Na abertura da 1ª edição da Feira Nacional Boné Brasil em Serra Negra do Norte, nessa quinta-feira (31), a governadora Fátima Bezerra voltou a ser vaiada.
Episódio semelhante aconteceu na mesma região Seridó, na sexta-feira anterior, em Caicó.
Em evento de inauguração da pavimentação da RN-288, nessa quinta-feira (08), em São José do Seridó, a governadora Fátima Bezerra (PT) enfrentou uma onda de vaias.
A situação da Escola Estadual Professor Raimundo Silvino da Costa, interditada há mais de um ano, gerou o protesto de estudantes e da comunidade.
A governadora Fátima Bezerra (PT) conviveu com vaias e cobranças públicas em sua presença na abertura da procissão de Santa Luzia, no fim da tarde dessa sexta-feira (13), em Mossoró.
Com microfone à mão, na liturgia religiosa, no adro do Santuário de Santa Clara, bairro Dom Jaime Câmara, Fátima Bezerra teve pressa em falar. Tinha uma boa justificativa.
A pressão emergiu em vaias, que aplausos de correligionários próximos não conseguiram sufocar.
“Pague meu 13º, governadora”, chegou a bradar um dos manifestantes.
Em sua primeira aparição pública após miniférias de fim de ano, reempossada na Prefeitura Municipal de Mossoró nesta quinta-feira (3), a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) enfrenta constrangimento. Há pouco foi vaiada em sessão solene da Câmara Municipal, em posse da nova mesa diretora da Casa, presidida pela vereadora Izabel Montenegro (MDB).
Rosalba olha de lado para manifestantes e cartazes em momento do Hino Nacional (Foto: BCS)
Quando teve seu nome anunciado pelo cerimonialista Walterlin Soares, Rosalba foi acuada por vaias vindas de um grupo de universitários-estagiários da PMM. Quase 600 estudantes estão sendo demitidos da municipalidade, num corte para contenção de despesas.
Além de vaias, eles apresentam cartazes com palavras de ordem: “Estágio não é favor”, “Desfaz essa trapalhada”, “Educação não é mercadoria”.
Estudantes ligados à Universidade do Estado do RN (UERN), Universidade Potiguar (UnP) e Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) foram atingidos pela demissão em massa e pressionam para reversão da medida (veja AQUI).
Vaias, palavras de ordem e faixas acuam prefeita e cobram preservação dos estágios (Foto: BCS)
Na Câmara Municipal, durante execução do Hino Nacional, com rosto fechado e sorriso com dentes cerrados, Rosalba inclinou-se a olhar pro lado dos manifestantes, quase sem contorcer o pescoço, visivelmente contrariada.
Nota do Blog – A prefeita faz economia de ponta de lenço, além de acender estopim de nova espiral de desgaste, num público com enorme poder de mobilização e de propagação de mensagens, principalmente as negativas.
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O governador Robinson Faria (PSD) inaugurou nesta quarta-feira (20) mais uma unidade da Central do Cidadão. Dessa feita, em Parelhas (região Seridó).
O evento festivo na cidade, também foi marcado por manifestação com faixas, cartazes, vaias, gestos e palavras de ordem contra o governador.
O vídeo desta postagem da TV Social Mídia, fala por si só.
Hoje, o governador também tinha presença definida (mas não em agenda) para Mossoró, à entrega de obra em escola estadual. Mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado (SINTE/RN) organizou o “Ato Recepção ao Caloteiro”, afugentando-o.
A mobilização era similar à ocorrida em Parelhas, mas o governador acabou cancelando o compromisso.
Entidades sindicais de servidores estaduais recrudescem cerco ao governador em todo o estado. Cobram atualização salarial e 13º salário, principalmente.
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Coube ao major Manoel Lima, comandante do 2º Distrito de Polícia Rodoviária Estadual (DPRE), representar o governador Robinson Faria (PSD) na abertura da Festa de Santa Luzia 2017, à noite passada, na Catedral de Santa Luzia.
O oficial ladeou a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), a presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (PMDB) e outras autoridades.
Major Lima ladeou a prefeita Rosalba e a presidente da Câmara Municipal Izabel Montenegro (Foto: redes sociais)
Apesar de ter três vereadores no legislativo local, inscritos em seu partido, além do ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal Jório Nogueira na direção partidária local, o governador ignorou a todos.
Escalou mesmo o major Lima.
E, claro, manteve distância da padroeira e do município – certamente temendo vaias e outras manifestações contra si e seu governo. Em 2016, ele já tinha “mergulhado” veja AQUI. Passou longe dos festejos.
Em 2015, o então prefeito Francisco José Júnior (PSD) experimentou vaia estrepitosa – veja AQUI, no encerramento dos festejos da padroeira.
A própria sucessora e ex-governadora Rosalba Ciarlini (veja AQUI) conhece a mesma sonoridade, pois sofreu isso em 2013.
– A vaia é o aplauso dos descontentes – definiu o jornalista e escritor Nelson Rodrigues.
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O ministro da Educação, Mendonça Filho, esteve nesta quinta-feira (30) em Pau dos Ferros-RN.
Entregou oficialmente obras de melhoria e ampliação da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA).
Um episódio à parte foi a mobilização de grupos organizados, que “recepcionaram” o ministro e o senador José Agripino (DEM). O congressista foi o principal alvo de ataques verbais e mensagens em cartazes e faixas.
– Golpista, golpista – repetiam os manifestantes, que foram acompanhados por policiais a distância.
A comitiva tinha ainda o deputado federal Felipe Maia (DEM), o prefeito local Leonardo Rego (DEM) e o reitor da Ufersa, professor José de Arimatea Matos, entre outras autoridades.
Estudantes, populares e integrantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do RN (SINTE/RN) fizeram parte da manifestação.
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Durante evento hoje em São Gonçalo do Amarante, em homenagem aos 30 Mártires de Cunhaú e Uruaçu, primeiros santos potiguares – canonizados no último dia 15 no Vaticano, o senador José Agripino (DEM) não escapou de vaias da plateia presente.
É mais um incidente que tem se tornado comum à vida de vários políticos do estado nos últimos tempos.
Outros políticos estavam presentes, como o senador Garibaldi Filho (PMDB), mas o cerimonial evitou formalizar anúncios temendo mais vaias que embaraçariam o transcurso da própria liturgia religiosa.
O incidente ocorreu no Monumento aos Mártires.
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A esquerda “democrática” e oposicionista da Universidade do Estado do RN (UERN) outra vez andou destilando mal sua raiva.
Na 49ª Assembleia Universitária na noite passada (veja AQUI), no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, a presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB), foi vaiada e rotulada de “golpista”.
Profundo equívoco.
Apesar de filiada ao partido do presidente Michel Temer (PMDB), Izabel foi uma voz em favor da permanência da então presidente Dilma Rousseff (PT). Em entrevistas e discursos contrariou os próprios líderes partidários.
Os “companheiros” erraram feio.
No mínimo, foram injustos.
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Na abertura do Festival de Gastronomia e Cultural de Martins, nessa sexta-feira (4), o senador José Agripino (DEM) teve que se esforçar para disfarçar um constrangimento.
Em dois momentos em que sua presença foi registrada ao microfone, ecoaram vaias.
A primeira, quase inaudível e esparsada.
A seguinte, impossível de não eclipsar as palmas tímidas que irradiavam em seu favor.
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O Palácio da Resistência ainda não definiu as minudências da participação da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) na programação administrativa (e política) de três dias (veja AQUI), do governador Robinson Faria (PSD) em Mossoró.
Não é fácil.
A prefeita não quer se desgastar ao lado do governante.
Até porque os tempos hoje são outros.
Há alguns anos, era ela quem tinha que se esquivar de vaias em sua terra natal; hoje, ele.
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O prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD) faltou nessa segunda-feira (19) à solenidade de diplomação dos eleitos (e suplentes) no pleito de 2 de outubro em Mossoró (veja AQUI).
Teatro Municipal Dix-huit Rosado lotado, ele não apareceu.
Francisco e Jório até bem pouco tempo estavam cercados por centenas de pessoas (Foto: campanha 2016)
Compreendo. Aceitável.
Até Santa Luzia, padroeira tão incensada por ele em outros anos, foi escanteada este ano.
Mas não ficou bem mesmo foi a ausência do presidente da Câmara Municipal, Jório Nogueira (PSD), que não se reelegeu – mas é o primeiro suplente à próxima legislatura e ainda dirigente desse poder.
Foi no mínimo deselegante. Tinha razões para estar.
Vaiado efusivamente ao ter seu nome citado, fez-se notado. Da mesma forma que o prefeito. Reação normal numa plateia hostil à sua presença.
Enfim, Jório Nogueira insiste em sair do mandato, do cargo e talvez da política, pela porta dos fundos.
Lamentável!
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Solenidade de diplomação de eleitos em 2 de outubro em Mossoró seguiu com muitos aplausos hoje no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, mas não faltaram vaias também.
Clima de Potiba (Potiguar x Baraúnas) piorado.
O de sempre.
Sempre.
Lembra-me, vendo alguns rostos, Augusto dos Anjos e seu soneto Versos Íntimos:
– O beijo, amigo, é a véspera do escarro, A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Ah, eu te conheço, Mossoró!
Nota do Blog – O ausente prefeito Francisco José Júnior (PSD) e o presente juiz de Direito José Herval Sampaio Júnior (que foi um dos magistrados dos pleitos de 2012 e 2014) ganharam maiores vaias.
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O Arena das Dunas não foi só alegria à noite dessa quinta-feira (6). Foi também de constrangimento.
Antes do início da partida entre Brasil 5 x 0 Bolívia pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, o vozeirão do locutor oficial do estádio anunciou a presença de autoridades.
Após listar o nome do governador Robinson Faria (PSD), testemunhou-se uma sonora vaia.
Robinson não é o primeiro, não será o único, a ser “homenageado”.
Mas é certo que o estádio com o classe média alta e ricos, haja vista não ter espaçou para a massa-gente, é bom termômetro dos tempos difíceis do seu Governo.
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A Prefeitura de Mossoró cancelou o evento de lançamento do ano letivo, marcado para a noite dessa terça-feira (02), no Teatro Municipal Dix-huit Rosado.
O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) já decidira que aproveitaria o evento para ruidoso protesto contra o atraso salarial da municipalidade.
Nos corredores do Palácio da Resistência, a informação é de que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) temia outra saraivada de vaias. Daí, o cancelamento.
Ainda está zunindo em seus tímpanos a diluviana vaia do dia 13 de dezembro, no encerramento da Festa de Santa Luzia (veja AQUI).
“A partir de Janeiro voltarei a ser aquele prefeito interino que todos conheceram.” Essa foi uma promessa do prefeito mossoroense Francisco José Júnior (PSD), apresentada nessa quarta-feira (30) no programa “Jornal das Cinco”, da FM 105,1 de Mossoró.
Essa foi a tônica repetida por mais de uma vez pelo Prefeito Francisco José Junior durante a entrevista concedida aos apresentadores do programa, jornalistas Fábio Oliveira e Tárcio Araújo. Enfim, finalmente reconheceu que no inconsciente popular, termina existindo algo como um ‘dois em um’. O da interinidade não seria o mesmo após eleito no pleito suplementar de maio de 2014. Um enfoque que o Blog Carlos Santos já tratara há vários meses (veja AQUI), mostrando a ‘crise de identidade’.
Francisco José Júnior, Tárcio e Fábio no estúdio da FM 105,1 na última entrevista do ano (Foto: Jornal das Cinco)
O prefeito considerou que o ano de 2015 não é deve ser lamentado. Enalteceu pontos de sua gestão, lamentou a perda de recursos financeiros da Prefeitura, que segundo ele foi o grande implicador para que outras realizações não avançassem no seu governo. “Silveira” também considerou 2015 como um ano de aprendizado.
Vaias
Pela primeira vez ele comentou sobre a manifestação que sofreu quando foi vaiado em pronunciamento durante a Festa de Santa Luzia deste ano. Para o Prefeito, parte das vaias teria sido orquestrada premeditadamente por pessoas ligadas a grupos políticos de oposição, mas reconheceu que entre a multidão também houve sentimento espontâneo de eleitores que estão desapontados com a sua gestão, e atribuiu o descrédito popular ao corte de orçamento Federal.
“A frustração de receitas que vive o pais comprometeu nosso mandato. Tínhamos para 2015 as contas enxutas”, garantiu. “Fechamos o ano com tudo pago e prevíamos que sobraria 80 milhões para fazermos o trabalho, mais o apoio do Governo Federal e Governo do Estado achávamos que iriamos fazer um grande governo, mas devido a crise que nos tirou R$ 100 milhões de receita, infelizmente não aconteceu, e isso refletiu no sentimento das pessoas”, acrescentou.
Silveira revelou que as vaias também lhe serviram de ensinamento e aprendizado para os próximos passos da Gestão.
“Eu sabia que isso poderia acontecer, ate porque já aconteceu com prefeitos anteriores, mas entendo que a vaia é um ato de desamor e só há desamor quando antes existe amor. A vaia só existe quando há uma expectativa boa de uma pessoa e quando não é correspondida, isso acontece. As pessoas confiavam em mim. Mas recebo com muita humildade e agradeço a Deus todos os dias por aquilo”, disse.
“A questão do orgulho, da vaidade, da ambição são as grandes chagas da humanidade… E aquilo alí mostra que a gente tem que receber como um crescimento espiritual e moral”, elevou-se,
Um novo Silveira
Para o Prefeito Francisco José Junior, o fato das vaias lhe abriu os olhos para uma quebra de paradigma dentro de sua gestão.
“ As vezes não tomamos certas decisões preocupados para não desagradar um partido ou algum politico, mas no entanto temos que colocar as questões morais acima das questões politicas, as questões coletivas acima das questões partidárias, e, é isso que nós vamos fazer em 2016” .
O estilo da interinidade
“Quando da oportunidade que assumimos a interinidade que eu não sabia até quando iria ficar ou quando iria sair, toda a minha equipe trabalhava e não almejava nada em troca. Sem esperar questões politicas. Assim o nosso Governo andou mais rápido. E agora nós vamos governar dessa maneira, sem olhar para a questão política. Olhar para a questão moral. É para as pessoas e nós vamos administrar e começar 2016 com muita motivação e muita fé”, comentou.
Relação com Sindicatos
Durante a entrevista o Prefeito reiterou que o pagamento dos servidores municipais será efetuado em toda a totalidade no próximo dia 10 e Janeiro. O anúncio já havia sido feito dias antes e provocou reação dentro do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (SINDISERPUM), que aprovara indicativo de greve para o próximo dia 04 de Janeiro. O prefeito criticou a decisão do Sindicato:
Prefeito disse que gestão começou ano com folga
– Primeiro a gente tem que entender que o município está em estado de emergência. O servidor não pode entrar em greve, sob pena de perder o cargo. O grande problema que vejo nisso é que existe o Sindiserpum, existe o Sindsaúde, e agora estão criando um outro sindicato formado por vereadores de oposição, formado por pessoas ligadas a outros grupos para tirar proveito politico dessa situação – acusou.
“O nosso governo foi o que mais contratou servidores; foram mais de quinhentos, foi o que mais avançou no plano de cargos. A gente recebe os servidores, a gente conversa com a categoria e no entanto a gente não entende por que tanta greve se nas outras gestões sequer os servidores eram recebido, e não haviam tantas greves. Então é algo realmente que a população tem que analisar o que está por trás de tudo isso”, alertou.
Rompimento
O Prefeito também lamentou o rompimento do vice-prefeito Luiz Carlos Martins (PT). Disse que e disse que espera ele de volte ao governismo.
“Nunca houve nenhum problema com o vice-prefeito Luiz Carlos, é um homem muito bacana mas a sua assessoria é feita por pessoas extremamente radicais. O próprio partido dele o PT, recrimina e não apoia a postura de sua assessoria”, acusou. “Nunca faltou espaço para o vice, nem faltou diálogo”, destacou.
“Nós temos uma oração toda Sexta-feira e o vice-prefeito ia para essa oração, e quando terminava eu o atendia, conversa com ele de 15 a 30 minutos, e ele deixou de ir pra essa oração. Devido a atribulação a gente às vezes demorava a conversar. Também não foi falta de espaços, ele teve a oportunidade de assumir a Prefeitura por duas vezes. Mas prefiro que o partido dele resolva isso, que ele repense e volte para o governo, porque não tenho nenhum problema em relação a isso”, reiterou.
Adversários políticos
Prefeito também fez críticas aos seus adversários políticos. Ele direcionou o alvo principalmente, para a ex-governadora Rosalba Ciarlini (PP).
– Uma das candidatas que já está dizendo que é prefeita de férias, já foi vista em Natal e em Brasília conversando com os caciques mas não está conversando com o povo, com os partidos, com os movimentos comunitários. Então acho que isso é um equivoco, é um projeto de poder e não um projeto paras pessoas e para a cidade”, focalizou.
Empresariado
Sobre uma possível postulação de um nome do setor empresarial para as eleições do próximo ano, Silveira também não poupou críticas.
“Eu ouvi algumas declarações de que teria que gerir a prefeitura como uma empresa e isso me deixa preocupado, porque quem precisa dos serviços públicos são as pessoas mais carentes”, argumentou. “Sabemos que um gestor tem que ser humano, tem que se preocupar com a questão macro, administrar não somente com a razão mas também com o coração, com o lado humano, e numa empresa você sabe que não tem coração, mas é um direito deles.
Reeleição
Abordando o tema das eleições municipais do próximo ano e sua hipotética candidatura à reeleição, o prefeito disse que não está preocupado com o tema neste momento. Em sua resposta ele apresentou dados positivos do seu Governo e voltou a tocar no assunto do episódio das vaias.
“Depois daquela questão que aconteceu em Santa Luiza, eu tive uma definição do meu mandato. O que a gente fez foi querendo acertar, querendo o melhor, mas muitas vezes fomos incompreendidos. Agora eu só preciso de duas coisas para ser candidato: Que Deus continue me iluminando, me abençoando e que o povo confie na nossa gestão, porque os nossos projetos são para as famílias mossoroenses e não para uma família. Até junho, que é o período da convenção, eu vou administrar sem pensar em política”, garantiu.
Ainda durante sua participação no Jornal das Cinco, Francisco José Junior também falou sobre a execução dos projetos do Parque Municipal e do Santuários de Santa Luzia, entre outros assuntos . Confira aqui os links da entrevista:
O encerramento da Festa de Santa Luzia hoje à noite, em Mossoró, após longo percurso de sua procissão, foi uma negação à própria liturgia religiosa. Teve momentos constrangedores e bizarros.
O prefeito Francisco José Júnior (PSD) apropriou-se do adro da Catedral de Santa Luzia, com o beneplácito da Igreja local, para fazer apologia à sua própria imagem, comparando-se com a padroeira e a Jesus Cristo, nos papeis de injustiçado e vítima.
Prefeito leu discurso com texto já descrevendo vaias e entregou projeto criticado por bispo (Foto: redes sociais)
A oratória do prefeito provocou uma quase intermitente onda de vaias na multidão que se postava no entorno da Catedral. Desde que foi anunciado como orador, vaias diluvianas ecoaram por milhares de vozes.
Ele sabia o que iria encontrar. Em seu discurso escrito já havia previamente referência às vaias. Mas é preciso se reconhecer: não se intimidou e insistiu até o final em transformar a um evento religioso numa oportunidade de promover comício fora de época e de lugar.
Até tratou a padroeira com certa intimidade, a quem se referia como “Luzia” e, afirmou, ser um mártir a exemplo da santa de Siracusa, que “também foi perseguida”.
Ele e Cristo
Sobre Jesus Cristo, a mesma analogia, no rol de perseguidos. Ele e Cristo, aquele mesmo da Galileia, o filho de Deus. E haja vaia.
O constrangimento foi transmitido ao vivo por rádios e pela TV Cabo Mossoró (TCM). Amplificou-se na tentativa do prefeito de reverter a enorme reprovação pública, ao entregar ao bispo Dom Mariano Manzana uma caixa em que revelou existir projeto e maquete eletrônica do Santuário de Santa Luzia, a ser construído no alto da Serra Mossoró. Deixou implícito que não caberia à Prefeitura o empreendimento, ao contrário do que afirmara antes em discursos e entrevistas.
Quando finalmente surgiram sinais de aplausos, ele novamente abusou. Mandou projetar no frontispício da Catedral um vídeo com aspectos do projeto. Mais e mais vaias sem que conseguisse completar a exibição.
Reprovação do bispo
Encerrada a sua fala, o prefeito voltou à cadeira onde estava anteriormente ao lado do governador Robinson Faria (PSD). O embaraço não estava encerrado.
Dom Mariano Manzana, com microfone à mão, lembrou ao prefeito e aos devotos que há mais de um ano conversara com o governante sobre o projeto, sugerindo a montagem de uma comissão paritária da Igreja e Prefeitura, para discutir a sua formatação. Nunca obtivera retorno. Recebia-o agora pronto, sem respeito ao que sugerira.
O dia do prefeito já se revelara ruim durante a própria procissão, por ruas mal iluminadas e abarrotadas de gente. Cercado por forte aparato de segurança ao lado do governador e outros políticos e assessores, chegou a cumprimentar e ser cumprimentado por populares.
Mas à altura da Rua Rodrigues Alves, um circunstante lhe dirigiu impropérios. Foi contido sem maiores alardes pela segurança.
Vaias em 2013
Vaias de políticos em festa de encerramento da Festa de Santa Luzia não é novidade. Tem até se tornado mais comum do que muitos imaginam. Outra razão para a Igreja repensar essa franquia de espaço, que parece incompatível com o propósito litúrgico.
Em 2013, a então governadora Rosalba Ciarlini (PP) viveu mal-estar parecido, também com transmissão por TV e rádio. Estava num momento de densa reprovação popular até mesmo em sua terra natal (veja AQUI).
Nesse dia 13 de Dezembro de 2015, ela transferiu a coroa da repulsa popular para o gestor municipal. Toma que é sua, prefeito!
Robinson
O governador Robinson Faria (PSD) estava no adro da Catedral e testemunhou ao vivo o constrangimento do prefeito e principal aliado na região. Poderia falar, mas esquivou-se.
Por dever de Justiça, que se diga, é bom sublinharmos: ele costuma evitar discurso em atos religiosos. Se o prefeito tivesse o copiado, em vez de tentar se comparar a Luzia (a padroeira, claro) e a Cristo, certamente seria poupado desse dia para esquecer em sua vida.
Tanto hoje como em 2013, fica claro que o povo não está mais afeito à mistura da fé com política. O recado vem sendo dado em forma de vaias. Por enquanto.
Robinson e Francisco José Júnior: só alegria no ano passado (Foto: web)
O governador Robinson Faria (PSD) não tem planos para desembarcar em Mossoró tão cedo.
Dois motivos o pressionam a distância: a greve da Universidade do Estado do RN (UERN) e o desgaste do aliado, prefeito Francisco José Júnior (PSD).
O prefeito tem convivido com constantes manifestações públicas e no mundo virtual, reprovando seu Governo.
Só para citar o episódio mais recente, na última quinta-feira (15) ele ouviu sonora vaia quando o locutor do evento no Estádio Nogueirão, anunciou sua presença.
Ia discursar, mas desistiu.
Considerou mais prudente.
No final do mês passado, numa situação rara, os dois faltaram à Assembleia Universitária da Uern no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, que anualmente comemora a criação da entidade.
Preferiram evitar eventuais manifestações de repulsa.
A paralisação se aproxima dos cinco meses, atrofiando a imagem do governante estadual em Mossoró, onde teve eleição consagradora.
O prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD),voltou a ser vaiado em público.
Em outro evento marcante, ouviu mais vaias saídas do público.
Hoje, quando chegava à Avenida Alberto Maranhão para o desfile cívico do 7 de Setembro, sobre um carro da Guarda Civil Municipal (GCM), Francisco foi ‘recepcionado’ por vaias.
Na Festa do Bode foi assim.
Durante a abertura do Mossoró Cidade Junina, idem.
Veja bastidores políticos e notas em primeira mão em nosso TwitterAQUI.
Nas redes sociais, muita gente vibra com as vaias recebidas pelo governador Robinson Faria (PSD) e prefeito Francisco José Júnior (PSD) – veja postagem abaixo.
Entre os que se alegram, muitos ficaram irados quando elas – as vaias mossoroenses – eram para a então governadora Rosalba Ciarlini.
Dois pesos e duas medidas.
Em ambos os episódios, a ordem dos fatores não altera o produto.
As manifestações são legítimas e pelas mesmas razões.
Existe um ditado entre bombeiros, que precisa ser adaptado à política também: