segunda-feira - 20/05/2019 - 15:16h
EUA

Cadê o OCDE?


Por François Silvestre

O gato comeu? Lembram?

Jair Bolsonaro foi aos Estados Unidos, bateu continência para Donald Trump, abriu as pernas, digo portas, para americanos entrarem no Brasil sem qualquer controle, quando e onde quiserem, sem a recíproca para os brasileiros entrarem na terra do Tio Sam. E ainda abriu mão de interesses nacionais na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Tudo para quê?

Para Trump bancar o ingresso do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o clube comercial dos ricos.

Bolsonaro deu mas Trump não cumpriu a promessa.

Agora, véspera do encontro desse “clube”, Trump está bancando o ingresso da Argentina e nada disse sobre o Brasil.

Os diplomatas americanos informaram que não receberam nenhuma recomendação sobre o Brasil.

É isso aí.

Trump, que nada tem de besta, percebeu que Bolsonaro é um fã e não um aliado.

Um lírico bocó, pousando de estadista de quintal.

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Categoria(s): Artigo / Política
domingo - 19/05/2019 - 07:52h

Desgoverno, português e tabuada


Por François Silvestre

Bolsonaro curtiu e repercutiu um texto que afirmava ser o país “ingovernável sem os conchavos”, e ainda afirma que Bolsonaro até agora “não fez nada”.Quando alguém divulga um texto alheio, para deleite de outros leitores, sem contestar o que está escrito, confirma concordância com o que leu. Isso é tão elementar quanto “dois mais dois É quatro”, diria o ministraço da educação, como disse e repetiu em sua fala na Câmara.

Portanto, Bolsonaro concorda que sem cambalacho não pode governar e que nada fez até agora. Se fizer alguma coisa daqui pra frente terá de ser com cambalacho.

Essa é uma confissão pré-paga.

Depois Bolsonaro deixou-se fotografar com garotos de um colégio público.

Após a fotografia, ele aconselhou a garotada: “Primeiro obedeçam papai e mamãe, depois obedeçam os professores, que devem ensinar coisas importantes como português e tabuada”.

Pronto.

Tá explicado o desastre do governo.

Os ministros de Bolsonaro não tiveram bons professores no primário, não aprenderam português nem tabuada.

François Silvestre é escrirtor

Categoria(s): Artigo
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quarta-feira - 15/05/2019 - 08:12h
Brasil

O pior tempo…


Por François Silvestre

…é o tempo da piedade.

O da caridade é uma lástima. Cobra esmola, servidão, pequenez humana. Porém, o tempo da piedade deixa o homem na condição de barata. Exposto ao primeiro pé desatento. Ter pena é o pior estágio na relação dos sentimentos.

E quando você tem pena dos inimigos, aí a coisa desce abaixo da moradia dos ratos, que fica no andar inferior das baratas.

O Brasil vive esse estágio. Não sendo fanático, torço pra que melhore. Sem olhar quem comanda.

Mas, quem comanda? Que governo temos?

Gostaria de que houvesse um governo merecedor de oposição. Existe? Não. Existe um simulacro de poder, ou de poderes, de três falácias citadas numa constituição de fantasia.

Há o quê? O que merece o país? Merece pena. Pena. Recitar Unamuno? Fá-lo-ei. Não me doem as pernas, não me doem os braços. Não me dói a cabeça. Não me dói o coração.

É o Brasil que me dói.

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Categoria(s): Crônica
sexta-feira - 10/05/2019 - 20:30h
Opinião

A mulher de César


Por François Silvestre

A Magistratura carrega a maldição da mulher de César. Não basta ser honesta, precisa demonstrar a honestidade. Em tudo. Aqui não se trata de honestidade no alcance financeiro. Não. Honestidade jurídica, mesmo.

Basta um juiz expor-se a qualquer tropeço nos princípios para alguém querer jogar farpas na Magistratura. Até com ex-juízes.

Veja o caso de um ex-juiz que virou governador – Wilson José Witzel (PSC). No Rio de janeiro. Não só defende o uso de armas ostensivamente como autoriza seu uso para tiroteios em público.

Ampliou a seu talante o instituto da legítima defesa prescrito no Código Penal. E não o fez a favor do indivíduo contra os excessos do Estado. Pelo contrário, autorizou o Estado a matar.

Criou a Pena de Morte putativa, invertendo a legítima defesa putativa do Código, quando alguém reage imaginando uma agressão fatal e iminente.

Outro ex-juiz, agora Ministro do Executivo, submete-se a vexames todo dia.

Contrário ao uso abusivo de armas de fogo, silencia numa cumplicidade típica de político profissional. Pra negar ser leitor do Guru de Bolsonaro, justificou ser sua obra muito “densa”. E ponha densa nisso.

Sobre as peripécias do filho do Presidente com Fabrício Queiroz, exatamente no Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), declarou “eles já explicaram tudo”. Explicaram a quem?

Nem o MP conseguiu ouvi-los.

O mesmo Coaf que ele quer “sob” seu comando.

Acho que nesse caso ele distingue “sob” de “sobre”. Até aonde vai seu apreço e quanto ele topa pagar, em decepções, no aguardo por uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF)?

Trocou a Magistratura pela Política, lugar onde ser honesto também é obrigação, mas dispensa a ostentação de honestidade da mulher de César.

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Categoria(s): Artigo
  • Repet
terça-feira - 07/05/2019 - 14:46h
Brasil

Maluquice, ignorância ou safadeza?


Por François Silvestre

Esse troca-troca de acusações, agressões e desrespeito público a que chegou o “governo” Jair Bolsonaro (PSL) mostra de forma clara que essa gente não tinha preparo nem pra dirigir um time de futebol. Ou uma escola de samba.

A história nos mostra que o centro-direita é um conjunto ideólogo de defesa do laissez-faire, liberdade de mercado, liberalismo econômico. Possui no seu histórico nomes da mais elevada condição humana. Social democracia no capitalismo.

Mostra-nos também que o centro-esquerda é a fatia ideóloga da generosidade, da repartição, da promoção humana. Resume-se pela denominação de socialismo.

Ainda nos mostra que o centro é a ideologia da esperteza, fiel de uma balança que pesa o oportunismo. Mas, faz parte do jogo e cumpre suas regras.

Os extremos de direita e esquerda se encontram nas duas pontas do círculo, no centésimo octogésimo grau. De antagônicos na pregação, na verdade são vizinhos e cúmplices. Compõem a negação das ideias, pois o fanatismo não agasalha o pensar.

É onde estamos. Um governo eleito com o aval de um povo crédulo, ingênuo e deseducado. Que esperava milagres, desses que os evangélicos da modernidade vendem a torto e a direito. Quando se falava em democracia, na campanha, alguém respondia: “pela ordem”.

Era a palavra mágica da promessa contra a violência. Contra a violência, corrupção, desemprego, insegurança. Nenhum passo foi dado, sequer sinalizado, de que alguma coisa esteja sendo feita nesse rumo.

Só essa zorra ideologizada pelo viés da estupidez. Briga de cães. Pitbulls ou dálmatas enrustidos?

E somos os culpados. Ou como se dizia, no sertão: Quem pariu os maus teus que os balance.

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Categoria(s): Artigo
domingo - 05/05/2019 - 09:20h

Reformas – da propaganda aos resultados


Por François Silvestre

Essa lengalenga de reformas no Brasil vem desde a divisão da colônia em capitanias hereditárias, depois governo geral, que foi desmembrado em dois governos também gerais. De lá pra cá o que muda é a indumentária, a vestimenta da mentira.

Foi sobre a desculpa de reformas que a direita usou os milicos para dar o golpe, em 1964, e depois foram defenestrados pela caserna cheia de políticos frustrados vestidos de generais. Tenentes dos anos Vinte, coronéis dos anos Quarenta e generais dos anos Cinquenta. Tudo político fantasiado de militar.

Voltou à cena a quadra demagógica e falaciosa das reformas. Recentemente foi aprovada a reforma trabalhista. O que se prometia? Aumento do emprego formal, redução da informalidade, criação de empregos.

Era uma verdade absoluta, como toda mentira costuma ser. O que de fato ocorreu? A informalidade virou clandestinidade, a formalidade atrofiou-se e o desemprego cresce diariamente.

O porta-bandeira dessa reforma que deu nágua foi o ex-deputado potiguar Rogério Marinho. É o mesmo que chefia a Secretaria de Governo, braço direito do Ministério da Economia, que propõe a reforma da Previdência.

Que a Previdência precisa ser reformada, ninguém de bom senso pode negar. O que se questiona é o tipo e alcance da Reforma. E mais a promessa notoriamente mentirosa de que essa reforma via resolver os problemas da Economia. Do mesmo jeito que a reforma trabalhista resolveria os problemas do desemprego.

A reforma da Previdência resolve alguns problemas de caixa do Tesouro, de caixa da Previdência e redução de déficit previdenciário. A urgência dela é pra ontem. Já deveria ter sido efetivada há muito tempo. Não se nega.

O que se nega é a mentira. A panaceia curativa com tintura de jucá.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Artigo
  • Nota Potiguar - Art&C - Governo do RN - SET
segunda-feira - 29/04/2019 - 21:10h
Plim-plim

A “inimiga” abre as pernas


Por François Silvestre

Desde que Bolsonaro elegeu a Globo inimiga do seu governo e a platinada começou a perder grana por escassez de publicidade, a velha cortesã do poder, que apoiou a Ditadura, paparicou Collor, chupou os bagos de Sarney, apoiou a “nova república”, virou tucana, agora tenta bolsonarizar-se.

Não por isenção jornalística, que nunca foi seu norte, mas por sobrevivência.

Até escalar um time de charlatões, bonecos de novelas, que não resistiriam a um teste de teatro, para fazer figuração ética.

A televisão brasileira é certamente uma das mais escrotas e depravadas, em matéria jornalística, do mundo.

Em matéria cultural é um esgoto de massificação.

Globo, Record, SBT.

A trindade estupradora da cultura.

Cafetinas deste vasto cabaré.

* Ilustração: Caio César Arts

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Categoria(s): Artigo
terça-feira - 23/04/2019 - 07:12h
Ô louco, meu!

O “hospício está nas redes


Por François Silvestre

Lembram dos napoleões de hospício? Aquele doido que fica andando pelos corredores com um chapéu de abas pra cima e com a mão enfiada, na altura do peito, num colete imaginário? Pois bem. O governo bolsonariano, gêmeo antagônico do bolivariano, criou e alimenta o Sócrates de hospício.

Chama-se Olavo de Carvalho, que já tem vários discípulos hospedados em muitos hospícios espalhados pelas redes sociais. Essa coisa só se sustenta porque a fatia majoritária da oposição também não bate bem dos miolos.

Lula é o frei Damião de hospício, ou o padre Cícero, sei lá.

Essa doideira generalizada deixa no chinelo a ficção de “O alienista” de Machado de Assis. Doutor Simão Bacamarte cresceu e multiplicou-se.

Encheu tribunais, palácios e parlamentos. Porém, todos doidos com método.

Não rasgam dinheiro nem dispensam privilégios.

E o país nadando de braçadas no oceano do ridículo.

Aposentaram o senso e o bom senso.

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Categoria(s): Artigo / Política
  • Nota Potiguar - Art&C - Governo do RN - SET
sábado - 20/04/2019 - 11:08h

Chorando por ti, Argentina


Macri: controle de preços (Foto: Presidência)

Por François Silvestre

A direita cantou loas, fez festa, soltou balões quando da eleição do Mauricio Macri. Seria o arquétipo do liberalismo para sepultar o populismo econômico e colocar a esquerda no esquecimento.

Por aqui, foi a cantilena que se ouviu. Aí vem Bolsonaro, também no mesmo ramerrão. No que deu?

Lá pras plagas portenhas saiu tabelamento de preços. Macri copiou Sarney. Não só pelo falso e impossível controle da inflação pro esse método, mas exatamente igual a Sarney para ganhar a próxima eleição.

Cadê a eficiência liberal?

Na hora do sufoco correm para o mesmo e condenável populismo econômico. Aproveitando as últimas sílabas, o povo argentino tá pagando o mico.

Enquanto Macri está “preocupado” com os problemas da Venezuela. Aqui, começou cedo o desmascaramento. Intervenção, sempre criticada, nos preços da Petrobrás. Liberação de “dotes” para parlamentes, sempre negada, para aprovar a “reforma” da previdência.

Criação do bolsa caminhoneiro, com empréstimo em grana, que nunca será honrado, e promessas mirabolantes de afago e “carinho” aos motoristas.

Mais um tipo de esmola, conquistada por chantagem, que desmoraliza o discurso liberal. E a inflação despertando.

E assim tal Macri, Bolsonaro também quer resolver os problemas da Venezuela.

Vão ambos varrer o quintal alheio, pisando no lixo dos próprios quintais. Que Tal?

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Categoria(s): Artigo
segunda-feira - 15/04/2019 - 15:02h
História

Nosso Al Capone


José Maria Marin está preso nos Estados Unidos (Foto: AP Photo/Seth Wen)

Por François Silvestre

Alphonse Gabriel “Al” Capone foi um criminoso multidisciplinar. Navegou em todos os mares da criminalidade.

Porém, nunca foi apanhado pelos seus crimes bárbaros. Traficou bebidas, drogas e cometeu inúmeros assassinatos. Matou um amigo para ficar com sua mulher. Praticou uma chacina, com bandidos fantasiados de policiais, no centro de Chicago. Incontáveis delitos.

Mas, os Federais não conseguiam provar. E ele nadava na impunidade. Até que, num deslize fiscal, ele foi apanhado como sonegador. Crime suave provado, foi preso e mandado para um presídio federal.

Lá, ele foi humilhado, surrado brutalmente e nunca mais se levantou. Um pequeno delito o fez pagar pelos grandes crimes.

Temos aqui um sósia seu, na fisionomia delituosa. José Maria Marim. Foi durante o regime ditatorial senhor de destaque do poder em São Paulo. Apoiava politicamente a tortura de presos políticos e financiava o aparelho repressor.

No emaranhado da vida empresarial, misturada com futebol, ele deitava, rolava e roubava. Corrupto notório e financiador de assassinatos, por tortura. Nunca foi apanhado por esses crimes.

Tudo mudou. Há alguns anos foi alcançado por crimes de corrupção, preso na Suíça e transferido para Nova York, onde foi posto num presídio infecto; imundo igual a ele.

Pela corrupção provada, está pagando, igual ao mafioso ítalo-americano. Agora foi punido pela FIFA (veja AQUI), com pena perpétua de impedimento sobre qualquer ação no futebol.

Tardou, mas chegou!

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Categoria(s): Artigo / Gerais / Opinião
  • Nota Potiguar - Art&C - Governo do RN - SET
segunda-feira - 25/03/2019 - 21:22h
Opinião

Complexo de inferioridade


Por François Silvestre

É uma manifestação psicossocial do indivíduo que se pretende maior do que acha que é avaliado.

Em se achando maior do que imagina ser visto, expõe-se feito o cururu, que incha para enganar o predador, fazendo-se maior do que realmente é.

O Juiz Marcelo Bretas é um arquétipo dessa condição humana. Feio, sofre com a beleza dos outros. Inculto, esbanja-se em citações alheias. Fanático religioso, usa o credo da sua crença para fundamentar o infundamentável.

Agora, após a auto defenestração de Sérgio Moro da magistratura, negociada com Bolsonaro por uma vaga no Supremo, Bretas decidiu ocupar o vácuo.

E aí destrambelha-se, como sói acontecer com todos os complexados. Vêm à tona os recalques de quem não os trabalhou para resolvê-los.
Mandou algemar o ladrão Sérgio Cabral com algemas dos pés para as mãos, do torço, num espetáculo grotesco.

Por quê? Porque o larápio, perigoso corrupto, mas inofensivo como preso, comentou numa audiência que o juiz Bretas era filho de lojista de bijuterias. Suprema humilhação.

E na tentativa de aparecer como sucessor de Moro, que foi sucessor de Joaquim Barbosa, o arrependido, decreta prisão preventiva na mais escrachada desconsideração definidora desse tipo de prisão.

Nem um juiz de paz, do sertão antigo, cometeria tal aberração. Fruto do complexo de inferioridade.

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Categoria(s): Artigo
sexta-feira - 22/03/2019 - 16:40h
Política e tosse

Gargarejo de romã


Por François Silvestre

É bom pra tosse. A previdência venceu Temer no poder, e agora toma alento com sua prisão.

Bolsonaro vai ver o que é bom pra tosse, com seu papo de não dar satisfações aos políticos.

Administração se efetiva pelo trabalho dos servidores com o gerenciamento da política. É assim em todo canto do mundo, nos regimes democráticos. Não se vive coletivamente sem política.

Quem não gosta de política é ditador ou alienado.

Sérgio Moro tá vendo a diferença entre sua independência de magistrado e a dependência política do executivo. Ou dá satisfações ou leva cocorotes, como os tomou do presidente da Câmara.

O Capitão vai continuar dizendo uma coisa e fazendo outra. E a sargentada se engalfinha, entre filhotes e insatisfeitos, sem saber pra onde vai.

Enquanto a merda fede por aqui, o Capitão tá “resolvendo” os problemas da Venezuela. Tudo para o agrado do seu líder-mor Donald Trump.

Receita: Um punhado de cascas de romã, meio copo de água; deixando em descanso por oito horas. Quando a água estiver bem amarela, da cor da bandeira, gargareja-se cada gole por alguns segundos e depois cospe.

Durante o gargarejo não se deve conversar bosta, pra não engasgar.

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Categoria(s): Crônica
  • Repet
quinta-feira - 21/03/2019 - 13:30h
Brasil

Duas mentiras nobiliárquicas


Por François Silvestre

E facilmente desmascaradas. A primeira e mais escancarada é a de que se resolve o problema da violência com uma lei ou conjunto de leis. Mentira.

Resolve-se o problema da violência com prevenção, pela via da inteligência policial, e com repressão eficiente. Leis pra isso já existem, basta que se cumpram. Isso contra a violência já estabelecida, pois contra a violência futura, das gerações mais novas, a resolução vem com educação, saúde, emprego, dignidade humana. Não há outro remédio.

Lei não é e nunca foi produtora de bens ou de serviços. É o motor normativo do Estado a serviço do poder. Só. Assim fosse, bastava decretar o fim das secas, da fome e da desigualdade. Legislava e pronto.

“Saúde, educação e segurança são direitos de todos e dever do Estado”. Onde está isso? Na Constituição. A lei maior. Quantos anos faz que essa mentira está legislada?

A segunda diz respeito a resolver a Economia com reforma da Previdência. Mentira.

O mais que pode acontecer é fazer economia de caixa na própria previdência, se acontecer. Isso seria mais facilmente conseguido com o combate às fraudes e cobranças dos grandes devedores. Mas, o legislador e o provedor executivo têm interesse nessa devassa? Aqui, ó.

Isso é só o começo do estuário de mentiras que vêm por aí. A mentira continuada, como as mentiras do PAC, inclusão social e esbanjamento de esmola para os pobres e dinheiro franco para corruptos e banqueiros. Somos a Pátria da mentira patriótica.

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Categoria(s): Artigo / Opinião
domingo - 17/03/2019 - 10:00h

O reino das fraudes


Por François Silvestre

Vivemos no reino das fraudes.

Um “filósofo” guru, coisa que nem Sócrates ousou ser, reina sobre os seguidores, puxando orelhas e dando caneladas. É o rei fraudão e seus vassalos fraudinhas.

Um bom ator, Zé de Abreu, resolve canastrar-se e torna-se uma fraude política, na ausência completa de qualquer resguardo do ridículo.

Um procurador da república, Deltan Martinazzo Dallagnol, resolve plantar bananas para ser o rei da sua república particular. Fraudou o concurso que o fez procurador, cujo processo após sua posse foi defendido por seu pai, também procurador, alegando a cláusula do fato consumado.

Não negou a fraude, apenas arguiu que o fato consumado assegurava sua investidura.

Agora, numa operação de “caixa 3” resolve criar uma fundação privada, vinculada ao MP, para fim específico de uma operação. Afronta direta a dispositivo impeditivo da Constituição Federal.

Uma boladinha de 2,5 bilhões de reais.

Tá rasgando fraldas de ódio contra tudo e contra todos. Uma fraude ética, cuja atividade investigatória é obrigação funcional, muito bem remunerada, e não favor patriótico.

Fraudes…fraudes…fraudes.

François Silvestre é escritor

Categoria(s): Artigo
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segunda-feira - 04/03/2019 - 19:14h
Carnaval

Um velho ou quase…


Por François Silvestre

..na Segunda do carnaval. Após o pirão de carne na casa de Geraldo e Maria, pais do meu genro Daniel Rocha, voltei à casa de mim mesmo.

Não à casa paterna dos versos românticos de tantos poetas.

Pois bem. Voltei. E das músicas que tanto me moviam e empolgavam tempos atrás ou das troças e blocos passantes, senti enfado. Abri o computador e procurei Carmina Burana, de Carl Orff.Dele a compilação e melodia dos versos “perdidos” de séculos medievais, com a abertura fantástica da busca da fortuna. E o fracasso dessa procura.

Depois, a beleza minimalista em acordes e repetições do Bolero de Ravel. O Maurice celebrizado por este bolero. Cuja empolgação melódica vai num crescendo lento, rítmico, suave e repetitivo que consegue ganhar até meus ouvidos rombudos.

Sou péssimo absorvente de música, do ponto de vista da reprodução, mas possuo um ouvido razoável para deleite e descoberta da boa melodia.

Aí fui à quinta dança húngara de Johannes Brahms, um sossego nostálgico. Que se não me trai a memória é um dos compositores preferidos de Laurence Nóbrega. Ou de Florentino Vereda.

Se eu estiver errado é culpa dessa Segunda de carnaval, ou desse carnaval de segunda. Sei lá…

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Categoria(s): Crônica
sábado - 23/02/2019 - 09:02h
Razão

Um bem de sobra


Por François Silvestre

Se há um bem que todo mundo se acha possuidor e generosamente esbanja é a razão. Já foi dito que ninguém pede reforma da razão porque todos se acham possuidores dela em excesso.

Não há pobres de razão. Todos são milionários.

Assim ocorre com esse embate estúpido de ideologias. Cada ideólogo espuma de raiva contra as ideologias, como se não fosse ele mesmo um ideólogo intolerante. Não há antônimo de ideologia, só sinônimos.

O apolítico é um ideólogo.

A omissão é uma ideologia.

Todos cobertos de razão.

Cada um mais “sensato” do que o oponente.

E cada um vendo a ideologia do outro como trituradora de cérebro. Enquanto esse liquidificador vai triturando os cérebros sem distinguir os lados. Mas, todos cobertos de razão. É por isso que todos querem reforma tributária, pois se sentem carentes de compensação.

Querem reforma agrária, pois se sentem desapropriados. Querem reforma urbana, pois se sentem desabitados.

Porém, ninguém reivindica reforma da razão. Posto que todos se acham bastante abastecidos desse bem.

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terça-feira - 19/02/2019 - 17:48h
Humanidade

Ode à impureza


Por François Silvestre

A impureza é tão necessária ao coletar o puro, quanto a limpeza se abastece do sujo. Sem uma a outra não teria dimensão. Porém, esse antagonismo não resolve a completude do mundo nem satisfaz sua existência pelo extremado do imundo.

Há contidas, no meio dos extremos, incontáveis configurações. Inumeráveis. Assim como nos matizes das cores, também incontáveis nas suas misturas.

O azul é mais distância do que cor. Quanto mais longe, mais azul. A limpeza, a beleza, a pureza são iguais ao azul. Quanto mais perto, mais turvo. Mais sujo.

O Brasil é pacífico, comparado ao Iraque. Por ser o Brasil pacífico? Não. Por ser o Iraque distante. Mas se a distância é azul, por que o Brasil, de tão perto de nós, parece mais azul do que o Iraque, que de longe, parece-nos mais cinzento?

É aí onde reside a falsidade da pureza. Das cores? Não. Da nossa visão conveniente sobre as cores. Nenhuma consideração dos filósofos, desde a antiguidade, consegue a pureza de aceitação.

Negar a verdade não é mentir, é reconstruir outra versão, sobre o túmulo do conceito morto.

A única verdade absoluta é que não há verdade absoluta. O único “inquérito veraz” é o que não aponta inocentes. Não há réu inocente, nem promotor inocente, nem advogado inocente, nem juiz inocente.

A Justiça inocente, felizmente, ainda não foi inventada. E a mídia, que faz a cobertura da impureza, agasalha-se com lençóis furados, no meio do charco.

Isso é ruim? Porra nenhuma. Assim não fosse, não haveria humanidade. Haveria répteis, pássaros, mamíferos, peixes, cetáceos. Haveria tudo, menos nós.
Nós somos criaturas da imundície do mundo. Bendita sujeira. Sem ela, não teríamos sobrevivido.

A angústia das perguntas não se acautela na ciência, que produz outras perguntas. Deságua nas seitas, que oferecem respostas fáceis.

O conforto aconchegante que inventa a imortalidade. Posto que a morte é a mais caudalosa nascente das angústias.

Fuja dos “puros”. São aprendizes de ditadores. Lambuze-se honestamente da impureza humana e faça-se humanidade.

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segunda-feira - 18/02/2019 - 05:40h
Reflexão

Somos filhotes do papa-sebo


Por François Silvestre

Do galope alagoano.

“Quando o sol vai se deitando
Nas quebradas do Poente,
E as nuvens cor de chumbo
Tomam conta do Nascente,
Eu penso na minha vida
Mesmo sem estar doente,
Que o fim da tarde parece
O fim da vida da gente”.

Pois é. Estamos todos, ou alguns poucos, a contemplar o ocaso da Inteligência que se debruça nas quebradas do Ocidente. E dá pena; não, cansaço, continuar a escrever na língua de Camões.

“O fraco rei faz fraca a forte gente”. Quantos ocasos da forte gente? Inúmeros.

Quantas auroras dos fracos reis? Incontáveis.

Será mesmo que há forte Gente, seu Luiz de Vaz? Ou só fracos reis?

“As coisas impossíveis, melhor esquecê-las do que desejá-las”.

Disse você, negando a atração do pronome, para ganhar na sonoridade.
Mas a fêmea do papa-sebo voltou ao ninho. E eu aqui triste, pensando na morte iminente dos filhotes.

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quinta-feira - 07/02/2019 - 21:20h
Opinião

Reforma… reformas… embuste


Por François Silvestre

Reformar, no Brasil, não é apenas uma mentira. É a mãe das mentiras. A mentira-mor da nossa farsa. Agrária, tributária, política, previdenciária, de segurança, tudo embuste. Meia-sola institucional.

Os embusteiros precisam da fé dos enganados. E fazem desse mercado de trocas uma acomodação de interesses.

Precisão resolvida; pois os enganados não apenas acreditam, também viram fanáticos apoiadores. E não percebem que é deles e do bolso deles que sai o aval do resultado.

Quem avaliza esse embuste é o mais carente, o mais necessitado. E ainda se acha o grande beneficiário. Esse é o nó górdio que o embusteiro oferece ao fanático. Toma-lhe o relógio e promete lhe informar as horas.

Você acredita que um rico se descabela para oferecer vantagens a um pobre? Se acredita e é rico, tá na sua. Se acredita e é pobre, merece comer capim.

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Categoria(s): Artigo
quarta-feira - 06/02/2019 - 19:31h
Brasil

Ignorância ou ruindade


Por François Silvestre

O jornal matutino da Rede Globo, no que se refere à meteorologia, é um teatro de estupidez.

Hoje, após mostrar o mapa do Brasil com chuvas em todas as regiões, um repórter pergunta a uma repórter: “E durante o resto da semana”?

A moça responde: “Vai piorar, com mais chuva em todo o país, menos no Sul”.

Dá vontade de mandá-los…deixa pra lá. Quer dizer o Sul é o único lugar que se “salva”.

Esses imbecis não sabem que a maioria dos reservatórios do país estão com níveis baixíssimos? No Sudeste, Centro Oeste, Nordeste. Reservatórios que fornecem água e energia.

Eles pensam que o Brasil se resume a Copacabana e Ipanema? Guarujá e Santos?

Reclamam das cidades alagadas, que se lixem.

As cidades são alagadas pela deseducação das populações, que jogam lixo nos bueiros e nas administrações.

No bueiros jogam o lixo de casa, depois enchem, com votos, os que deveriam e não cuidam das cidades.

É lixo de rejeitos nos bueiros e lixo humano nos palácios.

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quinta-feira - 31/01/2019 - 18:22h

Presunção opinativa


Por François Silvestre

Ninguém consegue me convencer de que Lula é inocente. Ninguém consegue me convencer de que Bolsonaro é honesto.

Não vai nisso qualquer ranço pessoal, pois ambos estão em patamares tão distantes de mim que não cabe, na minha pequenez, qualquer relação pessoal.

São deuses fanatizados e postos em altares. Cujas imagens merecem, para mim, iconoclasta, apenas um olhar irônico. Mais de pena dos adoradores do que de escárnio aos adorados.

Repito: Um não é inocente nem o outro é honesto.

Fica o dito no campo da presunção, pois não disponho de provas para acusá-los. E sem provas ou acusação específica, resguardo-me da imputação de calúnia. Posto que na tipificação criminal, do nosso Direito Penal, não exite o tipo calúnia presumida.

Apenas passo no patamar dessa igreja, sem nela adentrar, observando de longe a liturgia dos idiotas. A idiotice também não é crime. Nem contravenção.

É apenas um pastoril de cores sem quermesse, que deixa a cada lado o exercício de apedrejar a Diana.

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Categoria(s): Opinião
terça-feira - 29/01/2019 - 17:36h
O outro lado

Cosern esclarece sobre compartilhamento de seus postes


Prezado Carlos Santos, boa tarde!

Com relação ao artigo “O Mico das Privatizações”, de autoria de François Silvestre, publicado no seu prestigiado blog no dia 28.01, a Cosern, empresa do Grupo Neoenergia, esclarece que mantem um trabalho permanente de fiscalização do uso compartilhado dos seus postes em todo estado.

Somente em Natal, foram regularizados 145 quilômetros de fios e retirados 29 mil metros de cabos irregulares de postes em 80 ruas e avenidas. Nos dias 21 e 22 de janeiro, a ação foi realizada na cidade de Martins com o mesmo intuito. 

Os principais benefícios do ordenamento dos fios e cabos nos postes da Cosern são:

ü Reforçar o nível de segurança da rede elétrica;

ü Prevenir qualquer risco de acidentes com a população;

ü Reforçar a confiabilidade do sistema elétrico;

ü Diminuir a poluição visual provocada pelo desordenamento dos fios das redes de telefonia e telecomunicações;

ü Prevenir danos aos postes e estruturas; e

ü Combater a prática de ligações clandestinas de energia.

Antes da ação, a Cosern faz um comunicado às empresas que fazem uso compartilhado dos seus postes, informando sobre a importância desse trabalho. As possíveis irregularidades identificadas pela Companhia durante a fiscalização são tratadas de duas formas:

1.     Não havendo risco imediato de segurança, a Cosern envia um comunicado às empresas para que elas regularizem a situação no prazo máximo de 150 (cento e cinquenta) dias;

2.     Nos casos em que forem identificados pontos de fixação ou equipamentos instalados à revelia da Cosern ou cabos que possam causar risco à segurança, tanto da população quanto ao fornecimento de energia (como fios descascados ou rompidos, vão baixo, cabos descumprindo as distâncias de segurança, etc.), a instalação irregular será retirada pela Cosern imediatamente.

Com relação à questão da privatização discutida no artigo, é importante ressaltar que a Cosern vem batendo sucessivos recordes de investimentos no sistema elétrico do Rio Grande do Norte de 1997 para cá. Em valores históricos, já foram mais de R$ 3 bilhões. Mesmo com esse nível de investimentos, o Rio Grande do Norte tem, de acordo com dados da Aneel, a menor tarifa residencial do Nordeste e a 2ª menor do Brasil (R$ 0,48081 por kWh).

Quando avaliamos a qualidade do fornecimento, de forma geral, em 2018, a energia distribuída pela Cosern esteve disponível durante 99,87% do tempo ao longo do ano para os consumidores potiguares. Por outro lado, nestas duas décadas, a Cosern também se destacou por ser a empresa que mais apoia a cultura potiguar.

Particularmente em relação à região Oeste, foram investidos R$ 122 milhões em 2018, sendo esta a região que recebeu o maior montante de recursos aplicados pela concessionária em todo estado, destinados principalmente às obras de reforço e expansão do sistema para atender ao crescimento da região. Boa parte desses recursos foi investida em tecnologia e automação do sistema, fazendo com que as ocorrências sejam cada vez mais raras e, caso aconteçam, o tempo de reestabelecimento do fornecimento seja cada vez menor.

Nesta virada de 2018 para 2019 merecem destaque na região Oeste:

ü Ampliação da subestação Gangorra, em Grossos, que atende uma das regiões mais importantes economicamente do estado (turismo, fruticultura irrigada, agronegócio e indústria salineira);

ü Início da construção das subestações Itajá (que beneficiará aproximadamente 57 mil clientes nos municípios de Itajá, Angicos e São Rafael, com previsão de conclusão para o primeiro semestre de 2019) e Upanema, que beneficiará 39 mil clientes de parte da zona rural dos municípios de Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado e Açu.

ü Renovação dos equipamentos nas subestações Mossoró I, Maisa, Apodi, São Miguel, Macau, Açu e Serra Vermelha.

ü Início da construção da linha de subtransmissão que interligará as subestações Dix-Sept Rosado a Apodi e Dix-Sept Rosado a Upanema.

Aproveitando esse prestigiado espaço, a Cosern compartilha com seus leitores a informação divulgada nesta 2ª feira (28) pela Aneel de que é finalista do Prêmio IASC 2018 de Satisfação do Consumidor, na categoria Melhor do Brasil, juntamente com a Copel (Paraná) e a RGE (Rio Grande do Sul); e também na categoria Melhor do Nordeste, juntamente com a Sulgipe (Sergipe) e a Energisa Borborema (Campina Grande). O resultado será conhecido no dia 25 de fevereiro. Na última edição deste prêmio, entregue em fevereiro de 2018, a Cosern ficou em 3º lugar entre as empresas com mais de 400 mil consumidores no Nordeste e em 10º no Brasil.

A Cosern agradece o espaço e se coloca à disposição.

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Categoria(s): Economia / Gerais
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