domingo - 21/02/2021 - 08:00h

O rinoceronte acoelhou-se

Rinoceronte de PelúciaPor François Silvestre

Pois é. O valentão de alguns dias atrás virou coelho, quando lhe apertaram os colhões (mantida prisão do deputado federal Daniel Silveira). Essa tchurma não engana. Tudo valentia de ocasião, esperando que as armas ostensivas e os músculos bombados imponham medo nos indefesos. Ou nos mansos, que são corajosos sem ostentação.

Não guardo apreço esmerado pelos componentes da nossa suprema corte. Já deixei isso registrado aqui mesmo. Conheço a biografia de todos eles e sei da fragilidade dimensional da sua geografia humana.

Mas não chego ao delito de defender o fechamento da Corte nem o desrespeito à condição das suas investiduras. Não há imunidade parlamentar para a delinquência. E esse deputado, corretamente preso, delinquiu ostensivamente.

Praticou o crime e fez apologia do delito praticado.

Tentou remendar, saindo da postura do valentão que nada teme para o acabrunhamento de um animalzinho frágil. Com o rabo entre as pernas, feito cachorro de pobre em casa caiada. A emenda saiu pior que o soneto.

O bom disso tudo, nesse momento de tanta insegurança social e de saúde, é ver a cara de sofrimento da fascistagem do jornalismo. Os da jovem pan, dos pingos nos ís, os garcias e lacombes. Essa gangue está de caldo.

O sofrimento “cívico” deles faz bem à Democracia.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Política
domingo - 14/02/2021 - 21:56h
Crônica

O oitão do Cajá

Por François Silvestre

O Cajá era um sitio minimalista, de propriedade de minha avó, onde morava seu Bendito do Cajá. Nunca soube do seu sobrenome, conhecido era ele pelo pós nome do sitio onde morava.

O sítio era tão sem graça, sem pomares, sem atrativos, que até os bodes dormiam, durante o dia, no oitão da triste casinha de taipa, onde seu Benedito aboletara-se ainda jovem e lá veio a morrer com quase um século de vida.

Pois assim está o Brasil. Tão sem graça, sem esperança, sem futuro, sem apelo, que até os bodes dormem de dia pra não berrarem ante tamanha desmotivação.

Aqui, nesse meu oitão, espantei um pouco a pasmaceira com a Live de Maria Betânia, o texto de Tácito Costa sobre a mesma Live e terminando o livro de Tião Carneiro. Uma taça de vinho muito bem degustada.

Acompanhei tudo com algumas garfadas de paçoca de mucunã e cuscuz de macambira.

Mas o Brasil não é mais do carnaval nem do futebol. É um país de bola murcha. De civis sem civismo e de militares sem vergonha.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Crônica
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domingo - 31/01/2021 - 05:00h

Até que a morte nos ampare

Por François Silvestre

Que seja eleito/

ou se já foi./ E reeleito/

se assim for feito./

 

Se não tem jeito/ que desembeste/

que vire peste./ Que seja eterno/

e se acomode nos quintos do inferno./

 

Se o povo é doido,/ maluco de canga e corda/

e o país, doido varrido, entrega-se a qualquer sorte/

que seja eleito/ e reeleito./

E permanente, ninguém se importe/

que seja o patife vitalício/

e nos conduza na maluquice até a morte.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Poesia
terça-feira - 26/01/2021 - 13:52h
Alerta

Cuidado com o Google

Logo da GooglePor François Silvestre

O Google não é a Britânica. Pode ser mais vasto, mais amplo, mais atual. “Porém, entretanto mas porém” falta-lhe o cuidado da honestidade intelectual. Na Britânica você aprende, lá sustenta-se a formação. No Google você pesquisa, lá chove e derrama-se a informação. Cuidado. Nem sempre a informação a mancheias traz consigo o zelo da formação.

Certa vez, num comício que eu fazia no Café São Luiz citei um verso do pastor alemão Martin Niemöller que diz: “Um dia eles vieram e levaram meu vizinho judeu, não falei nada porque não sou judeu,/ depois vieram e levaram um católico, não falei nada porque não sou católico,/ no dia seguinte vieram e levaram um comunista,/ não falei nada porque não sou comunista. Até que vieram e me levaram, aí não havia mais ninguém pra falar nada”.

Numa roda de pessoas presentes ao evento, um intelectual bem conhecido na cidade me corrigiu, como soube depois, dizendo que esse pastor nunca existiu e que os versos eram de Bertold Brecht. Brecht nunca escreveu esse poema. Mas, muitos vieram me cobrar.

No Google já vi esses versos: Só é cantador quem traz no peito o cheiro e a cor da sua terra,/ a marca de sangue dos seus mortos/ e a certeza de luta dos seus vivos, atribuídos a Vital Farias. Não é dele. Como sei? Sei porque esses versos são meus. Vital Farias apenas os recitou, consta na capa do disco com o devido crédito. Vital não tem culpa, mas o Google tanto atribui a mim quanto a Vital.

Agora, vejo um texto horroroso recitado pelo presidente do Supremo Luiz Fux, na dobrada do ano, atribuindo autoria a Carlos Drummond de Andrade. Deve ter tirado do Google.

Drummond nunca escreveu esta merda, felizmente; literatura que nem Branchu assinaria. Que Fux é uma fraude jurídica, todos sabemos. Mas ele deveria ter vergonha e não atribuir ao Poeta Maior um texto escrachadamente horrível.

O próprio Fux seria um autêntico autor dessa porcaria. Cuidado com o Google.

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Categoria(s): Artigo
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quarta-feira - 20/01/2021 - 08:46h
Opinião

Mais uma ideologia batida

anarquismoPor François Silvestre

E eu deixando mais uma fora das minhas crenças. Qual? O anarquismo, a graciosa ideologia de Bakunin e de Proudhon. Era o anarquismo uma espécie de segundo time, onde desaguavam todas as tendências progressistas.

Assim o era o América do Rio para vascaínos, flamenguistas, fluminenses e botafoguenses. Nos tempos em que havia futebol no Rio de Janeiro.

Mas o assunto é outro. Escrevi certa vez que o poder é o abatedouro das ideologias. Nenhuma resiste à prática de sua aplicação. Até o capitalismo se vira nos trinta pra sobreviver, e olhe que o capitalismo não é uma ideologia do ponto de vista filosófico.

É uma relação social de sobrevivência entre poderosos e dominados, exploradores e explorados, tudo no invólucro onde cabem ganância, caridade, negociação, esmola, pressão. Por isso e só por isso sobrevive.

Pois bem. O anarquismo acaba de entrar no abatedouro. Onde? No Brasil. Vivemos ou não vivemos num país sem governo? E onde não há governo, qual a ideologia praticada? O anarquismo. Anarquismo administrativo, anarquismo na saúde pública, anarquismo diplomático, anarquismo social, anarquismo na segurança pública e privada, anarquismo político, anarquismo econômico.

Uma caricatura “governamental” chefiada por um biltre, acolitado por néscios, numa súcia caricata da sua própria fisionomia deformada.

Pobre Bakunin, revira-se na cova e se assombra com a morte da sua outrora graciosa ideologia.

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Categoria(s): Artigo
domingo - 10/01/2021 - 04:00h

Padre Tércio…

Monsenhor Tércio faleceu dia passado (Foto: Web)

Monsenhor Tércio faleceu dia passado (Foto: Web)

Por François Silvestre

…Mais um desmanche do passado. E como dói. Não doem os músculos nem o coração, é o passado que dói.

Quando cheguei ao Ginásio Diocesano Seridoense, que depois virou Colégio, em 1961, o diretor era Monsenhor Walfredo, que eleito vice-Governador no ano anterior, foi substituído pelo Padre Itan Pereira. Padre Ausônio Tércio de Araújo era o professor de francês. Depois assumiu a direção.

Padre João Agripino, de matemática. Também ensinava matemática o professor João Diniz, o admirável João Bangu, como era conhecido. E sua mulher, dona Neta. Plácido Saraiva, o bode rouco, lecionava português. Padre Balbino, latim. Professor Guerra, geografia. Dona Iracema, história. Padre Antenor, religião.

Quase todos já se foram, e em homenagem aos vivos eu me curvo reverencialmente ante à inapelável sina do todos nós. Parte agora o Padre Tércio. Com quem mantive ao longo de toda a vida uma relação de amizade e afeto. Era um educador no sentido mais completo e extensivo da palavra.

Vejo agora, pelo olhar turvo da memória aqueles corredores guarnecidos de arcadas da mais simples nobreza, como sói ser a simplicidade do que é verdadeiramente nobre. As salas de aulas, os dormitórios, o refeitório e suas freiras adocicadas de humildade, a capela que separava o ginásio do seminário, o campo de futebol e os bebedouros em fila numa parede azulejada.

E vejo Padre Tércio, irado, após uma pichação que eu e Murilo Diniz fizemos criticando o Colégio. Ele entrou na sala de aula e nos apontou: foram vocês dois.

Quando alguém perguntou como ele sabia, sua resposta foi: “Pela péssima caligrafia e a má feitura das frases”.

Saudade…muita saudade!

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Crônica
  • Repet
quarta-feira - 06/01/2021 - 18:00h
Opinião

O Partido Republicano morreu!

Partido republicano dos Estados Unidos - LogoPor François Silvestre

Foi algum comunista que disse? Ou algum esquerdista americano? Ou o presidente da Venezuela? Ou um líder cubano? Não, não, não.

Foi Donald Trump, hoje, num discurso insuflando a massa a invadir o Capitólio. Disse e conseguiu o intento. Bagunçou o congresso, esculhambou a democracia americana e deu bananas para o processo eleitoral.

Daí podem sair várias consequências:

I- O fim do bipartidarismo americano, com a criação de um partido trumpista, que acolherá os idiotas úteis que o cercam e veneram.

II- O Congresso votar, em regime de urgência, o impeatcheam de Donald Trump, por inúmeros motivos. Crime contra a ordem pública, crime de lesa pátria, crime contra a ordem democrática, crime de mentira, crime contra o funcionamento regular do Congresso, etc…etc…é um passeio pelo Código Penal americano.

III- Se nada disso acontecer, constata-se: A decantada democracia americana deixou cair a máscara e perde a autoridade moral para cobrar democracia em qualquer lugar do mundo. Simples assim.

Leia também: Congresso dos EUA é invadido por manifestantes pró-Trump.

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Categoria(s): Opinião
segunda-feira - 04/01/2021 - 07:56h
Opinião

O serviço de Donald Trump…

Por François Silvestre

contra a hipocrisia.

Essa coisa do não reconhecimento da derrota e de não convidar o vencedor à Casa Branca, civilizadamente, como costumava acontecer há séculos, retirou a máscara da decantada “perfeição” da democracia americana. A História fica devendo isso a Donald Trump. Palmas para ele.

Donald: derrotas e mais derrotas (Foto: arquivo)

O engraçado é que os americanófilos brasileiros, trumpistas, esquecem que, ao apoiar o esperneio de Trump, acabam por equiparar a democracia idolatrada do Tio Sam à democracia eleitoral da Venezuela. Qual a diferença? Segundo Trump, nenhuma. “Foi a eleição mais roubada da história”. Disse e repete Donald Trump. E seus fanáticos seguidores aplaudem e confirmam a denúncia. Inclusive os daqui.

Quer dizer o quê? Que era tudo uma grandiosa farsa. O Próprio Donald Trump perdeu para Hilary Clinton nos votos populares gerais. Mas ganhou nas mumunhas democráticas da eleição indiretaBarak Obama e a própria Hilary reconheceram a derrota. E Trump foi convidado à Casa Branca, antes da posse.

Agora, Joe Biden ganhou nas eleições populares gerais com mais de sete milhões de votos de maioria. Não bastando, ganhou no Colégio Eleitoral de lavada. Vitorioso nas diretas e na indireta. Não aceitando a derrota, Donald Trump foi à luta. Denunciou fraudes, sem prová-las ou não, não sei. Perdeu todas as ações judiciais. Não se conformou e diz que foi roubado.

Pôs dúvida na eleição, pôs dúvida na apuração, pôs dúvida na certificação pelo Colégio Eleitoral. Agora, está demonstrando que até a Justiça da decantada democracia americana é uma grandessíssima merda. Kkkkkkkkkkk. Meus tempos de Casa do Estudante não mereceram um presente de tamanho júbilo. Obrigado, Donald Trump. Foi tarde, mas valeu!

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Categoria(s): Artigo / Opinião
  • Repet
segunda-feira - 28/12/2020 - 10:01h
Opinião

Vacina, vacinas, burrice

Por François Silvestre

O mundo vive uma pandemia bem mais letal do que a incidência do vírus coroado. É a pandemia da dominação dos asnos, com minhas desculpas aos quadrúpedes aqui usados, talvez indevidamente, para qualificar a inteligência vigente.

Pra tudo e pra todos os lados. A ciência, digo os “cientistas”, chutaram a sensatez que lhe dá credibilidade e embiocaram no mundo turvo da política. Os políticos conseguiram uma proeza que ninguém previra, tornaram-se mais venais e mais estúpidos do que todos os seus ancestrais. A cultura virou uma caricatura universal de folguedos sem qualquer apelo de inteligência.

A literatura vive de pompas e clausuras, num academicismo ridículo. O lirismo, tão gracioso há antigas décadas, é apenas a farsa crônica da mesma fisionomia caricatural.

A saúde pública deságua no manancial estreito e putrefato onde já fedia miseravelmente a saúde particular dos pobres. O poder público não é poder nem é público. É um bivaque particular, rifa entre parentes e amigos. Foi sempre assim? Sim. Mas piorou. E o pior é que antes ainda se reclamava; agora, aceita-se com resignação e até aplauso.

Ouvi agora o rincho de um jumento no quintal vizinho, que som agradável de ouvir comparado ao som que vem da televisão ou do rádio.

Comparado até ao silêncio da leitura de jornais ou redes sociais. Esse rincho silencioso que certas leituras completam o ateliê caricato, onde cinzela-se o monumento de um planeta plano desafiando a inteligência esférica dos contornos universais.

E a fé? Coitada. Triturada por igrejas e carolas, espertos e ingênuos. Vem de coito.

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Categoria(s): Artigo / Opinião
domingo - 20/12/2020 - 06:52h

Poema para Gibran

Por François Silvestre

Não me interessa mais/

que horas são./

Nem quais são as orações/

de cada hora.

Não poderei dizer/ com Khalil Gibran/

que “ninguém nunca ouviu minha boca pronunciar uma oração”./

Muitas foram pronunciadas/

numa reza sem qualquer convicção./

Terços debulhados/ para salvar almas/

ou espantar fantasmas inexistentes./

Tudo perdido num relógio do sol,/

marcando a perda do tempo./

Mas se o tempo não se recupera/

a reza também não./

Fica tudo pronunciado/ na anunciação do desperdício,/

que é o destino da oração./

Gibran Khalil Gibran, “Jesus, o filho do homem:”/

“Vossos filhos vêm de vós, mas não são vossos”.

Quanta oração jogada ao vento,/

e quanto vento a jogar orações/

no despenhadeiro de ouvidos moucos./

Não me interessa que horas são./

Nem qual seja a oração da hora certa./

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Poesia
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terça-feira - 15/12/2020 - 16:20h
Alô

O telefonema de Bolsonaro…

Por François Silvestre

…Traduzido pelo filho Eduardo.

-“Alô, quem fala”?

-“É o Jair”.

-“Já vai pra onde”?

-“Jair Bolsonaro, presidente do Brasil.”

-“Ah…o que deseja”?

-“Cumprimentar o Presidente daí.”

-“Ele foi jogar golfe.”

-“iih, liguei pro número antigo. Desculpe…”

Olhando irritado para a Secretária: “Você ligou pro Deus, ô, Donald, preciso falar com o outro, que ganhou, antes que o Putin Ligue”.

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Categoria(s): Crônica
sexta-feira - 11/12/2020 - 22:44h
Brasil

O Golbery do Paraguai

Heleno: o general (Foto: Sérgio Lima)

Por François Silvestre

Começo pedindo desculpas ao Paraguai. Deveria dizer, o Golbery do Brasil de hoje. A quem me refiro? Ao general Heleno, esse velhinho aparentemente suave, que era chefe de gabinete do Sílvio Frota, que foi defenestrado por Ernesto Geisel, ao tentar um golpe para evitar a distensão lenta e gradual proposta por Golbery do Couto e Silva e encampada pelo general presidente Geisel.

O aparentemente suave é uma cilada. O general Heleno é tudo, menos suave. Se pudesse já teria fechado o Supremo e o Congresso. É um fascista de carteirinha.

Golbery criou e chefiou o Serviço Nacional de Informação (SNI), que tinha a função de chafurdar a vida das pessoas; mandar investigar, prender, exilar, torturar e matar. Um dia, meio entre remorso e medo, ele declarou: “Criei um monstro”.

Pois bem. Seu sucessor de hoje é o general Heleno, de cujo primeiro nome esqueço, e o o antigo SNI virou Agência Brasileira de Inteligência (ABIN). Agência Brasileira de Inteligência. Que é agência, não se discute. Que é brasileira, também não. Mas, inteligência? Kkkkkkkkkkkk. Tão inteligente esse órgão que qualquer revista das que circulam por aí, consegue saber o que esses espiões do Heleno tramam. Bando de cagões.

Agora vazou uma atribuição do órgão que nem o 007 imaginaria. Inteligência para corrupção. Pois foi. Um trabalho minucioso para ajudar na defesa do senador Flávio Bolsonaro, aquele da corrupção do esquema Bolso Queiroz.

Os auditores do fisco federal declararam, numa nota, que é o maior escândalo dos novos tempos. Taí um trecho da nota:

“Se não bastasse a gravidade de se ter uma agência de inteligência mobilizada para defender o filho do presidente da República, acusado de atos ilícitos, como a “rachadinha” na Alerj, não se pode admitir que um órgão de governo busque interferir num órgão de Estado, protegido pela Constituição Federal, sugerindo afastamentos de servidores públicos”…

Leia também: Abin não fez relatórios para Flávio Bolsonaro; defesa confirma documentos.

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segunda-feira - 07/12/2020 - 22:10h
Política

Bolsonaro, o surdo mudo

Por François Silvestre

Com quem Bolsonaro vai conversar nas relações internacionais? Só com o imbecil do seu ministro de relações exteriores. Imbecilidade delegada pelo chefe e cumprida pelo esbirro.

Vejamos. Perdeu contato com a Comunidade Europeia, que sepultou, por enquanto até que o Brasil volte a ter governo, qualquer chance de relação com o Mercosul. Perdeu contato com a França e Alemanha, por burrice ambiental. Não tem contato com o Reino Unido, que simplesmente esnoba a desimportância do Brasil. Burra e estupidamente cria atritos desnecessários com China, nosso maior parceiro comercial, fundamental apara o agronegócio. Que já está criando alternativas de compra de soja e carne a médio prazo na África e outros países latino-americanos. Plantando soja e estimulando a pecuária nesses países.

Na sua bajulação servil a Donald Trump não trouxe qualquer benefício ao Brasil. Pelo contrário, expôs o rabo nacional à sanha dominadora do interesse americano. Após a derrota do seu donatário, vai se ver com a desfeita do novo governo do império do tio Sam.

E aqui, na vizinhança? Perdeu o contato com a Argentina, ao se meter indevidamente nas eleições daquele país. Perdeu o contato com a Bolívia, onde tinha um candidato chamado o “bolsonaro” de lá. Humilhado nas urnas.

Promoveu uma campanha imbecil de criar um governo paralelo na Venezuela. Deu em quê? Em merda. Cadê Guaidó? Perdido feito cego na privada. Perdeu, também se intrometendo, no plebiscito do Chile. O que sobrou? A Coreia do Norte.

Uma ditadura imbecil, que passou a ter o afeto de Donald Trump. Só. Com quem esse surdo mudo vai conversar?

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Categoria(s): Artigo / Política
quarta-feira - 11/11/2020 - 11:26h
Opinião

Fascismo derrotado

Trump: derrota (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

Donald Trump perdeu de lavada, e eu previra. Só não aceitam a realidade da derrota o próprio Trump e seu animalzinho de estimação Bolsonaro, que ainda saliva esperando do chefe autorização para reconhecer.

Seu reconhecimento chegará tarde e será ignorado. Até a maioria dos líderes do Partido Republicano já publicaram os parabéns ao vitorioso. Em governos de Estados, Senado e Câmara.

Essa derrota do fascismo não é derrota da Direita democrática, merecedora de respeito. Não. Na Bolívia e no Chile a diferença favorável à Democracia não é mérito somente da Esquerda. Foi vitória dos progressistas e conservadores legítimos.

Esquerda, centro esquerda, centro e direita democrática têm suas assinaturas nessa vitória.

O fascismo não é conservador, destruir é da sua natureza. O conservador guarda princípios respeitáveis, mesmo que se discorde deles. Não se confunde com o fascismo. Hitler, Mussolini, Franco, Pinochet, Stalin, Garrastazu são fascistas, portando, destruidores. Nada edificaram, apenas demoliram.

Venceu, nos Estados Unidos, a conservação. Apoiada pelos progressistas, que terão voz, conforme já declarou publicamente Joe Biden. O resto, falaremos depois, é choro muito, da nossa direita integralista e babaca. Anauê!

Categoria(s): Artigo / Opinião
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domingo - 08/11/2020 - 07:48h

Estrupício X Zé Bodin (eleição americana)

Por François Silvestre

Deu Zé Bodin, menomale. É assim o complexo de vira lata, assumido, filho do canil de Nelson Rodrigues, desse Brasil idiota, que vejo e comemoro a derrota do estrupício.Tudo contido num quatro de terror, numa ribalta de horrores. Onde cada luz posta esmorece nas trevas estabelecidas. Na boca do palco, ao baixar o pano, a escuridão nem se curva para receber aplausos da ignorância.

Me vem à memória o diálogo final de “A Tempestade”, a peça quase esquecida de Shakespeare. Próspero, conquistador da ilha onde pontificava Calibã, teve com o nativo o último embate diante da revolta do conquistado.

Eras uma figura ignóbil e eu te dei compleição humana”, disse próspero. “Mas a ilha era minha e tu ma tomaste”. Respondeu Calibã. Ao que Próspero argumentou: “Mas eu te ensinei minha língua”. E Calibã encerrou: “No que a mim só serve para nela eu poder amaldiçoar-te”.

Pois é. Nós daqui somos a ilha de Calibã. Aprendemos a língua de Próspero, mas não aprendemos a lição de Calibã. Não amaldiçoamos a desgraça cultural que nos sufoca, nem a violência econômica que nos escraviza.

Porém, cada Próspero tem seu jeito. O último que estava lá não era apenas o mal da ilha, mas o mal da humanidade. Nós, Calibãs, após aprendermos a língua de Próspero, precisamos muito mais do que apenas amaldiçoá-lo na sua língua. Muito mais. Precisamos engasgar a sua língua, para resgatar e manter a cultura bruta e nativa de Calibã. (esse texto continua)

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 02/11/2020 - 09:24h
Brasil e EUA

D. Pedro II, presidente americano

Dom Pedro: presidente (reprodução)

Por François Silvestre

Em 1876, D. Pedro Segundo visitou, como turista, os Estados Unidos da América. Percorreu 22 Estados e causou viva impressão entre os sobrinhos do Tio Sam.

Um jornalista, gaiato, lançou a candidatura do Imperador à presidência, posto que era ano de eleições nos States. O mesmo jornalista escreveu: “O Imperador volta para o Brasil conhecendo melhor os Estados Unidos do que dois terços do nosso Parlamento”.

D. Pedro foi o segundo mais votado na Pensilvânia e obteve mais de quatro mil votos na Filadélfia. Mesmo governando daqui teria sido melhor presidente do que Trump, né não?

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Categoria(s): Artigo
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terça-feira - 13/10/2020 - 19:38h
Papo

Com Ariano sobre Academias…

Ariano Suassuna, a academia, o chá de macela para dor de barriga e outros assuntos mais e mais (Foto: arquivo)

Por François Silvestre

…e outras milacrias.

Rua do Chacon, bairro Casa Forte, no Recife. Uma conversa com Ariano Suassuna sobre muita coisa, umas e outras de um papo que versou descontraído, de cujas lembranças trato agora. De lembrar pra não se perder.

Da nacionalidade popular do Auto da Compadecida, e do meu atrevimento a negar valor literário à peça, compensando com a observação de que A Pedra do Reino elenca-se entre as grandes obras da ficção internacional. E daí foram muitas incursões sobre fatos e pessoas.

Incluindo curiosidades e idiossincrasias da nossa família, (minha mãe e Ariano eram primos), descendentes de Raimundo Sales e Mariana Felícia. Cujo sobrenome, Suassuna, que o casal pôs nos filhos, foi retirado de um regato em Riacho dos Cavalos, Catolé do Rocha. (riacho Suassuna, que significa servo negro) Desses filhos, um era o avô de Ariano e uma filha, minha bisavó. O Avô de Ariano, Alexandrino, nasceu na Serra do Martins.

De tanto que falamos, alguns registros. Sobre a surra de bengala que Delmiro Gouveia aplicou em Francisco Rosa e Silva, político pernambucano, que foi vice presidente da República no governo Campos Sales. Também foi senador e ministro do Supremo.

Em pleno bairro do Derby, centro do Recife, Delmiro surrou Rosa e Silva com um bengala de miolo de aroeira, em resposta à safadeza do mesmo por perseguição ao idealizador de Paulo Afonso, com registro em canção de Luís GonzagaDelmiro Gouveia era tio-avô de dona Marta, mãe de Geraldo Vandré.

Daí, nem lembro como, surgiu o assunto sobre Academias de Letras. Eu cobrei:

– “Você sempre negou o interesse nessa “imortalidade” e acabou aceitando. Foi pressão de amigos”?

Ele respondeu: “Pressão houve, mas num foi não. Foi falta de personalidade”. E continuou: “Eu sempre fui assim. Nunca gostei de cafezinho, nunca, mas inventava de tomar porque diziam que todo brasileiro tem que gostar de cafezinho. E eu, sem personalidade, tomava, e detesto. Depois, eu nunca gostei de viajar, mas diziam que viajar era muito bom, aí eu viajei muito e nunca gostei”.

Nesse momento ele parou e me perguntou: “O que você acha das Academias de Letras”? Respondi: “Acho que é a adolescência da idade intelectual”. Aí, ele inquiriu:

“Isso quer dizer o quê”? Respondi: “Quero dizer que é um grupo de adultos intelectualizados brincando de casinha”.

Ele arregalou os olhos, juntando os lábios, e disse: “É mermo”. (assim mesmo com o “r” no lugar do “s”). E repetiu: “É mermo. Toda tarde tem chá com bolo. Eu nunca fui; não gosto de bolo, e chá, só de macela, quando tenho dor de barriga”.

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Categoria(s): Crônica
sexta-feira - 02/10/2020 - 11:26h
Kassio Nunes Marques

Os indicados do Supremo

Kassio Nunes: indicado (Foto: UOL)

Por François Silvestre

Realmente, no Brasil, até a Sexta-Feira da Paixão pode cair na Terça de Carnaval. É o país do parafuso solto, da roca fora do fuso, do uso fora da moda, do senso fora do quengo.

Pois é. Michel Temer indicou um Ministro para o Supremo. Bolsonaro agora indica outro. O que se constata? Que Bolsonaro e Temer indicaram melhores Ministros do que o rebanho dos indicados por Lula e Dilma. Simples assim. Confirmante do parágrafo anterior.

Leia também: Bolsonaro indica o desembargador Kassio Nunes Marques para o STF.

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Categoria(s): Opinião / Política
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domingo - 27/09/2020 - 07:10h

Espinoza e o Deus de Einstein

Por François Silvestre

Baruch de Espinoza, nascido Benedito, nasceu em Amsterdã em meados do Século Dezessete. Mas não é de origem holandesa. De família judia portuguesa, nasceu na Holanda porque sua família foi obrigada a fugir de Portugal. E a fuga deu-se por conta da perseguição inquisitorial do “santo ofício” português, uma das inquisições mais brutais da Europa católica.Adolescente ainda começou a estudar filosofia e geometria, aprofundou-se no conhecimento da era clássica e as influências do pensamento grego nas escolas da formação teológica do cristianismo. Tanto de Sócrates e Plantão, revisitados pela Patrística, que tem em Santo Agostinho seu nome mais ilustre; quanto de Aristóteles, restaurado pela Escolástica, que tem de símbolo maior Santo Tomás de Aquino.

Toda sua formação parte de princípios negadores da superstição e das crenças estabelecidas no conluio entre igrejas e Estados. Começou por questionar a própria família, negando preceitos e intolerâncias do judaísmo. O que produziu contra ele a extrema medida do chérem, que é a expulsão judaica, semelhante à excomunhão católica, sendo mais rigorosa ainda.

Contrariou os pensamentos de Descartes e Leibniz, seus contemporâneos. Mergulhou profundamente no estudo da matemática, ética e geometria. Na maturidade, produziu o seu pensamento relativo a Deus. “Deus sive natura”, isto é, “Deus, ou seja, natureza”.

E ensinou que Deus não cria a coisa, Deus é a coisa. Deus não é transcendente na relação como o Universo, é imanente. Não está fora, gerindo, controlando ou julgando. É contido nele. Sem consciência de administração transcendente.

flor que desabrocha é Deus, a erva daninha que mata a roseira também. A chuva que que fecunda a terra é Deus, a seca que a resseca também.

Deus dos nossos silvícolas, Tupã, é de igual imanência. Seus templos são matas, rios, florestas e tabuleiros. Quando precisa reclamar, não o faz sem antes clarear. Por isso o índio entende que a luz do relâmpago antecipa-se ao esturro do trovão.

Quando perguntaram a Albert Einstein se ele acreditava em Deus, ele respondeu: “Acredito no Deus de Espinoza”.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Artigo
quinta-feira - 10/09/2020 - 20:42h
História

Independência ou morte?

Por François Silvestre

Bem, a morte existiu, existe e existirá enquanto houver vida. A maioria lamenta e chora, mas há quem a comemore. Ou dela faça pouco caso, inclusive da morte de dezenas.

E a independência? A que se comemora a cada sete de Setembro não aconteceu. Não houve independência unilateral nem heroicaPapo furado. E o que houve? Houve um acerto entre o rei de Portugal, cumprindo determinação da Inglaterra, com seu filho Pedro, regente do Brasil.

A Inglaterra derrotara Napoleão e se tornara senhora dos mares e da Europa. Portugal era apenas um reino consentido, dependente da Inglaterra. Portugal e suas colônias.

A Inglaterra precisava de um país pra chamar de seu nas Américas, após a independência dos Estados Unidos da América. Esse sim, com independência unilateral e heroica. E o Brasil era apenas colônia. Precisava virar país.

E foi o que aconteceu. As Cortes de Lisboa encenaram uma ópera bufa, bem ao gosto dos acordantes. Mas uma condição foi imposta ao Regente que viraria Imperador.

O pagamento de uma indenização bilionária, pelo Brasil, à ex-metrópole. Acerto feito, o resto foi só muganga. E gasto anual de grana e paciência com esses desfiles ridículos.

Eu ainda hoje tenho raiva daqueles desfiles do dia Sete no Ginásio de Caicó. Como eu não sabia tocar tarol, desfilava lá na rabeira.

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Categoria(s): Artigo
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sexta-feira - 28/08/2020 - 09:30h
Opinião

Taí a “nova” política

Por François Silvestre

Era tudo pra ser novo. E o passado, assim como o diabo, por ser velho, precisava morrer. E foi uma enxurrada de votos. De Bolsonaro aos bolsonaristas, tudo novo. E em novo sendo, tudo brilhantemente limpo.Wilson Witzel, ex-juiz federal, colega de Sérgio Moro e Marcelo Bretas, seria um hiato na vida governamental do Rio de Janeiro. Hiato de pureza, na velha política de corrupção, de longas datas, décadas de patifaria.

Ex-juiz, de dedo no nariz da sociedade, prometia um eldorado de justiça e honestidade. Hoje é afastado por corrupção. Coisa grossa (veja AQUI e foto do portal UOL nessa postagem). Com o mesmo cacoete do Sérgio Cabral, tendo a mulher como cúmplice, e não apenas conge. Bela “nova” política.

O suplente de senador de Flávio BolsonaroPaulo Marinho, informa que sua casa serviu de búnquer da campanha do presidente Bolsonaro para armar ciladas contra adversários e preparar escudos para os seus. Tudo com base em falcatruas já conhecidas e outras programadas. Esses 89 mil na conta da conge do capitão, feito pelo fantasma Queiroz, é pintinho amarelinho no meio desse cipoal. Tudo “nova” política.

O Procurador Deltan Dallagnol, justiceiro de pocilga, incluiu naquelas suas Dez Medidas contra a impunidade o fim da prescrição. Sorte dele que não passou. Agora mesmo, num julgamento de delinquência sua, no Conselho Superior do Ministério Público, o processo foi arquivado por motivo de prescriçãoArguida por ele. O Conselho acatou o pedido de prescrição, mas informou que os delitos foram praticados. O “justiceiro” deixou o rabo preso na saída do chiqueiro. Estuário da “nova” política. O coletivo dessa turma é Ruma. Aquela que fica a feder por trás da moita.

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 21/08/2020 - 15:10h
Opinião

Mais um desmascarado

Por François Silvestre

Quem? O fascista confesso Steve Bannon (veja AQUI). Esse sujeito é um craque da trampolinagem, corrupto metido a líder internacional da Direita. Aqui não se inclui a Direita democrática, que existe e merece respeito. Esse sacripanta foi o articulador das artimanhas escusas que ajudaram a eleger Trump. É dele a frase: “Trump e Bolsonaro são semelhantes, muito parecidos”.

Bannon pagou fiança para ter liberdade (Foto: UOL)

Você pergunta: “E ele conhece Bolsonaro”? Sim. Não só conhece como também era orientador. Ou ainda é. Ele está para Bolsonaro politicamente como Olavo de Carvalho está para o mesmo filosoficamente. Isto é, três ilustres analfabetos políticos e filosóficos. A estupidez pomposa.

Lembra daquele jantar oferecido pela embaixada brasileira a Trump e outros pérolas? Poi é. O Steve está ao lado de Bolsonaro. No outro lado da mesa está o Sérgio Moro, com sua “inefável” cara de bunda.

Ele imaginou um organismo internacional da “direita”. Uma espécie de Internacional do Fascismo. Sabe quem foi escolhido para representar essa “internacional” na América Latina? Eduardo Bolsonaro. Sim senhor.

O que aconteceu com ele? Foi preso por corrupção. Uma ong, que eles tanto criticam, foi a artimanha usada. Trump já se preveniu, dizendo que “nunca mais eu o vi”. mesmo ele tendo sido seu auxiliar até bem pouco tempo.

Sabe o valor da fiança? Cinco Milhões de Dólares. Uma bagatela que representa uma Mega Sena acumulada. Lá, o valor da fiança é proporcional ao tamanho do crime. Diga aí?!.

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Categoria(s): Artigo
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