Do Blog de Marcos Dantas
A revista IstoÉ repercute que a ministra Eliana Calmon, corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), é boa de briga e se notabilizou nos últimos meses por enfrentar o lado podre do Judiciário. Graças a ela, o Brasil tomou conhecimento de suspeitas que pairam sobre os “bandidos de toga”, que foram protegidos durante longos anos pelo corporativismo. Agora, a ministra começa a alertar sobre outro movimento de bastidores que também pode atrapalhar a apuração de crimes praticados por magistrados.
Segundo Eliana Calmon, “elites podres do país querem infiltrar gente dentro do CNJ para minar a instituição”. O desabafo, proferido na sexta-feira 4, durante discurso para deputados estaduais da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, tem destino certo. O “infiltrado” é o advogado Emmanoel Campelo, que prestou ao longo do tempo serviços à cúpula do PMDB na Câmara, especialmente para o líder Henrique Eduardo Alves (RN), de quem é conterrâneo e foi assessor.
Com trânsito livre no mundo político, o nome do advogado foi aprovado a toque de caixa pelos deputados e na semana passada recebeu discretamente o aval do Senado. Agora o ato de nomeação está nas mãos da presidenta Dilma Rousseff, que não tem prazo para fazê-lo. Se depender da torcida dos integrantes do CNJ, não o fará.
Nota do Blog do Carlos Santos – Que fase vive o universo forense do Rio Grande do Norte, heim?
Particularmente, não vejo essa sequência de podridão como algo ruim ao próprio meio. É, apesar de seu impacto, uma forma de depuração. As próprias instituições que fazem parte desse contexto devem contribuir à higienização, em vez de utilizar o velho corporativismo como escudo, arrimo ou cortina de fumaça.
A sociedade agradece.































