domingo - 05/07/2020 - 09:10h

A estranha Pereiro


Por Honório de Medeiros

No pequeno cemitério localizado no centro da cidade – o antigo – de Pereiro, cidade duas vezes secular que se estende ao comprido e preguiçosamente entre serras, passeei entre os túmulos, as árvores e as flores com sua guardiã, Dona Maria, procurando o jazigo perpétuo de Décio Hollanda, aquele mesmo que quis tomar Apodi, no Rio Grande do Norte, pelas armas, através da valentia de Massilon, no final dos anos 20 do século passado.

Ela apontou os túmulos dos Hollanda: “são três; aqueles dois lá e este aqui, mas eu não sei quem é essa pessoa que o senhor está procurando”.

Voltamos para a entrada naquele caminhar desconexo de quem anda nos cemitérios antigos de cidades pequenas, tomando cuidado para não pisar em algum montículo inesperado que guardasse os restos mortais de alguém.

Eu lhe elogio a limpeza, a arborização, as flores do cemitério. “Obrigada”, diz. “Já faz vinte e cinco anos que estou aqui. Antes de mim era uma senhora com quem aprendi tudo e que também passou vinte e cinco anos.”

“É muito tempo”, falo quase que para mim mesmo. “Para eles, não”, responde, fazendo um arco amplo com o braço e envolvendo toda a área do cemitério.

Dona Maria é baixinha, moreno-clara, entroncada. Sexagenária, eu diria. Muito limpa e bem arrumada, nela não há sinal de desmazelo. Os cabelos não guardam qualquer fio branco. Seria pintura? Não, observo de perto. Filhos, netos, todos foram criados através do seu labor contínuo e obscuro entres velas, flores frescas ou murchas e os túmulos de seus conterrâneos.

“Qual o fato mais estranho que a senhora presenciou neste cemitério?” Ela para. Não hesita ao responder. Talvez a mesma história já tenha sido contada muitas vezes.

“Uma viúva” – começa, esboçando um olhar distante, “que chega sempre toda de preto para rezar naquele túmulo muito antigo encostado à parede. Ninguém sabe de quem ele é. O tempo já apagou, há muito, suas inscrições. Não temos qualquer documento a respeito. Eu mesma já pesquisei. Ela somente aparece quando não tem ninguém, além de mim, no cemitério. Passa por mim, eu dou bom dia ou boa tarde, respondido com um aceno de cabeça que intimida a gente, vai até o túmulo e reza em pé mesmo. Aí sempre acontece alguma coisa que me distrai e quando olho novamente ela já não está presente.”

“Alguém mais a viu?”

“Não, somente eu.”

Chegamos à entrada. “Espere”, diz. Desaparece por trás de algumas árvores e volta logo depois com uma flor branca entre os dedos. “Tome, é para o senhor”. “Ah, um bogari (jasminumsambac)!” “O senhor conhece?” “Era a flor predileta de minha mãe”.

Eu agradeço, tocado. Ela nota a minha emoção. Vou me afastando, a flor próxima ao nariz, linda, pura, perfumada. Depois, no mesmo dia, eu a ofereci à Castelã da Casa-Grande da Fazenda Trigueiro, onde Frei Damião procedeu ao ritual exorcista próprio para afastar almas penadas, mas isso é outra história…

DO FINAL DO SÉCULO XVIII, e construída com areia trazida a pé, pelos escravos, do leito do rio Jaguaribe, a cem quilômetros de distância, a Casa Grande da Fazenda Trigueiro, postada próxima à margem da estrada entre São Miguel, Rio Grande do Norte, e Pereiro, Ceará, impressiona quem a vê desde a distância. “São trinta e oito compartimentos”, disse Zé Denis, filho mais velho de Dona Deocides, a viúva Castelã. “Todos imensos”, penso eu, ao ser levado a cada um deles. “Imensos na largura e na altura”.

Pedi à cozinheira para ficar próximo à janela da cozinha. Uma vez fotografada, daria uma noção do tamanho da janela – bem maior que a cozinheira, que deve ter um pouco mais que um metro e meio. Quase o dobro. Excetuando a cozinha, todos os outros compartimentos do térreo não têm janelas para fora e se comunicam com os vãos centrais.

Se houvesse um ataque – índios, antes, cangaceiros, depois – a única porta que permite o acesso ao interior da casa seria fechada, todos subiriam para o andar superior – no qual ficam as janelas – e a defesa estaria garantida. “A porta funciona como uma ponte levadiça de castelos medievais”, eu digo, observando a chave imensa que a fecha, trazida da Suíça na época da construção.

As paredes têm quase um metro de largura. Ocultam segredos ancestrais, como ossos humanos, restos mortais de pessoas emparedadas sabe-se lá quando nem porque, semelhantes aos encontrados certa vez, quando se tentou estabelecer uma comunicação entre dois compartimentos.

“Naquela época”, disse-nos Zé Denis, que já foi vereador em Pereiro, mas hoje se dedica a tomar conta da propriedade e da mãe, “como não havia ‘Campo Santo’ (cemitério), as pessoas mais importantes eram sepultadas assim, acho que seguindo o exemplo das igrejas.”.

Cada detalhe chama a atenção: são biqueiras para escorrer a água da chuva, de cobre, reproduzindo a boca de um tubarão, também vindas da Suíça; os arabescos da cumeeira da Casa que, nos cantos, lembram um “s” deitado, mas, na realidade, é uma letra grega; a “sapata” – base na qual se assenta todo o imóvel -, que na parte anterior, dando para uma área enorme, como se fosse uma praça de chão batido, em torno da qual todas as construções são postadas, deve ter quase dois metros de altura. E o sótão, um andar inteiro, onde os escravos aguardavam, noite afora, o momento de sua morte, não por outro motivo denominado “quarto dos suplícios” …

“Noite de chuva, as tábuas rangendo, o barulho do vento, que tal Zé Denis?”, pergunto. Ele fica sério. “Está vendo aquela casa ali do lado?” “Claro”, digo. “Na década de oitenta fomos morar nela. Ficou insuportável viver aqui. Batiam as portas, rangiam as tábuas, as luzes apagavam inexplicavelmente, ouvíamos lamentos, arrastar de passos, desapareciam as coisas.”

“Frei Damião esteve em São Miguel para uma de suas Missões e conseguimos falar com ele que veio aqui e realizou um exorcismo. Só assim pudemos voltar.”

“Tinha que ser em Pereiro”, pensei ao me lembrar do episódio do cemitério, relatado acima. “Ficou tudo resolvido?”, pergunto. “Melhorou muito, mas ainda ontem, por duas ou três vezes, na hora do almoço, alguém bateu palmas e me chamou pelo nome, insistentemente. Quando eu saía para o pátio, era o canto mais limpo.”

Dona Deocides nos mostra o local da sala onde estão as fotografias da família. Uma me chama imediatamente a atenção. Em sépia, os contornos de Dona Carolina Fernandes, viúva de Manoel Diógenes, o português construtor da Casa Grande da “Fazenda Trigueiro”. Uma Fernandes, assim como os da Casa Grande da Fazenda São João, em Marcelino Vieira; e os da Casa Grande da Fazenda “Sabe Muito”, em Caraúbas, as três maiores do Alto Oeste do Rio Grande do Norte, salvo engano.

Todos ligados por laços de parentesco com Matias Fernandes Ribeiro, o genro do fundador de Martins, Francisco Martins Roriz, e de sua esposa Micaela, tronco ancestral da família Fernandes do Rio Grande do Norte, que se espraiou pelo Alto Oeste, em um sentido, Mossoró, depois Natal, em outro.

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Categoria(s): Crônica
domingo - 05/07/2020 - 07:46h

Vínculo e apego na infância


Por Roncalli Guimarães

Na sala de espera de um pronto-socorro pediátrico, aguardando atendimento com meu filho observei uma cena curiosa: uma mulher caminhando pela recepção tentando acalentar uma criança em seus braços, usava seu carinho protetor para tentar conter o choro ensurdecedor, que é o choro de uma criança aflita e assustada.

Enquanto isso, sentada na cadeira da recepção, uma outra mulher, elegante, bem vestida e demonstrando preocupação, mantinha um contato a distância com os dois. Para minha surpresa, a recepcionista chamou a criança e mãe para entrarem no consultório do pediatra e a mãe da criança era justamente a senhora elegante e bem vestida que estava sentada, não a que acalentava a criança em seus braços.

Essa cena ficou marcada na minha memória. Tempos depois ao tentar entender a teoria do apego evoquei a lembrança da recepção do hospital pediátrico.

John Bowlby, psicanalista britânico, pesquisou o apego entre mãe e filho e chegou a resultados surpreendentes. Seu trabalho tem sido continuado e ampliado por outros pesquisadores.

O apego da criança com seu principal cuidador nos primeiros 24 meses de vida e, que na maioria das vezes, é a mãe que promove essa interação saudável, pode ser definidora da futura personalidade do indivíduo. O apego infantil pode ser definido como uma força emotiva que liga a criança com seu cuidador, alguém de quem depende para sua sobrevivência.

MUITA GENTE já ouviu falar em crianças com certa idade  que “estranham” outras pessoas quando é colocada nos braços e por algum momento se ausentam das suas mães. Isso é reflexo do apego.

A criança se afasta da pessoa que traz segurança e foi exatamente esse comportamento infantil que Bowlby observou em suas pesquisas. E explicou a gênese da ansiedade que ele chamava ansiedade de separação, quando havia quebra dos vínculos mãe-filho.

Vivemos em uma sociedade “acelerada”, que cobra resultados e exige esforço para se manter competitivo e isso incluem mulheres, mães que têm que trabalhar, estudar e ainda assim ser mãe. Por força dessa sociedade opressora, nesse aspecto, “terceiriza” cuidados para poder dar conta de uma rotina exaustiva.

As pesquisas mostraram que ausência da pessoa protetora no início causava ansiedade e medo da perda. À medida que a ausência demorava, a criança ia substituindo a expectativa por frustração e revolta, devido a sensação de abandono.

Adiante, tendem a ser adultos com personalidades frágeis, ansiedade e delinquência. Até inteligência limítrofe foi observada em consequência do desapego.

O que foi descrito não quer dizer que é errado babas, avós e outras pessoas participarem da educação e construção de comportamento saudáveis. Na verdade, essa interação é necessária, porém a criança precisa reconhecer o cuidador que instintivamente ela escolhe para se sentir segura.

As crianças são monotrópicas, mas entendem muito bem afeto e é exatamente a qualidade desse afeto que importa no período crítico da formação do apego. Elas  são completamente receptivas ao carinho, principalmente quando choram por fome, dor ou por qualquer  outra sensação desagradável e sentem amparo – formando assim sua “base segura”.

Com essa base segura podem explorar o mundo cheio de novidades que as cercam, sem ansiedade, às vezes carregando um “paninho” ou ursinho que eles personificam como substitutos dos seus cuidadores na hora que buscam essa exploração do ambiente .

A mulher elegante, sentada na recepção do hospital pediátrico, que observava preocupadamente a babá acalentar seu filho, poderia ter tido no passado uma privação na fase da formação do apego. Tinha-lhe faltado uma base segura quando chorava por algo novo e assustador, e necessitava apenas de um colo quente e carinhoso para crescer um adulto seguro, capaz de transferir e corresponder às suas emoções diante do inesperado e desafiador futuro.

Roncalli Guimarães é psiquiatra

Categoria(s): Artigo
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domingo - 05/07/2020 - 06:28h
Especial

Serra de João do Vale, um destino a ser descoberto no RN

Série do jornalista Tárcio Araújo revela lugar que espera mão benéfica, do homem, para ser mais feliz

Por Tárcio Araújo (Para o Blog Carlos Santos)

Imagine um lugar onde os seus moradores ainda conservam costumes sociais como sentar todas as tardes e noites no alpendre para prosear; contar histórias, onde a carne de sol é batida no pilão e o almoço preparado na panela de barro em fogo à lenha.

Ecoturismo, contato direto com vegetação preservada e imagens idílicas, revelam potencial da serra (Foto: Francinildo Silva)

Um lugar de religiosidade forte, onde se reza as novenas, tradição que lembra os tempos dos nossos avós e antepassados até mais longínquos.  Um lugar onde a natureza ainda dar o tom de verde com árvores nativas que já não vimos mais no sertão catingueiro; onde o canto dos pássaros é a sinfonia que ecoa pelo a brisa úmida das manhãs, com temperaturas que chegam até 14° em alguns meses do ano.

Um lugar onde as pessoas vivem muito tempo; alguns com mais de cem anos. O segredo de tanta longevidade talvez seja o leite e o queijo feitos lá mesmo. Talvez seja a fava sem amargo que brota dos terrenos arenosos, ou quem sabe o clima temperado que predomina durante o ano. E talvez seja o conjunto de todas estas coisas juntas, onde o tempo parece passar em marcha lenta.

Esse é o cenário da Serra de João do Vale, a cerca de 730m de altitude, estendida por 277km² entre os municípios de Jucurutu, Campo Grande e Triunfo Potiguar no Rio Grande do Norte e Belém do Brejo do Cruz na Paraíba. Fica a 130 quilômetros de Mossoró e 275 de Natal.

Até hoje sem pavimentação ou asfalto que leve os visitantes até o seu platô, o acesso é feito por estrada carroçável, tanto por Jucurutu quanto por Triunfo potiguar. Em tempos de chuva, esse acesso fica ainda mais difícil, recomendado apenas para veículos 4×4.

A REGIÃO tem sido explorada pelos amantes de todo terreno, o off-road (veja AQUI, AQUI e AQUI). Muitos se aventuram em eventos já reconhecidos e existem aqueles que fazem sua própria rota ou enveredam pela “Trilha do Pacifico”, considerada a mais íngreme e acidenta do Rio Grande do Norte.

Jipieiro desafia a Trilha do Pacífico na Serra de João do Vale (Foto: arquivo/2019)

É somente o barulho dos motores em dias de aventura, que quebra o silencio da localidade.  A dificuldade de acesso talvez tenha sido o fator primordial para a preservação dos costumes e da natureza em seu entorno. Um ponto positivo!

Seus primeiros moradores foram os índios Pegas que a denominavam de “Pepetama”. Os Tapuias (Janduís) a conheciam por “Pookiciabo” (informações do livro “Os índios Tapuias do RN”, de Valdeci dos Santos Júnior)..

Depois os holandeses penetraram seus sertões quando da ocupação batava no território potiguar entre 1630 a 1654. Até hoje há vestígios da passagem holandesa.

A partir do domínio português, após a “Guerra dos Bárbaros”, em 1713 a serra ganhou a alcunha de Cepilhada e em 1761 é adquirida em leilão pelo Capitão-Mor João do Vale Bezerra. Seu dono virou topônimo preservado até hoje.

Mortes e abandono

De lá pra cá, a serra teve uma ocupação lenta e foi sempre ignorada pelas autoridades públicas. No final do século XIX, por muito pouco um movimento messiânico liderado pelo religioso Joaquim Ramalho não ganhou contornos de uma versão potiguar do que foi Canudos na Bahia. Esse fato foi registrado pelo escritor Câmara Cascudo.

No século XX, o algodão foi a primeira grande cultura agrária do povoamento. Depois vieram o caju e a fava como fontes de produção e sustento de sua população nativa.

Antonio Francisco da Silva ( sêo Virô) 92, um dos moradores mais antigos. aprendeu a ler e escrever com o Mobral. Sua vó participou do movimento messianico do beato joaquim Ramalho em 1899. (Foto: Francinildo Silva)

Isolados durante séculos, sem acesso e sem estradas, os moradores padeceram de assistência. O lugar é marcado por um passado de mortandade de crianças e de mulheres grávidas que sem atendimento agonizavam até a morte, no parto.  Lembranças tristes que permeiam até hoje a memória da comunidade; histórias passadas pela cultura oral de pai para filho, de pai para filho…

No final da década de 70 do século XX, o Movimento Brasileiro de Alfabetização (MOBRAL) foi o divisor de águas à sua gente. Visto como um programa educacional federal fracassado, no propósito de tirar milhões de adultos do analfabetismo, ao ser extinto em 1985 deixou alguns legados na serra. Muitos aprenderam além do beabá, moradias ganharam melhorias estruturais e sanitárias.

Foi também por meio dessa iniciativa, que foi construída a primeira estrada da comunidade, por volta de 1980. Ligava-a ao que é hoje o município de Triunfo Potiguar.

Atualmente, quase 2.000 mil pessoas moram no alto da serra, distribuídas por 05 comunidades chamadas de “Chãs”. As condições de hoje são melhores do que no passado, com energia elétrica, unidades de saúde e escola para as crianças. No entanto o abastecimento d’água ainda é precário.

Pavimentação

Um outro gargalo é a falta de pavimentação dos 19 km até Jucurutu. É um um pleito da comunidade que já perdura há mais de quatro décadas. Seu custo é estimado em cerca de R$ 25 milhões. Noutra frente, há um acesso por Triunfo Potiguar com cerca de 17 quilômetros, com cerca de um terço tendo pavimentação deteriorada a paralelepípedo.

O futuro que se avizinha é de expectativa para o desenvolvimento do turismo serrano com seu vasto potencial climático e paisagístico.  Mas para isso, a construção da estrada é o primeiro grande desafio a ser superado.

Natureza exuberante, clima e tranquilidade revelam potencial turístico do lugar (Fotos: Francinildo Silva)

Em outra frente, há estudos e experimentos para instalação de unidades de energia eólica na área, aproveitamento do ecoturismo e do turismo de aventura. Belezas exuberantes não faltam.

Nesta série de 05 reportagens (Especial Serra de João do Vale), vamos trazer as histórias de um lugar rico em cultura e tradições, de personagens reais e de belezas naturais pouco conhecidas. Um cantinho do estado do RN que até parece não existir. Enfim, não existe mesmo no mapa das autoridades e para a enorme maioria dos norte-riograndenses, sequer para aposta num turismo doméstico.

Mas não se engane: a Serra de João do Vale vai ser um destino no roteiro de muita gente que ama a natureza. Quando? Esperamos que não dure mais umas quatro décadas. Todos temos pressa em usufruir, de forma sustentável, desse paraíso em pleno sertão nordestino (veja vídeo abaixo com o amanhecer na serra).

Seja bem-vindo ao Especial Serra de João do Vale. Aguarde as próximas reportagens.

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Categoria(s): Reportagem Especial
domingo - 05/07/2020 - 04:48h

Não há mais lágrima para chorar


Por Ricardo Lagreca

Sim! Não há mais lágrima para chorar. Há  muita indignação para se mostrar. Sabíamos todos nós que iríamos atravessar um momento diferente  ao que estávamos acostumados a viver, carregado de um grau de complexidade muito acentuado, em todos os aspectos.

Mas, jamais ninguém poderia imaginar o que estava por acontecer.O povo ficar a mercê da sua própria sorte. Não! Isto em saúde, não pode existir.

Saúde pública é uma coisa séria, a primeira exigência que deve ser realizada a um governante, que tem o cargo ocupado,  exatamente para cuidar responsavelmente pelo seu povo. Em saúde, não se pode fazer políticas.

Estas políticas grosseiras, com a mesmice de sempre, que nunca visam o bem estar sustentado da coletividade. Apenas a  enganar a todos, para avançarem adiante, por mais um período de lavagem de ego e para nada de importante realizarem.

Os países que enfrentaram a pandemia, com a seriedade necessária, perderam as vidas próprias do grave processo da doença viral, que afligiu todo o mundo. Todavia, não houve as perdas que resultaram de um outro vírus, tão grave quanto. O desgoverno. Isto é o que vem acontecendo no nosso país. Com um governo sem rumo, desorientado, desagregador, apoiado por políticas mantenedoras do “status quo “.

Não permitiu em nenhum momento, que houvesse a unidade Federativa, tão necessária nesses momentos de tamanha gravidade e que possivelmente teria dado um outro rumo a esta tragédia. Os órgãos de classe, por sua vez, seguem a mesma trilha, fazem a mesma política e lavam as mãos.

A morbimortalidade dos profissionais de saúde observada entre nós, assume uma cifra que ultrapassa o esperado. A cada dia que se passa, sabemos de mais uma morte de um colega médico. Não deve ser assim.

Algo precisa ser feito para maior cuidado de quem por obrigação e uma  boa  dose de altruísmo, é submetido a uma possibilidade de maior  exposição ao vírus.

Precisamos que eles continuem vivos.  Precisamos e  muito, das lágrimas. Não podemos deixar que acabem.

Precisamos chorar de alegria, quando tudo isto passar.

Ricardo Lagreca é médico, professor e ex-secretário de Estado da Saúde Pública do RN

Categoria(s): Artigo
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sábado - 04/07/2020 - 23:58h

Pensando bem…


“Nada é permanente, salvo a mudança.”

Heráclito

Categoria(s): Pensando bem...
sábado - 04/07/2020 - 18:42h
General Girão

Deputado ouve apelos sobre estrada à Serra de João do Vale


Girão, de costas, ouve moradores (Foto: cedida)

O deputado federal General Eliéser Girão (PSL) esteve na Serra de João do Vale (Jucurutu) nesse sábado (4). Atendeu convite de representantes da comunidade que há décadas pleiteiam pavimentação de acesso à área.

O parlamentar conversou com moradores, conheceu e ouviu relatos sobre o potencial econômico da região, sobretudo como núcleo de investimento para turismo de aventura e ecoturismo.

- A Serra do João do Vale está em nosso projeto, sim – disse ele em contato com o jornalista Tárcio Araújo da FM 95 de Mossoró.

Acessos

Existem dois acessos precários ao platô da serra. Um é parcialmente pavimentado a paralelepípedo, através de Triunfo Potiguar, com cerca de 17km; outro, de 19 quilômetros, que liga o lugar à cidade de Jucurutu, é carroçável.

A Serra de João do Vale se espraia por Jucurutu, Triunfo Potiguar e Campo Grande no Rio Grande do Norte, além de Belém do Brejo do Cruz (PB). Seu ponto mais alto fica mais de 700 metros acima do nível do mar.

Leia também: Amanhecer na Serra de João do Vale.

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Categoria(s): Economia / Política
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sábado - 04/07/2020 - 17:30h
Política

Rosalba, sem mandato prorrogado, diz que prioridade é saúde


Rosalba e Beto: prorrogação seria melhor (Foto: 02/04/20-arquivo)

Do Blog Carol Ribeiro

Ela não concordou claramente sobre o tema, mas também não discordou de maneira alguma. Para a prefeita Rosalba Ciarlini (PP), um adiamento maior das eleições – com prorrogação do mandato – daria um “prazo para as pessoas tomarem vacina e estarem mais protegidas, a economia começar a se recuperar”.

Foi assim como ela justificou sua posição sobre a prorrogação de mandatos, em entrevista no programa Meio-Dia Mossoró (TCM 95FM), dessa sexta-feira (03).

Perguntada se concordava ou não com o deputado federal aliado Beto Rosado (PP), que defendeu a prorrogação (veja AQUI), Rosalba disse:

- “Sei que fomos eleitos para quatro anos, mas o deputado analisou e é realmente por uma questão de economia, para que os valores fossem investidos em saúde, que é a prioridade maior hoje”.

E sequenciou: “A população não está preocupada com eleição, está preocupada é com sua vida”.

Sobre a campanha virtual em meio à pandemia, a prefeita de Mossoró acha que “fica distante (do povo). Não é a mesma coisa”.

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Categoria(s): Política
sábado - 04/07/2020 - 10:26h
Covid-19

Aulas presenciais seguem suspensas até dia 31 de agosto


Escolas municipais seguem sem presença de alunos (Foto: PMM)

A Prefeitura de Mossoró publicou o decreto 5.719 nessa sexta-feira (3), que prorroga os efeitos do decreto 5.623 e estende até 31 de agosto de 2020 a suspensão das aulas na rede municipal de ensino.

Com a suspensão, a Educação dá continuidade às aulas remotas nas unidades de ensino municipais.

Para oferecer suporte aos professores, a Prefeitura lançou o Portal de Aprendizagem Colaborativa, que tem como objetivo tecer uma rede de comunicação para troca de saberes e apoio entre os professores, comunidade escolar e equipe da secretaria municipal de educação.

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Categoria(s): Educação
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sábado - 04/07/2020 - 08:29h
Wanderley Mariz

Cinzas de ex-deputado serão depositadas em Caicó


Wanderley Mariz: 2 de novembro (Foto: Web)

Falecido nessa última quinta-feira (2) em Natal, na Casa de Saúde São Lucas, em decorrência da Covid-19, o ex-deputado federal Wanderley Mariz, 79, terá sua cinzas depositadas no túmulo em que estão os restos mortais do seu pai, senador e ex-governador Dinarte Mariz (1903-1984).

Família guarda cinzas para que esse procedimento ocorra no dia 2 de novembro em Caicó, no Cemitério São Vicente de Paulo.

A data marcaria seu aniversário de 80 anos.

A viúva Bete Mariz e os filhos Vítor, Wanderley Júnior e Rubens também deverão estar presentes.

Leia também: Morre Wanderley Mariz e um pouco da política do RN.

Advogado, Wanderley foi deputado federal por três mandatos consecutivos – 1974, 1978 e 1982; candidato ao Senado em 1986, sem sucesso, além de ter concorrido à Prefeitura do Caicó em 2008, também sem êxito.

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Categoria(s): Política
sábado - 04/07/2020 - 07:00h
Como esperado

Prefeitura detecta grandes focos de Covid-19 em mercados


A Prefeitura Municipal de Mossoró desencadeou essa semana operação para fazer restes rápidos da Covid-19. A providência em áreas de grande fluxo de pessoas, acabou dando resultado esperado por quem usa a lógica.

Testes rápidos detectaram, após mais de três meses de operação contra a Covid-19, aquilo que era esperado (Foto: PMM)

No Central de Abastecimento Prefeito Raimundo Soares, conhecido popularmente como Cobal, Foram feitos 273 testes rápidos nos comerciantes e funcionários. Do número geral, 252 negativos e 21 positivos.

A Prefeitura de Mossoró iniciou a testagem pelo Mercado Lindon Johnson Vieira (Vuco-Vuco) ontem (02), detectando 18 infectados.

Na terça-feira (07) acontecerá no Mercado Central.

Nota do Blog - Impressionante a relutância da municipalidade em dar ouvidos a apelos de setores da imprensa e oposição política. Essa providência vem sendo pedida há mais de três meses. Medida que poderia ter sido extremamente eficaz para conter avanço da doença e 136 óbitos (oficialmente).

Difícil demais, muito difícil!

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Categoria(s): Saúde
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sábado - 04/07/2020 - 06:04h
Pandemia que segue

RN tem 1.171 óbitos por Covid-19; Natal chega a 500


O Rio Grande do Norte contabiliza 1.171 óbitos pela Covid-19 e 33.421 casos confirmados da doença. É o que aponta o mais recente Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN).São 68 mortes a mais que o boletim anterior. Temos mais 524 novos casos.

Natal chega a impressionantes 500 óbitos (oficialmente).

Mossoró com 136 e Parnamirim soma 82 casos fatais.

Areia Branca segue com o maior percentual por habitante – totalizando 42 vítimas fatais.

A taxa de ocupação de leitos críticos públicos é de 94%.

Os casos suspeitos somam 44.959.

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Categoria(s): Saúde
sábado - 04/07/2020 - 05:30h
Mossoró real

Após denúncia, prefeitura retoma obra de calçamento


Aleluia, aleluia, aleluia!

Obras form retomadas após denúncia publicada no Blog Carlos Santos, mostrando o descaso injustificável (Fotos cedidas)

Foi retomada a obra de pavimentação de um pequeno trecho da Rua Henrique Mendes, Bairro Sumaré, que estava paralisada há quase um mês, segundo denúncia de moradores que reproduzimos nesse dia 1º (quarta-feira).

Nessa sexta-feira (3), houve retomada dos serviços a todo vapor, como mostram novas fotos, em contraste com o cenário de antes.

Em apelo que fazem à Prefeitura Municipal de Mossoró, através de nossa página, pedem aquilo que é lógico e já formulado à própria municipalidade: terminem o que foi começado pela empresa CLC, vencedora de licitação correspondente – postamos AQUI.

No dia 1º postamos essa série de fotos cedidas por moradores, apontando a irresponsabilidade

Ótimo.

Ao trabalho!

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Categoria(s): Gerais
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sexta-feira - 03/07/2020 - 23:58h

Pensando bem…


“Existem dois tipos de fracassos: aqueles que pensaram mas nunca fizeram, e aqueles que fizeram mas nunca pensaram.”

John Charles Salak

Categoria(s): Pensando bem...
sexta-feira - 03/07/2020 - 20:30h
Youtube

Clube do Vinil vai fazer ‘live’ com muito rock diz 12


Há alguns anos fãs e saudosistas do LP (long play), vinil ou bolachão para os mais “íntimos”, se reúnem para matar as saudades, mostrar suas coleções, trocar ou vender/comprar discos e equipamentos. É o Clube do Vinil do Mossoró, que tem integrantes até de outros estados.

Impossibilitada de promover encontros presenciais, a diretoria do clube decidiu fazer uma Live no próximo dia 12 (um domingo), um dia antes da data conhecida como o Dia Mundial do Rock. Começará às 10h no endereço https://www.youtube.com/timefloydcover

Na Live, que terá como mediador Cláudio Palheta – que no Youtube tem um canal batizado de ¼ do vinil, onde apresenta seus discos favoritos -, o músico Cléber Dimarzzio apresentará suas relíquias do Pink Floyd, da qual é fã e que rendeu até uma banda-tributo, a Time (que por sua vez fará uma live no dia 17/7).

Uma ‘palhinha’

Além de ser entrevistado por Palheta, Cléber também dará uma “palhinha” para quem estiver acompanhado a live, fazendo um som ao vivo com grandes sucessos da banda inglesa que foi composta por Roger Waters, David Gilmour, Richard Wright e Nick Mason na sua formação mais clássica.

Outras atrações da Live serão Yuri Alves, que ensina como fazer a limpeza do vinil, e Eudes Fernandes, que dará dicas de manutenção e particularidades dos toca-discos (TDs). Enfim, será uma Live para manter acesa a chama do clube que por ora se ressente do contato presencial mas sabe que o mais importante é manter o distanciamento social por causa da pandemia.

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Categoria(s): Gerais
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sexta-feira - 03/07/2020 - 19:34h
Sucessão municipal

Governismo quer definir nome a prefeito em 15 dias


Está decidido. Decisão pessoal, que se diga. O prefeito assuense Gustavo Soares (PL), 43, não será candidato à reeleição. O motivo? Uma escolha, uma preferência. Um caminho. Como ele próprio justificou em reunião com aliados governistas nessa quinta-feira (2), entre a medicina e a prefeitura, resolveu priorizar a primeira.

O Blog Carlos Santos conversou hoje à tarde com o deputado estadual George Soares (PL), irmão do prefeito. Ele confirmou a posição irreversível de Gustavo, que é de foro íntimo, em meio às férias que resolveu usufruir após contrair Covid-19 (veja AQUI). Agora, a tarefa ingente do  governismo é escolher um substituto (a), montar chapa, preparar-se para campanha sem Gustavo candidato.

Segundo o deputado, seu grupo tem prazo definido para no máximo em 15 dias ter essa definição. Veja nosso bate-papo com o parlamentar:

- Está decidida e irreversível posição do seu irmão de não concorrer à reeleição?

George não quis antecipar nomes, mas tem pressa em definição a partir de postura de Gustavo (Foto: AL/arquivo)

George Soares – Gustavo tomou a decisão de não concorrer à reeleição. Decisão dele de forma serena. Ele quer cuidar da saúde e da profissão dele como Médico.

- Como está o processo de escolha do substituto? Como é ou será o processo do seu grupo e quem o comanda?

George Soares – O grupo vai se reunir para escolha da chapa. Vamos acatar os nomes escolhidos. O grupo é grande e forte. Sairá uma chapa forte para disputar a eleição em Assu.

- Qual processo de escolha, a mecânica, digamos. Pesquisa?

George Soares - Os nomes escolhidos pelo grupo serão verificados em pesquisa.

- Tens, a princípio, alguns já em evidência. Quem são eles?

George Soares – Não quero me antecipar. Todos os nomes são merecedores de ter nosso apoio. Mas será um processo de 15 dias pra sair o novo nome.

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Categoria(s): Política
sexta-feira - 03/07/2020 - 16:20h
Renê Anísio Rodrigues

Covid-19 causa morte do 9º médico no Rio Grande do Norte


Anísio tinha 40 anos (Foto: reprodução BCS)

Uma semana melancólica para a saúde no RN.

Além do crescente número de mortos pela Covid-19, nessa sexta-feira (3) faleceu o terceiro médico com essa moléstia.

A vítima de hoje é Renê Anísio Rodrigues, 40.

Na quarta-feira (1º), já tinham falecido Nivaldo Sereno de Noronha Júnior, 52 – veja AQUI, e Paulo Matos de Castro, 64 – veja AQUI.

São nove médicos vítimas da Covid-19 no RN.

Que descansem em paz!

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Categoria(s): Saúde
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sexta-feira - 03/07/2020 - 15:42h
Previsão

RN perderá quase R$ 1 bilhão em receitas até fim do ano


O Rio Grande do Norte perdeu R$ 490.777.389,11 milhões em receita decorrente dos efeitos econômicos provocados pela Covid-19. O Governo do Estado também precisou investir aproximadamente R$ 270 milhões com ações de prevenção e combate à pandemia.

Herança de débitos de gestão anterior e pandemia, diz Freire, concorrem para asfixia ainda maior do erário (Foto: Secom)

A soma é de quase R$ 770 milhões. A compensação enviada pelo Governo Federal foi menos de um terço desse valor.

“Sofremos, sobretudo, com a perda de arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), em razão do setor comercial fechado, e com a queda do Fundo de Participação dos Estados (FPE), justo em um período de crise enfrentada pelos entes da Federação. Apenas com essas duas arrecadações tivemos déficit de aproximadamente R$ 392 milhões entre março e junho. Mas minha estimativa é de que o Estado perca R$ 1 bilhão em receita até o fim do ano”, lamentou o titular do Planejamento estadual, Aldemir Freire.

Fundeb

A queda de receita foi puxada ainda pelas perdas de R$ 48 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (FUNDEB), R$ 24,3 milhões de royalties, R$ 22 milhões do Simples, e R$ 7,2 milhões do Fundo Estadual de Combate à Pobreza (FECOP).

Na contramão das perdas, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) apresentou alta de 1,7% com ganho de R$ 2,8 milhões ao cofre estadual.

O déficit do último mês aponta uma possível diminuição do rombo financeiro, mas ainda compromete, sobremaneira, as contas públicas. No mês de março, início da pandemia, as perdas foram de R$ 19.845.847,69. Em abril, de R$ 112.104.792,66. Em maio, o maior montante, de R$ 193.384.372,79.

Em junho, leve diminuição, com R$ 165.442.375,97 em queda de receita.

“Assumimos um Estado em calamidade financeira, com passivo de quatro folhas e sete anos de salários pagos em atraso. Ainda assim nos comprometemos a pagar o salário dentro do mês trabalhado e temos cumprido. Os efeitos econômicos e sociais da pandemia permanecerão mais alguns meses. Mas enfrentaremos mais esse desafio com planejamento e ações”, concluiu Aldemir Freire.

Nota do Blog – Só um pequeno reparo às palavras do secretário. Os últimos dois governadores atrasaram, cumulativamente, 51 meses. Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP), a partir de setembro de 2013, atualizando a folha em dezembro de 2014, ao sacar mais de 234 milhões de reais do Fundo Previdenciário, o que inciou ciclo de implosão da previdência estadual. Robinson Faria  (PSD), seu sucessor, a partir de janeiro de 2016, depois de deixar esse mesmo fundo no “volume morto”, atrasando 36 meses. Realmente, não é fácil botar em equilíbrio esse ‘elefante’, com esses antecedentes e mais essa pandemia.

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Categoria(s): Administração Pública
sexta-feira - 03/07/2020 - 15:24h
Padre Flávio Augusto

Vigário-geral da Diocese de Mossoró está com Covid-19


Vigário-geral da Diocese de Mossoró e pároco da Catedral de Santa Luzia, padre Flávio Augusto Forte Melo testou positivo para Covid-19.

Sintomático, resolveu fazer exames que atestaram a presença do novo vírus em seu organismo.

Toma providências para tratar a doença.

Ele mesmo fez comunicado do problema e pediu orações (veja nessa postagem).

Nota do Blog – Saúde, meu caro!

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Categoria(s): Gerais / Saúde
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sexta-feira - 03/07/2020 - 14:42h
PSDB

Até que enfim chegou


Serra: alvo da Lava Jato (Foto: Edilson Rodrigues)

Por François Silvestre

Muito tarde, mas chegou (veja AQUI). A lava-jato finalmente bateu às portas de uma gangue que tinha gozado da proteção escrachada dos operadores “donos” da Operação.

A turma de uma fatia importante do PSDB. José Serra, Aécio Neves e outros menos votados sempre gozaram do amparo do juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol. Numa das conversas publicadas pelo Intercept, há uma advertência do juiz ao pupilo promotor: “Não vamos estender muito, para não aniquilar o sistema político nacional”.

Essa cautela não era para proteger o “sistema político nacional”. Não.

Era para acobertar os corruptos do seu afeto.

De seu amigo “in pectoris” Aécio Neves, dos tucanos paulistas e outros que certamente aparecerão.

Bastou o prestigio imperial do conje Moro decair, para o sol começar a desinfetar a operação. E abandonar a sujeira seletiva de só ter um lado a ser investigado.

Para quem não tem corrupto nem bandido de estimação é uma boa notícia.

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Categoria(s): Opinião
sexta-feira - 03/07/2020 - 13:24h
Assembleia Legislativa

Ezequiel solicita recuperação de estradas estaduais


O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), solicitou a recuperação de duas importantes rodovias localizadas nas regiões Potengi e Oeste do Estado. Os pedidos foram encaminhados para a governadora Fátima Bezerra (PT) e para o diretor geral do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Manoel Marques Dantas.

Ezequiel: estradas precárias (Foto: Eduardo Maia)

O primeiro requerimento é destinado a recuperação do trecho rodoviário da RN-233, que liga os municípios de Assu e Campo Grande. Segundo Ezequiel, a estrada “necessita, em caráter de urgência, da execução de serviços de reparos”. Ainda de acordo com o parlamentar, “a falta de manutenção nos últimos anos e o consequente desgaste do asfalto com o aparecimento de buracos tem dificultado o tráfego e coloca a população em risco”.

A RN-233 é uma importante via de ligação à BR-304, que conecta o Médio Oeste potiguar com as demais regiões do Estado, por onde circulam diariamente centenas de veículos, muitos deles em serviços essenciais de escoamento da produção local, permitindo o desenvolvimento econômico da região.

Problema

A outra solicitação de Ezequiel é para que seja realizada uma operação tapa-buracos no trecho rodoviário da RN-203, que liga os municípios de São Paulo do Potengi e São Tomé, passando por Barcelona, na região Potengi. “Existem vários buracos. O problema é notável. O trecho encontra-se completamente inapropriado para o tráfego, em consequência da falta de manutenção nos últimos anos”, argumenta o presidente da Assembleia.

Ezequiel finaliza ainda alertando para a necessidade de um reparo de urgência na ponte Riacho Santa Rosa, também na RN-203. Segundo o deputado, o local está deteriorado e coloca a população em risco.

Com informações da Assembleia Legislativa do RN.

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Categoria(s): Administração Pública / Política
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sexta-feira - 03/07/2020 - 12:16h
Veto

Rosalba nega recursos para artistas e espera verba federal


A prefeita Rosalba Ciarlini (PL) vetou o Projeto de Lei 006/2020, de autoria do vereador Gilberto Diógenes (PT). O PL autorizava o Executivo a remanejar 10% dos eventos Mossoró Cidade Junina, Cidadela e Chuva de Bala no País de Mossoró para os vários segmentos artísticos da cidade, devido ao estado de calamidade vivenciado por conta da pandemia do novo coronavírus.

Artistas mossoroenses ficam outra vez como peça de discurso políticos, mas sem apoio efetivo (Foto: arquivo)

Para vetar a proposição, a prefeita alegou que haveria inconstitucionalidade nela. A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Mossoró deu parecer favorável ao PL, que foi endossado pelo plenário.

O projeto não cria despesas novas, mas apenas pede o remanejamento de verba já prevista e recursos agendados para eventos do calendário de eventos da Prefeitura de Mossoró, para este ano.

A prefeita foi mais além e bem mais longe, para não sancionar a lei. Cita que o Governo Federal dará socorro aos artistas, através da “Lei Aldir Blanc. Ou seja, seria desnecessário esse apoio direto da municipalidade.

“Capital da Cultura”

Às vésperas da votação do PL na CMM (09 de junho), enquanto artistas ainda discutiam com os vereadores da base governistas a viabilidade do projeto, Rosalba apressou-se em fazer remanejamento de recursos para outra rubrica, ou seja, dando outras destinações. Assim, já enxugava ao máximo o que poderia atender aos artistas, na cidade que já chegou a pleitear há alguns anos o título de “Capital da Cultura” no país.

Chama a atenção também, que o PL vetado estabelecia que 90% dos recursos tivessem destinação para ações de combate ao Covid-19. Foi exatamente o que a prefeita fez, mas antes de receber o projeto, para supostamente não caracterizar sua atitude como ‘atendimento a um pleito’ de vereador da oposição.

Prefeita evita sugestões da oposição

Em março, o deputado estadual Allyson Bezerra (Solidariedade) – veja AQUI – já sugerira remanejamento de recursos do Cidade Junina para o combate à Covid-19. O vereador oposicionista Petras Vinícius (DEM) apresentou pleito nesse sentido – veja AQUI – na CMM. Gilberto Diógenes foi mais além, mas todos – que são oposicionistas – acabaram ignorados pela decisão de Rosalba.

O assunto não está encerrado. Ele voltará à Câmara Municipal. Caberá aos vereadores, inclusive à bancada governista que é formada por 14 vereadores, apreciarem o veto.

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Categoria(s): Cultura
sexta-feira - 03/07/2020 - 11:00h
Ufersa

Certa de nomeação, 3ª colocada manda insatisfeitos à rua


Do Blog Saulo Vale

Terceira colocada na consulta da Lista Tríplice à Reitoria da Universidade Federal Rural do Seminário (UFERSA), a professora Ludimilla Oliveira voltou a polemizar nas redes sociais ao falar sobre sua eventual nomeação ao cargo de reitor da instituição.

“Eu vou ser a primeira mulher reitora da universidade. E quem não aceitar, saia. Quem não aceitar, deixe de estudar lá. Peça transferência. Nós vamos fazer o nosso melhor”, disse.

A declaração da professora ocorreu em live realizada nesta quinta-feira (2), no perfil do Instagram da Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica, quando ela interagia com a presidente da entidade no RN, Sâmia Martins.

Ludimilla Oliveira afirmou mais uma vez, durante a transmissão online, que aceita o cargo de reitor caso seja nomeada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Eleições Ufersa

Ludimilla Oliveira computou 18,33% dos votos da comunidade acadêmica no último dia 15, ficando em terceiro lugar, atrás de Rodrigo Codes (37,55%) e Jean Berg Alves (24,84%) – veja AQUI.

Jean Berg já afirmou que não aceita o cargo, nem se o presidente da República o nomeá-lo. Ele defende a nomeação do primeiro colocado na Lista Tríplice, professor Rodrigo Codes.

A disputa, então, é entre Codes e Ludimilla.

Nota do Blog Carlos Santos – Absolutamente legítima a aspiração da professora Ludmilla em ser nomeada, haja vista que concorreu como os demais e consta da lista tríplice. Faz parte do que está normatizado e o presidente não é obrigado a nomear o mais votado. Entretanto, o que pesa contra ela e gera polêmica dentro e fora da Ufersa, é de caráter moral.

Como uma pessoal supostamente democrática, Ludmilla sabe que seu comportamento espelha a supremacia da ambição pessoal, mesmo que legítima (legalmente). Não existe espírito público ou zelo acadêmico.

A própria linguagem usada nessa ‘live’ depõe contra a terceira colocada. Remete-nos à época do regime militar e o lema “ame-o ou deixe-o”, pregação para que os contrários ao governo verde-oliva saíssem do Brasil.

Sabe-se que ela trabalha politicamente por sua nomeação. Não está estática ou presa tão somente às declarações pública. O resultado das urnas é só um detalhe ou nem isso.

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Categoria(s): Educação / Gerais / Política
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