Casa de Pedra em Martins, primeira atração (Foto: Eugênio Oliveira/Sertão Dourado)
Do Novo Notícias
O Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do RN (SEBRAE/RN), em parceria com a Secretaria de Estado do Turismo (SETUR), iniciou nessa segunda-feira (10), uma famtour voltada a agentes e guias de turismo que atuam com receptivo e emissivo.
A ação tem como objetivo promover e fortalecer a Rota das Cavernas, novo produto turístico que integra atrativos naturais dos municípios de Martins, Apodi, Felipe Guerra, Mossoró e Baraúna. A programação segue com visitas técnicas aos principais pontos do roteiro.
Entre os atrativos visitados, o primeiro deles foi a Casa de Pedra, em Martins. Considerada a segunda maior caverna de mármore do Rio Grande do Norte e uma das maiores do Brasil, a Casa de Pedra impressiona pela grandiosidade da montanha que a abriga e pelo seu amplo salão principal.
Ainda são previstas visitas ao Lajedo de Soledade, em Apodi; ao Olheiro e às cavernas de Felipe Guerra; ao Abrigo do Letreiro e à Furna Nova, além do Parque Nacional da Furna Feia, em Baraúna.
De acordo com Yves Guerra, gestor de Turismo do Sebrae-RN, a iniciativa aproxima operadores especializados em ecoturismo e turismo de aventura, ampliando o conhecimento sobre roteiros, equipamentos e serviços disponíveis.
Emissora tem programação com conteúdo político da AL e focando outras áreas (Foto: Eduardo Maia)
Os municípios de Caraúbas, Martins e Luís Gomes já podem acompanhar a TV Assembleia. Pelo canal, os moradores dessas cidades terão acesso às notícias e à transmissão das sessões do poder Legislativo, acompanhando assim o trabalho parlamentar de todos os deputados estaduais. Nesta semana, os cidadãos de Parelhas também receberão o sinal.
“Com estes quatro novos equipamentos, a TV Assembleia atinge o total de 16 transmissores digitais instalados em diversas regiões, ampliando a interiorização do sinal da principal emissora do Rio Grande do Norte”, disse Gerson de Castro, chefe da Divisão de Rádio e TV da emissora.
Em Caraúbas, Martins e Parelhas, a TV estará disponível no canal 18.1, enquanto em Luís Gomes será no 51.1.
A TV Assembleia pode ser assistida em Natal e Região Metropolitana no canal 10.3 e ainda pela internet, no canal oficial da TV no YouTube.
A emissora – mantida pela Fundação Djalma Marinho, entidade sem fins lucrativos – contribui com a divulgação das atividades parlamentares, inclusive realizando a transmissão ao vivo de todas as sessões da Casa, permitindo que o cidadão possa acompanhar com mais facilidade o trabalho dos deputados estaduais.
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Nos anais da história da escravidão humana sobressaem-se dois tipos. Nos primórdios da colonização e fixação do elemento branco europeu, houve um violento processo de preagem/captura de indígenas, principalmente das nações e etnias que habitavam as solidões vastas e desoladoras dos sertões quase que indevassáveis.
Os violentos e temidos sargentos-mores de entradas valiam-se dos raros conhecedores das veredas indígenas do interior, conhecidos como “práticos do sertão”.
A indiada capturada e vilipendiada em seu habitat natural era conduzida amarrada uns aos outros, em fila indiana. Era o embate, a luta feroz e desigual entre a flecha, a borduna, e o tacape contra a pólvora e o ferroviril/espada dos que compunham a expedição colonizadora, batizada de entradas e bandeiras. O comércio humano era consumado ao chegarem na cidade grande, famintos e maltratados, onde já os esperavam os compradores/mercadores.
Pagava-se o imposto de um quinto sobre o valor total da “mercadoria” cobiçada. Logo descobriu-se que a indiada era avessa e hostil a mão de obra utilizada na cultura canavieira, predominante no século XVI, XVII e XVIII. A escravidão do indígena aconteceu principalmente na extração do pau Brasil.
Os historiadores estimam que, ao longo da história da escravidão no Brasil colonial, foram trazidos cerca de quatro milhões de africanos para pindorama, o que viria a ser o Brasil. O flagelo da escravidão Africana maculou com o sangue derramado durante os açoites as páginas da nossa história.
A Lei Eusébio de Queiroz aprovada em 1850 determinou a proibição definitiva do tráfico negreiro no Brasil. Contudo, continuou violento o comércio humano entre as províncias brasileiras. Prova insofismável está contida na consagrada obra intitulada “Os escravos na história de Mossoró” de autoria dos pesquisadores/historiadores Sebastião Vasconcelos dos Santos e Nancy/Neyza Wanderley de Oliveira.
Na Coleção mossoroense – vol CL XXI, ano 1981, pág 175, encontramos o traslado de uma escritura de compra e venda (ano de 1874) de uma escrava pertencente ao tenente-coronel Luís Manoel Filgueira, rico fazendeiro em Caraúbas-RN, tendo como comprador o estrangeiro Gustavo dos Prazeres Breyner, cujos escravos por ele comprados eram revendidos para os engenhos pernambucanos.
O pior é a constatação de, não raro, os renomados sacerdotes serem donos de escravos, descritos nos inventários e testamentos dos mesmos, vide testamento do padre Faustino Gomes de Oliveira, pernambucano, que durou na Paróquia do Apodi no período de 1813-1856, em cujo documento consta ser dono de 05 escravos muito bem avaliados. (Vide livro “velhos inventários do Oeste Potiguar” – Marcos Antonio Filgueira – pág 88 – coleção mossoroense – série c – volume 740 – ano 1992).
Dentre o vasto martirológio dos cativos africanos, na região Oeste Potiguar, destaca se a dolorosa história da escrava Tereza e seus filhos, objeto de ação de liberdade que tramitou na então Vila do apud ano 1860, termo judiciário da comarca da maioridade (atual Martins-RN). Tenho cópia integral deste triste capítulo da escravidão africana, que, dissecado, daria origem a um dolente filme. A infeliz escrava Tereza teve como curador e advogado o Dr. Joaquim José Mendes Ribeiro.
Esta história tem início com a chegada do padre José Pereira da Ponte ao cais da povoação de Areia Branca-RN, no ano de 1810, ocasião em que ele trazia consigo a escrava Lourença, alforriada pelo padrinho pernambucano. Já desembarcou nomeado para pastorear a Paróquia do Apodi, onde exerceu o ofício durante o período de 1810 a 1813.
Conforme testemunhas inquiridos no processo, a escrava forra (alforriada) era amásia do padre José Pereira da Ponte, supondo-se assim que os filhos de Lourença seriam filhos do padre, que os pôs em escola particular para aprenderem a ler. A partir do ano de 1814 o padre Ponte residiu em São Sebastião de Mossoró durante o período de 10 anos, em companhia de Lourença e seus filhos.
Tempos depois, a Lourença fugiu para um Quilombo, o que irritou profundamente o clérigo, que lançou mão da Carta de liberdade de Lourença e a rasgou, contando com a certeza de que tal carta de alforria nunca fora registrada em cartório competente. Valendo-se desta realidade, pagou a um capitão do mato para resgatá-la, ao que logrou êxito.
O reverendo não cita o Quilombo. Há a possibilidade de ter sido na Serra de Portalegre-RN.
Esta comunidade quilombola situada no cimo da Serra de Portalegre existe até os dias atuais com a denominação toponímica de comunidade do “Pega”. Em tempos remotos, este Rincão era habitado pelos índios tapuias paiacus oriundos da missão jesuíta instalada na aldeia do Apodi em 10 de Janeiro de 1700.
Como a Serra de Portalegre era lugar ermo e distante, passou a ser coito para escravos fugidos dos seus Senhores, logo houve o entrelaçamento entre negros e índios, consolidando o perfil físico-facial predominando a cor preto escura com cabelos lisos e corredios, o conhecido elemento cafuzo.
Em Apodi, São Sebastião de Mossoró, e Mossoró, era público e notório que o reverendo padre José Pereira da Ponte era homem de má conduta e sem escrúpulo. A alforriada Lourença ganhara sua carta de liberdade pela espontânea generosidade do seu padrinho então residente em Pernambuco. Lourença teve os filhos José, Martinho, e Ana. De Ana nasceu Tereza, que foi mãe de Januário, Tertuliano, Epifânio e Odílio.
Todas as testemunhas ouvidas no processo de Ação de liberdade de Tereza e filhos foram unânimes ao afirmarem que Lourença era livre, e como tal eram livres seus filhos e netos. Que por volta do ano de 1840 o malévolo padre Ponte convenceu Ana, filha de Thereza a acompanhá-lo montada em seu cavalo, com destino à fazenda São Lourenço, onde residia o tenente José de Góis Nogueira. Lá deixou penhorada a criança Ana por determinada quantia que pedira por empréstimo. A infeliz Lourença ainda tentou alcançar o satânico padre para reaver a sua filha Ana, tendo-o seguido ao longe até a fazenda das Aguilhadas onde parou para descanso.
Para provar que o endiabrado padre Ponte nunca vendera Ana para o tenente José de Góis Nogueira falecido e inventariado no ano de 1857, o curador da infeliz Tereza e seus 4 filhos requereu certidão dos bens constantes no dito inventário, tendo sido expedida a certidão constando que não existia nenhuma escrava de nome Tereza e seus filhos como pertencentes ao finado inventariado.
Prova cabal de que Tereza nascera liberta por ser filha de Lourença (liberta por carta de alforria) e como também nasceram libertos ditos filhos de Tereza. Nos autos do processo não consta se o truculento padre Ponte era vivo e qual o seu desiderato. Durante os trâmites do processo, a infeliz escrava Tereza e seus filhos foram depositados em dez residências diferentes, sofrendo toda sorte de humilhações discriminatórias, verdadeiros crimes de racismo.
Um padre reprovável
Após conduta eivada de ilicitude no Rio de Janeiro, onde disfarçou-se a tal ponto que chegou a casar-se com moça de família, mas temendo ser descoberto nesta estripulia, o Padre Ponte fugiu para Pernambuco, onde agilizou sua indicação para cura da freguesia eclesiástica das Várzeas do Apodi, dando inicio ao auto isolamento social, decorrente de um afastamento estratégico.
Contudo, não escapou do fato imprevisível do aparecimento na freguesia do Apodi, de um curandeiro apelidado vulgarmente de “o cirurgião de Domingos Alves”, o qual dizia ser baiano e que admirava-se por ouvir falar do Padre Ponte, que no Rio de Janeiro era objeto de opulenta oferta de contos de réis para quem informar o paradeiro do desonesto e truculento sacerdote.
O longo martírio da escrava Lourença e seus filhos e netos teve fim definitivo com a sentença do juiz municipal do termo do Apodi, comarca de Imperatriz (atual Martins-RN), Francisco Luis Correia de Andrade, peça jurídica fantástica que restituiu a liberdade às sofridas escravas, decisão datada de 20 de novembro de 1861. Contudo, já dizia o grande jurista Rui Barbosa: “Justiça tardia não é justiça. É injustiça manifesta.”
Quarto candidato mais votado nas eleições do último domingo (2), o deputado estadual Kleber Rodrigues(PSDB) reafirmou o compromisso em defender os interesses de Mossoró, segundo maior município do RN. “Estou à disposição de Mossoró e região, como já estava e atuo nesse mandato”, assinalou.
Petras articulou trabalho para Kleber em Mossoró e municípios da região (Foto: divulgação)
Com apoio do ex-vereador Petras Vinicius (sem partido), Kleber obteve 1.222 votos em Mossoró e hoje recebeu-o em Natal. Não faltou comemoração, visto que o deputado também foi votado em Governador Dix-sept-Rosado, Baraúna, Serra do Mel, Tibau , Areia Branca, Felipe Guerra, Caraúbas, Paraú, Martins e Assú.
“Agradeço cada voto recebido dos mossoroenses e eleitores de municípios vizinhos. Considero cada voto a renovação do meu compromisso de continuar lutando pelo desenvolvimento da região e causas importantes, como pautas de inclusão social”, disse.
Nas eleições de 2022, Kleber Rodrigues recebeu 61.074 votos. Foi votado em vários municípios do RN e se tornou o segundo mais votado do PSDB.
Durante esse primeiro mandato, ao lado do ativista Petras Vinícius, Kleber se dedicou à defesa das famílias dos autistas que moram na região Oeste. Ajudou associações e defendeu direitos que facilitam o dia a dia das pessoas com deficiência.
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Faleceu nessa sexta-feira (9), em Mossoró, o empresário João Sabino de Moura. Passou por cirurgia no Hospital Wilson Rosado (HWR) para implante de um marca-passo e não resistiu. Tinha 77 anos.
Seu velório ocorre no Centro de Velório Geraldo Xavier de Medeiros, próximo ao Museu Municipal Lauro da Escóssia, centro de Mossoró. Sepultamento ocorrerá às 16h, no Cemitério São Sebastião.
Professor aposentado da Universidade do Estado do RN (UERN), contabilista, maçom, empresário do ramo hoteleiro, “Seu” João Sabino deixa como principais legados o permanente apetite pelo conhecimento, a capacidade de trabalho e o empreendedorismo. É um exemplo de vida.
João Sabino foi um sábio e empreendedor nato (Foto: Ricardo Lopes)
Natural de São Rafael-RN, onde viveu na zona rural até início da adolescência ao lado de muitos irmãos, João Sabino trabalhou como servente de pedreiro, pedreiro, estudou em escolas públicas, fez curso especializado de técnico em Contabilidade na União Caixeiral, até chegar à antiga Fundação Universidade Regional do RN (FURRN), onde foi professor e diretor da Faculdade de Ciências Econômicas (FACEM).
Contabilista vitorioso, com excelente carteira de clientes na cidade e região, vida estabilizada, quando muitos esperavam que ele fosse aproveitar a aposentadoria docente e refrear ímpeto no escritório contábil, fez diferente. Enveredou por uma área desconhecida para si e criou a “Rede de Hotéis Sabino Palace”, que se expandiu por Mossoró, Apodi, Martins, Areia Branca, Portalegre e Natal.
No início de 2017, ele sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que comprometeu parte de sua dinâmica de vida (veja AQUI e AQUI).
Antes, em 15 de abril de 2016, lançou o livro “João Sabino: Um homem de sonhos, esperança e realizações” (Editora Sarau das Letras), trabalhado com o escritor/editor e biógrafo Raimundo Antônio de Souza Lopes.
Nesse domingo (11) a gente publica uma crônica feita em sua homenagem e publicada no dia 3 de fevereiro de 2013.
Que descanse em paz.
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O Governo do Rio Grande do Norte prorroga até o dia 14 de junho as medidas restritivas válidas para os municípios compreendidos pela VI Regional de Saúde Pública, situados no Alto Oeste. Em outro documento, o governo prorroga também as regras para as regiões Central e Vale do Açu.
Na noite desta sexta-feira (04), de acordo com o Portal Regula RN, a média de ocupação de leitos críticos no estado estava na casa dos 95%, enquanto que na região Oeste estava com 98% desses leitos ocupados.
Foram publicados na edição desta sexta-feira (04) do Diário Oficial do RN os Decretos Estaduais nº 30.631 e 30.632, que prorrogam para a mesma data (14/06) a vigência dos decretos nº 30.596 30.606, que versam sobre as referidas regiões. Os novos decretos estabelecem também que os programas de segurança alimentar executados pela Secretaria de Estado do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (SETHAS), a exemplo do Café Cidadão e do Restaurante Popular, poderão funcionar na modalidade de atendimento presencial.
As principais medidas adotadas pelo governo, por consenso dos prefeitos das cidades cujas medidas de restrição estão mais rígidas, são as seguintes: toque de recolher, com proibição de circulação de pessoas em todos os municípios da região, das 22h às 5h, de segunda a sábado, e em tempo integral nos domingos e feriados. Fica mantida a proibição da venda de bebidas alcoólicas, em qualquer estabelecimento comercial, incluindo supermercados, mercados, padarias, feiras livres e demais estabelecimentos similares, bem como seu consumo em locais de acesso ao público, independentemente do horário, durante o período de vigência do decreto.
Também continua proibido o funcionamento de parques públicos, circos, parques de diversões, museus, bibliotecas, teatros, cinemas e demais equipamentos culturais; realização de eventos corporativos, técnicos, científicos, esportivos, shows, festas ou qualquer outra modalidade de evento de massa, inclusive locais privados, como os condomínios edilícios; atividades recreativas em clubes sociais e esportivos; funcionamento de academias, box de crossfit, estúdios de pilates e afins.
Igrejas e templos
É permitida a abertura das igrejas, templos, espaços religiosos de matriz africana, centros espíritas, lojas maçônicas e estabelecimentos similares, inclusive para atividades de natureza coletiva, respeitados os protocolos sanitários vigentes e obedecida a limitação de 1 (uma) pessoa para cada 5 m² (cinco metros quadrados) de área do estabelecimento, assim como a frequência não superior a 30% da capacidade máxima.
As medidas regionalizadas estabelecidas nos Decretos nº 30.631 e 30.596/2021 valem para os seguintes municípios:
Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Antônio Martins, Coronel João Pessoa, Encanto Riacho de Santana, Doutor Severiano, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Itaú, João Dias, José da Penha, Lucrécia, Luís Gomes, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Olho D´Água dos Borges, Patu, Paraná, Pilões, Portalegre, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Rodolfo Fernandes, São Francisco do Oeste, São Miguel, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Tabuleiro Grande, Tenente Ananias, Umarizal, Venha Ver e Viçosa. As prefeituras desses municípios, em conjunto com as forças de segurança, vão trabalhar em parceria para que as medidas restritivas sejam cumpridas integralmente.
Vale do Açu
Consideradas nos decretos nº 30.632 e 30.606, as Regiões Central e do Vale do Açu, que compõem a 1ª Região de Saúde, compreendem os seguintes municípios: Açu, Afonso Bezerra, Alto do Rodrigues, Angicos, Carnaubais, Fernando Pedroza, Ipanguaçu, Itajá, Lajes, Paraú, Pendências, Porto do Mangue, São Rafael, Serra do Mel e Triunfo Potiguar. Durante a vigência fica permitida a abertura e funcionamento das atividades consideradas essenciais.
As medidas para a região do Vale do Açu também proíbem o funcionamento do Sistema de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros do Rio Grande do Norte (STIP/RN) no âmbito dos municípios constantes no decreto, com permissão apenas para que possam circular pelos municípios, caso estes estejam em trânsito para outras regiões.
Seu Antônio de Luzia, ultimamente, usa uma espécie de bengala, feita de um pedaço de mulungu que ele aplainou, lixou, oleou, botou empunhadura e ponta de metal, e que na maioria do tempo fica entre suas pernas enquanto ele, sentado em sua cadeira de balanço de palha trançada, na sombra da canafístula que banha a ponta de sua calçada alta de cimento cru que aponta no rumo do despenhadeiro da Queda, acompanha, em silêncio, com raras palavras, a conversa de final-de-tarde dos que se aprochegam para um dedal de prosa no Feijão, seu pouso “até que a Danada me leve”, como diz ele, no Sítio Canto, Martins, nas beiradas da rua de barro que o povo usa para entrançar da zona rural à cidade e vice-versa.
Lá o encontrei, como sempre, dias desses, quando passei por Martins no rumo do remanso da Serra das Almas, nas bandas de Pau dos Ferros, caminho e meio para a Serra do Camará.
Depois dos cumprimentos de praxe, saboreada com gosto a xícara de café coado no pano, grão pilado em casa, perguntei pela parentada e começamos a assuntar daquele jeito de sempre: eu comento alguma coisa, ele reflete, bate com a ponta da bengala no chão, e sem tirar os olhos dos pés de caju que ficam no terreno largo e comprido do outro lado da rua, que eu desconfio que comprou somente para evitar que a passarinhada da redondeza perca o poleiro se outro qualquer se assenhoreasse, me responde de forma seca ou me conta alguma história ou estória cujo desfecho é uma espécie de fecho moral, bem dizer o último botão da casaca, como o povo de antigamente levava a cabo, nas conversas de começo de noite nos oitões das casas do Sertão, enquanto a fumaça da pequena fogueira se misturava com as sombras das pessoas, espalhadas pelas paredes de tijolo cru.
Eram os tempos de estórias de trancoso, de cantadores de viola, repentistas, cordelistas, contadores de “causos”, caçadores de onça, viajantes que chegavam de inopino e encontravam uma caneca de café, um mungunzá ainda quente, um naco de carne de sol e que, depois de pagarem a hospedagem com uma boa conversa, quando atualizavam os presentes com as novidades que traziam consigo do vale e de mais longe, muito além, também tinham uma boa rede para um sono reparador até a hora do leite morno, na madrugada do dia seguinte, tirado do peito da vaca naquele instante, adoçado com raspa de rapadura, antes de botar o pé na estrada e pegar o rumo a que se destinavam.
Falei a seu Antônio a respeito dos noticiários de hoje que ouvimos e vemos na televisão, nos poucos jornais escritos, e na tal da internet, e critiquei as mentiras, dizendo-lhe que, mais que nunca, era difícil confiar em quem quer que fosse ou em qualquer coisa que fosse dita. Contei alguns exemplos, lembrei que os homens sabidos já escreveram, e muito, acerca desses acontecidos, e terminei lançando o bordão que parece mais um ponto final tipicamente sertanejo para encerrar conversa: “o mundo tá perdido, Seu Antônio”.
Ele matutou para lá e para cá, pigarreou, bateu com a ponta da bengala no chão, e me disse que “desde que o mundo é mundo tem dois tipos de pessoas: os sabidos e os bestas.
Dos sabidos, tem os que enxergam os finalmente de seus fazeres, e os que somente vêm até um palmo além das ventas.
Quanto aos bestas, esses são um só, desde que o tempo é tempo. Pois meu filho, eu lhe digo sem medo de errar: o pior tipo de sabido é aquele que só vê até um palmo depois das ventas. Esse pensa que sabe das coisas, e quando é levado no bico pelo mais sabido que ele, e arranca um pedaço do besta, ficando com a parte menor, não sabe que está arrancando dele também.” Passei um bocado de tempo pensando no dito de Seu Antônio.
A noite fechou, o luzeiro de Deus tomou conta do Sítio, ainda tomei uma sopa quente de feijão com bolacha quebrada dentro do prato, mordi um pedaço de rapadura, tomei mais de uma caneca de água, depois me despedi, arrepiei no rumo da cidade, fui dormir, e tudo aquilo que Seu Antônio de Luzia tinha me dito não deixou de morder meu juízo um minuto sequer, e para ser sincero, ainda morde até hoje.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e e Governo do RN
O município de Martins já registrou este ano 837,6 milímetros de chuvas. É campeão absoluto do inverno 2019 até o momento, segundos dados levantados pela Empresa de Pesquisa Agropecuária do RN (EMPARN).
Os dados resumidos foram divulgados pelo Blog Diário Político em seu endereço no Instagram. As informações constantes do boxe acima nesta postagem se referem ao período de 1º de janeiro a 29 de março (ontem).
Região Oeste destaca-se com maioria dos municípios.
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Os olhos claros da garçonete não olhavam, ou faziam de conta que não olhavam, os seus admiradores espalhados pelas mesas do restaurante onde trabalhava.
Também não olhavam para os passantes na calçada da praça em frente, tampouco para nós outros que estávamos em restaurantes vizinhos e separados por um espaço puramente imaginário.
Mas nós sabíamos que ela sabia dos nossos olhares. Havia uma sabedoria ancestral, herdada de Eva, naquela sua reserva dissimulada à nossa admiração. Sabedoria que a Serra burilara com seu isolamento ilhéu.
Pois não é a Serra uma ilha no vale? Não é Martins com seu frio invernal de Julho, a névoa como um véu ocultando as formas das árvores centenárias nos sobrenaturais caminhos de barro que conduzem para os sítios, uma ilha no coração do Sertão?
Não sabia disso Francisco Martins Roriz quando fincou, no século XVIII, seus pés portugueses à margem da Lagoa dos Ingás e construiu uma Capela exatamente onde sua companheira, Micaela, foi encontrada morta?
Não sabia que ali estava um lugar como não havia igual em todo aquele mar de terra, sol, cinza, pó, pedra e solidão que lhe cercava?
A garçonete, vai e vem. O que pensará enquanto desliza e atende, alheada de si e da presença de sua beleza, a beleza das mulheres de Martins, a todos nós que subimos a Serra e nos entregamos ao prazer ancestral de comer, beber, amar e conversar, receber a dádiva do frio e das árvores, do céu estrelado onde a escuridão, no Vale, somente se rende às luzes trêmulas de pequeninas casas isoladas?
Talvez não pense. Talvez aja mecanicamente. Mas, ali, em Martins, não é possível que a realidade seja menor que a arte. Ao contrário. Ali, a arte imita a vida. E seu pensamento, com certeza, não desmerece todo o clima que envolve a cidade.
Há luzes, cores, música, risos, então há romances, amores, paixões que surgem, outras que desmoronam, no interminável e efervescente ciclo da vida.
Em sua cabecinha loura com certeza há a espera ansiosa pelo fim da noite ou começo da madrugada, como queiram. Decerto há alguém que a espera com palavras, carinhos, compromissos; há tudo quanto é humano e os deuses abençoam. Não pode ser de outra forma.
Talvez ela seja de um sítio vizinho ou mesmo distante. Não quis perguntar. Pode ser que eu conheça algum dos seus moradores. Alguém vivido, que conseguiu sair de Martins e voltou depois de muitos anos sem que a saída afetasse seu coração e sua alma. Alguém que não foi corrompido pelo mundo exterior – por que Martins é uma ilha! -, não esqueçamos.
Esse homem ou mulher já mal vê o mundo, seus olhos estão ficando velados pelo tempo. Não importa. Com sua idade e sabedoria, o mundo está em sua mente e a sua mente é o mundo.
Ele ou ela, quando foram embora, interpretaram o mundo a partir de Martins; hoje, apenas confirmam, com sua experiência, que em quase tudo estavam certo. “O mundo lá fora”, dizem, quando ao seu redor sentam os que o visitam, “não é nada diferente de nossa Serra. É como uma mulher coberta de joias e vestidos e pintura. E quando se tira tudo isso, o que fica? Mas a nossa Serra não precisa de nada disso para ser bonita”.
Todos estão juntos ali impulsionados por um código imemorial: escutam atenciosamente quem pode lhes explicar o mundo que Deus lhes legou e que às vezes parece tão incompreensível.
Ainda bem que Deus lhes mandou também algumas pessoas que têm o dom de perceber suas mensagens deixadas nas linhas da natureza e explica-las aos outros. Por isso tais reuniões. Para escutar e reforçar os laços de solidariedade que os mantém unidos e protegidos em sua ilha, Martins.
A garçonete se fora. Quem a terá recebido em seus braços? Faz frio. A praça está repleta de silêncio. Os restos da festa jazem espalhados. Alguns retardatários encaminham-se para suas cobertas. O ar puro e suavemente perfumado da Serra envolve Martins. Às margens da Lagoa dos Ingás a escuridão mal deixa perceber suas águas, mas elas estão ali, muito mais antigas que os passos dos que viviam, no seu entorno, desde a ocupação portuguesa.
Águas misteriosas que vêm não se sabe de onde. Águas que ouviram o grito de dor de Francisco Martins Roriz quando se deparou com o cadáver de Micaela, morta por afogamento, às margens do Ingá.
Águas testemunhas, dizem os antigos, dos passos inquietos dos seus antigos proprietários, os índios, que nas noites enluaradas caminham incansavelmente da Lagoa dos Ingás para a Casa de Pedra, da Casa de Pedra para a Lagoa dos Ingás, e assim será até o final dos tempos.
Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN
Caminhão-pipa é uma realidade ainda (Foto: arquivo)
O Governo do Rio Grande do Norte vai decretar, por mais 180 dias, a situação de emergência pela seca em 147 municípios. Isso representa 88% dos municípios potiguares, que totalizam 167.
A renovação do decreto que vigora até dia 11 de março foi definida na tarde desta quarta-feira (6) em reunião do Comitê Estadual para Ações Emergenciais de Combate aos Efeitos da Seca, entidade coordenada pelo Gabinete Civil.
A situação de emergência pela seca facilita o trâmite dos processos que envolvem obras e serviços que minimizem os impactos causados pela escassez de chuvas.
Municípios em situação de emergência:
Acari, Açu, Afonso Bezerra, Água Nova, Alexandria, Almino Afonso, Alto do Rodrigues, Angicos, Antônio Martins, Apodi, Areia Branca, Baraúna, Barcelona, Bento Fernandes, Boa Saúde, Bodó, Bom Jesus, Brejinho, Caiçara do Norte, Caiçara do Rio do Vento, Caicó, Campo Grande, Campo Redondo, Caraúbas, Carnaúba dos Dantas, Carnaubais, Cerro Corá, Coronel Ezequiel, Coronel João Pessoa, Cruzeta, Currais Novos, Doutor Severiano, Encanto, Equador, Espírito Santo, Felipe Guerra, Fernando Pedroza, Florânia, Francisco Dantas, Frutuoso Gomes, Galinhos, Governador Dix-Sept Rosado, Grossos, Guamaré, Ielmo Marinho, Ipanguaçu, Ipueira, Itajá, Itaú, Jaçana, Jandaíra, Janduís, Japi, Jardim de Angicos, Jardim de Piranhas, Jardim do Seridó, João Câmara, João Dias, José da Penha, Jucurutu, Jundiá, Lagoa D´Anta, Lagoa de Pedras, Lagoa de Velhos, Lagoa Nova, Lagoa Salgada, Lajes, Lajes Pintadas, Lucrécia, Luís Gomes, Macaíba, Macau, Major Sales, Marcelino Vieira, Martins, Messias Targino, Montanhas, Monte Alegre, Monte das Gameleiras, Mossoró, Nova Cruz, Olho D´Água dos Borges, Ouro Branco, Paraná, Paraú, Parazinho, Parelhas, Passa e Fica, Passagem, Patu, Pau dos Ferros, Pedra Grande, Pedra Preta, Pedro Avelino, Pendências, Pilões, Poço Branco, Portalegre, Porto do Mangue, Rafael Fernandes, Rafael Godeiro, Riacho da Cruz, Riacho de Santana, Riachuelo, Rodolfo Fernandes, Ruy Barbosa, Santa Cruz, Santa Maria, Santana do Matos, Santana do Seridó, Santo Antônio, São Bento do Norte, São Bento do Trairi, São Fernando, São Francisco do Oeste, São João do Sabugi, São José de Campestre, São José do Seridó, São Miguel, São Paulo do Potengi, São Pedro, São Rafael, São Tomé, São Vicente, Senador Eloi de Souza, Serra Caiada, Serra de São Bento, Serra do Mel, Serra Negra do Norte, Serrinha, Serrinha dos Pintos, Severiano Melo, Sítio Novo, Taboeleiro Grande, Taipu, Tangará, Tenente Ananias, Tenente Laurentino Cruz, Tibau, Timbaúba dos Batistas, Triunfo Potiguar, Umarizal, Upanema, Várzea, Venha-Ver, Vera Cruz e Viçosa.
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O médico e ex-prefeito do Apodi – José Pinheiro (Solidariedade), 83 – deverá passar um tempo em Natal, no apartamento de sua filha Luciana Bezerra e marido e deputado estadual Kelps Lima (Solidariedade).
Pinheiro sofreu uma crise de hipoglicemia à noite de terça-feira (27) – veja AQUI, quando estava na cidade de Martins. Acabou internado às pressas no Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade de Pau dos Ferros.
– Ele está vindo para Natal, mas está fora de perigo. Devido à idade e ao susto que passamos, preferimos que ele fique em Natal até estarmos mais seguros do quadro de saúde – comentou Kelps Lima, seu genro, em conversa com o Blog Carlos Santos.
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O médico e ex-prefeito do Apodi – José Pinheiro (Solidariedade) – sofreu uma crise de hipoglicemia à noite desta terça-feira (27), quando estava na cidade de Martins.
A pressão ficou bastante alterada e ele foi levado às pressas para o Hospital Regional Cleodon Carlos de Andrade de Pau dos Ferros.
As primeiras informações indicam que José Pinheiro está consciente e reage bem aos primeiros procedimentos.
Mesmo assim, passará por uma bateria de exames e há possibilidade de ser transportado para Natal nas próximas horas.
Doutor Pinheiro tem 83 anos e foi prefeito de Apodi por três mandatos. Em outras duas oportunidades ensaiou retorno, mas candidaturas não prosperaram eleitoralmente.
Ele é uma legenda da política no Apodi e região.
O que é “hipoglicemia”? – A diminuição da quantidade normal de glicose no sangue.
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Quem nasceu no pé da serra, e depois subiu a serra, e depois morou na serra, tem por destino certo viver com a cabeça nas nuvens.
Quem nasceu na beira do rio, e depois entrou no rio, e depois nadou no rio, tem por destino certo viver contra a correnteza.
Quem nasceu na praia do mar, e depois entrou no mar, e depois nadou no mar, tem por destino certo enfrentar a força das ondas.
Quem nasceu na beira do mato, e depois entrou no mato, e depois se perdeu no mato, tem por destino certo ser presa do caçador.
Quem nasceu na entrada da rua, e depois entrou na rua, e depois morou na rua, tem por destino certo enganchar-se na multidão.
Quem nasceu na franja da bandeira, e depois marchou com a bandeira, e depois se enrolou na bandeira, tem por destino certo fugir de todos os hinos.
Quem nasceu ouvindo hinos, e depois cantou os hinos, e depois ensinou os hinos, tem por destino certo fugir de todas as bandeiras.
Quem nasceu na porta da biblioteca, e depois se fez de biblioteca, e depois sumiu na biblioteca, tem por destino certo esconder-se por trás dos livros.
Quem nasceu no patamar da igreja, e depois entrou na igreja, e depois rezou na igreja, tem por destino certo duvidar das orações.
Quem nasceu na rua do fórum, e depois entrou no fórum, e depois conheceu o fórum, tem por destino certo zombar da pompa forense.
Quem nasceu ao som da política, e depois entrou na política, e depois conheceu a política, tem por destino certo a escolha entre a mentira ou a fuga.
Quem nasceu na escada da escola, e depois entrou na escola, e depois aprendeu na escola, tem por destino certo rever quase tudo que aprendeu.
Quem nasceu no primeiro verso do soneto, e depois atravessou os quartetos, e conseguiu passar dos tercetos, tem por destino certo desvencilhar-se das rimas.
Quem nasceu no escuro do mofumbo, e depois saiu do mofumbo, e viu a luz pelas mãos da parteira, tem por destino certo rir-se da vida e desdenhar da morte.
Quem nasceu na porta do bar, e depois entrou no bar, e depois se embriagou no bar, tem por destino certo recitar a verdade do vinho.
A Academia de Letras e Artes de Martins (ALAM) vai conceder títulos honoríficos a quatro pessoas. O evento ocorrerá no Salão de Festas do Hotel Serrano, no próximo dia 27, às 19 horas.
Serão homenageados os escritores Antônio Filemon Rodrigues Pimenta, Guálter Couto Alencar, Franci Francisca Dantas e Antônio Marcos de Oliveira.
Participarão da solenidade de Entronização, Elogios e Homenagens da Alam.
A sessão será presidida pela escritora Taniamá Vieira Barreto, presidente da entidade.
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Disse um poeta, na sua lira, que “a morte não separa ninguém, quem separa é a vida”. Soube ainda de madrugada, pela Coluna do Herzog, de Carlos Santos, do falecimento da ex-Governadora Wilma de Faria.
Veio-me à memória um episódio da campanha para o Governo do Estado em 2002, em que ela foi candidata e vitoriosa.
Wilma: no palanque, governadora, em 23-07-06 (Foto: arquivo)
Dormimos em Martins, e após o café da manhã em Cajuais da Serra, descemos para uma movimentação em Umarizal. Fomos no meu carro, em cujo trajeto eu alertei para possíveis reações negativas contra ela. Wilma disse: “Não se preocupe. Estou acostumada”.
Faríamos uma caminhada pela feira e, se possível, um comício. A feira de Umarizal espalha-se por vários lugares da cidade. A primeira parada foi na feira da Rua Nova, onde há um pequeno mercado de carnes e vendedores ambulantes de cereais e legumes. Além de bancas com bebidas e comidas. Tem de tudo.
Ao descermos, caminhamos para o meio do burburinho. Aí, minha surpresa. Até pessoas que diziam não votarem nela trataram-na com gentileza. Ela foi cumprimentando as pessoas e o aglomerado aumentando.
A coordenação da campanha entendeu que a ocasião se prestava a um comício relâmpago. Os candidatos, inclusive a senador, Ismael Wanderley, decidiram que só falaríamos Wilma e eu. Não havia palanque.
Um feirante ofereceu sua camioneta, com sacos de feijão, para substituir o palanque. E assim foi. Não poderia haver um palanque mais sertanejo. Em cima do feijão, na feira de Umarizal, falamos Wilma e eu.
Tempos depois, ela me disse: “Foi um dos momentos mais bonitos da campanha”.
Que lhe seja leve a terra da sua terra!
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Dos dez municípios previstos para serem abastecidos diretamente pelo Subsistema da Adutora do Alto Oeste, que faz captação na Barragem de Santa Cruz, oito já recebem água do sistema.
Além deles, indiretamente, as cidades de Martins, Serrinha dos Pintos, Viçosa e Portalegre também estão sendo parcialmente abastecidas, devido a interligações de adutoras que possibilitaram este abastecimento, além de duas comunidades rurais localizadas na Zona Rural de Severiano Melo.
A Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), responsável pela execução da obra, e o Ministério da Integração (MI), responsável financeiro, liberaram a Companhia de Abastecimento de Águas e Esgotos do RN (Caern) para começar a operar o sistema, antes da sua conclusão total, no intuito de normalizar o abastecimento de água nos municípios que se encontravam em colapso. Esta não é uma liberação oficial e definitiva.
Adutora é obra importante para o abastecimento de vários municípios da região (Foto: arquivo)
Por enquanto, a Caern só está operando integralmente a ETA da Barragem de Santa Cruz e o “Booster” (reforço de pressão) de Rodolfo Fernandes. Dessa forma, a Estação Elevatória de Riacho da Cruz está ainda sob responsabilidade da EIT, empresa responsável pela obra.
Elevatória
O município de Rodolfo Fernandes recebe água da barragem de Santa Cruz, via derivação da adutora do Alto Oeste há quase dois anos e as cidades de Tabuleiro Grande e Itaú, desde dezembro passado. A cidade de Riacho da Cruz também já recebe a água da adutora, há quatro meses.
Nela, existe uma elevatória com capacidade para enviar água também para Umarizal e Olho D’água dos Borges e também para a Estação Elevatória de Lucrécia, dando continuidade ao Sistema Adutor Alto Oeste.
“A cidade de Umarizal não está utilizando a água porque há disponibilidade hídrica no açude Rodeador, que fornece a cidade. Por esse motivo, a Caern está conseguindo abastecer Lucrécia, Martins e Frutuoso Gomes, além de Serrinha dos Pintos e Viçosa” explica o Secretário de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França.
As Estações Elevatórias de Lucrécia e Frutuoso Gomes ainda permanecem inoperantes, então está sendo utilizado um by-pass para abastecimento dessas cidades, pela adutora Alto Oeste.
Interligações
O projeto original não contemplava as cidades de Viçosa, Portalegre e Serrinha dos Pintos, que também estão sendo abastecidas, devido a interligações de adutoras que possibilitaram este abastecimento, como já dito. Nessas cidades, a Companhia tomou providências operacionais como lavagem de reservatórios e outras medidas para a chegada da água.
Atualmente, o Sistema Adutor Alto Oeste também alimenta a adutora de engate rápido, cuja derivação está localizada após a cidade de Itaú, possibilitando o abastecimento, em caráter emergencial, das cidades de São Francisco do Oeste e Pau dos Ferros.
O Governador Robinson Faria (PSD) está programando uma visita às 13 cidades que já estão sendo abastecidas pela adutora. A conclusão total da obra desse subsistema está dependendo da compra, pela empresa executora, de alguns equipamentos para ligação da estação elevatória 4, em Frutuoso Gomes, e ligação do booster (reforço de pressão e vazão) de João Dias.
A Adutora do Alto Oeste vai abastecer, ao todo, 26 municípios da região, beneficiando com água de qualidade mais de 208 mil pessoas. Ela é composta por dois sistemas independentes.
Pau dos Ferros
O sistema que faz captação na Barragem de Pau dos Ferros já foi concluído e chegou a ser operado parcialmente pela Caern. Porém, teve seu fornecimento suspenso há quase dois anos, em virtude da escassez total do manancial, no caso, o Açude de Pau dos Ferros.
Para superar tal problema, a Caern interligou o subsistema de Santa Cruz com o de Pau dos Ferros, através de uma adutora emergencial, a partir da cidade de Itaú a Pau dos Ferros, atendendo, ainda, a São Francisco do Oeste.
Através do sistema que capta água na barragem de Santa Cruz, serão beneficiadas as cidades de Itaú, Rodolfo Fernandes, Tabuleiro Grande, Riacho da Cruz, Umarizal, Olho D’água dos Borges, Lucrécia, Frutuoso Gomes, Antônio Martins e João Dias. Já com a água do açude de Pau dos Ferros serão beneficiadas as cidades de Luís Gomes, São Francisco do Oeste, Rafael Fernandes, Marcelino Vieira, Pilões, Alexandria, Tenente Ananias, Riacho de Santana, Água Nova, José da Penha, Major Sales, Paraná e Pau dos Ferros.
Inicialmente a obra também atenderá 66 comunidades rurais na bacia do alto e médio Apodi.
Um acidente automobilístico na RN 117, hoje, por volta das 5h30 da manhã, quase termina em tragédia. Ao final, apenas grande danos materiais e pequenas escoriações nos passageiros.
Netinho: susto (Foto: arquivo)
O acidente envolveu o médico e pré-candidato a prefeito de Martins, “Doutor Netinho”, além de sua esposa Renata. O acidente aconteceu entre Serrinha dos Pintos e o contorno da BR-226, segundo relata o Blog Martins em Pauta.
A Camionete no momento era dirigido pelo medico que se deslocava para a cidade de Assu/RN, onde iria trabalhar durante o dia de hoje. No veiculo estavam Netinho e Renata.
Ela é presidente local do PSL.
Renata (de branco) e Netinho ainda sob o carro (tênis vermelhos) escaparam de acidente terrível (Foto: reprodução)
O veículo, uma picape Tritton da Mitsubishi, capotou várias vezes. Renata saiu do veículo com a ajuda de circunstantes que aportaram no local, dando os primeiros socorros.
O médico foi retirado com maior dificuldade da cabine do veículo, mas com poucas escoriações.
Francisco Nascimento de Paiva Neto, 33, o Doutor Netinho, é natural de Natal, mas com familiares originários de Antônio Martins. É apontado como um nome forte à sucessão municipal em Martins.
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O Partido Ecológico Nacional (PEN) seu 1º Encontro Regional em Martins no próximo dia 09 de Abril. Palestras técnicas marcarão o evento.
A iniciativa é comandada por Luiz Gomes, presidente estadual da sigla e ex-candidato a deputado estadual em 2014.
Local, horário e maiores detalhes da programação ainda serão definidos.
Marketing
O ex- juiz eleitoral Carlo Virgílio falará no evento sobre Legislação Eleitoral com vistas às eleições municipais deste anos.
Já o publicitário Tertuliano Pinheiro, abordará o tema Marketing Eleitoral no mesmo encontro que contará com representações do partido de vários municípios.
O site “Apartamento 702” faz uma reportagem especial sobre as potencialidades turísticas do Rio Grande do Norte, no interior, com ênfase para as regiões serranas. Contato com a natureza e esportes radicais marcam esses lugares descritos por essa página.
“As regiões serranas estão cada vez mais ganhando destaque no turismo potiguar. Belas paisagens, boa gastronomia e pousadas charmosas estão no caminho dos amantes da natureza, seja para descansar, apreciar a paisagem, ou para a prática de ecoturismo e esportes radicais”, relata o site.
Em Monte das Gameleiras, muita beleza e integração com a natureza (Foto: Márcia Procópio)
Martins, Portalegre, Monte das Gameleiras, Campo Grande, São Rafael e Patu são alguns dos locais descritos.
“Por isso, selecionamos 12 paraísos serranos no Rio Grande do Norte para vocês colocarem na lista de lugares para conhecer ainda em 2015”, acrescenta.
O título da reportagem é instigante: “12 paraísos serranos potiguares que você precisa conhecer ainda em 2015”.
Veja reportagem completa AQUI, com belas paisagens.
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A paradisíaca serra, em sua exuberante beleza natural, contempla os viandantes que perlustram o venerando solo da antiga “Serra da Maioridade” com nostálgica e misteriosa transcendentalidade. Tais predicados tem como referencial a atual cidade denominada de Martins, no Rio Grande do Norte. É emblemática em exponenciais figuras da Magistratura potiguar, tendo sido berço de nascimento de seis Desembargadores.
O referencial toponímico pioneiro foi “Serra do Campo Grande”, denominação constante do requerimento do Capitão-Mór Aleixo Teixeira, e da concessão de Carta de Data de Sesmaria datada de 20.07.1736. Aleixo era Capitão-Mór da então Aldeia de São João Batista dos Tapuias Paiacus, do Lago Pody, atual Apodi, onde também foi concessionário, no lugar que ficou conhecido como “Data do Aleixo”.
Como o Capitão Aleixo caiu em comisso, ou seja, não efetivou posse na sesmaria que lhe foi concedida, seis anos após, precisamente a 1º de Março de 1742, foi concedida a mesma Data de Sesmaria ao Capitão Francisco Martins Roriz, que residia na Ribeira do Jaguaribe, Capitania do Ceará, que fundou no alto da serra ainda inabitada, uma fazenda e currais de gado, que passou a ser conhecida pelo nome de seu proprietário – “Serra do Martins”.
Emoldurando o perfil histórico desta tradicional família, detentora da nobreza de quatro costados, consigna-se que é oriunda da Ilha Terceira, do arquipélago dos Açores. A história dessa família no Brasil começa no início do século XIX, com a vinda de Portugal, do Ajudante de Cavalaria Alexandre José Leite de Chaves e Melo. Esse militar prestou importantes serviços à coroa portuguesa.
Em 1805 acompanhou o 2º Governador da Capitania do Ceará, João Carlos Augusto de Oeynhausen em expedição ao Ipú-CE, com o objetivo de prender o Coronel Manoel Martins Chaves e seus sobrinhos, o Capitão Francisco Xavier de Araújo Chaves e Bernardino Gomes de Franco, tendo o Ajudante José Leite, desempenhado importante papel nessa missão.
Em 1817 vamos encontrar Alexandre José Leite de Chaves e Mello no posto de Coronel, Comandante das Fronteiras e Inspetor das Milícias do Jaguaribe, onde impede que a “Revolução Pernambucana de 1817”, que subvertia a ordem nas Capitanias de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, se alastrasse até o Ceará.
Quando o Crato aderiu à causa da Revolução, o Governador mandou o então Coronel Leite marchar sobre o Cariri, a fim de sufocar a revolta.
Nos preparativos para descer sobre o Cariri, eis que Alexandre recebe, oriundos do Crato, onde já havia sido deflagrada a contra-revolução, os presos: irmãos Alencar (Tristão e o padre Carlos), Francisco Pereira Maia, Pereira dos Santos e José Francisco de Gouveia Ferraz, remetendo-os para Fortaleza.
Recebidos os reforços normais constantes de tropas regulares, contingentes de índios e tropas de milícias, e como já não fosse mais preciso marchar sobre o Cariri, ordenou que se postassem piquetes nas estradas que davam acesso às Capitanias vizinhas, e marchou em fins de maio para o Rio Grande do Norte, onde pacificou o Apodi, Martins, Portalegre e Pau dos Ferros, fazendo numerosas prisões e obrigando o povo a acatar o governo português.
Consta que Alexandre José Leite de Chaves e Mello trouxe da terra natal dois irmãos: Leandro Leite Chaves e Melo e Francisco Álvares Afonso Leite de Chaves e Melo, que no Brasil viveram e deixaram frondosa descendência. O primeiro ter-se-ia localizado no Rio Grande do Norte, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, deixando prole numerosa e ilustre.
Francisco Álvares Afonso se radicara no Rio Grande do Norte, onde deixara muitos filhos, entre os quais: Manuel Álvares Afonso Leite, Maria Afonso de Chaves e Melo Pereira “Mariazinha”, Antonio Leite de Chaves e Melo e Alexandre Leite de Chaves e Melo.
Mariazinha casou-se com o português Francisco Emiliano Pereira, latinista e educador de grandes méritos, tendo sido professor de seu sobrinho o Senador Almino Álvares Afonso. Sua filha Maria Joaquina Chaves, “Maroca” casou-se com o primo Ildefonso Leite de Araújo Chaves e Melo.
Manuel Álvares Afonso Leite morava entre Patu e Martins, no Rio Grande do Norte, tendo deixado dois filhos: Francisco Manuel Álvares Afonso e Viriato Afonso. Viriato foi Coletor em Independência, Ceará e Advogado em Martins e Francisco Manuel era pai do Senador Almino Álvares Afonso.
Adentrando, ainda, na contextualidade do título que encima este despretensioso artigo, é possível afirmar que há possibilidades de a fixação inicial dos Leite de Chaves e Mello na “SERRA DO MARTINS” ter sido objeto de concessões de atenuantes feitas aos revoltosos ali residentes pelo Coronel Alexandre José Leite de Chaves e Mello, destacando-se entre estes a inolvidável figura do Capitão Antonio Alves Cavalcanti, que é o mesmo Antonio Alves Cavalcanti citado no livro “Documentos Históricos”, publicação da Fundação Biblioteca Nacional.
Encantado com as belezas naturais e do clima ameno daquela aprazível serra, teria o Alexandre, passada a turbulência do movimento revolucionário, instalado o seu irmão Capitão Francisco Afonso de Chaves e Mello, em terras que teriam sido confiscadas dos partícipes revolucionários.
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ação cautelar cível de indisponibilidade de bens, na 12ª Vara da Justiça Federal, com sede em Pau dos Ferros. Seu pedido foi protocolizado no último dia 29 de outubro.
Atinge o ex-prefeito Haroldo Ribeiro Teixeira (de Martins) e outras pessoas.
A demanda está assentada supostos crimes de improbidade administrativa. A ação foi ajuizada em 16 de setembro deste ano, com o MPE entendendo que houve conluio de Haroldo Ribeiro com outros implicados, “ao desviarem rendas públicas em favor da empresa Evidência Construções, Comércio e Representações Ltda”.
O MPF lista – como possíveis culpados – o então prefeito Haroldo Ribeiro, Luiz Leite Neto e o advogado Gilmar Fernandes de Queiroz, além do empresário Francisco Duarte Filho e a própria Evidência.
Licitação
Luiz fazia parte de Comissão de Licitação da Prefeitura de Martins e Gilmar era o assessor jurídico.
Quanto a Duarte Filho, ele aparece como proprietário da empresa vencedora de uma licitação tida como viciada, em plena gestão de Haroldo Ribeiro.
É narrado que eles estariam mancomunados em procedimento que teria fraudado licitação para obras de “serviços de pavimentação com drenagem superficial” em ruas do município, através de recursos liberados pelo Ministério das Cidades em 2005, via Caixa Econômica Federal (CEF), em 31 de dezembro de 2005.
Foram assegurados R$ 58,5 mil para o empreendimento.
O procurador da República, Tiago Misael Martins, assinou a ação.