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Latam também suspende voo com destino a Natal

Arte ilustrativa
Arte ilustrativa

Notícia oficial da Latam Linhas Aéreas publicada na página “Latam Trade”:  a linha Rio de Janeiro/Galeão-Natal (São Gonçalo do Amarante) estará suspensa a partir do dia 30 de março deste ano.

A justificativa é simples: A companhia afirma que a suspensão se deu por necessidades comerciais, e de que ainda não há previsão de retorno das atividades destas rotas.

Outro destino também cortado é Rio de Janeiro/Galeão a São Luiz no Maranhão.

Veja detalhes da decisão na própria página da Latam clicando AQUI.

Azul

À semana passada, a Azul Linhas Aéreas anunciou fim de operações no Aeroporto Dix-sept Rosado em Mossoró (veja AQUI). O Governo do RN tentou se posicionar em relação à medida (veja AQUI).

Além de Mossoró, a empresa também encerrará outras sete linhas em três estados do Nordeste (veja AQUI). A razão? As mesmas da Latam.

Auxílio Emergencial freia emprego em plena crise

Emergência é mais importante do que posto de trabalho (Foto ilustrativa)

Tem-se tornado comum na atividade produtiva de Mossoró, a dificuldade à contratação de pessoal para diversas áreas.

É um paradoxo.

Em plena crise, há oferta de emprego e não se encontra mão de obra suficiente.

Parte da explicação está na relutância de muita gente em querer registro de trabalho formal, em face do recebimento do Auxílio Emergencial do Governo Federal.

Essa terra ainda vai cumprir seu ideal.

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Desejo nascer de novo (às mães)

Por Marcos Araújo

É senso comum que a humanidade perdeu o rumo.  Nos últimos 50 anos, a globalização instituiu uma competição demasiada entre as pessoas, subjugando-as aos interesses econômicos e materiais, em detrimento de valores morais e espirituais construídos ao longo de um lento processo civilizatório.

É inegável também que nessa década há uma involução na política mundial, com eleição de governos de extrema direita com vocação autoritária, num flagrante retrocesso democrático.Também marca o nosso presente o desenfreado consumo de drogas, a violência, a depressão, a tecnodependência,  a intolerância religiosa e política, dentre outros males.  Há quem diga que estamos vivendo  o purgatório terrestre…

Quando se pensava que não havia mais nada a piorar, eis que surge o coronavírus.  E o espectro da morte passou a marcar o século e a história. Com medo, numa comparação fisiológica, as nossas casas viraram “úteros”,  a guardar desprotegidos “fetos”.

Há algumas observações correntes na conjuntura, umas puramente ingênuas, outras mais sofisticadas, de que o mundo sairá melhor depois da atual peste. Chega-se a dizer que viverá um capitalismo humanizado ou, no limite, o fim do capitalismo. Otimista de vontade, mas pessimista de inteligência, constato grosseiramente que dificilmente a pandemia aperfeiçoará a humanidade.

Fico apenas com dois exemplos: empresariado e os gestores públicos estão se aproveitando da crise para superfaturar equipamentos e insumos empregados no combate ao vírus (dois deles, álcool  e máscaras estão a preço de ouro); pessoas com renda suficiente e de classe média, estão se cadastrando e recebendo valores do benefício social do auxilio-emergencial.

A história futura até pode ser contada de outra forma, mesmo com tantas perdas. São extremamente lastimáveis as perdas humanas em pandemias. Outro dia me veio à mente que foi numa peste dessas (sudor angicus – doença inglesa do suor) que Thomas Cromwell, ministro todo-poderoso de Henrique VIII, dínamo da reforma protestante na Inglaterra, enlouqueceu. Pai e marido dedicado, Cromwell saiu para trabalhar pela manhã, e, quando voltou no final da tarde, a mulher e duas filhas tinham falecido.

Penso melhor e logo reflito que,  como cristão, sou obrigado a refutar o pessimismo e crer que a pandemia contribuirá para a reconstrução de um mundo melhor.

Aproveitando que hoje é o dia das mães, origem da vida, fluido vital para o feto e fonte extrema de afeto, volto o meu olhar para elas com alento e esperança de que estamos em ruptura com o turvo passado e em gestação de um futuro luminoso. Com os olhos fixos no céu, rogo à Virgem Maria, mãe de Deus e Mãe das mães, sua intercessão em favor da humanidade. Ela, certamente, responderá com a frase musicada pelos Beatles: Deixe Estar! (Let it be!)

Lembrando uma passagem bíblica, para melhorar o mundo, devemos nascer de novo. O Evangelista João (3,3-6) conta que Jesus de certa feita se dirigiu aos seus audientes dizendo que: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.”  A fala de Jesus era uma crítica ao materialismo judaico, ao patrimonialismo crescente daquela época, principalmente entre os sacerdotes do templo.

Permitindo-se um trocadilho, devemos ser feto e afeto. Feto e afeto não têm a mesma origem etimológica. A palavra feto vem do latim fētus ou foetus, “paridura, parto, partição, lugar onde nascem ou há fetos”. Já a palavra afeto é oriunda do substantivo affectus, latim, para significar afeição, disposição de alma, sentimento, vontade espiritual para o bem. Fomos fetos, mas não vivenciamos o afeto.

Enquanto os noticiários falem de morte, hoje, dia das mães, é preciso celebrar o dom da vida. E mais ainda: afirmar a certeza de que este vale de lagrimas ainda pode ser o melhor dos mundos. Depende daqueles que, ao fim e ao cabo, postos no “feto” do isolamento e escapando da pandemia, saibam nascer de novo, e, ao renascerem, venham nutridos com valores morais e espirituais voltados para o bem-comum, para a solidariedade, a caridade, a alteridade, a honestidade, o serviço e o afeto ao próximo.

À minha mãe, que generosamente me fez feto e deu muito afeto, perdão pelo eventual desvio e distorção finalística de sua criação. Se possível fosse, queria nascer de novo! E esse renascer fosse com mais amor, cuidado, responsabilidade, respeito, preocupação e zelo para com os seres humanos e com a natureza.Que o exemplo de nossas mães inspirem  “os fetos” dessa quarentena. Feliz dia das mães!

Marcos Araújo é professor e advogado

Fátima deve recuar para apagar outra crise de produção caseira

O Governo Fátima Bezerra (PT) consegue gerar mais um foco de crise interna com produção caseira.

Como não tem sequer oposição, trata de ele mesmo atear fogo no seu habitat.

Vai recuar do anúncio feito hoje, de corte no auxílio-saúde de aposentados e pensionistas da Universidade do Estado do RN (UERN). A decisão elevou às alturas a temperatura na instituição (veja AQUI), esgarçando sobremodo o relacionamento de seus segmentos com o governismo, que nos últimos dias tem-se esgarçado.

O silêncio da governadora e a intervenção de auxiliares e porta-vozes subalternos no caso, amplificando o disse-me-disse, só pioraram o quadro.

Que coisa!

Aguardemos.

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Governadora aquieta facho ideológico para não desabar de vez

Escalado pela governadora Fátima Bezerra (PT) para representá-la em reunião de governadores em Brasília, no início da semana, o vice-governador Antenor Roberto (PCdoB) endossou a proposta de Reforma da Previdência do Governo Jair Bolsonaro (PSL). Esperado.

Antenor (rosto encoberto por bandeira) foi a Brasília mostrar o que Fátima já escondia em seu íntimo (Foto: arquivo)

O Governo Fátima Bezerra sustentou enquanto pode, ao lado de outros raros governantes estaduais à esquerda, uma luta desigual e natimorta contra aquilo que, em seu íntimo, precisam e esperam à amortização da crise nos estados federados.

Na prática, a governadora não capitulou ou recuou. Aquietou o facho e aplacou retórica ideologizada feita à torcida, sem qualquer resultado prático.

Em seu estado, o RN, Fátima convive com problemas insanáveis do ponto de vista financeiro/fiscal. Sem o socorro da União, é absolutamente impossível sair desse fosso.

Ainda ano passado (15 de novembro), numa entrevista muito sensata, o hoje titular da Secretaria Extraordinária para Gestão de Projetos e Metas do Governo do RN, ex-deputado estadual Fernando Mineiro (PT), já preconizava ao falar para o Blog Carlos Santos:

– “Não há saída local para a crise“.

Mineiro: "Não há mágica!" (Foto: AL)

E acrescentou: “Não tem mágica. Despesas precisam ser reduzidas, arrecadação precisa aumentar, mas sem um pacto federativo não haverá solução”.

Fátima Bezerra precisa dessa reforma, mas claramente poderia ter sido mais austera e ousada, na tomada de decisões que pudessem reduzir o impacto dessa asfixia. Seguiu à espera de milagres de Brasília ou do céu. Não agiu.

Ela não quis melindrar o corporativismo e abalar sua biografia de origem sindical. O professor e economista da Universidade do Estado do RN (UERN), Leovigildo Cavalcanti, traduziu bem o resultado dessa postura de marcante tibieza: “O que vejo é o Estado em direção ao precipício”.

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Aposentados sofrem com crise que se espalha no Estado

Inativos da Assembleia Legislativa começaram a sentir de forma mais incisiva os efeitos da crise no erário estadual.

Convivem com atraso no pagamento de aposentadoria.

É a ponta do iceberg daquilo que escrevemos há vários anos.

Se nada for feito de verdade, com coragem e austeridade, chegará o tempo em que essa corrosão atingirá o bolso dos próprios deputados, conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), desembargadores e juízes do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), além de promotores do Ministério Público do RN (MPRN) e defensores públicos.

Não é agouro, mas previsão lógica diante da situação falimentar do cofre público.

A crise do Executivo está em marcha para ser do “Estado uno” como um todo.

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Jurisprudência da crise

Por Odemirton Filho

O Direito brasileiro é legislado, escrito, ou seja, previsto na Constituição Federal e em diversas leis, tais como a Lei 11.300/06, o Código Civil, o Código Penal etc.

Todavia, o juiz ao aplicar a norma ao caso concreto levado ao seu conhecimento através de um processo, não decide, somente, com base no direito positivado.

Ao julgar, o magistrado observa como os Tribunais vêm se conduzindo em relação a determinadas questões. Dessa forma, quando as decisões dos Tribunais seguem um mesmo sentido temos o que se denomina no meio jurídico de jurisprudência.

Atualmente, como sabido, estamos atravessando uma crise econômica e social e, por conseguinte, os tribunais pátrios têm se deparado com fatos que afetam a vida do brasileiro.

Questões como contingenciamento de dotações orçamentárias, bloqueio das contas dos entes públicos, redução e pagamento de salários, demissão de servidores, aplicação da Lei da Responsabilidade Fiscal, acesso à saúde, entre outros temas de igual relevo.

Essas questões levadas ao crivo do Judiciário podem formar a chamada jurisprudência da crise.

Sobre o tema, o professor Alexandre Sousa Pinheiro ensina:

“Entendemos que a jurisprudência da crise traduz um processo negocial entre a interpretação normativa da Constituição e a necessidade de ceder perante as exigências das circunstâncias”.

Contudo, a sociedade não deve pagar pelos desmandos administrativos e a corrupção de alguns gestores públicos que levaram à bancarrota a União e alguns estados-membros.

Com efeito, a interpretação da norma não pode se guiar ao sabor da conveniência, de forma casuística.

A segurança jurídica é, sem dúvida, essencial para a consolidação de um Estado Democrático de Direito.

Aliás, o novo Código de Processo Civil reza que os tribunais devem uniformizar sua jurisprudência e mantê-la estável, íntegra e coerente.

Desse modo, espera-se que as decisões dos Tribunais, a despeito da conjuntura social e econômica, não ofendam os direitos consagrados na Constituição Federal e na legislação, penalizando, mais uma vez, a combalida sociedade brasileira.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Vão matar o “elefante” na ânsia de exterminar “carrapatos”

Na ânsia de exterminar os “carrapatos”, o Governo Robinson Faria (PSD) e seus parceiros de poderes marcham para matar o “elefante”.

Em poucos anos, tudo estará muito pior do que está hoje, com uma diferença crucial: não haverá praticamente mais nada de reserva (ativos) para ser utilizado em socorro. Para ser vendido.

Por isso que insistimos:

– Vai piorar!

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Prefeita estuda criação de pelo menos mais uma secretaria

O Governo Rosalba Ciarlini (PP) faz planos para formatar pelo menos mais uma secretaria no organograma da administração municipal.

Mas ninguém se surpreenda se surgirem duas ou mais. Projetos nesse sentido devem ser enviados à Câmara Municipal.

A proclamada “reforma administrativa” para início da gestão, promessa feita ainda em 2016, na prática não aconteceu.

A municipalidade foi “inchada” com outra secretaria (da Cultura) e centenas de cargos comissionados (Rosalba garante, até aqui, 555 pessoas em cargos comissionados AQUI).

Agora, é provável que seja ressuscitada a “Secretaria de Serviços Urbanos”, desmembrada da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos”.

A pasta da Cultura ganhou vida com 41 cargos comissionados.

A nova, quem sabe, não consiga o feito de superá-la.

Crise? Que crise?

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O ‘retrovisor’ não pode ser projeto de gestão

Por Gutemberg Dias

Passado o Carnaval, a maior festa popular brasileira, diz o ditado “que o ano começa”. Nessa linha de pensamento, muita coisa tende a acontecer após esse período, principalmente, a retomada das ações governamentais que, geralmente, ficam em letargia até o período carnavalesco, sobretudo, em ano pós-eleitoral.

Para os que foram eleitos em 2016, dois meses de mandato já foram consumidos. A maioria usou o período pré-carnaval para enfatizar o momento de crise e passar, por vezes, desapercebido no meio do caos político que vive o Brasil.

Mas, o Carnaval passou e o povo já não tem mais a expectativa de uma grande festa para esquecer os problemas do cotidiano. Agora é hora dos gestores públicos colocarem suas equipes para pensar, bem como,  aproveitar o batalhão de comissionados e servidores para trabalhar dentro de um planejamento que gere resultados concretos à sociedade.

Não cabe a partir de agora o discurso do “retrovisor”, ou seja, quem está dirigindo a máquina administrativa no momento foi eleito no pleito passado. Dessa forma, ao assumirem os respectivos mandatos, também, assumiram o passivo das gestões passadas e as resoluções dos problemas passaram a ser deles.

No Brasil, se tornou comum o gestor que assume o executivo debitar as dívidas herdadas ao seu antecessor e, simplesmente, fazer de conta que o passado não faz parte do presente. Nessa batida, inicia a gestão tentando pagar “em dia” os salários dos servidores e tentando arrumações que deem maior visibilidade.

Porém, esquece, o astuto gestor, que a prefeitura é impessoal e os problemas herdados passam a ser da nova gestão.

Claro que isso não é uma regra geral. Têm gestores que encaram os problemas e imprimem um ritmo administrativo que, às vezes, o caos do passado é engolido pelas ações proativas posta em marcha na nova gestão. Esses são os verdadeiros executivos, pessoas que pensam o público com visão estratégica e forte convicção no cuidado da coisa pública.

Os bons gestores não fazem pirotecnia de suas façanhas. Geralmente, mostram o que fazem de forma natural e deixam o povo decidir se foram ações corretas e de resultado para a coletividade.

Hoje com a velocidade da informação, que é mais ágil que rastilho de pólvora no mundo das redes sociais, a fama ou a desgraça de um gestor público toma rumos inacreditáveis se comparado ao passado recente.

Com tudo o que estamos passando, está chegando a hora do “político gestor” assumir o papel no lugar do “político” nesse novo mundo que vivemos. Os problemas são recorrentes, assim como muitos gestores, que infelizmente reassumem mandatos que já nascem fadados à mesmice.

A sociedade quer ação efetiva que se reverta em melhoria palpável nos serviços públicos que são acessados pela grande massa de gente. Nesse compasso é que os novos gestores precisam ter consciência que antes de serem políticos precisam ser “políticos gestores”.

O que posso dizer, aos que usaram parte de seu precioso tempo para ler esse artigo, é que não têm segredo em gerir quando se tem propósito e, sobretudo, convicção que sua contribuição é mais um tijolo na estrutura do processo construtivo de uma máquina publica eternamente em construção.

Gutemberg Dias é dirigente da Redepetro e ex-candidato a prefeito de Mossoró

Câmara pode aprovar mais gastos para Prefeitura

Câmara Municipal de Mossoró vai mesmo aprovar criação da Agência Mossoroense de Regulação dos Serviços Públicos (AMR), com quase R$ 100 mil de custo/mês e dezenas de cargos?

Num momento em que o próprio prefeito Francisco José Júnior (PSD) fala em crise, se queixa de queda brutal de receita do erário, ele apresenta esse projeto que pode ser endossado principalmente por vereadores que não se reelegeram.

Meu Deus!

Saiba mais: Prefeito envia projeto à Câmara Municipal AQUI;

Saiba mais: “Isca” para vereadores pode facilitar aprovação de Agência de Regulação AQUI;

Saiba mais: Agência de “Francisco” guarda armadilhas para gestão Rosalba AQUI.

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A educação pela crise

Por François Silvestre

Não é fácil conviver com a crise. Nem com a seca. Nem com a escassez. E menos ainda com a “ética” dos métodos, banquete de hipocrisia. Pra cada sujeira apontada no quintal vizinho, um charco de lama na própria soleira.

Já houve quem sustentasse não ser pessimista para não parecer chato; nem otimista, para não parecer bobo. E chegou a inventar o realismo consciente. A moderação na crença e a tolerância no descrédito.

O candidato contamina-se de otimismo para convencer o eleitor a segui-lo. E ao eleitor é oferecido um pacto de entusiasmo. E a surrada promessa de mudança. E ambos fingem. Cada um no seu botão.

O eleitor se faz de besta e oferece o bolso bobo para receber a prebenda do esperto. O eleitor sabe que seu voto é uma mercadoria e o candidato intui que o comprado e pago não comporta cobrança.

Mesmo assim e talvez por isso mesmo a crise seja um rompimento de trevas. Uma lanterna a clarear no quarto escuro. Um puxão de orelhas da realidade. A crise institucional escancara-se. Mais grave do que a econômica. A economia se arruma. Instituições sem crédito não se recuperam. Só com nova ordem.

Nem a Democracia é plena nem o voto é livre. Fosse livre, o voto não seria obrigatório. Tanto a Esquerda quanto a Direita defendem o voto obrigatório. Por quê? A Direita sabe que o voto livre seria muito mais caro. E a esquerda sabe que o voto voluntário seria muito mais exigente.

A Direita precisaria de mais grana para arrancar alguém de casa e a Esquerda precisaria revisar a baboseira sofista para convencer o eleitor desobrigado de votar. O voto obrigatório é democracia de curral.

A crise rasga a mentira. O discurso, a liberdade do voto, a promessa, a propaganda, os debates ocos, a mídia venal, a fiscalização de fachada. Esse é o útero onde se fecunda o óvulo do embuste e nasce feto da crise.

Os candidatos são espermatozoides. O eleitorado é o óvulo maduro a esperá-los, no cérvix da urna. No ovário, eles se encontram. Após a caminhada difícil que veio do gozo, enfrentando cada um a hostilidade da militância inimiga.

E a conquista? O candidato excitado penetra o cio da militância. Os lados oponentes abrem as pernas do povo, no berço esplêndido. E há o coito. O resultado do coito é o coitado.

Reina o Estado Cérbero, falido, e suas castas famintas de privilégios e empanzinadas de hipocrisia.

E a seca? Apenas “uma eterna e monótona novidade”, como disse Cunha, o Euclides. Eterna porque sempre existiu. Monótona porque vem em ciclos. E novidade porque nunca nos preparamos para seu retorno inevitável.

De todo modo a crise educa, seja no aprendizado ou na reflexão. Nas trevas descobrimos o valor da luz; na retirada, recuperamos a memória do torrão. E no aperreio valorizamos a pobreza da posse escassa. A dignidade da posse que não é esmola.

Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

Exemplos do presidente do Flamengo e do governador do RN

Convocado para chefiar delegação da Seleção de futebol do Brasil na Copa América, nos Estados Unidos, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, pediu dispensa.

Priorizará o rubro-negro carioca.

Optou, acertadamente, por ficar no Brasil tentando debelar séria crise no clube e time.

Já no Rio Grande do Norte, o governador Robinson Faria (PSD) faz diferente.

Arrumou as malas e foi para os Estados Unidos com a família, em férias por 12 dias.

Deixou para trás o caos.

Momento mais inoportuno à vilegiatura internacional, só se for mais adiante.

Sem pressa.

Vá entender.

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Sorteio de “Boquete” é ‘arma’ contra crise

Mossoró sempre surpreendente.

Uma casa de ‘drinques’ situada no bairro Costa e Silva promete final de semana denominado de “super noite total zorra.”

Não deverá ser pouca coisa.

Entre os diferenciais, “sorteio de um boquete” e também de “massagem relaxante”.

Numa crise robusta como a que vivemos, a inventividade e ousadia continuam valendo.

Uh-huuuu!!!

Garibaldi é contra ideia de “semipresidencialismo” para crise

A saída para a crise brasileira tem que preservar os valores da democracia. A observação foi feita em Plenário pelo senador Garibaldi Filho, em aparte a pronunciamento do senador Cassio Cunha Lima (PSDB-PB). No debate que se estabeleceu, os dois concordaram que a crise brasileira não pode ser superada com medidas alheias ao que determina a Constituição.

“Não existe semipresidencialismo, existe presidencialismo. Não existe semiparlamentarismo, existe parlamentarismo. Posso estar sendo pretensioso – pois não sou professor de Direito, mas apenas bacharel – mas não podem existir soluções desta ordem, sob pena de os políticos serem ainda mais penalizados pela população”, advertiu o senador Garibaldi Filho.

Primeiro-ministro

A proposta de um regime de semiparlamentarismo estaria sendo negociada entre alguns congressistas e o governo federal. De acordo com ela, a presidente Dilma Rousseff manteria seu cargo, mas o poder para administrar o país passaria a ser exercido por um primeiro-ministro. O nome semiparlamentarismo se daria porque esse político não necessariamente teria que ser um parlamentar.

Antes, em aparte a Lindebergh Faria (PT-RJ), Garibaldi Filho defendeu que as manifestações realizadas no domingo sejam encaradas com serenidade.

“O governo deve ter humildade para reconhecer que os erros cometidos levaram as multidões àqueles protestos. Não se pode fazer ouvidos de mercador a tudo o que ocorreu. Temos que ter muita sensibilidade, já que o momento exige mudanças”, declarou o senador.

Prefeitura tem pelo menos 12 pré-candidatos a prefeito

Levantamento feito pelo Blog do Marcos Dantas – baseado em Caicó, região Seridó – nesta terça-feira (23) chegou à conclusão de que “já temos uma média de 12 pré-candidaturas lançadas à Prefeitura de Caicó”.

Isso mesmo.

E olha que a crise é avassaladora.

Todos se queixam da dificuldade administrativa.

Falta dinheiro para tudo e mais um pouco.

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Deputado diz que crise do Estado tem governador como “sócio”

“Todas as vezes que o governador (Robinson Faria-PSD) fala de herança maldita, está falando dele”. A frase foi pronunciada há poucos minutos pelo deputado estadual oposicionista Kelps Lima (Solidariedade), em sessão na Assembleia Legislativa.

“Ele é sócio desse modelo”, adesivou em seguida.

“A crise do Estado não vem de dois anos para cá”, argumentou o mesmo parlamentar em meio à debate sobre aumento de impostos.

Também acusou o Governo de segurar projeto da previdência complementar, que “não anda aqui na Assembleia”.

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Governador descobre que não pode governar com ufanismo

O governador Robinson Faria (PSD) concedeu entrevista – publicada hoje – ao jornal Tribuna do Norte, que talvez seja divisora de águas entre ficção e realidade, ufanismo e verdade nua e crua.

Disse o que qualquer pessoa relativamente bem-informada, com os pés no chão, sem motivações politiqueiras, paixão ou ódio, sabe há tempos: o estado está literalmente quebrado.

Seu Governo não fará maiores concessões. Servidores públicos, tirem cavalinho da chuva (se chover).

Segundo o governador, por pressão da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), não poderá conceder aumentos salariais este ano.

Para 2016, tudo é uma incógnita também.

Robinson afirmou que a prioridade é pagar salários em dia. Prometeu recompor fundo previdenciário, de onde seu governo tem obtido meios para o milagre do pagamento em dia.

O governador continua otimista. Bom.

Mas parece que acordou para algo imprescindível: a realidade.

Já escrevemos algumas vezes, desde as primeiras semanas da gestão: a administração Robinson Faria sobrevive artificialmente, com recursos do Fundo Previdenciário.

Caso contrário, estaria emborcada, com dois ou  três meses de salários em atraso.

Pior é que não vislumbramos ainda o fim do poço.

O subsolo do fundo do poço é a fase seguinte, se essa erosão não for estancada.

Infelizmente!