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Doar livros

Por Jânio Rêgo

Foto ilustrativa
Foto ilustrativa

Muito tempo depois da morte de Marcos Porto, apareceu a história em Areias Alvas que o filho de seu Chico Porto e dona Maria do Carmo havia aparecido, daquele jeito como era ele, chupando quixaba, no meio dos bodes, ao pingo do meio dia, sob a frondosa quixabeira onde pôs fim à própria vida naquela sombria e marulhosa tarde de junho. Como vento nas dunas, essa história, contada sob glórias e aleluias por sete mulheres na Igreja Pentecostal Sal do Senhor, ecoou pelos povoados de Gado Bravo, Retiro, Pau de Légua, Barra e chegou até a vila do Tibau e Mossoró.

A Igreja Pentecostal Sal do Senhor, olhando direitinho, foi fundada por ele quando voltou de uma temporada de quase uma dúzia de anos no Amazonas. Quando voltou tinha os cabelos brancos e compridos mas cortados na fronde como os índios. Toinha Bateria foi encontrá-lo deitado na rede no primeiro andar da casa da mãe dele enviuvada. Fez aquela festa, bichim, levantou-se com aqueles braços compridos e disse assim: Toinha e Maria Bolsa Velha. E calou-se, só abrindo a boca para pregar naquela duna grande ao lado da casa de Gado Bravo onde instalou a sede da sua irmandade, que era assim que ele chamava.

Por que doar livros (4):

Quando ainda era mais criança que hoje ele leu toda a coleção de Alexandre Dumas, aquele dos 3 Mosqueteiros, uns trinta e tantos volumes, de capa grossa, esverdeada com naipes dourados nas bordas. Sabe tudo sobre França, mais ainda que agora ano passado revirou in loco os locais onde o Richelieu e tantos cardeais e reis pisaram, com a meticulosidade com que folheia os seus compêndios de filosofia do direito.

Tenho a impressão que o Blog da Feira o trará no momento em que os livros da Coleção Mossoroense estejam passando às mãos da Feira representadas em Tarcízio Pimenta e José Carlos Barreto. E esse ano é França Brasil/Feira França. E nada mais francês, mais jacobino que Massilon, o cangaceiro cuja história Honório de Medeiros escreve.

Por que doar livros (3):

Quando o conhecemos ele já nem ensinava mais nem francês. Mas era para nós o professor de latim com quem não estudaríamos mais. Era um padre que perambulava pelos corredores do colégio, talvez revendo velhos amigos do Diocesano Santa Luzia, indo pro refeitório quando morava no colégio. Depois mudou-se e não ouvi mais falar dele, a não ser as histórias que contavam sobre sua sabedoria latínica. “An argento patia”, era uma palavra que ele criara com radicais do latim para significar Doença da falta de dinheiro do que ele sempre reclamava.

Gostava de beber cerveja e não passara de monsenhor na cruel hierarquia católica. Era isolado. Quando morreu estava na Tribuna da Bahia e meu colega Eduardo Costa me chama do arquivo para um telefone com uma notícia que lhe dava um amigo meu antes mesmo d´eu atender o telefone: e Eduardo ecoaria pela Redação: Jânio herdou a biblioteca de um monsenhor, e já eram bem 10 mil livros. Era uma mentira mossoroense, claro, mas a Redação da Tribuna acreditou que era herdeiro do Monsenhor Sales.

Porque doar livros (2):

Professor Vingt-Un Rosado foi meu diretor na Escola de Agronomia de Mossoró, hoje tornada Universidade Federal do Semi-Árido (UFERSA) com cursos que não se conta mais nos dedos como no tempo de Esam. Naquele tempo deixei a Rural de Pernambuco com medo da perseguição da ditadura e fui continuar agronomia sob a proteção da família e da terra mater. A Esam era, como é, uma respeitável escola e somente os arroubos de adolescência permitidos pela minha família liberal haviam me deixado fazer vestibular e passar em Recife. Quando cheguei Vingt-Un estava na sua segunda fase de poder na instituição que já passava dos 10 anos. Conheci a Coleção Mossoroense naqueles anos e já era levada pela obstinação quixotesca do velho cientista agrônomo.

Por que doar livros (1):

Fazendo uma campanha em Ribeirão Preto, em 2004, encontrei um professor universitário de malas prontas para um congresso sobre apicultura em Natal e ele dizendo-se um discípulo de padre Huberto Brunning cujo trabalho havia conhecido através da Coleção Mossoroense. A imprensa de Natal tratou-o no dia do congresso como uma das maiores sumidades em abelha jandaira uma melífera em extinção no Nordeste.

A cultura nordestina é assim, atraente e brota nos locais menos prováveis. Somente o padre Huberto merece um livro, é um personagem, tão estranha a figura e tão importante foi ele para uma geração norte riograndense. É um pouco dessa cultura que o Blog da Feira pretende plantar com livros aqui na Terra de Lucas. A Transportadora Bonfim nos informou há pouco que os livros devem estar aqui amanhã. É uma honra e uma alegria.”

Jânio Rêgo é jornalista e editor do Blog da Feira

*Texto originalmente publicado no Blog da Feira.

Sob a mira do tempo – entre histórias e estórias

Por Marcos Pinto

Foto ilustrativa, a partir de vídeo dos anos 30, com Lampião e outros cangaceiros.
Foto ilustrativa, a partir de vídeo dos anos 30, com Lampião e outros cangaceiros.

Não há imprescindibilidade em se recorrer à filosofia e à dialética do conhecimento para se constatar com veemência a versatilidade e as paralelas cheias de nuances do Sr. Tempo. Os grandes passados, de tão profundos e abrangentes rasgam o sudário da vida, para se esvaírem numa súplica.

Pretéritos  que insistem em serem revelados, traduzidos, explicados e interpretados por diversos olhares, por ângulos inimagináveis de vários pontos de vista. Não consistem num ajuntamento coerente e translúcido, mas antes numa massa quase infinita de nuances mais ou menos incompreensíveis e resistentes.

A tessitura da historiografia revela que estamos, segundo parece, condenados a escrever e escolher entre diversos regimes de verdade. Foi assim com o grande romancista Guimarães Rosa, quando filosofou através do instigante personagem Riobaldo (vide “Grande Sertão: Veredas”): “A natureza da gente não cabe em nenhuma certeza”.

Nesta mesma dialética, surge o exponencial intelectual da prosa Machado de Assis, sobejando razões enfáticaa: “Mas – dirás tu – como é que podes assim discernir a verdade daquele tempo, e, exprimi-la depois de tantos anos?” (vide obra literária “Brás Cubas”).

Não há como esquivar-se em fazer uma comparação com a sutil ironia e o grau de pessimismo de nosso Machado, quando no discurso metafórico de Brás Cubas.

Sob a temática do cangaço, alguma luz tem sido lançada sobre essa página da história, resgatando-a das sombras voluntariosas impostas por pesquisadores e historiadores atrelados ao amálgama das elites dominantes. A matéria tem sido objeto de múltiplos estudos, oriundos da árdua e incompreendida “pesquisa de campo”.

É nesta metodologia de pesquisa que não se poupa a pormenores pessoais. Às vezes, encontro na imprensa virtual e, também, na imprensa escrita, referência às incursões de pesquisadores/historiadores do cangaço, em especial à investida banditícia da sinistra horda lampionesca nos sertões da região Oeste-Potiguar, pautando pesquisa de campo no antigo “Brejo do Apodi”, atualmente município de de Felipe Guerra.

Por ser feudo territorial da tradicional família Gurgel, oriunda do Aracati-CE, injustificadamente, esquivam-se em abordarem os antigos habitantes sobre o grupo de jagunços pertencentes e comandados pelo truculento Décio Holanda (Décio Sebastião de Albuquerque) genro de Tilon Gurgel, cujo grupo de celerados era acoitado nos sítios “Pacó”, pertencente ao Décio, e no sítio “Brejo do Apodi”.

Acerca desta particularidade de milícia particular, escrevi e publiquei em plaquete da famosa e respeitável “Coleção Mossoroense”, com o título “O fogo de Pedra de Abelhas” (antigo referencial toponímico da atual cidade e município de Felipe Guerra-RN), fato ocorrido  a 12 de maio de 1925, nas imediações do sítio “Boqueirão.” São abordagens com nuances sobre o embate entre a jagunçada do Décio Holanda e uma “força da polícia militar” composta por 40 soldados comandados por um tenente, enviado exclusivamente pelo então governador Dr. José Augusto.

Intuito do governador era desbaratar essa milícia particular, que, efetivamente fugiu para o Ceará, após perder um dos jagunços baleado e morto pelo contingente policial. O grupo foi acoitado na fazenda “Várzea Grande”, pertencente a Benedito Saldanha, situado no município de Limoeiro do Norte, e atualmente ao município de Alto Santo, também no Ceará.

Outra história do ataque de Lampião a Mossoró, ainda cheio de evasivas, diz respeito ao processo de eliminação na modalidade “queima de arquivo,” feita por Benedito Saldanha dias após o ataque a Mossoró, em sua fazenda “Várzea Grande.” O cabra conhecido por “Coqueiro” foi acoitado por Benedito que tomou conhecimento que fora o responsável pelo ataque ao veículo do sr. Antônio Gurgel, fato ocorrido na Várzea do Apodi, ocasião em que o Lampião o fez refém. No episódio, de imediato já fora exigida quantia à família para liberação de Gurgel.

Benedito era amigo íntimo do Tilon Gurgel.

O jornal “O Mossoroense,” edição de 25/04/1982, na coluna “Mossoró no passado,” informa que o bandido Coqueiro, do Bando de Lampião, fora eliminado na fazenda “Várzea Grande”, em confronto com a polícia.

Observe-se que o Benedito Saldanha enviou telegrama ao diretor de segurança pública do RN, informando que estava enviando o corpo do cangaceiro Coqueiro  para Mossoró, onde seria sepultado. Até hoje não há notícias sobre a chegada e sepultamento desse corpo. História que segue e requer profunda “pesquisa de campo”.

Inté.

Leia também: A historiografia do cangaço

Marcos Pinto é advogado e escritor

Fundação Vingt-un Rosado reorganiza seu acervo aberto à cultura

Vingt-un e Dix-sept Sobrinho (Coleção Mossoroense)
Vingt-un e Dix-sept Sobrinho (Coleção Mossoroense)

A Fundação Vingt-un Rosado e sua Coleção Mossoroense emitem um importante comunicado aos amantes da leitura, da pesquisa, estudantes e aficionados pela literatura. Veja abaixo:

1. A Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense está situada no terceiro andar na Biblioteca Municipal Ney Pontes Duarte, localizada na praça Dorian Jorge Freire, 17 – Centro – Mossoró/RN.

2. Estamos reorganizando todo o acervo lá. Continuamos dispondo para pesquisa, empréstimo, vendas e doação,  dependendo da disponibilidade da obra.

3. Um site das instituições citadas está disponível no www.colecaomossoroense.org.br

4. Continuamos publicando obras pelo selo da Coleção Mossoroense.

5. Raniele Alves continua nos prestando seus serviços.

6. Eriberto Monteiro é o nosso editor e quem deve ser contatado na Biblioteca Ney Pontes Duarte no interesse de publicações.

7. Estamos aguardando sua visita virtual ou presencial. Como disse tantas vezes Vingt-un Rosado: ” A Coleção Mossoroense está viva”!

Cordialmente,

Dix-sept Rosado Sobrinho – Presidente da Fundação Vingt-un Rosado.

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Sessão solene lembrará os 100 anos de Vingt-un Rosado

Professor Vingt-un: importância (Foto: arquivo)

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou nessa quarta-feira (26), sessão solene em homenagem ao professor, escritor e criador da Coleção Mossoroense, Vingt-un Rosado (1920-2005).

Ele completaria 100 anos em 2020.

A solenidade será realizada dia 25 de setembro.

A homenagem é proposta pela presidente da Casa, Izabel Montenegro (MDB).

* INSCREVA-SE em nosso canal no Youtube (AQUI) para avançarmos projeto jornalístico.

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Escritora com limitação visual lança livro sobre seu imaginário

A obra “A princesa Glória no planeta dos animais” será relançado no próximo domingo (3), durante a programação da 15ª Feira do Livro de Mossoró 2019, que começa nesta quarta-feira (30) – veja AQUI.

O evento acontecerá no Palco das Letras – Praça da Alimentação, a partir das 14h30, no Partage Shopping Mossoró – com entrada gratuita.

A autora, Glória Maria de Melo, é uma jovem revelação mossoroense da literatura. Ela é deficiente visual e essa limitação não foi suficiente para que se sentisse abatida e não realizasse o seu sonho de ser escritora. Colocou tudo o que gosta da forma como imagina que seja no mundo.

Toda história é contada pelas mãos do ilustrador Djow Marques que “traduziu” a imaginação da autora e transformou numa belíssima forma de ver o mundo com a percepção da própria autora.

Janela para o imaginário

Segundo a idealizadora do projeto e orientadora pedagógica, a professora Jossilene Marques, “ela alcança uma janela para o imaginário, apresentando um lugar onde seres evoluídos e muito diferentes conseguem conviver em harmonia”.

Jossilene é responsável pela apresentação da obra, e ainda acrescentou que “a criatividade de Glória se evidencia em sua expressão oral, ocasião em nos revela sua visão singular da natureza. A deficiência visual, limitadora do alcance de sua “janela para o mundo”, não a impede de idealizar coisas fantásticas e enxergar, muitas vezes, o que ninguém vê”.

Obra é publicada com o selo da Coleção Mossoroense, maior movimento editorial sem fins lucrativos do Brasil. O livro acompanha um CD com áudio narrativo do conteúdo textualizado.

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A historiografia e uma boa coincidência no 30 de setembro

A professora mossoroense Hélia Morais, graduada em História pela Universidade do Estado do RN (UERN), experimenta hoje uma feliz coincidência. Em pleno doutorado na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ela se reencontra com suas origens simbologias de Mossoró.

Hélia apresenta historiador em Minas Gerais (Foto: cedida)

Ministrando disciplina na graduação em História sob o título “Os outros da historiografia brasileira”, ela dá aula nesta segunda-feira (30 de Setembro, data magna de Mossoró) sobre o escritor Raimundo Nonato da Silva (já falecido) e sua contribuição para a historiografia potiguar

Em sua dissertação, ela mergulhou na vida desse personagem que deixou importante contribuição à memória mossoroense.

Identidade de Mossoró

“Raimundo Nonato escreveu o que talvez seja o livro mais emblemático sobre o 30 de setembro: A História Social da Abolição em Mossoró, de 1983. O livro é publicado pela Coleção Mossoroense no contexto do centenário da abolição e acaba por consagrá-lo como um dos principais nomes, senão o maior, ligado à escrita sobre a abolição mossoroense. Esta escrita auxilia na constituição da identidade de Mossoró enquanto ‘terra da liberdade’, ao elaborar uma narrativa que aponta os primórdios da abolição em Mossoró e as mudanças urbanísticas que marcaram a cidade. Numa abordagem que expressa uma espécie de ‘destino manifesto’ da cidade em direção ao ‘progresso'” que este acontecimento representava”, escreveu Hélia Morais.

Raimundo nasceu em Martins, em 18 de agosto de 1907. Faleceu dia 22 de agosto de 1993, aos 86 anos.

Nota do Blog – Conheci o professor, escritor, jornalista e juiz de direito aposentado Raimundo Nonato da Silva. Era uma presença obrigatória nos festejos do 30 de Setembro.

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Fundação divulga nomes de vencedores de Concurso Literário

O Projeto Coleção 70, desenvolvido pela Fundação Vingt-un Rosado, em comemoração aos 70 anos da Coleção Mossoroense, divulga a relação de vencedores do seu Concurso Literário.

A informação é passada pelo escritor Eriberto Monteiro, idealizador e atual editor da Coleção Mossoroense.

As categorias disponíveis para a disputa deste concurso foram: conto, crônica, poesia e trabalho jornalístico, tendo uma baixa participação popular.

Cada ganhador e os que foram agraciados com menções honrosas, receberão premiação na Noite da Cultura a ser realizado no dia 26 de setembro em comemoração ao aniversário de Vingt-un Rosado e da própria Coleção Mossoroense.

Veja abaixo:

CONTO

1º lugar – Raimundo Lopes – Texto: Um parto diferente

2º lugar – Misherlany Gouthier – Texto: A Velha Ursa do Paraú

3º lugar – Thiago Galdino – Texto: Óleo sobre tela

CRÔNICA

1º lugar – Ângela Gurgel – Texto: Obras publicadas, sonhos realizados pela Coleção Mossoroense

2º lugar – Josselene Marques – Texto: A realização de um sonho;

3º lugar – Edilson Segundo – Texto: Jerônimo Rosado, o avô da Coleção Mossoroense

POESIA

1º lugar – Gualter Alencar – Texto: 70 anos da coleção mossoroense de Vingt-un a Dix-sept Sobrinho;

2º lugar – Margareth Freire – Texto: Vingt-un;

3º lugar – Paulo Ricardo – Texto: Renascimento de uma Coleção.

TEXTO JORNALÍSTICO

Única participação – Francisca Anastasia –  Coleção Mossoroense, um legado de Vingt-un para o mundo.

Mais informações na própria página da Fundação Vingt-un Rosado (veja AQUI), que mantém a Coleção Mossoroense como o maior movimento editorial sem fins lucrativo do Brasil.

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Fundação lança logomarca da Coleção Mossoroense

A Fundação Vingt-un Rosado lançou a logomarca comemorativa em alusão ao aniversário da Coleção Mossoroense, acervo literário que chega aos 70 anos neste 2019.

É de autoria do artista plástico Rogério Dias Xavier, nome muito ligado à cultura mossoroense e do estado.

Essa Coleção foi instituída em 30 de setembro de 1949, tornando-se através de décadas que se seguiram num acervo com mais de 150 mil títulos.

Fundada em 06 de abril de 1995, a Fundação Vingt-un Rosado nasceu com o objetivo primário de manter a Coleção Mossoroense, estabelecendo as diretrizes de sua produção editorial, além de outras ações relacionadas à cultura.

Saiba mais clicando AQUI.

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Troféu Cultura tem concorrente que focaliza Antônio Francisco

Na 15ª edição do prêmio Troféu Cultura, o site Papo Cultura escolherá, através dos internautas, os melhores da cultura no Estado, divididos em 14 categorias, como: literatura, a produção cultural, as artes cênicas, a música, as artes visuais, a dança e a fotografia, além do prêmio para o Artista do Ano.

Na categoria literatura, Symara Tâmara é a única representante da Coleção Mossoroense que concorre ao prêmio na categoria Literatura.

Sua obra “Antônio Francisco: tradição e modernidade – uma poética da memória”, publicada com o selo da Coleção Mossoroense, está entre as 10 obras que disputam a premiação.

O trabalho disseca a obra do poeta de Mossoró que se projeta para o país.

Saiba mais informações clicando AQUI.

O endereço para votação é //papocultura.com.br/assessoria-papo-cultura/ e será encerrado no dia 19 de fevereiro.

P.S – A atriz mossoroense Lenilda Sousa, com o espetáculo “Nos Confins do Horizonte”, pela Cia. Escarcéu, também concorre em premiação. Na torcida, querida.

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Artista mossoroense é finalista em Festival de Música

Symara: em Fortaleza (Foto: cedida)

Por Eriberto Monteiro (Coleção Mossoroense)

A cantora, compositora, professora, poetisa e escritora Symara Tâmara é finalista no Festival de Música de Fortaleza (CE) com a canção “Pixote”, de Ninô Freitas. O festival abrange todos os gêneros musicais em língua portuguesa e inéditas.

Foram quase 400 canções de diversos autores de 16 estados, mais o Distrito Federal. A última etapa do festival acontecerá no dia 8 próximo, no Teatro São José, em Fortaleza.

Symara concorrerá com outros 11 finalistas, todos com garantia de participação do repertório que será lançado em um CD da competição.

O campeão do festival ganhará, como prêmio, um contrato no valor de 30 mil reais para uma apresentação no Reveillon 2019, de Fortaleza.

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Encontro de Genealogia homenageará Vingt-un Rosado

Caicó vai sediar de 19 a 22 de julho o “Encontro Nordestino de Genealogia”. Acontecerá no Salão Nobre da Prefeitura Municipal e no Templo do Family Search.

Palestras e Mesas Redondas Nordestinas & Exposições vão marcar o evento.

Também haverá homenagem no dia 21, a Vingt-un Rosado (já falecido), professor, pesquisador, escritor, genealogista e criador da Coleção Mossoroense, o maior acervo de livros do país, com enfoque especial do Nordeste.

O que é Genealogia? A genealogia é uma ciência auxiliar da história que estuda a origem, evolução e disseminação das famílias e respectivos sobrenomes ou apelidos. A definição mais abrangente é “estudo do parentesco”.

Conheça AQUI a história da Coleção Mossoroense.

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“É o governo do ócio, do ódio e do negócio”

Em sua estada em Mossoró na última segunda-feira, o jornalista e escritor Vicente Serejo relembrou seus tempos de Diário de Natal  (o maior jornal impresso que o RN já teve).

Em palestra no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, focado no tema “Vingt-un: Uma militância Editorial”, em que tratou sobre a vasta produção de livros e plaquetes da “Coleção Mossoroense”, Serejo pegou um atalho para a política.

Citou manchete que emplacou, a partir de entrevista com o então deputado federal Vingt Rosado, que resolveu romper com o primo Tarcísio Maia e definiu assim a gestão dele:

– “É o governo do ócio, do ódio e do negócio”.

O que diria Vingt hoje, espiando o cenário político de Natal a Mossoró?

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Vicente Serejo fala sobre Vingt-un e Coleção Mossoroense

Serejo: Coleção Mossoroense (Foto: Blog CS)

O jornalista e escritor Vicente Serejo profere hoje (segunda-feira, 25), às 19h, a palestra “Vingt-un: Uma militância Editorial”, falando sobre a “Coleção Mossoroense”, vasta produção editorial criada pelo homenageado.

Será no Teatro Municipal Dix-huit Rosado em Mossoró.

O evento faz parte do Seminário “Cultura: O País Vingt-un – Contribuição do professor Vingt-un Rosado para a Cultura Potiguar”, promovido pela Fundação José Augusto (FJA), Fundação Vingt-un Rosado, Prefeitura Municipal de Mossoró e Sociedade Amigos da Pinacoteca.

Na mesma noite será lançada a biografia autorizada “O Criador do País de Mossoró”, assinada pelo pesquisador Geraldo Maia, que versa sobre a vida e obra de Vingt- un. O livro tem a orelha assinada por Maria Lucia Rosado e ilustrações do artista visual Iran.

A programação se estenderá até amanhã.

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Coleção Mossoroense vai sobreviver, garante seu presidente

O Blog Carlos Santos recebe correspondência do médico Dix-sept Rosado Sobrinho, presidente da Fundação Vingt-un Rosado, que dividimos com nossos webleitores.

Trata da Coleção Mossoroense, rico acervo intelectual produzido por essa entidade multidecenal, que é fonte de pesquisa dentro e fora do país.

Leia:

Prezado Amigo Carlos Santos:

Alguns esclarecimentos:

1. No  1º andar do Museu Lauro da Escóssia estão

a) o escritório da Fundação Vingt-un Rosado;

b) o Memorial sobre Vingt-un Rosado;

c) a Biblioteca Particular de Vingt-un Rosado – organizada e catalogada.

c) No andar térreo estão algumas peças da gráfica da Fundação Vingt-un Rosado para ser organizada uma mostra de parte da história da Coleção Mossoroense. Uma peça, a guilhotina, que pesa toneladas, está do lado de fora do museu, aguardando ser colocada para dentro.

d) Reativamos o site da Fundação Vingt-un Rosado que pode ser acessado no www.colecaomossoroense.org.br.

Nele temos notícias oficiais, um grande acervo a ser consultado sem custos e outras informações.

2. Foi transportado para a Biblioteca Ney Pontes Duarte, sob meu pagamento e consentimento com a ajuda de um caminhão cedido pela Prefeitura Municipal de Mossoró, grande parte do acervo da Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense.

3. Por iniciativa, muito louvável dos que fazem a Biblioteca, iniciou-se uma grande tarefa, a de organizar esta parte da Coleção Mossoroense. O intuito é ficar com 5(cinco) volumes de cada obra, doar a instituições interessadas o restante e atualizar o Catálogo Geral da Coleção Mossoroense.

4. Não autorizamos ninguém a falar oficialmente sobre a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense.

5. Apesar da torcida contrária de alguns, a Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense continua VIVA!

Atenciosamente,

Dix-sept Rosado Sobrinho – Presidente da Fundação Vingt-un-un Rosado.

Nota do Blog – Torço para que todos nós, ligados ou não  umbilicalmente à fundação, possamos garantir a vida desse patrimônio incomensurável às próximas gerações.

Conte conosco.

* À semana passada postamos material retratando situação vivida pela Coleção Mossoroense e providências adotadas, em socorro, pela PMM (veja AQUI).

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“Coleção Mossoroense” retrata face real da “Capital da Cultura”

Por Caio César Muniz

Conheci a Fundação Vingt-un Rosado um ano após a sua criação. Fui levado por Cid Augusto para iniciar o processo de publicação do meu primeiro livro. Naquele ano também surgiriam para a nossa literatura os poetas Marcos Ferreira e Genildo Costa, Cid Augusto já estava na seara, já era gente grande.

Em 1999 fui procurado por Vingt-un Rosado para digitar UM livro, depois, sem uma conversa prévia, digitei dois, três, mil livros… Me tornei um auxiliar próximo de Vingt-un. Que sorte a minha! Não pelo emprego, mas pela oportunidade da convivência. De 1999 a 2005 tive um aprendizado sem igual.

Acervo da "Coleção Mossoroense", um trabalho de muitas décadas, virou amontoado de papel e caixas (Foto: Caio César Muniz)

O dinheiro da Fundação vinha de pequeno convênio quase permanente com a Prefeitura Municipal de Mossoró. Nos tempos de Vingt-un ele comprava de papel, de insumos gráficos, depois, com a necessidade de sairmos do ambiente familiar da casa de Vingt-un e ocuparmos um espaço mais neutro, este pequeno convênio servia para pagar o custeio da Fundação: (aluguel, água, luz, telefone, funcionários).

Nunca foi pago em dia, mas saía. Firmamos convênios paralelos, mas específicos para fins de publicação, não podiam ser aplicado e outros fins.

Desde o final do último mandato da prefeita Fafá Rosado (PMDB) a coisa começou a ganhar conotações catastróficas. Os atrasos se tornaram muito grandes e as renovações não aconteceram. Também foram ignorados por Cláudia Regina (DEM) e por Francisco José Júnior (PSD).

Com isto, há cerca de quatro anos, a coisa se tornou insustentável. Era preciso Reduzir custos ao máximo e a Fundação deixou uma sede ampla e acolhedora para ganhar rumos incertos.

Uma organização do acervo, realizado por professores e alunos do curso de História da UERN, foi por água abaixo. Três ano de trabalho e recursos jogados fora.

Aquela mudança dividiu o acervo: uma parte para o Museu do Sertão, na comunidade de Alagoinha, mal acondicionado, empilhado, exposto à umidade e poeira. Outra parte foi para uma residência em um bairro de Mossoró.

Nestas mudanças, sem pessoas qualificadas para tal, só Deus sabe o quanto foi perdido de obras raras da biblioteca particular de Vingt-un, de documentos, de obras da Coleção.

No final do mandato de Francisco José Júnior, para dar uma resposta, mesmo que rasa e paliativa, os acervos foram novamente transferidos de ambiente, agora para o piso superior do Museu Lauro da Escóssia.

Empilhado, empoeirado, sem acesso ao público. Novamente imagine-se no quanto se perdeu do acervo pela má condução.

Nós, os funcionários, fomos dispensados, não havia mais como arcar com a bola de neve que estava se tornando o atraso de salários. A gráfica foi desativada.

Há de se ressaltar aqui o empenho do diretor-executivo Dix-sept Rosado Sobrinho. Somos testemunha do seu esforço, até aqui em vão para erguer a Fundação.

Retirou do seu próprio bolso, comprometendo inclusive seu patrimônio pessoal, recursos consideráveis até aqui.

Agora o acervo faz a sua quarta mudança de local. Vai para a Biblioteca Pública Ney Pontes Duarte. Confio na inteligência e experiência de pessoas como Eriberto Monteiro e Maurílio Carneiro, além de Raniele Costa,que continua realizando o seu trabalho junto à Fundação.

Acho que, enquanto a Fundação Vingt-un Rosado não tiver uma sede própria, ela não estará segura. Assim, mesmo sem apoios financeiros, ela estará guardada em definitivo em local apropriado.

Aos chefes da política e da da cultura de Mossoró, só um pedido: não deixem este patrimônio se perder (mais ainda), tenham sensibilidade para com o nosso passado para que tenhamos um futuro mais digno.

PS: Hoje (06 de abril) a Fundação Vingt-un Rosado completa 22 anos. Em sua história, nada, nunca foi fácil, mas agora está muito, mas muito pior.

Nota do Blog – Em Mossoró, há a disseminação errônea de que vivemos numa “Capital da Cultura”. O epiteto não lhe cabe. É outra falácia, outra mentira deslavada que faz parte da construção de um imaginário de poder, carregado de personalismo politiqueiro.

Na verdade, Mossoró é cemitério da cultura. Os casos se multiplicam, com destruição do seu corredor cultural arquitetônico – também por muitos Rosado, que se apresentam em propaganda como seus guardiões.

E tudo pode ficar ainda pior, pois a prioridade é a “política de eventos”, para parecer que se faz cultura e continuar mitificando gente que entende e gosta de cultura, tanto quanto eu de física nuclear.

Pobre Mossoró!

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Fundação e Coleção terão homenagem em Santa Catarina

A Fundação Vingt-un Rosado e a Coleção Mossoroense serão homenageadas em evento cultural em Blumenau , Santa Catarina.

Durante o período, “faremos uma doação de livros da Coleção Mossoroense à Biblioteca Fritz Muller de Blumenau”, comenta o médico Dix-sept Rosado Sobrinho, presidente da instituição cultural.

Numa programação cultural extensa de 15 a 21 de março de 2016, várias outras instituições e personalidades, nacionais e internacionais, serão também homenageadas.

A boa casa da Coleção Mossoroense

Hoje chegou a primeira leva de livros da Coleção Mossoroense/Fundação Vingt-un Rosado ao Museu Municipal Lauro da Escóssia.

Sinalizador de que a ingente tarefa de preservar essa patrimônio cultural e científico do país, com cerca de 150 mil volumes, começa a se concretizar.

Resultado de iniciativa do Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO), Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), que conta com parceria da Prefeitura de Mossoró.

Lobby empresarial consegue salvar patrimônio cultural

Na tarde desta quarta-feira (24), os representantes das três entidades representativas do comércio de Mossoró voltaram a se reunir para discutir formas de preservação da Coleção Mossoroense, assim como todo o acervo da Fundação Vingt-un Rosado. Desta vez Getúlio Vale, da Câmara de Dirigentes Lojistas de Mossoró (CDL), Oberi Penha, da Associação Cultural e Indústrial de Mossoró (ACIM), e Michelson Frota, do Sindicato do Comércio Varejista (SINDIVAREJO), acompanharam o chefe do executivo mossoroense, prefeito Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), em visita ao prédio onde funciona o Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia.

Participantes de reunião chegaram a bom termo para a cultura (Foto: cedida)

A visita ao museu foi agendada depois que o prédio foi sugerido pelas entidades como adequado para abrigar os mais de 150mil títulos que compõe toda a coletânea mantida pela Fundação Vingt-un Rosado, durante reunião com a secretária de Cultura de Mossoró, Isolda Dantas, realizada na última quinta-feira, dia 18.

Durante a visita que também contou com a presença da secretária de Cultura de Mossoró, Isolda Dantas, do secretário de adjunto de Cultura, Jurandir Filho, do diretor do Museu, Almir Moura, do presidente da Fundação Vingt-un Rosado, Dix-sept Rosado Sobrinho, vereador Claudionor dos Santos (PMDB) e dos historiadores Kydelmir Dantas e Geraldo Maia, ficou acertado que uma das três salas do piso superior do Museu Municipal Jornalista Lauro da Escóssia será cedida pelo município para abrigar todo o acervo da Fundação Vingt-un Rosado, assim como da Coleção Mossoroense.

Levantamento

A transferência do acervo já poderá ter início na terça-feira, dia 30, e com isso os responsáveis pela fundação começarão a catalogar todos os títulos, e fazer um levantamento de seus exemplares, para que parte seja doada para escolas municipais e instituições públicas.

De acordo com o acerto firmado com o município, a CDL, a Acim e o Sindivarejo se comprometeram a viabilizar a instalação da plataforma para garantir a acessibilidade ao andar superior, para que seja liberado para visitação do público.

Dix-sept Rosado frisou a importância da luta das entidades para a revitalização da fundação e preservação das obras. “A CDL, a Acim e o Sindivarejo, trouxeram um alento novo para nós que fazemos a Fundação Vingt-un Rosado”.

O presidente da CDL, Getúlio Vale, enfatizou que as entidades saem com sentimento de vitória, mas que este foi o primeiro passo. “Agradecemos a boa vontade do prefeito de vir ao museu, e demonstrar o interesse de contribuir com nossa luta. Agora vamos viabilizar a instalação da plataforma de acessibilidade, e para isso contaremos com a classe empresarial de Mossoró”, ressalta.

Com informações da CDL.

Nota do Blog – Esta página fez uma postagem recente (veja AQUI), analítico-opinativa, mostrando que Acim, CDL e Sindivarejo que abrigam a mais representativa constituição de empresários-empreendedores-lojistas do município, tinham mudado de feição, foco e atitude.

Passaram a ser protagonistas.

Esse é mais um caso que prova como o Blog conseguiu identificar e fomentar essa salutar mudança. Que assim continue.

O poder público estava passivo, omisso e distanciado dessa questão. Parecia que não era, também, problema seu.

Acim, CDL e Sindivarejo agiram e provocaram essa decisão.

“Coleção Mossoroense” e Fundação vão sobreviver, diz diretor

Carlos Santos,

Quero louvar Câmara de Dirigents Lojistas de Mossoró (CDL), Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (SINDIVAREJO) e Secretaria Municipal de Cultura pela luta em favor da Coleção Mossoroense (veja AQUI).

Coloco para sua atenção que a Coleção Mossoroense e a sua mantenedora, a Fundação Vingt-un Rosado, NÃO chegaram ao fim como alguns estão achando.

A nau pode estar navegante em mar bravio e imenso, sem terra e porto a vista. Mas a depender da minha obstinação e de alguns outros, e sobretudo, a Deus querer, elas encontrarão um porto seguro e duradouro.

Atenciosamente,

Dix-sept Rosado Sobrinho – Diretor Executivo da Fundação Vingt-un Rosado

Nota do Blog – Conte com nosso modesto apoio, Dix-sept.

Uma entidade de importância e reconhecimento cultural e científico até fora do país, não pode morrer.

À luta.

Acim, CDL e Sindivarejo discutem destino de 150 mil livros

Em um esforço para salvar a coleção Mossoroense, representantes da Associação Comercial e Industrial de Mossoró (ACIM), Câmara dos Dirigentes Lojistas de Mossoró(CDL) e Sindicato do Comércio Varejista de Mossoró (Sindivarejo) reuniram-se na manhã de quinta-feira, às 09h, com a secretária municipal da cultura Isolda Dantas. A reunião aconteceu no gabinete da secretária.

Contou com a presença dos presidentes das entidades e também com o presidente e mantenedor da Fundação Vingt-um Rosado, Dix-sept Rosado.

150 mil livros

As entidades buscam firmar uma parceria público-privada para salvar, conservar e tornar acessível ao público a Coleção Mossoroense, um dos maiores acervos do mundo com mais de 150 mil livros e que possui valor histórico e cultural incalculáveis para o município e para o Brasil. Atualmente parte do acervo está acolhido no “Museu do Sertão” e o público não tem acesso aos títulos.

Dirigentes empresariais estiveram com secretária hoje pela manhã (Foto: cedida)

As entidades sugerem colocar o acervo na parte superior do Muse Municipal Lauro da Escóssia, um local amplo que comportaria o acervo completo. Os custos de manutenção e manuseio do acervo seriam divididos entre o município, a iniciativa privada e a própria fundação.

Além de abrigar o acervo completo o espaço do museu seria usado também como um memorial dedicado ao criador da coleção, Vingt-un Rosado e abrigaria itens pessoais do intelectual potiguar e máquinas antigas usadas na impressão dos livros. A secretária de cultura avalia, entretanto, que essa proposta traz consigo algumas dificuldades, a primeira delas é a questão da acessibilidade.

Espaço

“O prédio do museu é tombado pelo patrimônio histórico e não pode ser modificado, ao mesmo tempo a lei exige que todo prédio público tenha acessibilidade”, explica. Ainda segundo Isolda outro problema é a existência de um acervo próprio do museu. Ele seria acomodado no mesmo espaço que a coleção Mossoroense seria abrigada, é preciso avaliar o tamanho do acervo do museu para poder ter ideia se o espaço tem condições de abrigar ambas as coleções.

Ela sugeriu que o acervo fosse para a Bliblioteca Municipal Ney Pontes Duarte. Mas o espaço não comportaria a coleção.

Tudo o que foi discutido na reunião precisa ser chancelado pelo prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior, para tanto a secretária Isolda comprometeu-se com a fundação e as entidades no sentido de pleitear as propostas junto ao chefe do executivo.

“Rota Batida IV” divulga lista de vencedores

A Fundação Vingt-un Rosado/Coleção Mossoroense divulga os vencedores do Concurso Literário do “Projeto Rota Batida IV”.

Os vencedores concorreram em categorias diversas, como Contos, Crônica e Romance.

Veja abaixo:

CRÔNICA

1º classificado: Genildo Costa e Silva (Mossoró)

Título do trabalho: À Sombra da Gaivota

2º classificado: Ângela Maria Rodrigues de Oliveira (Mossoró)

Título do trabalho: Confissões Crônicas

ROMANCE

1º classificado: Cefas de Carvalho Silva (Nova Parnamirim)

Título do trabalho: Carla Lescaut

2º classificado: Ana Cláudia Lucena de Azevedo (Nova Parnamirim)

Título do trabalho: Francisca

CONTOS

1º classificado: Raimundo Antonio de Souza Lopes (Mossoró)

Título do trabalho: Retratos do Cotidiano

2º classificado: Manoel Julião Neto (Pedro Avelino)

Título do trabalho: O Velho e a Caatinga

TRABALHOS ACADËMICOS

1º classificado: Symara Tâmara Fernandes Carlos (Mossoró)

Título do trabalho: Antonio Francisco – Tradição e Modernidade

2º classificado: Alexandre Alves (Natal)

Título do trabalho: Haicais Tropicais

POESIAS

1º classificado: José de Paiva Rebouças (Mossoró)

Título do trabalho: Ópera antiintrumental ao vazio homérico da cidade

2º classificado: Wescley José da Gama (Currais Novos)

Título do trabalho: Com a força das folhas que estiverem vivas.

Mossoró

Por Beatriz Bandeira

Um vento morno
de salitre e fogo
abre flores de sal
nos velhos muros.

Esquálidos meninos macilentos
tangem bandos de cabras esqueléticas
e, sob um sol que queima
e um chão que abrasa,
desenham Portinaris na paisagem.

“Índio é terra que anda”
disse um poeta.
E eu vejo em tua gente,
retorcidas raízes, rijos caules,
e essa força que brota
de entranhas minerais
da terra calcinada, e se prolonga
em duras caminhadas.

Mossoró, Mossoró, predestinada aurora,
pioneira de lutas precursoras
castigada e sofrida sentinela
de históricas vigílias.

Um vento morno
de salitre e fogo
abre flores de sal
nos velhos muros
e lágrimas de dor
choram meus olhos
de saudade e de ausências consumidas.

Beatriz Bandeira – Poetisa

* Do livro “100 Poetas de Mossoró”, Fund. Guimarães Duque, Fundação Vingt-un Rosado, Coleção Mossoroense, 2000, RN