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Relatos sobre Tibau

Por Odemirton Filho

Residências de veranistas abastados no século passado (Foto: Wikipedia)
Residências em Tibau de veranistas abastados em registro do século passado (Foto: Wikipedia)

Não é novidade para os leitores deste Blog que eu gosto de escrever sobre a cidade de Tibau. Por qual razão? Lembranças. Lembranças que, vez ou outra, invadem a minha alma e me fazem buscar memórias recônditas no coração.

Dessa vez, no entanto, quero falar sobre o I Festival Literário de Tibau (FliTibau), realizado no último dia 31 de janeiro e, principalmente, sobre o Volume II do livro Tibau De Todos os Tempos, de autoria da Jornalista Lúcia Rocha. Por causa do cronograma de artigos e crônicas que publico semanalmente neste espaço, somente agora me debrucei sobre o assunto.

Inicialmente, é de se louvar a iniciativa de Lúcia Rocha, Raí Lopes, Emanuela de Sousa e Júlio Rosado, pois sabemos o quão é difícil organizar um evento literário. Contudo, eles fizeram com denodo e competência, merecendo todos os aplausos, uma vez que foi um momento singular.

Na ocasião, houve o lançamento do mencionado livro, bem como, um gostoso bate-papo entre escritores, escritoras, poetas e poetisas. Eu estava lá, sentado à mesa com Morgana, minha mulher. Enquanto tomávamos um cafezinho e saboreávamos um delicioso bolo, acompanhávamos a programação.

Em relação ao livro sobre Tibau, é claro que não darei “spoiler”, a fim de instigar o leitor a adquiri-lo e navegar por suas belas páginas. Na obra, encontram-se relatos de moradores e veranistas que viveram e curtiram os veraneios de Tibau ao longo do tempo.

Entretanto, quero destacar alguns relatos que aguçaram a minha curiosidade. Entre eles, o fato de no terreno, onde há cinquenta anos está edificada a casa de meus pais, ter tido uma “bodega, com pouca coisa, bolacha e cachaça para os pescadores”, conforme relatado por dona Elizabeth Negreiros.

Outro relato que me chamou atenção foi o da senhora Aída Mendes. Ela disse que seu irmão, Eider, estava passeando com sua babá, Belisa, ali próximo a Pedra da Furna da Onça. Referida pedra ficava depois da casa de doutor Vingt-un Rosado, e sempre foi envolta em lendas e histórias. Conforme narrou, o seu irmão viu uma bonita mulher, carregando flores nas mãos, segundo ele, tratava-se de Santa Teresinha.

Ah, e quem viveu naquela época, com certeza se recordará do “morrinho”, no qual a juventude se encontrava para jogar conversa fora, flertar e namorar, tudo sob a luz do luar e, talvez, pela suave melodia de um violão.

São muitos, muitos são os relatos sobre Tibau no livro. Não tenho dúvidas que, ao adquiri-lo, o leitor conhecerá e relembrará alguns fatos, deleitando-se. Quem sabe, até se emocione ao rememorar tempos idos.

Por essas e outras razões que me apraz escrever sobre Tibau, pois foi lá que brinquei muitos dias da minha infância, curti parte da juventude, conheci e comecei a namorar aquela que seria a minha esposa. Tempos depois, levamos os nossos filhos para tomar banho de mar, nas águas que abençoaram a nossa união.

Pra finalizar, faço minhas as palavras do poeta e amigo, Cid Augusto: “na minha infância, Tibau era o que existia mais próximo do paraíso”.

Odemirton Filho é colaborador do Blog Carlos Santos

Tibau recebe I Festival Literário

Evento vai reunir amantes da literatura - Foto: reprodução

O primeiro Festival Literário de Tibau – FliTibau- promete movimentar a cena cultural no litoral do oeste potiguar. As vagas para novos participantes foram esgotadas durante o primeiro dia de divulgação. O evento acontece no dia 31 de janeiro, a partir das 15h, no Espaço Villa do Tibau, localizado na Avenida 22 de Dezembro, em Tibau- RN. O encontro representa um mergulho na Literatura Potiguar, reunindo escritores, leitores e apreciadores da arte em uma tarde dedicada aos livros, à poesia e cultura nordestina.

A iniciativa parte dos jornalistas Emanuela de Sousa, Lúcia Rocha e Raí Lopes, além do poeta Júlio Rosado, com a ideia de aproximar o universo literário na cidade-praia de Tibau. Haverá sessão de autógrafos dos livros de Emanuela de Sousa, Júlio Rosado e Leila Tabosa. Um dos momentos mais aguardados da programação será o lançamento do livro Tibau de Todos os Tempos – Volume II, de autoria de Lúcia Rocha, obra que resgata memórias, histórias e identidades de nativos e veranistas nascidos a partir da década de 1920. Valor do exemplar: R$ 60.

O FliTibau é aberto ao público e contará com a participação da confraria literária Café & Poesia, representada por Ângela Gurgel, Vanda Maria Jacinto, Dulce Cavalcanti, Marlene Maurício Maia, Sueldo Câmara, Airton Cylon, Marcelo Almeida, Danny Santos e Marcos Antônio de Oliveira que também estarão autografando suas obras.

Além da contadora de estórias Magaly Holanda e da mostra de peças de artesanato produzidas pela Associação de Artesãos de Tibau, valorizando a produção da arte local.

Para completar a experiência, os visitantes poderão desfrutar da culinária da cafeteria do Villa do Tibau, que oferece cardápio com sabor regional. Haverá, ainda, uma apresentação da atriz Tony Silva, da Banda Filarmônica de Tibau e Exposição Xilogravura Potiguar. Venha viver esse momento e celebrar os talentos de nossa gente.

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Pão nosso de cada dia

Por Marcos Ferreira

Foto do autor da crônica
Foto do autor da crônica

Presumo que poucas pessoas se interessem por esse conteúdo, por essa informação. Pois se trata, a bem da verdade, de uma sensaboria, algo de quem parece não ter coisa melhor para dizer. Teimoso, porém, vou contar esta história insípida. É que hoje acordei cedo. Cedinho mesmo: pouco depois das quatro da madrugada. A bexiga estava de fato nas últimas, então fui ao banheiro e não consegui reaver o sono. Volta e meia isso acontece; uma emergência fisiológica. Ainda assim, com o quarto na penumbra e naturalmente frio, retornei para a minha rede e os cobertores.

Vocês sabem que em ocasiões dessa ordem, quando a gente se encontra insone por inteiro ou parcialmente, mil e uma maluquices nos vêm à cabeça. Então nos alcança um monte de besteirol, pessoas e meio mundo de lucubrações. No meio disso, fato corriqueiro, vêm ao meu juízo determinados temas que julgo aproveitáveis, com certo potencial para converter em uma crônica garranchosa.

Recordei-me, por exemplo, de uma dúzia ou mais de amigos que têm (coloco-me no meio deles) esse alumbramento visceral, comunhão, enlace com o exercício da escrita. Sim. É o que estou dizendo. Somos, de forma saudável, reféns espontâneos e um tanto orgulhosos dos vencilhos, das amarras da escrita. Como no verso de Camões, é estar preso por vontade, é servir a quem vence o vencedor. O bardo caolho é fora de série, extraordinário, um fenômeno da poesia. É incomparável.

Então penso, após todo esse nariz de cera, nos meus pares, nos meus amigos literatos, homens e mulheres dominados pelo micróbio da literatura. Alguns desses indivíduos inéditos em livro (por razões que a própria razão desconhece) seguem fugindo da raia, fazem ouvidos moucos ao chamado da Literatura. Lembro, mas que isso fique apenas entre nós, de figuras preciosas e cheias de hesitações como nosso querido arquivo ambulante Rocha Neto. E não apenas o Rocha. Há outros desertores da tinta e do tinteiro nesta Macondo nordestina. Faço aqui a vez de dedo-duro.

O que tanto esperam (insisto que esse assunto fique só entre nós) os senhores Marcos Araújo, Bruno Ernesto, Odemirton Filho, Ailson Teodoro, Raquel Vilanova e, entre outros, Bernadete Lino? Pois é, meus caros. A senhora Bernadete Lino, pernambucana que mora em Caruaru, tem o que verter para o papel. Ela, que me oferece a honra de sua amizade e tem um forte elo com nossa terra, possui uma biografia muito bonita. Estou certo de que um livro seu de memórias, considerando a clareza de seu pensamento e intimidade com nosso idioma, seria uma ótima contribuição às letras. João Bezerra de Castro, gramático vocacionado, pode afiançar o que digo.

A labuta da escrita, perdoem esta metáfora talvez de mau gosto, representa o nosso pão de cada dia, mesmo em se tratando (repito) de personagens que ainda não estrearam em livro. De repente alguém pode saltar e dizer que estou cobrando dos outros uma produção que eu próprio não reúno. Quem isto afirma não está de todo errado, considerando que sou autor de um só livro publicado.

Todavia, para quem não sabe, possuo quase dez títulos inéditos nos gêneros romance, contos, poesia e crônicas, tudo isso à espera de melhores horizontes financeiros ou da possibilidade de ser pego no pente-fino de concursos literário que oferecem premiação em dinheiro e, no mais das vezes, publicam a obra vencedora. Este é o caminho que percorro há tempos.

Ressalto, claro, que estou a anos-luz da fecundidade, da prenhez e dos recursos econômicos de autores de minha estima como Clauder Arcanjo, Ayala Gurgel e o prolífero e versátil Marcos Antonio Campos, três mosqueteiros, três espadachins bem-sucedidos nos salutares duelos com a arte do fazer literário.

Além desses três, e não menos meritórios, temos no País de Mossoró e no estado manejadores da língua portuguesa bem-aventurados como Vanda Maria Jacinto, Fátima Feitosa, Dulce Cavalcante, Margarete Freire, Lúcia Rocha, Júlio Rosado, Caio César Muniz, Cid Augusto, Jessé de Andrade Alexandria, Crispiniano Neto, François Silvestre, Carlos Santos, Inácio Rodrigues Lima Neto, Airton Cilon, Thiago Galdino, Marcos Pinto, Francisco Nolasco, David Leite, Honório de Medeiros, Antonio Alvino e, devido às condições da memória, outros mais que ora não recordo.

Todos, com um nível maior ou menor de arrebatamento, buscam esse pão nosso de cada dia que resulta em crônicas, contos, romances, poemas. No que me toca, enquanto cativo deste mister de arranjar palavras e exibi-las em páginas com um mínimo de qualidade, produzo coisas desse tipo: uma crônica um tanto quanto prolixa, mas sempre com a mão na massa do verbo do qual nos alimentamos.

Marcos Ferreira é escritor

Livro da jornalista Lúcia Rocha é adotado por colégio

Capa da segunda edição do livro (Reprodução)
Capa da segunda edição do livro (Reprodução)

O Colégio Menino Deus adota “O Menino que Enfrentou Lampião – A Saga de Rodolfo Fernandes” como livro paradidático. Servirá ao alunado do 8º ano do Ensino Fundamental, no ano letivo de 2025.D

De autoria da jornalista Lúcia Rocha, o livro retrata com detalhes pela primeira vez, para o público infantojuvenil, o episódio mais marcante da história de Mossoró: a resistência ao bando de Lampião, em 1927.

A autora traz também, de forma inédita, a biografia de Rodolfo Fernandes, à época o prefeito local e herói por ter organizado a defesa da cidade, derrotando Lampião, considerado o rei do cangaço.

Graça Fernandes, diretora e fundadora do Colégio Menino Deus, instalado no Conjunto Abolição II há 40 anos, concorda que o livro paradidático ajuda complementando o ensino e, embora não propriamente didático, tem propósitos complementares. Aponta que ele pode ser usado em conjunto com materiais próprios e formais para ensinar um conteúdo.

O Menino que Enfrentou Lampião foi o livro mais vendido na Feira do Livro de Mossoró em outubro passado. Já está em segunda edição, disponível em todas as livrarias da cidade ao preço unitário de R$ 60,00.

Curta experimental baila no cangaço com “Mulher rendeira”

O curta-metragem mossoroense “O Cangaceiro Compositor” está no ar. O filme do jornalista e cineasta Alexandre Fonseca tem como temática o cangaço, abordando um aspecto curioso de Virgulino Ferreira (Lampião) e uma suposta música escrita pelo cangaceiro.

O enredo é sustentado no livro “O Menino que Enfrentou Lampião”, da escritora e jornalista mossoroense Lúcia Rocha. Traz uma readaptação de “Mulher Rendeira”, clássico do cancioneiro popular.

“A ideia do produto audiovisual nasceu após a leitura do livro. Foi uma descoberta interessante saber do gosto de Lampião pela música e calhou exatamente com a proposta de um festival de cinema, então, não podia perder a oportunidade de realizar a obra”, conta o diretor Alexandre Fonseca.

“O Cangaceiro Compositor” está disponível na íntegra no canal do YouTube: AF Produções Potiguares, constante nesta postagem.

Sobre “Mulher rendeira” – Tem suas origens nas tradições populares do nordeste brasileiro, e ela está fortemente associada à cultura do cangaço, embora suas origens sejam anteriores a esse movimento. A canção se tornou ainda mais famosa ao longo do tempo, sendo adaptada e gravada por diversos artistas brasileiros e internacionais. Em 1953, ela ganhou projeção mundial ao fazer parte da trilha sonora do filme “O Cangaceiro”, dirigido por Lima Barreto, o que ajudou a espalhar a música além do Brasil e a fixar essa versão do cangaço.

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A memória de Sátiro no “Mossoró de Todos os Tempos”

O extinto programa “Mossoró de Todos os Tempos” da TV Cabo Mossoró (TCM Telecom), Canal 10, gravou no dia 1º de abril de 2006, entrevista com o padre Sátiro Cavalcanti Dantas, falecido nessa segunda-feira (27), em Mossoró.

Veja esse vídeo exibido pela emissora à época, sob apresentação do professor, médico, empresário Milton Marques de Medeiros (in memoriam), além da participação do jornalista Casciano Vidal.

A direção era da jornalista Lúcia Rocha.

Vale a pena ver de novo.

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Jornalista vai lançar livro dirigido a público infantojuvenil

Capa do livro da autora (Reprodução)
Capa do livro da autora (Reprodução)

Depois de escrever mais de vinte livros biográficos sob encomenda, além de quatro autorais, a jornalista e escritora mossoroense Lúcia Rocha envereda pela literatura infantojuvenil. E nesse sábado (28), em Tibau, dará sequência ao lançamento do seu novo título: ‘A Menina que Queria Ir à Guerra’.

Será no Rotary Club de Tibau, às 17h.

“É um livro dirigido a crianças acima de dez anos de idade e que não fará mal aos adultos”, comenta.

Mossoroense, Lúcia Rocha lançou o livro primeiramente em Mossoró, no último dia 12 último, no Açaí do Alto, na Praça da Convivência, Centro de Mossoró.

Em seguida, no Rust Café (Centro da cidade), dia 14, além de Natal nos dias 21 na Livraria da Editora Ciranda Cultural, Midway Mall; e na Livraria Nobel do Praia Shopping, dia 23.

 

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A esperança que vive em sonhos e sob dificuldades na escola pública

No último dia 24, a jornalista e escritora Lúcia Rocha, filha de uma educadora (Inalda Cabral Rocha – in memoriam) aportou na Escola Municipal Celina Guimarães (Mossoró).

Lúcia faz selfie com alunos da Celina Guimarães em Mossoró (Foto: reprodução Canal BCS)
Lúcia faz selfie com alunos da Celina Guimarães em Mossoró (Foto: reprodução Canal BCS)

“Voltei à Escola Municipal Celina Guimarães para um papo com os alunos sobre Celina Guimarães, a primeira eleitora da América Latina”, justificou em suas redes sociais.

Quem ensina, também aprende.

Lúcia Rocha não apenas dissertou sobre quem dá nome à escola, como também ouviu, para conhecer a realidade da garotada e suas famílias. Cantarolou até.

“Nenhum aluno tem pai ou mãe com faculdade, apenas três deles têm computador, mas a maioria está decidida a fazer Medicina. Queira Deus que cheguem lá”, mostrou – esperançosa.

Microcosmo do ensino público brasileiro, a Celina Guimarães mostra quão difícil é superarmos a desigualdade. Como é desequilibrada essa balança entre os que possuem maiores meios e crianças e adolescentes da periferia, das bordas da sociedade.

Não é por acaso que a cada vitória de um, passando no funil das oportunidades de acesso ao ensino superior e outros saltos, a gente vibra e transforma em notícia. A boa excepcionalidade é ainda um fato social e jornalístico, muito superior à futrica e aos escândalos com subcelebridades do subjornalismo.

A conquista de um deles, é alento para todos eles, suas famílias e comunidade. Para nós.

“Um aluno, Anderson Diego, levou violão e ao final, solou ‘Aleluia’, um hino clássico universal da música cristã”, registrou Lúcia, a repórter.

Aleluia! Aleluia!

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“A arte de escrever biografias” na Feira do Livro

Amanhã (terça-feira, 3), às 19h30, será a abertura da 16ª Feira do Livro de Mossoró, no Campus Central da Universidade do Estado do RN (UERN). Serão cinquenta horas de programação cultural, até a sexta-feira (6).Lucia Feira do Livro de Mossoro

No Palco das Letras na quinta-feira (5), às 17h, por exemplo, duas pratas da casa vão falar sobre a arte de escrever biografias. Serão os jornalistas e escritores Caio César Muniz e Lúcia Rocha.

Autógrafo

O público poderá acompanhar e dialogar com eles, sabendo mais sobre esse gênero literário que é o de maior sucesso em vendagem de livros no mundo inteiro.

Lúcia e Caio são graduados em jornalismo e escrevem livros há mais de vinte anos.

Logo após, Lúcia Rocha estará autografando Memórias de Milton Marques de Medeiros – O Menino do Poré, lançado ano passado.

A partir da quarta-feira (4), a Feira do Livro de Mossoró estará aberta das 9h às 21 horas. O evento conta com o apoio cultural do Governo do Rio Grande do Norte, através da Lei Câmara Cascudo, Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, Progresso Atacado e RN Leitura.

Dentre os eventos programados para esta edição – considerada a maior feira de livros do interior do estado – haverá bate papos com autores, diversos lançamentos de títulos, contação de história, exposições, manifestações artísticas de dança, música, teatro e outras atividades.

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Escritora prepara lançamento de mais uma biografia

José Mendes e sua esposa, dona Lourdes, 2012, Lúcia Rocha
Zé Mendes e dona Lourdes, sua esposa (Foto: Lúcia Rocha/arquivo)

A jornalista e escritora Lúcia Rocha, que recentemente apresentou biografia do empresário-médico-professor Milton Marques de Medeiros (veja AQUI), está com outro livro prestes a ser lançado.

Ela vai mostrar biografia do empresário José Mendes da Silva. Ideia é lançar em setembro próximo.

“Zé” tem uma história de vida muito interessante. É marcada pelo trabalho braçal desde criança, a pouca oportunidade para os estudos, pois a prioridade era colaborar no sustento familiar, além de o empreendedorismo em diversas áreas, além de namoro com a política e também paixão pelo rádio.

Vou aguardar o livro, Lúcia.

Quero saber tintim por tintim.

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Viagem ao Poré

Livro é assinado pela jornalista e escritora Lúcia Rocha e foi lançado recentemente (Foto: Canal BCS)
Livro é assinado pela jornalista e escritora Lúcia Rocha e foi lançado recentemente (Foto: Canal BCS)

Só hoje (quarta-feira, 28), tardinha, pude pegar livro “Memórias de Milton Marques de Medeiros – O menino do Poré”, da escritora e jornalista Lúcia Rocha.

Farei essa viagem no tempo, para me reencontrar outra vez com Milton.

Será uma prosa diferente, porque apenas ele falará. Também diferente por isso mesmo, o que nunca testemunhei, como interlocutor, em tantas vezes que conversamos.

A gente se fala, camarada!

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Sessões de autógrafos de livro acontecem nesse sábado

Livro conta história de Milton Marques de Medeiros Foto: reprodução)
Livro conta história de Milton Marques de Medeiros (Foto: reprodução)

Vão ocorrer neste sábado, dia 17, em Upanema, sessões de autógrafos do livro Memórias de Milton Marques de Medeiros – O Menino do Poré. A obra foi organizada pela jornalista Lúcia Rocha. A autobiografia em memória conta, em ordem cronológica e em primeira pessoa, detalhes da vida do eterno Milton Marques de Medeiros – idealizador e fundador do Grupo TCM Telecom, médico, professor e comunicador.

O homenageado nasceu em 9 de julho de 1940, em Upanema e faleceu em 22 de abril de 2017, em Fortaleza.

A primeira sessão de autógrafos será às 9h na loja TCM e, à noite, também haverá programação especial, desta vez, na Fazenda Poré – que fez parte da história de Milton Marques de Medeiros e família Freire-Marques. Na ocasião, será realizada mais uma sessão de autógrafos na quadra do Centro Social do Poré e em seguida, será celebrada missa na Capela de Santo Antônio, na comunidade.

Além da presença da organizadora da obra, Lúcia Rocha, a Diretora Geral do Grupo TCM Telecom Zilene Medeiros, viúva de Milton Marques, também prestigiará a programação na Fazenda Poré.

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A partida de uma mãe

Por Lúcia Rocha

Quem disse que perder a mãe dói, falta com a verdade, pois é uma dor sobre-humana, imensurável. Mas, infelizmente, chega a hora delas e, com a minha, não foi diferente.

Deus me deu a oportunidade de estar com ela em seus últimos momentos com vida aqui na terra.

Professora Inalda Cabral é um nome importante da educação de Mossoró (Foto: Paulo Eduardo)
Professora Inalda Cabral é um nome importante da educação de Mossoró (Foto: Paulo Eduardo)

Naquele dia, ela não leu, não abriu nenhum livro e não pegou no jornal, pela primeira vez, respirou com a ajuda de um cilindro de oxigênio, que há muito fazia parte da decoração do quarto. Havia broncoaspirado na noite anterior, porque tinha dificuldade de deglutir, comum a idosos.

Se é difícil perder pessoas próximas, então, perder alguém tão próximo, como a mãe, somente Deus para consolar.

Quem diria que eu estaria cuidando dela… Passava um pouco das 21 horas e todas as luzes já apagadas para dormir. Em nove minutos, deixou de respirar e o coração parou.

Assistir os minutos finais de uma pessoa que viveu para plantar, para construir pontes, uma dor forte invade o coração sem pedir licença. Embora as palavras não apaguem o sofrimento que a gente sente, cantei um louvor e assim ela se foi.

Eu sabia que minha mãe não era eterna, um dia iria embora. Aconteceu numa hora em que eu estava ao seu lado, a tempo de avisar os outros filhos, que chegaram quando ela nos deixava.

Dona Inalda foi com a certeza da salvação, foi com sua fé.

Ficamos gratos por Deus por Ele ter vindo pegá-la em casa, sem dor, sem sofrimento, longe de ambiente hospitalar, junto aos seus e à Francisca Lucycleide, uma das técnicas que a acompanhava, justo a que mais tempo esteve com ela, participou da intimidade e da rotina de nosso lar, há pouco mais de três anos.

Quem diz da dor de perder uma mãe, esconde o quão grande é o sofrimento, a dor, o sentimento de perda. A gente vê de outra forma quando é com nossa mãe.

Temos que buscar força em tudo o que aprendemos com ela. A força maior vem de Deus, mas o exemplo que nossa mãe deixou para a gente é de uma mulher muito forte e guerreira. A única vez que a vi chorar foi no velório da sua mãe.

Uma mãe que, confiando, não desistiu nunca, apesar das circunstâncias.

ELA SE FOI CALMA, TRANQUILA, sem um adeus, como se dissesse “Não fiquem desesperados, chegou minha hora, porque sei que estou com Deus”. E foi com a fé dela, louca para reencontrar Luzia, a primogênita, que faleceu aos cinco anos de idade, prometendo guardar um bom lugar para a mãe. Mamãe nunca esqueceu essa filha, vivia com sua foto e não havia um dia em que não falasse em Luzia, uma de suas paixões.

Eu e meus irmãos agradecemos a Deus por tê-la como mãe. Ela já passou por tanta coisa nessa vida. A gente se identifica tanto com a vida dela, que estamos sendo fortes, não podemos nos dar ao luxo de deixar uma depressão ou mesmo ansiedade nos derrubar.

Toda vez que vem sua lembrança, lembro e canto as músicas que cantava conosco desde criança, do padre Zezinho e, mais recentemente, do Padre Alessandro Campos, além dos hinos da harpa cristã.

A fé e força da nossa mãe é exemplo para todos que a conheceram.

A gente precisa continuar firme e forte, com Deus à frente dos nossos projetos, para o coração se acalmar mais.

Ficam algumas perguntas: se faltou dizer algo, se faltou fazer algo, se isso, se aquilo. A certeza do dever cumprido nos sustenta.

Inalda, leitora voraz (Foto: da família)
Inalda, leitora voraz (Foto: da família)

Fico imaginando que a dor de quem abandona uma mãe ou pai deve ser terrível, no momento da perda.

Em tempo de pandemia, não foi difícil esconder a informação do que estava acontecendo. Os cuidados foram redobrados com os filhos e netos, para evitar que se contaminasse porque fazia parte da rotina receber profissionais como fonoaudióloga, fisioterapeuta, enfermeira, assistente social, dentista, nutricionista que sempre fizeram uso de máscaras e usavam álcool gel quando adentravam a casa, o que contribuiu para ela não perceber nada.

Na televisão, só assistia canais com programação cristã.

Agradecemos ao Senhor por nossa mãe ter tido direito a velório, a despedida, onde recebemos amigos e familiares, embora não pudéssemos abraçar ou ser abraçados. Um velório diferente, com testemunhos e passagens engraçadas, por parte de familiares e de pessoas que ela fez a diferença em suas vidas.

Felizmente, as memórias, ao contrário da vida, não nos podem ser roubadas. É nelas que encontramos motivação para continuar, mas é Deus que conforta nossos corações.

Chegou a sua hora e ela foi com Deus.

Para quem tem fé, a vida é eterna, nunca tem fim.

Lúcia Rocha é jornalista e escritora

O adeus à professora Inalda Cabral Rocha

Professora Inalda: história na educação (Foto: Web)
Professora Inalda: história na educação (Foto: Web)

Faleceu nessa terça-feira (9) em Mossoró, a professora aposentada Inalda Cabral Rocha, 96.

Era natural de Pau dos Ferros, mas desde tenra idade passou a viver em Mossoró, onde construiu prole numerosa e muito digna.

Ela fez carreira vitoriosa em prol da educação, da sala de aula a cargos importantes no setor.

Minhas condolências em especial à Lúcia Rocha, amiga jornalista de longas datas.

Descanse em paz, professora.

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“Não vou ser silêncio” será lançado segunda-feira, 28

Livro é o segundo do autor (Foto: divulgação)

Com o selo da Editora Sarau das Letras, Danielson Santos da Silveira vai lançar na próxima segunda-feira (28) o seu segundo livro. Graduado em engenharia têxtil, mas com incursões à produção cultura, o autor apresentará “Não vou ser silêncio“, às 16h, na loja da TV Cabo Mossoró (TCM-Telecom), no Partage Shopping Mossoró.

Prefaciado pelo escritor e editor David Leite, o livro conta a história de José Batista dos Santos, o “Zé da Volta” (seu avô), de Maria do Socorro Rodrigues Santos, “Socorro da Volta” (sua tia), e da comunidade da Volta.

Não vou ser silêncio é um livro de memórias. Um resgate.

– “Foi-se o tempo em que as memórias de família ficavam restritas apenas a álbuns de fotografia. A ideia de desenvolver este livro é de preservar a história através de uma pesquisa histórica. Isso é uma tendência mundial que vem sendo cada vez mais utilizada aqui no Brasil. A preservação das histórias de famílias para as futuras gerações tem criado um novo nicho no mercado literário. Diante da nova realidade, o livro vem a atender a essa necessidade”, justifica.

A jornalista Lúcia Rocha colabora com a publicação, que tem ilustração de capa e contracapa de Nôra Aires, diagramação de Augusto Paiva, além de revisão de Carlos Adams.

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TCM não planeja retomar o “Mossoró de Todos os Tempos”

O Programa Mossoró de Todos os Tempos (MTT), que era apresentado na TV Cabo Mossoró (TCM), Canal 10, por seu criador – o professor/empresário/médico Milton Marques de Medeiros – não tem perspectiva de continuidade, em face de seu falecimento.

Milton Marques e Ribamar Freitas no MTT (Foto: divulgação)

Provocada pelo Blog Carlos Santos, a direção da TCM se pronunciou assim, sobre o assunto, através de sua Assessoria de Imprensa:

– Não há perspectiva de retorno do programa, pelo menos não para este ano. Ficou um programa gravado. Mas também ainda não é assunto debatido sobre possível exibição.

Entrevistas

O MTT era um programa de entrevistas com perfis de pessoas de Mossoró ou que se converteram à história da cidade, nos mais diversos setores de atividade e estamentos sociais. Foi criado, produzido e dirigido pela jornalista Lúcia Rocha nos primeiros anos.

Começou a ser gravado em novembro de 2003 e os primeiros programas foram ao ar em 2006, como nomes como Canindé Queiroz, Dorian Jorge Freire, Enéas Negreiros, Antônio de Pádua Cantídio (Coconha), Ribamar Freitas (Oba Restaurante), Anchieta Alves etc.

Milton Marques faleceu dia 22 de abril deste ano (veja AQUI).

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Tibau de todos os tempos – o livro e a sua história

Por Lúcia Rocha

Pesquisando sobre Tibau (município a 42 quilômetros de Mossoró) no arquivo do centenário jornal O Mossoroense, são poucos os registros anteriores à primeira metade do Século XX e encontramos duas razões: a primeira talvez porque Tibau pertencia ao estado do Ceará até 1920; e segundo, porque não havia estrada de rodagem até 1932, o que dificultava o percurso entre Mossoró e a então Vila de Tibau.

Nesse tempo, Areia Branca era mais presente nas páginas dos jornais de Mossoró, havia a estrada para Areia Branca, motivada pelo grande volume de negócios em consequência do porto, por onde chegavam e saiam as mercadorias comercializadas em Mossoró e região oeste. Então, o fluxo de pessoas entre Mossoró e Areia Branca, trazendo e levando notícias, era bem maior.

Desde que Henry Koster – um português nascido em 1793,   filho de pais ingleses – passou por Tibau, em 1810, montado em cavalo, em sua passagem pelo nosso litoral, escreveu sobre os morros de areia colorida, Tibau tem sido citada e cantada pelos apaixonados por seu mar limpo e falésias. O texto de Henry Koster sobre Tibau foi publicado em jornal inglês, em 1816. Depois, ele o incluiu no livro Travels in Brazil.

Pois bem, a partir do texto de Henry Koster, decidi pesquisar outros autores ou pessoas comuns que escreveram sobre Tibau. Juntei meu acervo de livros produzidos no Rio Grande do Norte, mais os que garimpei nos sebos – a maioria  publicados pela Coleção Mossoroense, do abençoado Vingt-un Rosado – e trouxe para Tibau, onde li mais de trezentos deles, filtrando tudo o que foi publicado sobre Tibau.

Pela leitura dos livros e jornais antigos, percebe-se o tratamento que davam a esse pedaço de chão. Até a década de 1920, é ‘povoado de Tibau’. Depois, ‘pitoresca estância balneária’. A partir da década de 1950, ‘praia do Tibau’. E até sua emancipação, em 1995, ‘Vila do Tibau’.

A partir do episódio da invasão do bando de Lampião a Mossoró, em junho de 1927, Tibau passou a ser considerada um excelente refúgio, servindo de abrigo às famílias que preferiram se esconder a correr o risco de morrer como heróis da resistência a Lampião.

Antes de 1932, quando construíram a estrada de rodagem, Tibau era citada como um lugar distante, quase inalcançável, ou seja, uma aventura sair de Mossoró para Tibau. A pé, são até hoje, exatamente, doze horas.

Vinha-se de cavalo, jumento ou carro de bois. A partir de 1915, quando inauguraram o primeiro trecho da estrada de ferro, entre Areia Branca e Mossoró, surgiu a opção de vir de trem até Porto Franco, onde pegava-se uma charrete ou carro de boi e a viagem prosseguia à beira mar.

Os primeiros veranistas, da década de 1890, só alcançavam Tibau a cavalo. A partir de 1900, vinham em carros de bois. Saíam de Mossoró num dia e chegavam no outro, sempre pernoitando em alguma fazenda no meio do caminho.

Lazer e descanso

Através dos poucos registros na imprensa, tomamos conhecimento de como Tibau passou a ser uma opção de lazer ou descanso. Esses desbravadores pioneiros nunca receberam homenagens do poder público tibauense, não são patronos de ruas ou prédios públicos, como acho que mereciam.

Mas Tibau tem nome de mossoroenses como patronos de ruas só pelo fato de ter sido proprietário de casa de veraneio. Esse livro permitirá que o poder legislativo tome conhecimento da história desses homens e mulheres e suas relações e vínculos com Tibau para, quem sabe, merecer homenagens futuramente.

Foi o cearense doutor Castro, primeiro médico a atuar em Mossoró, que propagou que as águas e o clima de Tibau curavam algumas doenças. E, assim, passou a ser o primeiro relações públicas de Tibau. Indicou o tratamento, por exemplo, ao poeta e escritor, Henrique Castriciano que, tempos depois fundou a Escola Doméstica de Natal.

O trabalho de pesquisa não ficou somente nos livros e jornais. Em 2009, passei a apresentar o programa Tibau de Todos os Tempos, na FM Tibau, entrevistando nativos e veranistas sobre Tibau, claro. Criei no Facebook um grupo com o mesmo nome do programa e passamos a ter acesso a inúmeras fotografias de Tibau, a partir da década de 1930, através da contribuição dos membros que foram buscá-las no fundo do baú.

As fotos revelam uma Tibau com morros, casas de taipa, cobertas de palhas, os Pingas, as falésias, a famosa Furna da Onça ou Buraco da Sereia; da Tibau onde famílias de empresários, médicos, funcionários públicos e profissionais liberais passavam meses com suas famílias, numa Tibau sem  energia elétrica, água encanada, automóveis, ultra-leves, bugres, barcos, jet-sky ou quadriciclos.

Essas famílias vinham em busca de tranquilidade, de uma vida simples, onde seus filhos pudessem correr à beira mar, brincar entre os morros de areia colorida, caminhar com os pés descalços nas ruas de areia, brincar com os animais, jumentos, carneiros e bodes; com aves como galinha, galo e pintinhos. Podiam ouvir o cantar dos pássaros, chupar cana, comer tapioca, beiju, gelé de côco, tomar água de côco, dentre outras delícias oferecidas por crianças e jovens em meio às casas dos veranistas.

Férias

Independente da conta bancária do veranista, em Tibau, sua família levava uma vida comum dentre os nativos: dormia em redes, até nos alpendres, a comida era preparada em fogão à lenha, bebia água das vertentes, comia o peixe pescado em jangadas que voltavam no final da tarde, onde se misturavam veranistas e nativos, para alegria da garotada, curiosa para ver aqueles a quem, Raimundo Nonato denomina de vaqueiros do mar.

Até muito pouco tempo, as famílias ainda vinham a Tibau com essa intenção, de férias para dias diferentes da vida que levam na cidade grande, de poder dormir sem aparelho de ar condicionado, sem micro-ondas, sem telefone ou qualquer meio de comunicação. Mas os hábitos vão mudando, de acordo com as gerações. Já não se anda mais com os pés descalços, já não há mais serenatas.

Resta a saudade daqueles tempos em algumas famílias tradicionais que ainda mantêm residências à beira mar ou no entorno da Capela de Santa Teresinha.

As casas de taipa deram vez às mansões e apartamentos – inclusive em condomínios fechados – com aparelhos de telefone celular, internet, antena de TV por assinatura e tudo o que o mundo moderno eletro eletrônico permite, com exceção de uma ou outra como, por exemplo, a do casal Ildérica e João Cantídio, construída em 1929 e ainda mantida em seu estilo original.

Mas os avanços como, por exemplo, a estrada asfaltada em pista dupla reduzindo o tempo da viagem para, no máximo, meia hora, ainda não entrou na mente de muita gente que mantém a casa fechada de fevereiro a dezembro. É como se Tibau ainda fosse muito longe ou algo como um projeto de longa distância. Não usufruem da natureza, do mar e do céu limpos disponíveis de janeiro a janeiro. Com raras exceções. Alguns mudaram para Tibau e vão diariamente trabalhar em Mossoró.

Esse livro, portanto, reúne fotos, textos de livros, revista, jornais e redes sociais, onde escritores, jornalistas, médicos, pesquisadores, pensadores, poetas, formadores de opinião ou pessoas comuns citam Tibau. Cada texto é precedido de uma curta biografia e comentário acerca do autor para ajudar o leitor a situá-lo. Não podia também faltar músicas em homenagem a Tibau.

Reunimos fotos e as primeiras imagens registradas de Tibau, são da década de 1930, período em que o fotógrafo cearense, Manuelito Pereira, migrou para Mossoró. A maior parte dessas fotos estão sem os créditos, porém, agradeço quem  possa nos informar da autoria para registrarmos em futuras edições.

Registros fotográficos

Esses registros fotográficos reúnem membros das famílias Escóssia, Cantídio, Nogueira Mendes, Andrade Freire, Gadê, Monte Rocha, Ferreira Leite e Rosado Maia e alguns – poucos – nativos.

Sou grata a quantos facilitaram a pesquisa, aos que atenderam à minha solicitação de textos e material fotográfico e aos que apoiaram através de um simples incentivo.

À Misherlany Gouthier, que digitou todo esse material e também colaborou com a pesquisa e material fotográfico, minha eterna gratidão.

Agradecer também ao nobre colega, Carlos Adams, pela revisão final, como tem feito nos últimos onze anos, em todos os meus livros publicados.

À Consuelo Freire que, de Brasília, colaborou dando tratamento ao material fotográfico aqui publicado com melhor qualidade.

Ao inesquecível e eterno Vingt-un Rosado, por tudo que fez para deixar registrado em livros e plaquetes, páginas da história de nossos dias, de nossos antepassados, costumes, cultura, fatos e curiosidades da nossa província.  O Rosado que mais fez diferença na história recente do Rio Grande do Norte e está eternizado, jamais será esquecido ou deletado pelas gerações futuras. E, por isso, o maior mossoroense de todos os tempos.

Como saber dos outros sem a publicação dos feitos deles? Você foi mil, merece a devoção, o respeito e as homenagens de tantos quantos souberam, sabem e saberão de sua existência. Alguém que conheci na infância – fomos vizinhos – e Deus me deu o privilégio de regressar à Mossoró, a tempo de uma salutar convivência em seus últimos anos de vida. Esse livro é uma viagem no tempo, dito por quem viveu todas as fases de Tibau.

A pesquisa continua para futuras publicações e será um prazer receber colaboração de quem desejar contribuir para o enriquecimento da história de Tibau, através de textos publicados ou que estejam perdidos em alguma gaveta ou baú.

Esse é o primeiro de uma série de livros dedicados a Tibau, com entrevistas numa troca de irmandade entre nativos e veranistas.

Lançamento

Lançado no último dia 19 de agosto de 2016, na 12ª Feira do Livro de Mossoró, Tibau de Todos os Tempos, Volume I, é o primeiro de uma série de livros-reportagens, de autoria da jornalista Lúcia Rocha, moradora de Tibau desde 2009. Em sua apresentação, a autora explica o que a levou a escrever sobre Tibau e como se deu o processo de criação do primeiro volume.

Lúcia Rocha, padre Sátiro Dantas e Mário Ilo no lançamento do 'Tibau de todos os tempos' (Foto: cedida)

Nos dias 31 de agosto e 1º de setembro haverá lançamento em Natal. Em Tibau, o lançamento será no dia 9 de setembro, no Viola Beach, por trás do antigo Brisa, a partir das 19 horas.

Em Mossoró, o livro está à venda no Rust Café e na A Revistaria, vizinho o Hotel Caraúbas, na Rua Dionísio Filgueira, centro. Vendas com entrega pelos Correios através do e-mail: emuribeka@uol.com.br ou whatsapp 84 9668.4906 com  despesas inclusas R$ 50.

A seguir, a apresentação do livro na íntegra, escrito pela autora. A arte da capa é de Augusto Paiva, da equipe de diagramadores do Jornal de Fato. O livro foi impresso em Mossoró, algo que Lúcia Rocha faz questão, na Gráfica Santa Maria, ex-Igramol, de Michel Mendes.

Lúcia Rocha é jornalista e escritora

www.luciarocha.com.br

Gerais… Gerais… Gerais… Gerais

O Café & Artesanato, na Praça da Convivência em Mossoró, fará outra edição de sua “Quarta Brega” amanhã (quarta-feira, 3), a partir das 20h30. A atração é o cantor Horlando Perez. Ótima pedida.

O multiartista Aírton Cilon completa esta semana o ciclo da exposição “Chão Nordestino”, no Memorial da Resistência, no Salão Joseph Boulier, Mossoró. Ele retrata em seus quadros as mais variadas facetas do Nordeste e de sua gente.

Associação dos Distribuidores Atacadistas do Rio Grande do Norte (ADARN) e o Sindicato do Comércio Atacadista do RNpretendem levar expressiva delegação de associados para o Encontro Nacional da Cadeia do Abastecimento (Enacab). O evento será realizado em paralelo com a 36ª Convenção da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores (ABAD), em São Paulo, entre 8 e 10 deste mês. Mais informações sobre como participar da comitiva potiguar podem ser obtidas no telefone 3207 1801. Mais detalhes sobre o Enacab podem ser obtidos no site www.enacab.com.br.

Bom não descuidarmos da saúde, mesmo nesses tempos bicudos. Consulte Denise Morais (84) 99466-2232 em Mossoró. Ela é consultora autorizada para planos de saúde, com uma modalidade adequada às suas condições e de sua família.

Servidores que trabalham no Programa Saúde da Família (PSF) de Mossoró estão furibundos. Não receberam remuneração integral no último dia 29, como estabelecia calendário de pagamento da Prefeitura. As gratificações não foram creditadas.

A Sport Magia, comandada por Márcio Mota, loja especializada em produtos esportivos no centro de Mossoró, completará aniversário em setembro. Alcançará uma marca emblemática, que mostra sua solidez: atingirá 25 anos de existência. Parabéns e mais sucesso ainda.

A Policlínica de Mossoró vive momentos de estresse entre condôminos e sua direção. Vários médicos podem debandar para formatação de uma clínica própria. Que se entendam. Essa é uma marca vitoriosa e de grandes serviços prestados à saúde de Mossoró e região.

O Partage Shopping de Mossoró vai sediar de quinta-feira (4) a 14 de agosto uma Exposição de Carros Antigos. Acontecerá das 10h às 22 horas e aos domingos de 11h às 22 horas. A iniciativa é do Vintage Car Club de Mossoró.

O Governo do Estado começará a pagar os salários de julho dos seus servidores públicos a partir da próxima sexta-feira (5). O calendário vai ser esticado até o dia 12.

A jornalista Lúcia Rocha vai fazer o lançamento do seu mais novo livro, “Tibau de Todos os Temos”, no dia 19 de agosto, na Feira do Livro de Mossoró, a partir das 19h. Já no dia 20 (um sábado), será no Rust Café à Rua Francisco Izódio, centro, a partir das 11h. Ainda será lançado em Tibau e Natal com programações ainda a serem detalhadas.

Tibau em foco (Foto: reprodução)

Tenda Gastronomia e Lazer (Mossoró) terá na próxima sexta-feira, dia 05, a partir das 21h, o repertório eclético da cantora Elizabeth Freitas. Já no sábado, dia 06, é a vez do cantor Ivan Júnior subir ao palco e soltar a voz com o melhor da MPB.

Ladrões arrombaram a Unidade de Educação Infantil (UEI) Rosa Maria Pinto da Nóbrega. Ocorreu à madrugada de hoje (terça-feira, 2), no bairro Santo Antônio em Mossoró. Isso tem sido rotina nos equipamentos públicos, além dos assaltos.

A Rádio Rural de Mossoró (990Mhz) organiza sua equipe para fazer ampla cobertura da campanha municipal mossoroense e para o dia das eleições. Sucesso, pessoal.

Ribamar Freitas, comandante-em-chefe do Oba Restaurante, ao lado de sua Naeide, será retratado em breve pelo programa Mossoró de Todos os Tempos, da TV Cabo Mossoró (TCM), que tem a apresentação do professor Milton Marques. Merece demais esse enfoque e registro. Parabéns, caríssimo.

Nos próximos dias 12 e 13 o humorista Tirulipa fará apresentação no Teatro Municipal Dix-huit Rosado, com início sempre às 20h. Promessa de bom público.

Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseção de Mossoró, está com as inscrições abertas para a Semana Científica, que ocorrerá entre os dias 9 e 12 de agosto, com palestras e discussões sobre temas de grande relevância para o mundo jurídico. O evento é voltado principalmente para advogados e estudantes de Direito e as inscrições podem ser feitas na própria sede da entidade.

O repórter social Lisboa Batista fará outra noite denominada de Festa dos Destaques, na nossa querida Pau dos Ferros, no próximo sábado. Festa começará às 22h35. Se eu puder, esbarro por aí.

AREIA BRANCA vai terá dois novos juízes de Direito, a partir do dia 29 deste mês. Antônio Borja de Almeida Júnior e Flávio Roberto Pessoa de Moraes assumirão o Juizado Especial e a Vara Criminal da Comarca, respectivamente. Sucesso aos dois, em especial ao meu ex-professor (dos bons) Flávio Pessoa.

Vão até o dia 15 de agosto as inscrições para a submissão de Trabalhos Técnico-Científicos a serem apresentados na Expofruit 2016 – Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada. Com o tema ‘Mais longevidade para você e seus negócios’, o evento acontecerá de 21 a 23 de setembro, no Centro de Convenções e Eventos Enéas Negreiros, no Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), em Mossoró.

Associação dos Docentes da UERN (ADUERN) realizará, no dia 11 de agosto, o lançamento do Núcleo da Auditoria Cidadã da Dívida em Mossoró.  A Auditoria é uma associação sem fins lucrativos quer visa realizar, de maneira coletiva e democrática, um monitoramento das contas dos Governos, garantindo a devida transparência no processo de endividamento de estados, municípios e federação. Acontecerá na sede própria da entidade a partir das 8h.

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Tibau será retratada por jornalista em livro

A jornalista mossoroense Lúcia Rocha prepara lançamento de um novo livo. Dessa feita, ela vai desnudar uma paixão: Tibau (cidade a 42 quilômetros de Mossoró).

Lúcia: Tibau em foco (Foto: redes sociais)

“Comunico aos amigos e membros do grupo que o nosso primeiro livro sobre Tibau será lançado na noite de 19 de agosto, na Feira do Livros de Mossoró, no Centro de Exposição (Expocenter)”, avisou a jornalista através de endereço próprio na Internet.

“Tibau de todos os tempos” (Volume I), é o título da publicação. “É fruto de uma longa pesquisa sobre o que foi dito sobre Tibau na imprensa, literatura, redes sociais, blogs, música e TV”, esclareceu.

Nota do Blog – Excelente notícia, Lúcia.

Sucesso.

Espero estar por lá para prestigiar autora e obra.

Abração!

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Morre “Tidó”, uma lenda viva de Tibau

Uma lenda viva, que se confundia com a história de Tibau, cidade-praia a 42 quilômetros de Mossoró, morreu hoje (sexta-feira, 27).

O pescador aposentado Raimundo Vieira de Melo, 91, conhecido como “Tidó”, morreu em Mossoró.

Há uma semana Tidó sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e esteve internado. Teve alta e faleceu na residência de uma sobrinha, que o acolheu há alguns anos.

O velório ocorreu no Centro Catequético de Tibau, à Rua Padre João Venturelli.

O sepultamento aconteceu no final da tarde deste dia, no Cemitério São Sebastião, em Tibau.

Com informações da jornalista Lúcia Rocha.

É delicado o estado de saúde de “Raibrito”

Notícia angustiante que me chega, através da jornalista Lúcia Rocha:

– Caros colegas, acabo de receber notícias sobre o historiador e escritor Raimundo Soares de Brito, o querido “Raibrito”, que está internado há um tempinho em Natal, onde passou a residir nos ultimos anos.

E acrescenta: “Segundo sua filha Socorro me passou, ele está está em fase terminal e pode ir a qualquer momento, embora por incrível que possa parecer as funções vitais respondem muito bem, mas o quadro não é bom, segundo a médica dele – com quem Socorro esteve conversando.

Nota do Blog – Notícia preocupante, Lúcia.

Preocupante, também, o destino do acervo fantástico levantado por esse pesquisador, historiador e escritor.

Nossas orações em favor do Raibrito.

Canindeh Alves (Chapéu de couro, chapéu de palha)

Por Lúcia Rocha

Francisco Alves de Souza ganhou o apelido de “Canindé”, aos cinco anos de idade, fruto de promessa da mãe que, vendo o filho perder muito peso, em consequência de febre amarela, valeu-se de São Francisco do Canindé, e jurou chamá-lo de Canindé Alves, caso vencesse a doença.

Tempos depois, já homem de comunicação, ele adicionou o H e assinava Canindeh. Candindeh Alves é um raro caso de alguém que ocupou todas as funções numa emissora de rádio, sendo um autodidata. Ou seja, sem o conhecimento acadêmico, um profissional que aprendeu por si só, pela intuição e esforço próprio.

Canindeh nasceu em 16 de agosto de 1935, em Pau dos Ferros, primogênito de Maria Alves de Souza e do vaqueiro Manuel Alves de Souza. Quando Canindeh tinha quatro anos, seus pais migraram com ele e Estelina para Mossoró, onde nasceram Osmínia e Pedro Segundo, seus irmãos.

Canindeh faleceu no sábado, dia 21 de abril de 2012, enquanto dormia, vítima de um infarto fulminante, aos 76 anos de idade.

Canindeh já havia passado por duas tragédias. Menino, viu enterrar o pai e, adulto, enterrou um filho com dois anos, Júnior.

Seu pai faleceu vítima de uma chifrada de boi, quando seguia com uma boiada, na Alagoinha. Canindeh tinha dez anos de idade. O avô materno, Pedro Alves Cabral, deu suporte à filha Maria Cabral, acolhendo-a em casa e encaminhou os netos, em especial Canindeh, que pegou no pesado, pois passou a trabalhar com um jumento, pegando água no rio Mossoró e vendendo de casa em casa, numa Mossoró que não tinha água encanada.

Poucos anos depois, o avô, Pedro Cabral, trouxe algumas vacas de sua fazenda no Riacho Grande e arrumou uma casa para Maria Cabral e filhos, no bairro Doze Anos, vizinho a Escola Moreira Dias, com um grande terreno, onde montou uma vacaria, para Maria tirar dali o sustento da família.

Canindeh ajudava a mãe e procurava subir na vida. Ficou sabendo de uma vaga para faxineiro no Cine Pax e passou a informação para o avô, que tinha amizade com Jorge Pinto, dono do cinema. Pedro Cabral pediu e conseguiu a vaga para o neto esforçado, então com quase quinze anos.

De carteira assinada, Canindeh, que vinha de uma disciplina caseira, fruto da mãe rígida e severa, exerceu suas funções, varria todo o Pax, até que surgiu a oportunidade de ser promovido para auxiliar de operador de cinema.

Canindeh Alves, que passou a trabalhar somente na hora da exibição de filmes, mostrou interesse em atuar no serviço de amplificadora do cinema e, aos poucos, conseguiu uma vaga, pela boa dicção e voz, que ele creditava a ser um excelente observador das falas dos atores, já que assistia muitos filmes. Teve também uma experiência como locutor de parque de diversões nas horas de folga.

Em 1955, com vinte anos de idade, passou a frequentar os corredores da emissora de rádio que acabara de ser inaugurada na cidade, a Rádio Tapuyo, onde Ivanilda Linhares, aquela que viria a ser sua esposa, era locutora e integrava o departamento comercial.

Surgiu a primeira oportunidade para Canindeh Alves numa emissora de rádio, quando fizeram um teste de locutor e ele foi aprovado. O fã passou a conviver com a musa e a história terminou em casamento, com cinco filhos, dos quais sobrevivem quatro: Neto, Ivana, Fátima e Vanusa.

Canindeh Alves, de locutor-noticiarista, atuou também como locutor comercial, radioator de novelas, disc jóquei, apresentador de programa de auditório, redator, repórter político, diretor artístico e diretor geral da Rádio Tapuyo. Transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde atuou como locutor na Rádio Mauá e criou o programa Chapéu de Couro, Chapéu de Palha, que trouxe para o rádio mossoroense.

Do Rio de Janeiro, Canindeh Alves foi convocado para retornar e assumir a direção geral da Rádio Tapuyo. Foi nomeado  Secretário de Comunicação, da Prefeitura Municipal, a convite do então prefeito Dix-huit Rosado. Anos depois, ao deixar o cargo, Canindeh ousou abrir a primeira agência de propaganda da cidade, a Vanusa Publicidade, atividade que acumulou em seguida quando dirigiu o departamento comercial da Rádio Libertadora.

Em outra oportunidade atuou no microfone da emissora, aos domingos, com o programa Chapéu de Couro, Chapéu de Palha, durante onze anos, e com o qual encerrou sua brilhante carreira, todo domingo, das 5 às 7h, na Rádio Difusora de Mossoró. Deixou um programa inédito gravado, a ser exibido.

Não é fácil perder alguém tão próximo e tão bondoso, que só plantou o bem. Alguém que aprendeu com o avô, agricultor e analfabeto, as mais brilhantes aulas de cidadania, ética, honestidade e caráter e, assim, pode transmitir esses valores para toda a família e amigos, através de atitudes que só honram aos que com Canindeh Alves conviveram.

Lúcia Rocha é jornalista e prima de Canindeh Alves.