Livro deriva de trabalho de mestrado (Foto: Canal BCS)
Leitura concluída, meu caro padre Charles Lamartine.
O fim de semana e finzinho da noite passada foram também à leitura do seu livro.
“A Igreja corpo de Cristo – Síntese da eclesiologia de Santo Antônio”, da Editora Paulus, chegou-me às mãos com dedicatória já há dias, assinalo.
Porém, só agora foi escaneado por meus olhos atentos.
Oportuno presente, que se diga.
O trabalho deriva de dissertação em mestrado do autor, na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (Itália). Foi lançado no dia 7 de maio desse ano, em ambiente virtual (veja AQUI).
Valeu e vale demais a leitura.
“A alma não pertence a um membro isolado, mas ao todo”.
Muito obrigado.
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Certo amigo meu, até recentemente ateu, me contou acerca de sua conversão.
Disse-me ele que na meia-idade do conhecimento, na qual chegou por caminhos tortuosos, após perambulações de toda a ordem no universo dos livros, deu-se conta que era o momento de fazer um balanço em regra de sua vida passada e fazer um planejamento, mesmo que capenga, para o resto dos seus dias.
Um assunto, em especial, assim pensava ele, clamava por atenção: sua relação com a Fé.
Após esse primeiro ponto firmado, pôs-se a examinar o tema por um viés, digamos assim, oblíquo: entendeu que o importante era pensar acerca do mundo tal qual o estava encontrando, naquele momento. Colocou as mãos à obra.
Em sua procura, olhando para os lados, para trás e em frente, por todos os ângulos, de todas as formas, somente encontrou o horror, a escuridão mais negra, uma história de sangue e dor, excetuando-se um ou outro ponto de luz a sobreviver sabe-se lá como, nem por quê.
Explicou-me fazendo um paralelo: imagine, disse ele, o milagre da sobrevivência da Igreja no auge da Alta Idade Média, após a queda de Roma, quando iniciou o período que os historiadores antigos chamavam de “Idade das Trevas”.
O mundo se transformara, então, em um caos. Mas a Igreja sobreviveu graças aos monges irlandeses, que no silêncio e na solidão de seus monastérios, copistas que eram, crentes integrais, legaram ao futuro a doutrina de Cristo.
É como se hoje em dia vivêssemos um período semelhante. Horror e escuridão, novamente, ou sempre, e o mal lutando com unhas-e-dentes para dominar, para ser hegemônico. Guerras, genocídios, estupros, roubos, torturas, infanticídios… A lista é infindável.
Se há o mal, disse-me ele, à guisa de conclusão, então há o Bem. Se há o Bem, então há Deus.
E, assim, por intermédio dessa estranha conclusão, de forma alguma absurda, ele chegou à Fé.
Deus o tenha.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e Governo do RN
“E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que duvidaste?
(Mateus 14:31)
A crença em algo superior sempre fez parte da alma do homem. Mesmo com o Iluminismo, no qual a racionalidade ganhou autoridade e legitimidade, a fé jamais deixou de fazer parte do coração humano.
Não é tarefa simples conceituar a fé, pois é um ato de íntima ligação com Deus. Sente-se a fé e, através dela, encontra-se a força necessária para enfrentar as batalhas da vida e seguir em frente.
Contudo, a fé pode ser entendida como “um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele. Para prestar esta adesão da fé, são necessários a prévia e concomitante ajuda da graça divina e os interiores auxílios do Espírito Santo, o qual move e converte o coração para Deus, abre os olhos do entendimento, e dá a todos a suavidade em aceitar e crer a verdade”.A palavra fé é derivada do latim. Sua origem é o termo FIDELITAS, que significa adesão, por sua vez, este se originou de FIDELIS, fiel, que se derivou de FIDES, que tem o significado de fé, no sentindo de crença ou confiança.
Para quem acredita em um ser superior, sobretudo, nesse período de pandemia, é importante essa união com o divino, em busca do fortalecimento do espírito.
De toda forma, apesar de muitos não professarem uma religião ou não acreditarem no metafísico, não se observa como absoluta essa dicotomia entre razão e fé, pois essa pode ser vista além da perspectiva divina. Existe a fé na própria natureza humana, bem como em dias melhores, ou seja, existe uma força motriz que nos faz acreditar em algo que desejamos.
Aliás, o pensamento tomista, ou seja, de Santo Tomás de Aquino, procurou compatibilizar essas duas perspectivas humanas.
Dante, na Divina Comédia, descreve a fé como uma “centelha que se expande depois em viva chama e, como estrela no céu, em mim cintila”.
Em sua Carta Encíclica sobre a fé, Lumen Fidei (luz da fé), o Papa Francisco ensina-nos que: “A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho”.
Mesmo diante da fé, não há como fugir a algumas indagações: como será o mundo pós-pandemia? O mundo voltará à normalidade?
Ressalte-se que, segundo alguns, o mundo terá que adotar com um “novo normal”. Isto é, as relações pessoais, sociais e econômicas conceberão uma nova convivência social, a fim de garantir a nossa sobrevivência.
Ou, talvez, esse exercício de futurologia não seja a melhor opção. Como diz a colunista Lucília Diniz, “não acredito que seja hora de ficar imaginando o nosso futuro. É um exercício meio inútil, porque o futuro, tal como o passado, não existe de fato, a não ser em nossa cabeça: o passado na forma de memória, o futuro como projeção. Tudo o que temos, de verdade, é o presente”.
Assim, viver o hoje, sem dúvida, é o que vale a pena.
Desse modo, apesar de toda a incerteza do porvir, deixo como alento as palavras do Papa Francisco: “Urge recuperar o caráter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor”.
Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça
Os testemunhos de fé e devoção à Santa Luzia – Padroeira de Mossoró – têm como ápice a tradicional Procissão do dia 13 de dezembro (nessa sexta-feira). Em sua reta final, a Festa de Santa Luzia 2019 reunirá, novamente, milhares de fiéis em seu cortejo religioso. A expectativa é de que mais de 150 mil pessoas acompanhem a Procissão.
Neste ano, a Festa teve como tema “A Igreja de Cristo em missão no mundo” e lema“É certo que nós próprios precisamos de missionários, mas devemos dar de nossa pobreza” (Puebla, 368).
A procissão é o momento mais emblemático da programação festiva em torno da padroeira (Foto: divulgação)
Pela segunda vez, o ponto de partida da Procissão será o Mosteiro de Santa Clara, no bairro Dom Jaime Câmara, com saída marcada para as 17h. Em 2012, a Avenida Presidente Dutra foi tomada devotos de Santa Luzia. Neste ano, a Procissão promete repetir o espetáculo de fé e emocionar os fiéis.
Com um percurso de cerca de 5 km, a Procissão sairá do Mosteiro de Santa Clara, na Rua Herondina Cavalcante Dantas e seguirá pela Avenida Presidente Dutra com destino à Catedral de Santa Luzia. Todo o trajeto contará com segurança da Polícia Militar e Polícia de Trânsito, além de ambulâncias.
A comissão da Festa alerta aos pais que tenham cuidado com as crianças para evitar que elas se percam. O encerramento da festa contará com Benção do Santíssimo, discurso de autoridades da Igreja e descerramento das bandeiras. Ainda haverá o grande Sorteio de Prêmios.
A Procissão em honra à Padroeira de Mossoró, marca o encerramento de um intenso trabalho missionário, que envolveu mais de 1.000 voluntários sob a coordenação do vigário-geral da Diocese, Pe. Flávio Augusto. Foram realizadas inúmeras visitas, peregrinações, eventos sociais, eventos esportivos e celebrações.
Comércio
Órgãos públicos não terão expediente nesta sexta-feira, com exceção de serviços essenciais, como hospitais e polícia. O comércio de Mossoró funcionará com horário especial, das 8h às 15h. A abertura das lojas do Centro da cidade é opcional, conforme acordo coletivo entre comerciários e empresários.
Mobilidade
Para facilitar o acesso dos fiéis, no dia 13 de dezembro, a empresa de transporte coletivo que opera em Mossoró, Cidade do Sol, fará trajetos especiais de várias regiões da cidade com destino ao Mosteiro de Santa Clara, ponto de partida da procissão. A Paróquia de Santa Luzia orienta os motoristas a estacionarem seus carros no Centro e seguirem de ônibus ou táxi até o início da Procissão.
A partir do meio-dia, os agentes de trânsito estarão promovendo a “Operação Varredura”, na Avenida Presidente Dutra, identificando e retirando os veículos que estejam estacionados no trajeto da Procissão de Santa Luzia. A partir das 14h, haverá a interdição total da avenida Presidente Dutra, sendo permitido apenas o tráfego de ônibus, táxis e mototáxis.
Romeiros
A acolhida dos romeiros que vêm em caravanas de várias cidades do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos, especialmente do Ceará, ocorrerá a partir das 5h, na Escola de Artes de Mossoró.
Romeiros serão recebidos (Foto: divulgação)
A expectativa é de que o número de romeiros seja em torno de 2.500 pessoas. Um café da manhã será servido aos romeiros, das 7h às 8h30.
Por volta do meio-dia, o bispo diocesano Dom Mariano Manzana irá à Escola de Artes fazer a bênção dos alimentos e em seguida será servido o almoço.
Celebrações
Serão celebradas sete missas no dia da Padroeira. A primeira será celebrada de 2h, com a chegada da Procissão da Luz, na Matriz de São Manoel.
Na Catedral serão celebradas missas às 5h, 6h30, 8h, 10h (Missa Solene da Festa, presidida pelo Bispo Dom Mariano Manzana) e 14h. A última missa será celebrada às 15h30, no Mosteiro de Santa Clara.
Missas
2h – Missa na Igreja Matriz de São Manoel (após a Procissão da Luz)
5h – Missa na Catedral de Santa Luzia
6h30 – Missa na Catedral de Santa Luzia
8h – Missa na Catedral de Santa Luzia
10h – Missa Solene (Presidida por Dom Mariano Manzana – Catedral de Santa Luzia)
14h– Missa (Catedral de Santa Luzia)
15h30 – Missa no Santuário de Santa Clara
17h – Procissão de Encerramento com saída da imagem de Santa Luzia do Santuário de Santa Clara, no bairro Dom Jaime, até à Catedral
– Solenidade de Encerramento.
Cobertura
Acompanhe a cobertura da procissão pela Rádio Rural de Mossoró – AM -990 KHZ e FM 105. A TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom) também transmitirá evento pelo seu Canal 10, além Além da internet, pelo endereço www.tcm10hd.com.br.
A 10ª Pedalada da Luz deve reunir aproximadamente 300 participantes na manhã do próximo domingo (01/12) num percurso de 8,1 km pelas principais ruas de Mossoró a partir das 7h da manhã.
Os ciclistas irão sair da Catedral de Santa Luzia e passarão por ruas e avenidas como a Mário Negócio, Leste-Oeste, Melo Franco, Dr. João Marcelino, João da Escóssia, Princesa Isabel, Santos Dumont, entre outras, até voltar à praça Antônio Vigário Joaquim, no Centro da cidade.
Pedalada no ano passado reuniu expressivo número de participantes em todo percurso (Foto: divulgação)
Ao longo do percurso, sempre acompanhados de batedores e com o apoio da Guarda de Trânsito de Mossoró, serão feitas três paradas para oração: Centro de Oncologia de Mossoró, Supermercado Cidade Alternativo (ao lado do cemitério) e Posto Mais (Centro).
O acesso à pedalada será feito mediante inscrição com aquisição de camiseta no valor de R$ 25,00. As vendas estão sendo realizadas na Lojinha de Santa Luzia, no Largo Monsenhor Huberto Bruening, ao lado da Catedral.
A Pedalada da Luz e o Abraço a Cidade (com a visita da imagem a todas as capelas de Mossoró) são dois dos eventos que abrem no domingo o primeiro dia oficial das festividades de Santa Luzia.
À noite, às 18h, o bispo Diocesano, dom Mariano Manzana, celebra a missa de abertura da festa no Adro da Catedral seguido das solenidades oficiais.
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Vai até o próximo dia 24, em Assu, a Exposição de Oratórios.
Fica aberta ao público entre 9 e 12 horas e de 19 às 22h30
A iniciativa faz parte dos festejos em torno de São João, padroeiro do município, que chega aos seus 293 anos.
Cultura de oratórios está ainda muito forte no município e no Nordeste devido religiosidade (Roberto Meira)
As peças estão à mostra no Cine Teatro Pedro Amorim, reunindo esse tipo de sacrário que representa bem a religiosidade da região.
A coleção faz parte de acervo de particulares e muitos têm dezenas de anos ou mesmo existência mais do que secular. Cada um tem um pequeno registro histórico para melhor conhecimento dos visitantes.
Idealizador da exposição, o diretor executivo do Pedro Amorim, Marcos Henrique, lembra que pela primeira vez a programação da festa promove evento com esse perfil. Tem apoio da municipalidade – através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura.
Cine Teatro Pedro Amorim recebe acervo desde o último dia 15 para visitação (Foto: Roberto Meia)
Os oratórios surgiram na Europa em plena Idade Média e essa cultura religiosa foi transplantada para o Brasil com a colonização portuguesa. Até hoje é uma tradição mantida principalmente na região Nordeste.
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Vereadores não reeleitos, em Mossoró, acreditam que serão premiados com indicação de empregos em criação de Agência Mossoroense de Regulação de Serviços Públicos (AMR) – conheça projeto AQUI e AQUI).
Tenham fé!
Esvaziamento paralisou mais uma vez sessão do Legislativo de Mossoró (Foto: Blog do Tio Colorau)
Sessão de hoje na Casa (como Blog já afirmara AQUI) ferve e terá consequências à próxima gestão.
Bancada do prefeito Francisco José Júnior (PSD) quer aprovação da matéria; oposição tenta obstruir seu andamento.
P.S – (11h52) – Oposicionistas bateram em retirada do plenário, tornando inviável a sequência da sessão. Mais uma vez, que se diga. Semana passada a estratégia tinha sido desencadeada.
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Algumas denominações evangélicas de Mossoró discutem, internamente, a apresentação de um nome para ser candidato a vice, em chapa a ser encabeçada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).
O prefeito, pré-candidato à reeleição, espera atrair maciçamente o voto do eleitor evangélico com essa escolha.
Noutra frente, há poucas semanas ele garantiu que vai construir o Santuário de Santa Luzia no alto da Serra Mossoró, com recursos de um empresário pernambucano.
Por falta de fé ele não deixará de ser reeleito.
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