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Obediência eleitoral

Por Marcelo Alves

A Justiça Eleitoral brasileira, como sabemos, é composta: (i) pelo Tribunal Superior Eleitoral, com sede em Brasília e jurisdição em todo o país; (ii) por um Tribunal Regional em cada estado e no Distrito Federal; (ii) pelos vários Juízes Eleitorais; (iv) e pelas (hoje mui esvaziadas) Juntas Eleitorais. Ramo especializado do Poder Judiciário, como informa o próprio TSE, sua atuação se dá em três esferas: (i) administrativa, organizando e realizando as eleições periódicas, os referendos e os plebiscitos, além de ser responsável por todo o cadastro eleitoral, tanto dos eleitores como dos partidos políticos e candidatos; (ii) regulamentar, regulando e normatizando o processo eleitoral propriamente dito; (iii) e jurisdicional, processando e julgando as lides eleitorais.

Urnas eletrônicas também passarão por processo de auditagem (Foto: TRE/RN)
Urnas eletrônicas são equipamentos utilizados pela Justiça Eleitoral do país (Foto: TRE/RN)

Pondo de lado aquelas de carne e osso, sua maior celebridade é uma tal “urna eletrônica”, na qual todos votamos, de dois em dois anos, mas que também pode ser utilizada por entidades públicas e instituições de ensino a título de empréstimo, em eleições parametrizadas, assegurando-lhes o apoio e o suporte necessários à realização do pleito, com vista a difundir os serviços desenvolvidos pela Justiça Eleitoral e garantir a livre manifestação da comunidade, conforme prevê a Resolução-TSE nº 22.685/2007.

Por falar em resolução, sou de um tempo em que não existiam movimentos deliberadamente orquestrados para enfraquecer o fundamental papel normativo/decisório da Justiça Eleitoral no exercício da nossa Democracia. Sou de um tempo, por exemplo, de grande respeito ao poder normativo da Justiça Eleitoral, exercido mediante as famosas “resoluções” (em resposta ou não às denominadas “consultas”), que são verdadeiros atos normativos editados pelo Tribunal Superior Eleitoral ou pelos Tribunais Regionais Eleitorais acerca de qualquer tema de direito eleitoral, tais como elegibilidade, coligações, prazos, pesquisas, propaganda e voto.

A imensa maioria dos operadores do direito reconhecia (e os juristas de boa-fé ainda reconhecem) que as resoluções, por sua própria natureza, deviam ser seguidas pelo próprio tribunal que a deu e pelos tribunais e juízes a quo (se dada pelo Tribunal Superior Eleitoral, pelos Tribunais Regionais Eleitorais e pelos juízos eleitorais de primeiro grau; se dada por um Tribunal Regional Eleitoral, pelo próprio e pelos juízos eleitorais daquele estado). Todos seguiam as decisões da Justiça Eleitoral – os seus órgãos/juízos, os partidos, os candidatos, as autoridades constituídas etc. – e o jogo da democracia seguia. Era a consagração do nosso Estado Democrático de Direito.

Nunca é demais lembrar as naturais peculiaridades do processo eleitoral – entre outras, a máxima celeridade, a conveniência de se reduzirem os litígios e a necessidade para a democracia de uma previsibilidade do que é o direito –, que é muito mais administração judicial de questões de máxima relevância (as eleições no país) do que atividade jurisdicional propriamente dita.

No mais, a nossa Justiça Eleitoral e a célebre urna eletrônica, em particular, sempre foram razões de orgulho. Nacional e internacionalmente. Vide o recente caso das “midterms elections” nos EUA: vários dias para se saber quem controlará o Senado americano; semanas para se saber quem controlará a Câmara. Entre nós, temos o resultado das eleições gerais em um tico de horas.

Mas alguns insistem em macaquear o “lado sombrio da força” ianque. Adaptando delírios ao Brasil, prévia e deliberadamente atacam a Justiça Eleitoral, para, ao cometer ilegalidades (que vão bem além das já gravíssimas fake news), acusarem ela, a Justiça, que apenas cumpre o seu papel disciplinador, de ser parcial. Tirando barato, isso é uma imitação da prática nazifascista de desacreditação das instituições, em especial o Judiciário.

Afinal, para alguns, nada pior do que “ainda existirem juízes em Berlim”. Com teorias super-uber-hiper conspiratórias, alegam até fraude nas eleições que seus candidatos também venceram.

Nonsense, para dizer o mínimo.

Dito isso, chegamos ao estado atual das coisas, o ano eleitoral de 2022, que “não acaba”, com alguns ainda berrando, nas cancelas dos quartéis, como vivandeiras perdidas, por não sei nem o quê. “Golpe militar em prol da democracia ou da liberdade” – é isso mesmo, cara pálida?

Bom, de toda sorte, para quem arenga com os números, com a matemática dos votos, qualquer nonsense pode parecer patriótico.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República e Doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Comissão de Auditoria das Urnas realizará sorteio de Seções Eleitorais

Urnas eletrônicas será utilizadas no domingo (Foto: TSE)
Urnas eletrônicas será utilizadas no domingo (Foto: TSE)

A Comissão de Auditoria das Urnas Eletrônicas informa que a indicação e/ou sorteio das seções eleitorais, cujas urnas eletrônicas serão submetidas aos procedimentos de auditoria e verificação dos sistemas, ocorrerá no sábado, 1º de outubro de 2022.

Será no Plenário do edifício-sede do Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN), localizado na Av. Rui Barbosa, nº 215, Tirol, Natal/RN, às 9 (nove) horas da manhã.

Também serão sorteadas as sessões que participarão do Projeto-Piloto do TSE de Teste de Integridade com Biometria que acontecerá no Colégio Objetivo, localizado na Av. Rui Barbosa, 1117 – Lagoa Nova, Natal – RN.

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TRE inicia a Preparação de Urnas nas zonas eleitorais do Estado

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) iniciou nesta segunda-feira (19), a Preparação de Urnas das zonas eleitorais de todo o Estado.

As urnas eletrônicas da capital e da região metropolitana estão sendo preparadas no Centro de Operações da Justiça Eleitoral (COJE) e seguem até o dia 28 de setembro.

Nesta segunda-feira, foram preparadas as urnas eletrônicas que serão distribuídas para as zonas de Macaíba e São Gonçalo do Amarante.

Em outros municípios, a carga das urnas ocorrerá nas sedes das Zonas Eleitorais, em local e horário previamente designados pelo(a) juiz(a) eleitoral.

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Paz para as urnas eletrônicas

Por Ney Lopes

Não pode passar despercebido neste momento de tanta intolerância política, o gesto democrático do TSE, aprovando nessa última semana (veja AQUI), à unanimidade, a proposta de projeto-piloto de fiscalização das urnas eletrônicas apresentado pelas Forças Armadas, na Comissão de Transparência das Eleições.

Projeto piloto vai ocorrer com participação de voluntários (Foto: TSE)
Projeto piloto vai ocorrer com participação de voluntários (Foto: TSE)

O projeto-piloto será executado com eleitores voluntários.

Após votar, eleitores e eleitoras serão convidados a participar em um lugar à parte, a fim de testar o sistema.

O Teste de Integridade é uma votação pública, aberta e auditada, realizada em urna já pronta para a eleição.

Em processo filmado, votos em papel são digitados na urna, contados e o resultado comparado à totalização da urna.

O projeto é flexível, adequando-se às possibilidades dos Tribunais Regionais Eleitorais.

Envolverá entre 5% e 10% do total de urnas eletrônicas destinadas ao Teste de Integridade, o que significa que o piloto envolverá de 32 a 64 urnas em pelo menos cinco capitais estaduais e o Distrito Federal.

O Teste de Integridade já ocorre há 20 anos nas eleições.

É um dos eventos mais relevantes para atestar o grau de confiança nas urnas eletrônicas, que ocorre nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) no mesmo dia do pleito, e é acompanhado por empresa de auditoria externa.

Em 2022 serão incorporadas sugestões de segurança, sobretudo de parte das Forças Armadas.

Durante a fiscalização, ainda é verificado se há coincidência entre as cédulas; os boletins de urna; os relatórios emitidos pelo sistema de apoio à auditoria e o Registro Digital do Voto (RDV), a tabela digital em que são assinalados os votos eletrônicos.

Até hoje, não foi constatada nenhuma divergência.

Todo o processo é filmado, conta com a participação de entidades fiscalizadoras e pode ser acompanhado por qualquer pessoa interessada no local de realização do teste.

Muitos regionais, inclusive, transmitem os Testes de Integridades ao vivo pela plataforma YouTube.

A testagem, com a presença das Forças Armadas, articulado com o ministro da Defesa, amplia a lisura do processo eleitoral, que jamais foi contestado e é tido como exemplo para o mundo.

Do ponto de vista político garante a antecipação de paz política no Brasil após as eleições. São públicas e notórias as ameaças de medidas excepcionais de parte dos seguidores do presidente Bolsonaro, no sentido de impugnar a urnas eletrônicas, somente se ele perder a eleição.

Significa verdadeira espada de Dâmocles sob a cabeça da democracia brasileira.

Agora, espera-se que este assunto esteja superado e o país caminhe para o 2 de outubro, com a certeza de paz sobre a credibilidade das urnas eletrônicas e que a vontade da maioria seja colhida, respeitada e os eleitos tomem posse, na forma da Constituição.

Isto é o que a maioria esmagadora do povo brasileiro quer e deseja.

Ney Lopes é jornalista, advogado e ex-deputado federal

Depois de garantir ter provas, Bolsonaro não prova bulhufas

Live presidencial virou um vexame a mais (Foto: reprodução BCS)
Live presidencial virou um vexame a mais (Foto: reprodução BCS)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) desde uma viagem aos Estados Unidos, há mais de dois anos, que berra e garante ter como provar a existência de fraudes em eleições.

Assegurou, ainda lá, que ao voltar ao país mostraria por A mais B o que tinha afirmado nos “isteites”. O assunto depois entrou em esquecimento (dele mesmo), para ser resgatado nos últimos meses (por ele mesmo).

Ontem (quinta-feira, 29), após anunciar previamente que teria provas de que urnas eletrônicas eram vulneráveis, fez uma “live” e declarou:

– “Não tem como comprovar que as eleições não foram ou foram fraudadas, são indícios” (veja AQUI e AQUI).

Bom lembrarmos: Bolsonaro venceu as eleições em 2018 e aconteceu a maior mudança no Congresso Nacional em todos os tempos. Dos 567 empossados dia 1º de fevereiro do 2019, 118 deputados e 10 senadores jamais ocuparam cargo eletivo (veja AQUI).

Nunca tantos partidos conquistaram cadeiras na Câmara Federal (30) e no Senado (21). O PSL, pelo qual Jair Bolsonaro chegou à vitória, foi o segundo com mais parlamentares eleitos à Câmara Federal, 52, contra 56 do PT.

A representação feminina alcançou o recorde de 77 eleitas na Câmara. Entre elas, a primeira deputada federal a receber mais de 1 milhão de votos, a jornalista Joice Hasselmann (PSL-SP).

A chamada bancada da bala, que prega o armamento e o endurecimento das leis penais e passou a ocupar aproximadamente 100 assentos, três vezes mais que na legislatura anterior.

Na corrida presidencial, no primeiro turno, por exemplo, Bolsonaro venceu em 17 estados, Fernando Haddad (PT) em 9 (sendo oito no Nordeste) e Ciro Gomes (PDT) no Ceará, seu berço político.

No ritmo que vai o presidente logo vai pedir a anulação de sua própria vitória.

Ô vexame.

Mais um!

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Eleição simulada testa com êxito sistema eleitoral no RN

"Eleição" teve boa avaliação (Foto: TRE/RN)

O Tribunal Regional  Eleitoral do Rio Grande do Norte (TRE-RN) concluiu a eleição simulada realizada neste sábado (22) em quatro municípios da 15ª Zona Eleitoral. O teste teve vários objetivos.

Visou verificar o sistema eleitoral, desde a qualidade da identificação biométrica e o tempo médio de votação, até o sistema de transmissão dos dados das urnas eletrônicas.

O resultado final foi avaliado como positivo com o registro de apenas uma substituição das 17 urnas instaladas nos locais de votação dos municípios de São José do Campestre, Lagoa D’Anta, Serra de São Bento e Monte das Gameleiras.

“Eleito”

Dos 424 votos apurados durante a eleição simulada, 69,1% foram de votos válidos. 1,18% correspondeu aos votos brancos e 29,72% aos votos nulos.

Foram colocados nas urnas os nomes fictícios de 4 candidatos a presidente.

O “eleito”, Isac Miguel, venceu a simulação com 32,08% dos votos válidos.

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No país da fraude, urnas eletrônicas são “honestas”

Filtrei das redes sociais, no Facebook de Francisco Nóbrega.

Com licença: Control C (Copia)/Control V (Cola):

Sorteio de Olimpíadas, Copa do Mundo, provas do Enem, painel eletrônico do Congresso Nacional(ACM)… Por que tudo no Brasil se frauda, menos urnas eletrônicas????

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Decisão de ‘Francisco’ mexe até com urnas eletrônicas

Do Blog Carol Ribeiro

A desistência do candidato Francisco José Júnior (PSD), o “Francisco”, do pleito municipal, altera também a rotina da Justiça Eleitoral em Mossoró.

A carga das urnas, que é o processo no qual os dados dos candidatos são inseridos nas urnas eletrônicas, deveria começar nesta quarta-feira (21).

Porém, com a retirada do nome de Francisco José Júnior da disputa, o trabalho pode ser transferido para a próxima semana.

O adiamento da carga das urnas pode acontecer para que o nome do prefeito não apareça no dia da eleição.

Se a carga for feita antes do PSDista oficializar no TRE a sua renúncia, seu nome irá para as urnas.

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