Decisão judicial beneficia servidores do Itep-RN (Foto: Lucas Cortez/Inter TV Cabugi/Arquivo)
O Estado do Rio Grande do Norte deve realizar laudo para fiscalizar o grau de insalubridade dos trabalhadores do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Estado (ITEP/RN), bem como deve fornecer os equipamentos de proteção individual e coletiva, e ainda efetuar o pagamento de parcelas vencidas e que irão vencer, conforme o setor de lotação e o grau de insalubridade declarado para cada setor.
Foi o que determinou o juiz Geraldo Antônio da Mota, da 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal, após o Sindicato dos Servidores do Instituto Técnico-Científico de Perícia do Estado (SINDTEP/RN) apontar que alguns profissionais da instituição atuam em condições insalubres, sem a devida estrutura de biossegurança e saúde.
O magistrado salientou, que incumbe ao Estado “o fornecimento e fiscalização do uso de equipamentos individuais adequados, a adoção de equipamentos coletivos, protocolos de biossegurança e treinamento periódico, nos termos das normas de segurança, sob pena de responsabilização”.
Integrantes do sindicato em audiência com prefeito em 2021 (Foto: arquivo/Allan Phablo)
Do Blog Carol Ribeiro e Canal BCS
O Sindicato dos Servidores da Saúde de Mossoró (SINDSSAM) aguarda nova reunião com a Prefeitura de Mossoró. Anunciam que no último dia 31 de janeiro apresentaram pedido de audiência para discussão de pauta anteriormente apresentada.
Veja abaixo:
Os principais pontos são:
– Vencimento dos técnicos e auxiliares inferior aos ACS e ACE, chegando a ser inferior ao salário mínimo.
– Congelamento da gratificação da Estratégia Saúde da Família.
– Congelamento dos plantões eventuais.
– Necessidade de mudança no estabelecimento da progressão de carreira.
– Titulação para o nível médio.
– Criação da lei do Previne Brasil, em substituição ao PMAQ.
Além dessas, há outras demandas que surgiram no ano de 2021:
– Retirada da insalubridade dos servidores que atuam nas UPAs.
– Retirada de vantagens durante o afastamento de servidores.
– Congelamento da reposição salarial de 2017, 2018, 2020 e 2021.
Em 2021, o Sindssam foi recebido pelo prefeito no dia 24 de março e depois teve encontro com equipe de secretários no dia 6 de abril. Sindicato também fez protesto em movimento em frente ao Teatro Municipal Dix-huit Rosado (veja AQUI e AQUI).
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O Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (SINDISERPUM) está convocando os plantonistas a participarem de um ato nesta terça-feira (30), a partir das 8h na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Belo Horizonte. Mobilização, justifica o sindicato, é contra a retirada de 40% da insalubridade Covid-19 por parte da gestão Alysson Bezerra (Solidariedade).
O ato foi uma deliberação em assembleia realizada no último dia 23.
“É uma insensibilidade e uma crueldade o que o prefeito Alysson Bezerra está fazendo ao retirar este direito aos trabalhadores que ainda estão no enfrentamento à pandemia, pois ela ainda não acabou e não cabe este discurso que esta ação se dá pelo fato deles já terem sido vacinados, pois a vacina não impede a infecção pelo vírus, apenas diminui as chances de morte”, comenta a presidente do Sindiserpum, Eliete Vieira.
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O deputado estadual Nelter Queiroz (MDB) apresentou requerimento à Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, cobrando do Governo do Estado, o pagamento de insalubridade aos recepcionistas dos hospitais regionais.
O requerimento também foi encaminhado ao secretário de Saúde Pública, Cipriano Maia, e à governadora Fátima Bezerra (PT).
“O pleito em questão chegou ao nosso mandato e encamparemos esta luta”, afirmou o parlamentar. Para Nelter, enquanto vários outros profissionais dos hospitais regionais estão recebendo a insalubridade durante a pandemia, outros ainda esperam pelo benefício.
Justiça
“Muitos já estão há seis meses sem receber, como os recepcionistas que também se colocam diante o risco e estão sendo deixados de lado. Isso é injusto”, completou Nelter.
De acordo com o requerimento, o deputado Nelter Queiroz cobra que o Governo do Estado assegure o pagamento a esses profissionais que atuam nos hospitais da rede pública estadual em vários municípios. “Eles não podem ser deixados de fora do recebimento deste auxílio”, concluiu o deputado.
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Comunicado oficial da Prefeitura Municipal de Mossoró:
Conforme havia sido anunciado, a Prefeitura dá continuidade ao pagamento do servidor com o repasse dos adicionais ao salário nesta terça-feira (10), tais como: horas-extras, intrajornada, plantões, terço de férias, PMAQ, insalubridade, entre outros.
O décimo terceiro dos aniversariantes de outubro e novembro também está sendo pago hoje.
O calendário de pagamento foi anunciado antes do término do mês de novembro, com todas as datas de repasses definidas.
O décimo-terceiro dos aniversariantes de dezembro será pago no próximo dia 20.
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A “Operação Ponto Final” – desencadeada hoje pela Polícia Civil (com suporte do Ministério Público), nasceu documentalmente de um trabalho de inspeção do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Mas já existiam indícios e denúncias de irregularidades funcionais na Saúde Pública do Estado, perscrutadas pelo MP.
Carlos Thompson: apuração de muitos danos
A ocupação hoje pela manhã do Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM), em trabalho comandado pelos delegados da Polícia Civil Fábio Montanha e José Vieira (veja postagem mais abaixo), é reflexo de apurações preliminares.
Só com o pagamento de adicionais de insalubridade na Saúde, o Governo do Estado pagou o total de R$ 32.688.453,85 no exercício de 2011.
O HRTM é uma ponta desse iceberg. A busca e apreensão não visa só essa unidade hospitalar. Outros endereços são visitados.
A rapinagem no sistema de saúde é caso antigo, sistêmico e endêmico.
À semana passada, o TCE publicou matéria oficial atestando o escândalo na Secretaria de Saúde Pública do Estado (SESAP).
Identificou que pelo menos 600 servidores estão espalhados sem que a Sesap saiba onde estão lotados e sequer se realmente trabalham.
Pagamentos de adicional de insalubridade, plantões eventuais e acumulação ilícita de cargos não faltam no rastro de investigações.
Veja, abaixo, resumo do que o TCE noticiou à semana passada, para entender melhor a Operação Ponto Final:
O Pleno do Tribunal de Contas do Estado acatou, na manhã desta quinta-feira (19), voto do conselheiro Carlos Thompson pela realização de inspeção especial na Secretaria de Estado de Saúde Pública – SESAP, mais precisamente para apurar irregularidades nos pagamentos de adicional de insalubridade, plantões eventuais e analisar a situação de quase 600 servidores em área de transferência ou sem lotação definida, além da possível acumulação ilícita de cargos públicos.
O conselheiro concedeu um prazo de 45 dias para a diretoria de Pessoal do TCE apresentar diagnóstico da situação.
A decisão de Carlos Thompson foi baseada em relatório elaborado pelos Inspetores de Controle Externo do TCE, José Monteiro Coelho Filho, Anne Emília Costa Carvalho e Vilmar Crisanto do Nascimento, que ao analisarem o Relatório de Execução Orçamentária da Secretaria de Saúde, detectaram as possíveis irregularidades. A auditoria da Inspetoria do TCE encontrou no ano 2011, na SESAP, um dispêndio de R$ 32.688.453,85 com o pagamento dos adicionais.
Adicional
Na época, a secretaria alegou existirem servidores na própria sede da Secretária e em outros órgãos administrativos que receberiam o pagamento do adicional. Além disso, trabalhadores afastados e sem lotação identificada também recebiam o adicional.
“Como se não bastasse, há suspeita de que a Secretaria de Saúde realizaria o pagamento do adicional de insalubridade até mesmo para servidores que estão cedidos a outros órgãos e diversos Municípios do Estado do Rio Grande do Norte, contrariando o que dispõe a Lei Complementar Estadual nº 333/2006, em seu artigo 26, §2º, in verbis:”, relatou o conselheiro. Ainda, consta nos autos a notícia de possíveis pagamentos indevidos de plantões eventuais concedidos a servidores em setores como as Farmácias Populares, APAMI Mossoró, APAMI São José de Mipibu, Setor de radiologia, centro cirúrgico, alojamento conjunto e centro obstétrico do Hospital Regional Alfredo Mesquita Filho.
O Relatório do TCE aponta que durante a auditoria pode-se observar o uso indevido e indiscriminado de plantões eventuais, servindo entre outras práticas como forma de recompensar servidores pelo exercício de funções de chefias ou coordenadorias sem gratificações ou com gratificações inexpressivas ante a importância e as responsabilidades assumidas pelo titular das coordenações.
No mês de maio/2012, para se ter uma ideia, a SESAP gastou R$ 4.256.745,40 com o pagamento dos referidos plantões eventuais.
Ruth, a fantasminha
Ruth: até hora-extra sem trabalhar
Em seu voto, o conselheiro destacou: “Considerando as possíveis irregularidades apontadas pela Inspetoria de Controle Externo, bem como a que foi suscitada por este Conselheiro Relator, determino que a representação aqui formulada seja investigada por meio de inspeção especial, nos termos do dispositivo antecedente, com intuito de apurar a legalidade e legitimidade das despesas com o adicional de insalubridade e os plantões eventuais, sem olvidar da análise dos servidores em área de transferência e/ou sem lotação definida, e da possível acumulação ilícita de cargos”.
O voto foi aprovado à unanimidade dos conselheiros.
Antes disso, em maio, o HRTM foi abalado por denúncia de que a irmã da governadora Rosalba Ciarlini (DEM), ex-deputada estadual e ex-vice-prefeita mossoroense Ruth Ciarlini (DEM), receberia até hora-extra no hospital sem trabalhar.
A irmã da governadora era uma ilustre “fantasminha”.
No dia 22 de maio, há mais de quatro meses, o secretário de Saúde do Estado, Luiz Roberto Fonseca, anunciou que estava abrindo sindicância para apurar a situação.
Mas de lá para cá, o que de mais notório ocorreu foi outra denúncia envolvendo o mesmo sobrenome Ciarlini.
Um filho da ex-deputada – André Ciarlini – ganhou emprego no Tribunal de Justiça do RN (TJRN), sem concurso, depois de se transferir de outro que tinha na Assembleia Legislativa. Veja AQUI.
Ano passado, a bomba da vez foi o Hospital da Mulher. O Ministério Público tentou impedir o esquema de sua criação em regime terceirizado.
Em funcionamento, o Hospital da Mulher teria sido vítima de desvio de mais de R$ 8,4 milhões em pouco menos de seis meses de funcionamento, conforme o próprio Governo Rosalba admitiu.
Uma auditoria especial foi constituída, com prazo de 30 dias para apresentar resultados. Contudo como era ano político-eleitoral, a situação só veio à tona no início de 2013. Mesmo assim, o Hospital da Mulher vive sob intervenção judicial há quase 180 dias (seis meses).
Em parte, essa roubalheira – sempre sem punição de culpados – explica um pouco a escassez de recursos à Saúde Pública.