Arquivo da tag: PIB

Bazar de ilusões

Por François Silvestre

É uma quermesse que a política usa e abusa e sempre encontra freguesia. Agora mesmo alguns produtos foram vendidos, com defeitos de fábrica, e os consumidores só podem lamber os dedos. Ou escovar a raiva. Isto é, os que acreditaram.Primeiro produto: Reforma trabalhista.

Vendida como panaceia para resolver o problema do desemprego, desafogar o empregador e garantir direitos dos empregados. Kkkkkkk. O desemprego continua nas alturas, a informalidade disparou, o empregador continua falindo e o trabalhador jogado à incerteza.

Reforma previdenciária: Promessa de alavancar a economia, reduzir o deficit previdenciário e garantir segurança aos segurados. A economia patina feito vaca em lama, o deficit previdenciário não deu sinais de recuperação e a insegurança dos segurados disparou. Virou zorra, com aposentadorias e benefícios encalhados na burocracia e burrice oficiais. Cegos em tiroteio.

Câmbio flutuante e liberalismo financeiro. O dólar disparou, o ministro diz que é bom, mas o Banco Central torra reservas para segurar a moeda, que continua subindo. O Banco Central desmente o ministro e a moeda caga para o Banco.

O PIB virou foguete de quintal, subiu meia parede e nem vê o outro lado da rua. Qual a saída? Vender novos produtos:

Reforma tributária e Reforma administrativa. São as novas ilusões da quermesse.

Na primeira vão criar novos impostos, dizendo que abolirão os velhos. Papo. Virão os novos e os velhos ficarão. Na segunda vão prometer fim de privilégios e melhoria de serviços. Papo.

Os privilégios continuarão intocáveis, os pequenos serão punidos e o serviço público continuará uma porcaria. Tudo como dantes, no quartel de Abrantes. Sem precisar de Napoleão invadir Portugal.

Aposta? O PIB é o do público ou da privada?

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

PIB brasileiro surpreende e cresce 0,4% no 2ª trimestre

Foi pouco, porém positivo: o PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre quando comparado com o primeiro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Somando-se tudo o que o Brasil produziu, a conta fechou em R$ 1,780 trilhão, em valores correntes.É o melhor resultado em seis anos para o período. Ufa!

O mercado esperava a metade disso. A indústria foi o setor que mais cresceu da economia — 0,7% —, seguida pelos serviços — 0,3%. A agropecuária caiu 0,4%.

Este é o melhor segundo trimestre desde 2013, quando crescemos 2,3%. O IBGE ainda revisou o PIB dos primeiros três meses.

Cautela

A queda foi de 0,1%, e não os 0,2% calculados anteriormente.

Com aumento maior do que esperado, alguns economistas ensaiaram um cauteloso otimismo. “Não dá para soltar fogos”, avalia Mansueto Almeida, secretário do Tesouro Nacional. “Mas o resultado é um certo alívio.” Ex-presidente do BNDES, Luiz Carlos Mendonça de Barros o acompanha.

“Quando o resultado vem melhor do que o mercado esperava, a primeira avaliação é de que a economia bateu no fundo do poço e agora está voltando”, disse.

Mas completou — “em marcha lenta”.

Com informações do Canal Meio.

Acompanhe o Blog Carlos Santos pelo  TwitteAQUIInstagram AQUIFacebook AQUIYoutube AQUI.

Temos sinalização de avanço com a reforma trabalhista

Por Carlos Duarte

O projeto de lei que dispõe sob a reforma trabalhista, recentemente aprovado na Câmara de Deputados, sinaliza um grande avanço no caminho do desenvolvimento e do crescimento econômico do país. É claro que isso não agrada aos sindicatos – que sempre foram corporativos grupos de pressão junto ao Estado, motivados pela generosa arrecadação da Contribuição Sindical “obrigatória”.

A nova proposta irá permitir acordos negociados, com benefícios positivos para os dois lados (patrões e empregados) de forma autônoma.

Veja pequeno resumo da enxurrada de dinheiro em 2016 que desembarcou em entidades sindicais

Trará mais flexibilidade às relações de trabalho e minimizará o cerco burocrático, que tanto degrada o ambiente de negócio. Retirará a trava que impede o progresso, trazendo para a realidade atual, as ultrapassadas normas da CLT, que estão em vigor há mais de 70 anos.

Com a terceirização e a reforma trabalhista, o setor produtivo terá a oportunidade de buscar novas alternativas e soluções que irão gerar enormes ganhos de competitividade, garantindo a empregabilidade de grande parte dos mais de 14 milhões de desempregados atualmente no Brasil.

É evidente que outros percalços ainda precisam ser retirados do caminho da prosperidade, como a urgente necessidade de uma reforma tributária, fiscal e ambiental, além de se rever a excessiva regulação dos direitos dos consumidores.

SECOS & MOLHADOS

Eike – O ministro do STF Gilmar Mendes manda tirar da cadeia Eike Batista, que agora vai ficar em prisão domiciliar. O que corre nos bastidores é que o falido empresário é cliente do escritório de advocacia em que a esposa (Guiomar) do ministro trabalha ou é sócia. Se essa acusação for procedente, o STF se iguala ao Congresso em termos de imoralidade. Como o jornalista Carlos Santos costuma asseverar, “o STH tem de tudo, menos o direito”.

Desemprego – Várias projeções de especialistas apontam que no ritmo de desemprego que se encontra o Brasil (atualmente com mais de 14 milhões de desempregados), ao final deste ano, poderá contabilizar cerca de 18 milhões. Muito preocupante mesmo.

Estrago – Nos últimos dois anos, o PIB brasileiro teve uma queda de 8%. Para recuperar esse estrago, o cenário mais otimista aponta que serão necessários de oito a dez anos. É o resultado da política econômica desastrada e irresponsável do PT de Dilma e Lula.

Homicídios – Dados atualizados do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO), ontem, sábado (28) apontam que em 118 dias, deste ano, o numero de homicídios no RN chegou a 801. A cada dia, 6,8 pessoas são assassinadas no estado, cuja bandeira principal de campanha do governador Robinson Faria era a Segurança Pública. O quantitativo é 30,67% maior do que igual período do ano passado e 51,14% maior do que igual período de 2015. Isso equivale a 22,84 assassinatos para cada grupo de 100 mil habitantes. No mesmo período, Mossoró contabiliza 87 assassinatos (e um recorde neste mês – AQUI, apesar das “grandes virtudes” do programa “Ronda Cidadã”, enfatizado na propaganda do Governo do Estado.

Transposição – Em entrevista à Tribuna do Norte, o engenheiro Rômulo Macedo, que foi coordenador potiguar da transposição do rio São Francisco, faz uma revelação surpreendente. Diz que “a água que virá para os rios potiguares não terá utilidade para o RN. E o pior: todos os cidadãos irão pagar por ela, usando-a ou não”. Faltam obras complementares e não há investimentos em perímetros irrigados para produção agrícola. Pobre RN!

Protestos – Os sindicatos, partidos políticos e entidades que convocaram a manifestação da greve geral, na última sexta-feira (28), vão ser responsabilizados pelos atos de vandalismo ao patrimônio público, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Motoristas que interditaram o trânsito receberam multa de R$ 5.800,00 por infração, considerada gravíssima, além de sete pontos na carteira e da suspensão de poder dirigir. O ato de manifestação é um direito de todos, mas não com vandalismo. Mossoró deu um bom exemplo de civilidade com manifestações pacíficas.

Palocci – O ex-ministro Antônio Palocci contratou uma banca de advogados especialistas em delação. Já sinalizou que o alvo vai ser Lula e ainda com grandes respingos em Dilma, mega empresários, ministros, deputados, governadores, marqueteiros, fundações… . Não quer mofar sozinho na cadeia. Mas, autoconfiante, Lula acha que Palocci vai entregar todo mundo, menos ele.

Contrária – A vereadora e presidente da Câmara Municipal de Mossoró, Izabel Montenegro (PMDB) se posiciona contrária às reformas trabalhista e previdenciária, da forma como estão propostas. Segundo ela, a classe empresarial tem que abrir mão de parte do percentual de seus lucros. “Essas reformas não podem ser feitas sem passarem por uma grande e ampla discussão com a sociedade”, diz através de seu perfil no Facebook.

Belchior – Faleceu na manhã deste domingo (30), na cidade de Santa Cruz (RS), aos 70 anos, o cantor e compositor Belchior. A notícia saiu no Jornal do Povo, de Fortaleza. Mais uma noticia triste para o cenário artístico musical brasileiro. Belchior era natural de Sobral (CE), onde será sepultado.

Veja clicando AQUI nossa coluna anterior.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página

Uma nova bomba-relógio prestes a explodir

Por Carlos Duarte

No Rio Grande do Norte os índices de violência continuam em alta, com projeção de novos recordes.  O número de homicídios no estado cresceu 31,37%, nos primeiros 60 dias deste ano, se comparado com igual período do ano passado, totalizando 402 assassinatos. Os dados são do Observatório da Violência Letal Intencional do RN (OBVIO).

O governo Robinson Faria (PSD) explica que o aumento expressivo de homicídios tem relação direta com a guerra das facções criminosas e pela disputa de espaço na rota do tráfico. Todos os cidadãos potiguares já sabem, há muito tempo, desse diagnóstico. O que ainda não se sabe é quais são as medidas e ações concretas que estão sendo tomadas, pelo “Governo da Segurança”, para reverter tamanha violência.

Num breve recorte do Mapa da Violência do RN, observa-se que o femicídio – crime de homicídio contra as mulheres – cresceu 14%, nos meses de janeiro e fevereiro de 2017, ficando atrás, apenas, dos homicídios convencionais. Já é a segunda causa de morte violenta (25%) e à frente dos latrocínios.

Também neste quesito, há omissão do governo do Estado do RN. As medidas protetivas não funcionam, na prática. Apenas, no papel – quando são tomadas. As Delegacias Especializadas na Defesa da Mulher (DEAM) não funcionam à noite e nem nos finais de semana e feriados.

Por outro lado, a Policia Militar não tem estrutura para atender as demandas urgentes e não está preparada para o acolhimento. Existem somente cinco DEAM para atender os 167 municípios do RN e estão localizadas em Natal (2), Parnamirim, Caicó e Mossoró.

Com essa “estrutura”, como a mulher potiguar poderá se proteger do companheiro com índole violenta?

O caos na segurança pública do RN continua progredindo de modo acelerado, em todas as suas variáveis. O governo do RN é gerencialmente incapaz para controlá-lo e toma, apenas, medidas paliativas, pontuais e reativas – de baixa eficácia.

Uma nova bomba-relógio, mais poderosa, já está acionada e o cidadão entregue à própria sorte.

Que Deus nos Proteja!

SECOS & MOLHADOS

Henrique – É inacreditável a desculpa dada pelo ex-ministro e ex-deputado federal Henrique Alves (PMDB-RN) para justificar o crédito de quase U$ 1 milhão em sua conta bancária na Suíça – apesar das muitas acusações de seu envolvimento com a Operação Lava Jato. Será que ele era “laranja”? De quem?

Crédito – As condições de crédito continuam muito ruins, e até piores, para a indústria brasileira. Isso é o que acha a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). Dessa forma, as empresas ficam desestimuladas à retomada do crescimento. Sem capital de giro, não produzem e não contratam.

Câmara – O TCE-RN notifica os vereadores da legislatura passada a explicarem como gastaram suas verbas de gabinetes, no período em que estavam sendo pagas. Essa polêmica ainda vai render muitas dores de cabeças aos edis de Mossoró. Há muitas controvérsias jurídicas a respeito deste assunto.

Insulina – O que se pode esperar de um governo que não consegue sequer manter um estoque básico de insulina para atender aos pacientes necessitados? Depois da recente expectativa frustrada do governo Rosalba Ciarlini (PP), constata-se que a doença está mesmo no gerenciamento da coisa pública. Essa contumácia perversa reduz a autoestima e humilha centenas de pessoas carentes e debilitadas pela diabetes. Um absurdo!

Saúde – Sob o ponto de vista técnico, a prefeita Rosalba Ciarlini está certa quando diz que vai priorizar a Atenção Básica de Saúde em seu governo. Entretanto, é também dever de seu governo buscar os meios de garantir o bom funcionamento da média e alta complexidade, junto aos governos do Estado e da União.

Desemprego – De acordo com o IBGE, o Rio Grande do Norte é um dos estados com maior população de desocupados no País. Com pouco mais de três milhões de habitantes, somente no último trimestre do ano passado, 225 mil pessoas estavam na condição de desempregadas. Em janeiro, deste ano, foram fechados 2.955 postos de trabalho. As projeções dos empresários potiguares não são, ainda, muito otimistas para 2017 – que deverá ser um ano de transição. Acreditam que o alento deverá acontecer, somente, a partir de 2018. O setor da Construção Civil é o que apresenta maior índice de desemprego no RN.

Previ – As finanças do Instituto Municipal de Previdência Social dos Servidores de Mossoró (Previ) são uma bomba relógio, de efeito retardado, prestes a explodir no colo da prefeita Rosalba Ciarlini. É aguardar para ver.

Acusados – A Operação Lava Jato, que já tira o sono e o sossego de muita gente, promete ampliar as denuncias no decorrer desta semana. Na lista do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que pede a abertura de inquérito ao STF, consta mais de 40 nomes. Dentre eles, estão figuras carimbadas como Dilma, Lula, Mantega, Palocci, João Santana, governadores, ex-governadores e ex-parlamentares.

Da equipe de Temer, aparecem os ministros Eliseu Padilha, Moreira Franco e Kassab. Da bancada do Congresso, estão o presidente do Senado Eunício Oliveira, Renan Calheiros, Edison Lobão e Romero Jucá. Integram ainda a lista: José Serra e Aécio Neves. O que se pode esperar de um País que tem uma quadrilha suspeita no comando de seus Poderes?

Ironia – O PSDB agora é alvo da investigação que ele mesmo pediu para abrir. O tiro saiu pela culatra. Tudo Contaminado, mesmo!

Crise – Na terça-feira (7) deverão ser divulgados os dados do quarto trimestre do PIB em 2016. Os resultados ainda deverão ser de queda da atividade. A recessão brasileira, que teve início no segundo trimestre de 2014, foi a pior já vivida no País, tanto por sua duração quanto por sua intensidade de contração.  Mas, o cenário atual é de recuperação, embora ainda frágil, sem sustentabilidade. É o que apontam os indicadores recentes. Fatores positivos: melhora na demanda por commodities, safra agrícola em alta, queda da inflação e dos juros. Os entraves são: inflação e desemprego.

* Veja coluna anterior clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Um gerente medíocre na gestão de uma massa falida

Por Carlos Duarte

Em dois anos, o governo Robinson Faria (PSD) ainda não conseguiu sequer fazer funcionar regularmente o básico da gestão, que se traduza em prestação de serviços à sociedade, principalmente no que se refere à segurança, saúde e educação. E o que é pior: não tem estratégias de gestão de crise, nem plano B.

A coisa funciona mesmo com base no principio direto de ação e reação. Só que suas reações não são capazes de neutralizar as ações adversas que se impõem no contexto da gestão pública, ora adotada pelo governo do RN.

Com isso, o caos se instala e se aprofunda gerando prejuízos incalculáveis à população.

Está na hora do governador reconhecer que seu modelo de gestão não funciona, no atual ambiente de crise em que vivemos, e que alguma estratégia de saída tem que ser urgentemente implementada. Que, pelo menos, instale um Comitê Gestor de Crise, envolvendo os diversos segmentos produtivos e institucionais do RN, apresentando para sociedade o escopo de uma solução minimamente viável.

Isso poderá resgatar o nível de confiança do investidor e quebrar a inércia de desconfiança da população.

Paralelamente, o governo deve apontar os rumos da retomada do desenvolvimento do Estado, com o aproveitamento das potencialidades existentes, que possam resultar em crescimento do PIB de modo sustentável.

Precisa procurar minimizar as desigualdades existentes, direcionando e incentivando o crescimento econômico para regiões pouco produtivas.

O índice de Gini (indicador do IBGE que mede o grau de distribuição de riqueza) aponta que o RN é o Estado mais desigual do Nordeste (0,812). Isso significa que a produção de bens e serviços está concentrada em, apenas, 15 municípios – que detém 75% da economia do estado.

São eles: Natal, Mossoró, Parnamirim, Macaíba, São Gonçalo do Amarante, Macau, Areia Branca, Caicó, Assu, Baraúna, Ceará-Mirim, São José do Mipibu, Apodi, Currais Novos e Alto do Rodrigues.

Os outros 152 municípios restantes, que correspondem a 95% do total de municípios norte-rio-grandenses, respondem por, apenas, 25% do PIB estadual.

Natal (39%), Mossoró (13%), Parnamirim (6%) e Macaíba (2%) representam 60% de todas as riquezas geradas no RN.

Tem mais: 70% dos valores adicionados pela indústria estão concentrados na região metropolitana de Natal e na região do polo Mossoró.

Esse cenário explica, em parte, porque o RN tem potencialidades, mas não se desenvolve. A grande maioria dos municípios, embora tenha potencialidades econômicas, não tem políticas públicas e nem estratégias econômicas capazes de desenvolvê-los.

São relegados ao completo abandono dos governantes e entregues à própria sorte, ficando totalmente dependentes de transferências do Governo Federal (Previdência Social, aposentados/pensionistas, Bolsa Família e funcionalismo público).

O problema se agrava, ainda mais, com a seca prolongada e a falta de obras estruturantes capazes de conviver com o problema – que é cíclico e previsível, mas que só servem para o governo utilizá-lo como instrumento de atribuição de culpa a todas as mazelas.

O Governo do Estado – não é apenas exclusividade desta pífia gestão do governador Robson Faria – ao longo do tempo, nunca procurou envidar esforços para reduzir essa brutal desigualdade produtiva. Ao contrário, tem contribuído, cada vez mais, para agravá-la – dividindo o estado do RN em dois polos, um rico que fica na Grande Natal, outro que existe a partir da Reta Tabajara.

O discurso político desenvolvimentista adotado é mais uma falácia. Não existem estratégias ou políticas públicas voltadas para o fortalecimento das economias dos pequenos municípios do RN, mas, sim, suas segregações e marginalizações.

O governador Robinson Faria age como um medíocre gerente de folha de pagamento, que não dá conta sequer de mantê-las em dia.

O contribuinte fica a indagar: por que, mesmo com uma das maiores cargas tributárias do mundo, o governo presta um serviço de péssima qualidade e ainda não dá conta de pagar os servidores e os fornecedores?

Simplesmente porque é incapaz, não tem planejamentos e nem estudos de viabilidades sérios que façam funcionar minimamente o Estado. Falta-lhe visão empreendedora, liderança, conhecimento profundo da economia de mercado e, principalmente, humildade, transparência, autonomia e vontade de resolver.

SECOS E MOLHADOS

Desafio – De acordo com a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) 77% das prefeituras deverão encerrar o ano de 2016 com as contas no vermelho. Mossoró (RN) faz parte dessa estatística com um rombo superior a R$ 120 milhões. O governo do prefeito “Francisco” pode até terminar o mandato com o pagamento da folha em dia, mas o que se desenha, de acordo com as projeções feitas, a partir dos próprios dados da contabilidade da PMM, é que a prefeita eleita, Rosalba Ciarlini (PP), terá fôlego para pagar somente oito das treze folhas de pagamento, em 2017. Se quiser se sair bem, ela não poderá repetir as mesmas estratégias usadas quando foi prefeita de Mossoró e governadora do RN.

Sem explicação – Em entrevista ao jornalista Reinaldo Silva, publicada no Facebook, a líder dos estudantes da Uern, que acabara de ocupar a sede da Reitoria, gagueja e não consegue explicar minimamente o objetivo da ocupação e da manifestação. Lamentável!

Bola da vez – Talvez, a privatização da Uern não seja a solução viável. Mas, passou da hora de se fazer um enxugamento de seus custos (que tem muita gordura para cortar) e de rever o seu atual formato de gestão (ultrapassado). Da forma como se encontra atualmente, o governo Robinson de Faria não terá mesmo condições de mantê-la. O momento enseja mudanças de estratégias e buscas de soluções para o problema, diante da crise que se aprofundará, ainda mais, em 2017. Não adiantam discursos passionais e manifestações evasivas, nessa hora. Quem quiser defender a Uern, contribua com ideias inovadoras e sustentáveis. Se nada for feito nesse sentido, correrá o risco der ser extinta. A insolvência do Estado do RN não é uma ficção. É realidade e, a Uern, é a “bola da vez”, nas discussões dos poderes.

Inversão de valores – Enquanto um estudante do ensino médio custa R$ 2,2 mil, por ano, um preso no Brasil custa R$ 2,4 mil, por mês. A constatação foi feita pela ministra do STF, Carmem Lúcia – que esteve recentemente fazendo um levantamento sobre os presídios no Estado do RN. Há 34 anos, Darcy Ribeiro profetizou numa Conferência: “Se os governadores não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”. Descaso feito, fato consumado. Não é à toa que o RN ocupa o topo da violência no Brasil. Basta olharmos a política voltada para a educação no Estado e municípios, nos últimos 30 anos. O recorde de homicídios, neste ano, em Mossoró, é um caos anunciado. E poderá piorar, se nenhuma medida estruturante e urgente for tomada.

* Veja a postagem anterior de Carlos Duarte clicando AQUI.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa.

A tempestade perfeita e o malvado favorito

Por Carlos Duarte

O atual debate econômico no Brasil está focado num ‘ajuste fiscal’ paliativo e que não retrata a realidade dos fatos. O governo petista de Lula e Dilma insiste em atribuir que o descontrole da economia brasileira teve origem a partir da crise de 2008 – que o Lula classificou de “marolinha”. Esse pensamento é também compartilhado por muitos economistas, alinhados com os interesses e conveniências particulares, mas o desequilíbrio econômico, agravado a partir de 2009, é estrutural e exige soluções eficazes e ações mais severas.

As medidas, até agora adotadas pela equipe econômica da presidente Dilma, apenas alimentam o círculo vicioso dominante e pioram, ainda mais, a situação.

O desequilíbrio estrutural da economia brasileira não é resultado do descontrole de curto prazo, mas, sim, do crescimento das despesas públicas em índices bem maiores que a renda nacional, há décadas, e que se agravou com o governo populista do PT. A concessão de aumento dos benefícios sociais, os gastos exacerbados com a ineficiente administração púbica direta, a corrupção em todos os níveis de governo e o aumento da carga tributária são alguns dos fatores que corroeram os fundamentos macroeconômicos e tornaram a crise aguda.

Enquanto a carga tributária da grande maioria dos países emergentes não passa dos 30% do PIB, o Brasil supera 35% (2014). Nos últimos 23 anos, a renda real do País cresceu 103%, enquanto a receita de impostos cresceu 184%. Nesse mesmo período, 45% da renda nacional foram alocados para financiar os gastos de governo, que teve sua maior aceleração na gestão petista, a partir de 2003, com as transferências previdenciárias, bolsa família e com outros programas sociais. Também, o crescimento da despesa primária, no período, foi 9% do PIB.

Os gastos foram elevados em quase $500 bilhões anuais, entretanto tamanha fortuna não foi minimamente compatível com a melhoria de qualidade das políticas públicas (saúde, educação, segurança…). Os gastos com a Previdência aumentaram 4,3% do PIB.

O cenário fica ainda pior quando assistimos o fim do bônus demográfico e vemos crescer o aumento do número de idosos – que custa o dobro de uma criança na escola – a uma taxa quatro vezes maior do que a de adultos. Essa dinâmica demográfica vem acarretando um aumento do gasto público há mais de uma década e com projeção de aumento do custo previdenciário de 7,14% em 2014 para 7,87% em 2018 e 8,67% em 2030.

Outro ponto que deve ser considerado no agravamento da crise é a vinculação dos gastos da saúde em 15% da Receita Corrente Líquida da União (RCL), paralelamente aos gastos com a educação, que deverão aumentar para 10% do PIB até 2022, conforme determina o Plano Nacional de Educação (PNE).

Apenas os aumentos com Previdência, Saúde e Educação, juntos, representam um acréscimo médio de 0,4% do PIB, a cada ano, sem levar em conta outros impactos de gastos como, por exemplo, salário-mínimo e fator previdenciário.

Nos últimos quatro anos, a receita recorrente do país vem crescendo a uma taxa de 1,5%, enquanto as despesas com os gastos do governo Dilma vem crescendo num ritmo de 5,4% acima da inflação, agravando o desequilíbrio econômico que ora vivemos.

A grave crise econômica que o Brasil enfrenta atualmente é, portanto, uma crise anunciada, resultado de um governo irresponsável que adotou politicas públicas eleitoreiras, concedendo benefícios incompatíveis com a renda nacional, prometendo o que não era possível, enganando o povo com mentiras e adiando o enfrentamento dos problemas urgentes.

Hoje, somos obrigados a pagar a conta do desgoverno do PT, que promove gastos crescentes, baixo crescimento, desemprego, taxa de juros elevadas, inflação alta, entre inúmeras outras mazelas.

Caso não haja uma rápida reversão dessa rota de gastos públicos e a implementação de uma ampla agenda de reformas, o Brasil caminhará a passos largos para uma prolongada estagflação de consequências imprevisíveis.

A tempestade perfeita se completa com a crise politica-institucional, protagonizada por espetaculares escândalos de corrupção, envolvendo principalmente agentes do Executivo e do Legislativo – que agora tem o presidente Cunha como o ‘malvado favorito’ do PSDB, para agir contra a presidente Dilma.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

LDO é aprovada sob questionamento de índices do PIB

Os deputados aprovaram à unanimidade a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2016, de acordo com a relatoria do deputado José Dias (PSD), previamente aprovado na Comissão de Finanças e Fiscalização (FCC). A mensagem do Governo prevê uma receita estimada de R$ 12,5 bilhões e uma despesa de R$ 12,05 bilhões, gerando um resultado primário de aproximadamente R$ 466 milhões.

A LDO traça as metas fiscais e prioridades da Administração Pública Estadual para 2016; a estrutura e organização dos orçamentos; diretrizes gerais para a elaboração e execução dos Orçamentos Fiscal, da Seguridade Social e de Investimentos do Estado; despesas com pessoal e encargos sociais; alterações na legislação tributária estadual e política de aplicação da agência oficial de fomento.

Despesa com pessoal

Na avaliação do cumprimento das metas fiscais do exercício anterior, o relatório do Governo apontou que a despesa realizada em 2014 totalizou R$ 10,1 bilhões; as despesas correntes representaram 92,58% e as despesas de capital 7,42%. O resultado primário foi de R$ 219 milhões, apresentando uma redução da ordem de 8,79% inferior à meta inicial prevista.

O relator aponta que os índices macroeconômicos que servem de base às estimativas para 2016 estão fora da realidade atual: crescimento do PIB de 1,2% enquanto se verifica uma crise econômica, inflação de 5,61% quando está batendo a casa dos 9% e o esforço fiscal mantém-se na casa de 1%.

A estimativa para o crescimento vegetativo da despesa com pessoal foi fixada em 7%.

Veja mais detalhes clicando AQUI.

Veja também: Assembleia aprova seis projetos em sua última sessão clicando AQUI.

Programa do Democratas critica inoperância de gestão do PT

O programa partidário do Democratas, que irá ao ar em rede nacional de rádio e televisão nesta quinta-feira (22), às 20h, faz duras críticas ao governo do PT e aponta a inflação, juros elevados, baixo índice de investimento e economia estagnada como os principais problemas que travam o crescimento do país. O programa lembra que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, em 2013, foi o segundo pior da América Latina.

“O Brasil se tornou um país caro. Caro para quem quer investir aqui e para os brasileiros que sabem que a feira da semana que vem será mais cara da que se faz hoje”, diz o presidente do DEM, senador José Agripino (RN). O parlamentar comenta ainda a perda da credibilidade do Executivo e sua incapacidade de atrair investimentos. “O governo, com baixa credibilidade, está perdendo grandes oportunidades para fazer o Brasil voltar a crescer. Por isso, há um clima de desconfiança dos mercados e um desânimo na sociedade”.

O partido também ressalta o prejuízo bilionário do país com a compra da refinaria de Pasadena (EUA), os indícios de corrupção na Petrobrás, as obras inacabadas e as promessas não cumpridas pela presidente Dilma Rousseff, além de críticas ao caos da saúde pública e a crise na Eletrobrás “por uma gestão incompetente e irresponsável”.

Como proposta para combater a estagnação econômica do Brasil, o Democratas defende a redução da máquina pública, mais privatizações e concessões e o aumento da taxa de investimento para 25% do PIB. O partido também sugere menos impostos e burocracia, mais apoio ao agronegócio e incentivo aos jovens empreendedores.

Participaram do programa nacional do Democratas os deputados federais Mendonça Filho (PE), Ronaldo Caiado (GO) e Onyx Lorenzoni (RS), além do pré-candidato ao governo da Bahia, Paulo Souto, e do ex-prefeito do Rio de Janeiro César Maia.

Com informações da Assessoria de Imprensa do DEM.

Proposta quer 10% do PIB investido em educação

UOL

Os deputados da comissão especial de análise do PNE (Plano Nacional de Educação) aprovaram no começo desta noite um destaque que determina investimento direto de, no mínimo, 10% do PIB em educação até final da vigência do plano, em 2020. Antes disso, em cinco anos, esse percentual deverá ser de, no mínimo, 7%.

Atualmente, o país aplica 5,1% do PIB em educação.

Ministro pessimista

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou nesta terça-feira (26), em nota, que a proposta aprovada hoje pela Câmara dos Deputados que destina 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação é uma “tarefa política difícil de ser executada”.

“Em termos de governo federal equivale a colocar um MEC dentro do MEC, ou seja, tirar R$ 85 bilhões de outros ministérios para a Educação. É uma tarefa política difícil de ser executada”, afirma o ministro. Segundo o MEC, a proposta equivale “dobrar em termos reais” os recursos para a área no orçamento das três esferas de governo (municípios, Estados e União).

O ministério afirmou que vai estudar, ainda, as “repercussões e as implicações” da decisão e aguardar a tramitação no Senado, para onde o texto segue agora.

Nota do Blog – Os chamados ‘tigres asiáticos’ e nas últimos décadas a própria China passaram a mudar sua história com pesados investimentos em educação. Se continuarmos esperando a ‘divisão do bolo’, sem que socializemos o conhecimento e as oportunidades, teremos mais alguns séculos de atraso.

Mas o ministro Mercadante deve ser mais um que acha que educação é “gasto”. Rosalba Ciarlini (DEM) está fazendo escola.