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A hora azul de Marcos Ferreira

Foto de Marcos Ferreira aos quatro anos de idade (Reprodução de acervo pessoal do autor)
Foto de Marcos Ferreira aos quatro anos de idade (Reprodução de acervo pessoal do autor)

Amanhã, outro domingo, o domingo 12 de agosto de 2024, a gente de novo vai se encontrar com cronistas, articulistas, colaboradores do “Nosso Blog” – batismo dado pela querida Naide Rosado, lá daquela lonjura do Rio de Janeiro-RJ.

De novo com eles:

Honório de Medeiros;

Bruno Ernesto;

Odemirton Filho;

Marcelo Alves.

Teremos mais. Uma penca dessa igualha.

Dia para recebermos de volta Marcos Ferreira, o poeta, o cronista, o contista, o romancista, o escritor, nosso amigo.

Domingo desses, finzinho do mês que arribou há pouco, ele escreveu a última crônica.

Nem dei o cabimento de ligar, me lamuriar e pedir-lhe com mãos postas e joelhos no chão, que retornasse. “Volte, Arlindo Orlando…”

Esperei. Sou psicólogo formado nessa sinuosa estrada da vida e cuido de muitos, a ponto de incontáveis vezes esquecer de mim mesmo.

Hora de aguardar o tempo de Marcos Ferreira, deduzi. Elementar, meu caro Freud.

Em “A bagaceira”, José Américo de Almeida (1887-1980) definia: “Ninguém se perde no caminho da volta, porque voltar é uma forma de renascer.”

Até amanhã, meu caro.

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Ex-deputado federal Mário Rosado passa por cirurgia

Mário, em foto em pé, um dia após a cirurgia, ainda no hospital (Foto: redes sociais)
Mário, em foto em pé, um dia após a cirurgia, ainda no hospital (Foto: redes sociais)

O empresário e ex-deputado federal Mário Rosado passou por cirurgia de hérnia na segunda-feira (26), com resultado bastante satisfatório.

Procedimento ocorreu no Hospital Nove de Julho, em São Paulo-SP.

Mário, filho do prefeito Dix-huit Rosado (in memoriam), já recebeu alta para retorno gradual à normalidade.

“Está tudo bem”, exalta sua irmão, a advogada Naide Rosado.

Nota do BCS – Ótima notícia. Saúde, meu caro.

Por esses dias esbarro por aí.

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A partida do Senhor Inácio

Pesar, morte, lutoCaro Carlos Santos e demais amigos do Nosso Blog,

Comunico ao querido Jornalista Carlos Santos e demais amigos do “Nosso Blog“, o falecimento do amigo Inácio Augusto de Almeida. Inácio sofreu um infarto e faleceu no Hospital Rio Grande, em Natal.

Conheci o Sr.Inácio aqui no Blog quando ele pelejava adotar as duas crianças, filhas do primeiro casamento de sua esposa, Maria. Hoje, as crianças estão adultas. Uma já aprovada na Uern, no Curso de Administração.

Vejam, amigos do “Nosso Blog“, como uma amizade nascida aqui solidificou-se e permaneceu firme. Todos em minha família conheciam sr.Inácio pela troca de WhatsApps. Ele acompanhava o desenvolvimento de meus netos e eu, o de suas filhas.

Perdi um amigo, nascido nas ondas da Internet e abençoado por um Blog excepcional. Deixo nessas linhas, lágrimas de saudade, na certeza de que ele descansa em paz.

Naide Maria Rosado de Souza

Nota do Canal BCS (Blog Carlos Santos) – Querida Naide, eu já tinha informações sobre o quadro delicado de saúde de Inácio Augusto de Almeida (escritor e jornalista), que começou a ser tratado em Mossoró na rede de saúde municipal e Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Em seguida, seria levado para o Hospital Wilson Rosado, por sua intervenção direta com o primo e diretor-médico dessa empresa, doutor Bernardo Rosado, que se prontificou a recebê-lo.

Mas, acabou transferido para Natal, também com acompanhamento seu – apesar da distância aí do Rio de Janeiro-RJ.

Por aqui ficam registros de milhares de comentários, opiniões, análises, crônicas, artigos e até um romance incompleto, além de vários arranca-rabos. Foi uma presença diária, compulsiva, caudalosa e, por essência, questionadora e inquieta.

Comigo mesmo arengou várias vezes, além de amuos com outros comentaristas. Reatamos, arengamos, reatamos, arengamos…

Sua participação ocorria há mais de 12 anos, diariamente, nesta página. E, nesse ínterim, nunca tivemos um contato pessoal, ao vivo e em cores. Mesmo caso seu. Coisas desse admirável mundo novo.

É isso.

Descanse em paz, cara.

P.S – Ele será sepultado na cidade de Granja, no Ceará, Cemitério Simbaíba, até o final da manhã dessa sexta-feira (17). Familiares já providenciam translado do corpo.

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O amor maior

Por Inácio Augusto de Almeida 

Olhando para o infinito lembra-se do amor cantado em verso e prova. Amor que inspira pintores, escultores, músicos, cineastas, poetas e escritores. O verdadeiro amor. O amor tão sublime que é louvado por todos.

amor, símbolo de amorAmor da Maria numa manjedoura explodindo de felicidade por ter seu filhinho nos braços. Amor mostrado na obra prima de Vittorio de Sica, Duas Mulheres, onde a mãe se sacrifica para proteger a filha. Amor que tão bem Vicente Celestino mostra na música Coração Materno. Amor capaz de tudo perdoar.

Lembra-se, nesta tarde mormacenta e preguiçosa, de um homem que conheceu, um cortador de palha de carnaúba. Um pai feliz capaz de guardar o toucinho, recebido com um punhado de farinha a título de almoço, para a filha, comendo apenas a farinha e sentindo a felicidade do amor maior.

Existe coisa mais linda do que o amor maior?

Pena que muitos desconheçam esta verdade e troquem a felicidade pela ilusão do prazer imediato que as drogas e o enriquecimento a qualquer preço provocam nos que se divorciam do verdadeiro caminho e enveredam por atalhos causadores de tantas desgraças.

Estes infelizes se autointitulam pragmáticos e se deixam dominar pelo imediatismo, buscando resultados instantâneos. Trocam o amor maior por um arremedo de felicidade.

Não sabem da depressão que se segue a euforia causada pela droga? Desconhecem que o dinheiro ganho de forma espúria se transforma na pedra de Sísifo?

Não escutam o choro dos famintos a quem tudo furtaram porque sensibilidade nunca tiveram.

Vivem só para si.

E pelo prazer imediato trocam a felicidade verdadeira, agindo como imbecis, que entregam joias e recebem bijuterias.

Ao verem um tranquilo homem admirando um lindo pôr do sol, cercado pelo carinho de netinhos aos quais explica o movimento dos astros, se compensam dando um riso de mofa, mas no fundo da alma deixam escorrer uma lágrima.

Lágrima que também escorre quando o efeito do pó passa e voltam ao mundo real onde se sentem pobres diabos.

Estes passam pela vida sem viver a vida. Vegetam e buscam compensação na droga ou felicidade no contar dinheiro e na admiração de joias que não podem ostentar.

Quanta diferença para o cortador de palha de carnaúba que recebe todas as tardes o beijo carinhoso da filha. Beijo cheio de amor.

Feche os olhos e não conseguirá ver nos semblantes de drogados ou corruptos nenhum sinal de felicidade. Apenas angústia e insegurança.

Tente imaginar um destes pobres diabos, arremedos de gente, sorrindo e com os olhos brilhando, mas não conseguirá. O máximo que enxergará serão rostos desfigurados a mostrar dentes que os fazem parecer hienas.

Quando se convencerão de que a felicidade só existe onde existe o amor maior?

E não adianta procurar este amor maior nos vícios, dinheiro ou posição social.

O amor maior só pode ser encontrado na família.

Inácio Augusto de Almeida é escritor e jornalista

P.S Crônica dedicada à Sra. Naide Rosado.

Médico Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura morre de infarto

Recebo notícia triste nesse início de segunda-feira (7). A amiga Naide Rosado, do Rio de Janeiro-RJ, avisa que faleceu o médico ultrassonografista Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura, 61, seu sobrinho, neto do ex-prefeito Dix-huit Rosado.

Ventura estava na Espanha em férias quando sofreu o infarto (Foto: redes sociais)
Ventura estava na Espanha em férias quando sofreu o infarto (Foto: redes sociais)

Era filho de Liane Rosado e formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), do RJ.

Em férias na Espanha, Ventura sofreu um infarto na sexta-feira (4). Veio a óbito hoje.

Há anos estava radicado em Natal

Minha solidariedade à esposa Tânia, seus três filhos e demais familiares e amigos.

Em especial para você, Naide!

Que descanse em paz.

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Meu ópio negro

Café na xícaraPor Marcos Ferreira

Ela poderia, em se tratando de outro indivíduo, ter ofertado um litro de uísque escocês, por exemplo. Quem sabe uma garrafa de vinho espanhol. Ou, no caso de um tabagista esnobe, ostentoso, uma caixa de charutos cubanos. Chique, não é?! Pois há pessoas, inclusive entre aquelas que compõem a fauna dos literatos, que apreciam artigos ou mimos dessa natureza e origem.

Eu, porém, sem finesse, fidalguia nem pedigree, não tolero nenhuma das opções referidas. Daí que me senti deveras feliz na manhã de ontem ao ser presenteado com um simples pacote de café. Sim. Um pacote desses de duzentos e cinquenta gramas, de cuja linha e fabricante não farei propaganda.

Estamos passando aí. Tenho um presentinho para você — disse-me, por telefone, a leitora e amiga Natália Amorim, esposa do também leitor e amigo José Arimatéia. Pouco após, em companhia dos pequenos Daniel e Joaquim, o casal parou o carro diante da minha casa, todos usando máscara. Natália desceu e me entregou a sacola por cima do meu muro, que tem frente baixa.

— Obrigado — falei sem examinar a sacola. — É muita gentileza de vocês, contudo eu não imagino qual seja o motivo desse presente. Hoje não é meu aniversário, dia da poesia, do escritor nem nada parecido.

— Não carece data especial para presentearmos alguém — contestou ela. — Depois me diga se gostou. Tomara que sim.

— Claro! Eu farei isso em breve.

Então, de bom grado e acertando na mosca, foi um pacote de café que minha leitora Natália Amorim (sentiram o orgulho quando digo “minha leitora”?) me trouxe na manhã de ontem. Tratei de levar a preciosa rubiácea à cafeteira. O inconfundível aroma ocupou a casa toda, decerto alcançando as narinas dos vizinhos mais próximos, como acontece comigo quando eles fazem café.

Permitam-me agora uma rápida digressão. Pois bem. Quem me conhece sabe do meu horror, da minha absoluta repulsa a álcool e a fumo. Tenho as minhas razões, acreditem. Um tanto análogo ao álcool, brinco ao dizer que a bebida mais forte que eu já ingeri foi Biotônico Fontoura. Aquilo descia queimando. Ao menos para o meu paladar de “menino mole”, dizia a minha mãe.

Tomei outras panaceias dessa classe e época, como o Leite de Magnésia Phillips e a intragável Emulsão Scott (óleo de fígado de bacalhau), todos nas suas apresentações e sabores tradicionais. No caso específico do Biotônico, para fazer uma piadinha com o álcool, eu chegava a ficar puxando fogo.

Naqueles tempos bicudos de minha infância, enquanto o general João Batista Figueiredo só sabia mandar o povo apertar o cinto, volta e meia os meus pais recorriam a esses polivitamínicos, no mais das vezes sem receita médica. Esta, entre outras manobras, era uma estratégia intuitiva para mitigar a desnutrição, que campeava feroz em meio ao crepúsculo dos anos de chumbo.

Gostávamos mesmo era do Poliplex, com sabor e consistência semelhantes ao mel. Mas este não era nada indicado para mim e meus dez irmãos, posto que se tratava, também, de um estimulante do apetite. E apetite, senhoras e senhores, tínhamos de sobra. Ou, como se diz, para dar e vender.

Encerremos esta digressão medicamentosa. Voltemos ao assunto do café: meu ópio negro. Quero registrar que esta não foi a primeira vez que uma leitora me brindou com esse tipo de presentinho saboroso. Não faz muito a fisioterapeuta Luzia Praxedes, pelas mãos do esposo e escritor Clauder Arcanjo, também me enviou essa bebida apreciada por onze entre cada dez brasileiros.

Desculpem mais esta gracinha. Estou bem-humorado, como devem ter percebido. Nos últimos dias, entretanto, tenho me visto às voltas com uma saudade recorrente dos amigos, das boas conversas em torno de uma mesa, regadas a café e a taças de água mineral com gás. Exato, prefiro com gás.

Vem-me à lembrança, a propósito, a saudosa Livraria Café & Cultura, que funcionou ao lado do Teatro Municipal. Era o nosso ponto de encontro. Ali brotaram e cresceram amizades que nutro até hoje.

Penso nesses amigos enquanto escrevo e saboreio uma caneca de café escoteiro, forte e amargo. Por onde andarão meus colegas de ópio negro, como Leandro Tomé, Cid Augusto, Elias Epaminondas, Jessé de Andrade Alexandria, Gustavo Luz, Francisco Nolasco, Túlio Ratto, Antônio Alvino, André Luís? A pandemia, entre outros desfalques, prejudicou esse grêmio da cafeína.

Quando daquelas visitas, antes do coronavírus, eu disponibilizava um potinho de demerara. Só não tenho aqui, para quem possua glicemia elevada, adoçantes dietéticos, cujo travo final me lembra a dipirona e acaba interferindo no sabor do café. Melhor (na minha opinião) tomar totalmente amargo.

— Assim não dá! — dizem alguns.

Isto é uma questão menos de gosto que de hábito. Mas tudo bem. Com açúcar, adoçante dietético ou de todo amargo, o café nos une de alguma forma. Talvez quem se depare com esta crônica cafeinada, embora se tratando de leitores que não conheço pessoalmente, sinta o desejo de qualquer dia sentarmos para uma conversa descontraída, à volta de uma mesa com xícaras e taças.

O que acha, Carlos Santos? Refiro-me àqueles leitores que conheço apenas por nome: Rocha Neto, Fransueldo Vieira de Araújo, Naide Rosado, João Bezerra de Castro, Raniele Alves Costa. Outros ignoro o segundo ou o primeiro nome, a exemplo desses três: Magno, Fernando e Amorim.

Toda vez que me ponho a escrever, conforme participei a Odemirton Filho domingo passado, penso nos meus leitores. Penso no dever e desafio de fazer valer a pena o tempo que me dedicam. Eis um privilégio: contar com leitores, por menor que seja o número. Os meus, se não são tantos, ao menos são preciosos. Porque a qualidade me interessa ainda mais que a quantidade.

Observo o quanto estamos em sintonia nos depoimentos que me endereçam. Ao escrever, portanto, assumo um compromisso especial com leitores e leitoras não menos especiais. Tenho a agradável sensação de que os recompenso. Assim como me sinto recompensado e honrando por suas leituras.

Pecando pelo excesso, cito mais estes nomes: Aluísio Barros, Cristiane dos Reis, Leontino Filho, Rozilene Costa, Rogério Dias, Vanda Jacinto, Francisco Amaral Campina, Simone Martins, Valdemar Siqueira, Rizeuda da Silva, Marcos Aurélio de Aquino, Natália Maia, Airton Cilon, Luíza Maria, Gualter Alencar, Zilene Marques, David Leite, Fábio Augusto e Misherlany Gouthier.

Chega de citações! Não descambemos para o colunismo literário, ou algo pior. São oito e cinco da manhã e o aroma do meu ópio negro trescala pela casa. Então ergo a caneca e lhes saúdo com o gesto característico.

Um brinde a todos com café. Tim-tim!

Marcos Ferreira é escritor

Reflexão sobre a vaidade, Nosso Blog e a vida

Cheguei àquele estágio da vida em que minha maior vaidade é “Nosso Blog” – como bem o definiu Naide Rosado, webleitora daquela lonjura do Rio de Janeiro.

Ela está certa! Há muito esta página deixou de ser só minha. Que bom! Pertence a milhares de webleitores, dezenas de comentaristas e vários colaboradores-articulistas.

Procuro fazer o melhor, a qualquer hora do dia ou noite, sem me preocupar com aniversário, feriado, fim de semana ou férias. Não é trabalho: é meu shopping center, meu paraíso caribenho. Meu anabolizante natural.

Os filhos estão criados e andam com as próprias pernas. Foram preparados para isso, sem dependência de empregos públicos graciosos ou mesadas generosas e viciantes.

Tenho saúde e paz; amo, sinto-me amado.

Catalogo poucos e bons amigos. Boa parte deles, raramente vejo ou falo, mas sei que existem e nunca estão longe de mim.

O que ganho cobre o elementar e com o elementar, sou feliz.

Não preciso ir a qualquer evento social e posar de chique e simpático. A propósito, raramente apareço neles ou me vejo excluído, quando não me convidam.

Gosto de farofa-de-ovo e cuscuz com “bife-do-oião”. Como em restaurante bacana (quando possível), no Mercado do Alto da Conceição ou me salvo com quentinhas emergenciais.

Adoro perambular por aí com minhas canelas de talo-de-coentro à mostra e uma das minhas várias camisas do Fluminense. Mas se a ocasião exige, apareço de blazer “de marca” e sapatos engraxados.

Tenho um bom carro 2010, mas já passei anos usando ônibus, carona e gastando sola de sapatos e tênis. Se precisar retomo esse ritmo, sem me envergonhar de renovar o declínio social. Conheço bem os andares mais abaixo.

Não possuo veículo automotivo nem apartamento financiados. Não estou pendurado com agiota, cartão de crédito ou cheque especial.

Conta “no prego”? Nenhuma.

A hipocrisia não imprimo na escrita nem na coabitação com ninguém. Pago o preço que posso pagar por ser exatamente assim.

Na selfie não me peçam para sorrir.

Quando tudo isso acabar, o último suspiro talvez seja de gratidão por ser o que sou, fazer o que gosto e conviver apenas com quem quero e se sente bem com minha presença.

Ah, e se não tiver valido a pena? Paciência.

É o meu jeito, sem precisar parecer o que nunca fui.

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A desesperadora situação do funcionalismo público

Jornalista Carlos Santos.

É desesperadora a situação do funcionalismo público no RJ.

A espera pode levar à morte.

Há postos de recolhimento para doações.

Quem tem um pão, partilha.

Comoção social.

Naide Rosado – Webleitora.

Nota do Blog – O Rio de Janeiro de hoje é a cara do que poderemos ser logo amanhã.

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A dolorosa escolha do eleitor diante da “Benzetacil”

Veja abaixo a intervenção interessante da webleitora Naide Rosado, que denomina esta página sabiamente de “Nosso Blog“, sobre o dilema do eleitor do Rio de Janeiro-RJ nas eleições de hoje entre Marcelo Crivella (PRB) e Marcelo Freixo (PSOL) à Prefeitura.

Ela dialoga com dois de nossos articulistas – Honório de Medeiros (veja AQUI) e François Silvestre (veja AQUI) – que assinaram artigos interessantes sobre política, poder, retórica, eleições e gestão pública:

– Domingo da sabedoria. Sensacional, Prof. Honório de Medeiros. Hoje, votei sem ser persuadida ou seduzida ou por escolha definida. Votei no “menos ruim”, segundo meus critérios. E, como relatei em François Silvestre, cumpriu-se o que li na Internet :

– O eleitor do Rio de Janeiro tem como escolha, em qual parte das nádegas receberá uma injeção de Benzetacil.”

* Para quem não sabe, a tal da Benzetacil é um antibiótico que deixa a ‘vítima’ dolorida por dias. Como maltrata.

Eu a conheci há muitos anos.

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Um Domingo de Páscoa para renascer

Só um Domingo de Páscoa para renascer.

Simbológico.

Domingo de renascer de novo, outra vez, mais uma vez.

Estamos nós aqui juntos ‘travez‘.

Depois de dez dias estressantes, sob a ameaça de perder todo um arquivo com postagens e comentários desde maio de 2007, quando nasceu o Blog do Carlos Santos (www.blogdocarlossantos.com.br), conseguimos o básico: estar vivo.

Tivemos problemas (novamente) de invasão por hacker (a palavra hack é um verbo que significa cortar alguma coisa de forma irregular ou grosseira. Dela deriva o hacker, pessoa profunda conhecedora do mundo da informática, que invade sistema alheio com fins muitas vezes ilícitos).

Antes de querer julgar o porquê de mais essa tentativa de desmanche do “Nosso Blog” (como assim denominou a webleitora Naide Rosado), apresso-me em proclamar: por que não continuar?

Vamos seguir em frente, sim.

Obrigado a Alexandre Azevedo da Zenitech e sua equipe pelo empenho (que ainda continua, pois nem tudo foi resolvido ainda) à superação dos problemas técnicos.

Obrigado a anunciantes e webleitores pela confiança.

E um agradecimento especial àquela Força que não cessa me empurrando para continuar.

Duas razões para retomar a rotina: eu não sei fazer outra coisa e sinto-me realizado por isso; movido pela mesma paixão que se formou em mim há mais de 30 anos, quando comecei sentir a atração pela tinta do jornal impresso em O Mossoroense.

Aí vamos nós!

Eu tive um sonho…

Por Naide Rosado

Insisto em escrever sobre a Microcefalia e o farei até que sinta ter obtido alguma vitória. Meus olhos revelam um cansaço, então vou tentar reduzir. O Aedes Aegypti é o transmissor de várias doenças, entre elas a Dengue.

Mais recentemente foi associado aos casos de microcefalia. Distingui-se associação de coexistência. Independentemente de o Aegypti ser ou não o vetor da doença, erradicá-lo seria uma glória para a ciência médica.

Agora, aumentam os casos de associação do Aedes Aegypti à microcefalia por conta da presença do Zika vírus no líquido amniótico de mais gestantes portadoras de fetos microcéfalos. Aumentam significativamente e alarmam o mundo, pois a desgraça atinge, também, outros países.

Se o Aedes Aegypti é a grande suspeita, vamos erradicá-lo e terminar com trinta anos de seu domínio matando gente, sendo a microcefalia crescente e dramática. No meu sonho, vi a divisão das cidades e municípios divididos em inúmeras regiões.

Essas regiões teriam equipes, formadas pelo povo, com lideranças. Precisaríamos de mapas. Seria demorado fazê-los? Temos muita pressa. Então lembrei dos mapas das zonas eleitorais. Aquelas nas quais os eleitores elegem seus governante e representantes.

As Zonas eleitorais mais distantes, receberão in loco as equipes, com larvicidas, e serão engrossadas pelos eleitores da região e quem mais puder participar. As equipes iriam com roupas que cobrissem o máximo possível de seus corpos, protegidos por repelentes. O transporte seria fornecido pelas Prefeituras. As equipes iriam atrás de poças de água parada. Qualquer recipiente que tenha uma boca, um furo, coleta água.

Vamos embora, meu povo querido de Mossoró. Nos lixos há sempre garrafas e recipientes, berçários do Aegypti. Vamos, povo querido de Cordeiro, região serrana do RJ, campeã da Dengue. O meu sonho se inexequível, pode ser aproveitado em alguma parte.

À luta srs. vereadores, prefeitos, governadores que foram eleitos pelo povo que sofre. À luta, cidadãos.

A presidente de nossa república não deve ser muito conhecedora do problema pois, ante-ontem pediu ajuda a Obama, nas pesquisas e estudos.

Coincidentemente, assisti a um documentário sobre a captura de Osama bin Laden. Vi como se aplica a inteligência, o rastreio. Não podemos contar com a inteligência e com as tropas estadunidenses no estalar de dedos.

Há países que pagam por ratos mortos, vamos matar poças. Não é possível que nas famílias mossoroenses não existam grávidas, nem mulheres em idade reprodutiva. Peço por elas e pelas de Cordeiro, principalmente por aquelas que não podem adiar muito a gravidez…as que estão no limite aconselhável à concepção.

Leio que o Chefe da Casa Civil da  da República declarou: “Estamos em absoluta perplexidade”, após tomar conhecimento das declarações da OMS sobre a microcefalia”.

Senhor Jaques Wagner, sou uma advogada cuja especialidade é cuidar de netos. Se o senhor precisar de algum esclarecimento sobre o grave problema que o país atravessa há muitos meses, estou pronta para esclarecer.

Naide Maria Rosado de Souza é advogada e webleitora do Nosso Blog

Leitura da mão

Por François Silvestre

(Para Naide Rosado e Carlos Santos)

Tudo começou na feira do Patu. E estendeu-se para as outras feiras, numa romaria desassossegada. E tensa. Intensa. Assim foi a paixão de Samuel.

Os ciganos chegavam às cidades e procuravam as fazendas mais conhecidas para pedir arrancho. O Cangaíra, de Messias Targino. O Manuê, de Antônio Suassuna. O Açude Novo, de Chagas. Os Cajuais, de Quinquim Gomes. A Bola, de Silvestre Veras. A Jurema, de Pedro Regalado. Lages, de Oliveira Rocha. Os Campos, de Zenon de Souza. Timbaúba, de Osório Fernandes. A Lagoa, de Manoel Onofre.

E muitas outras. Os bandos liderados por um chefe conversador e convincente, geralmente deixavam marcas de suas paragens não muito recomendáveis. Zé Garcia era o mais famoso deles.

Mesmo assim, sempre conseguiam autorização para novas pousadas. Ninguém sabia a razão dessa leniência dos fazendeiros. Ou se alguém sabia, fazia-se ao desentendido.

A verdade de mesmo, motivadora dessa relação, onde as fazendas quase sempre sofriam prejuízos, não era outra senão a quantidade de ciganas jovens e bonitas. Belas e acessíveis.

“Num sei o que é que fulano tem com esses ciganos. No inverno do ano passado, eles roubaram três burros de carga e venderam armas com defeitos. E ele ainda hospeda essa gente”. Dizia a mulher de um desses fazendeiros.

Ocorre que não era para os ciganos e sim para as ciganas que o marido dela dava arrancho. Os prejuízos faziam parte da artimanha.

Os cabarés, das cidades pequenas, assustavam os fazendeiros. Não por doenças ou custos, mas por medo da falação. O bando arranchado de ciganos era uma mão na roda.

Foi num dia de feira, em Patu, que Samuel conheceu Honoralina, filha de Coralina com o cigano Honorato. Paixão que desceu feito balão incendiado. Quentura sem rumo.

Aproximou-se e pediu leitura da mão. Ao toque com os dedos suaves da jovem cigana, Samuel nem ouviu as previsões. A vista embaçada e o corpo trêmulo. Quando a cigana fechou a mão, o ganjão Samuel pediu quase chorando: “Leia mais”.

Na emoção, deixou de ouvir as previsões sombrias. E não deixou mais de seguir o grupo de Honorato, dissidente do grupo maior de Zé Garcia. Os dois brigaram e o grupo dividiu-se.

Estivesse Honorato em Umarizal, lá estaria Samuel. Sempre de mão mendiga a pedir leitura de Honoralina. Em Caraúbas, Pau dos Ferros, Apodi, Brejo do Cruz.

Por não ouvir as previsões de Honoralina, dada a emoção que dominava o corpo, fechando os ouvidos, Samuel não tomou as precauções que a cigana sugeria. “Uma desgraça lhe segue as veredas, ganjão. Desgraça de sangue de faca. Não fique na feira da chapada”.

Naquele Sábado, a discussão no bar de Apodi e três facadas no bucho. Tripas expostas, Samuel agoniza. A dona do boteco aproxima-se. Ele diz a última palavra, com a mão aberta: “Leia”. Té mais.

François Silvestre é escritor

* Texto originalmente publicado no Novo Jornal.

A dolorosa inversão da ordem natural

Por Naide Rosado

As pessoas costumam dizer: “quero dividir isso com você, ou vocês”. Prefiro usar a palavra compartilhar. E vou compartilhar o que passamos, até para que tomem conhecimento. Aí, sim, posso dizer que foi um problema.

A minha primogênita, Paula, que é médica, fez um RX de tórax, completamente inesperado porque resolveu fazer uma microcirurgia estética eletiva. O cirurgião, embora tratar-se de pequeno procedimento, pediu o risco cirúrgico. Ela, uma atleta, de saúde perfeita, fez o RX.

O pneumo que viu o exame, disse que havia uma pequena cicatriz, mas que aquilo não era nada. No entanto ela resolveu investigar que cicatriz era aquela e pediu para si uma tomografia. Feita a tomografia, veio o seguinte laudo: Linfoangioleiomiomatose pulmonar.

Só o nome já dava para assustar.

Ela estava no hospital, em plantão, e não houve um médico que soubesse o que era aquilo.  Aliás, ninguém sabia o que era aquilo.  Então, ela me passou o nome por um torpedo para que eu pesquisasse na internet.

Assim fiz e li um horror que resumo, desse modo: “após transplante do pulmão o paciente vive mais dez anos”.

Penso que saí de sintonia. Nem conseguia me levantar. Lembrei-me de meu pneumologista, uma sumidade, com mais de 90 anos. Liguei para ele e fui, de certa forma, bem acalmada pois foi direto ao assunto.

Explicou-me que tratava-se de uma doença que atingia mulheres em idade de reprodução e os nódulos eram hormônio dependentes.  Muitas vezes desapareciam com a supressão hormonal.  Que ele, pela idade, não poderia acompanhar Paula, mas indicaria um excelente pneumologista.

Impressionante, amigos, a forma como ele identificou o problema imediatamente, sem titubear…ali, na hora!

Noventa e tantos anos de sabedoria.

Fechamos o diagnóstico com Jerônimo Dix-huit Rosado Ventura, meu sobrinho médico que mora em Natal. Ele é especialista em imagens, ultrassonografia…etc…

Jerônimo deu-nos todas as informações e também ajudou decisivamente em tirar-nos do sufoco. Paula foi ao pneumologista indicado e fez todas as provas de capacidade pulmonar com resultado excelente, mesmo de atleta.

A doença, embora benigna, tem a capacidade de se espalhar, ou seja, atingir, principalmente, os rins.  E ela viu isso na tomografia. Uma imagem num dos rins. E disse a gente, ao pai e a mim, alcançou meu rim esquerdo.

Havia tranquilidade na fala dela e um monstro estava ao meu lado querendo me devorar. Fiz muito esforço para parecer tranquila, muito esforço, mas não pude escapar dos antidepressivos.  Precisei deles, sim. E, depois que tudo entrou nos eixos, consegui deixá-los com facilidade.

Durante esse período lembrei-me de Serra Grande (Dix-huit Rosado, pai da autora, prefeito falecido de Mossoró).

Ele voltou mais cedo da Prefeitura, alquebrado, abatido. Deitou-se num sofá.  Fiz um carinho nele e perguntei o que tinha acontecido.  Ele respondeu:

– A filha de meu amigo Sílvio Mendes (ex-vice-prefeito de Mossoró) morreu num desastre de automóvel.

Havia lágrimas nos olhos dele e um sofrimento profundo.

Depois, continuou: “Nós temos que entender a morte, mas não a inversão da ordem natural. A inversão da ordem natural é insuportável”.

Aquilo me marcou por dois motivos: um porque vi que ele estava começando a morrer e outro porque refleti sobre a inversão da ordem natural da vida e de como seria insuportável.

Não tenho a menor dúvida que Serra Grande partiu junto com a filha de Sílvio Mendes. Sei que ele tinha problemas de saúde seríssimos.  Mas não suportou aquela dor que desencadeou o seu final.

Naquele meu momento de angústia com minha filha ouvia aquelas palavras sobre a inversão da ordem natural e agradeço demais a Deus por termos encontrado o caminho correto a seguir, o tratamento certo.

Segundo informações, aqui no Brasil, nos últimos 50 anos, só houve dois casos dessa doença de nome enorme que me arrepia. Depois do pneumologista, ela foi para o urologista que marcou a cirurgia no rim para quatro dias após.

A cirurgia foi um sucesso. Só uma pequeníssima parte do rim foi retirada.

Houve um acesso de médicos notáveis para assistir a cirurgia, por conta de sua raridade.  O resultado da patologia foi de benignidade: angiomiolipoma.

Diante de tudo o que escrevi, agora saída do torpor, o que gostaria de dizer é que se ela não tivesse feito aquele RX do tórax, quase que por acaso, não saberia da doença pois não tinha nada nos pulmões, nem nos rins.

Saudável demais, a minha pequena.  E se fizesse um RX daqui a dez anos, tudo poderia ser diferente.

Com certeza, estamos nas mãos de Deus.

Um abraço para todos.

A minha pequena saiu para jantar fora.

Sérgio (marido) e eu estamos com os netos.  Eles todos estão conosco, morando aqui… Até eu… eu me recuperar.

Naide Rosado é advogada

O dia em que Henrique Alves seria…

Por Naide Rosado

Sobre “Memórias”, vai aqui uma muito forte, mas preciso contá-la, antes que ele seja eleito ou, mesmo, não.

Sempre tive muitas “tias”, algumas verdadeiras e outras, igualmente queridas, mas por serem amigas de minha mãe. Uma delas ocupava lugar especial: Tia Ivone, pessoa adorável.

Quando havia lanche no Centro da Cidade, se tia Ivone estivesse no Rio de Janeiro, ela exigia a minha presença e eu amava a oportunidade de lanches extraordinários na Colombo e em vários outros lugares.

Gostava muito de estar com ela. Não havia momento de silêncio. Nós conversávamos demais, como se eu fosse adulta.

Além do amor que sentia, havia o fato de me sentir muito importante. Se eu não estivesse em casa, ela mandava me buscar onde fosse. E, assim, foi crescendo uma extraordinária ligação entre nós duas, cheia de afeto e saudades pois ela viajava muito.

Certa dia ela ligou para mãezinha, avisando que iria lá em casa, mas era necessário que eu estivesse lá. Necessário. Mãezinha ficou assim, meio sem entender o que seria e, mais ainda, a necessidade de minha presença.

Sim, ela sempre me queria perto, mas dessa vez, a presença tinha uma conotação mais importante.

Então, mãezinha me disse: “Minha filha, Ivone vem aqui e quer que você esteja em casa”.

Ora, claro que nada seria mais importante para mim do que aquela visita amada.

Fez-se a tarde e minha tia Ivone chegou. Beijos para lá, beijos para cá, e nos sentamos. Não houve introdução, não houve o habitual está calor, ou está frio. Tia Ivone disse, imediatamente, a quê viera: “Naide, me dê Naidinha.”

O silêncio, a seguir, foi aquele que eu chamo de O Silêncio do Bosque. Posso descrever, exatamente, o que senti: uma surpresa, mas uma surpresa muito boa, embora soubesse que seria impossível aquela doação.

Embora amando imensamente meus pais e irmãos, uma felicidade imensa invadiu minha alma pois, mesmo muito jovem, sabia entender a intensidade do amor de quem quer uma filha.

A felicidade que me possuiu não foi a mesma do ambiente. Mãezinha, imagino que após recuperar o fôlego, disse em sua ternura habitual, mais ou menos isso: “Ivone, não posso lhe dar minha filha, olhe, Dix-huit e eu também a amamos, bem como a seus irmãos…obrigada por querer tanto uma filha minha, mas esse pedido não posso lhe conceder.”

Tia Ivone ainda disse algumas palavras sobre como cuidaria bem de mim… Não houve jeito.

E, desse modo, terminada a conversa específica, tia Ivone despediu-se, ela e mãezinha com vestígios de lágrimas. O assunto era aquele a ser tratado e Tia Ivone não era pessoa de meandros, rodeios.

Naquela tarde, ela levou um pedaço de meu coração. E, se eu já a queria tanto, mais ainda a quis.

Dei-me conta de como afortunada era, pois há pessoas que não têm mães e em minha vida que já contava com Mãe Dininha, minha avó materna, a quem chamei durante toda a sua existência de ” Minha Mãe”, doce criatura dos céus, tinha a minha mãe de fato, Naide Medeiros Rosado, preciosa, e minha tia Ivone que, ao me pedir, deixou explodir o seu amor e o meu. Minha querida.

Portanto, Henrique Alves, por algumas vezes nos encontramos em aeroportos e fui até você para lhe dizer como amava sua mãe. Não dava tempo, Henrique, de dizer: quase fui sua irmã. Era uma história com raízes que não podia ser dita numa frase.

Agora, antes que você se eleja e soe estranha a minha história, ou mesmo que haja a hipótese de não ser eleito, conto-a para você e seus irmãos, da mesma forma que estou contando aos meus.

Um abraço fraternal, a você e irmãos, filhos de minha muito querida, amada, Tia Ivone.

Naide Rosado é advogada e filha do ex-prefeito mossoroense Dix-huit Rosado

Cântico por “Serra Grande” e outras lembranças

Por Naide Rosado

Senhor Inácio:

Chegaram a Mossoró alguns jornalistas de outras partes do país para uma entrevista com “Serra Grande”, Dix-huit Rosado. Em dado momento os jornalistas mostraram-se descrentes daquela defesa dele sobre a existência do petróleo em nosso município; um visionário, devem ter pensado.

Então, ele disse que sob aquela mesa onde almoçavam havia petróleo e que logo que fossem feitas as perfurações ou prospecção, não recordo exatamente, ele comunicaria a todos os presentes. Não deu outra.

Havia petróleo ali.

Quanto ao Rio Mossoró, confesso ter sentido, muitas vezes, ciúmes dele.

É que, quando pequenina, fui extremamente asmática. Isso atrapalhou o início de meus estudos em colégio.

Fui alfabetizada em casa por minha avó-mãe “Dininha”. Entrei na escola já com o barco andando e não tinha bom rendimento. A doença me martirizava. Pois bem, com o passar dos anos, lá pelos 14, 15, a asma abrandou e acabou me deixando.

Foi quando despertei vigorosamente para o estudo. Com modéstia relato que comecei a receber prêmios. E, nas solenidades Serra Grande nunca podia estar presente por causa dos problemas do Rio Mossoró. Ali, nos auditórios, sempre a cabecinha branca de minha queridíssima avó-mãe.

Resolvi que nas premiações seguintes, avisaria em cima da hora, para o Rio Mossoró não encher. Não havia jeito, ele arranjava qualquer transporte voador e partia para conter o rio que gostava demais de não me dar a alegria de vê-lo em minhas pequenas vitórias.

Havia uma necessidade em mim de que ele participasse pois era a forma que eu tinha para retribuir o trabalho, o cuidado e as lágrimas que chorou por mim, quando menina.

Imagine, Sr. Inácio, na minha formatura na Faculdade de Direito, o rio quis transbordar. Ele foi à solenidade, mas não ficou até o final. Assim que recebi o meu canudo, vi-o, em sinais dizer: “amo você, minha filha” e bateu com as mãos no peito, várias vezes, demonstrando orgulho e foi embora acalmar seu rio.

Sim, é verdade, ele fez tudo o que era possível para evitar as enchentes e, claro que compreendo as ausências dele. Era um homem público.

Demorei para entender o que é ser filha de um estadista, meu amado Serra Grande.

Saudades dele.

Naide Rosado é advogada e filha do ex-prefeito Dix-huit Rosado

Vamos trabalhar

Boa tarde, caríssimo webleitor.

Durante quase todo o dia de hoje está página ficou fora do ar. Segundo explicações da Zenitech, que hospeda “Nosso Blog” (como denomina afetuosamente a webleitora Naide Rosado), houve problema em todo seu sistema, só sanado ao final da tarde.

Tivemos um agravante: na área do “bunker” físico do Blog, também houve pane de energia elétrica por quase uma hora e meia.

Além de queda, coice.

Mesmo a gente informando o impasse através de endereço no Twitter (www.twitter.com/bcarlossantos) e Facebook (//www.facebook.com/carlos.santos.14019338?ref=tn_tnmn) centenas de pessoas ficaram sem saber o porquê do sumiço da página.

Pronto: tudo explicado.

Vamos trabalhar!

 

Opiniões e o papel do “Nosso Blog” na ‘confraria cibernética’

Carlos Santos.

O que mais aprecio no seu Blog é exatamente o caráter analítico-opinativo que, de certo modo, pode ter sido incentivado pelos próprios webleitores.

Jonathan Stray (A ascensão do jornalismo contextual) foi feliz ao dizer que “o jornalismo deve atualizar a cadeia alimentar da informação”.

Quando acessamos o seu Blog, Carlos, não viemos atrás de manchetes. Queremos lhe ouvir, verificar seu posicionamento frente à notícia, a sua opinião e muitas das vezes, a sua explicação poque nosso entendimento é limitado.

Limitado porque não somos médicos, engenheiros, arquitetos, economistas ou advogados. Você também não possui todas estas profissões. Mas ao exercer o jornalismo, a sua visão tem maior amplitude do que a nossa. E, tem mais: você vai à fonte da notícia e investiga sua causa e consequência.

Desse modo, já nos chega uma informação pormenorizada ou explicativa.

Cabe, ainda, lembrar o aspecto democrático do “nosso” Blog.

Interessante que na matéria de hoje, não sei bem, você destaca um Processo Jurídico complicado. E explica, e entendemos.

Há um momento em que você diz algo como: “O Procurador emitiu pareceres cirúrgicos”. Ora, fácil entender, assim.

Precisamos da sua explicação e do seu ponto de vista. O ponto de vista é elementar.

Por que lemos você?

Respondo que leio o “nosso” Blog porque considero o seu discernimento e equilíbrio.

Posso, quando em vez, até discordar, fato raro, é onde entra a democracia preponderante aqui.

Um abraço.

Naide Rosado.

Nota do Blog – Minha querida Naide, muito obrigado por suas palavras. Elas alimentam meu ego e, de chofre, assumo o cabotinismo ao sublinhar suas considerações.

Daí, do Rio de Janeiro, tens “Nosso Blog” como uma leitura diária e endereço de “confraria cibernética, em que a essência não é pensar igual, mas sobretudo ouvir e respeitar os contrários.

“Nosso Blog” é feito assim, por isso é-me tão estimulante (mesmo que sofrido) fazê-lo diariamente, com o reforço de tantos colaboradores, seu caso, que se diga.

A propósito, acho que “Serra Grande” (Dix-huit Rosado, seu pai) deve estar adorando toda essa prosa.

Abração.

 

Só Rindo (Folclore Político)

O café de Tomaz Neto

Naide Rosado passava alguns dias em Mossoró, com seu pai, o prefeito mossoroense Dix-huit Rosado.

“Serra Grande”, apelido carinhoso com que ela batizara o longilíneo Dix-huit, recebe o vereador Tomaz Neto em sua casa no bairro Nova Betânia.

– Minha filha, prepare um cafezinho para Tomaz Neto.

Começa o drama de Naide. Atributos culinários não são o seu forte. Porém não podia decepcionar o pai e o convidado.

Com todo esmero e boa vontade, ela resolve se arriscar ao fogão, em vez de pegar alternativas mais fáceis, como um café solúvel.

Encantada com a sua própria “capacidade”, ela serve aos dois interlocutores em xícaras especiais, elementos raro na casa espartana de Serra Grande.

Os dois saboreiam os cafés quentinhos. Entretanto, não emitem um único elogio ou revelam traços faciais de satisfação.

Afoita, como sempre, Naide provoca:

– Tomaz, que tal o seu café?

A resposta só não a fez chorar.

– É… bom para fumar um cigarro!

Dix-huit não se atreve a falar.

A ponte entre a ‘magia’ e a filha de “Serra Grande

Carlos Santos, bom dia.

Embora acessar a Internet não seja fácil para mim porque passo o dia correndo atrás de meus netos por conta não só de meu grande amor por eles, mas também pelo trabalho e estudos de minha filha, Paula, mãe deles, quero que saiba como o seu Blog me faz falta!

É uma espécie de viagem que faço a Mossoró.  Acho que “Serra Grande” (apelido carinhoso dado ao pai, prefeito Dix-huit Rosado) conseguiu que eu me apaixonasse pela cidade dona de seu coração. Há uma magia em Mossoró…um encanto…

O seu Blog é a minha ponte!

Aguardo a solução dos problemas na comunicação.

Abraços, amigo.

Naide Rosado.

Nota do Blog – Minha cara Naide Rosado, obrigado por essas palavras.

No beicinho da manhã, quando abro o computador para nova jornada de trabalho num domingo tipicamente mossoroense, com os primeiros raios de sol batendo à janela, suas palavras são um combustível a mais à paixão da escrita diária. Sou um repórter provinciano inteiramente apaixonado pelo ofício de escrever.

Existem alguns problemas técnicos na acessibilidade ao Blog, mas que no curso dos próximos dias serão superados. Sua ponte entre a magia de Mossoró, a Mossoró do “Velho” Dix-huit, e você, será mantida.

Aguarde-me por aí. Entre o final deste ano e comecinho de 2013, esbarro pelo Rio de Janeiro para perambular alguns dias com minhas canelas de talo de coentro. Sobrará tempo para boa prosa e um presente para tornar ainda mais recalcitrante seu afeto por Dix-huit.

Câmbio.