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Rosadismo oficializa apoio à pré-candidatura de Lawrence Amorim

Nicó, Sandra, Lawrence, Larissa e Omar na Frente Ampla de oposição (Foto: PSDB Divulgação)
Nicó, Sandra, Lawrence, Larissa e Omar na Frente Ampla de oposição (Foto: PSDB Divulgação)

A pré-candidatura a prefeito de Mossoró do presidente da Câmara Municipal, Lawrence Amorim (PSDB), recebeu reforço do grupo Rosado, liderado pela ex-deputada federal Sandra Rosado (PSB) e pela ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Reforço em nome do PSB, dirigido no estado pela própria Larissa Rosado.

Sandra e Larissa reuniram filiados e aliados à noite dessa quarta-feira quarta-feira (3), no Érika Buffet, bairro Santo Antônio. O encontro também contou com representantes dos demais partidos da “Frente Ampla”, movimento de oposição que reúne ainda PT, PV e PCdoB da Frente Brasil da Esperança, o Cidadania e o próprio PSDB local, presidido pela bioquímica Fátima Tereza, mulher de Lawrence.

O PSB não terá candidaturas à vereança e provavelmente não fará parte da chapa majoritária. Porém, oferece ampla experiência do rosadismo em campanhas, ao longo de várias décadas. Além disso, mais tempo à propaganda eleitoral em rádio e televisão.

Afinidade com rosadismo

A presidente do PSB no RN disse que o partido tomou a decisão, de forma unânime, após duas reuniões internas. Classificou Lawrence como corajoso por não temer enfrentar o poder, observando, contudo, que “mais poderoso é povo, principalmente quem não tem acesso à consulta médica, a exames e ao filho na educação infantil.”

Ex-prefeita de Mossoró, ex-deputada estadual e federal, Sandra Rosado disse que o momento é histórico, rememorou ensinamentos de Eduardo Campos (líder do partido, falecido há dez anos) e ressaltou antiga afinidade política com Lawrence, que a apoiou duas vezes à Câmara dos Deputados.

Mossoró de todos

Lawrence agradeceu o apoio do PSB, o qual saudou como grande partido. Destacou o reforço da legenda à Frente Ampla de oposição, para a qual, segundo ele, “partidos estão chegando, priorizando o que não se vê hoje: diálogo e respeito”. Paralelamente, disse que essas legendas começam a construir plano de governo, com ideias de todas as siglas partidárias, focando numa “Mossoró de todos.”

A vereadora Marleide Cunha (PT) defendeu a união de forças e bradou: “Vamos dar um basta do que está acontecendo em Mossoró, uma pessoa se achar maior que as instituições. Dia 6 de outubro, vamos dar um basta às mentiras e colocar democraticamente quem vai ouvir as pessoas e atender o povo”, acrescentou a parlamentar, pré-candidata à reeleição, numa referência ao prefeito Allyson Bezerra (UB).

Ao lado de Lawrence, Larissa enfatizou a "coragem" dele em enfrentar disputa (Foto: PSDB Divulgação)
Ao lado de Lawrence, Larissa enfatizou a “coragem” dele em enfrentar disputa (Foto: PSDB Divulgação)

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Outros representantes das siglas da Frente Ampla prestigiaram o anúncio, como Nicó Fernandes do Cidadania e Renan Nogueira do Partido Verde (PV), além dos vereadores Omar Nogueira (PV) e Pablo Aires (PV).

Presidente do PT local, a deputada estadual Isolda Dantas justificou ausência, comunicando que cumpria compromissos parlamentares em Natal.

PT escolhe Lawrence a prefeito, poupa bolsonarismo e ataca Allyson

Isolda, militantes e filiados treinam apoio fazendo o "L" de Lawrence (Foto: divulgação)
Isolda, militantes e filiados treinam apoio fazendo o “L” de Lawrence (Foto: divulgação)

Como estava decidido há vários meses, mas sendo protelado até aqui, a presidente local do PT e deputada estadual Isolda Dantas (PT) informou: não será novamente candidata à Prefeitura de Mossoró. Em plenária bastante tensa do PT ocorrida à manhã deste sábado (15), no Hotel VillaOeste, foi anunciado apoio partidário ao pré-candidato Lawrence Amorim (PSDB).

Sobre a plenária e suas deliberações, o PT de Mossoró informou em comunicado oficial que vai pleitear espaço como vice na chapa de Lawrence Amorim (atual presidente da Câmara Municipal), o que não está garantido. Porém, defende de antemão a montagem de uma Frente Ampla de oposição.

Na mesma nota, poupou a pré-candidatura bolsonarista do ex-vereador Genivan Vale (PL) e atacou o prefeito Allyson Bezerra (UB), descrito como a cara da “nova extrema-direita e contrário aos interesses da classe trabalhadora e à transformação liderada pelo presidente Lula (PT), governadora Fátima Bezerra (PT) e o PT.”

Para o partido, a campanha é contra o prefeito “responsável pela precarização dos direitos dos servidores, desmonte das políticas culturais, descaso com a saúde da população, abandono dos bairros periféricos, enfraquecimento das instâncias democráticas e participação social do município”.

Logo após a reunião partidária, militantes e filiados favoráveis à escolha posaram para fotos. Todos formaram com os dedos indicador e polegar a letra “L”, alusão a Lawrence Amorim.

Depois traremos mais detalhes dos bastidores, com informações exclusivas.

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Pré-candidato, Lawrence quer juntar Isolda, Rosalba e bolsonarismo

Anunciado oficialmente como pré-candidato a prefeito de Mossoró nesta sexta-feira (10), o presidente da Câmara Muncipal, Lawrence Amorim (PSDB), não quer perder tempo. Já tem como uma de suas metas, articular palanque com o PT da deputada estadual Isolda Dantas, a ex-prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o bolsonarismo.

Segundo Amorim declarou ao Blog Thaísa Galvão, todos os adversários da gestão do prefeito Allyson Bezerra (UB) vão ser contactados para montagem de plataforma conjunta de oposição, mesmo aqueles já com pré-candidaturas lançadas, como é o caso do PL, com o nome do ex-vereador Genivan Vale.

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Entenda o porquê de Natália Bonavides se apresentar, ‘logo’, à prefeitura

Causou surpresa a muita gente o anúncio no sábado (11), em Natal – veja AQUI, em reunião do Diretório Municipal do PT, do nome da deputada federal Natália Bonavides (PT) como pré-candidata à sucessão natalense 2024. Por que ainda tão distante do pleito, ela apresentou-se à disputa?

Natália finca bandeira e fecha porta a 'companheiros' de palanque no ano passado. Agora é PT, PT, PT (Foto: redes sociais)
Natália finca bandeira e fecha porta a ‘companheiros’ de palanque no ano passado. Agora é PT, PT, PT (Foto: redes sociais)

A explicação começa por Brasília e o novo inquilino do Palácio do Planalto, o presidente Lula (PT). Ele e seu partido querem retomar forças e ampliar representatividade partidária nos estados, além do próprio Congresso Nacional.

No RN, por exemplo, Natal e Mossoró seguem inexpugnáveis em 43 anos de história da legenda. Nunca o partido fez um prefeito nas duas comunas.

Agora, é prioridade a ocupação dos executivos nos maiores colégios eleitorais do estado. E existem meios e nomes com vigor, consideram.

Fechando a porta

Natália Bonavides ao se ‘antecipar’, também fecha a porta a postulantes aliados do partido no pleito do ano passado, em torno das candidaturas vitoriosas da governadora reeleita Fátima Bezerra (PT) e de Lula. Casos dos ex-candidatos ao Senado Carlos Eduardo Alves (PDT) e Rafael Motta (PSB).

O PT não abre e não abrirá mão da cabeça de chapa. Natália fincou bandeira. Marcou posição. Fechou a porta, sejamos claros.

A construção semântica da “Frente Ampla” que Lula resgatou 56 anos depois, na política brasileira, põe-se ainda de pé no imaginário e noticiário político. Sobretudo, pela necessidade extrema do governo petista em conseguir grande maioria na Câmara dos Deputados e Senado e o anseios dos seus signatários, na ocupação de espaços no governo.

Contudo, na prática é PT, PT, PT a prioridade máxima de Lula e sua legenda. Ocupar prefeitura em capitais e municípios estratégicos do país é um foco muito acima da ideia nuclear da Frente Ampla de 2022, pregada por Lula como reunião de diferenças forças partidárias e ideológicas, em nome da democracia. Tudo contra o ‘mito’ Jair Bolsonaro (PL).

Agora, é PT, PT, PT. No caso do solo potiguar, Natal e Mossoró são focos preferenciais.

História

A Frente Ampla surgiu no Brasil como articulação política democrática, suprapartidária e interideológica em 1966, quando regime militar começava a recrudescer. Carlos Lacerda, um dos estimuladores do movimento ditatorial, costurou diálogo com adversários históricos: os ex-presidente João Goulart (o “Jango”) e Juscelino Kubistchek.

Renato Acher (representante de JK), Jango e Lacerda: costuras que não vingaram (Foto: Memória da Democracia)
Renato Acher (representante de JK), Jango e Lacerda: costuras que não vingaram (Foto: Memória da Democracia)

Porém, a luta pela redemocratização e reforma partidária, suas prioridades, com realização de novas eleições livres, não prosperou. Lacerda teve seus direitos políticos cassados e foi preso, JK chegou a se exilar em Portugal, o mesmo acontecendo em relação a Jango, mas no Uruguai, até sua morte em 1976.

A Frente Ampla, versão Lula, serviu muito a si e à sua sigla, mas deverá se dissipar nos próximos meses, com chegada de novos atores e partidos. Alguns – ou muitos -, que se diga, ex-bolsonaristas. O tamanho tende a dissipá-la. O jogo agora é outro.

Ainda tivemos movimento parecido, porém com outras características e bem mais alargado e com base popular maciça, na luta pelas “Diretas, já”. Teve início em março de 1983, com objetivo da retomada das eleições diretas a presidente no país, o que só aconteceu em 1989.

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Setores do PT fazem pressão temendo crescimento de Simone Tebet

O programa Fantástico da Rede Globo de Televisão dedicou nesse domingo (20) – veja AQUI – longos minutos em reportagem especial dedicada ao perfil da senadora Simone Tebet (MDB-MT). A superexposição só reforça incômodo que sua presença e luz própria provocam em nomes influentes do PT.

Simone teve espaço privilegiado no Fantástico, quando destacou importância da Frente Ampla (Reprodução do Canal BCS)
Simone teve espaço privilegiado no Fantástico, quando destacou importância da Frente Ampla (Reprodução do Canal BCS)

A chamada Grande Imprensa começa a noticiar dificuldades até mesmo para ela ocupar espaço ministerial, como já aventado pelo presidente eleito Lula (PT).

“A composição do governo começa a gerar atritos em quem já pensa nas eleições de 2026. Setores no PT são contra a nomeação da senadora Simone Tebet, que participou ativamente da campanha de Lula no segundo turno, para o Ministério do Desenvolvimento Social (atual Cidadania)”, registra O Globo nesta segunda-feira (21).

O temor é que Tebet agigante-se e ganhe capilaridade social por todo o país, haja vista ser essa a pasta controladora de uma máquina de fazer votos: o Auxílio Brasil, que vai voltar a se chamar Bolsa Família. Tebet, por sua vez, não teria interesse nas pastas da Agricultura e da Educação.

A chamada “Frente Ampla”, consórcio suprapartidário denominado por Lula, que lhe deu apoio na campanha, será um balaio de gatos na luta por espaços e de olho nas futuras eleições.

Leia também: Não teremos um governo petista.

Nota do Canal BCS – O PT, por sua natureza, adora apoio e tem profunda dificuldade em conviver com nomes e aliados que possam lhe eclipsar. Compreensível. Mas, Lula sabe que não venceria só e não governará sozinho, apenas com os companheiros barbados, ‘devotos’ e envelhecidos. O próprio resultado das urnas mostrou isso.

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Frente Ampla é a única chance de vitória da oposição em 2020

Por Gutemberg Dias

A oposição em Mossoró tem tudo para fazer um gol de placa nas próximas eleições. Mas, a lentidão em se tomar uma decisão quanto a convergência num projeto único que, aparentemente é claro para todos, está, digamos assim, longe de acontecer.

Eu enquanto pré-candidato a prefeito de Mossoró pelo PCdoB, venho de entrevista em entrevista, de conversa em conversa com os outros pré-candidatos, mantendo a ladainha que a oposição dividida garante a reeleição da atual prefeita. O povo que quer uma mudança na gestão local já viu isso e propaga pelos quatro cantos essa mesma certeza.Estamos preste a entrar no ano eleitoral. E ao entrarmos em 2020, a efervescência política tende a dar aos pré-candidatos mais gás e, como sempre acontece, a racionalidade dá lugar a emoção e depois disso não preciso contar a história. Cada um será impreterivelmente o prefeito ou prefeita da cidade.

Temos personalidades fortes no âmbito da oposição com vistas a disputa da prefeitura. Personagens que tem capital eleitoral, mandatos e o desejo de mudar a forma de administrar essa cidade. Mas, é importante que entendam ou entendamos que só isso não será suficiente para garantir uma vitória nas urnas.

Por isso que continuo acreditando que a unificação da oposição num único projeto é a melhor resposta que podemos dar ao povo de Mossoró que quer ver a mudança real.

Dizem que a esperança é a única que morre. Continuo com ela muito viva dentro de mim. Mas, o tempo começa a ficar curto. Digo isso, com muita tranquilidade, pois sei que qualquer um que possa representar a oposição, não logrará êxito algum se for posto nessa tarefa aos 45 minutos do segundo tempo como é de praxe nesses projetos aqui na nossa cidade.

Se realmente, nós que fazermos a oposição, quisermos ocupar o poder central em Mossoró, temos que decidir pela unificação o quanto antes. Caso contrário cada um de nós que enveredar por seguir o sonho solitário de disputar a prefeitura em faixa própria, será um grande apoiador da reeleição da atual prefeita.

Faço um chamamento para construímos o mais rápido possível essa Frente Ampla e na sequência decidir o nome que irá enfrentar o pleito eleitoral capitaneando, dessa forma, esse projeto. Não dá mais para só tirarmos fotos, elas são necessárias, principalmente quando estivermos nas ruas apresentando nosso projeto de mudança para o povo de nossa cidade.

Nesse momento precisamos de fatos concretos.

Agora é hora de centrar esforço na unificação e na construção de um projeto para Mossoró que tenha a contribuição dos partidos e da sociedade. Projeto que precisa pensar a modernização da estrutura administrativa, a redução dos custos, a forma de cuidar dos servidores, como melhorar os serviços essenciais (saúde, educação e desenvolvimento social), bem como, transformar Mossoró numa cidade inteligente e sustentável.

Volto a repetir. Eu acredito que se estivermos unidos iremos ganhar as eleições de 2020 no âmbito do município e, certamente, pela qualidade dos quadros que essa Frente Ampla dispõe, será possível montar uma equipe técnica para administrar Mossoró capaz de mudar o rumo dessa tão rica cidade.

Que venha a unificação e a Frente Ampla.

Gutemberg Dias é empresário, professor e pré-candidato a prefeito de Mossoró pelo PCdoB.