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Comissão apontará proposta para alta complexidade

Governo do Estado e prefeituras do Natal e de Mossoró começaram nessa quarta-feira (30), uma discussão de suma importância para a saúde pública: a operacionalização de atendimentos de alta complexidade no RN. Centenas de pacientes sofrem com falta de cobertura.

Fátima e os prefeitos estabeleceram prazo mínimo para tomada de medidas (Foto: cedida)

Os prefeitos de Natal (Álvaro Dias-MDB) e Mossoró (Rosalba Ciarlini-PP) foram recebidos pela governadora Fátima Bezerra (PT) e vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) na Governadoria, com o suporte de auxiliares da área econômica e Saúde do estado.

Ficou decidida a criação de um grupo de trabalho entre as prefeituras de Natal e Mossoró com o Governo do Estado. Secretários dos três entes terão um prazo de oito dias para apresentar uma proposta de ação.

“Vamos analisar a encontrar os valores necessários para atender aos serviços de saúde pública, dos municípios de Natal e Mossoró”, disse Fátima Bezerra.

Além de auxiliares da governadora e dos secretários municipais da Saúde das duas prefeituras, também participou da conversa o médico e deputado estadual diplomado Bernardo Amorim (Avante).

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Cirurgias eletivas sofrem profunda paralisação

Do Blog Carol Ribeiro

Entre 150 e 170 cirurgias eletivas (que são marcadas previamente) por mês de média complexidade estão paralisadas em Mossoró.

A redução nos procedimentos teve início esta semana.

As complementações não estão sendo repassadas pelo Governo do RN e pela Prefeitura de Mossoró desde janeiro.

O valor total chega a R$ 11 milhões de reais, referentes à complementação de cirurgias e leitos de UTI.

Desses repasses, 60% são de responsabilidade do estado e 40% da prefeitura.

Foram suspensas as atividades de cinco equipes de cirurgias: cardíacas, ortopédicas, angioplastia e cateterismo eletivo.

A suspensão não atinge os procedimentos oncológicos, considerados de alta complexidade.

Nota do Blog Carlos Santos – Segundo ouço, tudo pode ficar ainda pior.

A propaganda da Prefeitura Municipal de Mossoró chegou a adiantar a “retomada de 400 cirurgias por mês, para zerar a fila”, que começaram dia 1° de novembro do ano passado.

Um Termo de Cooperação Entre Entes Públicos (TCEEP) entre a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foi assinado para esse fim. Mas a municipalidade alegou desde cedo que o Governo do RN não estaria dando sua contrapartida.

O documento previa o investimento de R$ 11.397.677,62 para a complementação da tabela SUS (Sistema Único de Saúde). O Governo do RN entraria com 60%.

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Ministro encaminha pleito do Hospital Wilson Rosado

O ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB), se reuniu, em Brasília, com os diretores do Hospital Wilson Rosado, de Mossoró. Eles conversaram sobre a ampliação dos serviços médicos de alta complexidade, conveniados ao SUS, oferecidos pela unidade de saúde à população do Oeste do Rio Grande do Norte.

Reunião aconteceu hoje em Brasília (Foto: divulgação)

Os diretores Bernardo Rosado Miranda, Marcos Antônio e George Antunes explicaram ao ministro que a capacidade de atendimento do hospital supera a atual prestação de serviços.

Mais recursos

Segundo eles, o hospital poderia ampliar o atendimento em serviços com demanda reprimida como cardiologia e neurocirurgia, duas das especialidades do hospital.

Por sugestão do ministro, a proposta do hospital foi apresentada à equipe técnica do Ministério da Saúde que cuida do credenciamento de serviços médicos. Se aprovado, o projeto implica em mais recursos federais para o Rio Grande do Norte e precisa ser pactuado com as secretarias de Saúde do estado e do município.

Com informações do Ministério do Turismo.

Decisão judicial descredencia serviço da Apamim

Uma Ação Civil Pública ajuizada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual em Mossoró levou a Justiça Federal a determinar a rescisão do convênio firmado pela Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim) e os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).

A partir de agora, o hospital não poderá oferecer pelo SUS os atendimentos de alta complexidade cardiovascular e ainda terá que pagar R$ 2 mil de multa por irregularidades na prestação do serviço.

A ação surgiu após denúncia realizada por um médico vinculado à Apamim que verificou falhas na prestação de serviço e não cumprimento das normas estabelecidas para o credenciamento da associação privada junto ao Sistema Único de Saúde.

Uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS verificou, dentre outras irregularidades, a inexistência de atendimento ambulatorial no pré e pós operatório em alta complexidade cardiovascular, ausência de acesso à urgência/emergência aos usuários do SUS e até falta de materiais de higiene e alguns equipamentos em setores do hospital.

Para o Ministério Público Federal é função do SUS servir a população e garantir o direito fundamental do ser humano à saúde. A procuradora da República responsável pela ação, Marina Romero de Vasconcelos, defende que “ao negligenciar a obrigação de fornecer toda a estrutura, aparelhamento e recursos humanos necessários à prestação de assistência integral à saúde da população usuária do SUS, os demandados põem em evidente perigo a vida dessas pessoas”.

A partir dos fatos expostos, o juiz da 8ª Vara da Justiça Federal, André Dias Fernandes, considerou procedente o pedido do MPF, determinando a rescisão do convênio e o pagamento de multa. Os serviços de alta complexidade em cirurgia cardiovascular aos pacientes do SUS em Mossoró e demais municípios do Oeste do estado estão sendo realizados pelo Hospital Wilson Rosado, em contratação emergencial, devidamente autorizada pela Justiça.

Para a contratação definitiva dos serviço, a Justiça determinou a abertura de procedimento licitatório.

Da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no RN