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Intervenção na Apamim deve dar vida à nova entidade

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal, da Subseção de Mossoró, definiu o prazo de dois anos (até 2023) para conclusão da intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). A decisão que noticiamos semana passada (veja AQUI), mas tomada dia 15 de dezembro, também assinalou que a partir de 5 de janeiro de 2021 começará a correr esse prazo.

Resumo fotográfico da visita do editor desta página ao HMAC em 25 de janeiro de 2017 (Fotos: BCS)

E o que acontecerá após o fim da intervenção iniciada em setembro de 2014, portanto há seis anos e três meses? Esse período relativamente longo para esse tipo de interveniência externa numa entidade autônoma e filantrópica, será ainda mais alongado, passando dos oito anos contínuos.

Ao fim desse processo, o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que está no bojo da Apamim, não será extinto. Mas, tende a ganhar nova formação diretiva e denominação, além de elenco associativo inteiramente diferente do que era antes. Edital vai definir esse outro modelo, para que a instituição que vai nascer seja formada por membros da sociedade civil.

Com certeza, não poderão participar do quadro societário pessoas com vínculo de parentesco até 3 grau daqueles que faziam parte da sociedade até a intervenção. A Apamim era controlada pelo grupo político da atual vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB).

Tudo é acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN).

Desmandos e má gestão

A intervenção federal aconteceu em face de denúncias de desmandos e má gestão em proporções gigantescas, paralelamente ao sucateamento de sua estrutura e asfixia de suas atividades, sobretudo no atendimento a parturientes e bebês. Denúncia foi desencadeada pelo Conselho Regional de Medicina do RN (CRM/RN), apontando desvios de recursos federais e estaduais, assim com atraso no pagamento de servidores da unidade de saúde.

Orlan Donato: decisivo (Foto: arquivo)

Na sentença do juiz Federal Orlan Donato lembrou que “o cenário fruto da ação foi arquitetado por uma administração desastrosa ao longo de anos, sendo que a situação caótica chegou ao ápice em abril de 2014, quando foi fechada uma das duas salas cirúrgicas pela clínica de anestesiologistas, por absoluta falta de condições de funcionamento, ante a ausência dos instrumentos necessários e imprescindíveis para a prática segura de tal especialidade, juntamente com isto a falta de medicamentos e materiais se tornou rotina, o que culminava suspendendo os procedimentos médicos à época. O atendimento ao público, quando chegava a ser realizado, era de forma extremamente precária e com a constante falta de medicamentos”.

Ele observou que a entidade apresentava dívidas de R$ 1,5 milhão em trabalhistas, R$ 2,2 milhões para fornecedores e outros R$ 9,2 milhões de passivos tributários e encargos.

Números

Em seis anos de intervenção foram realizados 38.644 partos. Foram 10% de bebês – 3,8 mil com baixo peso e 15% – 5 mil prematuros.

A maternidade funciona com 180 leitos. Deste total, veja abaixo como está distribuída hoje sua estrutura:

17 de UTI neonatal

15 de ucincO – Berçário

18 de UcincA – Canguru

9 de UTI adulto

25 de gravidez de alto risco

54 de alojamento conjunto

20 de Mãe Coruja

1 Laboratório

1 Centro Obstétrico

1 Centro Cirúrgico

1 Lavanderia

1 Farmácia

1 Esterilização

1 Nutrição

1 Equipe de manutenção

1 Equipe de Limpeza

1 Reforma.

Retenção de recursos

Como no passado, um dos principais problemas da Apamim é a retenção de recursos de entes públicos, sobretudo a Prefeitura Municipal de Mossoró. Há poucos dias, o mesmo juiz Orlan Donato bloqueou R$ 3.492.455,83 da gestão Rosalba Ciarlini (PP), dinheiro do Sistema Ùnico de Saúde (SUS) que seu governo não repassava há meses.

HMAC em foto de Manoelito em 1951

A interventoria, comandada pela bioquímica Larizza Queiroz, terá ainda ingente tarefa de debelar dívidas milionárias que nesse espaço de tempo não foram todas sanadas. Entretanto, o que foi desenvolvido até o momento é extremamente animador.

A Apamim de hoje é diametralmente oposta àquela que foi encontrada pelos interventores. E muito além do que foi seu nascedouro. O HMAC foi oficialmente inaugurado no dia 16 de outubro de 1947.

Os primeiros diretores foram os médicos João Marcelino e Maltez Fernandes. São mais de 73 anos de história.

Nota do Blog – Em janeiro de 2017 fizemos uma demorada visita às instalações do HMAC/CSDR, passeando por seu passado e conhecendo seu presente. Dessa estada veio a produção de uma série de reportagens e crônica. Veja AQUI.

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Estado e Prefeitura são cúmplices em descaso com saúde

Prefeitura de Mossoró e Governo do Estado são parceiros e cúmplices numa tragédia anunciada e continuada na Saúde de Mossoró.

O problema não é de hoje, que se diga. Segue rotina de anos, governo após governo (municipal e estadual).

Descumprem compromissos com entidades e hospitais em somas de muitos milhões, que afetam milhares de pessoas.

Cerca de R$ 16 milhões é o valor que a Prefeitura de Mossoró e o Governo do RN deve ao Hospital Wilson Rosado (HWR), sendo 40% do ente municipal e 60% de responsabilidade do Estado, por cirurgias eletivas, cardíacas e UTI Pediátrica que salvam vidas.Serviços poderão parar. Veja AQUI.

Do montante de uma dívida de R$ 7,5 milhões com a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC), a Prefeitura deve 40% desse valor e o Governo 60%.

Atendimento chegou ao limite, ameaçando muitas vidas. Veja AQUI.

Descredenciamento

A relação com o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) é a mesma. A dupla de entes públicos segue com atrasos que vão levar a paralisação de cirurgias eletivas a partir de segunda-feira (17).

Montante devido não foi revelado.

Importante assinalar, que vários prestadores de serviços da Saúde Pública começam a pedir descredenciamento, cansados de tantos atrasos e descaso.

Está ruim? Pode piorar.

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“Vício processual” anula sentença contra Sandra e outros réus

HMAC/CSDR é o foco da polêmica que virou processo anulado hoje no TRF5 em Recife (Foto: HMAC)

A Quarta Turma do Tribunal Regional Federal (TRF) da 5ª Região, com sede Recife-PE, acaba de anular sentença condenatória contra a vereadora e ex-deputada federal mossoroense Sandra Rosado (PSDB) e outros quatro réus. A decisão foi à unanimidade, em sessão à tarde desta terça-feira (26).

Relator da matéria, o desembargador Lázaro Guimarães acolheu arrazoado da defesa que apontava para a existência de “vício processual” insanável na sentença em primeiro grau, prolatada pelo juiz da 8ª Vara Federal de Mossoró, Orlan Donato Rocha (veja AQUI), em 10 de maio de 2017. Houve “nulidade absoluta” da decisão anterior, ou seja, integralmente.

Lázaro Guimarães foi acompanhado no voto pelos demais componentes da Quarta Turma, desembargadores Rubens Canuto e Élio Siqueira.

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) apontava que a partir de emenda orçamentária de Sandra Rosado na Câmara Federal, no exercício de 2002, teria ficado materializado “um conluio” para desvio de R$ 719.779,00 de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). A verba era destinada à Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) e Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), administrados pela Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) – controlada pelo grupo familiar da parlamentar.

Emenda em 2002

A defesa de Sandra e outros réus, feita pelo advogado Marcos Lanuce, já tinha assinalado na primeira instância (8ª Vara Federal) que ela não poderia ser tratada como ré. Apontara que à época do manejo da emenda, “a parlamentar tinha mandato na Assembleia Legislativa e não na Câmara Federal. Isso estava bastante claro”, comentou o advogado há poucos minutos em entrevista ao Blog Carlos Santos.

A emenda na verdade tinha sido alocada pelo então deputado federal Laíre Rosado (então no PMDB), marido de Sandra, que em 2002 não tentou a reeleição. Ele foi candidato a vice-governador na chapa de Fernando Freire (PPB), sendo derrotado pela chapa Wilma de Faria (PSB)-Antônio Jácome (PSB). Já Sandra concorreu à Câmara Federal, só assumindo mandato em fevereiro de 2003.

Sandra tinha sido condenada a nove anos e dois meses de prisão. Os demais condenados em primeira instância, que a exemplo dela foram beneficiados pelo julgamento de hoje, são Maria Goreti Melo Freitas Martins – 8 anos e 6 meses de prisão em regime fechado; Manuel Alves do Nascimento Filho – 9 anos e 2 meses de prisão em regime fechado; Cláudio Montenegro Coelho de Albuquerque – 7 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto; e Francisco de Andrade Silva Filho – 4 anos em regime aberto.

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Hospital sob intervenção sofre com retenção de recursos

A Prefeitura Municipal de Mossoró retém – inexplicavelmente – recursos que deveria repassar ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR). São numerários advindos do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Governo do Estado.

O HMAC/CSDR está sob intervenção federal desde 27 de setembro de 2014.

UTI Intermediária Neonatal Convencional é um diferencial no HMAC e precisa ser mantida (Foto: arquivo)

O assunto passou a ser tratado na esfera judicial, à manhã de hoje, tamanho o sufoco vivido pelo hospital, que reflete em especial no bolso de seus servidores.

O fato, por outro lado, pode causar problemas até de ordem criminal para os ordenadores de despesas do município, caso se comprove má-fé.

Repetindo passado

Situação dessa natureza não é novidade na relação (política) entre municipalidade e HMAC/CSDR.

Em 2012, por exemplo, gestão Fafá Rosado (PMDB) segurava recursos da União há nove meses, quando o Blog (veja AQUI) denunciou a canalhice. A estratégia era asfixiá-lo financeiramente.

O resultado de nossa pressão foi que horas depois (veja AQUI) aconteceu de considerável soma para o HMAC/CSDR.

Na época (como hoje), Fafá era adversária política da então deputada federal Sandra Rosado (PSB), que através de seu grupo político controlava a HMAC/CSDR.

Nota do Blog – Espero que isso seja sanado logo e não se repita. Mossoró, nossos bebês, mães, não suportam mais tanta humilhação e luta politiqueira sem escrúpulo algum.

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Governo faz alterações na Saúde para melhorar sistema

O Hospital Rafael Fernandes (Mossoró) passa por mudanças em sua direção e também deverá ser reordenado quanto à sua utilização no sistema de Saúde para a cidade e região.

George Antunes: redimensionando Saúde em Mossoró (Foto: arquivo)

Os médicos José Édson Júnior e Oscar Oliveira assumiram respectivamente as direções Clínica e Técnica.

Hugmara Fonseca fica na Direção Geral.

Todos são originários do recém-fechado Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

Estudos avançados apontam para que o Rafael Fernandes será paulatinamente utilizado como unidade auxiliar do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), a partir de triagem de pacientes específicos, dando melhor utilização à sua estrutura e pessoal.

Nota do Blog – O Governo Robinson Faria (PSD) acertou em cheio no fechamento do Hospital da Mulher, com enorme economia de recursos e maior aproveitamento de sua numerosa mão-de-obra.

A partir dessa decisão, precisará de tempo e apoio para ajustar deficiências que se agravaram nos últimos anos na Saúde de Mossoró, como no próprio Rafael Fernandes, HRTM e suporte à Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), plus para cirurgias eletivas, além de maior apoio à oncologia etc.

Precisamos apoiar, enfrentar bolsões de resistência e eventuais sabotagens corporativistas.

O secretário titular da Saúde, George Antunes, tem larga experiência, é bem-intencionado e competente.

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Casa de Saúde sob intervenção aguarda futuro com prefeita eleita

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado(CSDR)/Hospital e Maternidade Almeida Castro (HMAC), estrutura vinculada à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), é uma grande interrogação para o futuro próximo.

Juiz Orlan Donato e prefeito tiveram papel importante e prol da CSDR (Foto: Cézar Alves)

Durante décadas esteve sob o controle da família da ex-deputada federal e vereadora eleita Sandra Rosado (PSB), mas na nova gestão municipal poderá ter outro destino. Até aqui, ainda insondável.

A prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP), apoiada pelo grupo de Sandra após décadas de conflitos políticos, não se pronunciou em campanha nem depois do pleito sobre o que pretende fazer em relação ao caso.

Desde 27 de setembro de 2014 que a Apamim está encurralada por intervenção da Justiça Federal decretada pelo juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato, provocado pelo Ministério Público Federal (MPF) e MP Estadual.

Melhorias

Vários membros do clã Rosado e colaboradores respondem a demandas judiciais, com ações condenatórias em primeiro grau e também decisões de bloqueio de bens (veja AQUI, AQUI,  por exemplo).

A Prefeitura de Mossoró, desde a intervenção, tem sido decisiva para funcionamento e profundas melhorias na CSDR/HMAC, numa prioridade importante determinada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Com Rosalba, não se sabe que papel e qual interesse da Prefeitura em relação à CSDR/HMAC. A decisão da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró prevê que o Município mantenha o repasse de recursos financeiros à Apamim, para assegurar seu funcionamento pleno.

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Defensoria vê conflito envolvendo o Hospital da Mulher

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte acionou a Justiça na Vara da Infância e Juventude em Mossoró, para se pronunciar sobre o que considera ser um “conflito” existente no campo do Judiciário. Envolveria uma decisão judicial e um acordo que envolve o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

A decisão judicial proferida no último dia 17 de agosto, na Ação Civil Pública nº 0105142-75.2016.8.20.0106, que determinou a manutenção do funcionamento dos leitos de UTI Neonatal e dos serviços de obstetrícia, e o acordo firmado nos autos da Ação Civil Pública nº 0800637-65.2014.8.4.05.8401, que tramita na Justiça Federal e diz respeito à intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM), não incluindo o Hospital da Mulher.

Hospital da Mulher é objeto de conflito (foto Carlos Costa)

O Governo do Estado começou transferência de equipamento e pessoal do Hospital da Mulher para a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) – veja AQUI – que é da alçada da Apamim.

Veja a nota abaixo:

A Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte comunica à população que, diante do fechamento do Hospital da Mulher de Mossoró, solicitou ao juiz da Vara da Infância e Juventude da Comarca daquele município que se manifeste sobre o conflito existente entre a decisão judicial proferida no último dia 17 de agosto, na Ação Civil Pública nº 0105142-75.2016.8.20.0106, que determinou a manutenção do funcionamento dos leitos de UTI Neonatal e dos serviços de obstetrícia, e o acordo firmado nos autos da Ação Civil Pública nº 0800637-65.2014.8.4.05.8401, que tramita na Justiça Federal e diz respeito à intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade de Mossoró (APAMIM), não incluindo o Hospital da Mulher.

É importante ressaltar que a Secretaria Estadual de Saúde Pública (SESAP) tinha ciência da decisão prolatada em 17 de agosto pela Justiça Estadual, de forma que, ao participar de audiência perante a Justiça Federal, deveria ter comunicado a existência da Ação Civil Pública proposta por esta Defensoria Pública, bem como a existência de decisão judicial determinando o funcionamento regular do Hospital da Mulher, especialmente porque o Estado não recorreu da decisão proferida pela Justiça Estadual.

Ainda diante do acordo firmado, precisamos salientar que os processos que foram reunidos para julgamento em cooperação técnica pela Justiça Estadual, Federal e do Trabalho, não se referiam ao Hospital da Mulher de Mossoró, vez que em todos se discutia, única e exclusivamente, a gestão e situação da APAMIM.

A Defensoria Pública do Estado entende, sem adentrar no mérito do acordo firmado durante a audiência cooperação técnica, que a decisão sobre a transferência integral de serviços do Hospital da Mulher para o Hospital Maternidade Almeida Castro (administrado pela APAMIM), ou para qualquer outro hospital, deveria ser precedida de estudo técnico comprovando a demanda real e efetiva das unidades, a estrutura física para instalação de equipamentos oriundos do Hospital da Mulher e o número de servidores para atendimento humanitário e adequado à população, sem redução dos serviços prestados por qualquer desses Hospitais.

Em nota divulgada no sábado (8), a SESAP informa que, com a transferência da UTI Neonatal do Hospital da Mulher para a APAMIM, “os leitos de UTI Neonatal passarão dos atuais dez para 17 leitos equipados adequadamente e assistidos por profissionais em número suficiente e altamente qualificado”. Todavia, é importante esclarecer que na APAMIM já funcionam 10 leitos e que no Hospital da Mulher funcionavam 08 leitos e 02 estavam inativos apenas porque o Estado não providenciou o conserto dos equipamentos, o que foi, inclusive, solicitado na Ação Civil Pública proposta pela Defensoria Pública, de forma que não haverá ampliação do número de leitos, mas sim redução, uma vez que, ao invés da população contar com 20 leitos de UTI Neonatal, contará com 17.

Outro fato a ser considerado é que os dez leitos existentes no Almeida Castro são de UTI Pediátrica, conforme afirmou, em matérias veiculadas na imprensa, a coordenadora da Junta Interventora da unidade, Larizza Queiroz. Sendo assim, a UTI Pediátrica terá que ser transformada em UTI Neonatal e Mossoró perderá os leitos pediátricos que já existiam na unidade, deixando toda a região desassistida, tendo em vista que, a partir da mudança, os únicos leitos de UTI Pediátrica da rede pública de saúde (11 ao todo) estarão concentrados em hospitais de Natal.

Por tais razões, a Defensoria Pública do Estado solicitou ao Juízo de Direito da Vara da Infância e Juventude da Comarca de Mossoró que adote as providências cabíveis, comunicando ao Juízo de Direito da Seção Judiciária Federal de Mossoró sobre a existência da Ação Civil Pública proposta em proposta no último mês de agosto e com decisão judicial em vigor determinando a manutenção dos serviços no Hospital da Mulher de Mossoró.

Renata Alves Maia

Defensora Pública Geral do Estado

Suyane Iasnaya Bezerra de Góis Saldanha

Coordenadora do Núcleo da Defensoria Pública em Mossoró

Cláudia Carvalho Queiroz

Coordenadora do Núcleo de Tutelas Coletivas

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OAB participa do processo de mudança do Hospital da Mulher

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, acompanhará a partir de agora todos os atos relativos ao Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, de Mossoró (HMM), no âmbito da Justiça Federal. A decisão foi tomada após uma reunião envolvendo representantes da Ordem e o juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal.

O magistrado explicou todos os procedimentos que foram e que serão adotados relativos à transferência dos serviços do Hospital da Mulher para o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), também conhecido por Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) e concordou com a participação da OAB de agora em diante em todos os atos relativos ao HMM, como audiências públicas e reuniões de entidades, por exemplo.

Plano de Trabalho e Aplicação

Os advogados Canindé Maia e Kallio Gameleira, presidente e vice-presidente da OAB/Mossoró, foram recebidos ontem (5) pelo juiz. Um dia antes (4), a OAB havia sido procurada por funcionárias do Hospital da Mulher, que vieram pedir apoio na luta contra o seu fechamento.

Canindé e Kallio repassaram a preocupação dos servidores e dos demais segmentos da sociedade com o fechamento. “Nós falamos sobre a necessidade da participação da OAB no processo, que é provisório. São 30 dias para solucionar e apresentar um plano de trabalho de aplicação por parte do Estado. Doutor Orlan explicou todo o processo e se comprometeu com a participação da OAB”, resume Canindé Maia.

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Nota do Blog – Fato consumado, gente. Isso desde 2015 que está decidido e vem sendo adiado. Informamos àquela época que era posição irreversível do Governo do Estado, ainda na gestão do secretário Ricardo Lagreca, da Saúde.

O custo do Hospital da Mulher, altíssimo, será atenuado de forma vertiginosa com transferência dos serviços à nova casa.

Aguardemos, pois.

Hospital da Mulher começa a ser transferido para a CSDR

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, situado em Mossoró, em imóvel alugado e que está sem ter seu pagamento de locação pago há cerca de sete meses, deve ter sua estrutura transferida para outro local. O Governo do Estado vai instalá-lo na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

O novo secretário de Estado da Saúde Pública (SESAP), George Antunes, dá sequência a um plano que começara a ser traçado pelo primeiro titular da pasta (ele é o terceiro), Ricardo Lagreca. Só não foi encetado ano passado, devido pressões políticas em contrário.

Hospital da Mulher (foto Carlos Costa): problemas desde o nascedouro

A Sesap tem levantamento quanto ao custo de manutenção do Hospital da Mulher. Estudos apontam para essa necessidade de remanejamento, com alta economia de recursos, que podem ser destinados à melhoria do próprio sistema de saúde no município, como suporte ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM).

No dia 27 de outubro do ano passado (2015), o Blog (veja AQUI) antecipava que estava em andamento essa estratégia no Governo Robinson Faria (PSD). Foi desacelerada, mas nunca abandonada.

Escândalo e intervenções

O Hospital da Mulher foi criado durante a gestão Rosalba Ciarlini (DEM, hoje PP) em 2012. Virou um escândalo permanente desde seu nascedouro, porque o Ministério Público do RN (MPRN) abriu série de procedimentos que atestaram diversas irregularidades.

O próprio Governo Rosalba Ciarlini admitiu em auditoria que levou mais de seis meses para ser apresentada, o desvio de mais de R$ 8,5 milhões em seis meses, em relação a montante repassado que ultrapassou a casa dos R$ 16 milhões no período.

Passou por duas intervenções judiciais, quando teve sua melhor fase de funcionamento. O Governo Rosalba solicitou até a dilatação dessa exceção, por admitir dificuldades para geri-lo.

O caso tem desdobramentos no campo judicial, a ponto da ex-governadora e outras pessoas terem bens bloqueados (veja AQUI). Ela se manifestou sobre o assunto, defendendo-se (veja AQUI).

Nota do Blog – O Governo acerta na iniciativa. Demorou e deixou que o Hospital da Mulher fosse se asfixiando, para poder começar a fazer essa mudança.

A CSDR está sob intervenção desde 2014, com consideráveis melhoras em estrutura e serviços. Pode abrigar abrigá-lo. Com garantia de recursos repassados pelo Estado, poderá funcionar bem a custo mais razoável.

Torço por isso.

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Sindicato dos Médicos vê problemas com terceirização

O Sindicato dos Médicos do RN (Sinmed RN) intensificou visitas as unidades de saúde do Rio Grande do Norte em 2015, para averiguar condições de trabalho dos médicos, e deu prosseguimento este ano, com visitas já realizadas nos hospitais de Natal, Goianinha, Tibau do Sul e Mossoró.

Geraldo observa situação muito delicada em Mossoró (Foto: arquivo)

Em Mossoró, o relatório feito pelo Sinmed é incisivo, abrangendo o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) e o Hospital Maternidade Almeida Castro, do complexo da Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

Em Mossoró, o Sinmed esteve no último dia 20. Além da precariedade de estrutura, serviços e falta até de material básico para atendimento aos pacientes, há preocupação com terceirização.

Terceirização

“O que observamos em Mossoró é um aglomerado de empresas sem unidade de comando. O estado praticamente não tem mais funcionários”, observa Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed RN. Ferreira demonstrou preocupação com as terceirizações em Mossoró, feitas por empresas que não se tem a certeza do seu compromisso com a saúde da população, além de precarizar o trabalho com contratos que não garantem os direitos dos trabalhadores.

No HRTM são apenas quatro anestesistas concursados e os outros são contratados por uma empresa terceirizada. Já os neurocirurgiões chegam a ficar quarenta dias seguidos no plantão, cobrindo brechas da escala. A maioria dos profissionais é contratada pela empresa SAMA (Serviços de Assistência Médica e Ambulatorial Ltda), terceirizada pelo município de Mossoró.

A demora do repasse de verba da Prefeitura às empresas tem sido um problema recorrente e ocasiona prejuízo a população. Os profissionais da ortopedia, que não recebem os salários há cinco meses, resolveram paralisar as cirurgias eletivas há dois meses e deixam hoje 500 pacientes aguardando o procedimento.

Na maternidade, ginecologistas, obstetras e pediatras só receberam pagamentos até outubro de 2015. O contrato com a empresa NGO (Núcleo de Ginecologia e Obstetrícia) é feito pelo estado.

Junta convida OAB e CRM para visita ao Almeida Castro

A Junta de Intervenção da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância De Mossoró (APAMIM), em resposta à notícia enviada à imprensa sobre precariedade nos serviços da instituição (veja AQUI), está encaminhando ofícios ao Conselho Regional de Medicina (CRM) e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para realizar uma inspeção conjunta no Hospital Maternidade Almeida Castro.

O convite partiu após a OAB/Mossoró, através de seu presidente Canindé Maia e os respectivos presidentes das comissões de Direitos Humanos e da Saúde divulgarem nota à imprensa de Mossoró com uma série de “denúncias” formuladas na Ordem pelo médico anestesiologista Ronaldo Fixina, de que havia erros na gestão da Junta de Intervenção.

Sobre as colocações de Ronaldo Fixina tratando do funcionamento do Hospital Maternidade Almeida Castro, a coordenadora da Junta de Intervenção, Larizza Queiroz, afirma que não vai comentar. “Vou aguardar uma visita técnica do CRM para avaliar o setor médico hospitalar, junto com os presidentes das comissões da OAB”, diz Larizza Queiroz.

O Hospital Maternidade Almeida Castro estava fechado em agosto de 2014. A Junta de Intervenção assumiu a APAMIM, por determinação do juiz federal Orlan Donato, no mês de outubro de 2014. Desde então, em parceria com a Prefeitura Municipal de Mossoró, passou a reestruturar, em etapas, o Hospital Maternidade Almeida Castro.

O primeiro setor reaberto, com a estrutura possível, foi o setor de obstetrícia e alojamento conjunto, na sequência a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTI Neo), Unidade Intermediária de Cuidados Neonatais (UCINCo), Unidade Intermediário de Cuidados Canguru (UCINCa), Laboratório, Raio-X, Ultrassom, Centro Cirúrgico e 34 leitos de Clínica Cirúrgica.

Atualmente a Junta de Intervenção na APAMIM está trabalhando para abrir a Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTI Pediátrica). Para instituir estes serviços, foram necessários comprar equipamentos, reformar a estrutura do prédio e adaptar instalações elétricas, tudo isto administrando recursos enviados pelo Sistema Único de Saúde.

Paralelo ao trabalho de reestruturação, a Junta de Intervenção na APAMIM manteve uma equipe técnica tratando exclusivamente das negociações trabalhistas, dívidas encontradas junto aos fornecedores e a vários bancos. Somando tudo, a Junta de Intervenção encontrou o hospital fechado e com uma dívida de aproximadamente R$ 40 milhões.

As dívidas estão todas sendo negociadas e já sendo quitadas. O trabalho da Junta de Intervenção no APAMIM é acompanhado, através de relatórios mensais, pelos promotores do Ministério Público Estadual, Federal e do Trabalho. Todo o trabalho realizado é informado mensalmente também pelo juiz federal Orlando Donato.

Com informações da Assessoria da Junta Interventora da Apamim.

OAB recebe denúncias contra Casa de Saúde Dix-sept Rosado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, irá avaliar as denúncias feitas pela Clínica de Anestesiologia de Mossoró (CAM), que apontam graves irregularidades na saúde pública de Mossoró, com ênfase na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR), colocando em risco à vida de parturientes e nascituros que precisam recorrer aos serviços de saúde oferecidos no município.

Canindé, Elsias, Rogério e Ronaldo Fixina discutem denúncias (Foto Assecom OAB)

Em um extenso documento entregue à OAB, a CAM enumera inúmeras irregularidades que serão analisadas pela OAB, através das comissões de Saúde e de Direitos Humanos, que emitirão um posicionamento nos próximos dias com as medidas cabíveis que serão adotadas pela Subseção de Mossoró.

Após o recebimento do documento encaminhado pela CAM, o presidente da OAB/Mossoró, Canindé Maia, participou de uma reunião com o médico Ronaldo Fixina, diretor técnico e administrativo da Clínica de Anestesiologia de Mossoró, juntamente com os advogados Elsias Nascentes Coelho e Rogério Barroso, presidentes recém-empossados das comissões de Saúde e Direitos Humanos, respectivamente.

Medidas

Na reunião ocorrida hoje (12), a OAB informou que irá analisar toda a documentação entregue pela Clínica de Anestesiologia de Mossoró, que representa os anestesiologistas da cidade. “Analisaremos as denúncias e definir quais medidas serão adotadas”, explica Canindé.

Além das inúmeras denúncias contidas neste documento, a OAB foi informada também que haverá uma paralisação dos atendimentos no serviço de anestesiologia na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado, que ocorrerá na próxima segunda-feira (15), por 24 horas. Para os advogados Canindé, Elsias e Rogério, as denúncias apresentadas pela CAM são de natureza grave, podendo ensejar investigações junto às Polícias Civil e Federal e também no Ministério Público Estadual e Federal, já que envolvem repasses de verbas municipais, estaduais e federais. Em resumo, a CAM destaca que sua maior preocupação é com os riscos que os problemas elencados representam às mães e filhos.

Alguns pontos do documento entregue à OAB:

– Problemas no pré-natal de gestantes de Mossoró;

– Ilegalidades na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado, mesmo após intervenção judicial;

– Suposta omissão do Ministério Público Estadual diante de tais ilegalidades;

– Omissão dos governos Estadual e Municipal no problema da Casa de Saúde;

– Inúmeras ilegalidades no Hospital da Mulher de Mossoró, como fraude em licitações;

– Migração das grávidas de Mossoró para outros hospitais, como o de Russas (CE);

– Débito com os trabalhadores que atuam na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado;

– Levanta dúvidas sobre a origem dos recursos que mantém a instituição;

– Cobra transparências sobre o trabalho da intervenção imposta à Casa de Saúde;

– Denuncia a existências de mesas de cirurgias manuais e obsoletas;

– Mostra necessidade de renovação/revisão das unidades de anestesia;

– Revela falhas no uso de anestésicos, com riscos à paciente e ao recém-nascido;

– Ruídos emitidos pelos aspiradores de secreções, acarretando danos à saúde;

– Falta de preocupação com o bem-estar dos médicos e demais profissionais;

– Inexistência de um plano emergencial para casos de falta de energia elétrica.

Com informações da OAB de Mossoró.

Mulher com 90 anos finalmente consegue passar por cirurgia

Ainda bem.

Dona Odethe: sofrimento (Foto: cedida)

Finalmente terminou o calvário de dona Odethe Câmara, que ficou internada no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) por mais de 40 dias, à espera de uma cirurgia do fêmur.

Na última quinta-feira (7), ela passou por cirurgia na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), em equipe comandada pelo ortopedista Manoel Fernandes.

Seu pós-operatório é bastante satisfatório, além de uma lucidez que espanta a todos que a conhecem.

Com 90 anos de idade, dona Odethe Câmara teve suporte de um rol de amigos e pessoas da sociedade que se sensibilizaram com seu drama, como o advogado Tarcísio Jerônimo, que provocou o Ministério Público e Justiça à cata de providências urgentes.

Veja postagem do Blog no dia 23 de dezembro passado, quando tratamos do caso (veja AQUI).

Nota do Blog – Recebi a notícia por telefone. Uma sobrinha de dona Odethe adiantou-me a boa nova.

Depois quero conhecê-la pessoalmente, para botarmos a prosa em dia.

Saúde, saúde.

Veja lista de denunciados pelo MPF e papel de cada um

A denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra os ex-deputados federais Laíre Rosado (PSB) e Sandra Rosado (PSB), além da ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB) – veja postagem mais abaixo ou clicando AQUI -, descreve minuciosamente o que seria o esquema de desvio de milhões de reais de recursos federais, da Saúde, que eles estariam envolvidos.

Apamim/Dix-sept rosado está sob intervenção há mais de um ano (Foto: reprodução Web)

Emendas orçamentárias federais eram destinadas à Saúde, via Fundação Vingt Rosado e Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância em Mossoró (APAMIM), controlados por esse grupo. A partir daí, os recursos ‘sumiam’ – barra o MPF.

A propósito, há mais de um ano que a Apamim está sob intervenção, com uma junta interventora a administrando.

Levantou-se suspeita à época de que mais de R$ 12 milhões teriam sido desviados da Apamim, entidade mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado e Maternidade Almeida Castro.

Abaixo, veja o que o MPF resume sobre o papel de cada um e mais outros denunciados:

1) Sandra Rosado: usou de seu prestígio e poder enquanto deputada federal para direcionar recursos que sabia que seriam desviados por seu marido e genro, realizando emendas ao orçamento da União com o intuito de beneficiar a Fundação Vingt Rosado.

2) Laíre Rosado Filho: mentor intelectual do esquema criminoso, beneficiou-se diretamente com recursos desviados do convênio nº 743/2004, além de também estar ligado às pessoas de Manuel do Nascimento e Anderson Brusamarello, que também atuaram como seus assessores parlamentares na época em que era Deputado Federal. As provas produzidas na investigação demonstram ainda que parte dos recursos desviados do Convênio nº 1276/2005 teve como destino suas contas bancárias, sempre após passar por uma série de operações financeiras que tinham como objetivo lavar o dinheiro fruto de peculato.

3) Larissa Rosado: recebeu transferências de seu assessor José do Patrocínio Bezerra, logo após este ter recebido em sua conta os recursos do Convênio nº 743/2004, repartidos entre os investigados, com claro intuito de mascarar que o real destino do proveito financeiro. Ressalte-se, ainda, o depoimento de Edmilson de Oliveira Bezerra, o qual indica que o depósito de R$ 7.500,00 (sete mil e quinhentos reais) feito pela SG Distribuidora em favor de sua empresa, Fernandes e Bezerra LTDA, destinou-se ao pagamento de despesas de campanha da então candidata Larissa Rosado.

4) Francisco de Andrade Silva Filho: na condição de presidente da Fundação Vingt Rosado, assinou os Convênio nº 743/2004 e 1276/2005, assinou documentos dos procedimentos licitatórios contrafeitos e os referentes à execução do Convênio. Ainda, foi favorecido por quatro depósitos realizados diretamente na sua conta nas sessões de atendimento bancário e pelo depósito de R$ 3 mil, realizado em favor da empresa Cifrao Factoring Fomento Comercial LTDA, para pagamento de suas despesas pessoais. Deve responder, portanto, pelo crime do art. 89 da Lei nº 8.666/93 e pelo crime de peculato (art. 312, CP). Além disso, por ter falsificado os documentos para fraudar a prestação de contas dos Convênios, deve responder também pelo delito previsto nos arts. 304 c/c 299, CP.

5) Maria Melo Forte Cavalcante: na condição de procuradora da SG Distribuidora, assinou, em nome da empresa, a Ata de Abertura e Recebimento das Propostas nos Convites nº 001 e 002/20042, e foi responsável por assinar a guia de saque no valor de R$ 89.658,00 em 01.10.2004, que antecedeu as operações bancárias, igualmente feitas por ela, para contas contas de laranjas e de membros da família Rosado. Casada com de Francisco Wallacy Monteiro Cavalcante, sócio da SG Distribuidora, também denunciado pelo MPF.

6) Maria Goreti Melo Freitas Martins: na condição de responsável pela empresa SG Distribuidora, forneceu documentos da empresa para integrar procedimentos licitatórios simulados, bem como assinou propostas, emitiu notas ficais e foi responsável pela assinatura da guia de saque contra recibo no valor de R$ 85.299, valor este integralmente sacado em espécie após ser repassado pela Fundação Vingt Rosado.

7) Claudio Montenegro Coelho de Albuquerque: na condição de proprietário da empresa Diprofarma Distribuidora de Produtos Farmaceuticos LTDA, foi beneficiário direto de parte dos recursos do Convênio 1276/2005, fornecendo documentos da empresa para integrar procedimento licitatório contrafeito, devendo responder pelo crime de licitação previsto no art. 89 da LLC. Além disso, por ter falsificado os documentos para fraudar a prestação de contas dos Convênios, deve responder também pelo delito previsto nos arts. 304 c/c 299, CP.

8) Francisco Wilton Cavalcante Monteiro: foi um dos principais empresários envolvidos no esquema. Além de possuir relação de parentesco com diversos sócios das empresas que figuraram como vencedoras ou participantes dos procedimentos licitatórios simulados no Convênio nº 743/2004, é proprietário da empresa F Wilton Cavalcante que, após a licitação fictícia do Convênio nº 1276/2005, adjudicou objeto no valor de R$ 923.940.

Wilton: envolvido (Foto: reprodução)

9) Damião Cavalcante Maia: é proprietário das empresas DM Farma LTDA e DC Farma LTDA e esposo da proprietária de Maria Alves de Sousa Cavalcante (também denunciada), proprietária da M A DE SOUSA CAVALCANTE ME, tendo adjudicado, através das duas últimas, os objetos dos Convites nº 003 e 004/2004, recebendo o total de R$ 180.000,00 (cento e oitenta mil reais). Ele participou da montagem dos quatro convites decorrentes do Convênio nº 743/2004, constando, ainda, como participante da Concorrência nº 001/2005, embora tenha afirmado não recordar-se de tal fato. Por tal fato, é denunciado pelo delito do art. 89 da Lei nº 8.666/93. Além disso, por ter falsificado os documentos para fraudar a prestação de contas dos Convênios, deve responder também pelo delito previsto nos arts. 304 c/c 299, CP.

10) Manuel Alves do Nascimento Filho: foi responsável pela maior parte da execução das operações que resultaram na lavagem do dinheiro desviado do Convênio nº 743/2004. As contas da Apamim, por sua vez, foram utilizadas em complexa engenharia financeira para desviar recursos do Convênio nº 1726/2005, sendo detectado fluxo inexplicável de capitais para as contas dele, por meio do qual era promovido o branqueamento do recurso. Além disso, oficiou como presidente da CPL nos quatro Convites relacionados ao Convênio nº 743/20044, sendo agraciado com depósitos em sua conta após o repasse dos recursos a todas as empresas que se sagraram “vencedoras” em tais certames.

11) José do Patrocínio Bezerra: atuou na associação criminosa na medida em que forneceu sua conta bancária para receber recursos desviados do Convênio nº 743/2004 e promover o seu branqueamento, tendo sido favorecido por três depósitos, nos valores de R$ 800; R$ 3 mil; e R$ 6.750, totalizando R$ 10.550,00 (dez mil, quinhentos e cinquenta reais), posteriormente transferidos para a conta dos membros da família Rosado.

12) Anderson Luis Brusamarello e sua esposa Suane Costa Brusamarello: ao atuar na associação criminosa, mantiveram disponível a conta da empresa Suane C Brusamarello para receber recursos desviados do Convênio nº 743/2004 e promover o seu branqueamento, recebendo o total de R$ 36 mil, incidindo também no crime de lavagem de dinheiro.

Com informações do MPF.

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Hospital de Caicó sofre intervenção da Justiça Federal

A Justiça Federal do Rio Grande do Norte decretou intervenção judicial na Fundação Hospitalar Dr. Carlindo Dantas, em Caicó. O prazo inicial é de 120 dias, prorrogável por igual período. A decisão liminar foi proferida pela Juíza Federal Sophia Nóbrega Câmara Lima, titular da 9ª Vara Federal.

O Governo do Estado e o Município de Caicó deverão indicar os integrantes da Junta Interventora.

Germano (à porta, camisa escura) em Mossoró (Foto cedida)

A Junta terá como trabalho promover a adoção de providências para a reestruturação e readequação do atendimento médico-hospitalar na unidade, além de fazer o levantamento da situação administrativa, financeira e patrimonial da entidade.

Em Mossoró

A magistrada determinou ainda que Estado e Prefeitura de Caicó assegurem recursos financeiros para a manutenção do serviço e ainda recursos extras para executar as benfeitorias necessárias na estrutura física do prédio, além do pagamento da equipe de recursos humanos e abastecimento adequado de material para unidade.

Há poucos dias, o prefeito de Caicó – Roberto Germano (PMDB) – esteve em Mossoró, conhecendo a gestão da comissão interventora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

O modelo empregado na insolvente CSDR pode servir de parâmetro para trabalho em Caicó. Veja AQUI detalhes sobre a visita do prefeito.

 

Hospital acumula dívidas de R$ 32 milhões em Mossoró

Por Felipe Gibson e Fred Carvalho (Portal G1 RN)

Os meses em que a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado )CSDR) ficou fechada são lembrados como um período de caos no atendimento materno-infantil em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Enquanto o Hospital da Mulher triplicava os atendimentos para suprir a demanda de 600 partos, uma junta interventora assumia uma casa de saúde atolada em dívidas: R$ 32 milhões, segundo a própria junta.

Casa de Saúde foi reaberta em outubro do ano passado em Mossoró (Foto: Felipe Gibson/G1)

As dívidas incluem débitos trabalhistas, com fornecedores, prestadores de serviço, INSS e impostos. Nos meses de agosto e setembro do ano passado, o hospital teve que fechar as portas por falta de medicamentos e equipamentos de trabalho.

Quando reaberta com o nome de Maternidade Almeida Castro, em 1º de outubro passado, a Casa de Saúde retomou o volume de atendimentos aos poucos. Ao mesmo tempo em que tenta reformar o prédio e garantir o funcionamento da maternidade, a atual diretora geral da maternidade, Larizza Sousa Queiroz Lopes, busca pagar as dívidas.

Cautela

“Tentamos trabalhar com o mínimo para dar o máximo. Você me pergunta: Dá? A gente faz o que pode”, afirma. Os débitos e más condições exigiram cautela na reabertura.

“O hospital pode ter até 170 leitos, mas decidimos começar com o mínimo. Abrimos com 30 e estamos agora com 132 leitos e com a pretensão de abrir mais 30 até o fim do mês”, diz. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, por exemplo, possui oito leitos, porém apenas um respirador está funcionando. “Estamos comprando respiradores para não reabrir com ‘gambiarra'”, reforça Larizza Lopes, que se licenciou do cargo de auditora do Município para assumir a direção da antiga casa de saúde.

Veja matéria completa AQUI.

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Intervenção na Dix-sept Rosado deverá ter novos ingredientes

Há sinalizadores de que a intervenção na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), do sistema Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), deva se prolongar por muito tempo.

A primeira intervenção aconteceu no dia 9 de setembro do ano passado (veja AQUI).

O Ministério Público Federal (MPF) há poucos dias protocolou ação civil pública que deverá recrudescer essa situação excepcional.

O conteúdo da ação é ex-plo-si-vo.

Nitroglicerina pura, com enormes embaraços para nomes proeminentes da política nativa.

Depois tratarei com mais informações sobre esse assunto.

Hospital Almeida Castro tem implantação de mais 18 leitos

A parceria entre a Prefeitura de Mossoró e o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – sistema Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) – tem possibilitado a reestruturação da unidade, que está sendo administrada por uma junta interventora após determinação judicial. Na manhã desta sexta-feira, 22, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) acompanhou as obras de implantação de 18 leitos do Método Canguru, instalados em uma ala totalmente nova da maternidade.

Prefeito visita instalações de hospital (Foto: PMM)

“Em pouco mais de sete meses de intervenção, diversos novos serviços já foram abertos, o atendimento está sendo ampliado e humanizado, tudo com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a instalação de mais 18 leitos, o Hospital passa a contar com mais de 120 leitos, quem ganha com esses avanços é a população. Hoje, o Município é o maior parceiro do Hospital”, relatou Francisco José Júnior.

A nova ala do HMAC possui três enfermarias e uma área de convivência. Os espaços são direcionados para mães e recém-nascidos que precisam ficar no Hospital até o bebê ganhar peso suficiente para ter alta, dessa forma mãe e filho ocupam o mesmo local, de acordo com o que preconizam as portarias do Ministério da Saúde.

Apoio

“Sem o apoio da Prefeitura, esses serviços não estariam sendo abertos, pois os recursos que temos teriam que ser repassados para o pagamento dos médicos, custos que estão sendo arcados pelo Município. A previsão é que até a próxima semana esses novos leitos já estejam em funcionamento, somando aos seis do Método Canguru que já existem ”, afirmou a diretora interventora do HMAC, Larizza Queiroz.

Após a ampliação dos leitos do Método Canguru, o próximo serviço que será aberto no Hospital Maternidade Almeida Castro é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto.

Entre as melhorias que já foram implantadas na unidade nos últimos meses, está a retomada das cirurgias eletivas, que estavam paralisadas há anos; reabertura de leitos da UTI neonatal; abertura de serviços de laboratório, entre outros.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

 

 

Deputado destinará todas as suas emendas para a Saúde

Todas as emendas para o exercício orçamentário de 2016, da alçada do deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), “Souza”, serão destinadas à Saúde. Essa decisão está tomada. Foi comunicada por ele ao próprio secretário estadual da Saúde Pública, médico  Ricardo Lagreca, na última terça-feira (14).

Lagreca pediu apoio e mobilização de Souza na AL para mais recursos (Foto: Divulgação)

Souza foi recebido por Lagreca, numa longa audiência, em que ele apresentou pleitos para os municípios de Mossoró, Areia Branca, Governador Dix-sept Rosado, Grossos, Porto do Mangue e à reestruturação da Unidade Central de Agentes Terapêuticos (UNICAT) da II Regional de Saúde (URSAP), com sede em Mossoró.

Segundo o deputado, sua posição é por enquanto isolada, mas já a defendeu em discurso na AL e vai formalizar apelo para que os demais deputados priorizem a Saúde, com emendas que possam  somar bom montante de recursos à gestão da política de Saúde adotada pelo secretário.

“Doutor Lagreca foi-me muito sincero: disse-me que a Saúde não tem praticamente nada para investimento e o custeio do básico. E me afirmou: ‘Na Saúde, tudo é urgente'”, relatou o deputado em discurso na AL.

Tudo é urgente

“Precisamos sair daquele primitivismo paroquial que só trata da questão para esse ou aquele município de nossa base eleitoral. Enxergando o problema de forma macro e sistêmica, podemos atenuar o todo, melhorar a estrutura e funcionalidade da Saúde. As responsabilidades precisam ser divididas entre União, Estado e Municípios”, defendeu Souza.

Segundo o secretário, com os parcos recursos existentes, ele quer garantir o funcionamento dos mais de 20 hospitais regionais, montando um sistema integrado. “Até usou uma frase que considerei muito interessante: ´Eu não estou inventando a roda; estou tentando botar a roda para andar’. E acrescentou: ‘Na Saúde, tudo é urgente'” – recordou Souza.

Na audiência com Ricardo Lagreca, Souza reportou-se especialmente à região do polo Costa Branca e Oeste, que tem o Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM) como referência. “O que acontece em Mossoró é uma sobrecarregada do Tarcísio Maia, que atende a pacientes de mais de 60 municípios, gente vinda até do Ceará”, afirmou.

Pactuação

“É preciso uma pactuação com os municípios, dividindo o custo dessa enxurrada de procedimentos e atenção à saúde preventiva”, defendeu sob concordância do secretário. “A Prefeitura de Mossoró não pode suportar o custo sozinha e o Tarcísio sem um socorro partilhado continuará sem salvação”, previu.

O deputado assinalou que a intervenção da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR)/Maternidade Almeida Castro tem proporcionado uma crescente melhoria no atendimento a parturientes e seus bebês em Mossoró. Atende exclusivamente pelo Sistema Único de Saúdes (SUS). “Esse esforço alcança, conforme estatísticas, pacientes de cerca de 72 municípios. Em fevereiro, por exemplo, realizou 252 partos e em março foram 420, em face da crise no Hospital da Mulher Parteira Maria Correia, que chegou a suspender serviços, o sobrecarregando”.

Tarcísio Maia: parte de um sistema (Foto: De Fato)

O deputado relatou que o Estado precisa sustentar meios para que Tarcísio Maia e Hospital da Mulher cumpram o básico de suas prioridades. Com a CSDR retomando antigos números de atendimento e começando a fazer cirurgias eletivas numa fila com mais de duas mil pessoas, “teremos uma melhora na Saúde de Mossoró e região, onde as UPA´s e Unidades Básicas da Prefeitura têm  papel significativo, refreando o fluxo para o Tarcísio Maia”, argumentou.

Fazer algo

“Se meus colegas deputados me ouvirem e ouvirem ao apelo do doutor Lagreca, a gente poderá fazer muito para minimizar essa crise. É difícil melhorar  de imediato e a curto prazo, no nível das necessidades, mas é possível fazermos algo”, disse.

“Destaco o espírito público e o humanismo que marcam o esforço do doutor Lagreca à frente da pasta. Um homem que poderia estar no descanso de uma biografia irrepreensível ou em trabalho com menores responsabilidades, assumiu o sacrifício de gerir o caos”, disse Souza em pronunciamento na Assembleia Legislativa, no mesmo dia.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Souza.

Casa de Saúde Dix-sept Rosado está em franca recuperação

A atual situação da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) – entidade que administra a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR), é de franca reorganização. Paulatinamente, seus serviços estão sendo retomados.

Larizza, Lagreca, Francisco José Jr. e Leodise: Saúde (Foto: Assecom/Estado)

Esse o espelho passado por sua interventora, Larizza Lopes, em audiência em Natal, nessa quarta-feira (28), com o secretário estadual da Saúde, Ricardo Lagreca.

Larizza fez parte de comitiva liderada pelo prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), também integrada pela secretária municipal da Saúde, Leodise Cruz.

Irregularidades

Desde o ano passado que a CSDR está sob intervenção. A interventora e sua equipe fazem a sua gestão e apronta minucioso relatório do que encontrou. Devido uma série de supostas irregularidades encontradas pelo Ministério Público na gestão dos antigos administradores, a Justiça constituiu uma Junta Interventiva para gerir a instituição.

“Após a intervenção, a unidade conseguiu aumentar o número de partos normais, realizar cirurgias de baixa complexidade e em breve reabrirá sua UTI Neonatal”, relatou Larizza.

Larizza Lopes solicitou da Sesap alguns equipamentos e insumos para aumentar a capacidade cirúrgica e de atendimento geral na unidade e o secretário Ricardo Lagreca se comprometeu a atender, na medida do possível, às solicitações.

A primeira intervenção aconteceu no início de setembro do ano passado (veja AQUI).

Intervenção em Casa de Saúde pode ter sérios desdobramentos

Tudo indica que os desdobramentos da intervenção na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) devem criar seriíssimas complicações para figurões da política mossoroense.

O pente-fino que se faz na entidade filantrópica, mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), não remexe apenas situações de dívidas com fornecedores, prestadores de serviços e empregados.

O aprofundamento dos trabalhos pode resultar em várias ações cíveis e criminais.

Milhões, milhões mesmos, precisarão ter explicação e justificativa quanto ao seu destino.

A primeira intervenção aconteceu no início de setembro deste ano.

Volto ao caso.

Aguarde.

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Junta emite nota sobre morte misteriosa de bebê

A Junta Interventiva da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que compõe a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), emite  nota à imprensa e à sociedade, sobre caso da morte de um bebê em suas instalações.

Veja abaixo

À Imprensa de Mossoró/RN,

Nota pública de pesar e esclarecimento.

A ASSOCIAÇÃO DE ASSISTÊNCIA E PROTEÇÃO À MATERNIDADE E À INFÂNCIA DE MOSSORÓ – APAMIM, pessoa jurídica de direito privado sem fins lucrativos, através de seus representantes legais investidos por ordem do Juízo da 8ª Vara Federal de Mossoró nos autos da Ação Civil Pública de nº 0800637-65.2014.4.05.8401, independente e constituída em Junta de Intervenção Judicial com obediência exclusiva àquele Juízo Interventor, vem respeitosamente, à presença de toda a sociedade, apresentar nota de pesar e esclarecimento ao triste acontecimento ocorrido na madrugada desta sexta-feira em suas dependências.

É lamentável a morte de um recém-nascido desta maneira tão imprevisível, fato que comoveu a todos. Principalmente por se tratar de um assassinato.

Logo que comunicado o desaparecimento, os plantonistas agiram rapidamente para encontrá-lo e socorrê-lo; tarefa esta última, na qual não lograram sucesso.

Importante, no entanto, destacar que todas as medidas necessárias para preservar o local da ocorrência e cooperar com as autoridades foram realizadas.

A Junta Interventora, assim que tomou conhecimento do fato, diligenciou no sentido de comunicar à autoridade policial e orientar o fechamento de todas as entradas e saídas do hospital, buscando em seus registros, todos os internamentos e funcionários de plantão no momento, de modo a informar e contribuir para encontrar a verdade.

Cientes de que as maiores suspeitas e evidências não levam a crer na entrada de pessoas estranhas e desautorizadas, muito menos na participação de quaisquer funcionários – até o momento não se falando em responsabilidade da Casa de Saúde – optamos então, por não fazer qualquer juízo de valor, deixando essa tarefa às autoridades competentes, preservando o sigilo do inquérito policial e a identidade da família.

Portanto, em solidariedade e profundamente consternados com o acontecido, declaramos luto de 7 (sete) dias.

Nada mais para o momento, rogamos ao pai celestial, conforto para esta mãe e pai, que sofrem.

JUNTA INTERVENTIVA – CASA DE SAÚDE DIX-SEPT ROSADO