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Papa Leão XIV recebe bispo Dom Francisco de Sales

Na Audiência Geral desta quarta-feira (03), o Papa Leão XIV recebeu no Vaticano Dom Francisco de Sales (O.Carm), condutor da Diocese de Mossoró. Foi o primeiro encontro do bispo com o novo pontífice.

“Um encontro marcado pela fé, comunhão e esperança para toda a nossa Igreja Particular de Mossoró”, salienta a Diocese.

Dom Francisco visita o Vaticano acompanhado do padre Flávio Augusto, Vigário-Geral e Pároco da Paróquia de Pau dos Ferros, e do padre Charles Lamartine, Vigário Episcopal para a Educação e Cultura da Diocese de Mossoró.

Vídeo – Vatican newspt/ padre Talvacy Chaves

Fotos – Redes sociais e edição do BCS

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Novo papa está eleito; pela primeira vez é um norte-americano

Vaticano divulga foto do novo papa (Reprodução)
Vaticano divulga foto do novo papa (Reprodução)

Da ordem Agostiniana, o novo papa eleito nesta quinta-feira (8 de maio de 2025) é Robert Francis Prevost, que adotou o nome de Papa Leão XIV.

Ele é o primeiro pontífice norte-americano e o 267º da história da Igreja Católica. Antes de sua eleição, Prevost foi bispo de Chiclayo, no Peru, e prefeito do Dicastério para os Bispos no Vaticano.

Sua eleição ocorreu após a morte do Papa Francisco, em 21 de abril de 2025.

Hoje foi o segundo dia do conclave, reunião do colégio de cardeais do mundo todo, no Vaticano, para definir sucessor de Francisco.

inspiração

O novo papa assume inspiração no Papa Leão XIII, chefe da Igreja Católica de 20 de fevereiro de 1878 até sua morte em 20 de julho de 1903. Ele era italiano.

Iniciou a Doutrina Social da Igreja com a encíclica “Rerum Novarum”, com abordagens de questões sociais e trabalhistas.

Também emitiu cerca de 46 cartas e encíclicas sobre questões centrais em áreas como casamento, família, estado e sociedade.

Conheça AQUI a história da Escolha dos papas ao longo de vários séculos.

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Sob chaves…

Por Marcos Araújo (Especial para o BCS)

Arte ilustrativa do Vaticano em estilo impressionista com recursos de IA para o BCS
Arte ilustrativa do Vaticano em estilo impressionista com recursos de IA para o BCS

Começa nesta quarta-feira (dia 07), o conclave que definirá o substituto do Papa Francisco. A palavra conclave vem do latim cum clave, que significa “com chave”, aludindo ao isolamento dos cardeais em local fechado até que escolham um novo Papa. Esse processo foi institucionalizado em 1274 pelo Papa Gregório X, após um longo período de instabilidade causado por eleições papais demoradas e politizadas.

A expressão “cum clave”, sob chaves, vem de um fato histórico ocorrido em Viterbo, na Itália em 1271.  Após a morte do Papa Clemente IV, os cardeais reunidos em Viterbo não conseguiam chegar a um consenso, reunidos que estavam de 1268 e 1271, durante impressionantes 33 meses. Neste período, três cardeais faleceram. A impaciência popular fez a cidade restringir comida e remover o telhado do Palácio de Viterbo, local do conclave. Ficaram os cardeais trancados à chave e com fome.

A pressão surtiu efeito, e finalmente, após quase três anos, foi eleito Teobaldo Visconti, que não era nem cardeal e não estava entre eles. Foi escolhido de fora, quando voltava de uma cruzada de guerreiros cristãos a Jerusalém, sendo coroado como Papa Gregório X. Da notícia de sua nomeação até a sua posse, levou seis meses para chegar à Roma.

O mais breve conclave moderno ocorreu em 1939, após a morte do Papa Pio XI. Em apenas um dia, o cardeal Eugenio Pacelli foi eleito e assumiu o nome de Pio XII. Foram necessárias apenas três rodadas de votação. Outro conclave extremamente curto foi o de 1503, em que Giulio della Rovere (Papa Júlio II) foi eleito em menos de 10 horas.

Na história papal, o Papa Pio XII (1939), foi o mais votado, eleito com 61 dos 62 votos possíveis. João Paulo I (1978) também foi eleito rapidamente com ampla maioria logo na quarta votação. O Papa Bento XVI (2005) também foi eleito em apenas dois dias e quatro votações, com maioria sólida, refletindo um bloco conservador coeso. O Papa Francisco (2013) havia sido o segundo mais votado no conclave anterior (2005), mas sua eleição em 2013 foi outra surpresa, fruto de articulações entre os cardeais reformistas.

O conclave de agora se apresenta muito confuso e indefinido, esperando-se longas votações pelas tendências dos dois lados da Igreja em embate (progressistas e conservadores).

Os vaticanistas apostam em surpresas. É lembrado que o Papa João XXIII (1958) era considerado um “papa de transição” e pouco cotado. Surpreendentemente, foi escolhido como figura de compromisso entre alas rivais.

O conflito entre as diferentes ideologias está agora em evidência. Conservadores e progressistas se engalfinharão para assumir o trono de Pedro. Não será fácil a escolha. Não devemos ter outro papa sul-americano nem tão cedo. Papa Francisco foi o primeiro papa jesuíta da América Latina e o primeiro não europeu em mais de 1.200 anos (desde Gregório III, sírio, em 741).

Uma dificuldade dos tempos modernos é a imposição do sigilo absoluto a todos que estão relacionados ao evento.  Além dos trabalhadores, os cardeais são proibidos de revelar discussões internas do conclave, sob pena de excomunhão.  Somente cardeais com menos de 80 anos podem votar. São 133, ao todo. Uma maioria de dois terços é necessária para eleger o novo pontífice.

Quinze se destacam entre os “papabili”, os papáveis. Entre os fortes candidatos, nove são europeus (quatro italianos – Pietro Parolin, Pierbattista Pizzaballa, Matteo Zuppi e Claudio Gugerotti; um francês – Jean-Marc Aveline; um sueco – Anders Arborelius; um maltês – Mario Grech; um húngaro – Péter Erdö, e um luxemburguês – Jean-Claude Hollerich). Dois são asiáticos (Antonio Tagle – Filipinas, e Charles Maung Bo – Belarus).  Dois do continente africano (Peter Turkson – Gana – e Fridolin Ambongo – República Democrática do Congo). Para finalizar, temos dois americanos (Robert Francis Prevost e Timothy Dolan – arcebispo de Nova York).

Entre os cristãos, tem-se a ideia (nem sempre realizada) de que o Espírito Santo guia os cardeais eleitores. Tivemos algumas situações de eleições papais que o Espírito Santo andou dando um “cochilo”.  Torço imensamente pela eleição de um cristocêntrico autêntico à semelhança de Bergoglio, e que a Igreja não retroceda ao conservadorismo canonista dos tempos de Ratzinger.  Que venha, com urgência, a exclamação, precedida da fumacinha branca: – Habemus papam!

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Marcos Araújo é advogado, professor da Uern e escritor

Sete brasileiros e um conclave

Por Amanda Gorziza, Luigi Mazza e Pedro Tavares (Revista Piauí)

Escolha do substituto do Papa Francisco não tem qualquer brasileiro em boa cotação (Foto: Observatório do Vaticano/Getty Images)
Escolha do substituto do Papa Francisco não tem qualquer brasileiro em boa cotação (Foto: Observatório do Vaticano/Getty Images)

Dom Odilo Scherer aparece sorridente, de batina e mãos cruzadas, em uma reportagem publicada em março de 2013 pelo centenário jornal britânico The Catholic Herald. Aos 63 anos na época, o pároco brasileiro foi um dos perfilados em uma série de reportagens intitulada “Os homens que podem virar papa”. Ele estava entre os mais cotados, ao menos na imprensa especializada, para assumir o posto ao qual Bento XVI acabara de renunciar.

O raciocínio do jornal era cartesiano: se o Vaticano estava convencido de que era preciso eleger o primeiro papa latino-americano, quem teria mais chances do que o cardeal que comanda a Arquidiocese de São Paulo, cidade mais populosa do Brasil, país que concentra a maior população católica do mundo?

“Eu até brincava com ele, dizendo que ia instalar uma antena parabólica na catedral de Toledo para transmitir quando ele fosse eleito”, conta dom Anuar Battisti, arcebispo emérito de Maringá (PR). Toledo é a cidade do Paraná onde os dois se conheceram e cursaram juntos o seminário. Scherer, três anos mais velho, estudava teologia; Battisti, filosofia. Amigaram-se, tornaram-se presbíteros e, no começo dos anos 1980, trabalharam juntos na organização de um novo seminário que acabara de ser construído em Toledo. Scherer era o reitor.

“Ele é extremamente humano, sensível, organizado, decidido naquilo que pensa”, diz Battisti. “E, na maioria das vezes, tem que prevalecer a ideia dele.” O terreno onde o seminário foi construído era terra pura. Segundo conta o arcebispo, Scherer, apesar do alto posto que ocupava, quis cuidar de todos os detalhes de jardinagem: qual árvore vai onde, que flores serão plantadas, onde ficará o bosque. “É um biólogo por natureza”, diz Battisti.

A parabólica chegou a ser instalada pela TV Globo nos dias que antecederam o conclave, para viabilizar transmissões ao vivo em Toledo. A família Scherer, descendentes de alemães que migraram para o Brasil no século XIX, foi entrevistada em peso pela emissora. Mas todos se frustraram quando, na noite de 13 de março, subiu a fumaça branca na chaminé da Capela Sistina, em Roma: o novo papa se chamava Jorge Mario Bergoglio e era argentino.

Battisti acha que o amigo não se decepcionou. “Quando eu fazia aquelas brincadeiras, ele mandava risadinha. Ou seja, nem ele mesmo acreditava.” Três dias depois, quando a esperança alimentada pelo Catholic Herald já tinha virado pó, a Folha de S.Paulo publicou um perfil de Scherer, apresentando-o dessa vez como “o homem que teria sido papa”.

Dom Odilo Scherer soube da morte de Francisco quando acordou na manhã de segunda-feira (21), feriado de Tiradentes. Organizou uma coletiva de imprensa na Catedral Metropolitana de São Paulo, depois rumou para a Catedral da Sé, onde conduziu uma missa em homenagem ao pontífice. À tarde, participou por videoconferência de uma reunião extraordinária da Conferência Nacional dos Bispos Brasileiros (CNBB). Os conselheiros da entidade, ele incluso, decidiram suspender a assembleia geral que aconteceria entre 30 de abril e 9 de maio, em Aparecida (SP). “Não pode ter assembleia sem o papa estar vivo”, diz Arnaldo Rodrigues, assessor da conferência e professor de comunicação social na PUC-Rio. O evento ficou para 2026.

Mais tarde, em casa, Scherer começou a cuidar dos preparativos da viagem a Roma. Horas antes, ele recebera, por e-mail, a convocação oficial do Colégio Cardinalício para que comparecesse ao funeral do papa, marcado para sábado (26), e ao conclave que elegerá o novo chefe máximo da Igreja. Scherer é um dos sete cardeais brasileiros que podem votar e ser eleitos, em um grupo de 135 (o Brasil só não tem mais cardeais do que Itália, com dezessete, e Estados Unidos, com dez).

Entre os brasileiros, somente ele e João Braz de Aviz, arcebispo emérito de Brasília, já participaram de um conclave (“uma vivência única”, diz Scherer no livro Um padre a vida toda, recém-lançado). Habituado a frequentar o Vaticano, ele embarcou sozinho na quarta-feira (23) em um voo sem escalas de Guarulhos a Roma, levando consigo o hábito coral – a veste vermelha exclusiva dos cardeais e vestida em ocasiões especiais. Scherer conduziria, esta semana, a cerimônia de batismo de um sobrinho-neto em Toledo. A família preferiu adiar o evento.

A rigor, qualquer um dos 135 cardeais pode se tornar o pontífice, se assim desejar o Espírito Santo. Dessa vez, contudo, Scherer não tem sido citado como um dos favoritos pelos jornalistas entendidos do assunto. Os outros brasileiros, tampouco. Entre eles há cinco arcebispos (Jaime Spengler, de Porto Alegre; Leonardo Steiner, de Manaus; Orani Tempesta, do Rio de Janeiro; Paulo Cezar Costa, de Brasília; Sergio da Rocha, de Salvador) e dois arcebispos eméritos – isto é, que não ocupam mais o cargo (João Braz de Aviz, de Brasília; e Raymundo Damasceno Assis, de Aparecida). Todos votam, com exceção de Assis, que já passou dos 80 anos e, pela regra, não pode participar do conclave.

Cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, uma liderança na Igreja do Brasil (Foto: Web, sem identificação de autoria)
Cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, uma liderança na Igreja do Brasil (Foto: Web, sem identificação de autoria)

Dom Anuar Battisti não tem esperanças de que um brasileiro se eleja papa. Desanca os colegas: Paulo Cezar Costa, de Brasília, “é muito jovem para assumir essa peteca”; Sergio da Rocha “não está conseguindo administrar nem Salvador”; Jaime Spengler, de Porto Alegre, “fala mais ou menos italiano e não tem uma formação de ponta”; Leonardo Steiner (“o de Manaus”) tem “problema sério de saúde”; Orani Tempesta, do Rio de Janeiro, “seria bom candidato, mas é uma figura pesada”; e Odilo Scherer, seu amigo, “já completou 75 e está entregando os pontos”.

Rito

Os oito cardeais estão hospedados no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, instituição mantida em Roma pela CNBB. Fundado em 1934, o colégio forma presbíteros brasileiros e cabo-verdianos, mas também recebe hóspedes com frequência. Lá costumam dormir os religiosos que vão a Roma estudar ou participar de solenidades no Vaticano. Assim que se iniciar o conclave, no entanto, os brasileiros e todos os demais cardeais eleitores serão conduzidos até a Casa Santa Marta (Domus Sanctae Marthae), edifício onde vivia Francisco. Permanecerão trancados, sem acesso a celulares e notícias, até que dois terços deles votem no mesmo candidato.

O rito foi retratado no filme Conclave (2024), que venceu o Oscar de melhor roteiro adaptado. Mas nem todos os religiosos gostaram do que viram. Scherer tem dito que, “como romance, o filme é interessante, mas não mostra a realidade”. Battisti ainda não assistiu, mas tem colhido opiniões similares. “Me disseram que é muito crítico à Igreja e mostra bispos com tendências homossexuais. Ouvi dizer que o filme não soma nada.”

Dona Lourdinha Fontão, uma famosa catequista de São José do Rio Pardo (SP), fez uma previsão há mais de quarenta anos olhando para o jovem Orani Tempesta: “Esse menino aqui um dia vai ser padre e vai chegar a papa.” Dom Paulo Celso DeMartini, abade que o conhece desde a juventude no interior de São Paulo, torce pela profecia. “Se bem que, nesses tempos atuais, eu penso: ‘Ai, poupe-o senhor.’ Mas que ele e o mundo merecem, não há dúvida.” Dom Filipe Silva, abade no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, acha que Tempesta tinha mesmo perfil para virar papa, e que se fosse mais novo estaria bem cotado.

Tempesta tem 74 anos e há dezesseis comanda a Arquidiocese do Rio de Janeiro. Em mensagem por escrito à piauí, relembrou a convivência com o papa Francisco durante a Jornada Mundial da Juventude, em 2013. Os dois passaram, segundo ele, “uma semana juntos, no café da manhã, almoço, jantar”. Francisco, a bordo do papamóvel, lhe oferecia chimarrão. Sempre que via o Cristo Redentor, o pontífice fazia uma oração e o sinal da cruz. Como todo cardeal, Tempesta não se coloca como candidato a sucedê-lo e não cita favoritos. “Quem entra no conclave como papa sai como cardeal”, lembra o amigo DeMartini. Os dois têm conversado por WhatsApp, apesar do fuso horário que os separa em cinco horas.

Conservador ou progressista?

Não há, entre os brasileiros, um notório conservador ou progressista. “Os cardeais do Brasil não são tão conservadores quanto os americanos, mas não sei se poderiam ser classificados como progressistas. Acho que podemos chamá-los de moderados”, diz Virgílio Arraes, professor de história da Universidade de Brasília (UnB) especializado em Vaticano. Desde o fim da Guerra Fria, segundo ele, correntes de viés socialista como a Teologia da Libertação, que já foi muito forte no Brasil, perderam espaço. Hoje, a disputa na Igreja se dá entre moderados e conservadores. Dom Orani Tempesta costuma ser citado pelos colegas como um conservador. Dom Odilo Scherer tem reputação de moderado.

Brenda Carranza, professora de antropologia da religião na Unicamp, é um pouco mais pessimista que o colega. “Acho que esse conclave vai ser um divisor de águas para a direita e o conservadorismo católico. Meu palpite é de que a disputa será entre ultraconservadores, conservadores e conservadores moderados.” A seu ver, nem mesmo Francisco podia ser considerado um progressista – se assim era chamado, isso se devia mais ao contraste com o papa Bento XVI do que às suas ideias.

Historicamente, na Igreja, progressistas são aqueles que usam a teologia como ferramenta de transformação social, de conscientização e combate às desigualdades. Francisco, diz Carranza, estava mais próximo daquilo que se convencionou chamar “teologia do povo”, algo como uma Teologia da Libertação desprovida de marxismo. Mas a pesquisadora destaca dois legados do papa que, segundo ela, impactaram a configuração interna da Igreja: a transparência econômica e maior paridade de gênero. “O banco do Vaticano deixou de ser o que era, quase um paraíso fiscal. E agora temos mulheres em posições de liderança na Igreja.”

Nem Brenda Carranza nem Virgílio Arraes arriscam palpites para o conclave. “Toda previsão desmancha no ar”, diz o professor, que em 2005 achava graça de quem apostava em Joseph Aloisius Ratzinger. Ele não acreditava que, depois do conservador João Paulo II, a Igreja elegesse outro conservador. Espantou-se quando Ratzinger foi anunciado como papa Bento XVI. “Durante séculos não houve um papa alemão, até que houve. Nunca um jesuíta seria papa, aí veio Francisco. Na época da Guerra Fria, ninguém imaginava um papa que não fosse italiano, e aí foi eleito João Paulo II, polonês.”

Se fosse apostar em um latinoamericano, Arraes diria que o México talvez tenha mais chances que o Brasil. Mas só Deus sabe.

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O passo a passo para escolha do novo papa

Arte ilustrativa em estilo impressionista com recurso de Inteligência Artificial para o BCS
Arte ilustrativa em estilo impressionista com recurso de Inteligência Artificial para o BCS

Com o falecimento do líder da Igreja Católica (veja AQUI), Jorge Mario Bergoglio, o Papa Francisco, um novo papa será escolhido por meio de uma eleição que reúne 120 cardeais com direito a voto, seguindo um meticuloso procedimento em três fases. A etapa inicial é o pré-escrutínio, onde as escolhas são registradas. Em seguida, ocorre o escrutínio, no qual os votos são efetivamente depositados e divulgados. Por último, na fase do pós-escrutínio, realiza-se a contagem, a análise e a queima dos votos.

“A principal expectativa em relação a um novo papa eleito é, justamente, conhecer o seu perfil e estilo. A pergunta que se faz, entre outras, é se o estilo do anterior vai se manter ou se ocorreão mudanças bruscas em relação ao passado. A Igreja, cada vez mais, precisa lidar com questões delicadas, pois todo novo papa é uma oportunidade de refazer o diálogo entre a sociedade e o mundo religioso”, afirma Gabriel Marquim, professor do curso de Comunicação Social da Uninassau e Doutor em Ciências da Religião.

Acompanhados pelo secretário responsável por supervisionar toda a assembleia, os cardeais permanecem isolados na área de votação. “A eleição de um papa, em si, não sofre interferência da tecnologia. Na verdade, há uma enorme proteção de dados para os cardeais não definirem seu voto pelas correntes da opinião pública. Isso não significa, é claro, que eles não sejam influenciados”, explica o especialista.

Divulgação

Após cada reunião, os cardeais ficam vigilantes diante da chaminé da Capela Sistina. São necessários dois terços deles para a eleição do pontífice. A fumaça preta sinaliza que o novo papa ainda não foi selecionado. Já a fumaça branca indica a escolha do líder da Igreja. Nesse momento, o cardeal protodiácono se dirige à varanda da Basílica de São Pedro para divulgar o nome.

Este momento marca o fim do processo de seleção e a entrada de um novo pontífice no Vaticano. “O papa, ainda hoje, pode mobilizar milhões de pessoas, tendo em vista o tamanho de fiéis da Igreja Católica. Há também a possibilidade dele mobilizar outras religiões e, até mesmo, pessoas sem convicção religiosa. Ou seja, essa eleição continua sendo um evento relevante em nosso mundo”, afirma.

A cerimônia é um rito simbólico que transmite a continuidade da Igreja Católica sob a liderança do novo papa. Dessa forma, esse procedimento une tradição, espiritualidade e um estrito sigilo.

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Papa Francisco morre aos 88 anos, anuncia o Vaticano

Papa Francisco era filho de italianos que chegaram à Argentina à nova vida (Foto: Vaticano)
Papa Francisco era filho de italianos que chegaram à Argentina à nova vida (Foto: Vaticano)

Do G1 e outras fontes

Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, morreu aos 88 anos, às 2h35 pelo horário de Brasília, 7h35 pelo horário local, desta segunda-feira (21). As informações foram confirmadas pelo Vaticano, que ainda não deu detalhes sobre a causa da morte.

O pontífice, que ocupou o cargo máximo da Igreja Católica por 12 anos, se recuperava de uma pneumonia nos dois pulmões após ter ficado internado por 38 dias.

Nascido em 17 de dezembro de 1936 em Buenos Aires, na Argentina, Francisco foi o primeiro papa latino-americano da história. Ele também foi o primeiro pontífice da era moderna a assumir o papado após a renúncia do seu antecessor e, ainda, o primeiro jesuíta no posto.

À frente da Igreja Católica por quase 12 anos, Francisco foi o papa número 266. Em 13 de março de 2013, durante o segundo dia do conclave para eleger o substituto de Bento XVI, Bergoglio foi escolhido como o novo líder – inclusive contra a sua própria vontade, segundo ele mesmo admitiu.

Francisco nasceu em Buenos Aires, em 1936. Seus pais, ambos italianos, chegaram à Argentina em 1929, junto de uma leva de imigrantes europeus em busca de oportunidades de trabalho na América.

Arcebispo da capital argentina, ele era considerado um homem tímido e de poucas palavras, mas com grande prestígio entre seus seguidores. O religioso era admirado pela sua total disponibilidade e seu estilo de vida sem ostentação. O argentino também era reconhecido por seus dotes intelectuais, por ser considerado dialogante e moderado, além de ter paixões pelo tango e pelo time de futebol San Lorenzo.

Perfil

Antes de seguir carreira religiosa, Bergoglio formou-se técnico químico. Depois, ingressou em um seminário no bairro de Villa Devoto. Em março de 1958, entrou no noviciado da Companhia de Jesus, congregação religiosa dos jesuítas, fundada no século 16.

Em 1963, Bergoglio estudou humanidades no Chile e voltou à Argentina no ano seguinte para ser professor de literatura e psicologia no Colégio Imaculada Conceição de Santa Fé.>

Entre 1967 e 1970, foi estudar teologia e acabou sendo ordenado sacerdote no dia 13 de dezembro de 1969. Em menos de quatro anos chegou a liderar a congregação jesuíta local, um cargo que exerceu de 1973 a 1979.

Foi reitor da Faculdade de Filosofia e Teologia de San Miguel, entre 1980 e 1986, e, depois de completar sua tese de doutorado na Alemanha, serviu como confessor e diretor espiritual em Córdoba. Em 1992, Bergoglio foi nomeado bispo titular de Auca e auxiliar de Buenos Aires.

Em 1997, ele virou arcebispo titular de Buenos Aires. Em 2001, foi nomeado cardeal e primaz da Argentina pelo papa João Paulo II. Entre 2005 e 2011, ocupou a presidência da Conferência Episcopal do país durante dois períodos, até que deixou o posto porque os estatutos o impediam de continuar.

Na Santa Sé, Bergoglio foi membro da Congregação para o Culto Divino e a disciplina dos Sacramentos; da Congregação para o Clero; da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e das Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e a Pontifícia Comissão para a América Latina.

Posições do Papa

Seu perfil jovial e descontraído — ele gostava de fazer piadas e brincadeiras — o tornou uma opção popular entre os colegas cardeais e uma escolha antes de mais nada conjuntural.

A Igreja Católica vivia então um de seus momentos mais delicados. A popularidade em baixa e os escândalos de pedofilia envolvendo padres em todo o mundo são apenas alguns dos desafios que o pontífice enfrentaria durante seu papado.

A modernidade também levou Francisco a lidar com outros assuntos delicados para a Igreja, como os direitos LGBTQIA+ e o sexismo.

Ele foi elogiado por avanços como o de permitir bênçãos de padres a casais do mesmo sexo, colocar mulheres em cargos mais altos no Vaticano e permitir que elas votassem no Sínodo dos Bispos — a reunião em que bispos debatem e decidem questões ideológicas e regimentos internos.

Mas também foi criticado por avançar menos do que o esperado na questão feminina. Francisco terminou seu papado sem permitir sacerdotes do sexo feminino, reivindicação histórica de parte das católicas.

O papa defendia que apenas cristãos do sexo masculino poderiam ser ordenados para o sacerdócio, usando como base a premissa da Igreja Católica de que Jesus escolheu homens como apóstolos.

Discursos políticos

O pontífice também ficou marcado por discursos políticos durantes sermões. Não poupou críticas a líderes de países em guerra, como o russo Vladimir Putin e o israelense Benjamin Netanyahu. Ele também apontou o dedo para a União Europeia ao citar a crise dos refugiados, que começou durante seu papado, em 2015.

Papa Francisco: benção à praça vazia (Foto: Calciopédia)
Papa Francisco: benção à praça vazia (Foto: Calciopédia)

Em uma das imagens mais impressionantes e sem precedentes na Igreja Católica, rezou sozinho na sempre lotada Praça São Pedro, no Vaticano, quando a Covid-19 se espalhou pelo mundo e fez vários países decretarem quarentena.

Mas o combate à pobreza sempre foi sua prioridade. Ao ser apontado como o novo papa, ele escolheu o nome de seu novo título em homenagem a São Francisco de Assis, protetor dos pobres. O lema de seu papado foi “Miserando atque eligendo” — “Olhou-o com misericórdia e o escolheu”, em português.

As reformas da Igreja Católica também foram outra marca do papado de Francisco. Ele iniciou um processo de reforma das estruturas da Cúria, que é o governo do Vaticano, com atenção especial para a parte econômica e financeira.

“Estou indo em frente”, disse ele na ocasião, contrariando declarações mais melancólicas feitas antes disso, em março de 2015: “Tenho a sensação de que meu pontificado será breve, quatro ou cinco anos”.

Francisco parecia impulsionado por uma missão urgente: incentivar uma Igreja desertada em alguns países a acompanhar com misericórdia os católicos em situações irregulares.

“Podemos falar de uma revolução, nos passos do Concílio Vaticano II” (1962-1965), que abriu a Igreja ao mundo moderno, disse à AFP o especialista em Vaticano Marco Politi, em 2016.

Politi classifica Francisco como “um grande reformador” que tentou fazer “com que a Igreja abandonasse a sua obsessão histórica em tabus sexuais”.

Ele foi o primeiro papa a ter convidado um transexual ao Vaticano e se recusou a julgar os homossexuais. Para Francisco, a Igreja era um “hospital de campanha, não um posto alfandegário”, que separa os bons e maus cristãos, disse Politi.

O argentino foi eleito, entre outros, para continuar a reestruturação econômica da Santa Sé iniciada sob Bento XVI com, por exemplo, o fechamento de contas suspeitas no banco do Vaticano, por muito tempo acusado de lavagem de dinheiro.

Saiba mais AQUI.

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Um “Jumento” no Vaticano

Por Carlos Santos

Reprodução de quadro com charge e crônica
Reprodução de quadro com charge e crônica

O professor, advogado e ex-vereador mossoroense Tomaz Neto passeia pelas “Oropas”, com prioridade para visita ao Vaticano.

Ao lado de sua mulher, a professora Ceição, faz a segunda viagem internacional da vida.

Na primeira aos Estados Unidos, há alguns anos, foi apresentado ao WhatsApp e chamadas de vídeo por esse aplicativo. Os amigos sofreram bastante com essa descoberta científica dele.

Agora, creio, venha da Basílica de São Pedro com o domínio do Direito Canônico, amigo do Papa Francisco e alguma encíclica para pacificar o Brasil.

Tomaz, que a todo interlocutor trata carinhosamente por “Jumento”, ainda poderá contar em sua volta a Mossoró, que pela primeira vez um “animal” nordestino atravessou o oceano para receber a bênção papal.

O Jumento é nosso irmão!

Carlos Santos é criador e editor do Blog Carlos Santos

*Crônica originalmente publicada no dia 22 de outubro de 2022 (veja AQUI)

Nota do Blog Carlos Santos – O ex-vereador Tomaz Neto completou 70 anos essa semana e o presenteamos com  quadro espelhando charge constante desta crônica e o próprio texto, em trabalho do chargista, artista plástico e caricaturista Túlio Ratto. Saudação a uma amizade de mais de 35 anos de estrada, que sobreviveu ao tempo, às diferenças, conflitos de interesses e ao nosso temperamento por vezes trovejante.

Saúde, paz e juízo (se ainda for possível), Velho.

Comissão inicia estudos à criação de duas novas dioceses

Colegiado avalia vários aspectos à criação das dioceses (Foto: divulgação)
Colegiado avalia vários aspectos à criação das dioceses (Foto: divulgação)

A comissão de estudo para projeto de criação das possíveis novas dioceses esteve reunida, pela primeira vez, no Educandário Nossa Senhora das Vitórias, mais conhecido como Colégio das Irmãs de Assú (RN), município que pode ser a sede de uma delas. Foi nessa quinta-feira (18).

O colegiado tem a tarefa de estudar a realidade geográfica, pastoral, religiosa e outras, com vista à elaboração de um projeto que possa subsidiar e orientar conclusões a respeito da eventual criação das duas dioceses, com sedes em Assú (RN) e Santa Cruz (RN).

O processo segue várias etapas, envolvendo a Nunciatura Apostólica até conclusão final no Vaticano.

Participaram da reunião representantes da Arquidiocese de Natal e Diocese de Mossoró.

O RN tem três circunscrições eclesiásticas: Arquidiocese de Natal, Diocese de Mossoró e Diocese de Caicó.

O que é uma Diocese? – Uma diocese católica é uma circunscrição eclesiástica administrada por um bispo. É uma área geográfica específica que contém várias paróquias (comunidades locais de fiéis), e é uma unidade fundamental da organização territorial da Igreja Católica. O papel da diocese e suas funções incluem: administração pastoral, formação e educação, caridade, serviço social, relações externas, justiça e disciplina eclesiástica, além de coordenação das paróquias.

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Morre o Papa Emérito Bento XVI

Papa Bento 16 renunciou de forma inesperada ao papado e era Papa Emérito (Foto: arquivo)
Papa Bento 16 renunciou de forma inesperada ao papado e era Papa Emérito (Foto: arquivo)

O Papa Emérito Bento XVI morreu neste sábado (31), aos 95 anos, após passar por uma piora repentina de saúde nos últimos dias. O velório está marcado para começar na segunda-feira (2) na Basílica de São Pedro, sendo que o funeral será na quinta-feira (5) na Praça de São Pedro, presidido pelo Papa Francisco, segundo o Vaticano.

“É com pesar que informo que o Papa Emérito Bento XVI faleceu hoje às 9h34 [5h34 no horário de Brasília] no Mosteiro Mater Ecclesiae no Vaticano”, escreveu o perfil de notícias do Vaticano no Twitter.

Pouco antes das 11h locais (7h em Brasília), os sinos da basílica de São Pedro tocaram pela morte do Papa Emérito, enquanto centenas de pessoas foram à praça no Vaticano para recordar a figura de Joseph Ratzinger.

A saúde de Joseph Ratzinger vinha se debilitando nos últimos anos. O Vaticano havia dito nesta sexta-feira (30) em um comunicado sua condição era grave, mas estável, com atenção médica constante. Desde a renúncia, em 10 de fevereiro de 2013, o teólogo alemão vivia em um pequeno mosteiro no Vaticano.

Veja matéria na íntegra AQUI.

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Um “Jumento” no Vaticano

O professor, advogado e ex-vereador mossoroense Tomaz Neto passeia pelas “Oropas”, com prioridade para visita ao Vaticano.

Ao lado de sua mulher, a professora Ceição, faz a segunda viagem internacional da vida.

 Tomaz Neto, com Ceição, deve voltar com o domínio do Direito Canônico (Foto: cedida)
Tomaz Neto, com Ceição, deve voltar com o domínio do Direito Canônico e encíclica papal (Foto: cedida)

Na primeira aos Estados Unidos, há alguns anos, foi apresentado ao WhatsApp e chamadas de vídeo por esse aplicativo. Os amigos sofreram bastante com essa descoberta científica dele.

Agora, creio, venha da Basílica de São Pedro com o domínio do Direito Canônico, amigo do Papa Francisco e alguma encíclica para pacificar o Brasil.

Tomaz, que a todo interlocutor trata carinhosamente por “Jumento”, ainda poderá contar em sua volta a Mossoró, que pela primeira vez um “animal” nordestino atravessou o oceano para receber a bênção papal.

O Jumento é nosso irmão!

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Bispo Dom Mariano Manzana aniversaria e renuncia a episcopado

O bispo Diocesano Dom Mariano Manzana completa hoje, dia 13 de outubro, 75 anos de vida e envia carta de renúncia do seu episcopado ao Papa Francisco, o que é decisão obrigatória.

O Vaticano nos próximos meses, sem prazo definido, nomeará o seu substituto, para ser o 7º bispo da Diocese de Mossoró.

“Roga-se ao Bispo diocesano, que tiver completado setenta e cinco anos de idade, que apresente a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, o qual providenciará depois de examinadas todas as circunstâncias”, diz a determinação do cânon 401 do Código Canônico.

Acompanhe o que diz a carta no vídeo desta postagem.

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Dia de festa, mas também de despedida de Dom Mariano Manzana

Na quinta-feira, dia 13 de outubro, Dom Mariano Manzana faz aniversário. Para celebrar essa data, a Diocese de Mossoró promoverá uma série de eventos, como a Solene Celebração Eucarística pelo 75º aniversário de seu bispo.

Dom Mariano entregará carta de renúncia ao completar 75 anos (Foto: Glauber Soares)
Dom Mariano entregará carta de renúncia ao completar 75 anos (Foto: Glauber Soares)

Haverá missa às 19h na Catedral de Santa Luzia. Nesta data, também será lançado o livro “Diocese de Mossoró: 18 anos de missão” e um documentário, produzido pela TCM Telecom, que faz memória ao bispado de Dom Mariano.

A data também marcará uma despedida compulsória: com 75 anos de idade, Dom Mariano será obrigado a apresentar ao Vaticano sua carta de renúncia.

 O Código de Direito Canônico prescreve: O Bispo diocesano, que tiver completado setenta e cinco anos de idade, é solicitado a apresentar a renúncia do ofício ao Sumo Pontífice, que, ponderando todas as circunstâncias, tomará providências. (Cân.401-§ 1).

Dom Mariano redige a carta, assina e a envia ao Papa. A partir do envio o passo seguinte dependerá do Papa, que tomará a decisão de aceitá-la, e no momento em que julgar oportuno, nomeará um novo bispo para a Diocese de Mossoró.

Programação

6h30 – Oração das Laudes – Santuário do Sagrado Coração de Jesus- Centro de Mossoró

Leitura da Carta de Renúncia pela Rádio Rural de Mossoró

8h – Inauguração do Centro Diocesano de Memórias e café da manhã com a imprensa no Seminário Santa Teresinha

15h – Visita ao Abrigo Amantino Câmara para  entrega da lavanderia, instalação da  Sala de Fisioterapia e início da pintura do prédio.

19h – Missa em Ação de Graças pelos 75 anos de vida de Dom Mariano e lançamento do livro “Diocese de Mossoró: 18 anos de missão” e exibição do documentário produzido pela TCM Telecom.

Dom Mariano é o sexto bispo da Diocese de Mossoró e assumiu essas funções no dia 17 de setembro 2004.

Nasceu em 13 de outubro de 1947, numa pequena cidade chamada Mori, na região de Trentino-Alto Ádige na Itália. No dia 26 de junho de 1973 foi ordenado padre na Catedral de Trento, passando a servir como sacerdote na Paróquia Pio X até 1976.

As dificuldade em encontrar padres que atuassem na Diocese de Mossoró, relatadas por Dom Gentil Diniz Barreto (na época) ao Bispo de Trento, que visitava o Brasil, foi o inicio para o processo da vinda de Pe. Mariano para o Brasil.

Chegada ao Brasil

Em 1977, o então Pe. Mariano Manzana chega ao Brasil para assumir a Paróquia de Umarizal, como vigário paroquial até o ano de 1993. Foi também professor de ensino religioso, no período de 1978-1993, na rede estadual de ensino de Umarizal (RN) e de 1991-1993 foi professor de História Eclesiástica, no curso de Teologia, do Centro Superior de Iniciação Teológica da Diocese de Mossoró.

Além de sacerdote no município, o Pe. Mariano foi Diretor Espiritual no Seminário Maior de João Pessoa (PB), com o objetivo de acompanhar todos os seminaristas que eram encaminhados pela Diocese. Também assumiu as paróquias de Alexandria e Caraúbas.

Em 1994, retornou à Itália para assumir a função de Diretor do Centro Missionário Diocesano de Trento. Cargo em que permaneceu até sua nomeação para ser bispo de Mossoró. No ano de 2004, recebeu o convite para assumir como sexto bispo a Diocese de Mossoró. Em 15 de junho do mesmo ano, foi nomeado Bispo da Diocese de Santa Luzia de Mossoró.

Ordenação e posse

Em 5 de setembro de 2004, Pe. Mariano recebeu, na Itália, a Ordenação Episcopal pelas mãos de Dom Luigi Bressan. Em 17 de outubro do mesmo ano tomou posse numa bonita, solene e festiva cerimônia na Catedral de Santa Luzia em Mossoró.

Atualmente, além da função de bispo Diocesano, é o bispo referencial pela segunda vez da Comissão para Animação Bíblico-Catequética do Regional Nordeste II da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e Chanceler da Faculdade Católica do Rio Grande do Norte.

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Um encontro no limiar dos apóstolos

Registro foi feito nessa sexta-feira (Foto: divulgação)
Registro foi feito nessa sexta-feira (Foto: divulgação)

O bispo da Diocese de Mossoró, Dom Mariano Manzana, publicou postagem neste sábado (21), com foto ao lado do Papa Francisco. O encontro ocorreu nessa sexta-feira (20), no Vaticano.

Ele compôs programação em grupo composto por 20 bispos dos estados de Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Paraíba e Rio Grande do Norte. Estiveram em reuniões e encontros em diversos Dicastérios (departamentos do governo da Igreja Católica que compõem a Cúria Romana).

Nordeste 2

O Episcopado do Regional NE2 cumpriu visita Ad Limina Apostolorum, no Vaticano, de 10 a 20 deste mês.

Literalmente, do latim, o termo quer dizer “no limiar dos apóstolos”.

“Na simplicidade de Papa Francisco traspassa o calor da sua humanidade, a profundidade da sua espiritualidade, a riqueza de sua sabedoria, a alegria de sua existência. Valeu sim tanta espera,” manifesta-se Dom Mariano.

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Álvaro Dias faz “exercício” para cadeira de titular

Carlos e Álvaro: para 2018 (Foto: Web)

O vice-prefeito de Natal, Álvaro Dias (PMDB), está à frente da municipalidade.

Sua interinidade ocorre em face da viagem do prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) para o Vaticano, onde amanhã acontecerá a canonização dos 30 Mártires de Cunhaú e Uruaçu.

Um bom exercício para o vice.

Afinal de contas, em 2018 ele poderá assumir a titularidade no início de abril, caso o prefeito Carlos Eduardo Alves resolva se desincompatibilizar para ser candidato ao governo estadual.

Bom treino, prefeito!

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Os 30 do Rio Grande do Norte

Amanhã, no Vaticano, os 30 Mártires de Cunhaú e Uruaçu vão ser canonizado pelo Papa Francisco.

Serão oficialmente reconhecidos como santos, sejamos claros.

Participando in loco da canonização, o governador Robinson Faria (PSD) bem poderia aproveitar a assunção deles ao cânone divino, para nomeá-los à defesa dos cidadãos do Rio Grande do Norte, na Segurança Pública.

Agora, sejamos claros: se não der certo, o cidadão-contribuinte reclame ao “Superior” deles.

“O Governador da Segurança” está fazendo sua parte.

Amém!

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