Público expressivo esteve na Praça de Eventos comemorando vitória; missa também marcou êxito eleitoral (Fotomontagem do BCS)
O prefeito reeleito de Mossoró, Allyson Bezerra (UB), comemorou à noite desta quarta-feira (16) na Praça dos Esportes, no Corredor Cultural, o seu êxito eleitoral ao lado do vice Marcos Medeiros (PSD), no pleito de 6 de outubro.
O “Culto da Vitória” foi um evento que entrelaçou o prefeito com o segmento evangélico, num expressivo comparecimento de público. A banda gospel Som e Louvor foi a principal atração musical da comemoração.
Já ontem, terça-feira (15), ele esteve em Missa de Ação de Graças na Igreja Nossa Senhora da Conceição, no bairro Alto da Conceição, ao lado do vereador e campeão de votos Petras Vinícius (PSD).
Nas eleições do último dia 6, Allyson Bezerra foi reeleito com 113.121 votos, maior votação em termos percentuais e numéricos da história política do município. Também alcançou o feito de impor a maior derrota sobre o mais próximo adversário, com maioria de 97.006 em cima de Lawrence Amorim (PSDB) – veja AQUI.
Galeno tem em Zé uma aposta importante na política local (Foto: reprodução)
Tem a assinatura do deputado estadual Galeno Torquato (PSDB) a eleição a vereador e campeão de votos, Zé Torquato (MDB), seu primo, em Luís Gomes (Alto Oeste do RN).
O acadêmico de direito Zé Torquato foi o mais votado entre os nove eleitos/reeleitos no município, obtendo 679 votos. Esse quantitativo representa 11,67% dos votos válidos a vereador em Luís Gomes.
Será seu primeiro mandato.
Já Galeno Torquato foi reeleito deputado estadual em 2022, com 37.274 votos no estado e 1.078 em Luís Gomes. Ficou atrás apenas de Kerginaldo Jácome (PSDB) que somou 1.170 nesse município.
Câmara Municipal terá menor número de vereadores (Foto: Edilberto Barros/Arquivo)
Nas eleições à Câmara Municipal de Mossoró em 2020, 24 partidos tiveram candidatos lançados a vereador. Desses, o campeão de votos foi o Solidariedade, do então deputado estadual e candidato eleito a prefeito Allyson Bezerra (hoje no União Brasil). Superou até mesmo a legenda da prefeita e candidata à reeleição, derrotada, Rosalba Ciarlini (PP).
O Solidariedade além de somar o maior número de votos (17.220), também elegeu quatro vereadores, deixando para trás o PP e o MDB, cada um com três. Quanto a 2024, deverá ceder a outras legendas na luta por vagas nesse poder, como o União Brasil do prefeito que vai à reeleição.
Em 2020, o Solidariedade foi também a sigla, ao lado do PSD, sua aliada, que conseguiu fechar nominata com o teto de 35 candidatos, feito que o PP da prefeita não alcançou, tendo apenas 16 habilitados.
Os números das eleições à vereança nesse pleito são levantados por nossa página, em mais uma matéria da série diferenciada que iniciamos essa semana, ofertada para estudo, discussão e o bom debate político.
Também resgatamos relação de eleitos/reeleitos e votação de cada um em 2020, para composição de 23 cadeiras.
Didi de Arnor (Republicanos) – 1.528 (1,11%) – Reeleito
Marleide Cunha (PT) – 1.525 (1,11%)
Genilson Alves (PROS) – 1.502 (1,09%) – Reeleito
Lamarque (PSC) – 1.501 (1,09%)
Raério Cabeção (PSD) – 1.301 (0,94%) – Reeleito
Costinha (MDB) – 1.221 (0,88%)
Gideon Ismaias (Cidadania) – 1.088 (0,79%)
Omar Nogueira (Patriotas) – 964 (0,70%)
Paulo Igo (Solidariedade) – 929 (0,67%)
Edson Carlos (Cidadania)- 924 (0,67%)
*Apenas seis vereadores (veja acima) conseguiram a reeleição, de um total de 21 componentes da legislatura (2017-2020). Vale lembrar que oito não concorreram (veja AQUI), por razões diversas.
*Sete tentaram e não conseguiram: Petras Vinícius (DEM), Tony Cabelos (PP), Alex do Frango (PV), Aline Couto (PSDB), Rondinelli Carlos (PL), Flávio Tácito (PP) e Ozaniel Mesquita (DEM).
*Em relação a 2024 haverá redução de 23 para 21 vagas.
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Participando de carreata, o deputado estadual recém-eleito como campeão de votos (veja AQUI), Wendell Lagartixa (PL), bateu boca com populares que o provocavam.
Sua reação foi bradar:
– Lula é um ladrão!
E emendou, apresentando-se como “Lagartixa”, que “lula tem que morrer”.
Fez movimento com uma das mãos à altura da cintura, como se mostrasse estar armado, assinalando: “Olha pra Lula!”
Semana passada, ele prometeu ocupar o morro de Mãe Luíza em Natal para caçar marginais. Poucos dias antes de ser eleito, esteve envolvido num tiroteio em Ceará-Mirim, onde fazia campanha.
Um homem foi morto em reação de seguranças seus. Segundo a versão pacificada, o ex-policial Wendell Lagartixa seria alvo de emboscada armada por facção criminosa.
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Robinson, em foto oficial na urna eletrônica, em 2006 (Arquivo/Reprodução Canal BCS)
Será que algum candidato a deputado estadual conseguirá se eleger “sozinho”, alcançando o quociente eleitoral no RN, esse ano? Será possível tal feito?
É uma tarefa hercúlea, com raríssimos políticos conseguindo na história das eleições do RN.
Para não irmos muito longe, vamos estacionar em 2006, eleições gerais. Aquele ano, o então deputado estadual à reeleição Robinson Faria (PMN, hoje no PL) somou 70.782 mil votos (4,31% dos votos válidos).
Apenas ele conseguiu vitória nas urnas sem precisar de soma de outros candidatos de partido/coligação.
O quociente eleitoral nesse pleito à Assembleia Legislativa do RN foi de 68.387 votos, de um universo de 1.641.297 válidos.
Ou seja, Robinson Faria teve 2.395 votos a mais do quociente eleitoral. Se fosse candidato sozinho, em seu partido/coligação, assim mesmo seria eleito.
Quem esteve mais próximo dele na mesma eleição foi Walter Alves (MDB), que é hoje deputado federal e candidato a vice-governador na chapa da governadora Fátima Bezerra (PT). “Waltinho” totalizou 55.296 votos (3,37% dos votos válidos).
De lá para cá, nenhum outro chegou a feito igual. Todos foram eleitos pela soma de votos em suas respectivas nominatas.
Nas eleições deste ano, o quociente eleitoral tende a ficar por volta de 74 mil votos. Em 2018 foi de 69.476 e, quem chegou mais próximo desse patamar foi Ezequiel Ferreira (PSDB), com 58.221 votos.
Algum candidato vai repetir o feito de Robinson Faria, que este ano é candidato a deputado federal?
O deputado federal Benes Leocário (PRB) circula pela região Oeste, com parada em Mossoró para entrevistas na imprensa e conversas políticas.
Na sua agenda, reuniões com os vereadores Didi de Arnor e Raério Araújo (PRB).
A propósito, o PRB passa por algumas reformulações e deverá mudar de “capa” e de essência.
Vai se chamar “Republicanos” e com guinada mais ao centro-direita, sendo uma opção mais “light” no campo político que tem o PSL do presidente Jair Bolsonaro como maior expressão.
Leocádio, ex-prefeito de Lajes e ex-presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN), foi campeão de votos em sua primeira disputa à Câmara Federal no ano passado. Foi eleito pelo PTC, mas este ano fez a migração.
Ele empalmou 125.841 votos totalizados (7,82% dos votos válidos).
Deputado federal eleito como campeão de votos ano passado, Benes Leocádio (PTC) estuda mudança partidária ainda para este ano.
O PRB deverá ser sua próxima legenda.
O PTC não conseguiu atingir meta da chamada cláusula de barreira (número mínimo de votos/deputados federais eleitos) no pleito do ano passado, sofrendo sanções que devem levá-lo à extinção ou fusão com outras legendas.
Leocádio é ex-prefeito de Lajes e ex-presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN).
Obteve 125.841 votos (7,82%) à Câmara Federal.
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A disputa por 21 vagas na Câmara Municipal de Mossoró, este ano, deverá ser mais emocionante do que a corrida pelo voto à Prefeitura. A prévia eleitoral revela uma série de nuances que devem tornar bastante disputada a seleção dos eleitos e reeleitos.
Também teremos uma gama de partidos e coligações compondo esse cenário confuso, além de novidades até inesperadas por muita gente, como a candidatura da ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB), que também já foi prefeita do município.
Entre os partidos, preliminarmente se observa o esvaziamento das principais lideranças, que não foram capazes – como em outros tempos – de fechar uma nominata à Câmara Municipal. Exemplos de partidos tradicionais como PSB, PMDB e DEM.
Nas eleições de 2012, o campeão de votos foi o PMDB, que alcançou o primeiro lugar em votação cumulativa de seus candidatos (e legenda), além de eleger três representantes. Para 2016, tenta escapar integrando “chapão” com PP, PSB, além de PDT.
PV
O peemedebismo alcançou 19.800 votos (14,40%) em 2012. Reelegeu Claudionor dos Santos e ganhou Izabel Montenegro e o campeão de votos, Alex Moacir, ex-secretário de Recursos Urbanos do município. Em 2008, o PMDB foi o terceiro mais votado com 19.009 votos (14,86%).
O PV, sigla auxiliar, criada para amparar sobretudo a candidatura a vereador do ex-secretário da Cidadania do município, Chico Carlos, teve o segundo melhor desempenho, também elegendo três parlamentares.
Alcançou 19.427 votos (14,13%). Em 2008 teve 1. 389 (01,09%), o 12º lugar.
O terceiro foi o DEM, partido da prefeita de direito à época, Fátima Rosado, “Fafá”; da governadora Rosalba Ciarlini e da própria candidata eleita à prefeitura à ocasião (depois cassada), a vereadora Cláudia Regina.
O DEM chegou a eleger dois vereadores. Obteve 18.354 (13,35%) dos votos válidos. Em 2008, o DEM obteve primeira colocação com 25.834 votos (20,19%).
Eleição suplementar
O pequeno PTN apareceu em destaque na quarta posição, com 15.678 votos cumulativos (11.41%) e obteve eleição de dois representantes: Narcísio Silva e Genilson Alves. Nas eleições passadas sequer participou da disputa com candidatos a vereador.
O PSB, que abrigou a candidatura a prefeito da deputada estadual Larissa Rosado, ficou apenas em sétimo lugar entre os partidos com mais votos a vereador (incluindo voto de legenda). A sigla elegeu Lahyrinho Rosado para novo mandato – além do estreante Vingt-un Neto – e amealhou 10.527 votos (7.66%).
Em 2008, o desempenho do PSB chegou à quinta colocação e com maior número de votos: 11.173 ( 08,73%).
O PT, que deu o vice à chapa de Larissa, o professor Josivan Barbosa, seguiu sua sina de baixas votações em Mossoró. Pelo menos um bom consolo: devolveu à Câmara Municipal o professor Luiz Carlos Martins, que nas eleições suplementares a prefeito e vice em 2014, terminou eleito como vice, na chapa encabeçada pelo também vereador Francisco José Júnior (PSD).
Queda livre
O petismo acumulou 4.262 votos (3.10%). Ficou como a nona sigla com mais votos a vereador.
O PDT é que teve queda livre abissal. Foram 23.819 (18,62%) votos em 2008 e três vereadores eleitos. Em 2012, um vereador eleito (Tomaz Neto) e apenas 2.536 (1,84%) votos.
Vale ser assinalado, que os quatro primeiros partidos em votação para vereador estavam ligados à candidata vencedora à prefeitura. Pela ordem decrescente, PMDB, PV, DEM e PTN.
A oposição vem abaixo, na mesma ordem, assim: PTB, PSD, PSB, PTdoB e PT.
Veja abaixo o quadro completo de votações cumulativas, a vereador, de todos os partidos que participaram das eleições em Mossoró e AQUI o resultado a vereador das eleições de 2008:
PMDB
19.800
(14,40%)
PV
19.427
(14,13%)
DEM
18.354
(13,35%)
PTN
15.678
(11,41%)
PTB
12.119
(8,82%)
PSD
11.061
(8,05%)
PSB
10.527
(7,66%)
PT do B
9.122
(6,64%)
PT
4.262
(3,10%)
PR
2.775
(2,02%)
PSDB
2.651
(1,93%)
PDT
2.536
(1,84%)
PSDC
2.308
(1,68%)
PC do B
1.537
(1,12%)
PRB
1.106
(0,80%)
PPS
945
(0,69%)
PSC
763
(0,56%)
PRP
686
(0,50%)
PP
571
(0,42%)
PHS
498
(0,36%)
PSOL
356
(0,26%)
PTC
177
(0,13%)
PRTB
149
(0,11%)
PSL
38
(0,03%)
PPL
17
(0,01%)
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