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Muitas reputações ainda a serem queimadas

Os mandados de busca e apreensão em endereços de vários figurões da política nacional, entre eles o presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o ministro Henrique Alves (PMDB), voltou a mexer com os alicerces da República.

Enfraquece claramente o PMDB e sobretudo aquelas forças em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Mas ao mesmo tempo pode não poupar esse mesmo governo adiante.

A Operação Lava Jato, origem dessa pandemônio no poder,  promete queimar ainda muitas reputações.

Anote, por favor.

Busca e apreensão chega a Eduardo Cunha e Henrique Alves

O Globo

A Polícia Federal cumpre na manhã desta terça-feira mandado de busca e apreensão na residência oficial do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), em Brasília. A PF também tem ordem de busca e apreensão na casa de Cunha na Barra da Tijuca, no Rio. Também foram realizadas buscas nas residências do deputado federal Aníbal Gomes (PMDB-CE) e do senador Edison Lobão (PMDB-MA).

Também em endereços do ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves e do da Ciência e Tecnologia, Celso Pansera, ambos do PMDB. Agentes da PF também estão a caminho da Câmara dos Deputados.

Eduardo Cunha tem endereços ocupados; Henrique tem busca e apreensão em Natal (Foto: Eduardo Coelho/O Globo)

Estão sendo realizado buscas também na casa do ex-presidente da Transpetro no Ceará, Sérgio Machado, e em escritórios de advocacia e em empresas com contratos com a estatal.

No total, 53 mandados de busca e apreensão em sete processos abertos a partir de inquéritos abertos no STF. Estão sendo cumpridos mandados em Brasília (9), São Paulo (15), Rio de Janeiro (14), Pará (6), Pernambuco (4), Alagoas (2), Ceará (2) e Rio Grande do Norte (1).

As buscas ocorrem na residência de investigados, em seus endereços funcionais, sedes de empresas, em escritórios de advocacia e órgãos públicos.

As medidas decorrem de representações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal nas investigações que tramitam no Supremo. Elas têm como objetivo principal evitar que provas importantes sejam destruídas pelos investigados.

Rio Grande do Norte

Foram autorizadas apreensões de bens que possivelmente foram adquiridos pela prática criminosa.

Os investigados, na medida de suas participações, respondem a crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, entre outros.

São ao todo 9 mandados no Distrito Federal, ainda outros 15 em São Paulo, 14 no Rio, 6 no Pará, 4 em Pernambuco, 3 em Alagoas, 2 no Ceará e 1 no Rio Grande do Norte.

Rua isolada

Em Brasília, dez agentes da PF estão do lado de fora da residência, e outros três carros do Centro de Operações Táticas (COT) isolam a pista que dão acesso à residência oficial de Cunha.

As buscas foram pedidas pelo procurador-geral Rodrigo Janot e autorizadas pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Propina

O procurador-geral pediu as buscas em endereços de Cunha a partir das investigações sobre o envolvimento do deputado em corrupção na Petrobras. Cunha é acusado de receber propina de US$ 5 milhões vinculada da contratação de dois navios-sondas da Samsung Heavy Industries pela Petrobras, um negócio de US$ 1,2 bilhão.

Segundo o blog de Lauro Jardim, trata-se de mais uma fase da operação, desta vez chamada de Catiliária, em referência a uma série de quatro discursos de Cícero, o cônsul romano, proferidos em 63 a.C., contra Catilina, um filho de família nobre que se aliara a comparsas para derrubar o governo republicano e obter riquezas e poder.

Cunha é alvo de três inquéritos na Lava-Jato, já denunciado em um deles.

Veja matéria completa AQUI.

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O intrincado duelo político do impeachment

Em Brasília, o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acatou pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT).

A partir de agora, testemunhamos um intrincado processo político, que terá influência decisiva das ruas.

O Congresso Nacional deverá ser vivamente afetado pelas vozes lá de fora.

A presidente Dilma Rousseff toca uma gestão turbulenta e sob turbulência, com frágil apoio parlamentar e crescente reprovação do povo decepcionado com o conflito entre seus discursos e a prática administrativa.

Seu discurso em contraponto, é gerar uma imagem no inconsciente popular, de confronto pessoal com Cunha, longe do cerne da discussão.

Seu partido, o PT, experimenta do coquetel peçonhento que sempre usou quando estava do outro lado. Quem não lembra da campanha pelo impeachment de Collor de Mello e o “Fora, FHC”?

Agora, tem que se virar.

Resta saber se vai encontrar antídoto a tempo de salvar o poder.

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Eduardo Cunha decide acatar pedido de impeachment de Dilma

Do Congresso em Foco

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que dará início ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff.

Eduardo: impeachment (Foto: Alex Ferreira)

Ele disse que rejeitou 34 pedidos, por não atenderem a diversos requisitos formais e legais, mas encontrou todas essas formalidades cumpridas no segundo pedido de impedimento presidencial assinado pelo jurista Hélio Bicudo – juntamente com outros dois juristas, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal (veja a íntegra).

“Essa decisão é uma decisão de muita reflexão e de muita dificuldade minha de proferi-la. Eu não quis ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista da aceitação de um pedido de impeachment, não era esse o meu objetivo”, disse Eduardo Cunha.

“Como volto a repetir, nunca na história de um mandato houve tantos pedidos de impeachment como neste mandato. Então é uma situação que precisa, de uma certa forma, ser atacada”, comentou Cunha aos jornalistas ao comunicar sua decisão.

Saiba mais AQUI.

Ex-governador diz que Eduardo Cunha é um “psicopata”

Representante da ala rebelde do maior partido da base aliada do Governo Dilma Rousseff (PT), o deputado federal e ex-governador pernambucano Jarbas Vasconcelos (PMDB) deu entrevista ao jornal Folha de São Paulo e, bem ao seu estilo, evitou rodeios.

Vasconcelos é um dos rebeldes do PMDB e diz que Cunha vai cair (Foto: Alan Marques/Folhapress)

Defendeu a saída da presidente, mas deixou claro que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não tem qualquer autoridade moral para conduzir um processo dessa natureza.

Em sua ótica, Cunha é um indivíduo de alta periculosidade, “um psicopata”.

Veja abaixo trechos dessa entrevista:

Veja entrevista na íntegra AQUI.

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Acordo entre patifes

Que comportamento pusilânime de partidos de oposição e Governo, no caso Eduardo Cunha, presidente da Câmara Federal, soterrado por denúncias gravíssimas.

Acordo tácito entre patifes, à preservação do butim.

Grandes partidos e Governo evitam jogar pesado com Cunha, se esquivando de representação contra ele no Conselho de Ética da Casa, que pode levá-lo ao afastamento (veja AQUI).

Essa terra um dia ainda vai cumprir seu ideal.

STF tem três decisões que freiam processos de impeachment

A ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), proferiu uma nova decisão liminar (provisória) nesta terça-feira (13) para suspender o rito definido pelo presidente da Câmara,Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para dar andamento aos pedidos de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff pendentes de análise no Legislativo.

Mais cedo, Weber e Teori Zavascki já haviam concedido outras duas liminares, a pedido de parlamentares governistas, que impediam o andamento dos processos com base no rito definido por Cunha no final de setembro (veja no vídeo abaixo).

Como as decisões foram liminares, o plenário do STF ainda deverá se reunir para decidir sobre o mérito das ações, isto é, se Cunha agiu corretamente ao validar o rito que definiu.

Veja detalhes AQUI.

Dilma sente ausência da massa; esperança vem do esgoto

Mais do que sua base congressual, Dilma Rousseff (PT) perdeu amparo popular.

Dos rincões às metrópoles há desapontamento e revolta.

Divórcio sacramentado.

Dilma não desceu a rampa há mais tempo, porque antagonistas não são moralmente aptos ao seu lugar e ao julgamento de seu Governo.

Tamo frito.

Ela, ainda não.

É justamente essa esqualidez moral de boa parte dos congressistas, com a instabilidade do gosmento Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara Federal, que lhe dá um fio de esperança.

Ao brasileiro talvez não reste nem isso.

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Lobista poderá entregar cúpula do PMDB

Da Folha de São Paulo

Apontado com operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras, o lobista Fernando Soares, o Fernando Baiano, indicou para integrantes do Ministério Público Federal que pode entregar informações sobre a suposta participação de três figuras de peso do partido nos desvios de recursos da estatal.

Folha apurou que ele citou os nomes do presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (RN), e do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ).

Fernando Baiano foi preso na Operação Lava Jato e pode abrir o "bocão" (Foto: Folha)

O lobista também adiantou que tem como fornecer mais elementos sobre o papel de Nestor Cerveró, ex-diretor da área internacional da Petrobras, no esquema.

Embora não tenha detalhado a atuação de trio peemedebista ou de Cerveró, Baiano adiantou que pode contribuir com informações novas. Essa é a condição imposta pelos investigadores para fechar o acordo, que garantiria ao lobista penas atenuadas pelos crimes que cometeu.

As conversas com Baiano começaram há cerca de um mês, em Curitiba, onde o lobista está preso numa cela da Superintendência da Polícia Federal desde novembro de 2014. Só na última semana, ele teve dois encontros com os procuradores.

Apesar de não ter assinado os termos da delação, o que deve ser feito na próxima semana, o acordo está praticamente fechado, segundo fontes ligadas à Policia Federal e à defesa do lobista.

Os maiores entraves aconteceram devido ao tempo de prisão. A defesa queria que, com a colaboração, Baiano saísse imediatamente da cadeia, mas a Procuradoria não cedeu. O mais provável é que ele saia apenas em novembro.

Baiano também tentou a negociar morar fora do Brasil, já que sua mulher tem cidadania americana. O argumento do operador era que gostaria de reconstruir a vida no exterior com a família. Novamente o Ministério Público vetou o pedido.

Procurados

Cunha, Renan e Cerveró já são alvo da Lava Jato. Cunha foi denunciado ao STF (Supremo Tribunal Federal) na semana passada por corrupção e lavagem de dinheiro. Cerveró já foi condenado, também por corrupção e lavagem de dinheiro. Renan é alvo de inquérito em curso no STF.

Procurados, Renan e Henrique Alves informaram que não iriam se pronunciar. O advogado de Eduardo Cunha não retornou os contatos feitos pela reportagem. A assessoria do PMBD afirmou que jamais autorizou quem quer que seja a se apresentar como operador da legenda.

Já Edson Ribeiro, advogado de Nestor Cerveró, disse que informações colhidas em delações premiadas de suspeitos presos em Curitiba não têm qualquer credibilidade. De acordo com ele, esses personagens sofrem terror psicológico e só aceitam falar para se verem livres da carceragem da PF.

Questionado sobre a possibilidade de o ex-diretor da Petrobras se tornar delator, Ribeiro disse que “não haverá delação premiada.

Segundo a Folha apurou, no entanto, a defesa de Cerveró preparou um material volumoso, com 25 anexos, e até o filho do ex-diretor vem acompanhando as reuniões com a Procuradoria. Mesmo assim, as conversas não evoluem, já que os procuradores consideram insuficiente o que ele vem relatando.

O executivo comoveu os companheiros da carceragem por passar a madrugada de quinta ( 27) chorando ao receber a notícia de que sua negociação não estava indo bem. Cerveró recebe todas as semanas a assistência de um psiquiatra.

Henrique não é tão feio assim

A  presidente Dilma Rousseff (PT) deve estar com uma saudade daquelas do ex-presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB) nesse cargo.

Seu substituto, Eduardo Cunha (PMDB), tem-lhe causado os piores transtornos nas últimas semanas. Atormenta ainda mais sua vida e mandato.

Dilma, mais leve, em jantar no Alvorada, conversa com Henrique Alves (Foto: Roberto Stucker)

Promete tocar fogo no “circo”.

Agora ministro do Turismo, Henrique tem sido chamado a intervir nos bastidores, no papel de conciliador. Ele e o vice-presidente Michel Temer.

Segunda-feira (3), num jantar no Palácio da Alvorada, Dilma relaxou um pouco e sorriu numa prosa à parte com o ex-presidente.

Henrique não é tão feio assim, deve ter percebido.

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O poder que Cunha pensa ter não emana dele

O homem-bomba Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara Federal, vai descobrindo, aos poucos, que apesar de muito poder, não é líder de bulhufas, mesmo em tão importante cargo.

Muito político, apesar de experiente, fica inebriado no poder e com o poder.

Acredita, pasme, que o poder emana dele.

Não, gente. É do cargo.

Sacou?

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Um país imerso na lama e sem comando

O “presidente” do Brasil, deputado federal Eduardo Cunha (PMDB), resolveu romper com a presidente de direito – Dilma Rousseff (PT).

Tapem as ventas.

É lama para todos os lados.

Há muito a governante foi ejetada do comando.

Cunha e Renan Calheiros-PMDB (presidente do Senado) dividem o poder.

Ambos, a propósito, como a própria presidente, envoltos com denúncias seriíssimas de corrupção eleitoral ou não.

No campo do Judiciário, não faltam suspeições.

No Tribunal de Contas da União (TCU) aparece gente graúda imersa no pântano.

Do outro lado, na oposição, quase nada inspira confiança.

Que país é esse?

O de sempre, hoje exposto em suas vísceras.

O que virá adiante é hoje difícil de ser previsto.

Ao chutar o pau da barraca ontem, Eduardo Cunha pode ter levado o país, de vez, à queda livre na ribanceira. Consequências são imprevisíveis.

Eis um tempo de gangsterismo político, descrenças nas instituições de Estado, ausência de estadistas e a prosperidade dos partidos-quadrilhas.

O que ocorre em Brasília ressoa nos estados, nos municípios. No RN, de Natal a Bodó. Se está ruim, pode piorar. Espírito público, cadê tu?

Deus nos livre e guarde.

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Deputados são “liberados” para festas de São João

Por Cláudio Humberto (Diário do Poder)

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), cedeu à pressão dos parlamentares do Nordeste e liberou do registro de presença na terça e quarta-feira da próxima semana para poderem “pular o São João” nos seus respectivos estados.

Com a decisão de Cunha, todos os deputados estão livres para faltar às sessões, sem correr o risco de ter os salários cortados.

Não muda nada para continuar do mesmo jeito

Presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), constatou que “a Casa não quer mudar nada”.

Isso digo há anos.

Se mudar mesmo, a maioria não volta.

Posição política compreensível, pois quem mudaria algo para colocar em risco sua sobrevivência política?

Seguimos na mesma, mesmos vícios.

Pobre Brasil.

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Câmara mantém sistema de votação para deputado e vereador

A Câmara decidiu nesta terça-feira (26), ao votar a proposta de reforma política, manter o atual sistema eleitoral para escolha de deputados federais, deputados estaduais e vereadores. A manutenção do sistema proporcional de lista aberta se deu com a rejeição de todas as propostas de modificação do modelo  votadas no plenário, entre as quais o chamado “distritão”, que era a principal bandeira do PMDB.

Eduardo Cunha sofreu derrotas, apesar de manobra em favor do "distritão" (Foto; O Estado de São Paulo)

Pelo sistema atual, mantido pelos deputados, é possível votar tanto no candidato quanto na legenda. Os votos nos candidatos e na legenda são somados e computados como votos para a coligação.

A Justiça então calcula o quociente eleitoral, que é a divisão do número de votos válidos (sem brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa.

Quociente eleitoral

O número de votos de uma coligação divido pelo quociente eleitoral determina quantos parlamentares ela poderá eleger. Se uma coligação conquista, por exemo, três vagas, são eleitos seus três candidatos mais bem votados.

Com isso, pode ocorrer de um candidato com uma quantidade expressiva de votos ajudar a eleger candidatos de sua coligação que tenha tido menos votos que concorrentes de outras coligações.

O PMDB, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e o vice-presidente da República, Michel Temer, trabalhavam pela aprovação do “distritão”, modelo pelo qual os deputados e vereadores seriam escolhidos em eleição majoritária. Seriam eleitos, assim, os candidatos mais votados em cada estado ou município, sem levar em conta os votos para o partido ou a coligação.

Já o PT fechou questão contra a proposta, o que, pelo regimento interno da sigla, significava que os parlamentares que descumprissem a orientação de votar contra o “distritão” poderiam ser punidos internamente ou até ser expulsos do partido. Apesar dos esforços do PMDB pelo “distritão”, o PT acabou vencendo a disputa e a proposta de alteração no sistema eleitoral foi derrubada.

Não ao distritão

Foram registrados 267 votos contra a emenda que instituía o “distritão”, 210 contra e cinco abstenções. Para aprovar a modificação seriam necessários 307 votos favoráveis, já que se trata de uma proposta de emenda à Constituição. Após o anúncio do resultado, alguns parlamentares gritaram: “Não, não, não, não ao distritão”.

Após a derrubada da proposta de “distritão”, o plenário começou a analisar uma emenda de autoria do PDT que estabelecia o chamado “distritão misto”, em que metade dos candidatos seriam escolhidos por eleição majoritária e a outra metade conforme o quociente eleitoral e a posição na lista estabelecida pelos partidos. No entanto, ao perceber que a proposta seria derrotada em plenário, o líder do partido, André Figueiredo (CE), decidiu retirar a emenda.Com isso, Cunha anunciou a manutenção do atual sistema proporcional de lista aberta.

A derrubada do “distritão” foi interpretada por parlamentares como uma “derrota” de Cunha, já que o presidente da Câmara trabalhou pessoalmente pela aprovação do texto. Para o deputado Índio da Costa (PSD-RJ), vários dos votos contrários ao modelo defendido pelo peemedebista foram uma a resposta à decisão de Cunha de levar a reforma política diretamente ao plenário.

Com essa posição, a comissão da reforma política criada pela Câmara especialmente para elaborar uma proposta sobre o tema encerrou os trabalhos sem votar o relatório do deputado Marcelo Castro (PMDB-PI).

Adesão

“Pelo menos uns 30 deputados atuantes que integravam a comissão e que seriam favoráveis ao distritão devem ter votado contra pela decisão de levar o projeto ao plenário”, avaliou Índio da Costa. O presidente da Câmara argumentou que a decisão de votar a reforma política em plenário contou com a adesão da maioria dos líderes.  No entanto, o PT, pequenos partidos e Marcelo Castro criticaram o cancelamento da comissão mista.

Ao discursar contra o projeto, antes do término da votação, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) chegou a citar argumento usado pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), presidente nacional do PSDB, para reforçar a posição do PT.

O partido da presidente Dilma Rousseff e parte dos parlamentares da principal legenda de oposição se uniram na votação pela derrubada do sistema defendido pelos peemedebistas. “Esse sistema acaba com o sistema político. Apenas o Afeganistão e mais outros dois ou três países de pequena importância o adotam. Não por acaso o senador Aécio disse agora que o distritão é o caminho mais rápido para o retrocesso”, afirmou o petista.

Defensor do distritão, o vice-líder do PMDB Danilo Forte (PMDB-CE) argumentou que o modelo valoriza o voto do eleitor. Para dar um novo conceito, para que a população possa se sentir membro participante da reforma política, pelo princípio do voto, seu valor, não temos alternativa senão o distritão. O poder emana do povo e em seu nome será exercido”, discursou.

Em dissonância com a maioria da bancada do PMDB, o deputado Marcelo Castro, que era o relator do projeto de reforma política na comissão especial, divulgou nota com duras críticas ao “distritão”.

“As campanhas ficarão mais caras (com necessidade de mais votos para se eleger), haverá maior influência do poder econômico, haverá uma hiperpersonalização da política, haverá fragmentação partidária ainda maior, a governabilidade será ainda mais difícil (serão 513 entes autônomos sem darem satisfação aos seus partidos) e irá dificultar fortemente a representação de minorias”, afirmou.ou cadastrado.

Saiba mais detalhes AQUI.

Veja também AQUI decisão sobre financiamento de campanha.

Henrique é empossado com ausências de Cunha e Renan

O Globo

Em uma rápida solenidade marcada pela ausência dos peemedebistas Eduardo Cunha, presidente da Câmara, e Renan Calheiros, presidente do Senado, nesta quinta-feira, a presidente Dilma Rousseff deu posse ao ex-deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), no Ministério do Turismo. Ele substituirá Vinicius Lages, apadrinhado de Calheiros.

Sem disfarçar o desconforto com a troca, que atende ao vice-presidente Michel Temer, articulador político do governo, a presidente abriu seu discurso com um “caloroso agradecimento” a Lages.

— Minhas primeiras palavras são de caloroso agradecimento ao ministro Vinicius Lages, pela dedicação, pelo profissionalismo e o engajamento com que atuou. Em seus treze meses no cargo levou o turismo brasileiro a galgar novos patamares. Lages trouxe grande conhecimento técnico sobre a indústria de turismo e, com trabalho intenso, se incorporou perfeitamente ao nosso time. Sem dúvida deixou um legado — afirmou Dilma.

No Congresso

Cunha e Calheiros ficaram no Congresso, onde tinham audiências marcadas anteriormente à solenidade de posse, acertada quarta-feira. A cerimônia não durou 20 minutos. A presidente estava satisfeita com o desempenho de Lages, mas havia negociado o cargo com Temer e prometido que, se Henrique não fosse citado na Operação Lava Jato, iria para o Turismo. O ex-presidente da Câmara esperava a nomeação havia mais de um mês.

No discurso, Dilma também fez um agrado ao novo ministro, dizendo que Henrique foi “parceiro de tantas horas” do Palácio do Planalto, no Congresso Nacional.

— Henrique Eduardo Alves chega ao Ministério do Turismo com várias tarefas e um grande desafio. Estamos a 467 dias dos Jogos Olímpicos e a 510 dias dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. Momento extraordinário para ampliar a importância de nosso país não só como pátria esportiva, mas também como referência internacional e destino turístico. Apesar da descrença de alguns, a Copa de 2014 projetou de forma muito positiva a imagem do turismo brasileiro no resto do mundo e atraiu milhões de cidadãos brasileiros para as 12 cidades-sede. Quase um milhão de estrangeiros circularam no país e aprovaram nossa hospitalidade — disse.

Presidente da Câmara descarta prorrogação de mandato

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), descartou a prorrogação de mandatos para prefeitos e vereadores.

“Não adianta. Qualquer prorrogação é inconstitucional. Não vai ter prorrogação de mandato”, destacou, durante audiência pública na tarde de hoje na Assembleia Legislativa do RN, dentro do programa denominado de  “Câmara Itinerante”.

Ele foi recebido em Natal por diversos políticos.

Teve a companhia, em especial, do senador Garibaldi Filho (PMDB), do deputado federal Walter Alves (PMDB) e do ex-presidente da Câmara Federal Henrique Alves (PMDB).

Outros políticos também prestigiam sua estada na capital, como os deputados federais Fábio Faria (PSD) e Felipe Maia (DEM); prefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) e diversos deputados estaduais.

Há poucos dias, uma polêmica envolveu o presidente da Federação dos Municípios do RN (FEMURN) e prefeito de Mossoró, Francisco José Júnior (PSD), com Henrique, em torno desse assunto.

A Femurn aprontou documento defendendo a prorrogação. Henrique, através de endereço seu no Twitter, foi incisivo: “A chance é zero”.

Com colaboração do Blog Politica em Foco.

 

Presidente da Câmara Federal estará em Natal sexta-feira

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte recebe na próxima sexta-feira (10) o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). O deputado federal vem ao estado para participar do projeto Câmara Itinerante, cujo objetivo é levar os parlamentares a várias cidades do país para debater temas de interesse público e receber demandas da população.

O evento irá promover o debate sobre Reforma Política e Pacto Federativo, temas que vêm sendo abordados pelo projeto em diversas capitais brasileiras. O debate acontece no plenário Clóvis Motta, às 14h30min, e será aberto à participação popular.

O projeto Câmara Itinerante busca popularizar os trabalhos do Legislativo Federal, aproximando os parlamentares da população brasileira e proporcionando o debate das problemáticas locais e nacionais.

Com informações da Assembleia Legislativa.

Renan adia ida de Henrique Alves para Turismo

Do Diário do Poder

Insatisfeito com a perda de influência na Esplanada, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi o responsável por segurar a ida para do ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) para o Ministério do Turismo. Embora a nomeação de Henrique Alves seja considerada certa pelo Palácio do Planalto, o atual ministro do Turismo, Vinícius Lages (PMDB), é um afilhado político de Renan, que ainda não deu o aval para a troca.

Henrique Alves tem endosso de quem o sucedeu na presidência da Câmara (Foto: Dida Sampaio)

Deputado federal por 11 mandatos consecutivos e derrotado na eleição para o governo do Rio Grande do Norte no ano passado, Henrique Alves deve ir para a Esplanada por ser aliado próximo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Mas, para colocá-lo no Turismo e desalojar Lages, Dilma precisa contemplar Calheiros com mais espaço.

O presidente do Senado e seus aliados do PMDB trabalham para emplacar um nome no Ministério da Integração Nacional, pasta com grande capilaridade no Nordeste, mas que hoje é comandada pelo PP, que está enfraquecido por ser a legenda com o maior número de representantes investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no âmbito da Operação Lava Jato.

Lula

Na última quinta-feira (26), Calheiros se reuniu com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo. No encontro, ele queixou-se muito de que falta diálogo ao Planalto com a base e que as negociações com o governo Dilma são pouco objetivas.

No PMDB, é unânime a avaliação de que a legenda não participa do núcleo decisório do Planalto, e que mesmo a criação de uma “coordenação político institucional”, com a presença do vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB, e do ministro peemedebista Eliseu Padilha (Aviação Civil), entre outros, não trouxe melhora na relação com a base.

O anúncio de que Henrique Alves viraria ministro era esperado para a última sexta-feira (27), mesmo dia em que Dilma escolheu seu tesoureiro de campanha, Edinho Silva (PT), para comandar a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e o filósofo Renato Janine Ribeiro para substituir Cid Gomes (PROS) à frente do Ministério da Educação. Mas a nomeação não ocorreu.

Nomeação de Henrique para Turismo emperra novamente

Da coluna Painel (Folha de  São Paulo)

Se correr o bicho pega A ida de Henrique Eduardo Alves para o Ministério do Turismo, pensada para agradar ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pode virar uma nova crise de Dilma Rousseff com o PMDB. O combinado era que Alves seria anunciado junto com Renato Janine no MEC. Mas Dilma resolveu esperar a reação de Renan Calheiros (AL), padrinho do atual ministro.

O Planalto teme que, contrariado, o presidente do Senado vote na semana que vem a renegociação da dívida dos Estados.

Se ficar… O compromisso de nomear Alves nesta sexta-feira tinha sido fechado com o PMDB da Câmara, que estranhou o adiamento.

… o bicho come O Planalto se queixa da dificuldade de “ler” os sinais de Cunha e Renan e acha que já fez várias concessões, que não melhoraram a interlocução.

Enquanto isso Peemedebistas avaliam que a turbulência é boa para os presidentes das duas Casas por desviar o foco das investigações sobre ambos na Lava Jato.