Roberto Furtado teve três mandatos como deputado estadual (Foto: Reprodução do Novo Notícias)
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte emite nota de pesar pela morte do ex-deputado estadual Roberto Furtado que faleceu nesta quinta-feira (27), aos 91 anos. Ele estava internado no Hospital São Lucas.
Roberto Furtado fundou o MDB em 1965, época em que se dizia que o partido “cabia num fusca”. Ele foi eleito deputado estadual em 1966, 1974 e 1978 (já PMDB).
Foi vice-prefeito de Natal (1985); chefe da Casa Civil da Prefeitura; secretário de Estado de Segurança Pública (1995); e secretário de Administração Pública (1996), cargo que exerceu até o fim de 1998 e ainda exerceu cargos na advocacia, ocupando cargos na OAB.
O Poder Legislativo, em nome dos 24 deputados estaduais, do presidente Ezequiel Ferreira se solidariza com os familiares e amigos pelo momento de dor e luto. Descanse em paz, Roberto Furtado.
Roberto tem uma trajetória importante em momento delicado da vida do país (Foto: Reprodução do Novo Notícias)
Um dos fundadores do MDB no estado em pleno regime militar, o ex-deputado estadual Roberto Brandão Furtado, 91, faleceu nesta quinta-feira (27). Estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Casa de Saúde São Lucas, em Natal, desde o último dia 5.
Deputado estadual por três mandatos, secretário de Estado, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN), Roberto Furtado enfrentou pneumonia e uma obstrução intestinal, que causaram outros problemas. Também passou por cirurgia no hospital, sem reversão do quadro grave.
História
Filho do desembargador João Maria Furtado, nasceu em 2 de junho de 1933 em Natal (RN). Ingressou na Faculdade de Direito de Alagoas em 1951 e ainda no primeiro ano de faculdade fez concurso para provisionado. Sendo aprovado, inscreveu-se na OAB. Formou-se no ano de 1955 e em 1960 exerceu o cargo de procurador fiscal do Rio Grande do Norte. Em 1961 foi aprovado em primeiro lugar no concurso para juiz de Direito, tendo sido nomeado para a Comarca de Umarizal. Por opção pela advocacia, não tomou posse. Exerceu o cargo de procurador da Prefeitura de Natal (1963) e a partir de 1964 – período da ditadura militar –, advogou para mais de cem presos políticos de seu Estado. Roberto Brandão Furtado fundou o MDB no Estado em 1965, elegeu-se deputado estadual em 1966, 1974 e 1978 (já PMDB).
Furtado: história de luta (Foto: arquivo)
Em 1980 foi eleito presidente da Seccional da OAB potiguar, tendo exercido posteriormente o cargo de conselheiro federal da entidade. O advogado potiguar criou na OAB-RN a Comissão de Direitos Humanos e presidiu, ainda, o Comitê de Anistia e o Comitê Pró Constituinte no Rio Grande do Norte. Foi vice-prefeito de Natal (1985); chefe da Casa Civil da Prefeitura; secretário de Estado de Segurança Pública (1995); e secretário de Administração Pública (1996), cargo que exerceu até o fim de 1998.
Escolha acontece desde o ano de 1982 (Foto: Arquivo)
Os trabalhos dos deputados da 63ª legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte serão avaliados na próxima quarta-feira (6/12) com a eleição do Parlamentar do Ano, premiação que ocorre desde 1982 e elege o parlamentar com atuação destacada ao longo do ano. Em 2022, a deputada Isolda Dantas (PT) foi escolhida.
A escolha é feita pelos jornalistas que cobrem as atividades da Assembleia Legislativa e é organizada pelo Comitê de Imprensa da Casa, presidido pelo jornalista Oliveira Wanderley. “Os jornalistas que são membros do Comitê escolhem aqueles que, na sua visão, tiveram atuação de destaque durante o ano”, explica.
Este ano, a eleição irá ocorrer das 8h às 11h, na ALRN. A votação acontece de maneira espontânea, não havendo chapas estimuladas. Cada profissional da imprensa vota de acordo com a avaliação sobre o desempenho parlamentar do político escolhido.
O primeiro parlamentar agraciado com a homenagem foi o ex-deputado estadual Roberto Furtado, em 1982.
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Como assim? Não conheci esse almirante nem ele me conheceu. Mas temos algo que nos aproxima no meio das trevas daquele tempo. Ao ver e ouvir, na televisão, áudios de Ministros do Superior Tribunal Militar (STM), na Década de Setenta, tomo um susto.
Almirante Júlio de Sá Bierrenbach morreu em junho de 2015 (Foto: web)
Um dos áudios, criticando e atestando as torturas é do Almirante Júlio de Sá Bierrenbach. O que tem a ver comigo? Foi ele o relator do meu processo, no STM, no julgamento de recurso na minha condenação na Auditoria Militar do Exército, em Recife.
Fui processado, em Recife, nas três Auditorias. Ali no Cais de Santa Rita. Na Auditoria da Marinha, fui absolvido. Na da Aeronáutica, nunca fui julgado e o processo morreu na anistia. Fui condenado na Auditoria do Exército. Três processos de casos distintos.
Não era fácil conseguir que um recurso chegasse ao STM. Porém, tive a sorte de ser defendido por Boris Trindade e Mércia Albuquerque.Boris era famoso criminalista e teatrólogo, com grande prestígio no Recife. O time se completava com Roberto Furtado, em Natal. Eles conseguiram que o recurso prosperasse.
A segunda luta foi para pautar o julgamento. Meu irmão, Dimas, que já morava em São Paulo há muito tempo, pôs um advogado em Brasília para acompanhar o caso. Eu estava preso na Colônia Penal João Chaves. Onde já cumprira três meses de prisão em 1972, e agora, em 1974, durante quase o ano todo, esperava esse julgamento.
RESUMO. Sorteado o relator, o processo foi para o Almirante Júlio de Sá. Voto de uma lauda e meia, se muito. Que ele terminava com uma observação irrespondível: “Que segurança nacional é essa que nós temos, que pode ser abalada por um discurso de um jovem numa Casa de Estudante lá no Rio Grande do Norte”?
Se havia algum Ministro que julgava haver crime ali, teve vergonha de contrariar o relator. Com votos rápidos, como se dá com julgamentos de réus sem importância, fui absolvido por unanimidade. Boris Trindade me disse, “foi o voto de relator mais conciso, curto e eficiente que vi até hoje”.
O crime era o seguinte. Eu dissera no discurso que o Brasil não tinha presidente, havia no exercício na presidência, ilegitimamente, um fascista torturador. Era Garrastazu Médici. A história confirmou minha fala.
Esse caso está registrado no segundo volume da Obra “Brasil Nunca Mais, o perfil dos atingidos”. Obra organizado sob a proteção da Arquidiocese de São Paulo e de Pastores evangélicos Metodistas, tudo com a supervisão de D. Paulo Evaristo Arns.
Tenho duas carteiras de inscrição na OAB. Uma na OAB de São Paulo. Outra na OAB do Rio Grande do Norte. Explico.Quando o advogado era inscrito numa seção e precisava transferir a inscrição, tinha de devolver a carteira da inscrição originária.
Minha inscrição na OAB de São Paulo deu-se num período em que eu militava no Fórum Clóvis Beviláqua, penal, e no Fórum João Mendes, cível. Após período de clandestinidade na Capital paulistana. Misturava advocacia com jornalismo.
No dia da minha inscrição, o Secretário da OAB/SP era MárcioThomaz Bastos, que assinou minha carteira. Assinaram a folha de endosso, por exigência legal, dois advogados. Lívio de Souza Melo e Geraldo Pedroza deAraujo Dias. Sabe quem é o último? Geraldo Vandré, Que era inscrito na Ordem.
E foi um problema. Quando o secretário Thomaz Bastos leu o termo de abertura, num auditório da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, e disse “o presidente da República Federativa do Brasil”, Vandré interrompeu e perguntou: “Quem é o presidente da República Federativa do Brasil”?
Vandré disse, “não ouvi”. E Thomaz Bastos respondeu quase gritando: “Geisel”. Vandré levantou-se e disse “vou procurar a república dos estados unidos doBrasil”. E foi embora.
A plateia ficou olhando pra mim, e eu sem saber onde meter a cara. Encontramo-nos depois e foi discussão feia, no mesmo dia, num bar alemão da Martinho Prado.
O auditório estava lotado e eu fiquei com cara de tacho. Mas, quero contar o porquê de possuir ainda hoje essa carteira.
Não querendo devolver esse documento tão importante para mim, perguntei a Roberto Furtado, presidente da OAB/RN na época, o que fazer. Ele me orientou, dizendo que eu informasse no pedido de transferência de inscrição que a carteira havia sido extraviada. Fiz isso.
Menti e tenho as duas carteiras. Das quais me orgulho, sem participar de nada na vida administrativa da Ordem. Nunca disputei cargo nenhum. Nem de suplente.
Mas guardo orgulho da Ordem dos Advogados do Brasil. Como está posto na minha carteira de São Paulo: Advogado, preserve suas prerrogativas.
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As eleições para os títulos de Parlamentar do Ano e da 61ª Legislatura da Assembleia Legislativa acontecem no dia 5 de dezembro, das 8h às 11h, na sede do Poder Legislativo. O primeiro deles é concedido anualmente desde 1982, elegendo o deputado com atuação destacada ao longo do ano. O Parlamentar da Legislatura, por sua vez, é concedido de quatro em quatro anos, premiando o parlamentar com atuação reconhecida ao final do período.
A escolha dos parlamentares é feita pelos profissionais da imprensa credenciados junto ao Comitê de Imprensa da Assembleia e os que cobrem regularmente as atividades diárias da Casa Legislativa.
O primeiro parlamentar agraciado com a homenagem foi o ex-deputado estadual Roberto Furtado (1982). Na atual Legislatura, foram eleitos como Parlamentar do Ano os deputados Ezequiel Ferreira (2015), Cristiane Dantas (2016) e George Soares (2017).
O parlamentar da última Legislatura foi o deputado Ricardo Motta.
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Os trabalhos dos deputados da 61ª legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte serão avaliados na próxima terça-feira, dia 28 de novembro, com a eleição do Parlamentar do Ano.
Oliveira organiza eleição (Foto: Eduardo Maia)
A premiação ocorre desde 1972 e elege o parlamentar com atuação destacada ao longo do ano. Em 2016, a deputada estadual Cristiane Dantas (PCdoB) foi eleita a Parlamentar do Ano pela imprensa que cobre os trabalhos legislativos.
“Os jornalistas aptos a votar são membros do Comitê de Imprensa da Casa e escolhem aqueles que, na sua visão, tiveram atuação de destaque durante o ano”, explica o jornalista e presidente do Comitê, Oliveira Wanderley.
Roberto Furtado
A eleição irá ocorrer na Sala Jornalista Alexis Gurgel, sede do Comitê, localizada dentro da Assembleia Legislativa, no horário das 8h30 às 11h30. O Comitê de Imprensa realiza a eleição do Parlamentar do Ano desde 1972.
O primeiro parlamentar agraciado com a homenagem foi o ex-deputado estadual Roberto Furtado (1972). Os últimos quatro deputados escolhidos como o Parlamentar do Ano foram Fernando Mineiro (2013), Kelps Lima(2014), Ezequiel Ferreira de Souza (2015) e Cristiane Dantas (2016).
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Num quarto de hotel, em Recife-PE, o infatigável candidato a governador Aluízio Alves (PMDB) resolve relaxar na cama. Acomoda a cabeça no travesseiro, empalma as mãos com os dedos em feixes entrelaçados e faz deles um anteparo à própria nuca. Em tese, relaxa.
Olha para o teto, pros lados…
– O que é isso?Animem-se – provoca. Mexe com assessores e outros aliados que dividem o espaço. Cabisbaixos, monossilábicos ou com olhos e cenho que denunciam o próprio desânimo, ninguém “obedece” o maior líder político populista/popular do RN em todos os tempos.
Aluízio tinha estrutura partidária mínima, adversário forte e casuísmos legais limitando avanço; ocupou espaço (Foto: arquivo)
O ex-governador potiguar Aluízio Alves retorna de longo período de amputação de seus direitos políticos, em face de alcance do Ato Institucional número 5 (AI-5) em 1969, que o impediu de ser candidato a qualquer cargo eletivo por mais de dez anos. Era outra vez concorrente ao governo do Estado.
Sua episódica estada em Recife era para participar de debate eleitoral numa emissora de televisão. Vivia o ano de 1982. Ano de eleições gerais, de vereador a governador, menos à Presidência da República, o que só aconteceria em 1989.
Aluízio enfrentava especialmente o nome de José Agripino Maia (PDS), ex-prefeito biônico do Natal, engenheiro e filho do ex-governador Tarcísio de Vasconcelos Maia.
A poucos dias do pleito marcado para 15 de novembro, desabafa e justifica sua postura, sem esconder que teria uma derrota iminente. Justifica o sacrifício: “Eu preciso marcar posição”.
Pós-ditadura
Já sentado na cama, ele esclarece qual sua missão como provável derrotado: puxar o PMDB à formação de bancadas estadual e federal, manter espaço na oposição e trabalhar as condições políticas para um projeto nacional peeemedebista de conquista do poder, pós-ditadura.
Nas urnas, Aluízio foi derrotado por maioria de 106.352 votos, mas sua candidatura puxou a eleição de três dos oito deputados federais – Henrique Alves (seu filho), Antônio Câmara e Agenor Maia. Ensejou ainda a eleição de uma bancada com nove dos 24 deputados estaduais.
Quanto à única vaga ao Senado, acabou sendo eleito o radialista Carlos Alberto de Sousa (PDS), ligado a Agripino, enquanto que os concorrentes peemedebistas Roberto Furtado, Odilon Ribeiro Coutinho e Olavo Montenegro ficaram em segundo, terceiro e quinto lugares, respectivamente.
Eleições ao Governo do RN em 1982
José Agripino (PDS) – 389.924 (57,58%);
Aluízio Alves (PMDB) – 283.572 (41,88%);
Rubens Lemos (PT) – 3.207 (0,47%);
Vicente Cabral de Brito (PDT) – 441 (0,07%);
* Foram apurados 677.144 votos nominais (90,36%); 56.537 votos em branco (7,54%) e 15.717 votos nulos (2,10%), resultando no comparecimento de 749.398 eleitores.
* À ocasião, a legislação contabilizava os votos em branco no cômputo do quociente eleitoral para as eleições proporcionais, o que foi extinto em 1997.
Vencer Agripino e a máquina do estado era quase impossível. Um emaranhado de dispositivos casuísticos da legislação eleitoral foi feito também para impedir a ascensão oposicionista, em qualquer parte dos 23 estados da federação.
Os militares impuseram o instituto do voto vinculado (eleitor tinha que votar em candidatos do mesmo partido), a sublegenda (partido podia ter mais de um candidato para o Senado e prefeito). No pleito, não tinha ainda a prerrogativa de se formar coligação partidária.
O PMDB só possuía 13 prefeitos e menos de 40 vereadores no estado àquela ocasião.
Devido sua maior organização e estrutura no poder, o PDS “passou por cima” de Aluízio e seus candidatos. Porém a expressão “não ficou pedra sobre pedra” é inconsistente para o caso.
A história mostrou adiante que Aluízio estava certo ao “marcar posição”.
Em 1985 o PMDB venceu as eleições à Prefeitura do Natal (Garibaldi Filho), a primeira nas capitais brasileiras com disputa pelo voto direto desde o período de exceção iniciado em 1964; em 1986 ganhou o governo estadual com o ex-vice-governador Geraldo Melo e antes disso, pela via indireta, teve José Sarney (PMDB-MA) ascendendo à Presidência da República em 1995, com a morte do presidente eleito (no Congresso Nacional) Tancredo Neves (PP).
* No boxe constante dessa postagem, o Blog Carlos Santos reproduz a “Lambada do Tibúrcio”, ou “Melô do Tibúrcio”, como também é conhecida, composta e gravada pelo grupo paraense “Os Populares de Igarapé-Miri”, ainda na década de 1970, que se transformou na locomotiva musical da campanha de 1982 da campanha de Aluízio Alves.
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Os trabalhos dos deputados da 61ª legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte serão avaliados no dia 1º de dezembro com a eleição do Parlamentar do Ano, premiação que ocorre desde 1972 e elege o parlamentar com atuação destacada ao longo do ano.
Furtado: 1972 (Foto: arquivo)
Em 2015, o deputado Ezequiel Ferreira de Souza, presidente da Casa, foi eleito o Parlamentar do Ano pela imprensa.
A escolha é feita pelos jornalistas que cobrem diariamente as atividades da Assembleia Legislativa e é organizada pelo Comitê de Imprensa da Casa, presidido pelo jornalista Oliveira Wanderley.
História
Este ano, a eleição irá ocorrer das 8h30 às 11h30, na sala Jornalista Alexis Gurgel, sede do Comitê. Poderão votar todos os jornalistas que cobrem regularmente os trabalhos do Legislativo Estadual.
O primeiro parlamentar agraciado com a homenagem foi o ex-deputado estadual Roberto Furtado (1972). Os últimos três deputados escolhidos como o Parlamentar do Ano foram Fernando Mineiro (PT), em 2013, Kelps Lima (Solidariedade), em 2014 e o atual presidente da Assembleia, Ezequiel Ferreira, no ano passado.
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Na história política recente do Rio Grande do Norte, houve pelo menos duas convenções partidárias com renhidas disputas internas. Foram sinalizadores de racha, que tiveram desdobramentos consideráveis adiante.
Radir Pereira, Agripino, Lavoisier e Faustino em 1986: todos juntos (foto Blog do Williams Rocha)
Os fatos mostram que o caso do DEM, em 2014, não é situação isolada, mas certamente atípica. Pela primeira vez um governante estadual, no caso Rosalba Ciarlini (DEM), não consegue apresentar argumentos sólidos para sequer apresentar candidatura à reeleição.
MDB
Em 1978, o MDB chegou à sua convenção “rachado” entre o grupo dos “Alves” e o grupo de Radir Pereira. O partido disputaria vaga ao Senado.
Aluizio Alves, voltando de um período de cassação, declarava apoio ao candidatado da ARENA, Jessé Freire. Henrique Alves, Presidente Regional do MDB, tentou estorvar a candidatura de Radir Pereira, apresentando três nomes “laranjas”.
Radir contou com apoio do senador Agenor Maria, deputado Roberto Furtado e do industrial Odilon Ribeiro Coutinho, que por sinal fez memorável discurso durante a convenção.
Jessé Freire foi eleito ao Senado, sem maiores problemas.
PSDB
Em 1990, na convenção do PSDB, dois grupos se digladiaram, liderados respectivamente por Roberto Furtado e João Faustino.
Roberto Furtado queria que o partido se coligasse com o PDT, onde ele seria candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Lavoisier Maia. João Faustino defendia que a coligação fosse feita com o PFL, que tinha como candidato a governador José Agripino.
Contados os votos dos convencionais, o grupo de João Faustino levou a melhor.
Na disputa eleitoral, Lavoisier foi derrotado nas urnas pelo também senador e ex-governador, como ele, José Agripino, que teve Vivaldo Costa (PR) como vice. O vice de Lavoisier foi Arnóbio Abreu (PMDB).
Agora, em 2014, querela parecida pipocou no seio do DEM. O resultado é a rejeição de forma insofismável da candidatura à reeleição da governadora Rosalba Ciarlini, mostrando toda a fragilidade do seu Governo, sem amparo sequer nas bases do próprio partido.