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Conselho de Medicina quer que intervenção seja mantida

Para Cremern, os problemas vão se multiplicar para a gestão estadual (Foto: Arquivo)
Para Cremern, os problemas vão se multiplicar para a gestão estadual (Foto: Arquivo)

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) emitiu Nota de Esclarecimento nesta terça-feira (9), sobre sentença judicial que colocou um fim à intervenção na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), em Mossoró (veja AQUI).

Autor da denúncia que levou a 8ª Vara da Justiça Federal a decretar a intervenção no dia 25 de setembro de 2014, o Cremern quer a manutenção dessa ‘excepcionalidade’ e antecipa que tentará na Justiça mudar a decisão do juíz João Batista Martins Prata Braga – noticiada em primeira mão pelo Blog Carlos Santos.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN recebeu com surpresa, através da imprensa, na manhã desta terça-feira (09), a informação de que o Juízo da 8ª Vara Federal de Mossoró/RN, nos autos do processo n. 0800637-65.2014.4.05.8401, de ofício, mesmo com a demanda totalmente estabilizada, havia revogado a decisão proferida em 16/12/2022 pelo magistrado anterior, que conduzia o feito, determinando a continuidade da intervenção judicial da APAMIM – Hospital Maternidade Almeida Castro – até o dia 01/01/2025.

Assim, após a análise aprofundada da decisão por parte da nossa assessoria jurídica, o CREMERN vai interpor todos os recursos jurídicos necessários para que a intervenção judicial seja restabelecida com a maior celeridade possível, pois visa preservar o princípio da segurança jurídica e também não colapsar o sistema de Saúde do nosso Estado, trazendo prejuízos imensuráveis e irreparáveis a assistência materno infantil em Mossoró e toda região Oeste.

Natal, 09 de julho de 2024

A diretoria CREMERN

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Juiz federal revoga decreto de intervenção na Apamim

Estrutura e serviços após quase dez anos tiveram avanços, mas, e agora? (Foto: Arquivo do BCS)
Estrutura e serviços após quase dez anos tiveram avanços, mas, e agora? (Foto: Arquivo do BCS)

O juiz João Batista Martins Prata Braga da 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, decretou nesta segunda-feira (8), a revogação do “decreto de intervenção deste Juízo junto à Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).” A situação excepcional, que deveria ser breve, estava perto de completar dez anos.

A Apamim era controlada pelo grupo Rosado há várias décadas e no dia  25 de setembro de 2014 aconteceu sua intervenção, com nomeação de uma junta interventora. Sua estrutura sucateada e diversas irregularidades foram enfrentadas nesse tempo.

Na sentença, o judicante assinala que “após a intervenção e durante o seu curso, a prestação do serviço público de assistência básica à gravidez de baixo e médio risco melhorou exponencialmente, sobretudo quando considerado o caos em que se encontrava a instituição antes da medida judicial, tendo a Junta Interventora da APAMIM logrado êxito no aperfeiçoamento da prestação dos serviços pela maternidade.”

Acrescenta, entretanto, o seguinte: “Ocorre que desde a decretação da intervenção já se passaram quase dez anos e, além de já terem sido cumpridos os objetivos que a fundamentou, verifico que a perpetuação desta imissão do Judiciário na política pública estatal está ocasionando a inércia do ente estadual no que diz respeito à efetivação dos papeis que se situam no seu mister, conforme já destacado.”

Destaca, adiante que “não é papel do Judiciário intervir indefinidamente nas políticas públicas a serem desenvolvidas pelo Executivo, até porque tal proceder extrapolaria os termos estabelecidos pelo STF no julgamento do Tema 698, sobretudo quando a obrigação exequenda já foi cumprida, como é o caso destes autos. Assim, entendo que inexiste razão para a continuidade da intervenção até o dia 05/01/2025, como determinado anteriormente. Cumpridas as obrigações, deve ser imediatamente extinto o decreto interventivo.”

“Por fim, também é importante pontuar que, neste momento, inexiste exclusividade da APAMIM na região para a prestação dos serviços de assistência materno-infantil, dada a inauguração do Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia (HRMPMC), conforme noticiado em sítio eletrônico oficial do governo do Estado doRN[1]. Nestes termos, já tendo sido atingido o resultado almejado pela execução, não há mais sentido na manutenção da situação,” destaca João Batista Martins Prata Braga.

Alguém precisa alertar o magistrado sobre um pequeno e crucial detalhe: o Hospital da Mulher está em funcionamento há quase um ano e sete meses e nele nunca nasceu sequer um bebê. Absolutamente, nunca.

Trata-se de um enorme ambulatório com dezenas e dezenas de servidores, incontáveis salas fechadas e inúmeros equipamentos de alto investimento que jamais foram utilizados.

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Depois traremos mais detalhes sobre o assunto, pois há uma série de perguntas a serem respondidas, a partir dessa decisão.

Casa de Saúde sob intervenção aguarda futuro com prefeita eleita

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado(CSDR)/Hospital e Maternidade Almeida Castro (HMAC), estrutura vinculada à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM), é uma grande interrogação para o futuro próximo.

Juiz Orlan Donato e prefeito tiveram papel importante e prol da CSDR (Foto: Cézar Alves)

Durante décadas esteve sob o controle da família da ex-deputada federal e vereadora eleita Sandra Rosado (PSB), mas na nova gestão municipal poderá ter outro destino. Até aqui, ainda insondável.

A prefeita eleita Rosalba Ciarlini (PP), apoiada pelo grupo de Sandra após décadas de conflitos políticos, não se pronunciou em campanha nem depois do pleito sobre o que pretende fazer em relação ao caso.

Desde 27 de setembro de 2014 que a Apamim está encurralada por intervenção da Justiça Federal decretada pelo juiz da 8ª Vara Federal, Orlan Donato, provocado pelo Ministério Público Federal (MPF) e MP Estadual.

Melhorias

Vários membros do clã Rosado e colaboradores respondem a demandas judiciais, com ações condenatórias em primeiro grau e também decisões de bloqueio de bens (veja AQUI, AQUI,  por exemplo).

A Prefeitura de Mossoró, desde a intervenção, tem sido decisiva para funcionamento e profundas melhorias na CSDR/HMAC, numa prioridade importante determinada pelo prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Com Rosalba, não se sabe que papel e qual interesse da Prefeitura em relação à CSDR/HMAC. A decisão da 8ª Vara da Justiça Federal em Mossoró prevê que o Município mantenha o repasse de recursos financeiros à Apamim, para assegurar seu funcionamento pleno.

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Hospital realiza quase 500 cirurgias em menos de 6 meses

Depois que foi aberto no mês de abril de 2015 aos dias atuais, o Centro Cirúrgico do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), administrado pela Associação de Assistência e Proteção Materno e Infância de Mossoró (APAMIM), já realizou 460 cirurgias em mossoroenses.

O trabalho é continuo e tende a aumentar o volume de cirurgias nos próximos dias com a abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, reduzindo assim uma demanda que está reprimida há anos por não existir o serviço em Mossoró.

O Centro Cirúrgico do Hospital Maternidade Almeida Castro tem quatro salas de cirurgia equipadas com seis leitos de apoio pós cirúrgicos, além de 34 leitos de clinica cirúrgica, onde os pacientes ficam internados aguardando a cirurgia e para se recuperar após a cirurgia.

Cirurgias

Ginecológica – 149

Buco-maxilo – 61

Ortopédica – 187

Cirurgia geral – 63

As cirurgias são marcadas exclusivamente através da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, seguindo protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, dando prioridade para crianças, idosos e pessoas que estão hospitalizadas.

Antes, as cirurgias ortopédicas eram feitas em hospitais de Russas, no Ceará, e ou de Natal. A fila por cirurgia chegava a demorar até seis meses ou mais para ser realizadas as mais complexas, como cirurgia de fêmur ou de coluna.

Gestão

O Hospital Maternidade Almeida Castro é administrado pela APAMIM, que por sua vez está sob intervenção da Justiça Federal desde setembro de 2014 a pedido do Ministério Público Estadual, Federal e do Trabalho. Está sendo gerido com recursos do Sistema Único de Saúde e da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Com informações da

Hospital acumula dívidas de R$ 32 milhões em Mossoró

Por Felipe Gibson e Fred Carvalho (Portal G1 RN)

Os meses em que a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado )CSDR) ficou fechada são lembrados como um período de caos no atendimento materno-infantil em Mossoró, na região Oeste do Rio Grande do Norte. Enquanto o Hospital da Mulher triplicava os atendimentos para suprir a demanda de 600 partos, uma junta interventora assumia uma casa de saúde atolada em dívidas: R$ 32 milhões, segundo a própria junta.

Casa de Saúde foi reaberta em outubro do ano passado em Mossoró (Foto: Felipe Gibson/G1)

As dívidas incluem débitos trabalhistas, com fornecedores, prestadores de serviço, INSS e impostos. Nos meses de agosto e setembro do ano passado, o hospital teve que fechar as portas por falta de medicamentos e equipamentos de trabalho.

Quando reaberta com o nome de Maternidade Almeida Castro, em 1º de outubro passado, a Casa de Saúde retomou o volume de atendimentos aos poucos. Ao mesmo tempo em que tenta reformar o prédio e garantir o funcionamento da maternidade, a atual diretora geral da maternidade, Larizza Sousa Queiroz Lopes, busca pagar as dívidas.

Cautela

“Tentamos trabalhar com o mínimo para dar o máximo. Você me pergunta: Dá? A gente faz o que pode”, afirma. Os débitos e más condições exigiram cautela na reabertura.

“O hospital pode ter até 170 leitos, mas decidimos começar com o mínimo. Abrimos com 30 e estamos agora com 132 leitos e com a pretensão de abrir mais 30 até o fim do mês”, diz. A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, por exemplo, possui oito leitos, porém apenas um respirador está funcionando. “Estamos comprando respiradores para não reabrir com ‘gambiarra'”, reforça Larizza Lopes, que se licenciou do cargo de auditora do Município para assumir a direção da antiga casa de saúde.

Veja matéria completa AQUI.

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Intervenção na Dix-sept Rosado deverá ter novos ingredientes

Há sinalizadores de que a intervenção na Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), do sistema Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), deva se prolongar por muito tempo.

A primeira intervenção aconteceu no dia 9 de setembro do ano passado (veja AQUI).

O Ministério Público Federal (MPF) há poucos dias protocolou ação civil pública que deverá recrudescer essa situação excepcional.

O conteúdo da ação é ex-plo-si-vo.

Nitroglicerina pura, com enormes embaraços para nomes proeminentes da política nativa.

Depois tratarei com mais informações sobre esse assunto.

Hospital Almeida Castro tem implantação de mais 18 leitos

A parceria entre a Prefeitura de Mossoró e o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – sistema Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) – tem possibilitado a reestruturação da unidade, que está sendo administrada por uma junta interventora após determinação judicial. Na manhã desta sexta-feira, 22, o prefeito Francisco José Júnior (PSD) acompanhou as obras de implantação de 18 leitos do Método Canguru, instalados em uma ala totalmente nova da maternidade.

Prefeito visita instalações de hospital (Foto: PMM)

“Em pouco mais de sete meses de intervenção, diversos novos serviços já foram abertos, o atendimento está sendo ampliado e humanizado, tudo com recursos do Sistema Único de Saúde (SUS). Com a instalação de mais 18 leitos, o Hospital passa a contar com mais de 120 leitos, quem ganha com esses avanços é a população. Hoje, o Município é o maior parceiro do Hospital”, relatou Francisco José Júnior.

A nova ala do HMAC possui três enfermarias e uma área de convivência. Os espaços são direcionados para mães e recém-nascidos que precisam ficar no Hospital até o bebê ganhar peso suficiente para ter alta, dessa forma mãe e filho ocupam o mesmo local, de acordo com o que preconizam as portarias do Ministério da Saúde.

Apoio

“Sem o apoio da Prefeitura, esses serviços não estariam sendo abertos, pois os recursos que temos teriam que ser repassados para o pagamento dos médicos, custos que estão sendo arcados pelo Município. A previsão é que até a próxima semana esses novos leitos já estejam em funcionamento, somando aos seis do Método Canguru que já existem ”, afirmou a diretora interventora do HMAC, Larizza Queiroz.

Após a ampliação dos leitos do Método Canguru, o próximo serviço que será aberto no Hospital Maternidade Almeida Castro é a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto.

Entre as melhorias que já foram implantadas na unidade nos últimos meses, está a retomada das cirurgias eletivas, que estavam paralisadas há anos; reabertura de leitos da UTI neonatal; abertura de serviços de laboratório, entre outros.

Com informações da Prefeitura de Mossoró.

 

 

Justiça determina demissão em massa de servidores

O juiz Magno Kleiber Maia, da Vara do Trabalho de Mossoró, determinou que todos os servidores da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM), algo em torno de 300, sejam demitidos.

A decisão do magistrado da Justiça do Trabalho, que foi assinada no dia 4 de março, atende pleito do Sindicato dos Trabalhadores em Laboratório e Análises Clínicas Casas e Cooperativas de Saúde Hospitalares e dos Técnicos em Radiologia de Mossoró.

A ação foi ingressada em 2014, quando a APAMIM era quem administrava a Casa de Saúde Dix Sept Rosado. O sindicato alega na ação que os servidores na época estavam com dois meses de salários atrasados, não pagava as rescisões e também não recolhia FGTS.

Portas fechadas

E, ainda, em função disto, a CSDR fechou as portas no mês de agosto de 2014, sendo necessário intervenções da Justiça do Trabalho (derrubadas) e posteriormente da Justiça Federal, para retomar o funcionamento da CSDR no mês de outubro seguinte.

O Sindicato dos servidores pediu a Justiça do Trabalho na época que Apamim pagasse saldo salário, aviso prévio, salários atrasados referentes aos meses de junho, julho e agosto de 2014, assim como décimo terceiro proporcional, férias proporcionais, recolhimento de FGTS, multa de 40% sobre o FGTS e indenização substitutivo do seguro desemprego.

Pediu ainda que a APAMIM pagasse os honorários sindicais. Atribuiu a casa o valor de R$ 6,28 milhões, que é o valor do prédio do Anexo da então Casa de Saúde Dix Sept Rosado, que hoje o complexo se chama Hospital Maternidade Almeida Castro.

Após analisar os documentos, o juiz Magno Kleiber Maia decidiu por determinar que a Apamim pagasse a todos os servidores após rescisão contratual num prazo de 5 dias após o processo ter transitado em julgado. Isto já aconteceu e já está correndo prazo.

Com informações da Junta Interventora da CSDR.

Fundac tem mossoroense como novo gestor

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte nomeou o novo gestor para presidir a Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac/RN). A nomeação de Ricardo de Sousa Cabral foi publicada na edição desta sexta-feira (09) do Diário Oficial do Estado.

Ricardo: larga experiência (Foto: divulgação)

A nomeação cumpre a decisão do Poder Judiciário que suspendeu a intervenção na Fundac por um período de 90 dias.

Perfil

Natural do município de Mossoró, Ricardo de Sousa Cabral sempre trabalhou na área financeira. É formado em Administração, Bioquímica e Direito. É servidor efetivo da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sesap) e já ocupou os cargos de coordenador chefe da Unidade Instrumental da Secretaria de Estado da Administração, de coordenador financeiro do Gabinete Civil do Estado e de coordenador de orçamento e finanças da Sesap.

Na iniciativa privada é ex-presidente da Câmara dos Dirigentes Logistas (CDL) e ex-diretor da Federação dos Dirigentes Logistas.

Ricardo Cabral estava exercendo a função de diretor administrativo e financeiro da Fundac durante a intervenção.

Com informações da Fundac/RN.

Justiça suspende intervenção na Fundac por 90 dias

Em audiência realizada nesta quinta-feira (08) no Fórum Desembargador Miguel Seabra Fagundes, o juiz da 2ª Vara da Infância e Juventude, Sérgio Maia, suspendeu a Ação Civil Pública que resultou na intervenção na Fundação Estadual da Criança e do Adolescente (Fundac/RN).

A suspensão segue por um período de 90 dias e cabe ao Governador do Estado definir um nome para assumir a presidência da Instituição.

A decisão da suspensão da intervenção na Fundac se deu pelo fato do Poder Judiciário ter identificado que praticamente todos os pontos exigidos na Ação Civil Pública ajuizada contra a Fundação foram vencidos pela intervenção, e até outros pontos que não estavam pontuados foram realizados, restando pouca coisa.

Kalina Leite

Outro ponto que fez a justiça decidir pela suspensão da intervenção foi a saída da interventora, Kalina Leite Gonçalves, para assumir a Secretaria de Segurança do Estado.

Nesses 90 dias de suspensão da intervenção, a Fundac ficará sob comando do Governo do Estado, com fiscalização do Ministério Público, caso tudo ocorra dentro dos conformes a Ação Civil Púbica poderá ser extinta e o domínio da Fundac passa a ser novamente do Poder Executivo Estadual.

A Fundac estava sob intervenção judicial desde o final de março de 2014. Desde então, a Fundação estava sob a gestão da delegada da Polícia Civil, Kalina Leite Gonçalves, que ficaria no cargo até o próximo mês de setembro, prazo do término da intervenção.

Com informações da Fundac.

Intervenção em Casa de Saúde pode ter sérios desdobramentos

Tudo indica que os desdobramentos da intervenção na Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) devem criar seriíssimas complicações para figurões da política mossoroense.

O pente-fino que se faz na entidade filantrópica, mantenedora da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), não remexe apenas situações de dívidas com fornecedores, prestadores de serviços e empregados.

O aprofundamento dos trabalhos pode resultar em várias ações cíveis e criminais.

Milhões, milhões mesmos, precisarão ter explicação e justificativa quanto ao seu destino.

A primeira intervenção aconteceu no início de setembro deste ano.

Volto ao caso.

Aguarde.

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Boas notícias da Casa de Saúde Dix-sept Rosado

Uma notícia muito da boa, excelente mesmo, para essa quinta-feira (27).

A Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que está sob intervenção judicial, vai reativar oito leitos de sua UTI Neonatal em dezembro.

A notícia foi dada hoje em coletiva pela equipe interventora.

Em 60 dias de intervenção, há retomada gradual de atendimentos na obstetrícia e saneamento de dívidas, além de reestruturação física.

A entidade convive com um “rombo” da ordem de R$ 12 milhões, débitos que vão de energia elétrica a compromissos trabalhistas.

O processo na Justiça Federal tramita sob o nº 0800637-65.2014.4.05.8401 e é de autoria do Conselho Regional de Medicina (CRM).

A intervenção judicial foi determinada na ação civil pública 1141-20.2014.5.21.0013, em trâmite na Justiça do Trabalho.

Durante décadas, a CSDR foi uma célula político-eleitoral, mas também de inestimável serviço de saúde.

A CSDR sofreu intervenção que alijou do seu comando o grupo político liderado pela deputada federal Sandra Rosado (PSB).

Funcionava através da administração da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).

Interventores assumem CSDR e devem pagar salários

O juiz Magno Kleiber Maia, da 2ª Vara do Trabalho em Mossoró, retirou todos os poderes da atual administração da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) e nomeou uma junta interventora, formada por quatro pessoas.

Esse colegiado assumiu de imediato a gestão do hospital e deverá apresentar, até segunda-feira (15), um diagnóstico da situação. Há pouco mais de 15 dias, já ocorrera cumprimento de mandado de busca e apreensão de documentos na entidade.

A Apamim administra a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado (CSDR), sem fins lucrativos, mas desde seu nascedouro há mais de cinquenta anos, esteve sob controle do grupo político liderado pelo falecido deputado federal Vingt Rosado.

A partir de agora, a CSDR será administrada pela auditora Larizza Sousa Queiroz Lopes (diretora geral). José Edson da Silva Junior (Diretor técnico), Maria Invanise Feitosa de Vasconcelos (Diretora Administrativa) e Benedito Viana de Lira (Coordenador do Corpo de Enfermagem).

Poderes

A comissão terá “poderes administrativos de decisão, devendo aquelas de maior monta e gravidade, passarem por crivo judicial” e atuará com a assistência do sindicato dos trabalhadores e o acompanhamento dos procuradores do trabalho e dos promotores do Estado.

Um dos primeiros atos da nova administração do hospital foi garantir o pagamento dos salários dos trabalhadores relativos ao mês de junho, por meio de repasse de recursos pela Prefeitura de Mossoró, no valor de R$ 760 mil, depositados em conta judicial.

Por determinação do juiz Magno Kleiber, os salários serão transferidos dessa conta judicial diretamente para as contas registradas dos trabalhadores. A folha de pagamento do mês de julho já deve ser calculada e encaminhada à Vara pelo sindicato.

Casa de Saúde Dix-sept Rosado pode passar à Prefeitura

Assembleia marcada para as 15 horas dessa sexta-feira (29), da Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), poderá tomar uma decisão inédita: passar o controle da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR) à Prefeitura de Mossoró.

A Apamim é entidade gestora da CSDR. Desde sua formação, há mais de 50 anos, foi forjada como um braço sócio-político do grupo Rosado.

Sua natureza de organização é definida como “entidade beneficente sem fins lucrativos”.

No último dia 20 (à semana passada) foi ocupada pelo Ministério Público do RN (MPRN) e Ministério Público do Trabalho (MPT), com reforço da Polícia Militar, em operação de busca e apreensão.

A mesma CSDR também sofreu bloqueio judicial de seus bens.

Para atender às suas petições, MPRN e MPT alegaram uma série de irregularidades na administração da entidade, que vive há vários anos em precária situação, acumulando débitos que parecem insanáveis à sua manutenção e passivos trabalhistas.

O próprio MPRN admitiu, através do promotor Flávio Corte, admitiu que poderia pedir a intervenção judicial ou diligenciar para que sua responsabilidade de funcionamento fosse passada à Prefeitura mossoroense (veja AQUI).

Depois trago mais informações.

Precisamos da Casa de Saúde Dix-sept Rosado

Da mesma forma que o Hospital da Mulher Parteira Maria Correia foi objeto de intervenção, isso poderá acontecer com a Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR). A confirmação vem do Ministério Público do RN (MPRN), através do promotor Flavio Corte (veja postagem abaixo ou AQUI).

Se for a saída provisória, para seu saneamento financeiro e equilíbrio ao funcionamento, de modo a cumprir seu inestimável valor social, que assim seja.

No caso do Hospital da Mulher, o caminho foi admitido, incentivado e até pedido pelo Governo Rosalba Ciarlini (DEM) em determinada etapa do imberbe funcionamento dessa unidade hospitalar. Simplesmente entendeu que não tinha competência para sua gestão.

Posteriormente, ao final da intervenção (que foi renovada), o próprio Estado assumiu seu comando ao seu modo, do seu jeito. Há alguns meses está nas mãos competentes do doutor Inavan Lopes e dedicado quadro de servidores.

Mas qualquer pessoa que conheça razoavelmente bem o setor, em Mossoró, sabe que o  Hospital da Mulher não tem como atender à demanda diluviana de mães e seus bebês.

A manutenção e melhoria da CSDR são fundamentais para a saúde pública em Mossoró. Atende a uma média de 600 mães e seus bebês mensalmente. Ruim com ela, pior – muito pior sem ela.

Se existem desvios, apurem e punam seus culpados.

Mas sejamos ágeis, eficientes e cirúrgicos na solução desse impasse que se arrasta há muitos anos.

Uma cidade que estufa o peito para produzir em seu favor um monte de ufanismos, intitulando-se  capital disso e daquilo, não pode sucumbir ao título de “Nova Herodes”, punindo criancinhas e suas mães.

Bom senso, menos politicalha.

O interesse social deve ficar acima da futricas e arengas inconsequentes, que vivem nos atrasando como civilização.

Vamos acompanhar os acontecimentos.

“Hospital da Mulher” será administrado por Estado

O Hospital da Mulher Parteira Maria Correia passará ao pleno comando do Estado a partir de amanhã (terça-feira, 29).

Após 180 dias de intervenção judicial e procedimentos do Ministério Público que constataram o desvio de milhões de reais, com uso de duas entidades terceirizadas (Associação Marca e Inase), chega a vez do próprio Estado assumir suas obrigações.

O Hospital da Mulher foi inaugurado em março de 2011, já sob pressão em contrário do MP, devido o modelo adotado pelo Estado, iniciado sem licitação e eivado de outros procedimentos que atentavam contra o erário.

O Governo Rosalba Ciarlini (DEM) chegou a admitir em auditoria que mais de R$ 8,4 milhões tinham sido desviados em seis meses, através da Associação Marca. Achou pouco e aboletou no lugar o Inase, que também patinhou na lama.

A intervenção acabou sendo a fórmula adotada para sanear a sujeira. O próprio Estado chegou a pedi-la, admitindo que não tinha como gerir o Hospital da Mulher.

A intervenção salvou o Hospital da Mulher do fechamento.

Houve economia de mais de R$ 7 milhões com adoção desse modelo de gestão.

Mesmo com a mudança de gestão, serviços como limpeza, pediatria, anestesiologia, intensionistas da UTI e parte da obstetrícia vão continuar terceirizados. O Estado não possui material humano em seus quadros para o atendimento a essas necessidades.

Nota do Blog – Obra importante, que infelizmente cumpriu papel inicial mais político-eleitoral do que sanitário, a um custo altíssimo para o contribuinte.

Os ladravazes continuam e vão continuar soltos. Um estímulo para que continuemos testemunhando tantos desvios.

Hospital da Mulher sofre intervenção, diz Carlos Augusto

Intervenção no Hospital Materno-infantil Parteira Maria Correia (Hospital da Mulher).

A panaceia da saúde pública em Mossoró virou um poço de escândalos, malversação do dinheiro público e símbolo da gestão equivocada do Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

O secretário-chefe do Gabinete Civil do Estado, ex-deputado estadual Carlos Augusto Rosado (DEM), comunicou há poucos minutos que o hospital está sob intervenção por decisão judicial, a partir de pressão do Ministério Público.

Marcondes de Souza Paiva será o interventor.

Carlos recebe em seu gabinete a deputada estadual Larissa Rosado (PSB) e alguns vereadores, como Genivan Vale (PR), Jório Nogueira (PSD), Lahyrinho Rosado (PSB), Vingt-un Rosado Neto (PSB), Luiz Carlos Martins (PT) e Tomaz Neto (PDT) – que pediu a audiência com a governadora, através da parlamentar.

Os parlamentares conversam sobre o cenário aterrador da saúde em Mossoró, como a falta de UTI pediátrica e o descalabro do Hospital da Mulher.

Participa ainda da reunião o secretário controlador do Estado, José Anselmo de Carvalho Júnior.

Depois o Blog traz mais informações.

Deputado teme intervenção no Estado devido Saúde Pública

O deputado José Dias (PSD) criticou nesta terça feira (18) a situação em que se encontra a saúde pública do Estado, onde segundo ele se fala até na possibilidade de uma intervenção por parte do governo da União, o que não é favorável porque quebra o pacto federativo.

No entanto, destacou o deputado, “se não houver uma ação do governo vamos chegar a esse estado. Há de existir um instrumento jurídico que responsabilize as pessoas que cuidam dos recursos públicos para a saúde. No meu ver é o que deveria acontecer antes do apelo de uma intervenção. É preciso que o governo sinta que não é absoluto. Tem que prestar contas das suas ações”.

José Dias disse que a Assembleia Legislativa tem que fazer a pressão legítima e verdadeira para que o governo tome um rumo, para amenizar a situação das pessoas quando precisa do atendimento do setor de saúde, o que no seu entender “é um drama dantesco”.

Josivan e PT de Mossoró desafiam “intervenção”

“O PT Mossoró é o primeiro a marcar a data da convenção municipal. Será 10 de junho. Hoje será publicada nota oficial na imprensa”.

A informação é passada pelo reitor da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA) e pré-candidato a prefeito de Mossoró pelo partido, professor Josivan Barbosa.

Resolução baixada pelo partido no dia passado (veja postagem mais abaixo), criou um mecanismo de intervenção em diretórios municipais que precisam ser ‘enquadrados’ à vontade da Executiva Nacional. Assim, praticamente impede Josivan de ser candidato.

A ordem é se compor com o PSB, como parte de um troca-troca com esse partido no plano nacional.

Pela resolução, depois de aprovada em convenção, a candidatura precisa passar pelo crivo da Executiva. A propalada democracia petista, feita pela vontade das bases e da maioria, sucumbe ao exercício de força de uma minoria.

Uma ala do petismo de Mossoró resolveu ir pro confronto ao decidir ainda ontem à noite tocar em frente a postulação de Josivan. Quer oficializar a candidatura e pagar para ver se o ato de força da Executiva vai até o fim.

MPF nega trabalho para intervenção em Natal

O Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte esclarece que desconhece qualquer ‘pedido de intervenção na Prefeitura de Natal’, ao contrário do que faz crer a notícia publicada no Portal Nominuto.com.

Ademais, as hipóteses de intervenção, previstas na Constituição Federal, presentes nos artigos 34 e 35, não contemplam a possibilidade de intervenção federal em municípios.

Tal intervenção é permitida apenas em se tratando de territórios federais, o que, obviamente, não é o caso do município de Natal.

Assessoria de Comunicação
Procuradoria da República no RN

Nota do Blog – O portal Nominuto.com voltou a reiterar sua notícia, nesta tarde, apenas ajustando informação técnico-legal, quanto às atribuições relativas ao procedimento de intervenção.