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Desabafo mostra drama para realização de um parto

Prezado Carlos Santos,

Sou um leitor assíduo do seu Blog, gosto de como relata os fatos e como expressa suas opiniões.

No último dia 11 me alegrei bastante com o seu relato do atendimento na UPA Belo Horizonte (veja AQUI), apesar de que em todos os órgãos públicos deveríamos ser bem atendidos. Mas hoje me deparo com uma situação totalmente inversa.

Meu irmão, agora há pouco, correndo com sua esposa em trabalho de parto para o Hospital da Mulher, e ao chegar lá falaram que não tem atendimento pelo SUS.

Para nascer em Mossoró é caro. Ele tem que pagar 5 mil reais lá mesmo, e sugeriram pra ele outras opções. A criança poderia nascer em Russas (CE) ou ele poderia ficar devendo a um vereador o nascimento do filho e conseguir um documento na prefeitura que autorizaria o parto.

Vejo que a UPA/BH é exceção à regra.

Sem mais me despeço, o agradecendo pelo espaço para o desabafo.

Marcos Medeiros

Nota do Blog – Lamentável o que você relata, Marcos.

E olha que durante cerca de oito anos houve uma política de Saúde Pública da prefeitura, que objetivava fechar a Maternidade Almeida Castro, que realiza cerca de 600 partos por mês, um crime hediondo.

Ainda bem que esses facínoras não conseguiram seu intento, mas certamente provocaram muitas dores e mortes, de fazer inveja a Herodes.

Precisamos reagir, precisamos descruzar os braços.

Esse não é um problema apenas do seu irmão, esposa e demais familiares. É um caso de polícia, de interesse público, de todos nós. Mantenha-nos informados. Denuncie o caso formalmente ao Ministério Público e à Ouvidoria do Sus.

P.S – (15h de 14 de Agosto de 2014) – Sr. Carlos Santos, gostaria de fazer uma pequena correção ao depoimento/desabafo do Sr. Marcos Medeiros.

No Hospital da Mulher não se pode cobrar nada pois só fazemos atendimento pelo SUS. Acredito que o que foi explicado à ele, e ele na angústia do não atendimento, entendeu de forma errada.

Em decorrência do fechamento da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), a demanda no Hospital da Mulher aumentou consideravelmente, ocasionando assim uma superlotação. Hj todos os nossos leitos estão ocupados, por isso as gestantes de baixa e média complexidade, os médicos estão orientando a procurarem outros serviços, por não termos como acomodá-las.

É necessário que haja uma correção na informação, para não veicular uma informação deturpada. Obrigado.

Josodete Soares

Rosalba apresenta pauta de recursos para ministro da Saúde

Reunião ensejou apresentação de pauta importante para o estado (FOTO: Rodolfo Stukert)

A Governadora Rosalba Ciarlini (DEM) se reuniu nesta quarta-feira (14), em Brasília, com o Ministro da Saúde, Arthur Chioro, para pleitear a análise e agilização nos trâmites de alguns processos referentes à Saúde Pública do Rio Grande do Norte. São pleitos que estão aguardando aprovação pelo Ministério da Saúde.

Acompanharam a Chefe do Executivo potiguar o secretário estadual de Saúde (SESAP), Luiz Roberto Fonseca, o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves (PMDB), e o Deputado Federal Betinho Rosado (PP).

Durante o encontro, a Governadora repassou às mãos do Ministro da Saúde o Plano Quadrimestral da Sesap, que descreve as metas do Governo do Estado para a Saúde Pública e apresentou uma síntese das ações realizadas em sua gestão.

Outro assunto tratado na reunião foram os ajustes no recebimento da contrapartida do Governo Federal para manter o atendimento aos usuários do SUS no Hospital da Mulher, em Mossoró. A unidade hospitalar é considerada de extrema importância para a região oeste e alto oeste do estado na assistência materno infantil.

A audiência serviu para pleitear a recomposição do teto financeiro do estado, além da ampliação da rede de oncologia com a habilitação de Unidades de Assistência de Alta Complexidade (Unacon) em Natal e Mossoró.

“Na área da oncologia, onde se realizam procedimentos de quimioterapia e radioterapia, o Governo do RN viabilizou com recursos próprios a compra de dois aceleradores lineares (aparelhos de radioterapia) que custaram em torno de R$ 6 milhões, sendo um para a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer e outro para a Liga Norte-Rio-Grandense Contra o Câncer (Natal) e vem mantendo sozinho esta assistência para o tratamento do câncer no estado”, ressalta a Governadora.

Entre os processos em tramitação no Ministério da Saúde estão: a habilitação de 17 leitos de UTI Neonatal em Natal (Hospital Varela Santiago e Hospital Santa Catarina) e Mossoró (Hospital da Mulher e Casa de Saúde Dix-Sept Rosado); a habilitação de 23 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) Canguru em Mossoró (Hospital da Mulher e Casa de Saúde Dix-Sept Rosado); renovação da pactuação da cardiologia infantil; a habilitação do Hospital da Mulher como unidade de referência para gestação de alto risco; habilitação e qualificação de 5 ambulâncias do Samu 192/RN, que permitirá ativar mais uma Unidade de Suporte Avançado (USA) no Seridó, além de questões relativas às redes de urgência e emergência, atenção à saúde mental, rede Cegonha e cuidados oncológicos.

Com informações da Assessoria de Imprensa do Governo do Estado.

Hospital da Mulher é um desastre nas mãos do Governo do RN

Por Cézar Alves

Hospital da Mulher (Mossoró) nesta terça, 15, não tinha copos, luvas, furosemida, gazes, equipamentos de soro, sonda de aspiração, etc, etc, etc.

A história chegou na Secretaria Municipal da Saúde, que imediatamente pediu um levantamento das necessidades para emprestar material.

O Governo foi mais do que desastroso com o Hospital da Mulher em Mossoro.

Primeiro, fez uma grande fraude para contratar a Associação Marca, que deixou como marca o rombo de R$ 8,4 milhões nos cofres públicos.

Depois, o Governo contratou o Inasa, outro desastre. Enfim, assumiu e está ainda mais desastroso.

Hospital da Mulher fica sem UTI e médicos sem pagamento

Os médicos da UTI adulto do “Hospital da Mulher Parteira Maria Correia” – em Mossoró – aguardam seu pagamento. O Governo do Estado não os pagou e sequer deu satisfação.

Desde dia 1º de março que a UTI adulto (ou materna) dessa unidade hospitalar está sem funcionar.

Parece que não é prioridade.

E ninguém abre a boca pra nada.

Afinal, o Carnaval é mais importante.

O Governo do Estado até criou as figuras do Rei e Rainha estaduais da folia este ano, para garantir que seus súditos tenham direito a uma monarquia festiva.

Um odisseia para o direito de nascer no RN

Carlos Santos,

Este fim de semana pude ver realmente o quanto a saúde dos municípios e do nosso estado é deficiente.

No último sábado por volta das 5:30hs da manhã recebi uma ligação de um grande amigo meu que reside na linda Serra de Martins solicitando que eu fosse até o Hospital da Mulher saber como estava sua filha, porque a mesma tinha vindo dar a luz aqui na nossa cidade.

Ao conversar com a esposa do mesmo já no hospital, pude entender o porquê de sair de tão para dar a luz.

Ela me relatou que foi uma verdadeira odisseia, pois sua filha de apenas 15 anos de idade (gravidez de risco) começou a sentir contrações por volta de meia noite da sexta, então chamaram uma ambulância e foram para maternidade da cidade de Martins.Chegando lá não havia obstetra e encaminharam para a cidade Pau dos Ferros, mas lá também não havia.

Seguiram para cidade de Caraúbas e disseram que o obstetra tinha pedido demissão naquele dia e foram orientados a irem a cidade Apodi.

Mas lá também não havia médicos e enfim mandaram para Mossoró.

Chegaram a Mossoró as 6:00hs e ouviram ainda que talvez não houvesse vagas, mas graças a misericordia de Deus, surgiu uma. Ela chegou às 6:00hs e às 6:15hs deu a luz a uma linda criança, não deu tempo nem do médico fazer qualquer tipo de exame.

Se ela não tivesse condições de nascer normal?

Teria morrido em meio as estradas?

Fico muito triste com tamanho descaso, e pelo andar da carruagem vamos ter que recorrer às parteiras.

agradeço o espaço para o desabafo.

Marcel Robson

Nota do Blog – Que benção a chegada dessa criança. Uma odisseia.

Emociona seu relato, ao mesmo tempo que me entristece saber que esse tipo de situação é algo corriqueiro e nem todos os bebês conseguem igual sorte.

Saúde e paz para essa mamãe e sua criança.

 

Hospital da Mulher terá aviso prévio em massa

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia viverá sob intervenção em seu contrato de terceirização até o final do próximo mês, precisamente dia 28 de outubro. A partir daí, o Governo do Estado terá que se virar para tocá-lo.

O Governo do Estado passará a assumir diretamente a gestão do empreendimento, que é marcado pela roubalheira mesmo antes de ser instalado em março do ano passado. Mas, nem tudo são flores (ou “rosas”).

Concursados como Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros e Médicos assumirão lugar de terceirizados. Mas a parte Administrativa não tem concurso, como Recepção, Secretaria, ASG, Maqueiro, Técnico de Informática, Técnico de Farmácia, Almoxarife e etc.

Neste mês, todos os terceirizados irão assinar aviso prévio. A partir daí, muita interrogação. Sem essa base, que suplementa o trabalho de médicos, técnicos em enfermagem e enfermeiros, como ficará o Hospital da Mulher?

O secretário estadual da Saúde, Luiz Roberto Fonseca, está ciente dessa situação, mas não sinalizou ainda com saída para o problema.

É provável que novamente se arranje o caminho da terceirização para cobrir a deficiência, mas nada foi adiantado.

“Legado da Rosa” para Mossoró é um rastro de decepções

“As pessoas de Natal falam que Rosalba não faz aqui para fazer em Mossoró, mas as obras do Governo em Mossoró estão paralisadas, com problemas.” (Deputado estadual Leonardo Nogueira-DEM, aliado e integrante do partido da governadora Rosalba Ciarlini)

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) coleciona uma série de “realizações” meia-boca ou nem isso em sua terra natal, Mossoró. Perto de concluir seu terceiro ano de gestão, Rosalba não tem quase nada para mostrar. É um fracasso retumbante!

Num passeio pela cidade, é fácil se contabilizar uma série de empreendimentos parados, se arrastando ou até algo que sequer saiu da simples propaganda eleitoreira. Seu legado para o município será pífio e bem inferior a antecessores.

Talvez muita gente tenha esquecido, mas em campanha eleitoral houve promessa de prestigiar Mossoró com tratamento diferenciado. Em pouco mais de um ano de gestão, o atual Governo do Estado não tinha assinado sequer um convênio para obras ou serviços com o Município.

A prefeita de direito à ocasião, sua aliada, Fafá Rosado (DEM), aguentou calada. Mas seu marido e deputado estadual Leonardo Nogueira (DEM), andou estrebuchando há alguns meses, dizendo que a administração de Rosalba também desaponta em Mossoró (veja AQUI).

Rosalba posa diante de sua maior obra: "miragem" do Nogueirão numa maquete. Motivos para rir dos babaquaras

A construção da Escola Técnica do Governo Rosalba está parada há cerca de um ano e nove meses, no conjunto Walfredo Gurgel.  É algo bem representativo, que caracteriza sua administração ‘sem eira nem beira’ no município. Trabalhos duraram pouco mais de três meses.

A explicação para essa situação absurda é uma palavrinha mágica: “readequação”. O projeto estaria passando por “readequação” nesse tempo todo, segundo a secretária estadual da Infra-estrutura, Kátia Pinto.

No canteiro de obras, cena de desolação. Triste.

O empreendimento tinha enorme placa na Avenida Presidente Dutra (a cerca de 300 metros do local da obra), via de grande movimentação de veículos – indicando sua realização. Mas até a placa sumiu. Foi retirada do local para não despertar a curiosidade e a constatação de que a escola é uma farsa. Nunca existiu.

Chuvas e desculpas

Também não sai do canto há vários meses a edificação da caixa de água do bairro Sumaré. Equipamento estratégico não tem data para ser concluído. Pessoas físicas e atividades comerciais sofrem por isso nesse bairro em franca expansão.

"Rosa" e Kátia Pinto visitam estrada que foi freada por escassez no pagamento e "chuva"

A duplicação da estrada Mossoró-Tibau esteve parada por falta de pagamento à empresa, mas com desculpa de chuvas. Voltou se “arrastando”. O ritmo frenético de antes das eleições do ano passado, deu lugar a ritual lerdo com número menor de máquinas e homens que voltaram à labuta há poucos dias.

A reforma do Teatro Lauro Monte Filho continua só na propaganda. Ou nem isso. Virou poleiro para pompos e ‘shopping center’ de morcegos. Nada mais, nada mais.

A restauração e adaptação do Terminal Rodoviário Diran Ramos do Amaral, que vai se transformar também num centro administrativo, minguou em termos de pagamento. Construtora segurou obra com recursos próprios, se não parava.

Obra no Hospital Tarcísio Maia também parece infindável e está fora de cronograma. Apesar de urgência, dinheiro também escasseou para construtora. Houve promessa de que tudo seria acelerado, mas tudo não passou de promessa. Isso mesmo: promessa…

Hospital da corrupção

Obras do Hospital Rafael Fernandes não chegam à conclusão nunca. Ninguém se arrisca a afirmar quando haverá pleno uso de instalações.

No Campus da Universidade do Estado do RN (UERN), novas edificações estão paradas. Por lá, até xerox foi suspensa por falta de pagamento. A instituição é penalizada duramente por Rosalba.

O Aeroporto Governador Dix-sept Rosado (Mossoró) foi fechado pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) porque não cumpriu 44 ítens de segurança, conforme relatório desse órgão. Reaberto na pressão política, sobretudo por articulação do deputado federal Henrique Alves (PMDB), o “feito” foi anunciado em propaganda como realização de governo. Desfaçatez e cinismo em doses cavalares.

O Hospital da Mulher é uma realidade baseada em corrupção e desperdício do dinheiro público. O próprio governo admitiu que foram desviados mais de R$ 8,4 milhões em cerca de seis meses, de um montante superior a R$ 16 milhões destinados à unidade hospitalar nesse período.

Há mais de quatro meses está sob intervenção judicial e o próprio Governo Rosalba Ciarlini pediu essa forma de gestão, admitindo ao Ministério Público Estadual (MPE) que não tinha condições de geri-lo. Houve renovação da intervenção, outra vez sob apelo do governismo.  De novo, com a mesma consciente afirmação de que não tinha como administrá-lo.

Sem palavra

Na Saúde, médicos não acreditam em declarações do Governo do Estado ou acordos verbais. Chegaram a afirmar que não aceitariam “promessa de boca” da governadora, que é médica. Até crianças mossoroenses nasceram em outros municípios (como Russas-CE, a mais de 90 quilômetros da cidade), porque em sua gestão acordos financeiros foram descumpridos com classe médica.

Na Segurança Pública, um desastre sem precedentes e um arranjo irresponsável: greves, delegacias fechadas, intervenções judiciais em presídios e a criação do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM), que na verdade nasceu apenas do desmembramento do 2º Batalhão de Polícia Militar (BPM).

Até o momento, não para o lengalenga de atrasos no aluguel do imóvel que sedia o 12º BPM. Os dois batalhões têm um déficit da ordem de 700 homens, apesar da propaganda inverídica à época de que teria mais de 600 militares acomodados só no 12º.

Esse é o Governo do Estado que proibiu que o Itep e, outros órgãos ligados à atividade de Segurança Pública, fornecessem informações sobre a violência urbana em Mossoró, procurando evitar a propagação da realidade do setor. A governadora chegou a afirmar, com a maior naturalidade, que a alta criminalidade em Mossoró era “culpa do Presídio Federal”.

Ninguém deve esquecer a reforma e ampliação do Estádio Nogueirão, prometidas em pleito municipal de 2012. É um estelionato que sequer saiu da maquete. Virou “miragem”. Babaquaras desportistas acreditaram. Até hoje ainda existem aqueles que sonham com essa fantasia que custaria quase R$ 40 milhões.

Há poucos meses, o Governo do Estado informou que não tinha recurso ou qualquer previsão para cumprir o compromisso. Nenhuma licitação preparada.

“Escola Técnica” foi abandonada há quase 2 anos: quase nada no local

O que dizer da atuação no setor social? Uma lástima.

Logo no início da gestão, o Governo do Estado determinou-se à extinção do “Meios” (Organização não Governamental-ONG que durante mais de 30 anos foi mantida sobretudo com verbas do Estado). Alegou que não tinha qualquer obrigação com a entidade, mas depois – por pressão popular e judicial – admitiu cobrir compromissos com o pessoal etc.

Boa parte da estrutura social dessa OnG está se desmanchando. Com o fim de seus serviços, milhares de pessoas ficaram sem atendimento, entre crianças e idosos.

Não se sabe o que é mais desastroso, se o “legado da Copa” para o Rio Grande do Norte ou o “Legado da Rosa” para Mossoró. Lamentavelmente, que se diga.

A esperança depositada nela foi incomensurável, com a crença de que realmente iria “fazer acontecer”, com gestão diferenciada para Mossoró.

O que deixa, como herança, é frustrante e vergonhoso. Um rastro de decepções.

 

 

Secretário dará informações sobre Hospital da Mulher

O secretário de Estado da Saúde Pública do RN, Luiz Roberto Fonseca, concede, nesta quarta-feira (10), uma coletiva de imprensa para falar sobre a situação atual do Hospital da Mulher Parteira Maria Correia.

A coletiva será realizada na sede do próprio hospital, em Mossoró, às 12h.

O Hospital da Mulher passa por nova intervenção a pedido do Ministério Público, devido seu funcionamento precário e diversos casos de corrupção.

UTI pediátrica do Tarcísio Maia tem pagamento em atraso

As obras em andamento no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), para implantação de 10 UTI pediátricas até novembro ou dezembro deste ano, podem demorar mais à conclusão. Mesmo com necessidade urgente do serviço, o cenário é desolador.

Carlos (paletó claro à direita), diante de Larissa, apontou dificuldades

Hoje – em Natal -, em audiência com o chefe do Gabinete Civil do Governo do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), a deputada estadual Larissa Rosado e seis vereadores ligados à oposição, em Mossoró, foram informados que a obra está com três meses de atraso no pagamento à empresa contratada.

Carlos Augusto – durante a reunião – falou com representante da empresa e pediu agilidade à antecipação de entrega dos trabalhos físicos. Foi informado que para cobrar celeridade, a construtora precisa pelo menos receber pagamento por serviço realizado. Com boa “injeção” financeira, até a metade do ano tudo fica pronto na parte física.

O secretário ficou embaraçado com a situação. Deu sinais de que ignorava o corte no fluxo de pagamento.

Há poucas semanas, Rosalba visitou o HRTM e destacou o empreendimento. Já à época, a construtora responsável tocava tudo na esperança de receber a cobertura financeira. De lá para cá, nadica de nada.

Carlos recebeu em seu gabinete a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e os vereadores Genivan Vale (PR), Jório Nogueira (PSD), Lahyrinho Rosado (PSB), Vingt-un Rosado Neto (PSB), Luiz Carlos Martins (PT) e Tomaz Neto (PDT). Esse último pediu a audiência com a governadora, através da parlamentar.

Segurança e Nogueirão

Carlos, com a participação do controlador-geral do Estado, José Anselmo de Carvalho Júnior, debublou série de dificuldades de caixa para melhorar a segurança pública. Não há meios para convocar aprovados em concursos das polícias Civil e Militar.

Admitiu que governo tenta saída para o problema da falta de presídios em Mossoró, podendo reformar às pressas o prédio que abrigou a Furtos e Roubos.

Quanto ao Hospital da Mulher (veja postagem mais abaixo), o interesse é mantê-lo aberto e com uma gestão que o torne mais útil à população. A intervenção judicial tira de cena o Inase, segunda organização terceirizada contratada pelo governo à administração, mas com problemas insanáveis até o momento.

O secretário foi provocado quanto ao investimento de quase R$ 40 milhões para reforma e ampla reestruturação do Estádio Manoel Leonardo Nogueira (Nogueirão), prometida com propaganda ruidosa na campanha eleitoral do ano passado. A obra vai sair do papel?

Ele disse que há vontade, mas não existe qualquer prazo para que seja feito.

Nota do Blog – Temas tão importantes em pauta, mas nenhum vereador governista quis participar da reunião.

Já o secretário, revelou-se franco e direto, sem tergiversar quanto a nenhuma das perguntas e apelos dos vereadores e da deputada.

Ah, uma observação: parece que saúde não é prioridade. Atrasar pagamento da empresa que faz a UTI pediátrica, com crianças morrendo à míngua?

Hospital da Mulher sofre intervenção, diz Carlos Augusto

Intervenção no Hospital Materno-infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher).

A panaceia da saúde pública em Mossoró virou um poço de escândalos, malversação do dinheiro público e símbolo da gestão equivocada do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

O secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), comunicou há poucos minutos que o hospital está sob intervenção por decisão judicial, a partir de pressão do Ministério Público.

Marcondes de Souza Paiva será o interventor.

Carlos recebe em seu gabinete a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e alguns vereadores, como Genivan Vale (PR), Jório Nogueira (PSD), Lahyrinho Rosado (PSB), Vingt-un Rosado Neto (PSB), Luiz Carlos Martins (PT) e Tomaz Neto (PDT) – que pediu a audiência com a governadora, através da parlamentar.

Os parlamentares conversam sobre o cenário aterrador da saúde em Mossoró, como a falta de UTI pediátrica e o descalabro do Hospital da Mulher.

Participa ainda da reunião o secretário controlador do Estado, José Anselmo de Carvalho Júnior.

Depois o Blog traz mais informações.

Parto no Hospital da Mulher sai por R$ 55 mil

O Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher), durante o mês de março, atendeu somente 50 gestantes e, sábado (6), apenas uma.

Mas o contrato com a terceirizada assegura, apesar do lengalenga do paga-não paga, R$2.750.000,00/mês.

Por esses números é possível se fazer uma conta rápida e de resultado espantoso: cada parto saiu por cerca de R$ 55 mil.

Nem em Dubai (Emirados Árabes) e Nova Iorque encontraremos tamanhos números, próprios da realeza luxuriante.

Nota do Blog – Boa parte dos problema da saúde pública em Mossoró, que é municipalizada, portanto sob controle da prefeitura, continua sendo de gestão.

Durante oito anos o Governo Fafá Rosado (DEM) priorizou interesse particular/familiar em detrimento da saúde dos mais carentes.

A nova prefeita Cláudia Regina (DEM) precisa, por bom senso, zelo à sua biografia e respeito à vida, mudar essa história.

O caso das UTI pediátricas é emblemático. A extinta Uniped tinha seis leitos que foram fechados por falta de apoio público.

O Centro de Oncologia e Hematologia de Mossoró (COHM) dispõe de todo equipamento comprado há cerca de três anos e pode colocar vários leitos de UTI pediátrica em funcionamento, desde que receba pelo o serviço, os mesmos recursos que são facilitados para esquema de saúde ligado à prefeitura.

Novo apelo em favor dos servidores do Hospital da Mulher

Caro amigo Carlos Santos,

Sou funcionário do Hospital da Mulher (Mossoró) e fiquei comovido com uma cena que me chamou atenção. Uma técnica de enfermagem – que infelizmente não posso citá-la – estava chorando pelos corredores do hospital, quando perguntei o que tinha acontecido com ela, e a mesma me falou que era porque estava com 2 meses de aluguel atrasado e  que o propietário do imóvel só iria esperar até  o dia 08/04, se não ela ia ser despejada por falta de pagamento.

Tal situação me deixou indignado. Já faz mais de 2 meses que não recebemos nossos salários no Hospital da Mulher e nem se quer previsão  os diretores do hospital nos dão!!! A culpa como sempre é do Governo do Estado ou melhor dizendo da governadora, que acha ou que pensa que aqui no Hospital da Mulher está tudo mil maravilhas…

Convidamos  a nossa governadora Rosalba Ciarlini para fazer uma visita ao Hospital da Mulher!

Ai, sim, depois desta visita eu quero que a senhora diga se aqui no hospital está tudo mil maravilhas, como a senhora anda dizendo!!!

Governadora, não te pedimos mais por favor, nem mais misericórdia da nossa situação agora nós te pedimos humanidade   e clemência por todos os funcionários do hospital da mulher…. Tenha ciência, que muitos funcionários não vão aguentar tanto descaso e humilhação por tudo isso.

O Hospital da Mulher esta  a caminho de fechar as portas  por sua causa!!!!!

Atenciosamente: Servidor do Hospital da Mulher.

Nota do Blog – O nome do autor da correspondência foi preservado, para evitar que ele sofra alguma represália ainda maior.

Jogo de palavras procura atenuar o desastre da “Rosa”

Tem gerado muita controvérsia o conteúdo de entrevista do deputado federal Betinho Rosado (DEM), a “O Jornal de Hoje”, avaliando imagem do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) e o comparando com outros, em contextos distintos. Betinho comete alguns deslizes, intencionais ou não.

Betinho usa emaranhado de números e argumentos para apontar caminho pró-Rosalba

“O desgaste mostra que o governo se comunica mal”, disse ele, apesar do Governo Rosalba Ciarlini (DEM) ter despejado uma média de R$ 64,5 milhões/ano em propaganda.

O aumento orçamentário com propaganda para o atual exercício foi da ordem de 120 por cento, num comparativo com 2011.

Para Betinho, o ministro e senador licenciado Garibaldi Filho (PMDB) e Wilma de Faria (PSB) – vice-prefeita de Natal – enfrentaram desgastes muito maiores que o administrado por Rosalba.

“Com essa distância que nós estamos da reeleição ou da eleição de governador, Garibaldi e dona Wilma, que foram os dois últimos governadores, tinham mais desgaste do que tem Rosalba hoje. E, no entanto, na reeleição de Garibaldi ele era o terceiro colocado. O primeiro era Zé Agripino (DEM), o segundo era Geraldo Melo (então no PSDB), mas, ao final, Garibaldi ganhou a eleição”, citou.

Adiante, ainda acrescentou: “Na reeleição de dona Wilma, Garibaldi tinha 70% das intenções de voto, e, quando terminou a eleição foi dona Wilma quem ganhou. Portanto, essa situação, aparentemente difícil de Rosalba, pode ser e vai ser revertida”, relatou.

Equívocos

Betinho, cunhado de Rosalba, passeia em sofismas, ou seja, argumentos falsos. É provável que seja mais por estratégia do que desconhecimento de causa, haja vista sua boa memória e sua reconhecida capacidade cognitiva.

Nunca o Estado gastou tanto com propaganda e utilizando agências consagradas no mercado e experientes nesse tipo de trabalho, caso da Art&C. Além disso, o entra-e-sai de secretário da Comunicação não pode ser atribuído a despreparo de nenhum deles.

Pela pasta passaram os jornalistas Alexandre Mulatinho e Paulo Araújo. Agora está – há poucas semanas – Edilson Braga. Todos são nomes de bom conceito profissional.

Quanto ao desempenho dos então governadores Garibaldi Filho e Wilma de Faria em suas respectivas reeleições, os números de Betinho não batem com a realidade dos fatos.

Wilma e Garibaldi viveram situações distintas em reeleições

Garibaldi tinha dificuldade de reeleição e certo desgaste no final dos anos 90. Fora eleito em 1994 e assumira em 95.

Entretanto, o Programa de Adutoras que ele implementou, gerou uma revolução em seu governo e em sua imagem. Mesmo assim, nunca sua gestão chegou a mais de 70% de reprovação, como o de Rosalba.

A atual governadora atingiu 75% de repulsa popular só em Natal.

Em relação à Wilma, o quadro em 2006 em momento algum colocou Garibaldi Filho com 70% de intenções de voto. Ela foi eleita em 2002 e reelegeu-se em 2006.

Durante toda a campanha, por exemplo, Wilma esteve atrás nas pesquisas em relação a Garibaldi e foi crescendo paulatinamente dentro da disputa direta contra ele.

O então senador teve performance sempre oscilando entre os 45 e 48 pontos percentuais em 2006. Nos últimos dias, Wilma empatou numericamente e venceu no primeiro turno, repetindo a dose no segundo turno com maior folga.

Desatinos

Essa é a verdade dos fatos.

Cada disputa eleitoral precisa ser enxergada sob vários aspectos. Entender cada conjuntura é fundamental para não cometermos disparates analíticos ou engolirmos versões estapafúrdias.

Rosalba vive um momento ímpar. Nunca, absolutamente nunca um governador chegou a tamanho nível de desgaste pessoal e institucional na história republicana do Rio Grande do Norte, desde que foram aferidos com instrumento científico de análise, ou seja, a pesquisa de opinião pública.

Quem teve recorde mais negativo no pós-regime militar foi, sem dúvidas, Geraldo Melo (1987-1990). Mesmo assim, essa corrosão surgiu na segunda fase de sua administração. Por pelo menos quase dois anos ele conseguiu sustentar capital obtido em campanha memorável no ano de 1986.

Com Rosalba, a crônica de desmanche e desatinos é diária, mensal e anual com o mesmo conteúdo.

Quase nada funciona. O que ainda sinaliza como realização é objeto de parceria com Governo Federal e obras e serviços contratados nas gestões Wilma de Faria-Iberê Ferreira (PSB), que a propaganda teima em encobrir e desvirtuar.

Geraldo: nome de massa e, depois, reprovação

O próprio governo Rosalba – no início do seu exercício, em janeiro de 2011 – freou tudo que herdara da gestão anterior, mais de 140 obras e serviços. Sem plano algum de governo ou qualquer projeto, por mais incipiente que fosse, começou a sistematizar a reativação da “herança bendita” há poucos meses, adesivando tudo com sua logomarca.

Má-fé

Uma prova cabal da falta do que apresentar ao Rio Grande do Norte está em Mossoró, em dois monumentos à incompetência, despreparo e até mesmo má-fé.

O Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher) nasceu do desespero em mostrar algo à população de Mossoró e aspiração politiqueira do governismo. Foi inaugurado “nas coxas”, por cima da lei e eivado de corrupção, em março de 2011, para poder servir de referência ao governo e peça de campanha eleitoral municipal.

Em pouco menos de seis meses de funcionamento, esse equipamento terceirizado foi capaz de desviar mais de R$ 8,4 milhões de recursos do Estado, conforme auditoria realizada pelo próprio Governo do Estado. Em mais de um ano de funcionamento, o Hospital da Mulher é símbolo de roubalheira e estelionato eleitoral.

O Estado teria investido quase R$ 17 milhões no Hospital da Mulher, nesse curto espaço de tempo. Uma montanha de dinheiro que bem-empregado teria sido capaz de minimizar sobremodo o sofrimento da população carente do município e região.

A instalação do 12º Batalhão de Polícia Militar (BPM) é outro engodo. Diante da violência sem limites na cidade, a governadora apressou-se em “bolar” essa ideia, sem qualquer estrutura física e de pessoal.

Na verdade, desmembrou o 12º BPM do 2º Batalhão de Polícia Militar, já existente em Mossoró e que à época tinha deficiência de mais de 40% em sua tropa necessária. O mesmo governo chegou a anunciar que essa unidade militar teria mais de 600 homens.

Desmentido com provas cabais e irrefutáveis por esse Blog e manifestação do deputado estadual Fernando Mineiro (PT), na Assembleia Legislativa, o Governo refez conteúdo de propaganda que estampava números superdimensionados para o 12º BPM.

Para agravar a marmelada, até hoje o imóvel alugado para o 12º BPM tem atrasos no pagamento de locação, podendo ser despejado judicialmente a qualquer momento.

Há tempo para Rosalba promover uma reviravolta de imagem, administrativa e eleitoral?

Há, sim. Porém é pouco provável.

O tempo e a conjuntura são bem diferentes das épocas de Garibaldi e Wilma de Faria.

Faltam mudanças radicais na mentalidade e nos métodos de gestão, além de uma gotinha de sorte. E 2014 está bem aí.

Médico descreve drama e cobra reação da sociedade

Prezado Carlos Santos:

Lamentavelmente o que está acontecendo em Mossoró em relação à falta de leitos nas UTI pediátricas é de cortar coração.

Temos 6 leitos na Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR) todos ocupados e mais 6 crianças internadas em leitos improvisados na UTI Neonatal. É uma sobrecarga para um plantonista e o risco de uma infecção iminente.

Temos a UTI do Hospital da Mulher (denomino de Ilha da Fantasia ), e segundo alguns médicos que frequentam lá, há vagas. E pasme, transferem para a Dix-sept Rosado.

Por qu?

O mesmo acontece com as parturientes que também são transferidas por “falta de vaga” e foi várias vezes foi comprovado que há vagas para as parturientes.

A imprensa “chapa branca” sabe de tudo isso, mas não divulga.

Quem quiser tirar alguma dúvida é só fazer uma visitinha-surpresa nestes hospitais.

Precisamos reagir.

Valmiro Silveira – é médico

Desespero de mães e bebês numa Mossoró abandonada

Por Cézar Alves (Pelo Twitter)

Devido a paralisação do Hospital da Mulher (Mossoró), a UTI da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) tem dez crianças/mães no espaço projetado para seis.

Deus, são vidas!!

Jovem com 29 semanas de gravidez vai parir nas próximas horas e nao tem UTI onde ela e o bebê ficarem.

Hospital da Mulher é uma farsa. Não tem mais onde nascer criança em partos de alto risco em Mossoró. Socorro!

Este quadro de desespero foi anunciado pelos médicos durante toda a semana que iria acontecer e nã0 se importaram.

Deixaram acontecer.

Nota do Blog – Aflitivo o relato de Cézar Alves, um jornalista combativo.

Imagine se o Governo da ex-prefeita de direito de Mossoró – Fátima Rosado (DEM), a “Fafá” – tivesse conseguido fechar a CSDR, como tentou durante quase oito anos, com fins politiqueiros…, com apoio de parte considerável de uma imprensa inconsequente.

Lugar de concursado da Saúde é em hospital público

Carlos Santos,

Sou a favor – assim como todos os Mossoroenses – pela continuidade do Hospital da Mulher.

Agora tem coisas que não dá para entender. Como?

Existem 140 pessoas aprovadas no concurso público da saúde, pessoas com experiência nessa área aguardando suas convocações e o Estado não convoca.

Esses candidatos não querem ocupar o lugar de ninguém, eles apenas lutam por um direito legítimo, conseguido através de um concurso público.

Por que não colocar essas pessoas para trabalharem no Hospital da Mulher?.

Recentemente Fernando Mineiro (PT) foi mal interpretado por defender os direitos de quem passou nesse concurso. Fernando Mineiro defende o instituto do concurso público que ultimamente não está sendo respeitado.

Gente, quem é aprovado em um concurso dentro do número de vagas estabelecidos pelo edital tem todo direito a suas nomeações, embora na prática isso não ocorra.

Hoje muitos estudantes universitários, estudantes de nível médio, estão desacreditados e desistimulados para realizarem um concurso público devido justamente a frustração de não serem nomeados.

Gilvan Sousa – Webleitor

Dix-sept Rosado e Hospital da Mulher são fundamentais

Em sete dias deste mês de março, a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) realizou 102 partos.

Seus números, antes da existência do Hospital Materno-Infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher), impressionavam.

Garantia regularmente mais de 600 partos/mês.

Hoje, os números oscilam entre 450 e mais de 500/mês. Ou seja, continuam impressionando.

Esta semana, uma médica obstetra chegou a participar de 11 partos num único dia.

No Hospital da Mulher, a média de partos/mês fica em torno de 120 – em estrutura nova e com equipamentos de ponta, mas custo superdimensionado – conforme as informações coletadas por auditoria do próprio Governo do Estado e apurações do Ministério Público.

Nota do Blog – O Hospital da Mulher e a CSDR precisam de investimentos equilibrados, vigilância quanto à aplicação de seus recursos e nosso zelo como cidadãos.

Toda e qualquer campanha para fechá-los parte de mentes insanas, da estupidez humana e do desatino politiqueiro.

Respeito à vida salva mães e bebês em Mossoró

Civilidade, espírito público, humanismo e o bom senso parece que estão de volta à área de Saúde da Prefeitura de Mossoró.

Ah, que bom!

Quando era uma “gerência”, em vez do status atual de secretaria, a pasta da Saúde em oito anos de gestão da prefeita de direito Fátima Rosado (DEM), a “Fafá”, promoveu uma desenfreada, cega e nazifascista perseguição à Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

A ordem era fechá-la.

Essa obsessão chegou a ponto de empurrar várias gestantes para Russas (CE), por falta de meios à natividade em Mossoró.

Agora, as relações entre Município e CSDR são outras.

Esta semana, sem alardes, a secretária da Saúde, contabilista Jackeline Amaral, participou de esforço para disponibilizar equipamento vital à vida de recém-nascidos na CSDR. Sua maternidade estava asfixiada  ainda mais por atendimentos, em face da crise no Hospital da Mulher.

Reunião com setores da Saúde ocorreu ano passado, antes da posse (Carlos Costa)

O gesto parece natural, mas não é bem assim. Deveria ser normal e elementar, mas não ocorria antes.

Sob o comando do hoje vereador Chico Carlos (PV), aboletado no posto do todo-poderoso secretário da Cidadania, a Gerência da Saúde sitiou a CSDR e por pouco não conseguiu inviabilizá-la de vez.

Até volumosos recursos financeiros foram seguros durante cerca de nove meses, potencializando atrasos salariais e outros enormes débitos.

Nessa operação, que tinha também um viés eleitoreiro, parte considerável da imprensa mossoroense cumpriu papel deprimente. Jogou a opinião pública contra a Casa de Saúde Dix-sept Rosado.

Omissão

Em relação ao descalabro no Hospital da Mulher, a postura é inversa: de omissão ou maquiagem da verdade.

Sem pensar nas consequências desse crime hediondo, essa mesma imprensa quase era cúmplice de uma tragédia de proporções inimagináveis. Faria inveja ao célebre rei Herodes, que determinou a morte de crianças na Galileia, temendo o nascimento do Messias.

Com o desmanche do Hospital da Mulher e o fechamento da CSDR, onde nasceriam cerca de 600 crianças/mês em Mossoró?

Nas redações ou nas mansões e apartamentos luxuosos dos donos do poder?

Nessa mudança no relacionamento institucional, há também o dedo da prefeita Cláudia Regina (DEM). No dia 11 de dezembro do ano passado, antes de sua posse, ela apressou-se em se reunir com dirigentes do hospital, representantes do Ministério Público e de outros segmentos da Saúde, para firmar um pacto à vida. Sem politicalha criminosa.

Chegou a disponibilizar o seu número telefônico pessoal e direto a dirigentes da CSDR, para dirimir qualquer dúvida ou desobstruir caminhos.

Nossas mães e bebês agradecem.

Audiência tentará acabar impasse em Hospital da Mulher

A Câmara Municipal de Mossoró realizou uma reunião na sala da presidência da Casa, à tarde dessa quinta-feira (21), com dirigentes do Instituto Nacional de Assistência à Saúde e à Educação (INASE), que administra o Hospital da Mulher “Parteira Maria Correia”.

Os vereadores primeiramente estiveram no próprio hospital à tarde anterior e depois receberam o diretor de projetos do Inase, José Carlos Pitangueira, que foi à Câmara nesta quinta.

A Comissão de Saúde e mais um grupo de vereadores querem, agora, explicações do governo do Estado. E para isso, está sendo solicitada uma audiência com o novo secretário de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, que tomou posse na tarde desta quinta.

O impasse no relacionamento entre Governo do Estado e Inase leva o hospital a enormes dificuldades, quase parando de funcionar. Pacto entre dirigentes e empregados o mantém ainda aberto.

O Governo diz que o Inase deve cumprir o compromisso, mesmo não recebendo recursos necessários. Alega que faltam planilhas e faz depósito em juízo.

Durante a conversa com os vereadores, o diretor considerou os argumentos da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) para o depósito dos repasses em juízo inconsistentes, porque não há nada que comprove qualquer tipo de aplicação indevida do dinheiro público. “Como fazer o depósito em juízo se não foi comprovada nenhuma irregularidade?”, questionou o diretor.

Nota do Blog – Vendido como a panaceia, mesmo com sua enorme importância à saúde pública de Mossoró e região, o  Hospital da Mulher se transformou num valhacouto de patifarias, envolvendo de secretário de governo a médicos, dirigentes etc.

O próprio governo já admitiu que foram desviados, em seis meses, mais de R$ 8,4 milhões de pouco mais de R$ 16 milhões aplicados. À ocasião, esse equipamento de saúde era administração pela Associação Marca.

Graças a intervenção do Ministério Público, parte da roubalheira foi descoberta.

Mas um labirinto infinito da burocracia, que parece séria, impede punições e o funcionamento decente do Hospital da Mulher.

Daqui a pouco  começa outra campanha eleitoral e de novo a sociedade será engabelada, noutro estelionato político-eleitoral.

Câmara se mobiliza em favor do Hospital da Mulher

Os problemas do Hospital da Mulher em Mossoró foram tema de discussão na Câmara da cidade, nesta terça (19). No debate, o vereador Genivan Vale (PR) manifestou seu apoio ao colega Lahyre Rosado (PSB), defensor da iniciativa de ação dos vereadores em favor da solução dos problemas do Hospital da Mulher em Mossoró.

Essa unidade de saúde terceirizada, do Estado, está em vias de fechamento em face de denúncias de corrupção e desvios de recursos que só em seus primeiros seis meses de funcionamento passariam de R$ 8,4 milhões.

Em plenário, os vereadores decidiram formar uma comissão para visita ao Hospital da Mulher, nessa quarta-feira, às 15h.

Promovem um movimento em defesa da instituição e cobram um novo modelo de gestão, que freei a corrupção e possa proporcionar bons serviços à população feminina e suas crianças.

Sujos e mal lavados preferem apontar a sujeira alheia

O escândalo da Associação Marca/Inase/Hospital da Mulher no Governo Rosalba Ciarlini (DEM) equipara-se à Operação Hígia da gestão Wilma de Faria (PSB). Sem tirar nem por.

Há um nivelamento por baixo. E baixo.

Nos dois casos, muitas semelhanças revelam como o Rio Grande do Norte está condenado a um destino trágico, nas mãos de agentes públicos ególatras e predadores.

Patético ainda é o esforço de seus militantes. Engalfinham-se principalmente na Internet em bate-bocas escassos de civilidade e sem qualquer consistência nos arrazoados.

Defendem o indefensável.

A estratégia é sempre apontar sujeira no olho alheio, sem perceberem a trava no próprio globo ocular.

Outras semelhanças em ambos episódios: os verdadeiros culpados não serão punidos e os milhões desviados não retornarão aos cofres públicos.

Pobre Rio Grande Sem Sorte!

Prioridade para o furto da coisa pública

Governo do Estado em seis meses de decreto de calamidade pública na Saúde não conseguiu abastecer o Hospital Walfredo Gurgel (HWG) com remédios e produtos básicos ao seu funcionamento. Não foi por falta de dinheiro, tempo e de facilidades burocráticas.

Em período menor contratou duas empresas para a administração do Hospital da Mulher em Mossoró, que promoveram e promovem prejuízos de milhões, tudo sem licitação e fraudes grosseiras.

O caso é de má-fé ou incompetência?

Em qualquer um dos casos deveria existir punição severa.

– “Inase veio ao Estado do Rio Grande do Norte para dar continuidade à sangria desarrazoada de recursos públicos”, atestou o Ministério Público, se referindo à nova entidade contratada pelo Estado, que deveria fazer administração de forma honesta do Hospital da Mulher, substituindo os picaretas da Associação Marca.

Se fosse na iniciativa privada daria cadeia e ressarcimento do que foi rapinado.

Na coisa pública fomenta o enriquecimento de alguns espertalhões.

A prioridade é o furto da coisa pública.

Pobre RN Sem Sorte.