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Forças Armadas reforçam apoio à democracia e rejeitam ‘intervenção’

Os comandantes das Forças Armadas divulgaram nesta sexta-feira (11) uma nota conjunta. Nela, condenam “eventuais excessos cometidos em manifestações, ” mas também questionam “eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos”. Ou seja, deixam subentendido críticas ao Judiciário.

Almirante Almir Garnier Santos (Marinha), pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) - Fotos da Agência EBC
Almirante Almir Garnier Santos (Marinha), general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica) – Fotos: da Agência EBC

A posição dos ministros não trata como antidemocrático o apelo das mobilizações bolsonaristas, à porta de unidades militares, à “intervenção militar.” Porém, reitera seu compromisso com a “democracia,” algo rejeitado por apoiadores do presidente derrotado nas urnas, Jair Bolsonaro (PL).

A nota é assinada pelo almirante Almir Garnier Santos (Marinha), pelo general Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e pelo tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica).

Às Instituições e ao Povo Brasileiro

Acerca das manifestações populares que vêm ocorrendo em inúmeros locais do País, a Marinha do Brasil, o Exército Brasileiro e a Força Aérea Brasileira reafirmam seu compromisso irrestrito e inabalável com o Povo Brasileiro, com a democracia e com a harmonia política e social do Brasil, ratificado pelos valores e pelas tradições das Forças Armadas, sempre presentes e moderadoras nos mais importantes momentos de nossa história.

A Constituição Federal estabelece os deveres e os direitos a serem observados por todos os brasileiros e que devem ser assegurados pelas Instituições, especialmente no que tange à livre manifestação do pensamento; à liberdade de reunião, pacificamente; e à liberdade de locomoção no território nacional.

Nesse aspecto, ao regulamentar disposições do texto constitucional, por meio da Lei nº 14.197, de 1º de setembro de 2021, o Parlamento Brasileiro foi bastante claro ao estabelecer que: “Não constitui crime […] a manifestação crítica aos poderes constitucionais nem a atividade jornalística ou a reivindicação de direitos e garantias constitucionais, por meio de passeatas, de reuniões, de greves, de aglomerações ou de qualquer outra forma de manifestação política com propósitos sociais”.

Assim, são condenáveis tanto eventuais restrições a direitos, por parte de agentes públicos, quanto eventuais excessos cometidos em manifestações que possam restringir os direitos individuais e coletivos ou colocar em risco a segurança pública; bem como quaisquer ações, de indivíduos ou de entidades, públicas ou privadas, que alimentem a desarmonia na sociedade.

A solução a possíveis controvérsias no seio da sociedade deve valer-se dos instrumentos legais do estado democrático de direito. Como forma essencial para o restabelecimento e a manutenção da paz social, cabe às autoridades da República, instituídas pelo Povo, o exercício do poder que “Dele” emana, a imediata atenção a todas as demandas legais e legítimas da população, bem como a estrita observância das atribuições e dos limites de suas competências, nos termos da Constituição Federal e da legislação.

Da mesma forma, reiteramos a crença na importância da independência dos Poderes, em particular do Legislativo, Casa do Povo, destinatário natural dos anseios e pleitos da população, em nome da qual legisla e atua, sempre na busca de corrigir possíveis arbitrariedades ou descaminhos autocráticos que possam colocar em risco o bem maior de nossa sociedade, qual seja, a sua Liberdade.

A construção da verdadeira Democracia pressupõe o culto à tolerância, à ordem e à paz social. As Forças Armadas permanecem vigilantes, atentas e focadas em seu papel constitucional na garantia de nossa Soberania, da Ordem e do Progresso, sempre em defesa de nosso Povo.

Assim, temos primado pela Legalidade, Legitimidade e Estabilidade, transmitindo a nossos subordinados serenidade, confiança na cadeia de comando, coesão e patriotismo. O foco continuará a ser mantido no incansável cumprimento das nobres missões de Soldados Brasileiros, tendo como pilares de nossas convicções a Fé no Brasil e em seu pacífico e admirável Povo.

Brasília/DF, 11 de novembro de 2022.

Almirante de Esquadra ALMIR GARNIER SANTOS

Comandante da Marinha

General de Exército MARCO ANTÔNIO FREIRE GOMES

Comandante do Exército

Tenente-Brigadeiro do Ar CARLOS DE ALMEIDA BAPTISTA JUNIOR

Comandante da Aeronáutica

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Movimento em Mossoró ocupa a Presidente Dutra

O 7 de Setembro em Mossoró foi de manifestação com exaltação ao presidente Jair Bolsonaro (PL).

A Avenida Presidente Dutra, local de grandes movimentações políticas e esportivas na cidade, há décadas, nessa data do bicentenário da Independência do Brasil foi ocupada pelo bolsonarismo.

As imagens constantes nesta postagem dão uma ideia do que foi o evento organizado por apoiadores de Bolsonaro, candidato à reeleição.

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Quase 90 cidades têm mobilização em favor de Sérgio Moro

Do G1

Até por volta de 19h30 deste domingo (30), 88 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal tinham registrado atos de protestos em apoio ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, à Operação Lava Jato, à Reforma da Previdência e ao governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

Manifestantes fizeram ato em Natal no cruzamento de duas avenidas (Foto: Julianne Barreto/Inter TV Cabugi)

Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro se reuniram na Zona Leste de Natal em um ato de apoio às medidas do Governo Federal neste domingo (30). A ação em frente ao shopping Midway Mall, na Avena Senador Salgado Filho, no bairro Tirol, começou por volta das 15h.

Os manifestantes foram às ruas em defesa de Moro após a divulgação pelo site Intercept de diálogos atribuídos a ele e procuradores da Lava Jato, da época em que ele era o juiz de primeira instância responsável pelos processos da operação.

Até por volta de 19h30, 88 cidades dos 26 estados e do Distrito Federal tinham registrado atos.

Manifestantes usavam roupas com cores da bandeira do Brasil e levavam faixas com frases de apoio ao projeto anticrime de Moro e de pautas defendidas por Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, os atos eram pacíficos.

Sérgio Moro se pronunciou sobre movimentação ocorrida neste domingo pelo país

É o primeiro dia de manifestações desde que o site The Intercept Brasil começou a publicar supostas mensagens atribuídas a Moro e a procuradores do Ministério Público o que, segundo o site, mostraria parcialidade do então juiz durante julgamentos da Lava Jato.

Moro e os procuradores não reconhecem a autenticidade das mensagens e não admitem que nada do que foi divulgado até agora contenha irregularidades.

Sérgio Moro se manifestou em uma rede social na tarde deste domingo.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

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Cláudio Santos defende “Estado mínimo” com prioridades

Em sua presença hoje em Mossoró para visita de trabalho ao Fórum Desembargador Silveira Martins, o presidente do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), Cláudio Santos, foi extremamente hostilizado. Manifestações à porta do fórum questionaram seus pontos de vista sobre o serviço público, com visão privatista de empresas estaduais e autarquias.

Com faixas, cartazes, palavras de ordem e vestindo o preto como cor predominante, estudantes, servidores públicos do Judiciário e da Universidade do Estado do RN (UERN) demonstraram insatisfação com recentes entrevistas do desembargador, a favor da privatização dessa instituição.

Cláudio (à direita) também esteve no estúdio da Rádio Difusora nesta terça-feira (Foto: cedida)

“Não defendi de forma absolutamente pontual”, postou-se em entrevista já à noite ao programa “Cenário Político” da TV Cabo Mossoró (TCM). Respondeu à sua posição em relação à ideia de privatização da Uern.

Para ele, “União, Estado e municípios devem sair de área não prioritária”. Exercitou seu ponto de vista em torno do conceito de Estado mínimo, focado numa atuação específica do poder público no que é mais importante para o bem-estar social.

Custo

“Defendo que todos os estudantes que podem pagar a universidade, que paguem. A sociedade está pagando em parte estudantes que podem pagar universidades”, disse Cláudio Santos em depoimento aos jornalista Carol Ribeiro e Marcello Benévolo do Cenário Político.

Segundo Cláudio Santos, R$ 317 milhões é o custo da Uern para o exercício de 2016, bem superior à saúde e segurança pública do Rio Grande do Norte para este ano. “É uma discussão político-ideológica”, mas respeitando o raciocínio em contrário.

Admitiu que inclusive o Judiciário custa “muito caro” no RN e Brasil. “Consegui diminuir assustadoramente o custo do Judiciário. É um poder de cultura de gastança. Acho muito caro o poder judiciário”, reiterou. Quanto ao Poder Legislativo, disse que não tinha parâmetro para falar.

Durante a entrevista, também respondendo a perguntas de telespectadores intermediadas pelos apresentadores, Cláudio Santos fez questão de assinalar que suas palavras representavam “ponto de vista pessoal e não do judiciário”.

Hospitais

“O Estado não vai ter dinheiro para manter nível de excelência na Uern. Estado está ausente nas escolas. Estou preocupado com Hospital de Oncologia, Hospital da Mulher em Mossoró. Não estou preocupado com interesses contrariados. Quando não há dinheiro para tudo, o gestor tem que priorizar”, advogou.

O desembargador previu que em algum momento haverá desfecho desse cabo-de-guerra nas finanças públicas. A prioridade deverá ser Educação, Segurança e Saúde, obrigações primárias do poder público. “Não sei quem vai fazê-lo, mas acontecerá inexoravelmente”.

Sobre eventual projeto político para 2018, Cláudio Santos sorriu ao ser associado a um hipotético “Plano B” do governador Robinson Faria (PSD). “Eu sou um crítico do Governo, não sou plano B dele. Meu projeto pessoal é continuar no Tribunal de Justiça. Tenho 62 anos e espero ficar até os 75 anos lá fazendo justiça, com meus pensamentos filosóficos, ideológicos etc.”, afirmou.

Cláudio Santos também deu entrevista à FM 95, Jornal de Fato e a Rádio Difusora.

Nota do Blog – Eu nunca tinha visto tamanho aparato de segurança para estada de um presidente do TJRN na cidade. Parece, que a apreensão fazia sentido.

Mesmo assim, não houve nenhum ato extremado por parte de manifestantes.

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Manifestantes farão protesto até à Assembleia Legislativa

Docentes, estudantes e técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) participam amanhã (quarta-feira, 15) de um grande ato unificado de trabalhadores e trabalhadoras, em Natal.  O encontro reúne uma série de entidades, das esferas municipal, estadual e federal, e tem como objetivo unir as lutas das categorias em greve e fortalecer a mobilização contra “o descaso dos governantes”.

Um dos focos principais do movimento será o governador Robinson Faria (PSD), que estará na Assembleia Legislativa (veja AQUI), apresentando relatório de seus seis primeiros meses de Governo.

Cerca de dez categorias estão em greve nessas três esferas de poder.

Segundo os organizadores do evento, a concentração para o ato será realizada a partir das 9h, em frente ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Rua Apodi, bairro Tirol.

De lá, os manifestantes devem partir em caminhada para a sede da Assembleia Legislativa do RN (AL/RR). Em outras oportunidades, esse foi o principal foco de mobilizações grevistas.

Procurador promete rigor contra culpados e é aplaudido

Do Folha de São Paulo

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, parou para conversar com um grupo de manifestantes do Movimento Limpa Brasil que o aguardava em frente à sede do Ministério Público na noite desta segunda-feira (2). “Vamos trabalhar com tranquilidade, com equilíbrio, e quem tiver de pagar vai pagar”, disse Janot ao grupo.

O procurador disse, ainda, que será uma investigação “longa”.

“Nós vamos apurar. Isso é um processo longo, tá começando agora. A investigação começa, e nós vamos até o final dessa investigação”, afirmou.

Diante de gritos de “parabéns” e mensagens de apoio, o procurador ainda brincou: “Se eu tiver de ser investigado, eu me investigo”.

Deixou a portaria do prédio sob aplausos, assobios e gritos de “Janot!”.

Ele deve entregar nesta terça-feira ao STF (Supremo Tribunal Federal) a lista de políticos com foro privilegiado que devem ser alvo de inquérito por participação nos desvios da Petrobras investigados pela Operação Lava Jato.

 

Acuada em Residência Oficial, Rosalba reage com nota

Depois de ter ficado acuada em sua Residência Oficial (veja postagem abaixo), no bairro de Morro Branco, em Natal, na manhã de hoje, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) reagiu à manifestação de grevistas com uma Nota à Imprensa – assinada pela pasta da Comunicação do Estado.

Para o Governo do Estado, houve “tentativa de intimidação pessoal da governadora”.

Veja a íntegra da nota abaixo:

O Governo do Estado vem a público repudiar a tentativa de intimidação pessoal da governadora Rosalba Ciarlini por movimentos grevistas que foram até a residência oficial, de forma agressiva, intempestiva e desrespeitosa no intuito de impedi-la de exercer o direito constitucional de ir e vir;

Os movimentos sociais que têm tomado as ruas do País são próprios da democracia, agora intimidar a Chefe do Executivo é uma postura antidemocrática  e, por isso mesmo, inconsequente;

O Governo do Estado jamais se negou a debater com as diversas categorias do funcionalismo público do Rio Grande do Norte representadas por suas entidades sindicais, pelas quais reafirma respeito, mas exige igual tratamento;

A Comissão Permanente de Negociação, autorizada pela Governadora através do decreto 23.513, de 19/06/2013, conhecida por todos os Sindicatos, é o fórum adequado para tratar dos assuntos em questão.

Fazer piquete na residência oficial é muito mais do que uma provocação à pessoa da governadora e aos seus familiares. É a manifestação de uma prática intimidadora e intolerante, incompatível com o regime democrático, caro a todos os brasileiros;

O Governo do Estado volta a apelar para o bom senso dos grevistas e reafirma sua disposição de negociar e debater dentro dos parâmetros da transparência e da responsabilidade e, especialmente, do desejo de avançar em nome da coletividade.

O povo acordou mesmo?

Manifestações populares pipocam por várias partes do país e levam multidões às ruas.

Existem os excessos, claro.

Mas é simplista demais, se acreditar que o movimento seja “coisa de partidos de esquerda”, apenas barulho de baderneiros.

Temos baderneiros, temos levas de maria-vai-com-as-outras, mas esses protestos precisam ser analisados com maior profundidade, com olhar multidisciplinar e sem a miopia maniqueísta de luta do bem contra o mal.

Palavra de ordem que ecoa entre os manifestantes brada:

– O povo acordou!

Será?

Não creio, não creio.

Temos eleições no próximo ano.

O melhor lugar para uma sociedade democrática ou que se imagina democrática, acordar, é nas urnas.

Acorda, Brasil!

Há séculos que você permite por inocência e ignorância, que figurões e grupos poderosos expropriem, espoliem e vilipendiem seu povo.

Chegaaaaa!!!