A política é uma ciência. Muita gente desconhece esse seu valor cientificista, mas é fato. E, dinâmica, se comunica com outras ciências.
Vamos a dois exemplos irrefutáveis, aqui mesmo, em nosso universo cotidiano, revelando sua identificação com a Química e a Medicina:
O ex-deputado federal Ney Lopes merecia Nobel de Química. Em 2006, numa entrevista em Currais Novos que se espalhou pelo estado e Web, afirmou que juntar PFL (hoje, DEM) e PMDB era como “água e óleo”.
Poucas semanas depois ele – que era do PFL – virou candidato a vice-governador do senador Garibaldi Filho, justamente do PMDB. Perderam o pleito “misturados” no mesmo palanque.
Em 1988, o professor Chagas Silva, candidato a prefeito pelo PT de Mossoró, tachou: “Os Rosado são o câncer de Mossoró!” Poucos anos depois, ele passou a ser assessor da deputada Sandra Rosado (então no PMDB). Ou seja, descobriu a ‘cura’ dessa terrível moléstia.
Por essa e por outras passei a estudar a política sem arroubos. Sou um interessado pelo assunto. Não tenho paixões nem ódios. E vez por outra ainda lanço livros com situações engraçadas dos bastidores e palanques dessa atividade humana.




























