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Advogada e militante de causas sociais anuncia pré-candidatura

Camila tem origem na zona rural e militância na advocacia e causas sociais (Foto: redes sociais)
Camila tem origem na zona rural e militância na advocacia e causas sociais (Foto: redes sociais)

A advogada, com origem na zona rural de Mossoró, Camila de Oliveira Santos bateu o martelo: vai ser candidata à vereança, com inscrição no PSD – legenda da base governista. Integrante da Comissão de Assistência à Criança, Adolescente e ao Idoso da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional local, ela recebeu convite para reforçar a nominata na cota de gênero feminino.

Em nota aberta à sociedade, ela anuncia e justifica sua pré-candidatura:

Prezados amigos e amigas,

É com grande entusiasmo que anuncio minha pré-candidatura a vereadora nas próximas eleições. Este é um passo importante que tomo com a certeza de que juntos podemos construir um futuro melhor para nossa comunidade.

Nos últimos anos, tenho acompanhado de perto as necessidades e anseios de cada um de vocês. Acredito que, com diálogo e união, podemos enfrentar os desafios e promover as mudanças que desejamos.

Agradeço a todos que têm me apoiado até aqui.

Vou lutar por mais oportunidades e segurança para nossos jovens, garantias dos direitos das nossas crianças, principalmente as deficientes que precisam de um olhar acolhedor e, protetor, com inclusão e anticapacitismo (oposição ao capacitismo, que é uma forma de discriminação e preconceito social contra pessoas com deficiência).

Também vou seguir me empenhando para encurtarmos distâncias, ganhando em agilidade e ainda mais conforto no  tratamento àquelas pessoas que residem na minha amada Zona Rural, Maísa e Região.

Atenciosamente,

Camila de Oliveira Santos

Nota do Blog Carlos Santos – Parabéns, doutora. Você já é uma vencedora e renova conquistas diariamente, nessa relação identitária com seu lugar, sua gente. Entre vários ótimos nomes à vereança, no governismo e oposição, temos também o seu. Em frente. Gládio à mão; à luta.

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Prefeitura e Afim fornecem 40 toneladas de peixe a R$ 10 o quilo

Em alguns locais houve formação de fila para compra (Foto: Célio Duarte)
Em alguns locais houve formação de fila para compra (Foto: Célio Duarte)

A Prefeitura de Mossoró, em parceria com o Abatedouro Frigorífico Industrial de Mossoró (AFIM), realiza, mais uma vez, o programa “Peixe Popular.” Atende ao público durante a Semana Santa, iniciativa que possibilita a famílias de baixa renda ter na mesa esse alimento que é tão tradicional nesse período para os brasileiros.

As vendas tiveram início nesta quarta-feira (27) e seguirão até sexta-feira (29), das 7h às 17h. No total, serão 40 toneladas de peixe do tipo Corvina, Tainha e Xaréu com preço acessível de R$ 10,00 o quilo.

Os peixes serão vendidos em oito pontos na zona urbana e em mais dois pontos na zona rural.

Zona Urbana

•          Nova Vida – BR-110 na entrada do bairro

•          Alto de São Manoel – Próximo à Delegacia

•          Paredões – Cobal

•          Bom Jardim – Mercado do Bom Jardim

•          Belo Horizonte – Praça da Pirâmide

•          Santo Antônio – UEI Thereza Néo

•          Abolição II – Centro Comercial

•          Santa Delmira – Praça ao lado do Supermercado Queiroz

Zona Rural

•          Jucuri – Praça ao lado da Igreja Católica

•          Maísa – Academia da Saúde ao lado da UBS.

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Maior comunidade rural de Mossoró está sem água, informa Caern

Maisa tem núcleo e vários assentamentos em seu entorno (Foto: Mossoró News)
Maisa tem núcleo e vários assentamentos em seu entorno (Foto: Mossoró News)

A Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN) trabalha nesta quarta-feira (11) em manutenção emergencial no poço da comunidade da Maísa, em Mossoró, polo mais populoso da zona rural do município – maior território do RN. Localidade poderá ficar sem abastecimento por até 48 horas (dois dias) ou mais.

Ela tem cerca de 20 mil habitantes distribuídos numa comunidade urbanizada e em 11 assentamentos nos arredores. Os afetados sem água da Caern, além da própria Maisa, são os assentamentos Montanha, Nova União, Olga Benário, Oziel Alves, Córrego Mossoró, Paulo Freire, Pomar, Rea, Pau Branco, Apama, Boa Fé, Coqueiro e São Romão.

“A estrutura apresentou problemas elétricos e, para a execução do serviço, será necessário suspender temporariamente o abastecimento para a comunidade,” afirma comunicado oficial da empresa.

Na região urbana, o quadro é crítico, com diversos bairros sofrendo com o desabastecimento. A promessa da empresa é de que no máximo em três meses haja normalização do serviço (veja AQUI).

O sistema de abastecimento de água de Mossoró tem duas fontes de obtenção: a subterrânea do aquífero Açu (70%), com poços, e a de superfície, da Adutora Jerônimo Rosado (30%) – na Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves.

A tomada de água na barragem que pertence à bacia hidrográfica do rio Piranhas-Açu, está localizada a mais de 75 quilômetros de Mossoró.

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Transferência de eleitores para novo domicílio chama a atenção

migração, multidão, fila, gente, povo, fugaMuito esquisito o fluxo de eleitores do polo Maisa, densa área habitada na zona rural de Mossoró, para Tibau.

O novo domicílio eleitoral é o primeiro passo para de fato alguém votar noutro município. E vale lembrar: em 2024 vão acontecer eleições paroquiais em todos os 5.570 municípios do Brasil.

Suspeito que teremos um grande escândalo pré-eleitoral em breve, em função dessa migração.

Nas eleições do ano passado, Tibau – a 42 km de Mossoró – tinha 6.623 eleitores aptos e houve registro de 5.142 votos válidos.

Já a população residente, segundo estimativa de 2021 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontava para 4.173 pessoas entre adultos e crianças (veja AQUI).

Nada mais posso adiantar, apesar da vontade.

Ouvido ao chão como bom índio Apache, Sioux, Navajo, Comanche, Cherokee ou Cheyenne.

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A revolução da fruticultura irrigada e o papel científico de uma instituição

Por Josivan Barbosa

Faltam menos de 30 dias para a realização da Feira Internacional da Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2021. Uma questão que vamos precisar explicar para os nossos visitantes é como a região polarizada por Mossoró conseguiu se tornar competitiva no negócio de frutas tropicais ao ponto de conquistar mercados exigentes como o dos EUA e da União Europeia.

O sucesso da nossa agricultura irrigada passa por muitas mãos, mas não podemos esquecer do pioneirismo de empresas como a MAISA, Frunorte, Agro Now, Fazenda São João e o grupo dos japoneses que saiu de São Paulo para Petrolina e depois veio para a região de Baraúna.

Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)
Esam, que viria a se transformar na Ufersa, foi referência importante na revolução da fruticultura irrigada (Foto: Web)

Muitas pessoas perguntam quais as razões do sucesso da agricultura irrigada nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN) e outras circunvizinhas. No início dos anos 80, havia apenas uma agroindústria de sucesso na fruticultura, a MAISA (Mossoró Agroindustrial SA) que cultivava caju.

Na microrregião do Vale do Rio Açu (RN), as experiências com a fruticultura estavam apenas se iniciando, pois a região apresentava sérias limitações com água, o que melhorou a partir da inauguração da Barragem Armando Ribeiro Gonçalves no ano de 1982. Nas microrregiões do Médio Jaguaribe (CE) e Médio Oeste (RN), não havia experiências de êxito ligadas à atividade de produção de frutas irrigadas.

O papel da ESAM

Sem querer atribuir o sucesso unicamente aos esforços da então Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM), hoje, Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), é preciso reconhecer que, obrigatoriamente, esta instituição teve importância ímpar no processo.

Em 1979, a direção da antiga Esam conseguiu aprovar, juntamente com mais cinco universidades do Nordeste, que tinham competência instalada na área de Ciências Agrárias (UFC, UFPI, UFRPE e UFPB), um importante projeto de desenvolvimento tecnológico dentro do Programa de Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Nordeste (PDCT). A instituição foi contemplada com recursos da ordem de 45 milhões de dólares por um período de cerca de seis anos.

Os recursos eram provenientes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Governo Brasileiro, através do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) na proporção de 1:1. Foi o maior projeto da história dessa instituição de ensino superior. Os principais benefícios para o desenvolvimento da nossa instituição foram esses:

  • Contratação de 110 profissionais de nível médio e superior (laboratoristas, engenheiros agrônomos, trabalhadores de campo, motoristas, técnicos de informática e técnicos agrícolas)
  • Construção dos Laboratórios de Água, Solos e Hidráulica
  • Construção da Biblioteca Central Orlando Teixeira
  • Aquisição de inúmeros equipamentos científicos de apoio à pesquisa
  • Ampliação do Laboratório de Sementes
  • Ampliação dos Laboratórios de Alimentos
  • Instalação de módulos demonstrativos de irrigação nos municípios de Touros, João Câmara, Mossoró, Baraúna, Gov. Dix-Sept Rosado, Pau dos Ferros, São Miguel, Zé da Penha e Rafael Fernandes. Os módulos eram instalados em áreas particulares, após rígido trabalho de seleção dos beneficiados feito pelos pesquisadores.

Experimentos da Esam

A instituição instalou experimentos de pesquisa em várias microrregiões do Estado. Cada módulo demonstrativo era composto de uma área irrigada (2 a 4 hectares de fruteiras – banana, mamão, goiaba, graviola e maracujá), apicultura, sequeiro (capim buffel) e caprinos (10 matrizes e um reprodutor).  Após três anos de instalação dos módulos, eram feitas avaliações. A área de sequeiro mostrou-se ineficiente. A única área de sequeiro que revelou bom rendimento para o produtor foi o plantio de abacaxi no município de Touros (RN).

O abacaxi foi testado na área do Sr. José Joventino.  Aquele produtor cultivou o abacaxi com sucesso por vários anos. Em Touros já havia uma experiência de sucesso de um produtor oriundo do município de Sapé (PB). Na época, a região plantava apenas 180 hectares de abacaxi. Após os trabalhos de pesquisa desenvolvidos pelos técnicos da antiga Esam houve um considerável aumento da área cultivada com abacaxi, atingindo o pico de cerca de três mil hectares no início da década de 2000, incluindo os municípios de Ielmo Marinho, Pureza e Touros.

Nas áreas de sequeiro com capim buffel e algaroba não houve registro de nenhum caso de sucesso. A apicultura foi regular e o destaque ficou por conta das áreas irrigadas, nas quais o produtor conseguia excelentes rendimentos. Um bom exemplo de sucesso foi o plantio de bananeira em consórcio com tomate. Uma das culturas que, também, mostrou excelente rendimento foi o mamão formosa. A cultura que se mostrou mais rentável para o produtor foi a banana, seguida de goiaba, graviola, mamão e maracujá. O sistema de irrigação utilizado era o xique-xique (mangueira de polietileno com furos e vazão de 45 – 50 L/h).

Pesquisas de sucesso

O sucesso obtido nos experimentos da Esam com a cultura do mamão, é, em parte, responsável pelo incremento no cultivo desta fruteira nos últimos anos nos Estados do RN e Ceará.  O cultivo do mamão formosa ampliou-se das microrregiões de Mossoró (RN) e, mais especificamente, no município de Baraúna e no Baixo Jaguaribe (CE), incluindo os municípios de Quixeré e Limoeiro do Norte, para as microrregiões do Vale do Açu, Upanema, Apodi, Felipe Guerra, entre outras.

Um dos maiores produtores dessa fruta em Baraúna (RN), era o engenheiro agrônomo Wilson Galdino de Andrade, agrônomo egresso da antiga Esam e, não por coincidência, o técnico executor das pesquisas nos módulos instalados no projeto piloto em 1979.

Na região Agreste (RN), no município de Ceará Mirim, no início dos anos 2000 se instalaram três conceituadas empresas produtoras de mamão papaia (Caliman, Gaia e Batia) cuja produção era predominantemente exportada pelo Porto de Natal para a Europa e Estados Unidos. A agroindústria Caliman chegou a se instalar, também, na região de Baraúna, com infraestrutura para exportar mamão formosa para a Europa.

O mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE possui qualidade diferenciada (formato do fruto, cor e teor de açúcar).

Banana

No caso da banana, as áreas produtoras do Vale do Açu e Chapada do Apodi (Baraúna, Quixeré e Limoeiro do Norte) possuíam antes de 2012 uma área instalada acima de cinco mil hectares. Na primeira predominava o cultivo de bananeira para o mercado externo (Mercosul e Europa) e na segunda o cultivo era direcionado para o  mercado interno. Antes de 2012, somente uma agroindústria (Frutacor) instalada em Quixeré produzia individualmente, 1.200 hectares e mais 600 hectares, terceirizados, de pequenos produtores agregados.

Atualmente, o cultivo de banana para exportação foi reduzido tanto no Vale do Açu quanto na Chapada do Apodi.

No Vale do Açu, os problemas de cheias e ventos provocaram a redução das áreas e na Chapada do Apodi (Limoeiro do Norte) a redução deu-se em função da limitação de água do canal de irrigação do Distrito Irrigado Jaguaribe-Apodi (DIJA). Os problemas hídricos comprometeram a qualidade da banana para o mercado externo e foram responsáveis pelo deslocamento das empresas para áreas.

Outras fruteiras

As outras fruteiras (goiaba e maracujá), como demonstrado nas pesquisas feitas pela Esam começam a ganhar importância na região. A goiaba é uma fruteira muito cultivada em Petrolina (PE), mas os pomares instalados naquela região têm sido dizimados por nematoides.

O maracujazeiro amarelo foi plantado em grande escala, no final da década de 80 pela Maisa, mas devido a alta incidência de pragas, principalmente fusariose, a empresa foi obrigada a erradicar a cultura. No Rio Grande do Norte a cultura do maracujá está em expansão. Há vários cultivos novos instalados nos últimos anos nas microrregiões de Baraúna, Assu e Upanema.

A graviola ainda é pouco cultivada e há poucos plantios nessas microrregiões. O cultivo é direcionado para a produção de polpa para atender ao mercado regional.

Evolução da Agricultura Irrigada

  • Anos 1960 / 70 / 80: Incentivos do Estado para o estabelecimento de grandes empresas produtoras (projeto modernizador), através de crédito subsidiado, investimentos em infraestrutura e projetos de irrigação.
  • Anos 1960 / 70 / 80: Surgimento e desenvolvimento de grandes produtores em Mossoró e no Vale do Açu, com fortes incentivos do Estado através de créditos altamente subsidiados;
  • Anos 1980: início da produção de melão na região, que consegue ótima adaptação, rapidamente disseminando-se entre os grandes produtores;
  • Anos 1980: Chegada à região da tecnologia de fertirrigação por gotejamento, proveniente de Israel, que rapidamente difunde-se entre os produtores locais;
  • Anos 1990: Intensificação do processo de modernização e da integração do Polo ao mercado internacional.
  • Anos 1990: Aumento do número de produtores de médio porte atuando no Polo, utilizando-se da subcontratação para exportação, por intermédio das grandes empresas.
  • Anos 1990: novas exigências de qualidade e padrões produtivos no mercado internacional, através da exigência de certificações para exportação.
  • 2002 / 03: Encerramento das atividades da MAISA, Fazenda São João e FRUNORTE.
  • 2002 / 03: NOLEM passa a ocupar a liderança na produção de melão no Polo.
  • Década de 2000: Através da absorção de conhecimentos oriundo da rede formada pelos diversos agentes que atuavam na atividade nessa região, produtores de médio porte expandem capacidade de exportação direta, reduzindo dependência de subcontratação de grandes empresas.
  • Década de 2000: Expansão dos negócios da Agrícola Famosa.
  • Década de 2000: Atuação conjunta de alguns grupos de produtores de médio porte no intuito de viabilizar a exportação direta.
  • 2008 / 09: Encerramento das atividades da NOLEM e da Del Monte e reposicionamento da Agrícola Famosa como empresa líder na produção e exportação de melão do Polo.
  • Década de 2010: Agrícola Famosa assume a liderança no Polo. Demais exportadores são considerados, em sua grande maioria, de médio porte.
  • 2013: Retorno das exportações de melão e melancia para os Estados Unidos
  • 2020: Liberação comercial para exportação de melão para a China.

Ramal do Salgado

Há poucos dias, o Governo Federal lançou a obra do Ramal Salgado no nosso vizinho Ceará e que será uma ramificação do canal Apodi-Mossoró, última etapa do Projeto de Integração do São Francisco (PISF). O Ramal do Salgado encurtará em cerca de 150 quilômetros a viagem das águas do São Francisco até o açude Castanhão.

O Ramal do Apodi/Salgado é o trecho final do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco e terá 115,3 quilômetros de extensão. A água será transportada por gravidade a partir do Reservatório Caiçara, na Paraíba, até o Reservatório Angicos, já no Rio Grande do Norte. A vazão será de 40 m³ por segundo até o quilômetro 26, de onde deriva o Ramal do Salgado, que levará as águas para o estado do Ceará. Após essa derivação, a vazão será de 20 m³ por segundo.

Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)
Ramal do Apodi beneficiará 48 cidades no Rio Grande do Norte, Ceará e Paraíba (Foto: Adalberto Marques/MDR)

O Salgado é um rio de nascente no Cariri Leste (município do Crato) com vários afluentes na nascente. Do Sul do Ceará o rio segue até o município de Aurora onde é beneficiado com uma barragem e em seguida passa por Icó (beneficiado com uma ponte) e, entre Icó e Orós o rio Salgado entra no Rio Jaguaribe. A partir daí as águas do Rio Salgado passam pelo município de Jaguaribe e seguem para o Castanhão.

A construção do Ramal do Salgado encurta em cerca de 150 km a chegada de água no Rio Jaguaribe em relação ao eixo Norte do projeto original e, assim, reduz também as perdas por infiltração que ocorrem ao longo dessa extensão.

O projeto do Ramal do Salgado

O Trecho III é o Ramal do Salgado que será outra alternativa de entrega de água para o Ceará pelo rio Salgado. Ele é derivado do Trecho IV, o Ramal do Apodi, que é o Trecho que beneficiará a bacia hidrográfica do Apodi/Mossoró onde se situa o seu município. O Ramal do Apodi desenvolve-se próximo à divisa dos estados da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, partindo do reservatório Caiçara, componente do Trecho II do Eixo Norte, localizado no município de São José de Piranhas na Paraíba, e seguindo em direção ao Estado do Rio Grande do Norte.

As obras deste trecho têm uma extensão aproximada de 115,3 km até o ponto de entrega no Açude Público Angicos (em José da Penha-RN), já na bacia do rio Apodi, no Rio Grande do Norte. Sua função se concentra no atendimento da bacia do Rio Apodi, nas suas regiões do Alto, Médio e Baixo Apodi (microrregiões: Serra de São Miguel, Pau dos Ferros, Umarizal, Médio Oeste, Chapada do Apodi e Mossoró), além das demandas difusas distribuídas ao longo do traçado entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte.

O Trecho em questão teve alterações de projeto em relação ao Projeto Básico com mudança da vazão máxima de 20,0 m3/s em toda a sua extensão, para, no trecho inicial, até o km 30,2, transportar no máximo 40,0 m3/s. Desta forma, todas as obras concebidas no Projeto Básico para este trecho inicial do Trecho IV (26,6 km de comprimento) até a tomada de início do canal do Trecho III foram reprojetadas passando a comportar a vazão de 40,0m³/s. Neste ponto, são derivados 20 m3/s para o Trecho III (Ramal do Salgado) e o Ramal do Apodi segue com as dimensões originalmente projetadas para a condução da vazão máxima de 20 m3/s até o final de sua extensão, em seu deságue no Reservatório Angicos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Maisa, história de exuberância no campo e um fim que deu frutos

Por Josivan Barbosa

Durante a semana conversei demoradamente com um ex-agrônomo da antiga Maisa (Mossoró Agro Industrial Sociedade Anônima). Lembramos das grandes áreas de maracujá, acerola, manga, melão, melancia e a cultura original, o caju. Na Maisa também havia uma área bem representativa com o cultivo de sapota.

No auge da produção da empresa, registrava-se uma área de cultivo por safra de cerca de 4000 ha de melão e melancia. A empresa foi a grande responsável pela abertura inicial do mercado do Reino Unido e depois conquistou a Europa e os Estados Unidos, colocando o melhor melão do mundo no mercado de frutas frescas mais exigente do planeta (veja vídeos abaixo produzidos nos anos 80 e 90, inclusive  reportagem nacional com o jornalista Goulart de Andrade, falecido em 2016, na ativa, com 83 anos).

A Maisa tinha ainda uma fábrica de suco e uma fábrica de castanha, ambas de excelente padrão técnico.

O escritório da Maisa, que ainda se pode observar as suas ruínas ao passar pela BR 304, era uma estrutura invejável para os padrões da época. Havia dentro do escritório um restaurante terceirizado para atender apenas aos funcionários que ali trabalhavam e que residiam na sede do município de Mossoró ou em Fortaleza.

Uma imagem que nos faz lembrar do padrão Maisa é a presença no estacionamento de diversos veículos importados usados pelos seus diretores. No final da década de 80 era raro encontrar um desses veículos rodando pelas ruas de Mossoró, mas no estacionamento do escritório eram vários os exemplares. Lembro bem que pela primeira que conheci uma Cherokee foi exatamente lá.

O fim

A pergunta que cabe e que já foi feita por vários leitores dessa coluna é: por que uma empresa do porte da Maisa fechou as suas portas?

Claro que não estamos aqui querendo trazer para o debate as inúmeras razões que levaram ao fracasso da empresa, mas a exemplo de outras agroindústrias que também fecharam as portas na mesma época, como a Frunorte Ltda, Agro Now e Fazenda São João, um ponto que pesou muito para a descontinuidade dessas empresas foi a instabilidade financeira que o país atravessou.

Todas essas empresas trabalhavam com crédito agrícola e se submeteram à inflação exorbitante que em março de 1990 alcançou 84,22%. Essas empresas também se submeteram a diversos planos econômicos, alguns deles de grande fracasso. Elas não alcançaram o período da nova matriz econômica instalada a partir de 1999 no segundo Governo de FHC.

Acreditamos que se tivessem ultrapassado a instabilidade econômica da década de 90, ainda estariam vivas.

Outro aspecto que contribuiu para o fechamento dessas empresas foi a instabilidade do câmbio, onde houve um período em que a valorização do real de forma artificial passou de 4 reais por dólar para 0,80. Isso foi fatal para as empresas exportadoras de frutos, pois os contratos dessas empresas eram todos feitos em moeda estrangeira. Foram poucas as empresas que conseguiram se readaptar e redirecionar o produto para o mercado nacional.

Também não podemos esquecer que a partir do momento em que alguma dessas empresas passaram a cumprir com os compromissos dos empréstimos bancários corrigidos pela gigantesca inflação, houve dificuldade de se manterem adimplentes com os bancos. Esse problema contribuiu muito para que algumas fossem tomadas pelos bancos e leiloadas ou mesmo vendidas para assentamentos rurais.

É o caso da Maisa em que o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) constituiu a partir do início da década de 2000 o assentamento Eldorado do Carajás II, formado inicialmente por mais de 1000 famílias assentadas e a Frunorte, onde em apenas uma das fazendas localizada no município de Carnaubais, o Incra instalou três assentamentos. Também em parte das terras da Fazenda São João, há dois assentamentos instalados. Um que fica na RN 015 e outro que fica na comunidade rural de Alagoinha.

Grande Maisa

A região que hoje é denominada de Grande Maisa é a mais produtiva do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE que vai de Touros – RN até Limoeiro do Norte – CE, numa distância de cerca de 400 km.

A Maisa representou, na prática, uma verdadeira escola de produção de frutas. Os agrônomos que ficaram desempregados após o fechamento dela adquiriram áreas por compra ou arrendamento no seu entorno (Pau Branco, Sítio Jardim, Pedra Preta, Córrego Mossoró, Mata Fresca, Cajazeiras, Santa Maria, Aroeira, Cacimba Funda, entre outros) e se instalaram no formato de associações, cooperativas ou empresas individuais.

Esses técnicos representam o principal pool de produtores da região da Grande Maisa e continuam adquirindo áreas para ampliar a produção ou servir como alternativa para o plantio alternado ano após ano (descanso das áreas), prática muito necessária nas culturas de melão e melancia.

Preservação e construções

A nova lei aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados pode mudar a realidade de construções ao longo do trecho urbano do Rio Apodi – Mossoró.

Rio Apodi-Mossoró no centro da cidade de Mossoró (Reprodução)
Rio Apodi-Mossoró no centro da cidade de Mossoró (Reprodução)

O plano diretor dos municípios poderá determinar uma área de preservação menor nas regiões urbanizadas do que a prevista hoje em lei federal, desde que estabeleça regras para “não ocupação de áreas de risco de desastres” e que os empreendimentos instalados sejam de “utilidade pública, interesse social ou baixo impacto ambiental”.

A lei hoje determina que as construções urbanas são proibidas a menos de 30 metros de rios e lagos menores. O tamanho da faixa aumenta de acordo com o tamanho do curso d’água, podendo chegar a até 500 metros de preservação no caso de rios ou lagos com largura superior a 600 metros. Se o projeto for sancionado, a área de proteção pode ser menor.

O texto que será discutido no Senado teve apoio do governo e do setor de construção civil, mas passou sob protestos de ambientalistas.

Como a nova Lei não estabelece uma faixa mínima para as cidades corre-se o risco de   que ocorra invasão de novas áreas por construções. Outro aspecto negativo é que os prefeitos e vereadores estarão mais sujeitos a pressões locais por flexibilização.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Agricultura irrigada na terra da Expofruit

Por Josivan Barbosa

A Feira Internacional de Fruticultura Tropical Irrigada (EXPOFRUIT) 2018 é mais uma edição da nossa feira de frutas que iniciou-se em 1993 com o nome de Fenafruit, num projeto audacioso coordenado pelo professor Luiz Soares da Silva, que na ocasião exercia o cargo de presidente da Profrutas.

Nos tópicos abaixo contamos um pouco da história da agricultura irrigada na terra da Expofruit.

O plantio de melão na nossa região começou no final da década de 70 pelas mãos do engenheiro agrônomo Roberto Kikuti e do espanhol Manolo, contratados pela Mossoró Agroindustrial S/A (MAISA) para serem os responsáveis pela logística do caju in natura destinado ao mercado do Sudeste. O Espanhol Manolo plantou algumas sementes de melão trazidas de São Paulo no quintal da sua casa na Vila da Maisa (Agrovila Ângelo Calmon de Sá). O resultado foi um melão de excelente sabor.

Produto se tornou uma marca de exportação e negócio próspero, apesar de muitas dificuldades (Foto: Web)

Devido ao sucesso na qualidade do melão, os dois técnicos levaram uma proposta de plantar melão ao empresário Geraldo Rola, o qual aceitou de imediato. A região da Maisa concentra um grande número de pequenos, médios e grandes produtores de melão e melancia. Muitos dos produtores trabalharam como engenheiros agrônomos na antiga Maisa.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit II

A história da nossa agricultura irrigada passa, também, pelos municípios de Governador Dix-Sept Rosado e Caraúbas. Em meados da década de 90 alguns produtores da região experimentaram a cultura do melão em Governador Dix-Sept Rosado. O insucesso do melão em Governador Dix-Sept Rosado foi atribuído aos solos rasos e a alta salinidade da água no segundo semestre do ano.

Nesta mesma época a Fazenda São João experimentou plantar melão no município de Caraúbas. A água naquela microrregião era proveniente do arenito-açu, com poços a uma profundidade de cerca de 500 m. O insucesso da cultura do município de Caraúbas é atribuído a fatores externos à produção. Naquela época o município passava por uma onda de violência, oriunda de sucessivos crimes entre famílias tradicionais da região do Médio Oeste.

Nos últimos anos o melão retornou a ser plantado nesses municípios, agora sob a responsabilidade das empresas WG e Vita Mais.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit III

Alguns produtores de melão do Agropólo Mossoró-Açu (como era denominada região) e circunvizinhos tentaram produzir melão na microrregião de Upanema a partir do início dos anos 90. As agroindústrias mais tradicionais que plantaram melão no município de Upanema foram a Fruitland Ltda e a Ferrari Produção e Distribuição de Frutas ltda. O melão produzido em Upanema era de excelente qualidade. Plantava-se o melão tipo amarelo, Pele de Sapo, Orange Flesh e os tipos nobres (Cantaloupe e Gália).

A água daquela microrregião é de excelente qualidade e os poços são de baixa profundidade (80 a 150 m). A vazão dos poços é baixa e os solos são arenosos, com manchas pouco permeáveis, o que dificultava o cultivo em épocas de chuva. O principal problema da cultura do melão no município foi atribuído a insucessos administrativos das empresas ali instaladas. Durante o último período de seca na região (2011-2017) algumas empresas passaram a adquirir áreas em Upanema e a tendência é que o município volte a ser um importante produtor de melão.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit IV

A agricultura irrigada na região do Vale do Açu teve início nos primeiros anos da década de 80 quando o engenheiro Agrônomo Dr. Davi Americano implantou as primeiras áreas irrigadas com tomate, melão, manga, cebola e mamão. Dr. Davi implantou no Vale do Açu a agroindústria Agro Know que foi desativada no início da década de 90. Outra grande empresa que se instalou na região do Vale do Açu foi a agroindústria Frunorte Ltda, que passou de seis hectares de melão cultivados no ano de 1986 para 1200 hectares em 1992.

Graças ao sucesso do melão a Frunorte implantou outras culturas nos municípios de Assu e Carnaubais. Além da manga, que chegou a uma área implantada de 460 hectares, a empresa implantou ainda áreas com acerola, pupunha e melancia. Entre outros aspectos inerentes ao setor da agricultura irrigada, o insucesso da Agro Know é atribuído a empréstimos desordenados que o cultivo irrigado não pagava. O insucesso da Frunorte é atribuído a desvalorização cambial que chegou em 1994, quando com um real se comprava 0,88 dólar e a empréstimos desordenados.

A Frunorte era uma empresa inovadora e não media esforços na importação de técnicos e administradores. Possuía um grande escritório na cidade de Assu com 55 funcionários, cuja remuneração dos chefes e chefiados superava em muito a média da cidade. A empresa importava técnicos e tecnologia de Israel e apresentava alta rotatividade dos administradores (chefes de recursos humanos, diretor técnico, diretor administrativo, entre outros) e de engenheiros agrônomos e técnicos agrícolas. Durante o período da grande seca (2011-2017) algumas empresas produtoras de melão e melancia se instalaram no Vale do Açu e nas regiões circunvizinhas de Afonso Bezerra, Jandaíra e Pedro Avelino.

Área de produção da marca "Melão Mossoró" potencializa produto que tem história no semiárido

Agricultura irrigada na terra da Expofruit V

Atualmente a região da Grande Maisa possui a maior concentração de empresas da agricultura irrigada do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE. Tudo começou com o empresário Francisco Camargo que capitaneou a instalação nas microrregiões de Pau Branco e Mata Fresca de várias agroindústrias de melão nas décadas de 80 e 90, entre elas a Viva Agroindustrial, Transeuropa, Brasil Tropical e Alba Agrícola. Outros exemplos nessa microrregião são as agroindústrias Ariza (capitaneada pelo empresário Nóbrega) e Rafitex. A primeira atingiu o auge na produção de melão no ano de 1992 chegando a 300 hectares da cultura na safra.

O insucesso da Ariza é atribuído ao uso de água escassa oriunda de uma lagoa susceptível a concentração de sais no segundo semestre e a proximidade do litoral (ventos fortes com movimentos de areia prejudicavam a cultura). O insucesso da Rafitex, além dos problemas administrativos (não possuía quadro técnico capacitado e experiente) é atribuído a problemas na captação de água de um poço profundo ocasionado por defeitos numa bomba importada dos EUA. A empresa chegou até a contratar, sem sucesso, o serviço de um técnico americano para consertar a bomba.

Agricultura irrigada na terra da Expofruit VI

Nos vizinhos municípios de Grossos e Areia Branca também já experimentou-se a cultura do melão. Em Areia Branca (Ponta do Mel) a empresária Mônica Rosemberg implantou, no início da década de 90, a agroindústria Duna, a qual teve vida útil muito curta, ficando no mercado por apenas três anos. No Município de Grossos, no início dos anos 2000, a agroindústria Fruitland testou, na época da chuvas, o plantio de melão na comunidade rural de Areias Alvas.

Zona azul

O município de Mossoró precisa resolver de uma vez por todas essa polêmica do projeto da Zona Azul. Uma forma simples, moderna e eficiente seria copiar o que está sendo feito em Fortaleza. O Sistema de Zona Azul digital de Fortaleza será mais cômodo aos condutores. A ideia é que faça uma carteira digital no celular.

A medida que o condutor parar na vaga, a obrigação é acionar o aplicativo. Se o usuário ativar o serviço de geolocalização, automaticamente ele nem se preocupa. Caso contrário, ele ativa o aplicativo e usa o crédito no tempo de interesse.

Se o condutor encontrar-se ocupado e o tempo estiver próximo de acabar, ele será notificado pelo sistema e poderá ativar mais tempo.

Quanto às pessoas que não usam celular, haverá pontos fixos de venda digital.

Ao digitar e não constar o pagamento do serviço, o veículo será multado por estacionamento indevido. Não se tem a obrigação de dizer a localização, mas sim de pagar aquele valor pela vaga. A Prefeitura realizou um estudo de tempo de uso de vaga em cada região da cidade. Haverá regiões onde o tempo será maior devido às atividades existentes, como em uma área de instituições de ensino e regiões de grande fluxo de comércio, como no Centro da Cidade.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Fruticultura precisa de estrada para escoar produção

Por Josivan Barbosa

O prefeito de Apodi, Alan Silveira (MDB), prometeu apoio à chegada da Brazil Melon na região compreendida entre os municípios de Apodi e Severiano Melo. A empresa firmou uma parceria com a tradicional Fazenda Bela Fonte que está instalada em solos arenosos no entorno da Chapada do Apodi.

O município de Apodi precisa articular com o Governo do Estado a construção do trecho de estrada entre a comunidade de Soledade e a divisa com o CE. Essa via é conhecida como Estrada do Arenito.

Se o governo do RN fizer a sua parte, o Estado do Ceará, com certeza, fará o restante que compreende da divisa do RN até o Distrito de Olho D’água da Bica em Tabuleiro do Norte. A estrada contorna a Chapada do Apodi e passa pela região dos Campos (Campos Novos e Campos Velhos). A Estrada do Arenito beneficiará hoje cerca de 10 empresas de fruticultura que já estão instaladas na região e que precisam escoar a produção pela BR 116 via portos do Ceará (Pecém e Mucuripe).

Brazil Melon

A Empresa Brazil Melon nasceu no início da década passada após o fechamento da Maisa. O seu proprietário, engenheiro agrônomo Francisco Vieira, foi funcionário da MAISA e, a exemplo de outros profissionais do setor, instalou uma pequena empresa no Sítio Jardim (localizado na Estrada do Melão) e hoje a empresa expandiu-se para o Córrego Mossoró, Mata Fresca (Aracati), antigas áreas da Maisa e mais recentemente chegou à região de Apodi-Severiano Melo.

A Brazil Melon traça o mesmo caminho da Agrícola Famosa na busca por novas áreas com disponibilidade de água para a atividade de agricultura irrigada. A parceria com a Bela Fonte, tradicional fazenda da região com cerca de 800 hectares, representa uma boa perspectiva de ampliação da área irrigada. No entorno da Chapada do Apodi (localização da Bela Fonte) há água de boa qualidade do lençol freático Arenito-Açu à baixa profundidade, o que facilita muito a redução do custo da água. Naquela região do entorno da Chapada do Apodi, a água pode ser encontrada em vazão razoável, profundidade de até 300 m, muito diferente da região original da Brazil Melon que pode chegar a 900 m.

São Francisco

O Ministério da Integração Nacional estuda a possibilidade de instalar usinas de geração de energia solar para realizar o bombeio da água no projeto de transposição do rio São Francisco. A tecnologia permitirá a redução de gastos com energia, que respondem por cerca de 80% do custo operacional previsto da transposição, da ordem de R$ 40 milhões por mês.

O canal de integração do São Francisco tem disponível uma faixa de servidão de 200 metros ao longo dos 417 de extensão. A ideia é utilizar esse espaço para a implantação dos parques de energia solar.

Gastos públicos

Gastos públicos em educação, saúde, transporte, saneamento, segurança, etc. podem ser mais eficientes. Tomemos o caso da educação. Gastos mais eficientes em educação significam alunos egressos do sistema com mais conhecimentos e habilidades, a um custo por aluno mais baixo. Como chegar a este resultado?

Estudos de desempenho escolar, mostram ser o resultado de múltiplos fatores. Alguns estão sob o controle do sistema escolar: qualidade e motivação dos professores, qualidade do material didático, currículos, abordagens educacionais.

Mas outras são independentes do sistema escolar: atributos socioeconômicos dos alunos, nível de educação dos pais, renda das famílias, educação pré-escolar, saúde das crianças, interesse dos pais na educação dos filhos, qualidade da alimentação no lar, salubridade das moradias. É um sistema complexo cuja eficiência pode aumentar com medidas bem direcionadas, bem estruturadas (integrando ações de várias secretarias tanto dentro da escola como no meio social dos alunos) e o esforço é contínuo.

Planos de saúde

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) definiu em 10% o limite máximo para os reajustes dos planos individuais e familiares para os próximos 12 meses. Há a possibilidade de que as operadoras apliquem os novos valores de forma retroativa, já que o reajuste autorizado do ano passado – de até 13,55% – era válido até maio deste ano.

Assim que for anunciado, o aumento poderá ser aplicado a todos os planos individuais e familiares contratados a partir de janeiro de 1999. Esses planos representam perto de 20% do mercado de saúde suplementar, algo em torno de 9 milhões de usuários.

Para os planos coletivos ou empresariais, a atualização dos preços é feita livremente, em negociação direta com as operadoras, sem intermediação da ANS.

Ciro

O candidato a presidente Ciro Gomes (PDT) tenta acordo com o DEM para ampliar as suas alianças rumo ao segundo turno. As conversas com o PDT sobre um possível apoio à candidatura presidencial de Ciro Gomes são criticadas por líderes do DEM nos bastidores, dadas as diferenças ideológicas. Três dos principais candidatos da sigla, contudo, podem repetir essa coligação nos Estados, composições que seriam facilitadas por um acordo nacional. No Rio Grande do Norte, o governadorável Carlos Eduardo Alves (PDT), tende a receber apoio do DEM do senador José Agripino Maia.

Carlos Eduardo e Ciro podem ter apoio do DEM (Foto: arquivo)

Em Goiás, o senador Ronaldo Caiado (DEM), que lidera em todas as pesquisas, convidou a deputada Flávia Morais (PDT) para vice. A pedetista disse que o partido quer montar um palanque forte para Ciro no Estado e uma eventual composição nacional facilitaria a aliança local.

No Rio de Janeiro, o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) mantem boa relação: deu ao PDT a vaga de vice do candidato à sua sucessão há dois anos e busca o partido para concorrer ao governo.

No Ceará, terra de Ciro, o prefeito de Fortaleza é do PDT e o vice, do DEM. Ambos negociam uma ampla aliança em torno do governador Camilo Santana (PT), aliado da família Gomes.

Tempo de TV

A relação entre as alianças prováveis e a soma do tempo de propaganda gratuita na TV de cada candidato mostra como estão longe da realidade concreta essas conversas exploratórias. Hoje as alianças são feitas buscando ampliar o tempo de tv no qual Geraldo Alckmin (PSDB) está em primeiro lugar, com 5min (aliado ao PSD, DEM, PTB, SD, PRB, PP, PSC).

Em segundo vem Fernando Haddad (PT), com 1min40s, em voo solo.

Em terceiro, Ciro Gomes (PDT), com 1min30s (aliado ao PSB e PCdoB).

Em quarto Jair Bolsonaro (PSL) com 9s em voo solo.

Em quinto Marina Silva (Rede), com 8s também em voo solo.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Rosalba cumpre programação político-eleitoral na zona rural

A pré-candidata a prefeito de Mossoró pelo PP, ex-governadora Rosalba Ciarlini, cumpriu agenda hoje (sábado, 18), na zona rural de Mossoró. Aplaina caminho à sucessão municipal do prefeito Francisco José Júnior (PSD).

Beto Rosado, Rosalba, Francisco Carlos e Ruth Ciarlini percorreram comunidades rurais (Foto: Carlos Costa)

O deputado federal Beto Rosado (PP) e o vereador Francisco Carlos (PP) acompanharam a programação da pré-candidata, em uma série de visitas na Zona Rural de Mossoró.

Assentamentos

Quem também esteve presente foi a ex-deputada estadual e ex-vice-prefeita Ruth Ciarlini.

Eles foram aos assentamentos Maisa, São Romão, Oziel Alves e às agrovilas Real e Apama.

Com informações da Assessoria de Beto Rosado.

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Sebo nas canelas para sessão na Maisa

Amanhã (quarta-feira,15), será realizada na Maísa, zona rural de Mossoró, sessão ordinária da Câmara Municipal.

Meninada do protesto, sebo nas canelas para lá.

Estudantes e outros populares fazem movimento há alguns dias para derrubada de aumento nos subsídios de vereadores à próxima legislatura e criação de novos cargos comissionados para a atual.

A cada sessão, barulhaço.

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Morre José Nilson de Sá, 92, um dos criadores da Maisa

Nascido em Mossoró, em 7 de outubro de 1923, o engenheiro norte-riograndense José Nilson de Sá faleceu hoje pela madrugada, em sua residência, em Natal. Tinha 92 anos. Previsão do velório do empresário é para começar a partir de meio-dia no Morada da Paz em Emaús, Parnamirim, onde deverá ser sepultado ao final da tarde.

Nilson: vida empreendedora (Foto: Web)

Ele fundou em 1951 a EIT – Empresa Industrial Técnica Ltda, junto com os sócios Antônio Pessoa Cavalcanti e Daniel Uchoa Bezerra Cavalcanti. Também foi um dos precursores da fruticultura irrigada em escala industrial no país.

A EIT atuou inicialmente na área de pré-moldado, construções aeroportuárias, execução de obras de implantação e pavimentação de estradas, principalmente no RN.

Seis anos após a fundação da EIT, a empresa sediada em Recife foi transferida para Natal e houve a transformação em sociedade anônima. Em 1970, foi feita uma reforma no estatuto da empresa, que, além de alterar a diretoria, ampliou a atuação da empresa, principalmente na área de engenharia pesada, incluindo pavimentação de estradas, terraplanagem, eletrificação, aeroportos, aeroportos e saneamento.

Maisa

Destaque para construção do trecho da Transamazônica – iniciado em Itaituba (PA), com 230Km -; o gasoduto Brasil-Bolívia; construção da Via Costeira e da Rota do Sol (Natal-RN); construção da Avenida Litorânea (São Luís-MA), e a barragem Umari (Upanema-RN).

José Nilson de Sá também foi presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN) de 1967 a 1969 e do ABC.

No início dos anos 70, ele fundou ao lado do empresário Geraldo Rola uma legenda da agroindústria nacional, a Maisa, em Mossoró, que apostou na fruticultura irrigada, indo à falência por volta de 2003.

Chegou a ter cerca de sete mil empregados diretos, seis mil dos quais na lavoura, nos anos 80.

Entre outros filhos, era pai do ex-deputado federal Múcio Sá.

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Vereadores, secretária e comunidade discutem sobre saúde

O vereador Genivan Vale (PR) participou de reunião na manhã de hoje (12/08/2013) para ouvir os diversos problemas reclamados pela comunidade da MAISA sobre a precariedade no atendimento à saúde prestado na Unidade Básica de Saúde Paulo Jansen Dantas.

Reunião foi considerada bastante produtiva

A reunião que foi motivada após denúncias feitas ao vereador Genivan durante sua participação no programa de rádio (FM Resistência) na semana passada, contou com a participação do vereador Soldado Jadson (PT do B) da secretária de Saúde do Município Jackeline Amaral, sua assessora Amélia Queiroz, a coordenadora municipal do programa saúde da família Danízia Freitas.

Entre as reclamações estão a falta de carro para a realização das visitas domiciliares aos pacientes com dificuldade de locomoção e idosos; Falta de medicamentos psicotrópicos; Ambulância e o carro que realiza a logística da UBS em péssimas condições. Não há Assistente Social na comunidade (a comunidade possui cerca de 16 mil pessoas); Falta manutenção dos equipamentos e da infra-estrutura das Unidades da Maisa e de assentamentos próximos, além de péssimas condições da estrada dos assentamentos Apodi, Real e Montana que freqüentemente estão encaminhando pessoas para a UBS da Maisa por dificuldades de atendimento nos assentamentos.

A UBS do assentamento Real, por exemplo, está em condições sanitárias precárias e com enxames de abelhas representando perigo aos pacientes, matagal e formigueiros.

Assentamento

A UBS da Maisa também não possui um guarda municipal.

“O nosso mandato vai encaminhar documentos solicitando prazos para que a prefeitura resolva todos os problemas listados pela comunidade e que verificamos nessa visita. Vamos pedir que seja feita uma revisão de zoneamento, caso do assentamento Olga Benário que deveria mandar os seus moradores encaminhar para outros locais e estão encaminhando quase todos para a UBS da Maisa. Isso gera uma superlotação para a realização dos atendimentos”, comenta.

“Iremos solicitar nova equipe do Programa Saúde da Família e uma equipe do Núcleo de Apoio ao Saúde da Família (NIASF), pois entendemos que a equipe multiprofissional de nutricionista, fisioterapeuta e etc, poderá reduzir os casos de problemas alimentares, postura que estão sobrecarregando o atendimento médico na comunidade”, completa Genivan.

O vereador conta que a presença da secretária municipal de saúde ouvindo as reclamações e a participação da médica Clínica Geral Lamízia, foram pontos altos para a resolutividade das questões pontuadas, com maior rapidez.

Com informações da Assessoria de Imprensa de Genivan Vale.

O dia de um importante “gol de placa”

Por José Dario de Aguiar Filho

Noticia o sitio do Governo do RN, a celebração na próxima terça-feira (hoje), de convênio entre a administração estadual e o consórcio empresarial “General Brands”, de protocolo de intenções destinado, que dentre suas unidades fabris conta com as instalações industriais da sociedade ICP FAZENDA MAÍSA LTDA, a qual desde o ano de 2009 se tornou proprietária da fábrica de concentrados e polpas de frutas e também de doces, da empresa símbolo da fruticultura tropical do nordeste, a MAÍSA. Trata-se de um importante passo que a administração estadual dará em direção de uma melhor estrutura para essa especial e importante atividade econômica desta unidade federada, a qual igualmente acarreta reflexos para a região circunvizinha do Estado do Ceará,

A bem da verdade, cabe dizer que desde 2010, têm sido envidados esforços para a potencialização da referida unidade fabril. Mas, isso não se deu da noite para o dia.

Aqui cabe ser feito o registro no sentido de que em 2010, o ilustre Gerente Operacional da COSERN em Mossoró, o engenheiro Miguel Rogério e de toda a equipe da COSERN, por quase dois meses laborou para restabelecer o fornecimento de eletricidade à mencionada unidade fabril. Para essa empreitada houve o concurso de inúmeros colaboradores, de dentro da companhia, como os advogados Antonio Brito e João de Deus Carvalho, e de fora, como os advogados e blogueiros Evânio Araújo e Herbert Mota, e do filho da Ufersa, o professor e agrônomo Luiz Soares, que sacaram de seu capital pessoal para a todo instante vindicar a atenção da Cosern, na pessoa do engenheiro Miguel Rogério.

Houve igualmente a inserção da ICP FAZENDA MAÍSA LTDA, no âmbito do programa PROADI, à época do Secretário de Desenvolvimento, o economista Segundo de Paula.

Depois, já no início do ano de 2011, pendia de solução a vistoria da unidade fabril e habilitação perante o SIF – Serviço de Inspeção Federal. Muitos não se lembram, mas, nos seis primeiros meses da atual administração federal, inexistia disponibilidade de diárias e de combustível para deslocamentos nos órgãos da administração federal.

A solução do impasse se deu mediante contato com o agrônomo e professor Luís Soares, que mobilizou o deputado federal e secretário Betinho Rosado (DEM), vindo à administração estadual a disponibilizar rápido e imediatamente o avião do governo do estado, para condução da equipe do SIF – Serviço de Inspeção Federal.

Mais ou menos por volta de final de abril e início de maio de 2011, obteve-se a aprovação e habilitação do SIF – Serviço de Inspeção Federal, após criteriosa vistoria levada a termo. A fábrica começou a funcionar e no mês passado já dava em torno de cem empregos diretos, fora os consequentes empregos indiretos.

Agora, a senhora governadora Drª Rosalba Ciarline Rosado (DEM), dar um passo firme e definitivo em direção da criação de novos empregos no âmbito da estrutura da fábrica de sucos e de ocupação e postos de trabalho no entorno da vila Maísa, com a celebração do mencionado convênio, que objetiva a que o fornecimento de frutas tenha 25% (vinte e cinco por cento) reservado aos pequenos produtores rurais.

Para ter a exata noção e extensão da medida expressiva do mencionado convênio, só no assentamento da Fazenda Maísa (19.500 hectares), já se encontram assentadas 1.150 famílias, o que multiplicado por cinco, poderá viabilizar em ocupação e renda para 5750 pessoas, isso sem se falar de diversos outros assentamentos situados no entorno, como o de pau branco e outros.

Por conseguinte, trata-se de um grande passo no restabelecimento do sistema produtivo e de sua expansão, porquanto por a fruticultura lidar com bens altamente perecíveis, apenas com a existência de uma estrutura industrial é que se tornará possível o aproveitamento de todo potencial da região, a criação de renda para os pequenos agricultores e o surgimento de uma classe média rural, e consequente expansão da estrutura de serviços em Mossoró e região.

A despeito do importante e consistente passo que será dado na próxima terça-feira, tornam-se ainda necessárias outras medidas complementares. São elas o licenciamento ambiental pelo IDEMA de cada um dos lotes integrantes das agrovilas, bem como a ultimação perante o INCRA e MIRAD, da habilitação ao aceso pelos assentados a empréstimos pelo programa de financiamento da lavoura familiar.

Uma vez atendidas essas exigências, será possível a concessão de financiamentos pelo BNB – Banco do Nordeste do Brasil, pelo programa de financiamento da lavoura familiar.

Como os financiamentos a serem concedidos se destinam a produção de frutas e entrega a unidade fabril de que se faz menção, quando da entrega dos produtos, automaticamente a entidade fabril pagará o valor da produção, com a retenção da cota parte destinada ao pagamento do financiamento. Em síntese, baixo risco dos financiamentos o que redunda em taxas de juros mais privilegiadas para os beneficiários – os assentados.

Em síntese, o convênio a ser celebrado abre novas perspectivas para a produção de frutas na região. Em verdade, marca o início de um novo tempo, de prosperidade para essa região do estado e em especial para os assentados. Ele se constitui um novo marco, um divisor de águas, há tanto desejado e sonhado.

Parabéns mossoroenses! Parabéns Rio Grande do Norte! Parabéns Governadora pela media acertada que será firmada, que sem dúvida alguma se constitui em um importante e inesquecível “gol de placa”.

José Dario de Aguir Filho é juiz titular da 2ª Vara do Trabalho (Mossoró)

Nota do Blog – O doutor Dario só esqueceu de citar um nome dos mais relevantes e decisivo nessa cruzada: o dele, do próprio magistrado.

Por sua formação humanista e empenho pessoal, ele digladiou com meio-mundo e enfrentou desafios que a princípio não eram seus, como judicante.

A história lhe será fiel, assinalo a partir desta postagem.

Primeira Página (Quarta-feira, 23 de Maio de 2012)

Maisa – A sessão desta quarta-feira (23) da Câmara Municipal de Mossoró será realizada na Agrovila Maisa, a partir das 15h, em mais uma edição da Câmara nos Bairros. A proposição para a instalação da Câmara na Maisa é de autoria do vereador Daniel Gomes (PMDB), aprovada por unanimidade pelo plenário da Casa.

Sandra – A deputada federal Sandra Rosado (PSB) é a aniversariante do dia. Saúde e paz para a parlamentar. Amigos da deputada saúdam-na com uma Missa em Ação de Graças às 17h na Igreja de São José (Mossoró).

Renato – Quem também aniversaria hoje é o ex-vereador (em Caraúbas e Mossoró), ex-candidato a prefeito de Mossoró e ex-secretário da Prefeitura do Natal, Renato Fernandes (PR). Saúde e paz, meu caro.

Agripino – Outro aniversariante nesta mesma data é o senador José Agripino (DEM), líder nacional do seu partido, mossoroense, ex-prefeito do Natal e também ex-governador do Estado. Saúde e paz para o congressista.

Wilma – A ex-governadora Wilma de Faria (PSB) fará pronunciamento hoje às 10h em Natal, no Clube Assen, apresentando sua posição quanto à sucessão natalense. Ela deverá anunciar que não concorrerá à sucessão da prefeita Micarla de Sousa (PV), como se especulou durante meses. Seu partido tende a se coligar com o PDT do ex-prefeito Carlos Eduardo Alves, que tem aparecido há meses como primeiro colocado nas intenções de voto a prefeito.

Emproturn – O empresário Sandro Pacheco confirmou, há pouco,  convite para assumir Emproturn noticiado aqui na última segunda. Da Alemanha, onde participa de uma feira de turismo twittou: – Estou ainda em Frankfurt, sexta a noite estarei em Natal. Fui convidado. Aguardo o anuncio. (Do Blog Território Livre, de Laurita Arruda).

Vergonha – O Rio Grande do Norte, já que virou regra, voltou a ser notícia nacional. No programa noticioso da Rede Globo de Televisão de hoje, o “Bom-dia, Brasil”, reportagem mostrou o quadro lastimável da carceragem em Guamaré, um dos municípios de maior renda per capita do país. A riqueza que jorra do petróleo e gás não se traduz em melhor qualidade de vida pro seu povo e tratamento decente para detentos. Em se tratando de sistema prisional, o Rio Grande do Norte é uma vergonha absoluta. A reportagem pode ser lida e vista clicando AQUI. São 42 detentos, onde só deveriam estar 24. Homens e mulheres estão na mesma cela. Segundo os presos, a segurança também é precária. “Aqui a gente não foge, porque não quer. Porque a gente está aqui para pagar a pena da gente”, afirma Adriana Helena Souza Machado.

Espaço – Esta seção do Blog do Carlos Santos, o “Primeira Página”, está sendo resgatada para cobertura mais acentuada da campanha e eleições deste ano. Estivera em postagem regular na campanha/eleição passada. Pré-candidatos e suas respectivas assessorias, desse Rio Grande do Norte de meu Deus, podem enviar informações de interesse público para triagem e eventual publicação. O espaço é livre e gratuito, em obediência também às exigências legais da Legislação Eleitoral. O email para contato é este: herzogcarlos@gmail.com

Vereadores – Alguns vereadores mossoroenses, que mudaram de partido, devem ficar de orelha em pé. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) começou a cassar alguns políticos em situação idêntica, de infidelidade partidária.

Idiarn – Está definido, finalmente, o nome do diretor-geral do Instituto de Defesa e Inspeção Agropecuária do Rio Grande do Norte (IDIARN). Evádio Pereira é o ungido, conforme publicação hoje no Diário Oficial do Estado (DOE).

Câmara vai reformular regimento e Lei Orgânica

Faltando apenas definir a data, este mês de março deverá ser marcado pela inauguração da Escola Legislativa da Câmara de Mossoró. A informação é do presidente da Casa, Francisco José Júnior (PSD).

“Oferecerá cursos de qualificação para vereadores, funcionários e população em geral”, diz ele.

Para o mês de abril há confirmação de sessão na comunidade rural da Maisa e, em maio, acontece o lançamento da “Câmara Cultural”, no dia 14, data dedicada ao artista plástico.

O presidente lembra ainda, que vai ser definida e formada uma comissão para a reformulação da Lei Orgânica do Município e Regimento Interno do Poder Legislativo.