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O que é o amor?

A professora, escritora e palestrante Lúcia Helena Galvão mergulha na filosofia helênica e passeia pela mitologia grega, para responder a essa interrogação intrigante do entrevistador Murilo Gun: “O que é o amor?”

Ela lembra Platão: “A melhor coisa que podemos fazer por aqueles que amamos é crescermos como seres humanos.”

“Alguém que é profundo tem muito para dar.”

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Voltando e revendo…

Por François Silvestre

a numismática na mitologia.

Caronte, o barqueiro da mitologia grega (Reprodução)
Caronte, o barqueiro da mitologia grega (Reprodução)

“Quatro rios há nos espaços tenebrosos e subterrâneos dos Infernos: o Estige, o Aqueronte, o Cocito e o Flegetonte ou Piriflegetonte. Os três primeiros levam suas águas lentas, através de marnéis, pântanos e volutabros infectos, cobertos de tristes plantas aquáticas, a gargantas estreitas, onde o ruído das águas se torna espantoso. O quarto rola ondas de enxofre e fogo, arrastando no seu curso rochedos retumbantes”.

“Às bordas do Estige vêm dar as sombras dos que deixaram os corpos na região das luzes. Sobre a onda imóvel desliza, sem cessar, sem ruídos, uma barca com a madeira podre, suja, dirigida por horrenda criatura”.

É Caronte, o barqueiro do inferno. Eram três irmãos. Caronte, Hipnos e Tânatos. (o barqueiro, o sono e a morte).

É assim que Tassilo Spalding inicia o verbete que define e expõe à visão gráfica a figura símbolo do que seria o capitalismo numismático na mitologia.

E informa que o filho de Érebo e da Noite, desconhecido de Homero e de Hesíodo, era um deus ancião, mas imortal. Velho, repugnante, intratável e avaro.

Para realizar a travessia dos mortos à outra banda do Estige ou do Aqueronte, cobrava três óbolos, a menor das moedas, que valia uma sexta parte do dracma.

E só carregava os que tinham merecido a honra do sepultamento. Cujas almas, desligadas, tinham a posse das moedas que lhes garantiam a travessia. As despossuídas vagavam pelas margens dos rios citados, até que um dia conseguissem o pagamento da travessia.

A descrição de Caronte e suas atribuições compõem o mais perfeito retrato do capitalismo e suas navegações pela história humana, a cobrar de cada um os óbolos de sua ganância e devolver a cada um a travessia no barco podre de Caronte.

Quando vejo um rico perdulário ou muquirana, esbanjador ou mealheiro, enojar-se com a palavra socialismo, eu compreendo. O que não compreendo é ver um pobre esganar-se de admiração ao capitalismo.

O socialismo, minha gente, nada tem a ver com pilantras que se definiram comunistas. O socialismo é Marx, não é Stalin.

O socialismo é Francisco de Assis, Thomaz de Aquino, Padre Vieira, Portinari, Vulpiano Cavalcanti, Carlos Prestes, Djalma Maranhão, Gandhi. não é Chaves, Fidel, Ortega, King Jong-Un ou Brejnev.

Caronte não recebia, por proibição olímpica, seres vivos na sua barca. O capitalismo não recebe seres livres nos seus negócios. Todos são livres, no capitalismo, para servirem aos capitalistas. Fora daí, a liberdade é apenas uma figura retórica. Onde se avolumam nas margens dos rios podres as almas despossuídas de óbolos.

Caronte pagou com a perda de função, durante um ano, por ter transportado Hércules, ainda vivo, e o fizera movido pelo medo.

Aí estão os dois instrumentos do aparato capitalista: a moeda e o medo. A moeda é necessária para a facilitação das trocas, mas o medo só serve à exploração. Posta indevidamente nos ombros da ganância capitalista a bandeira das liberdades fundamentais, pelo falso comunismo, o antagonismo do mal se transformou no estandarte justificador do próprio mal.

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Caronte e…

Por François Silvestre

a numismática mitológica.

“Quatro rios há nos espaços tenebrosos e subterrâneos dos Infernos: o Estige, o Aqueronte, o Cocito e o Flegetonte ou Piriflegetonte. Os três primeiros levam suas águas lentas, através de marnéis, pântanos e volutabros infectos, cobertos de tristes plantas aquáticas, a gargantas estreitas, onde o ruído das águas se torna espantoso. O quarto rola ondas de enxofre e fogo, arrastando no seu curso rochedos retumbantes”.Caronte, o barqueiro do inferno, mitologia grega

“Às bordas do Estige vêm dar as sombras dos que deixaram os corpos na região das luzes. Sobre a onda imóvel desliza, sem cessar, sem ruídos, uma barca com a madeira podre, suja, dirigida por horrenda criatura”.

É Caronte, o barqueiro do inferno. Eram três irmãos. Caronte, Hipnos e Tânatos. (o barqueiro, o sono e a morte).

É assim que Tassilo Spalding inicia o verbete que define e expõe à visão gráfica a figura símbolo do que seria o capitalismo numismático na mitologia.

E informa que o filho de Érebo e da Noite, desconhecido de Homero e de Hesíodo, era um deus ancião, mas imortal. Velho, repugnante, intratável e avaro.

Para realizar a travessia dos mortos à outra banda do Estige ou do Aqueronte, cobrava três óbolos, a menor das moedas, que valia uma sexta parte do dracma.

E só carregava os que tinham merecido a honra do sepultamento. Cujas almas, desligadas, tinham a posse das moedas que lhes garantiam a travessia. As despossuídas vagavam pelas margens dos rios citados, até que um dia conseguissem o pagamento da travessia.

A descrição de Caronte e suas atribuições compõem o mais perfeito retrato do capitalismo e suas navegações pela história humana, a cobrar de cada um os óbolos de sua ganância e devolver a cada um a travessia no barco podre de Caronte.

Quando vejo um rico perdulário ou muquirana, esbanjador ou mealheiro, enojar-se com a palavra socialismo, eu compreendo. O que não compreendo é ver um pobre esganar-se de admiração ao capitalismo.

O socialismo, minha gente, nada tem a ver com pilantras que se definiram comunistas. O socialismo é Marx, não é Stalin.

O socialismo é Francisco de Assis, Thomaz de Aquino, Padre Vieira, Portinari, Vulpiano Cavalcanti, Carlos Prestes, Djalma Maranhão, Gandhi. não é Chaves, Fidel, Ortega, King Jong-Un ou Brejnev.

Caronte não recebia, por proibição olímpica, seres vivos na sua barca. O capitalismo não recebe seres livres nos seus negócios. Todos são livres, no capitalismo, para servirem aos capitalistas. Fora daí, a liberdade é apenas uma figura retórica. Onde se avolumam nas margens dos rios podres as almas despossuídas de óbolos.

Caronte pagou com a perda de função, durante um ano, por ter transportado Hércules, ainda vivo, e o fizera movido pelo medo.

Aí estão os dois instrumentos do aparato capitalista: a moeda e o medo. A moeda é necessária para a facilitação das trocas, mas o medo só serve à exploração. Posta indevidamente nos ombros da ganância capitalista a bandeira das liberdades fundamentais, pelo falso comunismo, o antagonismo do mal se transformou no estandarte justificador do próprio mal.

François Silvestre é escritor

Governo e servidores não fecham acordo para folha

A negociação sobre calendário de pagamento de pessoal entre Governo do Estado e o Fórum Estadual de Servidores estacou.

Não houve acerto na negociação iniciada no final da manhã desta quarta-feira (4), no Gabinete Civil em Natal.

Semblante tenso de boa parte dos integrantes da reunião mostra dificuldades maiores (Foto: Elisa Elsie)

Na próxima segunda-feira (8), às 10h, será realizada nova rodada de negociação entre Governo e entidades sindicais e associativas que representam os servidores públicos do Rio Grande do Norte para definir o pagamento de abril.

Durante reunião nesta quarta-feira (3), o Governo fez a seguinte proposta: pagar dia 15 o salário integral de quem recebe até R$ 4 mil e 30% do pagamento de quem ganha acima desse valor. No entanto, os representantes dos servidores fizeram a contraproposta de ser pago o salário integral de quem recebe até R$ 5 mil.

Nota do Blog – Enquanto a governadora Fátima Bezerra (PT) acreditar em milagres e imaginar que tocar pandeiro e comer pipoca Boku’s vão invocar “Pluto”, o Deus da Riqueza na mitologia grega, o quadro não terá maiores avanços. Sem medidas austeras, amargas e corajosas, terá um fim mais melancólico do que Robinson Faria (PSD). O tempo está passando, governadora.

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Atuação do Ministério Público causa calafrios entre deputados

Pelo visto, deixaram semiaberta a tampa da “Caixa de Pandora” do Ministério Público do RN (MPRN).

Há alguns dias que de lá tem saído muitos transtornos para a turma do colarinho branco no estado.

Na Assembleia Legislativa, por exemplo, não para de crescer a lista de deputados denunciados, com bens bloqueados e até sem direito à tentativa de reeleição, em face de trabalhos do MPRN.

O tempo está carregado. Causa calafrios compreensíveis entre vários componentes da denominada “Casa do Povo”, de parlamentares a servidores e ex-servidores.

Ouvido ao chão como bom índio Sioux, Navajo, Cherokee, Comanche, Apache ou Cheyenne.

Ainda estamos no início de setembro.

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Muito longe da mitologia e de Argos

Uma série de webleitores indaga-me: “Você não dorme?”

Pareço insone, perturbado psiquicamente. A segunda hipótese é possível, a primeira pode descartar. Por enquanto sou quase normal. “O inferno são os outros”, diria Sartre. Pode ser. Faço o “mea culpa”, sem o complexo de transferência de pecados.

Durmo muito bem, não muito. Já li bastante sobre o assunto e é algo consensual: cada indivíduo tem metabolismo próprio, com cada organismo estabelecendo sua necessidade de repouso.

Eu não preciso mais do que cinco ou seis horas/dia (preferencialmente à noite) de sono. Deslizo serenamente na cama ou rede.

Com o computador sempre à mão, uma rede de contatos que me acessam sobretudo através de e-mails e torpedos telefônicos, é possível ter um razoável leque de informações. A maior parte do tempo à postagem de matérias, comentários ou abobrinhas mesmo, levo no processo seletivo e revisão. Nem sempre publico o que parece importante e, sim, o interessante e até burlesco.

Não posso me desculpar nas desavenças com o vernáculo, jogando a responsabilidade no “revisor” ou em algum webmaster, diagramador etc. Eu sou culpado de tudo. “Eu sou o Blog do Carlos Santos“, proclamo à la Luís XIV. Outra vez escalo Jean-Paul Sartre: “Estamos sós e sem desculpas.”

Quanto às madrugadas produtivas, não significam que eu tenha suprimido o sono necessário. O normal é trabalhar muito, para me tornar um refém voluntário do travesseiro.

TECNOLOGIA

Como há tempos me desvencilhei do hábito, diarista, da imersão na vódca e no uísque, não tenho empecilhos maiores. Não faço o tipo geração saúde, com cuidados pernósticos. É-me necessário fazer o que gosto, a meu modo. Isso tem sido possível.

A alta tecnologia que me assustou no início, revelando traços de tecnofobia, hoje é minha aliada. Deixou de ser esfinge. Entretanto continua como descoberta permanente. Daí, talvez, o segredo por essa crescente paixão que resulta em profunda dedicação ao Blog, com resultados empolgantes.

Tenho conseguido uma considerável interação com o leitor. Webleitor, como se diz. No início identifiquei um certo temor, muita observação sem interveniência. Você tem perdido a inibição e participado com naturalidade de nossa produção diária com críticas, sugestões, aplausos, censuras etc.  Seria impossível tamanho desempenho sem essa parceria, uma troca mútua vitoriosa.

Então, espero ter desmitificado a crença de que não durmo. De que seria um vigilante da notícia 24 horas/dia. Não detenho a capacidade do mitológico Argos. Segundo os gregos, ele possuía 100 olhos, sempre se resguardando com 50 deles abertos.

Bom-dia. Acorda! Já estou de pé há tempos. Vamos à luta.