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Campanha de sazonalidade foca melão e melancia no verão

Melão é um produto de exportação que caracteriza região do semiárido (Foto ilustrativa)
Melão é um dos focos da campanha (Foto ilustrativa)

A International Fresh Produce Association (IFPA) no Brasil anuncia o encerramento de sua Campanha de Sazonalidade 2025, dedicando o foco às frutas melão e melancia. A iniciativa visa munir o varejo nacional com informações estratégicas e materiais de marketing para maximizar as vendas durante a alta demanda do verão.

A campanha é suportada por um conjunto de materiais digitais gratuitos, desenvolvidos para fortalecer a comunicação entre a IFPA, supermercadistas e o consumidor final, destacando a excelência da produção brasileira. 

O cenário da safra atual é altamente positivo, com expectativas de frutas de qualidade superior, conforme atesta Leonardo Herzog, diretor da Soet Melancia.

“A safra de melão apresenta uma qualidade muito boa, com as exportações em alta. No caso da melancia, a qualidade também está excelente. Estamos finalizando a safra de Goiás e iniciando a de São Paulo com a perspectiva de uma fruta de altíssimo nível. Em Teixeira de Freitas (BA), apesar de algumas chuvas que podem reduzir a durabilidade, a qualidade geral também é boa. A expectativa é que o verão traga uma safra de melão e melancia com qualidade muito elevada.” 

Demanda sólida 

A gestora da IFPA no Brasil, Valeska Ciré, destaca que a qualidade da safra se traduz em uma oportunidade de mercado robusta para o varejo.

“A perspectiva de mercado para o verão indica que a demanda interna permanecerá sólida. Isso, somado à alta qualidade da safra, reforça a importância de manter o foco na excelência como um diferencial competitivo crucial, tanto para compradores nacionais quanto internacionais. Os materiais da IFPA são ferramentas essenciais para os departamentos de marketing nas campanhas de promoção, e nossos workshops auxiliam no treinamento dos colaboradores do setor de FLV (Frutas, Legumes e Verduras) dos associados.”

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Novas variedades de melão e melancia vão ser apresentadas

Carroção de melão amarelo produzido na Fazenda Nova Califórnia, sede da Nolem (Foto: arquivo)
Evento entre os dias 23 e 26 será voltado para mercado de exportação (Foto: arquivo/Foto ilustrativa)

A HM. Clause apresentará novas variedades de melão e melancia com foco no mercado de exportação durante a 5ª edição do Experience Day, que acontece de 23 a 26 de setembro de 2025, em sua Estação de Pesquisa e Desenvolvimento em Mossoró (RN). Entre os destaques estão melancias dos grupos Crimson (Mambo, Excelsior e Exceed) e Tiger (Sarabi e Mufasa), além de melões dos tipos Gália (Sertanejo), entre outros. Todas foram desenvolvidas com foco em resistência, sanidade de campo e qualidade pós-colheita, atributos essenciais para atender às demandas dos importadores internacionais.

“Para operar no mercado de exportação, não basta produzir com alta produtividade. As variedades que estamos apresentando no Experience Day são resultado de melhoramento genético focado em firmeza do fruto, resistência a doenças e integridade durante o transporte. Isso significa que o produtor pode reduzir perdas pós-colheita e garantir frutos que atendam aos padrões exigidos por mercados como União Europeia e Oriente Médio”, explica Ciro Brito, Consultor Técnico de vendas da HM. Clause Brasil.

Exportações em crescimento

O Brasil exportou em 2024 um total de 1.076.437.027 kg de frutas, o que representou R$ 1.287.059.846 em receitas. Nesse cenário, o melão e a melancia ocupam posição de destaque. Somente na safra 2023/24, o Brasil exportou cerca de 213 mil toneladas de melão entre agosto e março, com crescimento de 6% no volume e de 13% na receita em comparação à safra anterior.

Já no caso da melancia, o país embarcou mais de 24 mil toneladas entre agosto e setembro de 2024, a segunda maior cifra desde 1997, com receita superior a US$ 12 milhões. Para a safra 2024/2025, as exportações de melão e melancia no Rio Grande do Norte devem crescer cerca de 8% em relação ao ciclo anterior.

Protagonismo potiguar

A importância estratégica do Rio Grande do Norte fica evidente nos números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2024, o estado produziu 505.212 toneladas de melão, com valor estimado em R$ 858 milhões, área colhida de 18.930 hectares e rendimento médio de 26.688 kg/ha, consolidando Mossoró como maior polo produtor do país. Já a produção de melancia alcançou 147.901 toneladas, movimentando R$ 124 milhões, com área de 10.158 hectares, produtividade de 14.560 kg/ha e rendimento de R$ 12.161,65/ha, novamente com destaque para Mossoró como região líder. Esses números reforçam o protagonismo do semiárido potiguar na fruticultura voltada à exportação.

Somente em agosto de 2025, o Rio Grande do Norte movimentou US$ 531 milhões em comércio exterior, sendo que melancias frescas (US$ 4,5 milhões) e melões frescos (US$ 3,3 milhões) figuraram entre os principais produtos exportados. Os principais destinos foram Reino Unido, Canadá, Países Baixos, Tailândia e Estados Unidos, que concentraram quase 68% das vendas externas potiguares.

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Secretário de Agricultura mostra importância de evento na China

Delegação mossoroense participa da feira internacional “Frutas do Brasil – Festival China 2025”, que acontece de 12 a 19 de maio deste ano, na cidade de Xangai, na China.

O secretário municipal da Agricultura, Faviano Moreira, mostra a importância da presença oficial do município, de produtores, técnicos e outras pessoas do setor, num evento de grande alcance.

O convite foi feito pelo presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX-RN), Fábio Queiroga, e também pela Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS).

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) também reforçam a comitiva.

Entre os participantes municipais estão Moreira e o prefeito Allyson Bezerra (UB).

“O melão de Mossoró e a uva de Petrolina/PE são as únicas frutas certificadas à comercialização na China. Isso mostra o potencial da nossa economia e capacidade dos nossos empresários’’, afirmou Allyson.

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Comércio exterior bate recorde com 42,6% de crescimento em 2024

Melão é produto que regularmente aparece em destaque (Foto: divulgação)
Melão é produto que regularmente aparece em destaque (Foto: divulgação)

As exportações do Rio Grande do Norte cresceram 42,6% em 2024 em relação ao ano anterior, chegando a US$ 1,1 bilhão. Com isso, ao longo de 2024, o comércio exterior do Estado alcançou um volume recorde de transações, atingindo US$ 1,7 bilhão — soma das exportações com as importações (US$ 595 milhões).

Esses números estão na mais recente edição do Boletim Econômico da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), com as informações da Balança Comercial do RN, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) nesta terça-feira (07/01), por meio da plataforma “Comex Stat”.

Ao longo do ano, a pauta de exportação foi diversificada, com destaque para óleos combustíveis (US$ 558,7 milhões), melões frescos (US$ 120,1 milhões), óleo diesel (US$ 86,7 milhões) e melancias frescas (US$ 52,9 milhões).

Os principais produtos importados nos doze meses de 2024 foram células fotovoltaicas (US$ 129,1 milhões), “outras gasolinas” (US$ 92,2 milhões), grupos eletrogêneos de energia eólica (US$ 54,6 milhões), trigo e centeio (US$ 49,6 milhões) e óleo diesel (US$ 40,7 milhões).

Destinos

Os cinco principais destinos das exportações potiguares no período foram: Singapura (US$ 199,3 milhões), Países Baixos (US$ 189,2 milhões), Ilhas Virgens Americanas (US$ 187,8 milhões), Estados Unidos (US$ 66,1 milhões) e Reino Unido (US$ 52,2 milhões).

Nas importações, os principais parceiros foram: China (US$ 260,4 milhões), Estados Unidos (US$ 76,2 milhões), Suíça (US$ 44,1 milhões), Argentina (US$ 34,3 milhões) e Países Baixos (US$ 32,7 milhões).

Agrícola Famosa quer ampliar oferta de melão para mercado externo

Por Josivan Barbosa

A Agrícola Famosa, maior produtora e exportadora de melão e melancia do Polo de Agricultura Irrigada RN – CE e, por consequência do país, revelou na semana passada que está pronta para aumentar na atual safra (2022/23) o envio de melão e melancia para a Comunidade Econômica Européia em mais de 10%.

O aumento deve-se a três fatores: melhor produtividade e qualidade do material genético, demanda elevada na Europa pelas condições climáticas (calor) que anteciparam a colheita de melão local deixando o mercado em baixa oferta do produto. A temporada de melão e melancia a partir do Brasil começa no momento em que a safra da Europa termina.

Melão é um produto de grande força econômica na região  (Foto: arquivo/Valor/Globo)
Melão é um produto de grande força econômica na região (Foto: arquivo/Valor/Globo)

A empresa projeta exportar cerca de 220 mil toneladas até abril de 2023.

A Agrícola Famosa comercializa o melão na Europa através da sua subsidiária Melon & Co. No primeiro ano da Melon & Co. a empresa conseguiu negociar quase 23 mil toneladas nos supermercados britânicos.

A empresa tem aumentado, também, as vendas do melão e melancia no mercado dos EUA, em torno de 8 mil toneladas/ano.

A Agrícola Famosa continua trabalhando com a perspectiva de enviar o melão para a Ásia (China), entretanto, a logística de exportação através do modal de contêineres marítimos têm dificultado a concretização desse importante canal de exportação para o melão.

Exemplo chileno

Os produtores de melão e melancia do Semiárido Brasileiro precisam analisar com bons olhos o exemplo do Chile que criou o Comitê de Uva de Mesa para implantar o Plano Estratégico da Indústria de Uva de Mesa do Chile. Trata-se de um passo importante daquele país no sentido de potencializar a sua competitividade nos mercados internacionais, cujo objetivo pode perfeitamente ser aplicado ao melão e a melancia produzida no Semiárido.

Assim como o Plano do Chile é coordenado pela ASOEX (Associação dos Exportadores de Frutos do Chile), o nosso poderia ser coordenado pelo COEX (Comitê Executivo da Fruticultura).

A iniciativa da criação do Comitê pelos produtores de uva de mesa do Chile foi tomada após análise depurada da possibilidade de perda de competitividade no mercado internacional pela uva chilena.

O plano do Chile tem três pilares: liderar, coordenar, unir e comunicar; melhorar a condição dos frutos e a competitividade.

Inicialmente o Comitê estabeleceu 16 ações, entre as quais destaca-se o desenvolvimento de um programa de estimação da produção ao longo da safra. O plano trabalha com a meta de publicar pelo menos quatro estimativas por safra (início da safra, 21 de outubro, final de novembro e final de dezembro).

A análise acima permite, claramente, concluir que a criação de um comitê dessa natureza pelo setor produtivo regional seria de muita valia para a sustentabilidade econômica do setor produtivo de melão e melancia do Semiárido Brasileiro.

 Melancias do Polo RN – CE para a Europa

A exemplo da temporada passada, a melancia continuará com incremento do consumo pelos europeus. Os primeiros carregamentos que chegaram em navio frigorífico convencional apontam para um produto de boa qualidade. Os frutos chegaram no terminal de frutos de Rotterdam Fruit Wharf (RFW), uma estação intermediária que se conecta com o Porto de Roterdã, instalada em Merwehaven. Os importadores europeus transportam a melancia em contêineres reffer e em navios friogírificos tradicionais, que podem atracar diretamente no RFW.

A melancia proveniente do Brasil (Polo de Agricultura Irrigada RN – CE) é exportada em contêineres de 40 pés. A partir dessa temporada a Agrícola Famosa fez uma parceria com a GreenSea que semanalmente transporta em navios frigoríficos especializados a partir de Fortaleza até os Portos de Vigo (Espanha), Dover (Reino Unido) e Roterdã (Holanda).

A vantagem do acordo da Agrícola Famosa com a GreenSea é que o Porto de Fortaleza está conectado diretamente com os Portos Europeus, o que reduz o tempo de transporte com benefício direto na qualidade do fruto que chega para o consumidor europeu.

No Porto de Roterdã, os frutos são recebidos na RFW, onde se realiza inspeção fitossanitária e os trâmites aduaneiros. Em seguida os frutos são transferidos para as câmaras frigoríficas dos importadores de onde é transportado em caminhão frigorífico para diferentes destinos dentro da Europa.

Novos híbridos de mamão 

A empresa mexicana de sementes Semillas del Caribe, especializada em sementes de mamão (papaya) desenvolveu diversos híbridos que produzem frutos menores e que representam uma alternativa ao mamão Formosa produzido no Polo de Agricultura Irrigada RN – CE. A empresa mexicana tem revelado que as suas novas variedades de mamão produzem frutos com teor de açúcar (graus Brix) mais elevado do que o Formosa, as plantas são mais produtivas e os frutos são menores, o que melhora a aceitação dos frutos no mercado europeu.

Mamão, produto com sementes híbridas (Foto: Fresh Plaza)
Mamão, produto com sementes híbridas (Foto: Fresh Plaza)

As principais variedades produzidas pela Semillas del Caribe são: Maradol, Passion Red, Siluet, Sweet Senze, Intenzza e Luve.

Estas variedades estão sendo cultivadas em Portugal, Espanha e Marrocos. A empresa trabalha com a variedade Maradol, tradicional do México, em Senegal.

De acordo com a empresa produtora da semente de mamão, a variedade Intenzza é superior ao Formosa produzido atualmente no Brasil e exportada para a Europa e as variedades Siluet, Sweet Senze e Luve são do tipo baby tendo frutos de tamanho pequeno e doces e que estão tendo boa aceitação no mercado europeu.

A empresa assume o compromisso com o produtor de que as variedades de sementes são oriundas de sexagem molecular através da técnica de PCR, o que garante a produção de plantas hermafroditas. Nas variedades híbridas de mamão 50% das sementes são femininas e 50% são hermafroditas.

Tradicionalmente, para o sistema de plantio assegurar uma planta hermafrodita são necessárias quatro plantas, sendo que aos 45 – 60 dias, se determina o sexo da planta, e elimina-se três, o que impacta nos custos em sementes ou em mudas.

Através do uso da técnica usada pela empresa mexicana, o agricultor tem a segurança de adquirir sementes já selecionadas, de maior produtividade (100 – 150 quilos de frutos/planta).

As plantas produzidas pela empresa não podem sair do local de produção (Ilhas Canárias). A empresa só comercializa para a ilha, entretanto, as sementes são vendidas para a Europa e África.

A logística de exportação de frutos complica-se a cada safra

A América do Sul é uma importante região exportadora de frutos para a América do Norte e antes havia muitas opções de exportação pelo modal marítimo, mas, recentemente tem-se reduzido muito as alternativas desse tipo de logística, da qual o Brasil utiliza.

A maioria dos produtos que se exporta a partir da América do Sul faz transbordo na América Central, o que prejudica a qualidade dos frutos que chegam ao mercado americano. Com frequência os contêineres perdem conexão, o que provoca aumento do tempo de transporte e atrasos, impactando diretamente na qualidade do fruto. O transbordo impacta negativamente na cadeia de frio.

Apesar dos transbordos, os custos de transporte do fruto têm se elevado em mais de 100% na maioria das rotas. Isto tem impactado muito para o produtor, pois nos últimos anos tem tido os custos elevados devido aos aumentos de preços de fertilizantes, combustíveis e mão de obra.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Multinacional tem unidade científica de referência em Mossoró

Estação Experimental da empresa em Pau Branco (Mossoró) com especialista atuando in loco (Foto: reprodução BCS)
Estação Experimental da empresa em Pau Branco (Mossoró) com especialista atuando in loco (Foto: reprodução BCS)

Por Josivan Barbosa

Pouca gente sabe, mas a empresa multinacional Rijk Zwaan possui uma estação experimental instalada na comunidade rural de Pau Branco, localizada a cerca de 30 km da sede do município.

A empresa é referência mundial em pesquisas com melhoramento genético de sementes de melão e melancia, exatamente nossos dois principais produtos da pauta de exportação de frutas para a Europa e outros continentes.

A Rijk Zwaan ao contrário de outras multinacionais que se instalaram aqui na região, mantém ha mais de uma década uma estação experimental bem equipada e com pesquisas de ponta no cenário internacional com melhoramento de sementes, principalmente melão e melancia.

Vejamos abaixo alguns materiais genéticos que a empresa está colocando no mercado e que nos interessa muito como principal região produtora e exportadora de melão e melancia do país.

  • A Rijk Zwaan é uma empresa holandesa de criação e produção de sementes, com sede em De Lier, na província do Sul da Holanda. Com uma participação de 9% no mercado, a Rijk Zwaan é a quarta empresa de melhoramento vegetal do mundo.

Melão Piel de Sapo

Dentro desse grupo a  Rijk Zwaan possui como novidade as variedades Mesura e  Flechaverde. Ambas podem ser cultivadas para atender o mercado espanhol. O Piel de Sapo para exportação varia de 1,2 kg até 2,5 kg, enquanto que o material para o mercado espanhol varai de 3,6 kg a 3,8 kg. Há uma tendência do mercado espanhol se adaptar aos tamanhos que são comercializados em outras do mundo.

Outros materiais genéticos do grupo Piel de sapo de excelente qualidade produzidos pela Rijk Zwaan são: Bravura, Finura, Dolsura Minithor, sendo este último resistente a oídio e pulgão.

Melão amarelo (originalmente conhecidos como valenciano amerelo)

A novidade nesse segmento é o melão amarelo com costelas (a exemplo do charentais e do cantaloupe italiano) denominado de Rubial, visando o mercado italiano. A empresa também acaba de revelar mais duas outras variedades para o Norte da África (Marrocos e Argélia) que são a Azilal e  Ketchal.

Ainda em se tratando de melão amarelo, a Rijk Zwaan trabalha com as variedades Yeral, Pekín, Ducral, Hasdrubal (tardia), Yacal (ciclo mediano), Crucial e Gladial para atender os produtores e exportadores da Espanha, Brasil e América Central onde se trabalha com frutos que apresentam em média 1, 5 kg.

Melão Gália (originalmente da região de Gália – Israel)

A empresa destaca como novidade material genético que ela denomina de “pronto para comer”, onde a colheita é facilitada pela mudança de coloração da casca do melão de verde para amarelo, com um teor de açúcar acima de 12 graus brix (conteúdo de açúcar).

Melões de polpa alaranjada: Charentais e Cantaloupe

Neste segmento de melão a Rijk Zwaan apresenta como novidades os materiais genéticos: Echabi e Dibango. O portfólio da empresa já conta com os melões charentais de longa vida: Zinasol (ciclo curto), Paniol (ciclo mediabno) e  Frivol (ciclo tardio).

Eólicas no mar

Ainda deve demorar um pouco para que os projetos de energia eólica no mar do RN possam se tornar realidade. O problema é que a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) deve aguardar o amadurecimento de uma regulação específica para o setor, o que deve acontecer em 2022.

Por ora, a recomendação da área técnica da agência aos diretores é aguardar a criação das regras para a operação no mar antes de emitir o chamado despacho de requerimento de outorga (DRO), primeiro documento que autoriza a geração de energia.

Além das autorizações da Aneel, os projetos precisam do aval de outros órgãos, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), a Superintendência de Patrimônio da União (SPU) e a Marinha. Tais autorizações podem acontecer em paralelo ao trâmite na Aneel e dizem, por exemplo, sobre o local de instalação das usinas – domínio público – e seu impacto ambiental e no tráfego marítimo.

IFRN

Mossoró não será contemplado com uma unidade autônoma do IF. O município está fora do projeto do MEC que cria novos IFs por desmembramento, a exemplo do que ocorreu na Paraíba no Governo FHC quando a UFPB foi desmembrada e foi criada a UFCG.

No projeto de lei o MEC prevê a criação de dez novos institutos federais de ensino profissional e tecnológico no país. Não haverá abertura de vagas para estudantes, ampliação do corpo docente ou instalação de laboratórios. A proposta do MEC é desmembrar institutos existentes e vincular parte da rede atual em novas sedes. O plano abrange nove Estados: São Paulo (duas sedes), Paraná, Pará, Pernambuco, Bahia, Ceará, Paraíba, Maranhão e Piauí.

Como serão institutos novos, pelo menos no papel, o futuro comando de cada unidade será escolhido diretamente pelo governo sem o tradicional processo de escolha dos reitores – eleição direta entre professores, funcionários e estudantes.

Cada novo instituto deverá ter um reitor, cinco pró-reitores, chefes de gabinete e assessores especiais. A despesa adicional com essa reconfiguração é estimada em R$ 80 milhões por ano – R$ 8 milhões por sede.

A rede atual é composta por 38 institutos federais, dois centros de educação tecnológica, o Colégio Pedro II. São 643 campi e pouco mais de 1 milhão de alunos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Com a “Melon & Co.”, Agrícola Famosa amplia sua força internacional

Por Josivan Barbosa

A Agrícola Famosa, umas das principais empresas produtoras e exportadoras de melão do mundo, criou uma nova empresa no Reino Unido denominada de Melon & Co. (veja AQUI). A nova empresa nasce com a missão de ampliar e cuidar mais de perto do cliente inglês.

A Inglaterra representa em torno de 35% do destino do melão e melancia produzidos pela empresa genuinamente mossoroense que nasceu na última década do século passado mediante a bravura de Carlos Porro e Luiz Barcelos.Melon & Co. - Agrícola Famosa

A Agrícola Famosa aproveitou muito bem o espaço comercial de frutas frescas deixado por empresas como Maisa, Nolem e Delmont e ampliou a sua participação na Europa no fornecimento do produto.

O grupo detém cerca de 70% da quota de mercado do melão e melancia do Reino Unido, através de venda direta às grandes redes de supermercados que anteriormente era feito em sintonia com a empresa FESA UK.

A empresa mossoroense trabalha com a expectativa de melhorar o serviço que presta ao cliente inglês acompanhando em detalhes a qualidade do produto que chega ao consumidor. Ela fornece atualmente cerca de 3.300 contêineres por ano ao mercado da Inglaterra e vizinhos.

A Agrícola Famosa pode, também, a partir de agora firmar parcerias com empresas produtoras de frutos na América Central e na própria Europa (especialmente Espanha) para fornecer o produto na época da entressafra do melão e da melancia no Semiárido Nordestino.

Frete marítimo

A safra 2021/22 do melão e melancia começa com uma incerteza para o exportador. Trata-se da dificuldade em função do alto preço das tarifas de frete marítimo. Algumas rotas ultramar terão dificuldades de disponibilidade de contêineres refrigerados, equipamento indispensável para a exportação de melão e melancia do Nordeste Brasileiro para a Europa, Estados Unidos e Ásia.

As tarifas de frete dos contêineres refrigerados sofreram aumentos consideráveis durante o primeiro semestre e ainda se trabalha com a expectativa de incremento no segundo semestre e no próximo ano.

O caos logístico global e a disparada nos fretes marítimos provocados pela pandemia deverão se estender ao menos até 2022. Isso significa preços altos e prováveis atrasos na chegada de produtos pelos próximos meses.

O Índice Global de Tarifas de Contenedores Reefer de Drewry, uma média ponderada das tarifas das 15 principais rotas ultramar com uso intensivo de contêineres refrigerados confirma um aumento de 32% até o segundo quadrimestre do ano em curso e espera que até o final do terceiro quadrimestre esse valor chegue a 50%.

O principal problema do aumento de preço do frete dos contêineres refrigerados é o alto preço que ele alcança quando é usado para o transporte de carga seca, e o mundo todo está convivendo com escassez de contêineres de uma maneira geral. O mercado tem operado no limite, com escassez de contêineres e falta de navios em todo o mundo. Com o início da temporada de pico – o terceiro trimestre, em que empresas abastecem seus estoques para o fim de ano -, a situação não só deve se prolongar, como poderá se agravar.

A crise afeta todos os segmentos que usam contêineres: calçados, vestuário, higiene pessoal, eletrônicos, equipamentos, alimentos, frutas, carnes refrigeradas, celulose, veículos.

Espera-se que esse problema seja minimizado somente a partir de meados do próximo ano, o que pode trazer um certo alívio no preço dos fretes marítimos.

Produção tem safra com boas expectativas (Foto: cedida)
Produção tem safra com boas expectativas (Foto: cedida)

Safra de melão e melancia

A safra de melão e melancia começou com boas expectativas para o produtor, apesar de que novamente a disponibilidade de água pode ser um problema, especialmente para as empresas que concentram a sua produção na região da Grande Maisa (Mossoró, Tibau, Icapuí, Jaguaruana e Aracati).

Os principais tipos de melão fornecidos para a Europa são: Piel de Sapo, Galia, Cantaloupe e Amarelo.

A tendência é um aumento no fornecimento da melancia sem sementes e da mini melancia que facilita o consumo, evitando desperdício em nível de consumidor, mas ainda há espaço para a melancia tradicional (grande e com sementes).

Energia solar

Se sua empresa pretende instalar uma usina de energia solar, não hesite em acelerar o processo. A Câmara dos Deputados aprovou durante a semana o marco legal da microgeração e minigeração distribuída e trata dos incentivos concedidos à geração de energia solar por pequenos produtores (como consumidores domésticos e empresas menores). A proposta segue para discussão do Senado Federal.

BRF no RN

A BRF decidiu pela construção de um parque para geração de energia eólica no Complexo Eólico Cajuína (Lajes, Angicos, Pedro Avelino e Fernando Pedrosa). O investimento estimado no projeto é de R$ 5,2 milhões por MW instalado. A BRF deverá investir diretamente cerca de R$ 80 milhões. O início das operações está previsto para 2024.

O parque eólico terá capacidade instalada de 160 megawatts médios (MWm), com geração de 80 MWm.

Consórcio de municípios

O município de Mossoró silencia diante de uma boa oportunidade para reduzir os custos de insumos da área de saúde. Trata-se do Consórcio Conectar que reúne mais de 2,5 mil municípios para compra compartilhada de medicamentos e insumos na área de saúde. A gestão do consórcio trabalha com a expectativa de conseguir uma redução de pelo menos 15% nos custos com compras de insumos da saúde.

Os pedidos poderão ser feitos bimestralmente pelo prazo de seis meses, prorrogáveis por mais seis meses.

A compra em grandes volumes de fornecedores nacionais vai favorecer principalmente municípios pequenos e médios, que compram insumos de distribuidores regionais e pagam mais caro.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Ufersa

Grupo Agrícola Famosa abre empresa na Europa

Empresa está espalhada por estados nordestinos, como Ceará e RN (Foto: arquivo/Valor/Globo)
Empresa está espalhada por estados nordestinos, como Ceará e RN (Foto: arquivo/Valor/Globo)

Por Egídio Serpa (Diário do Nordeste)

Maior produtora e exportadora mundial de melão, a Agrícola Famosa está abrindo uma empresa no Reino Unido, segundo revela hoje o Valor Econômico.

A empresa já tem nome: Melon&Co e deverá ser a distribuidora dos produtos da Agrícola na Europa.

A Agrícola Famosa produz melão, melancia, banana, mamão e outras frutas, que agora serão acrescentadas ao seu portfólio.

As áreas de produção da Agrícola Famosa estendem pelo Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Piauí.

Leia também: Agrícola Famosa se associa a grupo espanhol em negócio de vulto.

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Os desafios do melão brasileiro na China

Melões já no Aeroporto de Xangai na China, em 2020 (Fotos: Arquivo Ftrade Brasil)
Melões já no Aeroporto de Xangai na China, em 2020 (Fotos: Arquivo Ftrade Brasil)

Por Josivan Barbosa

No ano passado os exportadores brasileiros de melão receberam a permissão para exportar o melão para a China. No primeiro ano os embarques foram mínimos e alguns importadores testaram o melão brasileiro e logo deixaram de importar. Claro que a questão da pandemia teve forte influência, o que se verificou com outros tipos de frutas na importação pela China.

Apesar disso, os nossos produtores já estão plantando as variedades que interessam ao mercado chinês, como o Piele de Sapo, Dino e Amarelo.

O melão brasileiro é considerado pelo mercado chinês como um produto prêmio e os consumidores precisam se acostumar com o preço que é fortemente afetado pelo custo de transporte devido ao tempo que o produto necessita para chegar naquele mercado e por taxas de importação.

Normalmente, quase três o tempo para atingir o mercado europeu e quase cinco vezes o tempo de transporte marítimo para o mercado americano.

O nosso melão entra na China quando termina a temporada doméstica. Apenas o melão da província de Hainan ainda compete com o nosso melão.

Um pequeno número de países possui permissão para exportar melão para a China, entre eles Myanmar e Kirguistán. Mesmo assim, não pode comparar a qualidade do melão brasileiro com os melões produzidos e exportados por esses países. O nosso melão tem flavor (sabor e aroma) diferenciados.

Além disso, o peso do nosso melão Piele de Sapo pode atingir até três quilos, o que passa a ser mais um fator de atratividade naquele mercado.

O mercado trabalha com a expectativa de que a partir de agosto, os produtores brasileiros anunciem os valores do melão destinado ao mercado chinês, cuja exportação deve começar no final de setembro ou outubro.

O momento é de dúvida sobre o sucesso desse mercado para o melão brasileiro, mas os importadores precisam de um tempo para que o consumidor possa se acostumar com os preços elevados do melão brasileiro que chega na China quando comparado com os frutos do mercado doméstico

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

‘Rei do Melão’ na Europa parte para conquista da China

Por Carla Aranha (Da revista Exame)

O produtor rural Luiz Roberto Barcelos, de 55 anos, lembra bem a primeira vez que experimentou um melão. Ele tinha cinco anos de idade e morava em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, com sua família. “Minha mãe chegou com aquela fruta redonda e verde em casa e me apaixonei”, diz. Hoje, Barcelos é o maior produtor e exportador de melão do Brasil. Ele abastece, sozinho, boa parte do mercado europeu.

Sua fazenda, a Agrícola Famosa, produz mais de 1 milhão de melões por dia. A cada safra, são colhidas 250 mil toneladas da fruta – a maioria é exportada para países como a Holanda e o Reino Unido. No ano passado, o faturamento chegou a 500 milhões de reais. “Vamos crescer ainda mais”, diz Barcelos.

Luiz Roberto Barcelos desviou-se da carreira jurídica e voltou ao campo com muito êxito (Divulgação-Divulgação)

O novo destino da fruta é a China. No final do ano passado, o país aprovou a importação do melão brasileiro, depois de conversas com a ministra Tereza Cristina, da agricultura. A expectativa é que no segundo semestre as vendas de melão para a China comecem a decolar. “Aí, vamos dobrar a produção”, diz Barcelos. Ele já está se preparando para expandir sua fazenda. “Não poderia ter felicidade maior”, afirma.

A agricultura sempre fez parte da vida de Barcelos, que é de uma família de produtores de café do interior de São Paulo. “Sempre gostei de mexer com a terra”, diz. A propriedade da família, criada há mais de cem anos, foi sendo dividida entre os herdeiros com o passar do tempo. Barcelos não se animou muito a tocar o negócio adiante e resolveu fazer estudar em São Paulo, onde fez faculdade de direito. “Não achava que o campo ia me puxar de volta, como acabou acontecendo”, diz.

Volta ao campo

Barcelos arranjou emprego, como advogado, em uma empresa de comércio exterior de produtos agrícolas. Não demorou para a saudade da agricultura bater mais forte. Ele ficou sabendo que uma fazenda de 4.800 hectares em Mossoró, no Rio Grande do Norte, estava a venda e resolveu fechar negócio.

A região, com um clima quente e ensolarado praticamente o ano todo, é considerada ideal para o cultivo de frutas como o melão, que precisam de muito sol.

O produtor não pensou duas vezes – ele reuniu a família e logo se mudou Mossoró. “Na época, minha esposa estava grávida de nosso segundo filho e não sabíamos bem como seria nossa vida em uma terra nova”, diz. Hoje, a fazenda tem 30.000 hectares e deve se expandir ainda mais até o início do ano que vem.

Exportação aponta para novo mercado (Foto: arquivo/Anderson Barbosa)

Para que a produção pudesse crescer, Barcelos investiu em sistemas de irrigação avançados, em que a quantidade ideal de água é distribuída em cada palmo do terreno, sem desperdícios. Ele também estudou as melhores estratégias para conquistar aumentos expressivos de produtividade. Uma das principais técnicas adotadas foi a polinização da lavoura através das abelhas, que levam importantes nutrientes para os pés de melão.

Novos recordes

Depois da colheita, os restos de vegetação que ficam no solo são enviados para o sistema de compostagem para serem transformados em adubo. “Temos uma grande preocupação com a sustentabilidade, o que acaba proporcionando ganhos de produtividade e é importante para nos posicionarmos de forma adequada no exterior”, diz Barcelos.

Em 2019, o Brasil bateu um recorde da exportação de frutas, com 1 milhão de toneladas embarcadas para a Europa, Oriente Médio, Argentina. As vendas externas somaram 1 bilhão de dólares. A exportação de melão gerou 160,4 milhões de dólares em 2019, 18% a mais do que em 2018. Em volume, o aumento foi de 27%.

Com as exportações para a China, a produção e as vendas externas de melão devem duplicar. Barcelos e outros produtores rurais da região de Mossoró já estão se preparando para o aumento das exportações. “Muitos estão adquirindo mais terras, como estamos fazendo”, diz.

Este ano, o agronegócio brasileiro deverá dar bater novos recordes e dar mais saltos de produtividade. A expectativa é que a atividade responda por 24% do PIB brasileiro, alcançando 728,6 bilhões de reais. “O segmento de frutas deve ter um bom desempenho”, diz Barcelos. “Vamos vender mais melão do que nunca”.

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O complexo caminho das águas no Alto Oeste do RN

Por Josivan Barbosa

A Adutora de engate rápido construída para levar a água da Barragem de Santa Cruz em Apodi para Pau dos Ferros (Alto Oeste do RN) não resolveu o problema da água daquele município. Após cinco anos de construída, a adutora apresenta sérios problemas de manutenção e a cidade vive uma situação delicada em relação ao abastecimento de água após o longo período de baixa precipitação na bacia hidrográfica da Barragem de Pau dos Ferros.

Adutora de engate de Pau dos Ferros foi iniciativa tomada para "resolver" falta de abastecimento (Foto: Caern)

A solução mais duradoura poderá ser a construção de uma adutora definitiva a partir da água do manancial hídrico Arenito Assu, cuja água é de qualidade inquestionável. Não é a toa que ao longo da região compreendida pelos pontos de recarga do lençol há várias indústrias de água mineral instaladas ou em processo de instalação.

Diante das dificuldades de recursos de investimento do Governo do Estado e da situação financeira da Caern (concessionária dos serviços de abastecimento de água no RN), a solução poderá ser a abertura de um processo de licitação para uma PPP (Parceria Público Privada).

O problema exige celeridade e a cada dia a população do município clama por uma solução definitiva.

Produção de frutas em Felipe Guerra

Após o longo período de seca na região do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE, o município de Felipe Guerra está conseguindo atrair diversas empresas da área de fruticultura. Recentemente, uma grande empresa da região adquiriu uma área de 600 Ha próximo à Comunidade de Santana.

Pretende produzir melão e melancia no primeiro semestre do ano, em função das características arenosas do solo, o que permite produzir na época de chuvas.

Uma outra importante empresa da área de produção e exportação de melão e melancia instalou-se ao lado da BR 405 antes do trevo Felipe Guerra – Apodi (sentido Mossoró – Apodi) e construiu uma excelente infraestrutura, além de adquirir mais de 2 mil hectares na região da Chapada do Apodi.

Na microrregião de Felipe Guerra já haviam se instalado dois outros produtores de banana e mamão e, recentemente, umas das maiores empresas de exportação de mamão está fincando os pés em Felipe Guerra. A Interfruit produzirá mamão em parceria com um pequeno produtor que está se instalando na microrregião.

A empresa pretende inovar e produzir mamão com resíduo zero e mamão orgânico, além da melancia para o mercado interno.  A Interfruit atuará como compradora e exportadora.

A previsão inicial é de instalar áreas de 3 ha a cada dois meses e a primeira área já está pronta com sistema de irrigação, automação, mangueiras estiradas, bombeamento e rede de energia. Como a Intefruit já detém toda a logística de exportação, a colocação do produto no mercado será facilitada.

Cachaça Malhada Vermelha

A Nova Malhada Vermelha é a mais recente cachaça produzida na região do Vale do Apodi. Trata-se de excelente produto que, aos poucos, está conquistando o paladar regional.

A Malhada Vermelha era uma cachaça muito conhecida – originária de Severiano Melo, região Oeste – que tornou-se referência regional em termos de qualidade. Ainda há alguns exemplares da antiga cachaça que nos remete à década de 80. Apreciadores do produto guardam-na como verdadeiro troféu e relíquia.

Pátria Amada

Falando em cachaça, uma outra boa opção da região tem sido a Pátria Amada. Trata-se de excelente produto e possui boa apresentação de embalagem. Exatamente o que está faltando na Nova Malhada Vermelha. Ambas não deixam nada a desejar em relação a rótulos tradicionais do Brejo Paraibano.

Receitas bilionárias

Apesar do desempenho morno da economia brasileira, o número de municípios “bilionários” no país aumentou em 2018. Passou de 77, em 2017, para 87 no ano passado, de acordo com levantamento do Observatório de Informações Municipais (OIM), que levou em consideração as prefeituras com receita orçamentária anual acima de R$ 1 bilhão. O avanço foi impulsionado em parte pela expansão dos recursos provenientes de royalties e participação especial. E, também, pelo crescimento no volume de transferências governamentais.

O número de municípios com receita acima de R$ 1 bilhão passou de 77, em 2017, para 87 no ano passado.

Mossoró está longe de se tornar um município bilionário. A velocidade do crescimento verificada nas décadas de 80 e 90 não se repetiu nas duas últimas décadas e agora a nossa economia, precisa ser reinventada. Nessa discussão em torno da eleição municipal do próximo ano, o eleitor precisa ficar atento aos programas dos candidatos visando essa temática.

Garantias da União

A União gastou R$ 625,57 milhões em outubro para honrar dívidas garantidas dos entes subnacionais. Foram R$ 305,13 milhões relativos a inadimplências do Rio de Janeiro; R$ 204,71 milhões de Minas Gerais; R$ 88,63 milhões de Goiás; R$ 9,82 milhões do Rio Grande do Norte e R$ 17,28 do Amapá.

Frutas para a China

O Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX) e a Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados (ABRAFRUTAS), representados pelo seu presidente, empresário Luiz Roberto Barcelos, demonstraram otimismo com a possibilidade de exportação do melão para a China.

De acordo com Barcelos, apesar da dificuldade de logística (30 dias de navio para exportar a fruta para a Ásia), a região já produz híbridos de melão cantaloupe que apresentam vida útil pós-colheita suficiente para chegar ao mercado asiático com qualidade.

O presidente das duas entidades defende, ainda, que não haverá problema com a expansão das novas áreas no tocante à disponibilidade de água. O representante argumenta que o meloeiro usa muita água salina que não se presta para o consumo humano ou animal e que ao usar a água do manancial Arenito-Assu, esta pode ser misturada com a água salina, reduzindo a quantidade a ser utilizada.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal do RN.

Empresa amplia negócios de energia no Nordeste

Por Josivan Barbosa

O Governo Rio Grande do Norte precisa atentar para os novos investimentos do grupo Iberdrola (controlador da Neoenergia) em energia eólica. Com os projetos em andamento, a Neoenergia vai triplicar a geração de energia eólica no Brasil. Atualmente, possui 520 MW de capacidade, distribuídas em 17 parques, e tem mais de 1.000 MW em fase de construção, para acrescentar mais 27 parques ao que já está em operação.

Energia eólica é um dos investimentos da empresa que está instalada no Rio Grande doNorte (Foto: Canindé Soares)

Presente no Brasil desde 1997, a Iberdrola anunciou um aumento dos investimentos no país no início de 2019. A previsão de R$ 20 bilhões em cinco anos subiu para um intervalo entre R$ 25 bilhões e R$ 30 bilhões.

A Neoenergia deu a largada na construção do projeto Chafariz, na Paraíba, composto por 15 parques eólicos e que vai totalizar 471 megawatts (MW). A empresa já havia aprovado a construção da totalidade do complexo eólico de Oitis, com dez parques localizados no Piauí e na Bahia, um projeto de R$ 1,9 bilhão.

Cessão onerosa

O Estado do Rio Grande do Norte precisa explicar para a população o tamanho do prejuízo com a nova regra da distribuição dos recursos da cessão onerosa. Com a mudança de critério na distribuição dos recursos que incluiu ao critério do FPE a Lei Kandir, alguns Estados do Nordeste perderão muitos recursos. Pelo novo critério, São Paulo terá um ganho de R$ 618 milhões em relação à regra que considerava apenas o FPE. Pela regra 100% FPE, São Paulo só ganharia R$ 90,5 milhões e agora levará um total R$ 708,54 milhões do bolo. Representativo na Câmara dos Deputados, Pernambuco, ainda segundo o levantamento, será o mais prejudicado, recebendo R$ 191,7 milhões a menos em relação ao critério anterior. A Bahia também perde com o critério da Lei Kandir, mas continuará entre os que receberão as maiores fatias de receitas. A nova proposta trouxe perda de R$ 1,7 bilhão para os nove Estados do Nordeste, sendo R$ 160 milhões apenas para o Piauí

Juros do financiamento habitacional

A Caixa cortou em até 1 ponto percentual as taxas de juros dos empréstimos habitacionais com recursos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), cujos saldos devedores são corrigidos de acordo com a variação da TR. Nas linhas mais baratas, a taxa efetiva ficou em 7,5% ao ano acima da TR e nas mais caras, em 9,5% ao ano. Com o corte o custo do financiamento mais barato entre os corrigidos pela TR fica próximo dos empréstimos mais competitivos oferecidos por instituições privadas.

Novo Pronatec

O Ministério da Economia prepara uma mudança brusca na capacitação do trabalhador. A política terá como base um sistema inovador de remuneração pelo qual o governo só faz desembolsos aos prestadores de serviço, como universidade e centros de ensino técnico, por indicadores de empregabilidade – e não pela quantidade de horas-aula executadas.

O primeiro edital da nova política de qualificação será lançado, ainda como uma iniciativa-piloto, provavelmente no dia 24 ou 25 de outubro. A chamada terá abrangência nacional e orçamento previsto de R$ 3,2 milhões.

No novo programa ganhará quem oferecer o menor preço a partir da remuneração máxima de R$ 16 por horas-aula/aluno. No entanto, o desembolso da União será feito apenas se os trabalhadores contemplados pelos cursos tiverem uma taxa média de recolocação no mercado de trabalho superior à daqueles que não forem selecionados.

Selic

O mercado de juros futuros projeta queda de 0,91 ponto percentual da Selic – hoje em 5,50% anuais – até o fim do ano, o que levaria a taxa a quase 4,50%. Esse cenário também ganha força entre economistas de grandes instituições financeiras, sendo que alguns veem chance até de ainda mais cortes à frente. Nem o movimento de depreciação do câmbio parece ser obstáculo para o afrouxamento monetário.

Melão

Em função de problemas climáticos na Espanha, os produtores de melão do Polo de Agricultura Irrigada RN-CE podem ampliar em cerca de 20% as exportações de melão para a Europa que tem como principais compradores Países Baixos, Reino Unido e a própria Espanha. As nossas exportações iniciaram-se em setembro e se estenderão até janeiro.

Outro fator favorável para o produtor na atual safra tem sido o câmbio. A expectativa do produtor era trabalhar com um dólar valendo R$ 3,50 e já passou a casa dos R$ 4,00. Isto já gera um lucro diferenciado de cerca de 15%.

Os produtores de melão ainda trabalham com a expectativa de exportar o melão para a China, que terá como desafio a logística de exportação. O tempo de transporte marítimo é estimado em 34 dias para que o produto chegue ao continente asiático.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

Evento dedicado à cultura do melão será quinta-feira

Melão é produto em foco (Foto: ilustrativa)

Vai acontecer na próxima quinta-feira (1º) em Baraúna, o I Mellon Day – Nordeste Edition, em Baraúna. Será entre 8 e 17 horas, na Fazenda ESM Frutas, no Sítio Vila Nova II.

É um evento exclusivo e dedicado à cultura do melão. Objetiva ser um espaço para informações do setor, troca de experiências, demonstração técnica e apresentação de tecnologias de cultivo.

As empresas Crop, Sakata, FMC, Jacto e Yara estão consorciada no empreendimento que terá ainda palestra com Marcela Barbieri do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), sobre Perspectiva Econômica da Melonicultura Nacional.

Atualmente, a fruticultura brasileira desponta internacionalmente e o país figura entre os 10 maiores exportadores mundiais de frutas.Neste cenário, a melonicultura ocupa posição de relevância com destaque para a região de Mossoró/RN, uma das maiores produtoras de melão do país e referência em produtividade e qualidade.

Mais informações (84) 99879-0055.

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Recursos federais podem não beneficiar o RN

Por Josivan Barbosa

O Rio Grande do Norte sem sorte corre o risco de não conseguir participar da captação de recursos federais do pacotinho que o governo Temer está programando para o apagar das luzes. O novo pacote do governo foi batizado de “Programa Chave de Ouro” e exigirá R$ 383,5 milhões até dezembro.

Da lista de projetos, consta duas obras que exigem recursos de R$ 100 milhões para serem inauguradas até o fim do ano: o Cinturão das Águas no Ceará, com recursos oriundos do PAC. O empreendimento vai receber a água do Eixo Norte do projeto de integração do Rio São Francisco.

No Centro-Oeste, o governo planeja recursos para o Pronto-Socorro Hospital de Cuiabá (MT). Nesse, o governo ainda avalia de onde virão os R$ 100 milhões demandados. Ainda no Estado, o PAC também garantiria recursos para a pavimentação com concreto de parte da rodovia BR-163, entre Cuiabá e Jaciara (a leste da capital mato-grossense). Nesse caso, seriam necessários R$ 40 milhões.

Agrotóxicos

Tema de embates recentes no Congresso e na Justiça de ruralistas contra ambientalistas e associações de saúde, o uso de agrotóxicos no Brasil é encarado como uma prática a ser desestimulada pelos presidenciáveis Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede), os únicos candidatos entre os melhores colocados nas pesquisas de opinião que em seus programas de governo dão alguma atenção ao assunto.

Atualmente, ruralistas e ambientalistas travam uma “guerra” de projetos de lei sobre agrotóxicos na Câmara dos Deputados. Enquanto os primeiros defendem o PL 6299/2002, que entre outras medidas tira o poder de veto do registro de substâncias químicas de Anvisa e Ibama e o concentra no Ministério da Agricultura, ambientalistas e associações de saúde pública defendem o PL 6670/2016, que cria a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA).

A batalha também chegou recentemente aos tribunais. A 7ª Vara da Justiça Federal do Distrito Federal concedeu, no início de agosto, liminar que suspendia o uso do herbicida glifosato e outros dois produtos no Brasil. A liminar foi derrubada um mês depois de recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) que teve o apoio do Ministério da Agricultura e dos produtores rurais.

Crise no setor cimenteiro

Na semana passada discutimos neste espaço a situação e as perspectivas da tradicional Fábrica de Cimento Nassau (LeiaSaga empresarial do Grupo João Santos entra em colapso). Mas, não é só ela que vive momentos difíceis. As cimenteiras do país vem sofrendo financeiramente com a crise econômica do país, a qual afetou o setor devido ao forte recuo da demanda de cimento na construções de imóveis e em obras de infraestrutura. Com isso, o consumo caiu 26% de 2015 a 2017. E a projeção para este ano é de novo decréscimo, entre 1% e 2%, consolidando quatro anos seguidos de retração na indústria cimenteira.

Sebastião Barbosa, pesquisador aposentado da Embrapa, foi o escolhido (Foto: Correio Braziliense)

Embrapa tem  novo dirigente

Sebastião Barbosa, pesquisador aposentado da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (EMBRAPA), foi oficializado à semana passada pelo Ministério da Agricultura como o novo presidente da estatal.

Apesar de resistências de servidores da Embrapa Algodão, unidade chefiada por Barbosa nos últimos anos, o conselho de administração da estatal resolveu bancar a indicação do pesquisador, o que acabou sendo validado pela Casa Civil nos últimos dias. Segundo o sindicato dos funcionários da Embrapa, Barbosa é um gestor mais “linha dura” que o necessário, em parte por já ter determinado a demissão de servidores.

Ao conselho, quando foi entrevistado para concorrer à presidência, no entanto, Barbosa se defendeu com o argumento de que tem um perfil de cobrar produtividade e eficiência de suas equipes. Por outro lado, a Embrapa, entidade que representa os produtores de algodão do país, não se opôs à escolha e fez boas recomendações ao conselho.

Ao todo, o processo de seleção da Embrapa teve 16 candidatos, entre pesquisadores, servidores aposentados e pessoas de fora da empresa, como o caso do ex-ministro da Agricultura, Luís Carlos Guedes, e Xico Graziano, ex-deputado federal e que assumiu cargos em governos do PSDB. “A sucessão não deverá alterar o processo de revisão estrutural e funcional da Embrapa, iniciado em 2015, uma vez que é conduzido por toda a diretoria executiva e não apenas pelo presidente”, disse o Ministério da Agricultura em comunicado divulgado hoje.

Barbosa assumirá a Embrapa em meio a um dos maiores desafios recentes da estatal, que passa por uma grande reestruturação administrativa e financeira e é alvo de críticas internas e do agronegócio que pedem um maior protagonismo e a modernização da empresa.

Estrada do melão

Não é verdade que o governo do RN (dois últimos) construíram a Estrada do Melão que liga a RN Tibau – Mossoró até a BR 304 e depois segue até a BR 437 (Estrada do Cajueiro), passando pelos assentamentos da Maisa e pela maioria das comunidades rurais do município de Baraúna. Até o momento somente estão pavimentados os 17 km feitos pelos Governo de Wilma de Faria.

O atual governo apenas colocou uma fina camada de pó de brita numa extensão de 4 km ligando a BR-304 ao assentamento Apodi. O projeto da Estrada do Melão contempla 72 km e foi projetado pelo Departamento de Estradas e Rodagens (DER/RN) a partir de reivindicação do setor produtivo capitaneado pelo Comitê Executivo de Fruticultura do Rio Grande do Norte (COEX), a partir de 2005. Portanto, já se passaram 13 anos para que o RN construa a tão discutida Estrada do Melão.

Situação fiscal dos Estados

Os governadores que assumirem os Estados no ano que vem encontrarão receitas ainda em recuperação, mas distantes, em termos reais, dos níveis anteriores, de 2012 a 2014. Para agravar a situação, os governadores ainda enfrentarão um quadro de persistente desigualdade entre os Estados na distribuição de receitas disponíveis por habitante.

A receita disponível média dos governos estaduais por habitante foi de R$ 2.636 em 2017, o que significa ligeira melhora em relação ao ano anterior, quando o valor foi de R$ 2.607. Em 2016 os Estados tiveram a menor receita média disponível desde 2010, quando o valor foi de R$ 2.599 por habitante.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)

“RN Sem Sorte” e o desenvolvimento sustentável no Ceará

Por Josivan Barbosa

Na semana passada tive a oportunidade novamente de visitar o litoral Oeste do vizinho Ceará e aproveitamos para ir até o Delta da América (Delta do Parnaíba) e à região dos Lençóis Maranhenses.

Logo aqui, na vizinha Canoa Quebrada, já percebe-se a presença do turista estrangeiro e a responsabilidade das prefeituras e do Governo do Estado com a infraestrutura turística. Muito diferente da nossa Costa Branca, completamente sem pai e sem mãe.

Pela celeridade das obras, com certeza, mesmo em época de crise fiscal, o Governo do Ceará concluirá ainda neste ano a duplicação da Rodovia CE-040, que liga o município de Aracati à Fortaleza. Faltam poucos trechos.

Isto mostra o compromisso do Estado do CE com o desenvolvimento sustentável do turismo regional o que não dá, nem de longe, para comparar com o nosso RN sem sorte. Basta lembrar do trecho acima e analisar comparativamente com o trecho de Macau até Tibau.

Investimento em infraestrutura turística produz desenvolvimento sustentável no estado do Ceará (Foto: arquivo)

RN Sem Sorte II

A partir de Fortaleza até o Parque Nacional de Jericoacoara, a CE-085 está duplicada em vários trechos, bem sinalizada e o movimento de turistas estrangeiros corresponde ao investimento do Estado em infraestrutura. Somente em Jericoacoara, há cadastrados cerca de 900 veículos para transportar o turista ao longo do Parque e até à capital Fortaleza.

Outro equipamento de destaque na região é o aeroporto recém-inaugurado.

Mesmo em praias mais distantes, como Camocim que tem importância mais regional, a infraestrutura de estradas e de equipamentos de apoio ao turismo é diferenciada, quando se compara com o RN Sem Sorte.

RN sem sorte III

Mesmo em Estados considerados mais pobres como o Piauí e o Maranhão, a infraestrutura de apoio ao turismo não pode ser comparada com esta que conhecemos da nossa Costa Branca. O acesso ao Delta do Parnaíba depende de várias pontes e todas foram construídas e estão em bom estado de conservação, facilitando o acesso do turista aos locais mais apreciados do curto litoral piauiense e ao seu belíssimo Delta do Parnaíba. Mais uma vez, lembramos da nossa Ponte Grossos-Areia Branca, tão essencial para o desenvolvimento da Costa Branca.

A região dos Lençóis Maranhense é belíssima, mas exige uma infraestrutura de apoio ao turista diferenciada.

O Governo do Maranhão está fazendo parcerias proveitosas para o desenvolvimento local com as empresas de energia eólica, onde estas se responsabilizam pela construção de estradas para facilitar o desenvolvimento do turismo.

RN Sem Sorte IV

Outro aspecto que mostra a diferença entre a região da Costa Branca e o litoral Oeste do Ceará e Estados Vizinhos do Piauí e Maranhão, é o acesso que o turista tem à internet móvel. Para isto, basta comparar o acesso que temos quando deslocamos na BR-304 sentido Fortaleza e quando deslocamos na mesma BR sentido Natal.

Na BR-304 para Fortaleza, o único trecho que não tem o serviço é apenas Mossoró-Aracati, enquanto que no sentido Natal não há o serviço em praticamente nenhum trecho. Imagem se o turista se deslocar pelas estradas carroçáveis e sem manutenção da Costa Branca.

Mossoró pode apostar em PPP’s

Está na hora da segunda maior cidade do estado do RN mostrar competência e estabelecer a sua primeira PPP (Parceria Púlico-Privado). O ano de 2018 revela-se o momento adequado para que Mossoró dê seguimento à estruturação e viabilização dos seus projetos de PPPs, tirando-os das estantes e das pranchetas para colocá-los em marcha.

É que, estando a atual prefeita em vias de iniciar a segunda metade do mandato, possível é avançar desde logo para, como mínimo, deixar o caminho pavimentado para o estabelecimento de parcerias numa eventual reeleição. Não há tempo a ser desperdiçado e os contratos de PPP, por natureza altamente sofisticados, exigem um não negligenciável período de planejamento e maturação.

No cenário jurídico, há um fato novo que vem a contribuir para que as PPPs nos municípios, com vistas à realização de obras de infraestrutura nas áreas de saneamento básico, gestão de resíduos sólidos, iluminação pública, mobilidade urbana e infraestrutura social, para referir apenas algumas das inúmeras possibilidades, sejam alavancadas nesse início de 2018.

Trata-se de recente alteração na Lei nacional de PPPs (nº 11.079/04), que, modificada pela Lei federal nº 13.529/17, reduziu de R$ 20 milhões para R$ 10 milhões o valor mínimo para a celebração dessa espécie de contratos no Brasil.

Natal tem manchete negativa

Depois do nosso Estado ser continuamente manchete na imprensa nacional pela péssima gestão fiscal e pela baixa qualidade dos serviços públicos, agora a manchete recaiu sobre a prefeitura da nossa capital. Natal foi a única capital que obrigou o governo federal a arcar com a sua dívida. A União honrou o pagamento de R$ 780,72 milhões em dívidas não pagas por Estados e municípios no mês de dezembro. Quase todo o valor, R$ 770,9 milhões, é referente a atrasos de pagamento do Estado do Rio de Janeiro. Também foram honrados R$ 5,45 milhões do Estado de Roraima e R$ 4,37 milhões do município de Natal (RN).

Boas perspectivas da fruticultura

Apesar da falta de apoio do governo estadual para o desenvolvimento da agricultura irrigada do nosso Estado, há boas perspectivas para as nossas frutas no tocante à expansão para novos mercados, especialmente para o melão.

Entre as prioridades da agenda comercial traçada pelo Ministério da Agricultura na Ásia estão acelerar ou concluir a celebração de certificados sanitários para exportações de carnes in natura, processadas ou miúdos de bovinos, aves e suínos para China, Japão, Coreia do Sul, Indonésia e Taiwan; lácteos para o Egito; ovos para Cingapura; farinhas de origem animal para a Tailândia e frutas para China e Vietnã. Dessas frutas, o melão é o produto da nossa agricultura irrigada com maior possibilidade de ser exportado para aqueles países.

As negociações se encontram em estágios diferentes. Desde a venda de carne bovina in natura aos japoneses, que está em fase inicial – o setor privado deseja acionar o Japão na Organização Mundial de Comércio (OMC) -, até os embarques de melão ao Vietnã, cuja análise de risco de pragas está mais avançada, de acordo com o Ministério da Agricultura.

Fluxo de caixa e desequilíbrio previdenciário

As despesas com pessoal de 16 Estados superaram o limite de alerta da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) no ano passado. Em três deles, essas despesas estão acima de 49% da receita, o que pode até levar à cassação do governador (O Globo 11/1). Segundo o Tesouro, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte estão na pior situação. Entre janeiro e agosto do ano passado, registraram despesas com pessoal acima de 49% da receita corrente líquida.

Como se constata, os problemas do Estados estão longe do fim, apesar da retomada da economia e da renegociação das dívidas com a União e o BNDES.

O problema maior dos Estados deixou de ser a dívida e passou a ser o fluxo de caixa para pagar a despesa corrente. Especialistas afirmam que a dívida com a União é um problema de uma minoria de Estados, geralmente os grandes, como São Paulo, cujos débitos são mais elevados. A grande maioria dos Estados tem como principal problema o gasto com pessoal, especialmente por conta do grande desequilíbrio previdenciário.

Cinco deles já atrasam o pagamento dos aposentados e pensionistas. O elevado comprometimento do orçamento com essas despesas deixa pouco espaço para investimentos.

Josivan Barbosa é professor e ex-reitor da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA)