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A verdade é singular…

Por François SilvestreMentira, pinóquio, falsidade, fofoca

…a mentira é plural.

 

Uma verdade é coisa simples,/

solitária.

Não precisa de companhia./

 

A mentira é multidão,/

não se basta só.

carece do amparo de outras mentiras./

 

Pra cada mentira original,/

nasce uma ninhada.

Que se agasalha sob as asas da mentira mãe./

 

Parece o verso do Poeta João,/

lembra?

“Um galo sozinho não tece uma manhã.”/

 

A mentira solitária não tece uma versão,/

precisará de outra mentira.

Pra ir a outros quintais./

 

E de quintal em quintal,/

as mentiras tecem uma verdade.

Até que a teia do embuste/

se agasalhe nos ouvidos desatentos.

 

Se pra cada regra há exceção,/

há uma nessa regra.

Não é mentira a mentira da ficção.

François Silvestre é escritor

Hoje é o dia de Bolsonaro

Mentira, pinóquio, mentiroso, mentirPor François Silvestre

Primeiro de Abril, dia que faz a homenagem ridícula à mentira. É o dia de Braga Neto, e do pijamado Heleno. A mitomania é um transtorno psicológico de quem mente por compulsão. Não é à toa o apelido de Mito.

golpe de 1964 ocorreu na madrugada do dia primeiro de Abri, dia da mentira. E não na noite de ontem. Durante todo o dia primeiro, o golpe não estava ainda consolidado. Foi preciso a mobilização civil, com a coordenação de Magalhães Pinto, govenador de Minas, e de Carlos Lacerda, govenador da Guanabara. A milicada, que ambicionava o poder desde a década de Vinte, enganou os civis golpistas. Magalhães terminou no ostracismo e Lacerda terminou cassado e preso.

Quem é Braga Neto? É o general que comandou a intervenção federal no Rio de Janeiro. Resultado? ao fim da intervenção, o Rio ficou pior. E continua piorando. Quem é Augusto Heleno? general que foi chefe de gabinete de Silvio Frota, aquele que tentou emparedar Geisel, para evitar a distensão ditatorial. Incompetentes e inimigos da Democracia.

O golpe militar do dia de primeiro de Abril de 1964 produziu, juntamente com colegas ditadores vizinhos do continente, censura, morte, exílio, prisões clandestinas, cassações e repressão sem qualquer controle legal ou respeito aos direitos humanos.

Mas uma coisa precisa ser dita. Os militares dos outros países que também sofreram ditaduras, exemplo de Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, não comemoram suas ditaduras. Só aqui. No país governado pela mentira.

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A fixação do mentiroso

pinóquio, mentiroso, mentir, boneco pinóquioPor François Silvestre

Vocês lembram do início da pandemia, quando o único remédio era evitar o contágio, com a dúvida pairando sobre todos, desde médicos a cientistas. Naquele momento, uma das alternativas era o isolamento. Quanto menos contato, mais prevenção ao vírus.

O que fez o energúmeno presidente? Negou a dimensão da doença. Criticou o isolamento e levantou a bandeira do trabalho e do emprego. Era a cantilena. “Importante é o emprego”, dizia ele. O tempo demonstrou que era uma farsa essa preocupação.

Hoje, com o desemprego atingindo marcas assustadores, acabou o discurso do emprego. Nem toca no assunto. Acabou o isolamento e a única coisa permanente é a mentira. E só fala no que realmente lhe interessa.

E o que é que lhe interessa? Eleições. Só. É a única preocupação. Até a “generosidade” nele é mentirosa. A crítica que ele fazia ao bolsa família, a esmola petista, ele abocanhou para fazer exatamente o que criticava. Isto é, usar o auxílio como moeda eleitoral. Só pensa nisso.

 É voto impresso, denúncia de fraude sem ter eleição, ameaça de sustar eleição, chantagem de pressão militar.

Enquanto isso, desemprego, carestia, inflação sem controle, combustíveis a preço de ouro, bares e restaurantes vazios sem isolamento, filas em caixas de supermercados escassas, carros da classe média na garagem, taxistas e ubers selecionando corridas pra economizar combustível, inadimplência pelos ares, imóveis abandonados por inquilinos, e nenhuma conversa mais sobre emprego ou renda. Só eleição.

O energúmeno fala ao seu rebanho. Que tem ou recebe de outrem, é bom averiguar, o custeio para abastecer motos turbinadas, nesses desfiles ridículos de bombados e imbecis.

O tanque de lata nem é blindado/ é tanque de água, onde bebe o seu gado./ O tanque fumaça nem é de guerra,/ é cocho onde come aquele que berra.

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A verdade não tem dono…

verdade-mentiraPor François Silvestre

...mas a mentira tem sócio.

Bolsonaro, o energúmeno, disse uma verdade. Qual? “Ninguém é dono da verdade”. Descobriu a areia, a praia e o mar. Ninguém sabia disso. Depois, continuou: “eu não sou dono da verdade”. Isso é verdade ou é mentira? Depende. No fato, é verdade. Ele não tem nem promessa falsa de compra da verdade. Mas, dito por ele, é mentira.

Ele se acha dono da verdade. Mentiu sobre o que realmente acha, mesmo falando a verdade sobre o fato.

Bolsonaro não só não é dono da verdade, como é sócio majoritário da mentira. Mente diariamente. Sua mente pensante, se é que pensa, é um advérbio do disfarce. Mente meritoriamente, mente diariamente, mente usualmente, mente seriamente, com a fisionomia que desmente a casca séria da sua mentira.

Mente, como se diz nos rincões do sertão profundo, que nem o fiofó sente. É um bufão, cercado de acólitos tão mentirosos quanto. Generais que não respeitam nem o kaol que lustra suas estrelas de latão. Se gritar pega ladrão; num tem kaol, meu irmão.

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Grupo de ‘Silveira’ apoia Rosalba e oposição leva a culpa

Por Carlos Santos

Oficialmente, a campanha municipal de Mossoró não começou. Mas, isso é apenas um detalhe. Na prática, ela está em marcha e com temores que só crescem no governismo. O grupo da prefeita Rosalba Ciarlini (PP) saiu de sua aparente serenidade e zona de conforto, resolvendo atacar a oposição em redes sociais e com mídias sob seu controle e edição.

Entre uma fake news e outra, Rosalba ficou com partido de ex-auxiliares e familiares de 'Silveira' (Foto: Reprodução BCS)

Os papeis foram invertidos e não por acaso. Sua usina de ‘fake news’ passou a trabalhar em regime de tempo integral.

O desprezo, a pilhéria e a autossuficiência em relação a adversários deram lugar à pressa de produzir uma versão que fosse capaz de desqualificar os contendores e gerar uma imagem de coerência política imaculada da “Rosa”. Devagar com o andor. Os fatos que narramos a seguir descarrilam essa comédia pastelão.

Nos últimos dias, houve tentativa de vincular parte da oposição à imagem do ex-prefeito Francisco José, principalmente o deputado estadual e candidato à prefeitura, Allyson Bezerra (Solidariedade). Contudo, a trapaça voltou-se contra a própria prefeita, seu governo e candidatura, numa peça que seria cômica apenas, não fosse também ridícula e cínica.

Na quarta-feira (16), último dia de convenções partidárias, o Rede Sustentabilidade foi apresentado como mais um partido de apoio à candidatura à reeleição de Rosalba (veja AQUI). O reforço traz uma carga desmoralizante para o discurso da prefeita que quer ser reeleita para “fazer a melhor administração de sua vida”, promete.

Caixa de Pandora

O Rede abriga dois ex-auxiliares de Francisco José Júnior: o atual vereador ‘independente’ João Gentil e o advogado Abraão Dutra Dantas. A propósito, Abraão é citado pela própria administração de Rosalba como um dos responsáveis por operação no último dia bancário útil de 2016, no governo de Francisco José Júnior, que despejou cerca de R$ 7 milhões do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ-Mossoró) num fundo de investimento obscuro (veja AQUI).

Por lá ainda estão pai e irmã do ex-prefeito, ex-deputado Francisco José e Munique Bessa (que foi assessora de Rosalba no Senado).

Será que a prefeita vai esconder todos eles ou os levará ao seu palanque? Não duvide que alguma montagem de sua fake news S/A realize o teletransporte de todos para o acampamento oposicionista.

Tratar o ex-prefeito como responsável por todos os males de Mossoró, como se ele tivesse escapado da Caixa de Pandora, é um estratagema que deu certo em 2016, quando sua reprovação passava dos 70% e Rosalba usou essa insatisfação para dizer que “fez, faz e sabe fazer”. Agora, vale lembrar: o prefeito não é mais ‘Silveira’ (sobrenome com o qual é tratado desde a infância). É Rosalba.

A prefeita tenta a reeleição, mas trata o eleitorado como se fosse uma manada de estúpidos. A governante não tem como continuar fugindo de uma campanha plebiscitária que a espera mais na frente.

O eleitor vai dizer se aprova ou não aprova seu governo. Silveira é passado e, certamente, não é culpado pelo governo chinfrim de Rosalba.  Na verdade, os dois parecem irmãos gêmeos (Veja: Rosalba copia Francisco José Júnior com gestão ‘xing-ling’.

Apoio a Robinson, Fátima e Silveira

No passado, alguns dos hipotéticos pecados políticos da “Rosa” foram bem mais significativos do que acomodar o grupo do ex-prefeito em sua coligação, para tentar se reeleger de qualquer jeito. É preciso que ela os assuma.

Rosalba apoiou Robinson ao governo e Francisco José a prefeito em 2014, mas 'esqueceu' (Foto: arquivo)

Governadora, Rosalba apoiou o vice-governador dissidente Robinson Faria (PSD) ao governo em Mossoró, em 2014. Ele enfrentava o deputado federal Henrique Alves (MDB), a quem o rosalbismo via – ao lado do senador José Agripino (PFL, hoje DEM) -, como responsável pelo veto à sua candidatura à reeleição àquele ano.

Pediu a seus eleitores que votassem no nome da deputada federal Fátima Bezerra (PT), ao Senado, para derrotar a ex-governadora Wilma de Faria (PSB), que concorria ao mandato e era sua adversária, também em 2014. “Eu voto em Fátima”, proclamou (veja AQUI).

Para impedir vitória da então deputada estadual Larissa Rosado (PSB, hoje no PSDB), filha da deputada federal Sandra Rosado (PSB, hoje no PSDB), ambas adversárias suas, Rosalba somou-se à eleição de Francisco José Júnior, que obteve a maior vitória eleitoral de todos os tempos em Mossoró. Foi um resultado que não alcançaria sem esse reforço – 68.915 (53,31%) votos, contra 37.053 (27,55%) de Larissa Rosado. Maioria de 31.862.

Campanha suja

Quem faz campanha suja, não pode fazer um governo limpo. As escolhas de Rosalba Ciarlini hoje e no passado merecem respeito e ela deve responder por essas preferências, em eventuais embates políticos. Faz parte do debate. É quase impossível se conservar uma pureza ideológica e moral nesse sistema político-partidário nacional.

Suas convicções e preferências foram baseadas em aspirações político-eleitorais, ranço e espírito vingativo. É da natureza de seu modelo de ser, o ser político.

Entretanto, é censurável que queira transformar opções políticas que são suas, certas ou erradas, em pecados alheios. Essa naturalidade com que lida e repete inverdades, desvio aparentemente psicopatológico (veja AQUI), não fica bem para uma senhora de quase 70 anos, avó e que tem uma rosa vermelha como ícone.

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O jeito de elogiar um filho pode levá-lo a mentir

Por Paula Adamo Idoeta (BBC News Brasil)

Quando o filho pequeno de Maryam Abdullah acidentalmente quebra algum de seus brinquedos, ele costuma dizer que a culpa do pequeno acidente é de “um rato”.

Abdullah, que é psicóloga e diretora do Programa de Parentalidade do Centro da Ciência para o Bem Maior na Universidade de Berkeley (EUA), usa o exemplo caseiro para mostrar que a mentira é algo comum e natural no comportamento das crianças, desde cedo.

A mentira é parte natural do desenvolvimento infantil, mas é importante incentivar a honestidade (Getty Image)

Nas menores, existe ainda uma dificuldade em descrever ou recordar episódios com exatidão. Logo elas descobrem que nós, adultos, também usamos a mentira para cumprir expectativas sociais (não ofender alguém, por exemplo) ou para escapar de críticas – e aprendem a repetir esse comportamento.

“A maioria delas vai mentir em algum momento”, diz Abdullah à BBC News Brasil, citando uma pesquisa da Universidade McGill (Canadá) de 2016 que aponta que “contar mentiras é um comportamento social importante, que até mesmo crianças pequenas aprendem a usar em interações sociais do dia a dia. Estudos mostram que crianças pequenas mentem para evitar que suas transgressões sejam descobertas, e isso aumenta durante os anos pré-escolares e escolares”.

Dito isso, é importante valorizar a honestidade e ensinar as crianças a não mentir: “ensinar a honestidade, mesmo quando ela tem consequências adversas, é essencial para as crianças fortalecerem seus laços com sua família, professores e amigos. (…) Honestidade é a base da confiança e algo crucial para relações saudáveis e comunidades fortes”, diz o Programa de Parentalidade de Berkeley, que tem divulgado ferramentas com fundamento científico para ajudar pais e cuidadores a cultivar habilidades socioemocionais valorosas em crianças, como compaixão, generosidade, senso de propósito e, é claro, honestidade.

Uma dessas ferramentas diz respeito a como elogiamos as crianças, e outra, a como nós mesmos lidamos com a mentira. Veja a seguir:

Elogiar o processo, e não o resultado

Estudos reunidos pelo centro de Berkeley apontam que elogiar as crianças por habilidades e características inatas, com frases do tipo “como você é inteligente!” ou “como você é esperta!”, pode, inadvertidamente, incentivar as crianças a mentir ou a trapacear.

Um desses estudos foi publicado no ano retrasado por universidades da China, dos EUA e do Canadá, analisando o comportamento de 300 crianças chinesas de 3 a 5 anos, enquanto participavam, individualmente, de um jogo de adivinhação com cartas.

Algumas dessas crianças foram elogiadas por sua habilidade (“você é tão esperta”); outras, por seu desempenho no jogo (“você se saiu bem desta vez”) e outras não recebiam qualquer elogio. As crianças eram orientadas a não espiar as cartas, mas tinham a oportunidade de fazê-lo quando a assistente da pesquisa saía da sala – sem saber, porém, que estavam sendo filmadas.

Em vez de 'como você é esperto!', 'estou vendo que você se esforçou para resolver esse problema'

“Os resultados mostram que as crianças que foram elogiadas por sua habilidade tinham maior probabilidade de trapacear do que as que foram elogiadas por sua performance ou mesmo as que não foram elogiadas”, escrevem os pesquisadores.

“Pode ser para sustentar o traço positivo (pelo qual foram elogiadas) ou sua reputação de serem espertas. (…) As descobertas demonstram que o elogio pela habilidade pode estimular a trapaça em crianças pequenas.”

Para Maryam Abdullah, “muitos pais acham que esse é um tipo de elogio positivo, mas ele acaba inibindo a honestidade, porque as crianças ficam tentando manter sua reputação (de esperteza) ou porque não querem desapontar pais e professores (ao errar)”.

É melhor, então, elogiar o processo e o esforço, diz a pesquisadora: “Que legal que você se esforçou”, ou “que interessante que você tenha usado essa estratégia para resolver esse problema”. A percepção dos cientistas é de que esse tipo de elogio não apenas fomenta a honestidade, como estimula a criança a se esforçar ainda mais no futuro.

Segundo esse raciocínio, elogios vagos, como “muito bem!”, acrescentam pouco ao repertório infantil. “É melhor dizer algo mais específico à situação – será que a criança perseverou diante de uma frustração? Ajudou alguém ou levou os sentimentos de alguém em consideração ao agir? Quanto mais claros nós formos sobre o que estamos valorizando no comportamento infantil, mais ela entenderá”, diz Abdullah à reportagem.

A reação dos adultos à mentira

Outra forma de encorajar a honestidade tem a ver com a forma como reagimos à mentira das crianças, prossegue ela.

“Podemos focar na coragem da criança nos momentos em que ela age com honestidade”, afirma a pesquisadora. “Começar dizendo ‘obrigada por me contar a verdade’ envia um sinal positivo à criança e fomenta a honestidade.” A ideia é de que é mais eficiente elogiar a verdade do que punir a mentira.

Elogiar quando a criança conta a verdade é considerado mais eficaz do que criticar quando ela conta mentira (Getty Image)

Ela menciona mais um estudo, realizado com 200 crianças canadenses de 5 a 8 anos, que também analisava seu comportamento em um jogo de adivinhação. A diferença desse estudo é que, antes do jogo, as crianças viam os próprios pesquisadores interagirem entre si.

Basicamente, as crianças testemunhavam um pesquisador quebrar os óculos do outro pesquisador sem querer (era uma simulação, mas elas não sabiam disso). Daí, cada grupo de crianças era submetido a um entre quatro cenários:

– O pesquisador confessava ter quebrado os óculos do colega, mas a reação deste era positiva: “obrigado por me contar. Está tudo bem, acho que dá para consertar”.

– O pesquisador confessava, mas a resposta do colega era negativa: “Como você pôde ter feito isso? Vai ter que me comprar um novo!”

– O pesquisador não confessava e dizia não saber onde os óculos estavam, mas não era punido por isso. “Vou continuar procurando, obrigado”, dizia o colega.

– O pesquisador não confessava, mas sofria consequências: “não acredito em você! Vai ter que me comprar óculos novos!”, dizia o colega.

O resultado: as crianças que testemunharam a experiência positiva após ter contado a verdade ou a experiência negativa após ter mentido tinham maior probabilidade de contar a verdade, em relação a um grupo de controle.

Já as que viram a experiência negativa após a verdade ou a positiva após a mentira acabavam mentindo mais no jogo subsequente.

“As crianças provavelmente usaram essa informação (social) em sua análise do custo x benefício entre mentir ou contar a verdade a respeito de suas próprias transgressões”, diz a pesquisa.

Dicas finais

Refletir sobre a honestidade dentro de casa – por exemplo, lendo histórias sobre personagens que cometiam erros e mentiras e os desdobramentos disso – também ajuda a tornar os efeitos da mentira e da trapaça mais palpáveis para as crianças.

O programa de Parentalidade de Berkeley tem outras duas dicas finais para pais que querem estimular a honestidade em crianças. A primeira é fazer acordos verbais detalhados com as crianças. Por exemplo, se você quer que seu filho lave a louça, mas ele está assistindo TV, a sugestão é em vez de aceitar apenas que ele diga “vou lavar a louça depois”, fazer com que ele se comprometa verbalmente com algo como “vou colocar o alarme para 30 minutos e daí vou lavar a louça”. Isso torna mais concreta a expectativa de o que é esperado dele.

A segunda é conter o impulso de oferecer recompensas (doces ou presentes, por exemplo) em troca de comportamentos. A recompensa vai mudar a motivação da criança – de completar um desafio para ganhar o doce – e aumentar a probabilidade de que ela recorra a trapaças.

E, embora contar mentiras seja parte natural do desenvolvimento infantil, ela pode passar dos limites?

Se a mentira estiver associada a outros comportamentos mais agressivos ou se for muito frequente, Maryam Abdullah sugere que se busque um apoio profissional, que ajude a identificar o que no ambiente ou nas relações pode estar impedindo a criança de contar a verdade.

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Empréstimo pode dar jeito à espinhela caída e até nó nas tripas

Prestador de serviço da Prefeitura Municipal de Mossoró liga para um interlocutor credenciado da municipalidade.

Há meses à espera de pagamento por trabalho realizado à gestão da prefeita Rosalba Ciarlini (PP), ele faz nova investida: cobra o devido. Mas dessa vez, o lero-lero é outro:

– Tenha só mais um pouco de paciência que vai dar tudo certo. Com esse empréstimo de R$ 150 milhões que foi aprovado (veja AQUI), a gente vai atualizar  tudo.

Incrédulo, o credor logo encerra o diálogo. Sente-se um trouxa. Com razão.

Percebeu que o “enrolation” ainda vai ser desfiado por muito tempo, agora com a panaceia dos R$ 150 milhões.

Vai ser um remédio para muitos males. Assemelha-se àquelas garrafadas à venda em feiras pelo sertão, que têm serventia para espinhela caída, frieira, piolho, nó nas tripas, chaboque nos dedos, dor nos zovos, hemorroida, estalecido, esquecimento, chanha, vista cansada, pirrola amolecida, farnesim e outras doenças.

Só não mostra muito resultado para curar mentira.

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Liga de Combate ao Câncer desmente Rosalba e Robinson

Em nova Nota à Imprensa e à Sociedade Potiguar, a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) desmente incisivamente a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) e o governador Robinson Faria (PSD). Em notas oficiais (veja AQUI), eles atestaram liberação de recursos atrasados para a entidade, enviando informações inverídicas para a mídia.

Veja abaixo:

Nota à Imprensa e à Sociedade Potiguar

A Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) vem a público comunicar a imprensa e a sociedade Potiguar que os repasses prometidos pela Prefeitura Municipal de Mossoró e pelo Governo do Estado do RN ainda não foram realizados.

A PMM tinha prometido repassar os valores em atraso até ontem (13), onde iria depositar uma parte na terça-feira (12) e o restante ontem (13), mas o que a prefeitura repassou foi o valor referente a 60% do plus do mês de janeiro (366.033,82), proveniente do Estado, que é pago via prefeitura.

Caso os recursos não sejam repassados, a direção da instituição não vê outra alternativa, a não ser a da paralisação das atividades, que pode acontecer a partir da próxima segunda-feira (18), caso os valores não sejam repassados. Atualmente a instituição atende cerca de 210 pacientes oncológicos diariamente.

O que está em atraso

A produção já auditada que deveria ter sido repassada pelo Governo do RN, referente aos meses de janeiro, fevereiro, março e abril soma aproximadamente 2 milhões e 700 mil reais.

Já a Prefeitura Municipal de Mossoró ainda não fez o repasse de um plus que é utilizado para complementação de cirurgias e diárias de UTI, referente aos meses de dezembro de 2017, janeiro e fevereiro de 2018, que somados chegam a aproximadamente 790 mil reais, bem como, não repassou a produção de abril, que é de aproximadamente 450 mil reais.

Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC)

Nota do Blog Carlos Santos – Quando esta página luta quase que solitariamente contra vícios licitatórios e outros costumes deletérios no serviço público, muitas vezes é incompreendida.

Se falta dinheiro para tratamento contra o câncer, se Unidades Básicas de Saúde não possuem remédios elementares, é porque está sobrando em algum canto, saindo pelo ladrão (sem trocadilho).

Se é normal formalizar diversos contratos para limpeza urbana, sem licitação, com majoração de preços que passam dos 53%, então não se deve estranhar que não haja dinheiro para luta contra o câncer.

Todos que silenciam, quando deveriam agir, são cúmplices desses crimes contra o cidadão indefeso.

Leia também: Rosalba e Robinson se juntam e dificultam luta contra o câncer.

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Foguetões para a mentira

Por François Silvestre

O governo federal comemora com foguetões e fanfarra a “inflação” baixa de janeiro.

Patifes.

Como haver inflação na recessão? Desemprego crescente, consumo declinante, inflação de quê?

Custo de vida Altíssimo. Tudo caro, mas a “inflação” é medida com artimanhas e números mentirosos.

Terminou o “progresso” da esmola, com o PT  e os aliados de ontem que tomaram o poder, e começou o “desenvolvimento” da mentira.

No meio dessa merda, a população, que não é petista nem tucana/peemedebista, é apenas sofrida e roubada por esses cretinos e pelas castas que fiscalizam também de mentira.

Tudo rico, no assalto aos cofres públicos, seja pela corrupção ou pelos contracheques desavergonhadamente inchados de mumunhas e privilégios.

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Não tome ansiolítico antes de depor

O Ministério da Saúde e o Ministério Público advertem:

“Se for depor, não tome Prozac.”

O uso contínuo do remédio causa dependência da mentira e deixa o depoente lelé da cuca, sujeito à amnésia seletiva ou versão calculada.

Nota do Blog – A recomendação é dirigida também em relação a outros antidepressivos e ansiolíticos.

Portanto, cuidado!