A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) acompanhou nesta quarta-feira (16), nova visita do Consórcio Intersal ao Terminal Salineiro de Areia Branca – Luís Fausto de Medeiros (TERSAB), o Porto-Ilha. Arrendatário do equipamento por 25 anos, conforme leilão ocorrido dia 5 de novembro do ano passado (veja AQUI), representantes do Intersal fez vistoria e conversou com funcionários.
Intersal promoveu reunião e em expectativa de investir mais de R$ 6 milhões/ano (Foto: Codern)
Na ocasião teve o anúncio de um processo seletivo para março, alinhado com um cronograma para o Programa de Desligamento Voluntário do Empregado (PDVE) da Codern. O PDVE da Codern proporcionará a abertura de vagas nos Portos de Natal e Maceió, de forma que se possa ofertar esses postos àqueles que hoje estão em Areia Branca, além da possibilidade de cessão, Movimentação para outros órgãos e do aproveitamento pelo Consórcio.
O Processo Seletivo a ser realizado pelo Consórcio será composto de várias etapas: recebimento de currículos, entrevistas individuais, futuras funções e dinâmicas em grupo. Com relação às obras, o Consórcio ficou satisfeito com a execução e agilidade, mostrando que a Codern está cumprindo os prazos estabelecidos.
História
Porto-Ilha foi inaugurado em 1974 e tem administração da Codern até o momento (Foto: arquivo)
O Porto-Ilha é administrado pela Codern e foi construído pelo governo federal nos anos 70. Sua inauguração ocorreu em 2 de setembro de 1974.
Fica a cerca de 26 quilômetros da costa areia-branquense, devido principalmente a necessidade de atendimento à indústria salineira. Sua área física total é de 35.114m².
Por ele passa cerca de 40% do sal potiguar, para consumo interno e exportação.
O Consórcio Intersal arrendou o terminal por esse período, com expectativa de investir R$ 164 milhões ao longo desse período, valor anual da ordem de R$ 6,5 milhões.
Da Codern estavam presentes os diretores Ulisses Danilo Silva Almeida (Presidente Substituto), Francisco Mont’Alverne Pires (Técnico-Comercial), gerentes e assessores. Pelo Consórcio Intersal, os diretores Roberto Zitelmann e Ricardo Oliva (Intermarítima), Rafael Mandarino e Airton Torres (Salinor/Navenor) e técnicos.
A movimentação de cargas no Porto de Natal aumentou 150,10% no mês passado, chegando a 105.206 toneladas. O aumento de contêineres embarcados e o embarque de açúcar foram determinantes para o resultado. No mesmo período de 2021, a quantidade movimentada foi 42.066 toneladas.
A movimentação de contêineres teve um aumento de 61,89% em relação ao ano passado. Foram 2.430 contêineres movimentados em 2022 e 1.501 em 2021. Já o número de atracações também cresceu no período, chegando a 17 no mês passado. As cargas que merecem destaque são frutas, açúcar e trigo.
O Terminal Salineiro de Areia Branca também teve um aumento considerável de 34,35% na movimentação, quando 221.374 toneladas de sal foram embarcadas no primeiro mês de 2022. Em janeiro do ano passado a quantidade de sal que saiu pelo Porto Ilha foi de 164.775 toneladas.
Dados gerais do Porto de Natal
Janeiro de 2022: 105.206 toneladas
Janeiro de 2021: 42.066 toneladas
Dados gerais do Terminal Salineiro de Areia Branca
Janeiro de 2022: 221.374 toneladas
Janeiro de 2021: 164.775 toneladas
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Terminal salineiro fica na costa de Areia Branca (Foto: Anderson Barbosa)
Conhecido por Porto-Ilha, o Terminal Salineiro de Areia Branca (TERSAB) vai à leilão, nesta sexta-feira (5), às 15h, na Bolsa de Valores de São Paulo. A expectativa é de alcançar investimento de R$ 164 milhões.
O contrato tem duração de 25 anos – prazo de arrendamento da estrutura, com 35.114 metros quadrados. No mesmo pacote de privatizações do Porto-Ilha, estão os portos de Maceió (AL) e Fortaleza (CE).
O leilão segue o ritmo de privatizações do Governo Federal. No último dia 29, ocorreu o certame da Rodovia Via Dutra/Rio Santos. Nesta quinta-feira (4), ocorre o leilão do serviço de Internet 5G.
O Terminal Salineiro de Areia Branca Luís Fausto de Medeiros fica no Oceano Atlântico, próximo ao litoral do RN. Está localizado a 14 milhas náuticas da costa de Areia Branca, a 330 km de Natal.
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O Sindicato dos Portuários do RN (SINPORN) aponta que o Porto-Ilha em Areia Branca, oficialmente denominado de Terminal Salineiro de Areia Branca – Luís Fausto de Medeiros (TERSAB), passa por processo de deterioração física, mas também nas relações trabalhista. A entidade, através do seu presidente Pablo Vinícius de Barros, considera que “a atual administração da Companhia Docas do RN (CODERN), gestora do porto, formada por 3 militares, não entende as relações regidas pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT)”.
Em sua opinião, “introduzem a Lei Marcial ao nosso ambiente de trabalho” e deixam os trabalhadores em condições precárias à atuação, além de alheios a processo de arrendamento à iniciativa privada.
Porto-Ilha foi inaugurado em 1974 e tem administração da Codern até o momento (Foto: arquivo)
E enumera problemas corriqueiros no Porto-Ilha: “Denúncias de assédio surgem semanalmente. De gritos e ameaças até jornadas de trabalho muito além das 12h previstas em nossa legislação. O simples lazer dos trabalhadores, que era a pescaria, foi proibido”.
Acrescenta que, “a Codern adquiriu, em 2019 uma nova pá mecânica e um trator de esteiras. Os dois estão abandonados até hoje nas instalações terrestres da empresa, em Areia Branca. Enquanto isso, os trabalhadores são obrigados a trabalharem em equipamentos totalmente sucateados e inseguros, bem como, proibidos de serem utilizados por Termo de Ajuste de Conduta assinado junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O cais de barcaças, onde os trabalhadores precisam ir para atracar as embarcações menores que chegam ao porto, está com boa parte de sua estrutura destruída, em mais uma situação de grave risco à vida dos trabalhadores”.
Adiante, Pablo Vinícius afirma que “a atual administração vem reduzindo, cotidianamente, a quantidade e qualidade da alimentação servida aos trabalhadores. Em episódio recente, os trabalhadores da equipe de mecânica precisaram concluir um serviço, além do horário habitual, e só encontraram um pouco de arroz e feijão para dividirem”.
Também relata que “em novembro de 2020, a administração da Codern estabeleceu um novo Normativo de Horário de Trabalho que determinou, ilegalmente, a jornada diária das 06h às 20h, para os trabalhadores da manutenção. E que ainda seriam obrigados a ficarem de sobreaviso nas outras 10 horas do dia. O Sindicato tentou negociar a revogação da norma, sem sucesso, e entrou com dissídio coletivo. Para piorar ainda mais a situação, e como já é de conhecimento público, o Terminal Salineiro está em processo de arrendamento”.
“A previsão é que o arrendatário assuma as operações do porto até o final do ano em curso e a administração da empresa se recusa a apresentar qualquer proposta sobre a situação dos atuais trabalhadores, que não fazem ideia do que ocorrerá após o arrendamento”, reforça.
O presidente do Sinporn relembra que em setembro de 2020, em reunião com a empresa, foi apresentada uma proposta de aditivo ao acordo coletivo de trabalho com uma gama de opções aos trabalhadores após o arrendamento: o silêncio foi nossa resposta. Sem qualquer possibilidade de avançar nas negociações, o Sindicato convocou uma greve por tempo indeterminado. Infelizmente, o movimento foi suspenso pela justiça. Em 24 de março, a greve foi julgada em 1ª instância e a favor dos trabalhadores, tentamos uma nova reunião com a administração e mais uma vez não houve qualquer proposta.
No início dessa semana, havia sinalizador de novo movimento grevista, mas abortado por ordem judicial.
O outro lado
O Blog Carlos Santos procurou a Codern para se pronunciar sobre postagem que publicamos nessa terça-feira (23) – veja AQUI, além de denúncias do Sinporn que apresentamos acima. Recebemos uma nota que publicamos na íntegra abaixo:
Em atenção à nota que está sendo repassada pelo Sindicato dos Portuários do RN (SINPORN) e visando que a aderência aos fatos e que a verdade prevaleça, a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) sente-se no dever de esclarecer que:
O processo de arrendamento do Terminal Salineiro de Areia Branca iniciou-se no final de 2019 e essa decisão foi tomada pela grande demanda de investimentos para a manutenção e modernização da planta ali existente, como uma forma de incluir a iniciativa privada em face da escassez de recursos existentes no âmbito da CODERN.
Desde esses momentos iniciais, a Companhia buscou manter o diálogo e a conversação com o Sindicato, compreendendo a incerteza com o futuro, que era gerada em face da decisão a ser implementada. Infelizmente o SINPORN frustrou essas tentativas, seja buscando compromissos inexequíveis ou impondo condições fora do alcance da CODERN.
Essa atitude mostrou uma falta de foco quanto à questão maior que se avizinha, qual seja, buscar uma solução para a inevitável redução do quadro de funcionários, uma vez que deixará de atuar como operador portuário. Nesse ponto, é importante que relembremos, que o mal estado das instalações do Terminal Salineiro já é conhecido desde há alguns anos, sendo que os investimentos necessários para a sua correção atingem uma cifra que gira em torno de 150 milhões de reais e que será coberta pelo arrendatário e pela União.
Visto isto, passemos às declarações do Sindicato:
* Quanto à jornada de trabalho a CODERN enfatiza que segue o Acordo Coletivo de Trabalho, assinado com o Sindicato. Ressalta-se que TODOS os colaboradores que trabalham no Terminal Salineiro de Areia Branca (TERSAB) recebem 40% adicional para trabalharem além das 12h, quando estritamente necessário (aí computado o chamado sobreaviso). Não se pode esquecer que estamos falando de uma plataforma situada a 14 Km do litoral, o que implica em uma certa autonomia nas suas necessidades, em especial no que tange à manutenção. Deve ser realçado que em reunião com a Direção do SINPORN, na manhã de segunda-feira (22), o assunto foi discutido e encontrava-se em negociação entre a CODERN e o Sindicato, pois não há consenso nesse ponto. Como consta do ACT, os órgãos fiscalizadores poderão interpelar e determinar a suspensão de pagamento para TODOS os colaboradores do Porto Ilha.
* Não é verdade que “os trabalhadores são obrigados a trabalharem em equipamentos totalmente sucateados e inseguros, bem como, proibidos de serem utilizados por Termo de Ajuste de Conduta assinado junto ao Ministério Público do Trabalho”, o Termo de Ajustamento de Conduta, mencionado, não proibiu a utilização das máquinas e sim determinou adequações. As máquinas existentes, embora com mal aspecto (o ambiente em face da grande quantidade de sal é altamente propício à corrosão) só são guarnecidas quando em condições satisfatórias de operação.
* Mesmo assim, visando mitigar a situação, novos equipamentos de alta capacidade e custo (pá mecânica e um trator de esteiras), foram adquiridos no final de 2019 e entregues no início de 2020. Estão guardados, com segurança, no pátio da Gerência do TERSAB e aguardavam recursos na ordem de aproximadamente R$ 1 milhão para que ocorresse a transferência adequada e segura ao Terminal, que já está contratada e acontecerá no mês de abril. O atraso nesse embarque, foi causado por eventos ocorridos no setor marítimo e pela situação de pandemia, que reduziram drasticamente a disponibilidades de cábreas, uma vez que os guindastes existentes no Terminal não possuem a capacidade necessária para realizar a manobra com a segurança necessária.
* A recuperação do cais de barcaças, faz parte do leque de investimentos que cabem à União no processo de arrendamento e, para tanto, a CODERN recebeu recursos do Governo Federal para realizar diversas obras no Terminal Salineiro antes do arrendamento, previsto, ainda, para 2021. Dentre essas obras, encontram-se a recuperação do cais de barcaças e dos “dolfins” de atracação dos navios graneleiros. No dia de hoje (24/03), a Comissão de Licitação desta Companhia Docas abriu as propostas das empresas interessadas em realizar essa recuperação do cais e dolfins, portanto, as ações estão em andamento para sanar tal situação.
* As refeições dos funcionários no atual momento seguem determinações da ANVISA em virtude da pandemia. São oferecidas seis refeições diárias, atendendo a todas as normas de segurança alimentar e com acompanhamento de nutricionista.
* No tocante à situação dos funcionários do TERSAB, em função do arrendamento, o Sindicato está ciente do esforço que está sendo feito para realocá-los para os Portos de Natal e Maceió, além de oferecer a opção do Plano de Demissão Voluntária (PDV), o qual deverá ter sua primeira versão pronta em abril. E no que tange à cessão de funcionários para outros órgãos públicos, o tema deverá ser conversado, especialmente com o Ministério da Economia (SEST), dentro de um marco de um possível período de transição. Portanto, será disponibilizado um leque de opções a ser discutido individualmente com cada colaborador.
* Com relação a judicialização da greve realizada em setembro de 2020, cabe salientar que a sentença (referida decisão de 1ª Instância do Processo nº 0000475-39.2020.5.21.0003) foi contrária a duas decisões do TRT da 21ª Região (Mandado de Segurança nº 0000401- 91.2020.5.21.0000), sendo uma em sede de liminar, que determinou a suspensão imediata da greve, declarando-a ilegal, e outra, de forma colegiada, que não deu provimento ao agravo regimental do SINPORN, que tentava reverter essa decisão. Nesse passo, a sentença em favor do Sindicato foi objeto de recurso da CODERN, que também requereu efeito suspensivo a esse recurso, o que foi concedido por nova decisão do TRT da 21ª Região (Processo nº 0000081- 07.2021.5.21.0000), que inclusive ressaltou que ainda estaria em vigor a suspensão da greve, diante da sua ilegalidade, objeto da mencionada liminar no processo do Mandado de Segurança (Processo nº 0000401-91.2020.5.21.0000).
* No tocante à pescaria, foi proibida por questões de segurança. O Terminal é uma área operacional, restando poucos lugares livres da operação de equipamentos, que não apresentam segurança para pessoas praticarem atividade de pesca amadora, especialmente no período noturno e, relembrando que, embora amadora, necessita ser autorizada e licenciada pelo IBAMA.
* Por fim, não há ilegalidade sobre o Presidente do Sindicato ter que embarcar ao Terminal somente com autorização. Por se tratar de área alfandegada, necessita de autorização prévia para acesso, seguindo normas impostas pelos órgãos fiscalizadores, principalmente nesse momento de pandemia da covid 19. Na maioria das vezes, foi dada devida autorização a fim do dirigente sindical conduzir algum tipo de assembleia ou realizar reuniões ou trabalhos.
* Sobre a acusação de assédio, a Diretoria, ao tomar conhecimento, tomou todas as medidas necessárias para se verificar a veracidade dos fatos, mesmo cabendo ao acusador apresentar o ônus da prova. Assim, continuamos comprometidos em apurar as denúncias, mediante provas concretas.
A CODERN é uma empresa que prima pelas relações republicanas respeitáveis, portanto, continuamos inteiramente comprometidos com o diálogo com seus colaboradores e Sindicato.
Nota do Blog – O leilão deverá acontecer por volta de setembro próximo, com a empresa/grupo vencedor ficando na gestão desse equipamento por 25 anos.
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Os trabalhadores do Terminal Salineiro de Areia Branca – Luís Fausto de Medeiros (TERSAB), mais conhecido por Porto-Ilha, estão realizando movimento grevista. Paralisação de advertência é por pelo menos 48 horas – hoje e amanhã (sexta-feira, 20).
O Sindicato dos Portuários do RN (SINPORN) aguarda a abertura do diálogo com a Companhia Docas do RN (CODERN), para negociação de pauta dos trabalhadores.
A Codern até que tentou dispersar e levar os grevistas à retomada do trabalho, mas não conseguiu pela via legal.
O juiz Zeu Palmeira Sobrinho indeferiu pedido de reconhecimento da ilegalidade da greve, “ante a ausência dos requisitos necessários para a sua concessão”, disse o titular da 10ª Vara do Trabalho de Natal.
Entre outros pontos, os portuários se movimentam contra possibilidade de privatização do Porto-Ilha (veja AQUI) em Areia Branca.
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O Conselho de Administração (CONSAD) da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) elegeu e empossou o novo diretor-presidente da empresa pública no final da tarde desta sexta-feira (29) em Natal, após indicação referendada pelo Ministério da Casa Civil.
Transformada em empresa estatal (da União) há poucos dias, haja vista que era uma Sociedade de Economia Mista (capitais público e privado), a Codern terá o engenheiro Fernando Dinoá Medeiros como seu principal dirigente.
Com mais de 30 anos de experiência na indústria do petróleo, foi um dos diretores da Petrobras e também militou no setor privado.
Presidiu a Companhia Potiguar de Gás (POTIGÁS) entre Janeiro de 2012 e outubro de 2013.
A Codern administra no RN os portos do Natal e Terminal Salineiro de Areia Branca, o Porto-ilha.
Com informações da Assessoria da Codern.
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A Companhia Docas do Rio Grande do Norte – CODERN – comunica a desinterdição do Terminal Salineiro de Areia Branca (TERMISA), conhecido como “Porto-Ilha”.
O fato ocorreu às 8h desta quinta-feira (14), após nova vistoria realizada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na tarde da quarta-feira (13).
A plataforma localizada no Oceano Atlântico é responsável pelo escoamento de cerca de 45% do sal produzido no Rio Grande do Norte e já está novamente em funcionamento.
“A interdição ocorreu no dia 01 de dezembro e a Codern vai intensificar esforços para evitar prejuízos econômicos”, garantiu a empresa, em comunicado veiculado nas redes sociais há poucos minutos.
Trabalhadores do Porto-ilha no litoral de Areia Branca paralisaram suas atividades.
É uma parada de advertência por 36 horas, devido constantes atrasos salariais.
Ficam atuando apenas quantidade mínima de trabalhadores, para funcionamento básico dessa estrutura por onde é feito o escoamento de cerca de 40% da produção de sal do estado.
Eles são vinculados à Companhia Docas do RN (CODERN), empresa estatal potiguar.
O Terminal Salineiro de Areia Branca Luiz Fausto de Medeiros, o Porto-ilha, Fica localizado a 14 milhas náuticas (aproximadamente 26 km) da costa desse município e a 330 km de Natal.
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O presidente da República, Michel Temer (PMDB), garantiu agilidade na análise dos pleitos da indústria salineira do Rio Grande do Norte. Em audiência no Palácio do Planalto, nesta quarta-feira (27), com representantes do setor, deputados e senadores potiguares, além de prefeitos e do governador Robinson Faria (PSD), o chefe do Executivo federal ouviu por mais de uma hora explanação sobre as dificuldades dos salinicultores.
Foi dissertado que a atividade multissecular assegura mais de 70 mil empregos diretos e indiretos, com representando 97 por cento da produção nacional do sal marinho do país.
Temer (centro, de costas) esteve durante longa audiência com comitiva potiguar (Foto: Marcos Correa)
Na reunião, o grupo entregou ao presidente um documento priorizando três pontos fundamentais para o setor: a elaboração de um decreto reconhecendo a atividade salineira como de interesse social atestando segurança jurídica, o aumento da alíquota que protege o sal brasileiro da concorrência “predatória” do Chile e a reforma do Porto Ilha, por onde é escoado 70% do sal produzido no estado.
“Pela representatividade desta audiência, reconheço a importância do setor para o estado. Prometo analisar com brevidade e detalhes a questão da elaboração do decreto, o reestudo da alíquota para o setor, além do reparo urgente do Porto Ilha”, garantiu o presidente Temer.
Marco regulatório
Para um dos dirigentes do Sindicato da Industria do Sal (SIESAL), Airton Torres, que fez uma narrativa minuciosa sobre a história do sal na região, a necessidade de deixar o setor protegido e acobertado pelo Código Florestal Brasileiro é urgente. “Não temos um marco regulatório e nossa atividade não pode ser transferida para outro local. São três séculos de história, seis milhões de toneladas de sal produzidas por ano e um faturamento que beira 1 bilhão de reais”, declarou o empresário.
Também participaram da audiência o senador Garibaldi Alves (PMDB), os deputados federais Rafael Mota (PSB), Fabio Faria (PSD), Walter Alves (PMDB), Rogério Marinho (PSDB), Beto Rosado (PP) e o coordenador da bancada federal, deputado Felipe Maia (DEM); os deputados estaduais Jacó Jácome (PMN), Larissa Rosado (PSB) e Souza (PHS); os prefeitos Túlio Lemos (Macau), Sael Melo (Porto do Mangue), Rosalba Ciarlini (Mossoró), José Maurício Filho (Grossos) e Iraneide Rebouças (Areia Branca); as vereadoras Sandra Rosado (PSB-Mossoró), Clorisa Linhares (PSDC-Grossos), Izabel Montenegro (PMDB-Mossoró); além dos representantes da indústria salineira como Renato Fernandes (SIMORSAL), Tasso Rosado (SOCEL), Francisco Ferreira Souto (SIESAL), Herbert Vieira (CIMSAL), Ceiça Praxedes (REFIMOSAL), Carlos Frederico (NORSAL), Eduardo Medeiros (SALINA SÃO CAMILO), Fernando Rosado (UNISAL) e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), Amaro Sales.
O ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), acompanhou o presidente Temer na audiência.
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O deputado federal Walter Alves (PMDB) recebeu em Natal nessa sexta-feira (10), comitiva de prefeitos liderados pelo deputado estadual Manoel Cunha Neto (PHS), o “Souza”. Com ele, os prefeito Antônio Bolota (PHS) de Governador Dix-sept Rosado e Sael Melo (PHS) de Porto do Mangue.
Walter garantiu encaminhamento de pleitos de Sael, Souza e Bolota (Foto: cedida)
Na pauta, reivindicações para os municípios. O deputado Walter comprometeu-se a encaminhar em Brasília, pleitos voltados para a Saúde, Turismo e Agricultura.
A reunião – ocorrida às 15h no escritório de trabalho de Alves, também ensejou oportunidade para que os deputados afinassem conversas políticas, analisando a conjuntura atual na política estadual e também nacional.
Agripino
Esse sábado (11) também ambientou encontro de Souza, Antônio Bolota e Sael Melo com o senador José Agripino (DEM). Foram tratados pleitos relacionados à melhoria no sistema educacional do Município. O senador de comprometeu a encaminhar junto ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), demandas relacionadas à construção de creche e escolas, mobiliário escolar e construção de escolas.
FNDE e Porto-Ilha foram temas tratados com José Agripino (Foto: divulgação)
O deputado Souza também falou em relação ao empenho da classe política na luta pela não devolução dos recursos repassados pelo FNDE aos municípios e ao estado do RN. “Essa questão inviabiliza dezenas de municípios potiguares, que usaram de boa-fé e corretamente os recursos, não tendo meios à devolução”, arguiu Souza.
O senador garantiu total empenho.
Porto-Ilha
Outra reivindicação foi relacionada a melhorias no Porto-Ilha em Areia Branca. O senador informou que conseguiu recursos da ordem de 10 milhões de reais para investimento na estrutura do terminal.
Com informações das Assessorias de Walter Alves e Souza.
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A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) foi comunicada nesta sexta-feira (16), que o senador José Agripino Maia (DEM-RN) conseguiu incluir no Orçamento de 2017 uma emenda de R$ 10 milhões para obras de manutenção do Terminal Salineiro de Areia Branca.
O anúncio foi feito após reunião do parlamentar com o relator do Orçamento 2017, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), onde também participou o presidente da Comissão Mista de Orçamento, deputado federal Arthur Lira (PP-AL).
O pleito foi feito ao senador José Agripino pelo presidente da CODERN, Emerson Fernandes Daniel Júnior, em audiência no dia 09 de novembro, após agenda no Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil para se buscar recursos e melhorias na infraestrutura do também chamado Porto-Ilha.
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Depois das assembleias convocadas pelo Sindicato dos Portuários do RN (Sinporn) e realizadas na sede da entidade, em Natal, e na Delegacia representativa, em Areia Branca, os funcionários da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) decidiram fazer uma parada de advertência de três dias.
De acordo com o que foi deliberado nas reuniões da categoria, o movimento paredista inicia nesta quinta-feira, 17, prosseguindo na sexta-feira, 18, e no sábado, 19, no Porto de Natal e no Terminal Salineiro de Areia Branca.
A parada de advertência é em virtude da demora da Companhia na aprovação do novo Plano de Cargos, carreiras e Salários (PCCS) em tramitação há anos. A categoria também reivindica melhores condições de trabalho no Terminal Salineiro de Areia Branca.
A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN) comemora um aumento de 11,28% em relação a 2015, na movimentação dos Portos do Rio Grande do Norte, somente no mês de janeiro de 2016.
O balanço do mês foi apresentado pelo Diretor-Presidente, Emerson Fernandes Daniel Júnior, que lembrou os excelentes números já apresentados em 2015: “Vale ressaltar que em janeiro já tivemos um aumento geral de 11,28% em relação ao mesmo período de 2015, que foi um ano onde superamos as metas estabelecidas pela própria empresa”.
Areia Branca
No Porto de Natal a movimentação em janeiro de 2015 foi de 42.398 toneladas, passando para 49.684 toneladas movimentadas em janeiro de 2016, o que representa um aumento de 17,19%.
Já no Terminal Salineiro de Areia Branca foram movimentadas 177.098 toneladas de sal em janeiro de 2015, passando para 197.080 toneladas em janeiro 2016, representando um aumento de 9,43%.
Em janeiro, mais de 134,7 mil toneladas de sal deixaram o Porto-Ilha de Areia Branca embarcadas em navios com destino ao exterior e às regiões Sul e Sudeste do Brasil. A quantidade representa um aumento de 9,43% comparado ao mesmo mês do ano passado.
No acumulado de 2015, foram embarcadas 1,95 milhão de toneladas do produto. Além de superar a expectativa – que era de 1,8 milhão – a operação foi superior à de 2014 em 427 mil de toneladas, o que representou um incremento de 28% de um ano para o outro.
O volume de sal que deixa o Estado pelo mar deve ser ainda maior a partir de agora. Desde o ano passado, o porto de Natal também passou a embarcar sal a granel. As operações deste tipo devem continuar na capital. As informações são da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), que administra os portos de Natal e de Areia Branca.
De acordo com o diretor-presidente, Emerson Fernandes, a perspectiva para 2016 é aumentar ainda mais a quantidade de sal que sairá do estado através do Porto Ilha de Areia Branca. “A meta é 2,2 milhões de toneladas. E acredito que a gente possa até superá-la”, apontou.
Em números arredondados, 60% da produção é escoada para o exterior e 40% são consumidos pelo mercado interno.
Em companhia do Ministro do Turismo, o potiguar Henrique Eduardo Alves, o Presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (CODERN), Emerson Fernandes, esteve reunido nesta terça-feira (01), em Brasília, com o Ministro de Portos, Hélder Barbalho, para discutir melhorias em torno do Terminal Salineiro de Areia Branca, que no mês de novembro bateu recorde com a movimentação de 252 mil toneladas de sal.
Audiência permitiu mostrar necessidades do Porto-ilha à economia do estado (Foto: Geraldo Gurgel)
Emerson Fernandes solicitou ao Ministro de Portos a liberação de recursos para ampliar e melhorar a infraestrutura do Porto Ilha, já que a seca no Nordeste ampliou a produção de sal no Rio Grande do Norte. Já os países de clima frio aumentaram as encomendas para uso do sal no degelo da neve.
Indústria química
Sensibilizado com o apelo do ministro do Turismo, Hélder Barbalho disse que, apesar da escarces de recursos, vai liberar parte do orçamento da Codern previsto para manutenção do porto de Areia Branca.
O Porto Ilha é considerado um aliado estratégico para a indústria química. Além disso, 96% do sal brasileiro saem do Rio Grande do Norte.
O produto faz parte de 114 dos 150 principais produtos da indústria química. O sal também é componente de 14 mil itens de bens e de consumo, a começar pela culinária.
A ex-deputada Sandra Rosado, acompanhada de empresários do setor salineiro, também participou do encontro com os ministros.
O Terminal Salineiro de Areia Branca, que é administrado pela Companhia Docas do RN (Codern), fechou o ano de 2013 com um saldo positivo no volume de sal embarcado. Em comparação com 2012, o Porto-Ilha conseguiu movimentar um volume 23% superior em 2013, o que se atribui, dentre outros fatores, a medidas administrativas da Companhia para acelerar as operações envolvendo embarque de sal.
Terceiro dirige Codern
Em 2012 o Terminal Salineiro fechou o ano com 997,296 toneladas de sal embarcado. Já em 2013, após fechamento do balanço anual, a gerência administrativa da Codern em Areia Branca constatou um volume significativamente superior ao do ano anterior, chegando à ordem de 1.227 milhão de toneladas de sal movimentado pelo Porto-Ilha, o que acrescenta 229.704 toneladas em relação à movimentação de 2012.
A circulação de navios também cresceu em relação ao ano retrasado. Enquanto em 2012 passaram 38 navios pelo Terminal Salineiro de Areia Branca, em 2013 atracaram no Porto-Ilha 45 navios para embarque de sal.
O ano passado foi marcado por um crescimento que não acontecia desde 2008, ano a partir do qual o Terminal experimentou sucessivas quedas na produção e exportação de sal para o mercado interno e externo. A entrada do sal chileno no país e as constantes chuvas verificadas nesse período contribuíram para o desempenho abaixo do esperado.
Novos clientes
Mas tudo foi revertido no resultado da produção de 2013, graças a uma série de medidas tomadas pela Companhia Docas do RN na intenção de retomar o crescimento e recuperação econômica do Porto Ilha.
“O ano de 2013 representou para a gente um ano de grandes vitórias, entre elas o aumento do volume de sal embarcado, do fluxo de navios de grande porte, acima de 40 mil toneladas, a chegada de novos clientes. Além disso, as perspectivas para este ano de 2014 é que tenhamos esses números ainda maiores”, destaca a gerente do Terminal Salineiro de Areia Branca, Tássyla Talyne.
O sal que é produzido no Rio Grande do Norte sai do Terminal Salineiro de Areia Branca para três países e para o mercado interno. Os países que compram sal ao Terminal Salineiro são Nigéria Camarões e Canadá. Já no mercado interno, os clientes brasileiros são os portos de Santos, Paranaguá, Porto Alegre, Arraial do Cabo, Vitória e Pará.
Em 2013 o Porto-Ilha de Areia Branca conquistou dois novos clientes, que foram a Salina Diamante Branco e a Salinor. Já para 2014 a perspectiva é que a Ilha receba, já no início desse ano (a partir de fevereiro), mais um novo cliente, que é o Grupo Maranata.