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Câmara institui o Seminário Vidas Negras

A Câmara Municipal de Mossoró instituiu o Seminário Vidas Negras, ao aprovar o Projeto de Resolução 10/2021, na sessão desta terça-feira (26). Iniciativa da vereadora Marleide Cunha (PT), o Seminário Vidas Negras será realizado anualmente.

A primeira edição está prevista para o próximo dia 18 de novembro, às 9h, no plenário do Poder Legislativo.

Organizado pela Câmara, preferencialmente na semana de 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, o evento é concebido como espaço para debate, reflexão e sugestão de políticas públicas, com vistas a mudanças de atitudes na sociedade e na vida dos negros e negras.

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TCE reajusta para R$ 35,4 mil subsídios de conselheiros

Resolução publicada (Reprodução)

Os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) reajustaram seus subsídios. O projeto de resolução foi publicado nesta sexta-feira (19).

Com a resolução, os vencimentos dos conselheiros e procuradores chegam a R$ 35.462,22 (correspondente a 90,25% do subsídio de um ministro do Supremo Tribunal Federal-STF).

O conselheiro substituto passa a receber R$ 33.689,11.

O acréscimo é de 16,38%.

Na quarta-feira (17), projeto de lei do TCE/RN com esse fim foi retirado de pauta na Assembleia Legislativa, onde seria votado, após várias semanas de tramitação. Virou matéria de decisão interna nesse órgão técnico auxiliar do próprio legislativo, através de projeto de resolução.

O TCE tem seis conselheiros, um ouvidor e três conselheiros substitutos. Foi criado oficialmente em 12 de janeiro de 1961, no final do Governo de Dinarte Mariz.

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Câmara vai diminuir recesso para trabalhar mais

O plenário da Câmara Municipal de Mossoró deverá votar, próxima semana, em caráter de urgência, redução do recesso parlamentar. Conforme a proposta, será reduzido quase pela metade: dos atuais 90 dias para 52 dias. Corte de 38 dias.

Izabel (centro) comandou reunião que avançou para proposta única sobre recessos (Foto: CMM)

Em reunião, na manhã de hoje (21), os vereadores Izabel Montenegro (MDB) e Ozaniel Mesquita (PR), autores de duas proposições sobre o mesmo tema, chegaram a um acordo para apresentar o texto de forma conjunta.

Hoje, o recesso no plenário da Câmara compreende todo o mês de julho (30 dias) e de 15 de dezembro a 15 de fevereiro (60 dias).

Encurtamento

A proposta que será submetida aos demais vereadores será de 17 de julho a 1º de agosto (14 dias) e de 23 de dezembro a 1º de fevereiro (38 dias), o que totalizará os 52 dias.

A medida será apresentada na forma de Projeto de Resolução (regulamentação interna na Câmara) e de Projeto à Lei Orgânica do Município (fixação na “Constituição Municipal”).

Nota do Blog – Decisão absolutamente exemplar e diferenciada, para marcar essa legislatura tão sofrível até aqui. Bom exemplo a ser seguido, por exemplo, pelo Judiciário.

Por que não?

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Mesa diretora tem definição para sua posse

A Câmara Municipal de Mossoró marcou para o dia 3 de janeiro (quinta-feira), às 10h, posse da Mesa Diretora para o biênio 2019-2020.

Resolução, aprovada semana passada, faculta agendamento de data de consenso, em caso de posse de presidente reeleito.

Antes, a posse ocorria dia 1º de janeiro, impreterivelmente.

A presidente Izabel Montenegro (MDB), reeleita em outubro de 2017, liderará a Mesa Diretora nos próximos dois anos.

Os demais componentes serão os vereadores Flávio Tácito (PPL), 1º vice-presidente; Alex do Frango (PMB), 2º vice-presidente; Aline Couto, 1ª secretária; Ozaniel Mesquita (PR), 2º secretário; Genilson Alves (PMN), 3º secretário, e Manoel Bezerra (PRTB), 4º secretário.

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Dinheiro a mais na Câmara de Mossoró

Atentai-vos, mossoroenses!

Atentai-vos!

Sorrateira articulação nos intramuros da Câmara de Mossoró costura uma modalidade de 13º salário para os parlamentares.

Isso mesmo.

Não precisamos desenhar.

Para materializar a “engorda”, o caminho legal é a aprovação de um projeto de resolução.

Não há consenso. Existem vozes discordantes.

Atentai-vos!

Projeto é um recado ao Governo Cláudia Regina

O Projeto de Resolução número 005/2013, que altera o Artigo 189 da resolução de número 001/1997, do Regimento Interno da Câmara de Mossoró, é um silencioso e retumbante recado ao Executivo mossoroense.

Ao ser aprovada hoje por unanimidade, com votos do governismo e dos oposicionistas (veja postagem abaixo), a proposição impõe freios a eventuais manobras do Executivo à aprovação urgente de projetos do seu interesse.

A justificativa de que a mudança “agiliza” o processo legislativo, posto no arrazoado do requerimento do projeto, na verdade é uma contradição com o próprio cerne da matéria.

Ao estabelecer que nenhuma matéria pode ser apreciada e votada com urgência “com menos de 8 (oito) dias) de protocolado na Secretaria Legislativa da Casa”, o Projeto de Resolução impede justamente a pressa. E a pressa costuma ser do Executivo, quando quer algo aprovado sem discussão, de cima para baixo.

Recado

O que está em evidência nessa decisão da Câmara, num consórcio entre governistas e oposicionistas, não é apenas e tão-somente o zelo com o processo legislativo. Existe, embutido, um recado ao Palácio da Resistência, sede da municipalidade.

A bancada governista está em choque com o Governo Cláudia Regina (DEM), numa convivência conflituosa. A crise praticamente não vem à tona.

Sentindo a fragilidade no relacionamento, a oposição age como se fosse um vírus oportunista.

Dessa convergência entre oposição e situação nasceu o Projeto de Resolução que foi aprovado sem maiores dificuldades.

Impor aprovações no estilo vapt-vupt, é da natureza histórica do Executivo mossoroense. Com maioria na Casa, o prefeito (a) manda projetos que muitas vezes sequer são lidos pela maioria dos vereadores. Terminam aprovados sem qualquer leitura crítica ou debate de verdade.

Na legislatura atual e na passada, não faltam exemplos nefastos que atentam contra princípios da democracia, como independência e autonomia dos poderes.

Câmara aprova projeto que freia votações “vapt-vupt”

A Câmara Municipal de Mossoró aprovou por unanimidade, Projeto de Resolução de autoria do vereador Francisco José Júnior (PSD) que pode ser um grande diferencial na atividade legislativa, além de produzir freio ao poder imposto pelo Executivo.

Francisco: projeto freia poder do Executivo

É o fim de aprovações de projetos do Executivo, em caráter “vapt-vupt”, ou seja, chegou – aprovou.

A matéria estabelece um prazo mínimo de 8 dias à tramitação na Casa Legislativa de projetos de qualquer natureza, sob regime de urgência.  Modificou o artigo 119 do Regimento Interno da Câmara de Mossoró.

O autor da proposição – que é presidente da própria Câmara – justificou o projeto afirmando que a medida visa oferecer tempo suficiente para que os vereadores conheçam a fundo as matérias a serem votadas.

Contraditório

“É mais um avanço do Legislativo Mossoroense, garantindo a autonomia do Poder Legislativo, a moralidade e a oportunidade de debater e contribuir com os projetos que chegam a esta Casa”, afirmou Francisco José Júnior.

O vereador Alex Moacir (PMDB) – que a exemplo de Francisco José Júnior é da bancada governista – aparteou-o para destacar, mais ainda, a importância do projeto.

– A discussão possibilita a importante inserção do contraditório, que é removido quando da apresentação de projetos em urgência para votação imediata”, afirmou.

Outros vereadores também manifestaram apoio ao projeto de Francisco José Júnior.  Tomaz Neto (PDT), da oposição, disse estar “orgulhoso” pela postura da Casa e parabenizou o autor da proposição pela iniciativa.

Nota do Blog – Veja adiante o que está por trás dessa decisão que misturou forças da oposição e do governismo numa aprovação por unanimidade na Casa.