O ex-secretário Administrativo da Assembleia, Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes, e o corretor de imóveis Francisco Cardoso de Oliveira Neto, que atualmente ocupa um cargo comissionado na Prefeitura de Nísia Floresta, tiveram os bens sequestrados e as contas bancárias bloqueadas. Eles são os principais alvos da Operação Croupier (veja AQUI) deflagrada nesta terça-feira (25).
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) desencadeou a Croupier na esteira de investigação que apura o desvio de R$ 2.118.591,52 da Assembleia Legislativa potiguar.
A ação é desdobramento da Operação Dama de Espadas (veja série de matérias clicando AQUI), que também apurou fraudes na ALRN. O MPRN investiga os crimes de peculato, lavagem de dinheiro, associação criminosa, organização criminosa, falsificação de documento público e uso de documento falso cometidos entre os anos de 2006 e 2015.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão nas cidades de Parnamirim, Nísia Floresta, Maxaranguape e João Pessoa/PB. A ação contou com a participação de 14 promotores de Justiça, 19 servidores do MPRN e 30 policiais militares, além do apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público da Paraíba (MPPB).
RÉU
Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes é réu no processo da operação Dama de Espadas, deflagrada em agosto de 2015 pelo MPRN, sendo considerado integrante do núcleo principal da organização criminosa investigada naquela época. A partir de documentos encontrados na casa dele, quando foram cumpridos os mandados de busca e apreensão da Dama de Espadas, o MPRN passou a investigar os desvios praticados pelo “grupo de Pirangi do Norte”, distrito de Parnamirim, uma vez que várias pessoas identificadas nos documentos residiam em uma mesma localidade – algumas, na mesma casa.
O ex-secretário Administrativo era tido como o “financeiro” da ALRN e da organização criminosa, integrando o topo da estrutura organizacional do Legislativo Potiguar. Era ele quem controlava e emitia os cheques para pagamento de servidores da Casa Legislativa e fornecedores.
Rodrigo Marinho, de acordo com o que foi apurado, possuía um grupo de pessoas por ele arregimentadas para o esquema criminoso, inserido na folha de pagamento da Assembleia Legislativa.
Além disso, Rodrigo Marinho Nogueira Fernandes também arrecadava do esquema criminoso operado pela ex-procuradora Geral da Assembleia, Rita das Mercês, de quem era sócio no escritório R&R Advocacia, quartel-general da organização criminosa denunciada pelo MPRN na operação Dama de Espadas.
No esquema de desvios, Rodrigo Marinho contou com o auxílio de Francisco Cardoso de Oliveira Neto, considerado o “braço direito” da organização criminosa.
Canastra Real
A Operação Croupier é a 3ª fase da operação Dama de Espadas. Antes, em setembro de 2018, o MPRN já havia deflagrado a operação Canastra Real (veja série de matérias AQUI), a 2ª fase da Dama.
O objetivo foi apurar o desvio de pelo menos R$ 2.440.335,47 em um esquema envolvendo servidores fantasmas na Assembleia Legislativa.
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A ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), concedeu liminar em favor da ex-chefe de Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho.
A decisão saiu à noite desta segunda-feira (27).
A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) decidiu pela decretação de sua prisão preventiva na última terça-feira (21) – veja AQUI.
Ana Augusta foi denunciada pelo Ministério Público do RN (MPRN), na “Operação Canastra Real”, tendo sido presa a primeira vez no dia 17 de setembro do ano passado (veja AQUI).
Segundo a narrativa e documentos acostados à denúncia, ele seria pivô do desvio de mais de 2,4 milhões da Assembleia Legislativa do RN, com uso de servidores fantasmas.
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A ex-chefe de gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho está presa no Quartel da Polícia Militar do RN em Natal.
Ana: nova prisão (Foto: arquivo)
O mandado de prisão determinado pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) em sessão na última terça-feira (21) – veja AQUI -foi cumprida na quarta-feira (22).
Mas há possibilidade dela ser transferida para outro local.
Ana, que também é primeira-dama do município de Espírito Santo/RN, foi o principal alvo da Operação Canastra Real, deflagrada pelo Ministério Público do RN (MPRN) no dia 17 de setembro de 2016 (veja AQUI). É denunciada por estar no epicentro de um esquema de desvio de mais de R$ 2,4 milhões da Assembleia Legislativa, com uso de servidores fantasmas.
Ano passado, ela foi presa dia 17 de setembro no Complexo Penal Doutor João Chaves – veja AQUI. Depois foi transferida para a Companhia Feminina da Polícia Militar, também em Natal – veja AQUI.
Ela só ganhou liberdade no dia 27 de setembro – veja AQUI.
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Depois de um extenso debate, a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do RN (TJRN), por maioria de votos, decidiu pela decretação da prisão preventiva da ex-chefe do gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, posteriormente exonerada, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho. Ela foi investigada na “Operação Canastra Real”, pelo Ministério Público do Estado (MPRN). Supostamente, ela comandava um esquema de desvio de dinheiro dentro do órgão, usando servidores fantasmas.
O estratagema era muito parecido com o que ocorria na “Operação Dama de Espadas”, também na AL, que eclodiu em 2016, com desvio que em números atualizados passa de R$ 9,4 milhões.
A acusada, também primeira-dama do município de Espírito Santo/RN, foi o principal alvo da Operação Canastra Real, deflagrada pelo MP no dia 17 de setembro de 2016 (veja AQUI).
Ana Augusta era chefe de Gabinete da presidência, cargo estratégico e de muita confiança (Foto: Web)
A investigação apurou um esquema, cujo início se deu em 2015, que desviou mais de R$ 2 milhões em recursos públicos na Assembleia Legislativa do estado e se utilizava de servidores fantasmas, os quais também foram exonerados recentemente. Ao todo, oito pessoas foram presas. O marido dela, o prefeito Fernando Luiz Teixeira de Carvalho (PSDB), de Espírito Santo, também foi preso, mas por porte ilegal de arma de fogo.
A operação cumpriu seis mandados de prisão e 23 de busca e apreensão nas cidades de Natal, Espírito Santo, Ipanguaçu e Pedro Velho.
Os desembargadores divergiram somente na penalidade que deveria ser aplicada. De um lado, foi defendida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP) ou se deveria ser atendido o pedido do Ministério Público Estadual para a prisão preventiva, a fim de se concluir, de modo mais seguro, o Procedimento Investigatório Criminal (PCI), sem que a acusada pudesse exercer alguma influência sobre os demais envolvidos no delito.
Desvio de mais de R$ 2 milhões
“A acusada, mesmo sabendo que estava sendo investigada, manteve a prática delituosa, em menosprezo às leis, o que durou cerca de dois anos e desviou mais de dois milhões de reais. E como o Estado não tem condições de fiscalizar o alcance do delito, diante de existirem vários envolvidos, entendo que as medidas cautelares não são suficientes para assegurar a devida investigação”, aponta o desembargador Glauber Rêgo, ao ressaltar a reprovabilidade da conduta da acusada e a gravidade do crime de “Organização Criminosa”.
“Mas, não estamos condenando ou absolvendo ninguém. Esse entendimento, ao qual me acosto, é apenas para assegurar o devido andamento da Ação Penal”, acrescenta o desembargador Gilson Barbosa, presidente da Câmara, na apreciação do Recurso em Sentido Estrito nº 0807146-03.2018.820.0000.
Segundo as investigações, o esquema fraudulento foi iniciado em 2015, quando Ana Aranha, indicava pessoas para ocupar cargos na Assembleia Legislativa e dava o próprio endereço residencial para constar nos assentos funcionais e nos cadastros bancários dos servidores fantasmas por ela indicados. Cinco dos presos na operação são ex-assessores técnicos da presidência da Assembleia que foram indicados por Ana Augusta e que tinham altos vencimentos na Casa, embora não possuíssem nível superior.
Prisão imprescindível
Segundo o desembargador Glauber Rêgo, que inaugurou o voto divergente, seguido por maioria, os requisitos do Artigo 312 do CPP não seriam suficientes para medidas cautelares e que seria “imprescindível” a decretação da prisão preventiva, dada a necessidade de resguardar a ordem pública, a conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da Lei penal.
“Os robustos indícios demonstram a ausência de temor (por parte da acusada) com o prosseguimento da empreitada criminosa, bem ainda o descaso para com as legítimas instituições constituídas (Poder Legislativo, Ministério Público e Judiciário), mesmo em detendo conhecimento da apuração dos fatos investigativos, valendo-se do seu prestígio e das facilidades do cargo público por ela então ocupado e, quem sabe, na certeza da impunidade com a perpetuação da lesão ao erário público”, enfatiza Glauber Rêgo, ao destacar vários julgados semelhantes e delitos idênticos em outras casas legislativas do país, feitos por tribunais superiores e em datas recentes, como as de abril de 2019, dentre outros Habeas Corpus julgados em 2017 e 2018.
A Justiça potiguar acatou denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e tornou rés nove pessoas que integravam um esquema envolvendo servidores fantasmas na Assembleia Legislativa. Segundo investigações do MPRN, o grupo teria desviado pelo menos R$ 2.440.335,47, uma mixaria, em relação a outros escândalos do gênero.
Augusta e Augusto: dupla proeminente (Fotomonagem)
A investigação resultou na Operação Canastra Real, deflagrada em 17 de setembro passado.
Entre os réus estão o secretário geral da Assembleia Legislativa e ex-deputado federal Augusto Carlos Garcia de Viveiros (veja AQUI), e a ex-chefe de Gabinete da Presidência da Assembleia, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho (veja AQUI).
Augusto Viveiros é acusado de ter falsificado ideologicamente seis declarações de domicílio dos servidores indicados pelo grupo e por integrar organização criminosa.
Já Ana Augusta Simas, além da organização criminosa, responde por peculato, que é o crime de desvio de dinheiro cometido por servidor público.
Além de Augusto Viveiros e Ana Augusta Simas, são réus no processo: Paulo Henrique Fonseca de Moura, Ivaniecia Varela Lopes, Jorge Roberto da Silva, Jalmir de Souza Silva, Karla Ruama Freire de Lima, Fabiana Carla Bernardino da Silva e Kerginaldo Braz de Lima.
Clique AQUI e veja série de postagens sobre a Operação Canastra Real e seus vários envolvidos.
Clique AQUIe veja a íntegra da denúncia do MPRN. Seu conteúdo é esclarecedor demais.
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Exonerado do cargo em comissão do importantíssimo posto de Diretor Geral da Presidência da Assembleia Legislativa em setembro deste ano, Luiz Gonzaga Meira Bezerra Neto garante para si benefícios financeiros solicitados à Casa. Decisão publicada neste sábado (8).
Através de Ato da Mesa 2993/2018 no Diário Oficial do Eletrônico (DOE) da Assembleia Legislativa, esse poder lhe concede “o direito à percepção do valor correspondente à indenização de férias não gozadas, referente aos períodos aquisitivos 2016/2017 e 2017/2018”.
Para quem não lembra, Luiz Gonzaga apareceu em investigação do Ministério Público do RN (MPRN), ao ser deflagrada a “Operação Canastra Real” (veja AQUI série de matérias). Houve pedido de busca e apreensão que o alcançou em endereço residencial no bairro Tirol, em Natal.
Servidores fantasmas
O esquema teria desviado mais de R$ 2,440 milhões da AL com uso de servidores fantasmas alojados no gabinete do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB).
O investigado teria pelo menos 51 procurações de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa outorgadas em seu favor. Entre essas pessoas, até gente muito humilde – atendida por programas sociais como o “Bolsa Família” e residindo em outros municípios.
O nome de Luiz Gonzaga já tinha surgido em outro escândalo anterior, a “Operação Dama de Espadas”, também com uso de servidores fantasmas para desvio de recursos que passam de R$ 9,5 milhões em números atualizados.
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A “Operação Canastra Real” que eclodiu no último dia 17 (veja AQUI), com várias prisões e busca e apreensão, tem informações seguras quanto à boa parte do destino de milhões desviados nesse esquema na Assembleia Legislativa do RN. Mas a questão é logicamente muito sigilosa.
Ana Augusta: dez dias de prisão (Foto: Web)
A pessoa em maior evidência no caso e que ficou presa dez dias, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, na verdade não seria a principal beneficiada com a supressão de mais de R$ 2,440 milhões da Assembleia Legislativa, através de servidores fantasmas. A investigada ficaria no máximo com 10% do bolo.
Os próprios fantasmas recrutados por ela, conforme denúncia do Ministério Público do RN (MPRN), só emprestavam o nome à formalização do saque em espécie na boca do caixa de agência do Banco Santander, incrustada na própria AL.
Gravação esclarecedora
Há gravação autorizada captada no dia 26 de abril deste ano, por exemplo, em que duas pessoas investigadas e que tiveram empregos comissionados na AL, comentam em diálogo telefônico que deveriam vender doces (em Espírito Santo-RN, Agreste, onde residem) num evento. Seria uma forma de complemento de renda para ambas.
Uma das interlocutoras da conversa recebeu mais de R$ 15 mil líquidos todo mês, como “Assessora Técnica da Presidência”. Lotada no Gabinete da Presidência da AL, de 7 de abril de 2015 a 28 de março de 2017, chegou a ter crédito cumulativo no período de quase 400 mil reais: R$ 393.379,59.
Levantamento feito pelo MPRN revelou que ela tem uma vida sem nada que revele uso desse ganho.
Nada mais podemos adiantar, apesar da vontade. Pelo menos, por enquanto.
Veja série de matérias sobre a Operação Canastra Real
Suspeitade chefiar um esquema que teria desviado cerca de R$ 2,4 milhões da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte por meio da nomeação de servidores fantasmas, a ex-chefe do gabinete da presidência da Casa, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, foi liberada da prisão nesta quinta-feira (27).
Ana Augusta, no salto alto, aguarda veículo à saída do Itep em Natal nesta quinta-feira (Foto: Vinícius Veloso/TN)
Ela foi presa pela Operação Canastra Real, deflagrada pelo Ministério Público neste mês e estava detida há cerca de 10 dias.
O Ministério Público tinha pedido a manutenção da prisão temporária dos investigados.
Além de Ana Augusta, outras cinco pessoas foram detidas em cumprimento aos mandados expedidos pela 3ª Vara Criminal de Natal.
As prisões de cinco dias foram renovadas uma vez, mas um novo pedido feito pelo MP foi negado pela Justiça.
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Após mais de uma semana de eclosão da “Operação Canastra Real”, finalmente a Assembleia Legislativa do RN exonera Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho.
Ana continua presa (Foto: Web)
Ela foi presa à semana passada (segunda-feira, 17) como principal investigada em mais um caso de desvio milionário nesse poder, com uso de “servidores fantasmas”.
Ana foi exonerada do cargo de Chefe de Gabinete da Presidência da AL. O ato da Mesa Diretora está no Diário Oficial Eletrônico da AL dessa quarta-feira (26).
A exonerada é ex-presidente da Câmara Municipal em Espírito Santo (RN), região Agreste, onde tem uma filha como vereadora. Seu marido Fernando Teixeira (PSDB) é o atual prefeito. Na Operação Canastra Real, ele foi preso também, mas por porte ilegal de armas. Pagou fiança e ganhou liberdade.
Prisão temporária
Já Ana Augusta teve sua prisão temporária reiterada, passando de cinco para dez dias. A princípio, havia pedido de “prisão preventiva” contra ela, o que não foi acolhido pelo juiz Raimundo Carlyle da 3ª Vara Criminal do Natal.
Nessa terça-feira (25), quem foi exonerado foi outro implicado no desvio que a princípio passa de R$ 2,4 milhões, Luiz Gonzaga Meira Bezerra Neto. Detinha cargo em comissão de Diretor Geral da Presidência.
Esse escândalo é investigado pelo Ministério Público do RN (MPRN).
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, por ato de sua Mesa Diretora, exonerou um dos envolvidos na “Operação Canastra Real”, caso de corrupção na Casa com produção de “servidores fantasmas”.
Em 2016, entidades sindicais fizeram protesto na AL com limpeza de calçada e alegoria de fantasmas (Foto: Web)
Foi exonerado do cargo em comissão de Diretor Geral da Presidência, Luiz Gonzaga Meira Bezerra Neto.
Ele aparece em investigação do Ministério Público do RN (MPRN), ao ser deflagrada essa operação no último dia 17. Houve pedido de busca e apreensão que o alcançou em endereço residencial no bairro Tirol, em Natal.
O nome de Luiz Gonzaga já tinha surgido em outro escândalo anterior, a “Operação Dama de Espadas”, também com uso de servidores fantasmas para desvio de recursos que passam de R$ 9,5 milhões em números atualizados.
Segundo o MPRN apurou em dados prospectados da Central Notária de Serviços Eletrônicos Compartilhados (CENSEC), o investigado teria pelo menos 51 procurações de servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa outorgadas em seu favor. Entre essas pessoas, até gente muito humilde – atendida por programas sociais como o “Bolsa Família” e residindo em outros municípios.
A princípio, o raciocínio é que ele recrutava e tinha responsabilidade de gerir outro núcleo de fantasmas, mas com salários menores do que o grupo comandado por Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, chefe de Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa, que está presa desde segunda-feira. O MPRN atesta, que sob o controle dela cerca de R$ 2,440 milhões teriam sido usurpados da AL.
Traremos mais novidades. Aguarde.
Veja AQUI na íntegra a decisão judicial que deflagrou a Operação Canastra Real.
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A campanha eleitoral 2018 ganha um ritmo cada dia mais insano, como nunca vi antes. Tem aprofundado divisões pela intolerância, numa contaminação quase generalizada, que altera o humor de muita gente até então cordial.
Está difícil demais, muito difícil, conviver entre contrários.
O país segue e seguirá rachado, dividido. A polarização partidária e de discursos excludentes que PT e PSDB faziam desde 1994, agora ganha outro personagem. É a vez de Jair Bolsonaro (PSL) substituir a plumagem tucana nesse antagonismo, a seu modo.
Com ele no jogo, da mesma forma que o PT, é difícil esperarmos um pais pacificado e uma nação em harmonia em defesa de interesses comuns.
Estamos diante dos extremos, sem que isso necessariamente represente o extremismo sob a ótica partidário-ideológica. Refiro-me ao que essa arenga destila de ódio e paixão, catalizando massas sedentas por confrontos e hostilidades sem precedentes.
Quase nada parece racional. Outra vez, problemas relevantes não são tratados como prioridades, porque sob a tutela do marketing eleitoral e o poder a qualquer preço, a ordem é confundir, deturpar. Na era do “fake news”, versão digital das mentiras de sempre, vale-tudo. Tudo mesmo.
Cada lado tem seu próprio “Messias”. Um, no nome e na condição de candidato; o outro, no cárcere curitibano. De lá dá as cartas pro seu ungido.
O Brasil quer menos. Não precisamos de um ou dois salvadores da pátria.
PRIMEIRA PÁGINA
Duas pesquisas recentes cobrem praticamente uma semana – As pesquisas Intertv Cabugi/Ibope e Fiern/Certus, divulgadas respectivamente na sexta-feira (21) e domingo (23) não cobriram o mesmo período temporal. Muita gente não percebeu, mas na verdade uma é praticamente sequência da outra, não obstante divulgadas sem essa ordem. A Pesquisa Certus de 14 a 17 (divulgada dia 23) e Ibope de 18 a 20 (divulgada dia 21). Portanto são sete dias (uma semana) de campanha em sua reta final. E a mais “atual” não é a Fiern/Certus do domingo, mas sim a pesquisa Intertv Cabugi/Ibope da sexta-feira. Se há discrepância numérica em alguns aspectos, não estranhe. Observe esse importante detalhe que apontamos.
Presidente da Assembleia Legislativa desafia radialista para confronto “na tapa” – Em comício na quinta-feira (20) à noite em Angicos, Sertão Central, o presidente da Assembleia Legislativa do RN e do PSDB, deputado Ezequiel Ferreira, aumentou tom do discurso. Desafiou de público o radialista Gean Carlos (FM Cabugi Central) para briga “na tapa”. A fúria deriva de reprodução que o radialista tem feito na emissora, quanto à apuração da “Operação Canastra Real” (veja AQUI), no âmbito da Assembleia Legislativa. Tem surgido servidores fantasmas ligados a assessores diretos do deputado. “Ele é arrochado na rádio e eu sou arrochado topando com ele. Digam a ele que se arroche para topar a parada comigo não é no microfone não, é na tapa. Se ele for arrochado eu topo a parada com ele, aonde ele quiser, com aquele vagabundo que anda falando de mim”, bramiu Ezequiel (Vídeo do Blog Valderi Tavares).
Saúde continua com adjunto após saída de titular – A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) continua sem titular. Até esse início de semana, o adjunto Sidney Domingos Ferreira de Souza, bacharel em direito e servidor efetivo, guarda lugar ao próximo indicado. À semana passada, o médico Pedro Cavalcanti Júnior (veja AQUI) pediu exoneração. Ele foi o quarto titular da pasta na gestão Robinson Faria (PSD).
Indecisos devem ser o foco dos candidatos na reta final – A Pesquisa Fiern/Certus é o mais completo documento científico para análise da campanha atual no Rio Grande do Norte, mesmo não sendo o mais atual, haja vista que sua coleta de dados ocorreu entre os dias 14 e 17 últimos. Mas esse material (veja AQUI a íntegra) oportuniza compreensão melhor quanto ao perfil do eleitor e quais os caminhos à vitória, ou ao segundo turno pelo menos. É nítido, por exemplo, que há forte cristalização de votos entre os principais candidatos, com escassa chance do eleitor mudar de escolha. O foco é mesmo o eleitor indeciso. Nesse universo, Fátima Bezerra (PT) apareceu com maior potencial de captação, com 13,39%. É seguida por Carlos Eduardo (PDT) com 5,36% e Robinson Faria somando 8,93%. Na mesma pesquisa, entre eleitores que indicavam voto em Branco/Nulo ou Nenhum, Fátima voltou a se destacar com 11,27% mudança em seu favor e Carlos Eduardo e Robinson Faria (PSD) com 3,27%.
O bravo esforço da candidata Isolda Dantas – Merece todos os aplausos, votando ou não nela, a vereadora em Mossoró e candidata a deputado estadual Isolda Dantas (PT). Com sua voz esganiçada, jovem militância e um fervor messiânico, praticamente toca sozinha a campanha de Fátima Bezerra (PT) e candidatos ao Senado – Alexandre Motta (PT) e Zenaide Maia (PHS) – no município. Erro crasso da campanha majoritária deixa Mossoró a descoberto, tudo ao deus-dará. O agravante: ao mesmo tempo, Isolda bate de frente com tendências internas no PT que promovem campanhas para outros candidatos, no intuito de esvaziar o seu nome, cristianizando-a. Brava Isolda. Meus aplausos.
Isolda (centro) trabalha num espaço geopolítico importante, que a majoritária pouco investiu até agora (Foto: redes sociais)
Robinson Faria pode se transformar no Robério Paulino do seu adversário – Nitidamente sem fôlego para chegar ao segundo turno da competição estadual 2018, o governador Robinson Faria (PSD) pode terminar sendo útil a quem mais se propôs a combater e alveja em boa parte da atual campanha. Seu capital de intenções de votos em pesquisas recentes não o catapulta para essa nova eleição. Mas pode colaborar de forma considerável para que o adversário Carlos Eduardo Alves (PDT), o “Carlos Alves” como seu marketing adesiva, chegue lá contra Fátima Bezerra (PT). Assim, Robinson vai personificar o que o professor Robério Paulino (PSOL) representou para ele em 2014. Candidato ao governo, Paulino somou inesperados 8,74% (129.616 votos), empurrando a disputa Robinson x Henrique Alves (PMDB) para o confronto decisivo. Até hoje, Robinson deve agradecer muito a Paulino. Carlos talvez faça o mesmo num futuro próximo em relação a Robinson.
Próxima pesquisa do Instituto Consult tem data definida – Vai ser publicada no dia 1º de outubro, a seis dias das eleições, a próxima pesquisa do Instituto Consult no Rio Grande do Norte. Trabalho encomendado pela FM 98.9 do Natal.
Veja perfil dos parlamentares no RN e avalie quem merece seu voto – O Congresso em Foco apresenta o perfil dos parlamentares que disputam algum mandato eletivo em 2018. Na lista, apresentada por estado, você pode saber como cada candidato se posicionou em algumas das votações mais polêmicas dos últimos anos e se ele responde a algum tipo de acusação criminal. Acompanhe a assiduidade do congressista no primeiro semestre e o quanto cada um gastou de verba pública para cobrir despesas atribuídas ao mandato desde fevereiro de 2015, quando começou a atual legislatura. Deputados federais e senadores do RN estão na lista (veja AQUI).
Segundo voto ao Senado fragiliza Capitão Styvenson – O Capitão Styvenson Valentim (REDE), que faz campanha fora dos eventos de rua, basicamente nas redes sociais e em contatos corpo a corpo, segue tendo baixíssimo desempenho no segundo voto ao Senado. Apesar de despontar em dianteira, não é segunda opção forte de eleitor de nenhum outro candidato. Seu comportamento arredio de anticandidato, antipolítico, sem se incluir em qualquer agrupamento, concorre para esse esvaziamento perigoso. Na Estimulada e na Espontânea (veja AQUI) do segundo voto, ele fica bem atrás dos demais concorrentes que estão embolados com ele na disputa de duas vagas ao Senado. É bom tomar cuidado.
Fiern precisa ter pesquisa com menor lapso temporal – É preciso que a Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN) atente para o detalhe da distância entre a coleta de dados e a divulgação, quanto às pesquisas que têm contratado ao Instituto Certus. Inadmissível e injustificável, que em plena campanha as entrevistas terminem dia 17 e os números sejam publicizados apenas dia 23. São absurdos seis dias entre a última prospecção de dados e a divulgação. Numa campanha que começa a ganhar velocidade, esse espaçamento é uma eternidade.
EM PAUTA
AMOL – No dia 25 de setembro de 1988 foi fundada a Academia Mossoroense de Letras (AMOL). Portanto a entidade fará 30 anos nessa terça-feira (25), como uma das mais importantes entidades do gênero no estado.
Bráulio Bessa – O poeta Bráulio Bessa (atração permanente do programa Fátima Bernardes da Rede Globo de Televisão) vai se apresentar no próximo dia 29 em São Miguel (RN), dentro da festa de São Miguel Arcanjo.
Lucas Vinícius – Lucas Vinícius, filho do casal Ribamar Freitas-Naeide do Oba Restaurante em Mossoró, é a continuidade certa dos negócios da família. Ele cursa Gastronomia na Faculdade Diocesana de Mossoró (FDM) com nítida empolgação. Bom demais.
Samba – O Boulevard da Maria Lacerda (Parnamirim) vai receber no dia 2 de outubro (véspera de feriado estadual) o projeto “Grande Encontro do Samba”. Entre as atrações, Preto no Branco, Mesa Doze, Péricles e Jorge Aragão.
Dreammusic – A jornalista mossoroense Solange Santos (TV Terra do Sal de Mossoró) e a apresentadora do programa “Tamo Junto”, Isabelle Fernandes, ambas dos quadros da TV Terra do Sal de Mossoró, foram selecionadas para o projeto Festival de Música Gospel Dreamusic. O evento de âmbito nacional tem etapas preliminares e vencedores poderão gravar em várias plataformas digitais. Parabéns.
Toca-fita de Corcel – A banda mossoroense Toca-fita de Corcel, que explora o gênero indie rock brasileiro, depois de 5 anos de produção autoral e de história musical na cidade e estado, resolve seguir jornada rumo ao Sudeste do Brasil. Desembarca em São Paulo para dar sequência à carreira, após uma excursão exitosa que realizou em terras paulistas no mês de março. Sucesso. Mandem notícias. Na torcida.
TFC: aposta no sucesso (Foto: cedida)
SÓ PRA CONTRARIAR
Tudo pode dar certo ao final de uma campanha, mas é difícil que isso ocorra, com tudo sendo feito errado desde o começo.
GERAIS… GERAIS… GERAIS…
Gostei do “Gutto 91”, restaurante-bar, pizzaria e burgueria à Rua João da Escóssia, Nova Betânia em Mossoró, quase em frente ao Estádio Nogueirão.
Obrigado à leitura do Nosso Blog a Joniston Abreu (Mossoró), Carlos Alberto Barbosa (Natal) e Luciano Oliveira (Areia Branca).
Veja a edição anterior da Coluna do Herzog (17/09) clicando AQUI.
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Mais uma pessoa envolvida na “Operação Canastra Real” está presa. O pedido de prisão temporária alcançou Karla Ruama Freire de Lima. Foi apresentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e deferido pela Justiça.
AL: esquema de milhões (Foto: G1RN)
O mandado foi cumprido neste sábado (21) na residência de Karla, na cidade de Espírito Santo (RN), região Agreste do estado. A investigada reside à Rua São Sebastião, 41, centro.
Na segunda-feira (17), já tinha ocorrido cumprimento de busca e apreensão de documentos nesse endereço.
Desdobramentos da Operação demonstraram a participação dela no esquema. Karla aparece como “funcionária fantasma” lotada no Gabinete da Presidência da Assembleia Legislativa, onde estava concentrado o esquema. Seu cargo era de “Assessora Técnica da Presidência”, mas tudo indica que só ’emprestava’ o nome para beneficiar terceiros.
Mais de R$ 2,440 milhões
O objetivo da operação é apurar o desvio de pelo menos R$ 2.440.335,47 envolvendo servidores fantasmas na Assembleia Legislativa.
Ao todo, além do mandado efetivado neste sábado, foram cumpridos 6 mandados de prisão e outros 23, de busca e apreensão na última segunda-feira (17).
Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, o que não tem relação direta com os crimes investigados.
O nome de maior evidência até o momento no caso, é o de Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa. Ela é também mulher do prefeito do Espírito Santo, Fernando Teixeira (PSDB).
A Justiça potiguar deferiu nesta sexta-feira (21) pedido formulado pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte e determinou a prorrogação das prisões temporárias por mais cinco dias de todos os presos na operação Canastra Real, deflagrada na segunda-feira (17).
São mais cinco dias de prisão para seis envolvidos. O nome de maior evidência é Ana Augusta Simas, chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa.
Além dela, foram presos temporariamente por 5 dias: Paulo Henrique Fonseca de Moura, Ivaniécia Varela Lopes, Jorge Roberto da Silva, Jalmir de Souza Silva e Fabiana Carla Bernardina da Silva, todos ex-assessores técnicos da Presidência da Assembleia Legislativa.
“Imprescindível”
A Justiça entendeu a medida como “imprescindível” ao prosseguimento das investigações.
Ao todo, foram cumpridos 6 mandados de prisão e outros 23, de busca e apreensão. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
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A chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, está em novo endereço prisional.
Ana Augusta: peça-chave de esquema (Foto: rede social)
A pedido de seu advogado – Victor Pinto Maia, ela foi transferida do Pavilhão Feminino do Complexo Penal Doutor João Chaves para a Companhia Feminina da Polícia Militar, também em Natal.
O secretário de Estado da Justiça e da Cidadania (SEJUC), Luís Mauro Albuquerque Araújo, e o comandante geral da PM, coronel Osmar José Maciel de Oliveira, informaram que não havia condições de acomodação da presa.
Mas nesse último dia 18, ela terminou acomodada na Companhia Feminina, um alojamento sem característica de cela. Ana foi presa na segunda-feira (17) na “Operação Canastra Real”, sob acusação de ser peça-chave de novo caso de corrupção na Assembleia Legislativa (veja AQUI).
Passou o primeiro dia de sua prisão temporário no João Chaves (veja AQUI).
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Viveiros: Tio-afim do presidente e de confiança (Foto: TN)
Além de chegar na antessala do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira de Souza (PSDB), a Operação Canastra Real desembarcou noutro gabinete ainda mais influente nesse poder: do secretário geral da Casa, o ex-deputado federal Augusto Carlos Viveiros, tio-afim de Ezequiel.
Viveiros também é investigado pelo Ministério Público do RN (MPRN), em novo caso de corrupção na Assembleia Legislativa. Dessa feita, mais de R$ 2,4 milhões teriam sido desviados com uso de servidores fantasmas – todos lotados no Gabinete da Presidência da AL.
Por enquanto, o nome que aparece em maior relevo na Canastra Real, deflagrada na última segunda-feira (17), é o da chefe de Gabinete de Ezequiel Ferreira, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, presa na operação. Deduz-se, que ela chegava a juntar em espécie (na boca do caixa) cerca de R$ 80 mil líquidos/mensalmente, “em proveito próprio e de terceiros” (ainda ocultos).
Falsificação
Mas contra Viveiros foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em dois endereços seus: Avenida Rio Branco, Edifício Barão do Rio Branco 571, salas 507/508, em Cidade Alta; Rua Doutor Manoel Dantas, 516, Condomínio Residencial Solar João e Marilda Ferreira de Souza, Apartamento 2001, Petrópolis, ambos em Natal.
Relata o MPRN, que Augusto Carlos Viveiros falsificou pelo menos seis declarações de domicílios em favor de servidores fantasmas recrutados por Ana Augusta no município de Espírito Santo (RN), onde seu marido Fernando Teixeira (PSDB) é prefeito e, uma filha, vereadora. Ela mesma presidiu a Câmara Municipal local noutra legislatura.
Documento revela que Viveiros assinou, conscientemente, declaração falsa no esquema (Print: MPRN)
A decisão judicial assinada pelo juiz titular da 3ª Vara Criminal de Natal, Raimundo Carlyle, determinou a prisão temporária de várias pessoas. No caso de Viveiros, não. O despacho autorizou o MPRN – com aparato policial – à busca e apreensão.
Mesmo com mais essa caso de corrupção na AL, esse poder não se pronunciou até o momento. É como se nada de anormal estivesse ocorrendo e não fosse seu dever dar explicações ao contribuinte.
Apesar de envolver pessoas diretamente ligadas ao presidente Ezequiel Ferreira, ele do mesmo modo adota o silêncio. Ana Augusta e Augusto Viveiros são tidos na Casa como gente de sua absoluta confiança. Os cargos atestam isso.
A tática até aqui produz ilações diversas, que terminam o embaraçando mais ainda aos olhos da opinião pública.
Traremos mais detalhes de bastidores desse caso. Não faltam informações. Basta querer publicar.
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A chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Assembleia Legislativa do RN, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, está em prisão temporária no Complexo Penal Doutor João Chaves, em Natal. Foi levada para lá à manhã de segunda-feira (17).
Pavilhão Feminino é endereço de Ana e Carla (Foto: TN)
Ana está no Pavilhão Feminino (para nível superior), dividindo cela com Carla Ubarana. Sua companheira de cárcere é ex-chefe da Divisão de Precatórios do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN). Encabeçava uma quadrilha que desviou R$ 14.195.702,82 em precatórios do Tribunal de Justiça do RN (TJRN).
Quanto à Ana Augusta, o Ministério Público do RN (MPRN) a acusa de ser peça-chave de esquema com uso de servidores fantasmas lotados no gabinete do seu chefe, Ezequiel Ferreira.
Milhões
Teriam sido desviados mais de R$ 2,440 milhões, desde 2015, atesta o parquet estadual.
Ela cumpre modalidade de prisão cautelar (são cinco dias), que pode ser prorrogada em até cinco dias. Não deve ser descartada hipótese de pedido de prisão preventiva.
Ana Augusta foi alcançada pela “Operação Canastra Real” (veja série de postagens AQUI),
Carla Ubarana cumpre condenação ao mesmo tempo em que dois nomes ilustres do desvio milionário, desembargadores Osvaldo Cruz e Rafael Godeiro, foram ‘punidos’ com afastamento compulsório do poder, mas empalmando aposentadoria (integral). Ano passado, até tiveram direito a auxílio-moradia retroativo de mais de R$ 200 mil cada um.
VejaAQUI e AQUI série de postagens sobre o escândalo da “Operação Judas” no TJRN .
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Apesar de presa dia passado como principal envolvida em novo escândalo na Assembleia Legislativa, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, a chefe de Gabinete do presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), não foi exonerada. Continua servidora da Casa.
Dois pesos e duas medidas, que se diga.
Ha pouco mais de um mês, a Mesa Diretora da AL foi mais ágil. Exonerou sumariamente o “assistente parlamentar” Edvaldo Pessoa de Farias, apelidado de “Bola”, que era lotado no gabinete da deputada Cristiane Dantas (PPL).
Ele foi preso na manhã do dia 14 do mês passado. No mesmo dia, à tarde, foi riscado da lista funcional desse poder, local de trabalho onde sequer costumava aparecer.
Bola foi arrastado à prisão temporária pela “Operação Tubérculo”, desencadeada pelo Ministério Público do RN (MPRN).
O interessante, é que a exoneração sumária de Bola, que atua como lobista de emendas parlamentares, não tinha relação direta com qualquer negócio escuso na Assembleia Legislativa.
Com Ana Augusta é diferente. Ela é apontada como peça-chave do desvio de mais de R$ 2,4 milhões da AL. Ocupa cargo de absoluta confiança do presidente. Seu marido, Fernando Teixeira (PSDB), que foi preso dia passado por porte ilegal de armas, é aliado de Ezequiel Ferreira.
O MPRN conseguiu a prisão temporária de Ana Augusta e de mais cinco pessoas que eram servidores fantasmas lotados no gabinete da Presidência.
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A Operação Canastra Real deflagrada dia passado pelo Ministério Público do RN (MPRN) desvendou algo que parece interminável: a corrupção nas entranhas da Assembleia Legislativa do RN. Mais uma vez, uma pessoa de alto cargo de confiança está no centro da rapinagem. E, certamente, com boa retaguarda para delinquir sem medo.
Segundo esclarece o MPRN, a chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Casa Legislativa, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, desviou mais de R$ 2,440 milhões em benefício próprio e provavelmente de terceiros ‘mais influentes’ e poderosos. O esquema estava em atividade desde 2015, início da atual legislatura.
A agência bancária em atividade na própria AL, que já fora envolvida na “Operação Dama de Espadas”, outra vez está em enredo criminoso. Dessa feita, mediante a quebra de sigilo bancário e outras providências, o MPRN o esquema operado mensalmente desde 2015, por Ana Augusta.
Investigados efetuavam saques em sequência, geralmente no mesmo atendimento, sendo que, ao final, o numerário dos vários saques era somado e retirado integralmente. Mesmo tendo aberto contas em uma modalidade que ensejaria uma série de benefícios aos correntistas, diferentemente do padrão, esses servidores optavam por não utilizar qualquer uma vantagem/privilégio.
Todos aderiram a um serviço de controle financeiro que era enviado para o endereço indicado por eles: a residência de Ana Augusta Simas e em um imóvel comercial do advogado Sérgio Augusto Teixeira de Carvalho, parente dela.
Muito dinheiro em espécie
Além disso, a investigação do MPRN aponta que os saques não teriam sido realizados pelos titulares das contas bancárias, mas por meio de uma única pessoa e com determinação uniforme. Ou seja, a quadrilha parecia afinado e segura na operação feita mês a mês, envolvendo altas somas em dinheiro.
O monte de cédulas percorria corredores, elevador, escadarias e salas da AL sem despertar questionamento. O controle interno da Casa, que se jacta de ser rigoroso no “enxugamento de despesas” com pessoal, parece cego a desvios de valores milionários.
Em depoimento ao MPRN, um bancário que trabalhou na agência existente na Assembleia Legislativa confirmou o esquema criminoso. Esse funcionário relatou que nos dias de pagamento da Assembleia, o banco provisionava mais de um R$ 1 milhão, diante da peculiaridade da agência pagar, por meio de saques, os salários em espécie.
Ana controlava tudo
A testemunha disse ao MPRN que Ana Augusta Simas exercia o “controle” sobre o grupo de pessoas investigadas. O somatório dos saques efetuados nas contas dos integrantes do grupo era acondicionado em um envelope e entregue a um deles, provavelmente àquele que era atendido por último e, por vezes, entregue à própria Ana Augusta, que permanecia na agência no momento do atendimento.
O MPRN também aponta, na investigação, a divergência entre as assinaturas de alguns titulares de contas bancárias. Váriasas rubricas têm consideráveis semelhanças com as de Ana Augusta Simas. Em depoimento ao MPRN, já após a deflagração da Operação, os próprios servidores reconheceram que algumas assinaturas não são deles.
A investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) que levou à deflagração da Operação Canastra Real nesta segunda-feira (17) revela que o esquema fraudulento apontado na “Operação Dama de Espadas”, deflagrada em 2015, foi continuado: a indicação de servidores fantasmas para cargos na Assembleia Legislativa.
Ana Augusta centralizava todo o dinheiro (Foto: redes sociais)
A chefe de Gabinete do deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), presidente da Casa Legislativa, Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, e outras cinco pessoas, foram presas por força de mandado judicial na Canastra Real.
Outros dois homens foram presos em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. Entre eles, o prefeito de Espírito Santo (RN), Fernando Teixeira (PSDB), marido de Ana Augusta.
O sigilo das petições e decisões foi levantado pela Justiça potiguar ainda nesta segunda.
Outro braço da corrupção na AL
A continuidade do esquema da Dama de Espadas foi demonstrada na investigação, sendo que apenas a forma de operacionalização do desvio mudou. Na Dama de Espadas, os servidores indicados para integrar o esquema recebiam seus vencimentos através de cheques-salários. Até o momento, o MPRN já denunciou 26 pessoas por envolvimento com as fraudes.
Na Canastra Real, a investigação aponta que os servidores investigados tiveram que abrir contas bancárias, em alguns casos fornecendo o endereço residencial de Ana Augusta para constar nos assentos funcionais e nos cadastros bancários deles.
Para o MPRN, a Operação Canastra Real revela “a existência de mais um braço da organização criminosa que se estruturou no seio da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, com o nítido desiderato de obter vantagem financeira mediante a reiterada prática do crime de peculato, por meio da inserção de servidores fantasmas na folha de pagamento do Poder Legislativo local, para desvio do valor de suas remunerações”, conforme cita trecho da decisão judicial que autorizou a deflagração da ação.
Pelo que foi apurado, ao menos R$ 2.440.335,47 foram desviados dos cofres públicos nesse esquema.
Nota do Blog Carlos Santos – Antecipamos em postagem ainda dia passado dentro da Coluna do Herzog, que o rombo na Assembleia Legislativa vai bem do que mais esse caso revela. Leia a nota sob o título Dama de Espadas esconde buraco ainda maior na AL.
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O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) deflagrou nesta segunda-feira (17) a “Operação Canastra Real”. O objetivo é apurar o desvio de pelo menos R$ 2.440.335,47 em um esquema envolvendo servidores fantasmas na Assembleia Legislativa – como o Blog Carlos Santos destacou mais cedo (veja AQUI).
Ana Augusta: dinheiro farto na antessala do presidente (Foto: redes sociais)
Ao todo, foram cumpridos 6 mandados de prisão e outros 23, de busca e apreensão em Natal, Espírito Santo, Ipanguaçu e Pedro Velho. Duas pessoas foram presas em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Segundo as investigações, o esquema fraudulento foi iniciado em 2015 (início da atual legislatura). Tem como principal integrante, a chefe de Gabinete do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho.
Para o MPRN, Ana Augusta ocupa posição de controle ao indicar pessoas para ocupar cargos na Casa.
Ana Augusta fornecia o próprio endereço residencial para constar nos assentos funcionais e nos cadastros bancários dos servidores fantasmas por ela indicados. Além dela, foram presos temporariamente por 5 dias: Paulo Henrique Fonseca de Moura, Ivaniécia Varela Lopes, Jorge Roberto da Silva, Jalmir de Souza Silva e Fabiana Carla Bernardina da Silva, todos ex-assessores técnicos da Presidência da Assembleia Legislativa.
Essas cinco pessoas, que foram indicadas por Ana Augusta, tinham altos vencimentos na Casa, embora não possuíssem nível superior.
Meros “laranjas’
A investigação verificou que todos os indicados possuem movimentações financeiras atípicas, recebendo mensalmente a importância líquida aproximada de R$ 13 mil. Logo após o depósito dos valores nas contas bancárias, as quantias eram integralmente sacadas. Essa movimentação financeira das contas bancárias, todas com saques padronizados, de valores idênticos, revela que os titulares não possuíam o controle de suas próprias contas.
Para o MPRN, as contas-correntes desses ex-assessores técnicos foram abertas somente para desvio de dinheiro público. Eram meros “laranjas”.
Embora fossem servidores com alta renda, optaram por não contratar cartões de crédito. Mesmo sendo bem remunerados, investigação do Grupo de Atuação Especial ao Combate ao Crime Organizado (GAECO), órgão do MPRN, mostra a ausência de aquisição de patrimônio no período em que estiveram nomeados para o cargo na Assembleia.
A movimentação financeira deles não espelha a renda percebida. Já em relação à Ana Augusta Simas Aranha Teixeira de Carvalho, ao contrário dos demais investigados, a movimentação financeira é superior à renda declarada, incompatível com a qualidade de servidora pública e dissociada da sua declaração de Imposto de Renda.
Ela declarou à Receita Federal, no IR do ano calendário 2015, somente rendimentos advindos da Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Norte, enquanto que a declaração de informações sobre movimentação financeira revelou que a entrada de recursos na conta dela foi em valores que equivalem a mais que o dobro da remuneração dela.
Dama de Espadas
Os crimes investigados na Operação Canastra Real se assemelham aos apurados na operação Dama de Espadas, deflagrada pelo MPRN em 2016. Na Dama de Espadas, havia a inserção de servidores fantasmas na folha de pagamento da Casa Legislativa, seguida da expedição de “cheques salários” em nome dos servidores, sendo sacados por terceiros não beneficiários, com irregularidades na cadeia do endosso ou com referências a procurações inexistentes ou não averbadas na ficha cadastral bancária do cliente.
No caso atual dos ex-servidores residentes em Espírito Santo, pelo menos em alguns meses, os saques – sempre feitos na agência bancária na ALRN – eram realizados por eles próprios.
Prisões em flagrante
Durante o cumprimento dos mandados de prisão e de busca e apreensão contra Ana Augusta, o marido dela, Fernando Luiz Teixeira de Carvalho (PSDB), foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo.
Fernando Teixeira, que é o prefeito de Espírito Santo, foi preso na fazenda em que mora com uma espingarda calibre 12 e um revólver calibre 38, e munições. Também foi preso, igualmente por posse ilegal de arma de fogo, Ygor Fernando da Costa Dias, residente em Espírito Santo e marido de Fabiana Carla Bernardina da Silva.
Ele estava com um revólver calibre 38 e munições.
A Operação Canastra Real contou com o apoio da Polícia Militar. Participaram da ação 28 promotores de Justiça, 26 servidores do MPRN e 70 policiais militares. Além dos seis mandados de prisão, foram cumpridos outros 23, de busca e apreensão nas cidades de Natal, Espírito Santo, Ipanguaçu e Pedro Velho.
A “Operação Canastra Real”, desencadeada nesta segunda-feira (17) em Natal, Espírito Santo, Pedro Velho e Ipanguaçu, tem conexão com a “Operação Dama de Espadas”.
O Ministério Público do RN (MPRN) cumpre mandados nessas cidades, sem perder de vista – de novo, novamente, – a Assembleia Legislativa do RN.
A Damas de Espadas decorre de investigações quanto à corrupção no legislativo potiguar.