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Livros e leituras

Por Marcos Ferreira

Foto e edição do autor do texto
Foto e edição do autor do texto

Hoje acordei me sentindo leve. Melhor dizendo, de bem com a vida, feliz com os amigos que tenho e com certas conquistas materiais. Acordei motivado, disposto a exibir, expor o bem-estar que me envolve. Talvez isso tenha a ver com os quatro livros que li nas duas últimas semanas. Consumi um pedaço de dezembro e uma pontinha deste janeiro debruçado sobre as obras que revelarei logo a seguir.

Essas leituras interromperam um longo hiato de minha falta de interesse para conhecer o trabalho de outros autores. Pois é, o desânimo, a preguiça e o fastio me dominaram por quase um ano. Pode ser, como sou péssimo para memorizar datas, seguir o relógio e o calendário como se deve, existe a possibilidade de que o intervalo sem abrir um livro e ler seja maior. Porque, afora os contratempos, afora a dedicação aos meus próprios escritos, parece até que 2025 passou ligeiro feito assim um rastilho de pólvora. 

Acho adequado usar a ordem de chegada. Começo, então, com Au Revoir, Mon Ami! — O Auto da Boa Morte, de autoria do poeta e prosador Júlio Rosado. Temos aqui um romance (quiçá uma novela) de fôlego e engenhosidade. O bom humor, a crítica corrosiva e a tragicomédia neste auto da boa morte são a tônica, a espinha dorsal da narrativa, cuja quantidade de personagens representa um desafio a mais para o ficcionista estreante. Não é coisa fácil caracterizar, movimentar (como em um tabuleiro de xadrez) tantos tipos marcantes e caricatos. Contudo Júlio conduziu todo esse elenco com pulso firme e notável mestria. Não vou, como está na moda dizer, dar spoiler. Nem acerca desta obra nem no tocante aos outros três títulos. O leitor que adquira esses trabalhos, saboreie as folhas e tire as conclusões que julgar apropriadas. 

Seguindo o critério da chegada, em uma visita que me fez em uma tarde de que não lembro a data, rolou um cafezinho e fui presenteado pelo poeta, artista plástico e músico Airton Cilon com uma nova reunião de seus poemas. Com pouco mais de sessenta páginas, Inverno é uma seleta para maiores de dezoito amores. Sensível, versejador inveterado de uma paixão característica e plural, Cilon não nega a sua veia doce e transborda neste opúsculo toda a sua alma de bardo profundamente romântico.

Sem rimas e muito menos métrica, os versos de Inverno são por completo livres e ratificam a temática que o autor produz e publica desde os tempos dos cadernos de cultura dos jornais impressos, sobretudo no jornal O Mossoroense. Vejamos este exemplo do poema Amor e Contradição: “Sempre fui um/ romântico incurável, /um poeta errante/ passível de contradições, /um reincidente na arte/ de amar errado.” Novamente proponho ao leitor que encontre e constate todo o romantismo de Airton Cilon. 

Faço uma pausa para um banho e um café. A tarde se arrasta nublada, abafadiça e cheia de poeticidade como um soneto do vate parnasiano Olavo Bilac. Bem, vou preparar a cafeteira. Daqui a pouco estarei de volta à escrevinhação. Restam dois livros sobre os quais desejo produzir algumas linhas. Ressalto, entretanto, que este relato não pode ser classificado como resenha e ainda menos um ensaio. Estou a anos-luz de um crítico literário. Isto é meramente um registro superficial. Suponho, porém, que nem é necessário fazer esta advertência. Até daqui a pouco. 

Pronto, já regressei do banho e do cafezinho. Mantenho à mesa, à direita da escrivaninha, uma pequena caneca de café que vou bebericando aqui e acolá. O livro da vez é Mais Perto de Você: Notas de Amor e Cura, espécie de catarse da lavra de Carlos Oliveira, jovem e talentoso autor que faz a sua estreia no universo da literatura. O rapaz também é mossoroense, profissional do ramo de marketing. Reside fora do Brasil há vários anos. É, pelo que consta em seu livro, um cidadão do mundo. Mais Perto de Você: Notas de Amor e Cura, trabalho publicado primeiramente em inglês nos formatos impresso e digital pela Amazon, é uma longa viagem que o autor realizou pelos sinuosos e por vezes sombrios caminhos de sua mente.

Carlos faz um mergulho nas próprias entranhas psíquicas para encontrar a si mesmo e também interagir (por meio de sua escrita amena e com uma sintaxe de se tirar o chapéu) com um número expressivo de pessoas. O resultado dessa viagem, entrementes, é uma densa, didática e fraterna relação com todos que orbitam o mundo de Carlos Oliveira. 

Vejam (quebro o trato e exponho um spoiler) o seguinte fragmento: “A Parte Dolorosa de Encontrar a Si Mesmo: A parte dolorosa de encontrar a si mesmo é a luta para traçar nosso próprio caminho enquanto buscamos conforto em um lugar onde já não pertencemos. É nessa busca por pertencimento que corremos o risco de nos perder.” Mais Perto de Você: Notas de Amor e Cura, sejamos corretos, não pode ser meramente definido como um livro de autoajuda. Nada contra o referido gênero. Vai muito além disso. Ao longo destas páginas o autor consegue transcender tal modalidade literária e tocar, com ternura e competência, o coração do leitor. 

O quarto e último livro é Compassos Autobiográficos — Trajetória de Vida e Trabalho, conteúdo (como o próprio título informa) autobiográfico assinado pelo escritor e jornalista Passos Júnior. O autor é jornalista graduado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Possui vasta experiência em rádio, televisão, jornal impresso e assessoria de imprensa. É especialista em educação sexual e estudos afro-brasileiros, além de mestre em gestão de processos institucionais pela UFRN. No decorrer de mais de quatro décadas, atuou na Rádio 96 FM, na Rádio e TV Tropical, no jornal Tribuna do Norte, nas assessorias de comunicação da Secretaria de Saúde e de Comunicação Social da Prefeitura do Natal, no jornal Correio da Tarde e na assessoria de comunicação do governo do estado do Rio Grande do Norte. 

Desde de 2010, em Mossoró, através de concurso público, é jornalista da Universidade Federal Rural do Semi-Àrido (UFERSA). Desenvolveu projetos que entrelaçam história e imagem, sempre marcados pelo compromisso com a memória, a cultura e a educação. Com vigor narrativo e um olhar atento à escuta, Passos Júnior utiliza o audiovisual e a literatura como ferramentas para preservar memórias, valorizar o conhecimento e contribuir para a construção de novos saberes. Passos, enfim, com uma escrita afiada e direta, contribui com a história da comunicação social do Rio Grande do Norte e alhures. Eis, portanto, minhas leituras mais recentes. 

Marcos Ferreira é escritor

Festival Literário tem bate-papos, música, livros e diversidade

Banner de divulgação
Banner de divulgação

Aberta no fim da tarde dessa terça-feira (02), a segunda edição do Festival Literário Macambira tem sequência nesta quarta-feira (03). Promovido no Campus de Mossoró da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA), o evento é promovido pela Editora da Universidade (EdUfersa) e o Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Neste segundo dia, a programação seguirá bastante diversificada. Veja abaixo:

17h – Batuques do DM

17h20 – Airton Cilon (Atração musical)

18h – Lançamentos de livro EdUFERSA

Periodicamente (Livia Cabral Maia)

A técnica como potência do humano (Fátima de Lima)

Saúde versus adoecimento psíquico no trabalho (Agostinha Mafalda)

O Educação para cuidar e saúde mental para aprender (Aridenise Fontenelle)

Educação infantil currículos e linguagens
(Elaine Sobral)

18h30 – Violões – NAC

18h50 – Bate-papo

(“O lugar do excluido na literatura”)

Mediação: Cícera Cajazeiras
Convidado: Octávio Santiago

Octávio Santiago é uma das atrações desta quarta-feira Foto: Rierson Marcos/Arquivo)
Octávio Santiago é uma das atrações desta quarta-feira (Foto: Rierson Marcos/Arquivo)

19h40 – Alex (Atração musical)

20h20 – Bate-papo

(“Suportes Alternativos da Literatura”)

Mediação: José Roberto Alves Barbosa
Convidados: Ayala Gurgel, Carlos Santos e Odemirton Filho

21h20 – Cabocla de Jurema (Atração Musical)

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“Corcel 73” lembra Raul Seixas em tributo musical

Banda nasceu em 2019 para apresentação pontual, mas vive com Raul Seixas Foto: Arquivo/Divulgação)
Banda nasceu em 2019 para apresentação pontual, mas vive com Raul Seixas Foto: Arquivo/Divulgação)

A banda Corcel 73 vai se apresentar no próximo sábado (26), na Cervejaria Bacurim, em Mossoró. Noitada começa às 20 horas, com tributo a Raul Seixas em seus 80 anos de “vida.”

No set list, um mergulho na vasta obra do Raul Santos Seixas, com destaque pro álbum Novo Aeon, que completa 50 anos de seu lançamento agora, dia 12 de novembro.

Raul nasceu em 28 de junho de 1945 em Salvador-Bahia, tendo falecido em 21 de agosto de 1989, em São Paulo-SP.

Foi cantor, compositor, produtor e multi-instrumentista, frequentemente considerado um dos pioneiros do rock brasileiro. Sua obra musical é composta por dezessete discos lançados durante 26 anos de carreira.

Corcel 73

A Corcel 73 nasceu da ideia  de se fazer um show em homenagem a Raul Seixas em 2019. Coisa do poeta e artista plástico Airton Cilon. Convidou músicos locais para a empreitada, que parecia ser algo isolado e pontual, mas que chega a seis anos.

Sua atual formação é essa: Francisco Samuel – Samuca (Guitarra), Luís Bass (Contrabaixo), Thiago Rebouças (Teclados), Plínio Dantas (Bateria) e Airton Cilon (Vocal).

A Cervejaria Bacurim está localizada na Rua Luizinha Falcão, 811, Costa e Silva.

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O quinteto fantástico

Por Marcos Ferreira

Marcos Ferreira, Genildo Costa, Caio César Muniz, Cid Augusto e Rogério Dias (Fotomontagem e edição de imagem do BCS)
Marcos, Genildo, Caio, Cid e Rogério (Fotomontagem e edição de imagem do BCS)

Agora estou aqui a cismar com os meus botões sobre os antigos e os novos rumos de minha vida até o presente instante. Penso com carinho, e também de forma saudosa, nos vínculos de amizade estabelecidos ao longo de minha trajetória. Avalio essas questões e constato o quanto me distanciei fisicamente (ou nos distanciamos) de algumas pessoas queridas. Sim, apenas do ponto de vista físico, sem aquele calor fraterno e cotidiano de outrora.

Hoje estamos, como se diz, distanciados. Aqui e acolá nos avistamos nas esquinas das redes sociais, nos recantos da blogosfera.

Por uma razão ou por outra, manipulados pelos destinos que a vida nos reserva ou impõe, fomos na direção de outros horizontes e prioridades. Apesar desse afastamento físico, o nosso elo permanece, sobreviveu à diáspora que envolve a busca pelo pão. O papo tête-à-tête tornou-se raro, contudo volta e meia a gente se abraça através dos filamentos “internéticos”, recursos como (por exemplo) WhatsApp e Instagram.

Uma vez ou outra me aparece aqui um Túlio Ratto e mexemos no baú do passado, bebemos café, catamos retalhos de memórias ainda do tempo da Revista Papangu em papel, recordações com cheiro de naftalina, “pensamentos idos e vividos”, como clássico soneto “A Carolina”, de Machado de Assis, o Bruxo do Cosme Velho.

É isto. Já não existe aquela nossa interação amiúde, tão intensa e salutar. Dessa época de ouro, mágica e extremamente profícua em nosso universo de verdes sonhos e primordiais atividades literárias, quero me dirigir com um abraço bem caloroso a quatro indivíduos dos quais nunca me esquecerei. Refiro-me aos senhores Rogério Dias, Genildo Costa, Cid Augusto e um tal de Francisco Caio César Urbano Muniz.

Formávamos, naquela metade dos anos noventa para os anos dois mil em diante, o que ora denomino de Quinteto Fantástico. Apenas para afrontar a Marvel.

Caio César Muniz foi o cara que me tirou da minha toca no Santa Delmira, num tempo em que eu tinha muito pouco acesso àquela Mossoró das letras, da cultura, da prosa, da poesia. Fomos apresentados pelo então poeta underground Cid Augusto e daí por diante Muniz (assim como Cid) me mostrou o caminho das pedras. Na sequência, por sermos articulistas do Caderno 2 do Jornal O Mossoroense, topamos com o trovador Genildo Costa.

Pouco após, por intermédio de Genildo, Cid e Caio, fui apresentado ao publicitário, poeta e artista plástico Rogério Dias. Eu e Muniz visitávamos o QG, a “oficina irritada” e multicor de Rogério quase que diariamente. Rogério é o sujeito do pavio mais curto, o tipo mais sensível e fascinante que já conheci.

Desempregado à época, pois ainda não havia conseguido o trabalho de revisor e copidesque no jornal, eu não tinha um tostão furado. Caio César Muniz pagava até mesmo as minhas passagens de ônibus para irmos ao Centro. Noutras ocasiões ele também não tinha grana, vinha a pé lá do Conjunto Integração e de minha casa a gente se mandava a pé para O Mossoroense ou para o ateliê de Rogério.

No mais das vezes eu primeiro manuscrevia meus textos e depois passava a limpo em uma bela Olivetti Línea 88 que ganhei de Rogério. A seguir entregava os poemas ou crônicas ao jornal. Daí a pouco, então, formamos isso que hoje denomino de Quinteto Fantástico. Cid era o crânio, o Homem Elástico. Rogério era o Coisa, o Homem de Pedra, porém com um coração de manteiga.

Muniz era o Tocha Humana, o elemento que incendiava nossos ânimos, tocava fogo no circo, inflamava plateias nos bares, escolas públicas, particulares e universidades, sempre audaz, intrépido. Eu, naturalmente, era o Homem Invisível, mais tímido do que uma jovenzinha recém-chegada a um lupanar. Isso no tempo em que ainda existiam essas casas de tolerância.

Foi nesse período que nos deparamos com figuras emblemáticas da poesia, da cultura mossoroense e potiguar, personagens de grande relevo como Luiz Campos, Apolônio Cardoso, Onésimo Maia, Lenilda Santos, Nonato Santos, Tony Silva, Augusto Pinto, Crispiniano Neto, Luiz Antônio, Raimundo Soares de Brito, Vingt-un Rosado, Aluísio Barros, Leontino Filho, Zenóbio Oliveira, Laércio Eugênio e o vate Zé Lima. Uma elite intelectual que nós olhávamos com reverência.

Genildo Costa era (ainda é) um músico e tanto. Naqueles primórdios, sem dúvida, ele representava o grande menestrel do grupo, autêntico cantador, dono de uma voz poderosa e ótima presença de palco. Artista nato, oriundo de uma família de excelentes escultores do verso, musicou alguns poemas de minha autoria, em especial o soneto “Caminhos Opostos”, os poemas “Minha Casa” e “Cores e Caminhos”. Este último Genildo usou para intitular o CD que ele conseguiu lançar na marra.

Além de mim, o mossoroense de Grossos musicou poesias de Luiz Campos, Rogério Dias, de Caio César, Cid Augusto, Maurílio Santos, Antônio Francisco e Crispiniano Neto. Em suma, é justo dizer que o Costinha gravou uma verdadeira antologia poética.

Reacendemos a chama da Poesia nesta vila, levamos a arte do verso para os coretos e vários outros pontos culturais da urbe. Naquela vitrine do Caderno 2, encontravam-se poetas e prosadores como Kalliane Amorim, Gustavo Luz, Líria Nogueira, Francisco Nolasco, Jomar Rego, Margareth Freire, Ricarte Balbino, Fátima Feitosa, Airton Cilon, Goreth Serra, Gualter Alencar, Silvana Alves, Clauder Arcanjo, Antônio Cassiano, Graciele Callado, Tales Augusto, Kézia Silmara, Misherlany Gouthier, Symara Tâmara e o nosso hoje estelar cordelista Antônio Francisco.

Eram poetas e prosadores às pampas. Tantos e tantas que esta minha memória de Sonrisal em copo d’água não consegue abarcar. Temos hoje antigos e novos talentos que coexistem de maneira harmoniosa. Indivíduos de uma quadra remota ao lado de uma turma jovem e não menos talentosa. Então, apesar da eterna falta de incentivo por parte dos governos municipal e estadual, a literatura ainda resiste. “Se foi assim, assim será”. Como na famosa canção do Milton Nascimento.

Marcos Ferreira é escritor

Pão nosso de cada dia

Por Marcos Ferreira

Foto do autor da crônica
Foto do autor da crônica

Presumo que poucas pessoas se interessem por esse conteúdo, por essa informação. Pois se trata, a bem da verdade, de uma sensaboria, algo de quem parece não ter coisa melhor para dizer. Teimoso, porém, vou contar esta história insípida. É que hoje acordei cedo. Cedinho mesmo: pouco depois das quatro da madrugada. A bexiga estava de fato nas últimas, então fui ao banheiro e não consegui reaver o sono. Volta e meia isso acontece; uma emergência fisiológica. Ainda assim, com o quarto na penumbra e naturalmente frio, retornei para a minha rede e os cobertores.

Vocês sabem que em ocasiões dessa ordem, quando a gente se encontra insone por inteiro ou parcialmente, mil e uma maluquices nos vêm à cabeça. Então nos alcança um monte de besteirol, pessoas e meio mundo de lucubrações. No meio disso, fato corriqueiro, vêm ao meu juízo determinados temas que julgo aproveitáveis, com certo potencial para converter em uma crônica garranchosa.

Recordei-me, por exemplo, de uma dúzia ou mais de amigos que têm (coloco-me no meio deles) esse alumbramento visceral, comunhão, enlace com o exercício da escrita. Sim. É o que estou dizendo. Somos, de forma saudável, reféns espontâneos e um tanto orgulhosos dos vencilhos, das amarras da escrita. Como no verso de Camões, é estar preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor. O bardo caolho é fora de série, extraordinário, um fenômeno da poesia. É incomparável.

Então penso, após todo esse nariz de cera, nos meus pares, nos meus amigos literatos, homens e mulheres dominados pelo micróbio da literatura. Alguns desses indivíduos inéditos em livro (por razões que a própria razão desconhece) seguem fugindo da raia, fazem ouvidos moucos ao chamado da Literatura. Lembro, mas que isso fique apenas entre nós, de figuras preciosas e cheias de hesitações como nosso querido arquivo ambulante Rocha Neto. E não apenas o Rocha. Há outros desertores da tinta e do tinteiro nesta Macondo nordestina. Faço aqui a vez de dedo-duro.

O que tanto esperam (insisto que esse assunto fique só entre nós) os senhores Marcos Araújo, Bruno Ernesto, Odemirton Filho, Ailson Teodoro, Raquel Vilanova e, entre outros, Bernadete Lino? Pois é, meus caros. A senhora Bernadete Lino, pernambucana que mora em Caruaru, tem o que verter para o papel. Ela, que me oferece a honra de sua amizade e tem um forte elo com nossa terra, possui uma biografia muito bonita. Estou certo de que um livro seu de memórias, considerando a clareza de seu pensamento e intimidade com nosso idioma, seria uma ótima contribuição às letras. João Bezerra de Castro, gramático vocacionado, pode afiançar o que digo.

A labuta da escrita, perdoem esta metáfora talvez de mau gosto, representa o nosso pão de cada dia, mesmo em se tratando (repito) de personagens que ainda não estrearam em livro. De repente alguém pode saltar e dizer que estou cobrando dos outros uma produção que eu próprio não reúno. Quem isto afirma não está de todo errado, considerando que sou autor de um só livro publicado.

Todavia, para quem não sabe, possuo quase dez títulos inéditos nos gêneros romance, contos, poesia e crônicas, tudo isso à espera de melhores horizontes financeiros ou da possibilidade de ser pego no pente-fino de concursos literário que oferecem premiação em dinheiro e, no mais das vezes, publicam a obra vencedora. Este é o caminho que percorro há tempos.

Ressalto, claro, que estou a anos-luz da fecundidade, da prenhez e dos recursos econômicos de autores de minha estima como Clauder Arcanjo, Ayala Gurgel e o prolífero e versátil Marcos Antonio Campos, três mosqueteiros, três espadachins bem-sucedidos nos salutares duelos com a arte do fazer literário.

Além desses três, e não menos meritórios, temos no País de Mossoró e no estado manejadores da língua portuguesa bem-aventurados como Vanda Maria Jacinto, Fátima Feitosa, Dulce Cavalcante, Margarete Freire, Lúcia Rocha, Júlio Rosado, Caio César Muniz, Cid Augusto, Jessé de Andrade Alexandria, Crispiniano Neto, François Silvestre, Carlos Santos, Inácio Rodrigues Lima Neto, Airton Cilon, Thiago Galdino, Marcos Pinto, Francisco Nolasco, David Leite, Honório de Medeiros, Antonio Alvino e, devido às condições da memória, outros mais que ora não recordo.

Todos, com um nível maior ou menor de arrebatamento, buscam esse pão nosso de cada dia que resulta em crônicas, contos, romances, poemas. No que me toca, enquanto cativo deste mister de arranjar palavras e exibi-las em páginas com um mínimo de qualidade, produzo coisas desse tipo: uma crônica um tanto quanto prolixa, mas sempre com a mão na massa do verbo do qual nos alimentamos.

Marcos Ferreira é escritor

Belchior vai ter homenagem musical por seus 78 anos

Banner de divulgação do evento
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No próximo sábado (26), será aniversário de Belchior, cantor e compositor cearense. Vivo, ele faria 78 anos.

Para marcar a dada, a banda Corcel 73 fará show em homenagem ao artista, com o título de “ Noite Latino-americana.” Será na Cervejaria Bacurim, em Mossoró, a partir das 20 horas.

Serão 3 horas de boa musica de artistas que marcaram gerações, como Rita Lee, Zé Ramalho, Cazuza, Raul Seixas, Ney Matogrosso, Renato Russo e a última hora do show será dedicada ao “Rapaz Latino americano – Antônio Carlos Belchior”, destaca o vocal-líder da Corcel 73, Airton Cilon.

“Serão 17 músicas do repertório do saudoso filósofo da MPB”, acrescenta.

No evento não será cobrado ingresso, apenas couvert artístico.

Perfil

Antônio Carlos Belchior nasceu em 26 de outubro de 1946, na cidade de Sobral, no Ceará. Desde cedo sua vida esteve em sintonia com a música, pois a sua mãe Dolores cantava no coral da igreja. Seu pai, Otávio Belchior, era juiz e delegado respeitado na cidade.

Belchior era um estudioso da palavra, um poeta. Suas composições inteligentíssimas e cheias de personalidade traduzem a urgência e a inquietude do jovem brasileiro de sua época. Cantava temas filosóficos, geracionais e humanos, em uma obra de forte caráter crítico, político e poético.

Ele faleceu dia 30 de abril de 2017, em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul. Tinha 70 anos.

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“Corcel 73” faz tributo a Raul Seixas na Cervejaria Bacurim

É neste sábado (24 de Agosto/2024), às 20, na Cervejaria Bacurim em Mossoró, o “Tributo 35 anos sem Raul Seixas.

Show vai ser comandado por Airton Cilon e a sua banda Corcel 73, com expectativa de levar o público a fazer uma viagem no repertório do Maluco Beleza, tocando não só os clássicos, mas também o lado (B) do Raul.

“Haverá um resgate do seu período como produtor da CBS, de 1969 a 1973, quando produziu e compôs para vários artistas populares da época, como Balthazar, Jerry Adriani, Sérgio Sampaio e Diana,” cita Airton Cilon.

Serão mais de 30 músicas relembrando o pai do rock brasileiro.

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“Tributo 35 anos sem Raul” é encontro marcado no dia 24 de agosto

Banda Corcel 73 é a atração da noite na Bacurim (Foto: Divulgação)
Banda Corcel 73 é a atração da noite na Bacurim (Foto: Divulgação)

“Toca Raul!” O bordão que ecoa Brasil afora em qualquer canto que se deseja ouvir um bom rock and roll, também tem vez em Mossoró. E para marcar as boas lembranças de Raul Seixas, que se despediu há 35 anos, no dia 21 de agosto de 1989, a banda Corcel 73 vai fazer o que sabe muito bem: tocar Raul.

A Cervejaria Bacurim (Rua Luizinha Falcão, 811, Costa e Silva) receberá seus músicos para o “Tributo 35 anos sem Raul”, no dia 24 próximo, às 20h. Será cobrado apenas couvert artístico ao público presente.

“Vamos trazer no repertório canções que marcaram a carreira do maluco beleza, além de fazermos uma sequência em homenagem aos 50 anos de lançamento do álbum “Gita” lançado em 1974, que lhe rendeu seu primeiro disco de ouro. Vendeu à época 600 mil cópias,” comenta Airton Cilon, líder vocal da Corcel 73.

A banda

A banda Corcel 73 surgiu num sonho de Airton Cilon, que também é poeta, instumentista e artista plástico, de fazer um grande show em memória do seu ídolo: Raul Seixas.

“Em 2019, nos 30 anos da morte de Raul, resolvi montar apresentação para um único show. Convidei os amigos Sandro Lima, para o contrabaixo; Samuel para a guitarra; Carlinhos, na bateria e João Gavião nos teclados. O show aconteceu no dia 20 de agosto de 2019 no Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, dentro do ‘Projeto Terça Nossa.’ O sucesso foi tão surpreendente para todos nós, que resolvemos seguir em frente nesse Corcel 73,” lembra.

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Quando a casa cai

Por Marcos Ferreira

Ilustração Web
Ilustração Dreamstime Web

Existem certos golpes que nós sofremos e precisamos de muitos anos para assimilar. Passamos por céus e terras, terremotos e vendavais psicológicos, até conseguirmos (se pudermos) seguir em frente. Nesse ínterim, como às vezes ocorre, o mercurocromo do tempo cuida de cicatrizar as feridas do coração e do espírito. Aí o sujeito toma fôlego, retorna à superfície e encara a correnteza da vida.

Mas nem todo mundo consegue cruzar o rio enfestado de crocodilos e chegar ileso à outra margem. Alguns cansam, ficam no meio do caminho, e são devorados pelos répteis.

Essas metáforas todas são para recordarmos do quanto somos (há exceções) pequenos e falíveis. Pois da noite para o dia, de uma hora para outra, num momento em que julgamos desfrutar de plena saúde, poder e riqueza, súbito nos damos conta de que tudo isso ruiu e o céu desabou sobre as nossas cabeças.

Vivenciamos coisas terríveis, incontornáveis, das quais nunca conseguimos nos recuperar. Por mais que tentemos nos reerguer ou nos iludir com a autossugestão de que batemos a poeira e demos a volta por cima, os traumas e sequelas ficarão para sempre e jamais seremos os mesmos. Como afirmou o ator e filantropo americano Robin Williams, ganhador, entre tantas outras premiações, de um Oscar: “Ninguém finge que está com depressão. As pessoas fingem que estão bem”.

Williams cometeu suicídio em agosto de 2014, aos sessenta e seis anos. Sofria de depressão, ansiedade e foi diagnosticado com mal de Parkinson. Ainda há indivíduos que dizem que isso é malandragem, besteira, frescura.

Um sem-número dos melhores psiquiatras e psicólogos fazem uso da mais avançada psicologia e de um arsenal de medicamentos poderosos, no entanto, às vezes, esse conjunto de ciência e aconselhamentos finda derrotado por uma única mente atormentada. Não importa que o céu esteja azul e propício para um banho de mar, que os pássaros cantem lindamente, que o Sol brilhe, que nasça e se ponha todo santo dia, que as estrelas e a Lua ainda sejam uma fonte inesgotável de poesia. Embalde. Chega um dia em que vemos que a casinha do nosso amor-próprio caiu.

Antes que a casa de nossa alma caia, é preciso tomar algumas providências cruciais: fortalecer nossas fundações psíquicas, tirar o salitre do coração, pintar tudo de branco, exceto as portas e janelas, que podem ficar agradáveis na cor azul.

Se houver sótão ou porão, afugentar os fantasmas com pinturas de Laércio Eugênio, Túlio Ratto e Airton Cilon. Não esquecer de extinguir os cupins do pessimismo que danificam a madeira que sustém o teto do nosso bom humor. Recomenda-se também colocar um arco-íris em nossa moringa, como naquela canção do Paulo Diniz.

Existe a possibilidade de que nada dê certo, que nademos bravamente e morramos na praia. Contudo, reunindo as últimas fibras do nosso instinto de autopreservação, quem sabe possamos nos agigantar diante da morte e mandá-la para os quintos. Aí será possível reaprendermos que viver sempre valerá a pena.

Marcos Ferreira é escritor

Uma noite de parabéns para Belchior

A noite deste sabadão (26) em Mossoró terá programação especial no Shopping Boulevard Central.

Às 20 horas teremos abertura da “Noite Belchiana”, homenagem musical e com outras manifestações para Antônio Carlos Belchior, cantor e compositor cearense que se fosse vivo estaria fazendo 73 anos.

O Fã-clube Alucinação, criado em 2008, realizará na data do aniversário de Belchior mais um tributo na cidade, como tem feito há mais de uma década.

A “Noite Belchiana” terá a Banda dos Corações Selvagens, de Recife, como principal atração.

O poeta e cantor Airton Cilon será artista convidado para cantar músicas de Raul Seixas, falecido há 30 anos.

As senhas estão sendo comercializadas no site Sympla (//www.sympla.com.br/noite-belchiana-mossoro__669209) ou no restaurante Balú, no próprio shopping ao preço de R$ 20,00.

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“Noite Belchiana” homenageará Belchior em Mossoró

Nascido em Coreaú, na época distrito de Sobral, no Ceará, o cantor e compositor cearense Antonio Carlos Belchior completaria, se vivo estivesse, 73 anos no próximo dia 26 (sábado). Nessa data, Mossoró entra no rol de cidades que farão homenagem ao eterno “rapaz latino-americano”.

O Fã-clube Alucinação, criado em 2008, realizará na data do aniversário de Belchior mais um tributo na cidade, como tem feito há mais de uma década.

Livros

O evento acontecerá no Shopping Boulevard Central, a partir das 20h, e terá ainda exposição com itens de Belchior e venda de livros.

A “Noite Belchiana” será comandada pela Banda dos Corações Selvagens, de Recife, com abertura do poeta Airton Cilon, que fará uma prévia ao som do também imortal Raul Seixas.

As senhas já estão sendo comercializadas no site Sympla (//www.sympla.com.br/noite-belchiana-mossoro__669209) ou no restaurante Balú, no próprio shopping ao preço de R$ 20,00.

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Toca Raul, Cilon!!

É hoje! É nesta terça-feira (20) o show do cantor Airton Cilon no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró.

Ele vai fazer um passeio musical pela carreira de Raul Seixas, com o reforço de uma banda qualificada: Corcel 73.

Airton Cilon e a banda Corcel 73 vão disparar uma série de sucessos de Raul Seixas (Foto: Marcão Melo)

Começa às 19h30.

“O início, o fim e o meio” é o título do espetáculo, numa homenagem ao roqueiro baiano falecido no dia 21 de agosto de 1989.

São 30 anos de distância, mas de muitas músicas que contagiam gerações.

Os ingressos para o espetáculo estão à venda no Balu Restaurante (Shopping Boulevard Central), no Rustcafé (Rua Francisco Isódio, Centro) e no Espaço ArtCilon na Praça da Convivência, ao lado do Café Artesanato, também no centro de Mossoró.

“Toca Raul, Cilon!”

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“O início, o fim e o meio” com Raul e Airton Cilon

O cantor Airton Cilon vai apresentar o show “O início, o fim e o meio” no próximo dia 20 de agosto em Mossoró, no Teatro Dix-huit Rosado (Mossoró).

Airton Cilon terá a companhia da banda Corcel 73 para desfiliar sucessos de Raul (Foto: divulgação)

Está definido para as 19h30.

Cilon terá a companhia da banda Corcel 73, desfilando no palco os inúmeros sucessos de Raul Seixas.

“Ele nos deixou no dia 21 de agosto de 1989. São 30 anos sem o maluco beleza. Como fã incondicional da obra do Raul, não poderia deixar de prestar minha homenagem”, justifica o artista.

Os ingressos para o espetáculo estão à venda no Balu Restaurante (Shopping Boulevard Central), no Rustcafé (Rua Francisco Isódio, Centro) e no Espaço ArtCilon na Praça da Convivência, ao lado do Café Artesanato, também no centro de Mossoró.

Nota do Blog – Toca Raul, Cilon!

Já comprei meus ingressos. Imperdível.

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Encontro Nacional do Ensino Médio reúne artistas nordestinos

O Teatro Municipal Dix-Huit Rosado em Mossoró sedia hoje o V Seminário Nacional do Ensino Médio (SENACEM) – Um grande encontro entre a cultura nordestina e a escola.

Começa às 18h30.

O evento tem fomento da Universidade do Estado do RN (UERN).

A noite de hoje tem participação do cantor-compositor cearense Ednardo, além do poeta Antônio Francisco e o artista plástico/poeta/músico Airton Cilon.

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Programação cultural marcará presença de Lula em Mossoró

Uma grande programação cultural está sendo montada para recepcionar o presidente Lula na próxima segunda-feira, 28, durante sua passagem por Mossoró na “Caravana Lula pelo Brasil”. Essa é a proposta que a comissão de Cultura do Partidos dos Trabalhadores (PT), formada por integrantes de vários movimentos, organizou para levar a termo durante o dia e início da noite de segunda-feira.

Caravana de Lula será antecedida por programação vasta em Mossoró na segunda-feira (Foto: Ricardo Stuckert)

A recepção a Lula acontecerá na Avenida Rio Branco, ao lado da Estação das Artes Eliseu Ventania, nas proximidades do Shopping Popular (Shoppping Estação), no início da noite.

Mas desde as 12 horas haverá programação, com algumas artérias interditadas (veja AQUI), desde as 7 horas, até às 23 horas.

PROGRAMAÇÃO

Em Frente à Estação das Artes (Das 12h às 22h):

Feira da economia solidária, exposições, palco aberto, oficinas de camisetas e cartazes.

Palco Principal (Das 15h às 18h):

15h – Forró Azunhado e Conceição Andrade (Forró pé de Lula);

15h35 – Cantor Genildo Costa, Diego Ventura e os poetas Nildo da Pedra Branca, Concriz e José Ribamar;

16h10 – Fanfarra do Mais Educação;

16h40 – Banda SiaPó, Banda MP3 com a participação especial de Thayny e artistas da terra (Jadna, Airton Cilon, Conceição Andrade, Alan Barbosa, Gabriela e Igor Fortunato);

18h – Poetas Crispiniano Neto e Antônio Francisco;

Chegada de Lula ao palco e início do ato Público.

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Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

O Café & Artesanato, na Praça da Convivência em Mossoró, fará outra edição de sua “Quarta Brega” amanhã (quarta-feira, 3), a partir das 20h30. A atração é o cantor Horlando Perez. Ótima pedida.

O multiartista Aírton Cilon completa esta semana o ciclo da exposição “Chão Nordestino”, no Memorial da Resistência, no Salão Joseph Boulier, Mossoró. Ele retrata em seus quadros as mais variadas facetas do Nordeste e de sua gente.

Associação dos Distribuidores Atacadistas do Rio Grande do Norte (ADARN) e o Sindicato do Comércio Atacadista do RNpretendem levar expressiva delegação de associados para o Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento (Enacab). O evento será realizado em paralelo com a 36ª Convenção da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), em São Paulo, entre 8 e 10 deste mês. Mais informações sobre como participar da comitiva potiguar podem ser obtidas no telefone 3207 1801. Mais detalhes sobre o Enacab podem ser obtidos no site www.enacab.com.br.

Bom não descuidarmos da saúde, mesmo nesses tempos bicudos. Consulte Denise Morais (84) 99466-2232 em Mossoró. Ela é consultora autorizada para planos de saúde, com uma modalidade adequada às suas condições e de sua família.

Servidores que trabalham no Programa Saúde da Família (PSF) de Mossoró estão furibundos. Não receberam remuneração integral no último dia 29, como estabelecia calendário de pagamento da Prefeitura. As gratificações não foram creditadas.

A Sport Magia, comandada por Márcio Mota, loja especializada em produtos esportivos no centro de Mossoró, completará aniversário em setembro. Alcançará uma marca emblemática, que mostra sua solidez: atingirá 25 anos de existência. Parabéns e mais sucesso ainda.

A Policlínica de Mossoró vive momentos de estresse entre condôminos e sua direção. Vários médicos podem debandar para formatação de uma clínica própria. Que se entendam. Essa é uma marca vitoriosa e de grandes serviços prestados à saúde de Mossoró e região.

O Partage Shopping de Mossoró vai sediar de quinta-feira (4) a 14 de agosto uma Exposição de Carros Antigos. Acontecerá das 10h às 22 horas e aos domingos de 11h às 22 horas. A iniciativa é do Vintage Car Club de Mossoró.

O Governo do Estado começará a pagar os salários de julho dos seus servidores públicos a partir da próxima sexta-feira (5). O calendário vai ser esticado até o dia 12.

A jornalista Lúcia Rocha vai fazer o lançamento do seu mais novo livro, “Tibau de Todos os Temos”, no dia 19 de agosto, na Feira do Livro de Mossoró, a partir das 19h. Já no dia 20 (um sábado), será no Rust Café à Rua Francisco Izódio, centro, a partir das 11h. Ainda será lançado em Tibau e Natal com programações ainda a serem detalhadas.

Tibau em foco (Foto: reprodução)

Tenda Gastronomia e Lazer (Mossoró) terá na próxima sexta-feira, dia 05, a partir das 21h, o repertório eclético da cantora Elizabeth Freitas. Já no sábado, dia 06, é a vez do cantor Ivan Júnior subir ao palco e soltar a voz com o melhor da MPB.

Ladrões arrombaram a Unidade de Educação Infantil (UEI) Rosa Maria Pinto da Nóbrega. Ocorreu à madrugada de hoje (terça-feira, 2), no bairro Santo Antônio em Mossoró. Isso tem sido rotina nos equipamentos públicos, além dos assaltos.

A Rádio Rural de Mossoró (990Mhz) organiza sua equipe para fazer ampla cobertura da campanha municipal mossoroense e para o dia das eleições. Sucesso, pessoal.

Ribamar Freitas, comandante-em-chefe do Oba Restaurante, ao lado de sua Naeide, será retratado em breve pelo programa Mossoró de Todos os Tempos, da TV Cabo Mossoró (TCM), que tem a apresentação do professor Milton Marques. Merece demais esse enfoque e registro. Parabéns, caríssimo.

Nos próximos dias 12 e 13 o humorista Tirulipa fará apresentação no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, com início sempre às 20h. Promessa de bom público.

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, está com as inscrições abertas para a Semana Científica, que ocorrerá entre os dias 9 e 12 de agosto, com palestras e discussões sobre temas de grande relevância para o mundo jurídico. O evento é voltado principalmente para advogados e estudantes de Direito e as inscrições podem ser feitas na própria sede da entidade.

O repórter social Lisboa Batista fará outra noite denominada de Festa dos Destaques, na nossa querida Pau dos Ferros, no próximo sábado. Festa começará às 22h35. Se eu puder, esbarro por aí.

AREIA BRANCA vai terá dois novos juízes de Direito, a partir do dia 29 deste mês. Antônio Borja de Almeida Júnior e Flávio Roberto Pessoa de Moraes assumirão o Juizado Especial e a Vara Criminal da Comarca, respectivamente. Sucesso aos dois, em especial ao meu ex-professor (dos bons) Flávio Pessoa.

Vão até o dia 15 de agosto as inscrições para a submissão de Trabalhos Técnico-Científicos a serem apresentados na Expofruit 2016 – Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada. Com o tema ‘Mais longevidade para você e seus negócios’, o evento acontecerá de 21 a 23 de setembro, no Centro de Convenções e Eventos Enéas Negreiros, no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró.

Associação dos Docentes da UERN (ADUERN) realizará, no dia 11 de agosto, o lançamento do Núcleo da Auditoria Cidadã da Dívida em Mossoró.  A Auditoria é uma associação sem fins lucrativos quer visa realizar, de maneira coletiva e democrática, um monitoramento das contas dos Governos, garantindo a devida transparência no processo de endividamento de estados, municípios e federação. Acontecerá na sede própria da entidade a partir das 8h.

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“Sêbado” terá exposição de arte com Airton Cilon

Amanhã é sábado e, exatamente por isso, é dia de “Sêbado”.

Uma programação especialmente elaborada para amanhã inclui a exposição do artista plástico, poeta e cantor Airton Cilon, a partir das 10h.

Também é dia de muita música de qualidade, além do grande acervo de livros, discos (LP’s e CD’s), Dvd’s e outros apetrechos que somente lá podemos encontrar.

Oportunidade ainda para botarmos a prosa em dia, sob a batuta de Marcos Almeida, druída, xamã, comandante-em-chefe e presidente plenipotenciário do Sêbado.

Essa confraria cultural funciona aos sábados à Rua Antônio Vieira de Sá, 825, Nova Betânia (Mossoró).