde, além da própria sociedade,” assinala a entidade.

Pediu à Justiça Federal o chamamento de instituições como Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Estado do RN (MPRN); Secretaria de Estado da Saúde do RN (SESAP), Secretaria Municipal de Saúde de Natal; Secretaria de Estado da Fazenda do RN; Cooperativa dos Médicos do RN (COOPMED/RN), Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA), Sindicato dos Médicos do RN (SINMED/RN) e Associação Médica do RN, para tentar colaborar para uma solução definitiva.

Judicialmente, a Prefeitura de Natal sustou greve de médicos (veja AQUI). No âmbito do RN, débitos passam de cinco meses.

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Governo do Estado não paga médicos há mais de três meses

cade-o-meu-salarioCerca de 60 médicos vinculados à empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA) não recebem seus salários desde dezembro último.

São três meses e meio sem pagamento.

Eles atuam na parte clínica e de UTI’s do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

Esse contingente profissional cobre quase 100% das necessidades médicas do HRTM.

Se parassem hoje, quarta-feira (16), não haveria qualquer possibilidade – mínima que fosse – de cobertura das lacunas por parte do efetivo de carreira da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN).

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Médicos de UPA’s estão há três meses sem pagamento

UPA do Belo Horizonte: débitos (Foto: arquivo)

Médicos que atuam nas Unidades de Pronto-Atendimento (UPA’s) de Mossoró, vinculados à empresa Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda. (SAMA), estão com três meses sem recebimento de salários.

O montante é da ordem de R$ 1,5 milhão.

O débito refere-se aos meses de Dezembro (2018), Janeiro e fevereiro.

Dezembro é um acordo judicial.

“A Prefeitura de Mossoró disse que efetuou depósito hoje (terça-feira, 16) e que amanhã o crédito estará em nossa conta, para ser repassado imediatamente aos médicos”, comentou uma fonte oficial da Sama ao ser inquirida pelo Blog.

Outra informação é de que “os demais débitos (dois meses) serão pagos o mais breve possível”, mas sem fixação de uma data.

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