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TSE livra Sérgio Moro da cassação com votação à unanimidade

Moro não decolou como terceira via (Foto: Sérgio Machado/Reuters)
Moro tinha sido condenado pelo TRE do Paraná (Foto: Sérgio Machado/Reuters)

Por unanimidade, ministros negaram recursos do PL e do PT contra decisão da Justiça Eleitoral do Paraná que manteve mandato de senador do ex-juiz da Lava Jato.O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou na noite desta terça-feira (21/05) a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União-PR).

Os sete ministros negaram recursos do PL e do PT contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que em abril também havia mantido o mandato do parlamentar. Moro era acusado pelos partidos de realizar gastos irregulares entre 2021 e 2022, à época em que ensaiou uma malsucedida pré-campanha à Presidência.

Ao julgar os recursos, os ministros do TSE seguiram voto proferido pelo relator, Floriano de Azevedo Marques, que não viu provas convincentes de desvio de finalidade na campanha de Moro ou repasse irregular de recursos dos fundos partidário e de campanha. “Para caracterizar uma conduta fraudulenta ou desvio de finalidade, aptos a atrair a severa sanção de cassação de mandato e de inelegibilidade, é preciso mais que indícios, é preciso haver prova robusta”, disse o ministro.

O voto de Floriano Marques acabou sendo seguido pelos ministros André Ramos Tavares, Kassio Nunes Marques, Raul Araújo, Maria Isabel Galotti, Cármen Lúcia e o presidente do TSE, Alexandre de Moraes.

Votando com o relator, a ministra Cármen Lúcia disse que a postura de Moro durante a pré-campanha não foi um exemplo de “conduta ética”, mas que não ficou comprovado “acima de qualquer dúvida” a existência de gastos excessivos nesse período.

Hora de fechar a matraca, presidente

falastrão, boquirroto, falar demais, propaganda, divulgação, notícia, megafoneVi numa dessas colunas da Grande Imprensa, com registro repetido ou mais florido em tantos outros lugares da mídia, que o presidente Lula (PT) foi aconselhado a fechar a matraca. Sobretudo, em relação aos seus malvados favoritos: senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Cá para nós e o povo da rua: parece ter virado rotina em nossa vida republicana mais recente, o inquilino do Planalto falar asneira em escala industrial. Gera crise atrás de crise, a maioria de fabricação caseira.

Adoentado, internado, com viagem suspensa ao império chinês, o presidente deu um freio na lista de tolices que vinha espalhando.

Bom, refeito, é esperar. Veremos se vai atender à prudência ou à sua natureza loquaz de mandarim, como o antecessor boquirroto.

“Quem fala demais dá bom dia a cavalo”, só lembrando.

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Lula desqualifica Polícia Federal e Dino obcecado em ‘f.der’ Moro

Presidente Lula (PT) disse nesta quinta-feira (23), que o plano da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) de matar o senador Sérgio Moro (União Brasil-PR) pode ser uma “armação” do ex-juiz. Desqualificou trabalho da Polícia Federal e o ministro Flávio Dino (Justiça).

Lula diz que notícia de plano do PPC para matar Moro não deve ser levada a sério (Reprodução)
Lula diz que notícia de plano do PPC para matar Moro não deve ser levada a sério (Reprodução)

“É visível que é mais uma armação e, se for armação, ele vai ficar mais desmascarado ainda e eu não sei o que ele vai fazer da vida se continuar mentindo do jeito que está mentindo”, disse. Sua declaração à imprensa aconteceu em visita ao Complexo Naval de Itaguaí-RJ.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã de quarta-feira (22/3), a Operação Sequaz (veja AQUI). O objetivo é desarticular o plano feito pelo Primeiro Comando da Capital de sequestrar e matar servidores públicos e autoridades, incluindo o ex-juiz e senador Sérgio Moro e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco).

Onze mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão foram cumpridos.

No dia anterior, em entrevista à TV 247, ligada ao Partido dos Trabalhadores (PT), o presidente chegou a soltar uma frase infeliz ou, no mínimo, chula, dizendo que queria “f.der’ o ex-juiz que foi responsável direto por sua prisão.

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Polícia Federal, uma Polícia de Estado

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em vários estados Foto ilustrativa)
Polícia Federal teve papel importante na operação que abortou crimes (Foto ilustrativa)

Polícia Federal tem papel de Polícia de Estado e, não de governo, nesse caso em que foi frustrado plano para sequestro e morte do senador e ex-ministro Sérgio Moro (veja AQUI).

De fato, seu papel.

Moro é adversário do governo atual, mas foi protegido como um cidadão e autoridade.

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PF prende membros do PCC que iriam sequestrar e matar Sérgio Moro

Do Metrópoles

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (22/3), a Operação Sequaz. O objetivo é desarticular o plano feito pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) de sequestrar e matar servidores públicos e autoridades, incluindo o ex-juiz e senador Sergio Moro (União Brasil/PR) e o promotor de Justiça Lincoln Gakiya, que integra o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado de São Paulo (Gaeco).

Moro e familiares seriam sequestrados e sentença de morte estaria no roteiro (Foto: Igor Estrela/Metrópoles)
Moro e familiares seriam sequestrados e sentença de morte estaria no roteiro (Foto: Igor Estrela/Metrópoles)

Os mandados de prisão e busca e apreensão são cumpridos em cinco unidades da Federação: Rondônia, Paraná, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul e São Paulo. De acordo com as diligências da PF, os ataques poderiam ocorrer de forma simultânea, e os principais investigados estão nos estados de São Paulo e Paraná. Até as 9h40, nove pessoas tinham sido detidas.

O senador Sergio Moro disse, por meio das redes sociais, que o plano do PCC era matar toda a sua família.

O PCC é facção comandanda por Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola. Em 2018, o promotor Lincoln Gakiya pediu a transferência de Marcola de São Paulo para um presídio federal. No início do ano seguinte, o chefe do PCC foi trazido para a Penitenciária Federal de Brasília.

No chamado pacote anticrime, Moro propôs, dentre outras medidas, a vedação da visita íntima e o monitoramento dos contatos dos presos, inclusive com os seus advogados, em presídios federais.

De acordo com as investigações, o sequestro e a morte de Moro e de outras autoridades seriam executados para obter dinheiro e conseguir o resgate de Marcola, que no início deste ano foi trazido do Presídio Federal de Porto Velho (RO) para o de Brasília.

Mandados de prisão
Cerca de 120 policiais federais cumprem 24 mandados de busca e apreensão, sete mandados de prisão preventiva e quatro mandados de prisão temporária em Mato Grosso do Sul, Rondônia, São Paulo e Paraná.

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Baixaria que passa de presidente para presidente

Expressões chulas e descabidas para um presidente da República, chefe de Estado-Governo, que tanto foram criticadas na era Jair Bolsonaro (PL), estão de volta na versão Lula (PT).

Não cabiam com quem passou e não devem ser relativizadas com o sucessor.

Esse é um cargo grande demais.

*Vídeo mostra Lula em entrevista à TV 247, com os entrevistadores gargalhando diante da manifestação de ódio e palavrão.

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Ele mesmo, Sérgio Moro

Tem alguém mais pusilânime na política nativa do que Sérgio Moro (União Brasil-PR)?

Sérgio assessorou Bolsonaro ontem durante debate (Foto: reprodução do Canal BCS)
Sérgio assessorou Bolsonaro ontem durante debate (Foto: reprodução do Canal BCS)

O ex-juiz e ex-ministro, que virou senador, saiu escorraçado da Esplanada dos Ministérios.

Fez acusações sérias e levou esculachos públicos de Jair Bolsonaro (PL), mas ontem estava lhe paparicando como sabujo.

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Domicílio civil e domicílio eleitoral

Por Odemirton Filho 

Recentemente, o ex-juiz Sergio Moro teve o seu requerimento de transferência de domicílio eleitoral, de Curitiba para São Paulo, indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral paulista.  título de eleitor - foto

Nas razões da decisão, o relator do caso asseverou que “não se pode deferir a concessão de um benefício sem que se prove minimamente a existência de um desses vínculos, circunstância que não ocorreu no caso concreto”.

Contudo, quais seriam esses vínculos?

Cumpre, inicialmente, explicar o que vem a ser o domicílio civil.

O domicílio da pessoa natural é o lugar onde ela estabelece a sua residência com ânimo definitivo, de acordo com o Código Civil. (Art.70). Para a professora Maria Helena Diniz o domicílio é definido como “a sede jurídica da pessoa, onde ela se presume presente para efeitos de direito e onde exerce ou pratica, habitualmente, seus atos e negócios jurídicos”.

A residência é o local no qual a pessoa mora, exigindo-se o intuito de permanência. Se, porém, a pessoa natural tiver diversas residências, onde, alternadamente, viva, considerar-se-á domicílio seu qualquer delas. (Art.71).

O domicílio civil possui dois requisitos: um objetivo e outro subjetivo. O primeiro refere-se aos motivos que independem da vontade do indivíduo. Ou seja, o lugar. Já o requisito subjetivo exige a vontade de permanecer de modo definitivo naquele lugar objetivamente indicado.

Por outro lado, domicílio eleitoral é o lugar de residência ou moradia do requerente, e, verificado ter o alistando mais de uma, considerar-se-á domicílio qualquer delas. (Art.42).

O conceito de domicílio eleitoral pode ser demonstrado não só pela residência com ânimo definitivo, mas também pela constituição de vínculos políticos, econômicos, sociais ou familiares. (Ac.-TSE, de 4.10.2018, no RO nº 060238825 e, de 8.4.2014, no REspe nº 8551).

A Resolução n. 23.659/21 diz que para fins de fixação do domicílio eleitoral no alistamento e na transferência, deverá ser comprovada a existência de vínculo residencial, afetivo, familiar, profissional, comunitário ou de outra natureza que justifique a escolha do município.

Como ensina o doutrinador Adriano Soares da Costa, o Direito Eleitoral não serve, para efeito de domiciliação, o estar de passagem apenas, sem algum liame que o vincule à zona eleitoral, que o faça parte da comunidade votante.

Em razão da elasticidade do conceito de domicílio eleitoral, é comum a existência de cidades praticamente com o número de eleitores igual ao de habitantes. Isto é, se a pessoa trabalhar em determinada cidade, mesmo que ali não resida, poderá fixar o seu domicílio eleitoral, da mesma forma, se existirem familiares, pais ou avós, em cidades nas quais não resida.

Em Cajueiro da Praia (PI), por exemplo, dos 6.801 eleitores registrados após o fechamento do cadastro eleitoral, em 4 de maio de 2022, muito se aproxima da quantidade de habitantes que, conforme estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para 2021, são de 7.704 pessoas.

Em caso de mudança de domicílio eleitoral, cabe ao eleitor requerer ao juiz do novo domicílio sua transferência, atendidos os seguintes requisitos:

  1. a) apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral do novo domicílio no prazo estabelecido pela legislação vigente; b) transcurso de, pelo menos, um ano do alistamento ou da última transferência; c) tempo mínimo de três meses de vínculo com o município, dentre aqueles aptos a configurar o domicílio eleitoral, nos termos da mencionada Resolução, pelo tempo mínimo de três meses, declarado, sob as penas da lei, pela própria pessoa; d) regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações para auxiliar nos trabalhos eleitorais.

Portanto, em linhas gerais, eis a diferença entre o domicílio civil e o domicílio eleitoral, tema que, de vez em quando, suscita dúvidas e questionamentos.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Mais um pré-candidato a presidente do Brasil

União Brasil anuncia Luciano Bivar como pré-candidato a presidenteNada de Sérgio Moro.

O União Brasil (nascido da fusão do DEM com o PSL) vai de Luciano Bivar à sucessão do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ele é deputado federal pernambucano eleito pelo PSL em 2018 e presidente nacional do União Brasil.

A legenda emitiu nota oficial para dar a ‘boa nova’.

Mais um nome sem qualquer nutriente à disputa.

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Moro muda de partido e da ideia de concorrer à presidência

Do R7

O ex-juiz Sergio Moro anunciou que desistiu da candidatura à Presidência da República. Moro assinou, na tarde desta quinta-feira (31), a filiação ao União Brasil, deixando o Podemos.

Moro não decolou como terceira via (Foto: Sérgio Machado/Reuters)
Moro não decolou como terceira via (Foto: Sérgio Machado/Reuters)

Apesar da mudança, ele ainda não decidiu a qual cargo concorrerá nas eleições deste ano.

A expectativa é que a definição saia até julho com base na análise dos resultados das próximas pesquisas.

“O Brasil precisa de uma alternativa que livre o país dos extremos, da instabilidade e da radicalização. Por isso, aceitei o convite do presidente nacional do União Brasil, Luciano Bivar, para me filiar ao partido e, assim, facilitar as negociações das forças políticas de centro democrático em busca de uma candidatura presidencial única”, escreveu Moro, nas redes sociais.

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Difusora entrevista Sérgio Moro ao meio-dia dessa segunda-feira

O programa Política em Debate da Rádio Difusora de Mossoró (AM 1170) entrevistará nesta segunda-feira (21), a partir do meio-dia, o ex-juiz, ex-ministro da Justiça e pré-candidato à presidência da República Sérgio Moro (Podemos).

Moro é pré-candidato à presidência da República pelo Podemos (Foto: reprodução Web)
Moro é pré-candidato à presidência da República pelo Podemos (Foto: reprodução Web)

Ele será sabatinado pelo advogado e jornalista Paulo Linhares e pelo radialista Wellington Morais.

Os ouvintes/internautas poderão participar da entrevista com intervenções pelo WhatsApp (84) 9 8110-1170.

Acesse a emissora ao vivo clicando AQUI.

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Candidatos analfabetos

Por François Silvestre

Bolsonaro deu ao Padre Cícero nascimento pernambucano. E arrematou: “Só não sei de qual cidade, qual é mesmo? Digam aí paus-de-arara”. Esse é o Bolsonaro. Analfabeto, ignorante, grosseiro, mentiroso, misógino, misantropo, energúmeno, sacripanta…e mais adjetivos correlatos.

Veio o outro, que foi juiz, mesmo suspeito, mas foi, que deveria ser mais instruído e disse: “Vim ao Nordeste e estive no Agreste do Ceará”. Alguém, da comitiva falou no seu ouvido: “Presidente, o Ceará num tem Agreste”.

Kkkkkkkkkk. Sabe o pior? O pai de Sérgio Moro era professor de Geografia. Você sabia disso? Eu sabia. Porque tenho a mania de aprender as coisas, e quem aprende acaba ensinando.

O Agreste é uma sub-região nordestina, transitória da Zona da Mata para o Sertão, que vem da Bahia até o Rio Grande do Norte, passando por Sergipe, Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Não chega ao Ceará. Analfabetos!

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Partido trabalha montagem da “bancada da Lava Jato”

Deltan Dallagnol: alvo (Foto: arquivo)
Deltan Dallagnol: alvo (Foto: arquivo)

Do Estado de São Paulo

Após conseguir a filiação do ex-ministro Sérgio Moro, o Podemos entrou em campanha para montar uma “bancada da Lava Jato”, com a filiação ainda este mês do ex-coordenador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol, que deve concorrer a uma vaga na Câmara pelo Paraná.

Também estão na mira do partido o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot e delegados da Polícia Federal.

O objetivo é reforçar o discurso anticorrupção de Moro na campanha do ano que vem.

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A toga e o hipócrita

toga institucional, juiz, magistrado, judicante, justiçaPor François Silvestre

O ex-juiz Sérgio Moro revela-se muito preocupado com com uma recente besteira dita por Lula, quando interrogado sobre a quarta “eleição” de Daniel Ortega, na Nicarágua. Foi uma observação infeliz? Foi. Porém, qual a gravidade disso? Nenhuma.

Agora vejamos o que o Ministro da “Justiça” Sérgio Moro fez ao ouvir falas safadas e cretinas contra a Democracia e a ordem pública. Lembram da famosa reunião ministerial que motivou a saída de Moro? Pois bem, Moro saiu por discordar da interferência na Policia Federal, com a demissão de um pupilo de Moro, dos tempos em que era Juiz e promotor ao mesmo tempo.

Saiu e denunciou. Mas ficou nisso. Não reclamou de nada que ouviu naquela reunião, amplamente divulgada. Ouviu Paulo Guedes dizer: “A porra do Banco do Brasil está pronto pra ser privatizado”. Ouviu silenciosamente. Ficou nisso? Não. Disse o Ministro do meio ambiente, aquele que saiu sob suspeita de contrabando de madeira, “Vamos aproveitar esse momento confuso para passar a boiada”.

Quer dizer o quê? Que seria desmontada a legislação de apoio ao meio ambiente, para favorecer e facilitar a vida de madeireiros, grileiros e garimpeiros clandestinos.

Sérgio Moro ouviu caladinho sem fazer qualquer reparo. Nem ali nem depois. Ficou nisso? Não. Disse o pilantra ministro da “educação”, aquele que abocanhou de punição uma diretoria do Banco Mundial: “Vamos botar esses filhos da puta do Supremo Tribunal todos na cadeia”. E virou-se apontando para o STF. O ministro da “justiça” Sérgio Moro ouviu tudo isso e calado ficou.

E teve mais. Ouviu uma esculhambação contra a China, nosso maior comprador, sem dizer nada. Essa parte não foi divulgada, para evitar problemas no comércio internacional. Nada disse ali nem criticou depois. Insatisfeito ficou só com a demissão do seu protegido.

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Sérgio Moro e a terceira via presidencial

Sérgio Moro está filiado ao Podemos e em franca articulação política (Foto: arquivo)
Sérgio Moro está filiado ao Podemos e em franca articulação política (Foto: arquivo)

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) já é a terceira via que tanto se falava?

Se não é a grande alternativa à polarização Jair Bolsonaro (sem partido) x Lula (PT), parece que é alguém capaz de levar a disputa ao segundo turno.

Impossível simplesmente ignorá-lo.

Os que mais ironizam seu aparecimento como pré-candidato são os mais inquietos com essa possibilidade.

Veremos.

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União Brasil recua de nome próprio para apostar em Sérgio Moro

Por Mariana Haubert (Poder 360)

A cúpula do União Brasil, fruto da fusão entre o DEM e o PSL, concluiu nesta 3ª feira (23.nov.2021) que a única 3ª via possível nas eleições presidenciais de 2022 é a do ex-juiz da Lava Jato e ex-ministro da Justiça Sergio Moro. O partido pretendia lançar o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta ao Palácio do Planalto em 2022, mas ele deverá abrir mão da disputa.

Moro e Mandetta pode ser chapa a ser apresentada na campanha do próximo ano (Fotomontagem)
Moro e Mandetta pode ser chapa a ser apresentada na campanha do próximo ano (Fotomontagem)

Filiado ao DEM, o nome de Mandetta havia sido aventado tanto pelo seu atual partido quanto pela legenda futura como opção viável para a disputa eleitoral, mas a entrada de Moro no jogo inviabilizou sua possível candidatura.

O União Brasil, porém, ainda sonha em compor a chapa com Moro e pode indicar o ex-ministro para a vice. Integrantes da cúpula do novo partido nunca deixaram de conversar com o ex-juiz. No início, havia uma pequena esperança de que poderiam convencê-lo a integrar a legenda.

Quando Moro oficializou sua ida ao Podemos, porém, as conversas passaram a girar em torno da composição de chapa. Esses diálogos devem, inclusive, se intensificar a partir de agora.

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Procuradores pedem condenação de União por má-fé de Sérgio Moro

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró (RN) apresentou uma ação civil pública (ACP) contra a União por danos morais coletivos causados pela atuação antidemocrática do ex-juiz Sérgio Fernando Moro na condução da chamada Operação Lava Jato. A ACP destaca que o magistrado atuou de modo parcial e inquisitivo, demonstrando interesse em influenciar indevidamente as eleições presidenciais de 2018, após a qual foi nomeado ministro da Justiça.

Sérgio Moro teria influenciado eleições e misturado funções de julgador e investigador (Foto: arquivo)
Sérgio Moro teria influenciado eleições e misturado funções de julgador e investigador (Foto: arquivo)

Destaca, ainda, que a operação como um todo, da maneira como desenvolvida em Curitiba, influenciou de modo inconstitucional o processo de impeachment de 2016.

A ACP foi ajuizada na Justiça Federal em Mossoró e os seus autores, os procuradores da República Emanuel Ferreira e Camões Boaventura, ressaltam que, enquanto juiz federal, Sérgio Moro apresentou comportamento que revela “sistemática atuação em violação à necessária separação entre as funções de julgar e investigar” e praticou reiteradas ofensas contra o regime democrático.

Proteção do regime democrático

Os autores requerem que a União promova a educação cívica para a democracia no âmbito das Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de Magistrados (ENFAN) e da Escola Nacional do Ministério Público (ESMPU), a fim de prevenir que agentes do sistema de justiça atuem em prol de novos retrocessos constitucionais.

O objetivo é incentivar “a promoção de cursos, pesquisas, congressos, conferências, seminários, palestras, encontros e outros eventos técnicos, científicos e culturais periódicos com magistrados e membros do Ministério Público abordando os temas da democracia militante, erosão constitucional e democrática e das novas formas de autoritarismo de tipo fascista e populista, a fim de qualificar os respectivos profissionais nas novas tarefas a serem desempenhadas em prol da proteção do regime democrático e em respeito ao sistema acusatório”.

Delação

Às vésperas das eleições presidenciais de 2018, Sérgio Moro determinou, por iniciativa própria, a inclusão nos autos da colaboração premiada de Antônio Palocci e imediatamente autorizou sua divulgação. Naquele momento, o prazo para juntar provas (instrução processual) já havia se encerrado e o próprio magistrado reconheceu que a delação não poderia ser levada em conta quando da sentença.

Essa atitude tomada seis dias antes do primeiro turno, sem qualquer efeito jurídico, foi motivo de críticas de membros do STF. De acordo com o ministro Ricardo Lewandowski, essa iniciativa, “para além de influenciar, de forma direta e relevante, o resultado da disputa eleitoral, conforme asseveram inúmeros analistas políticos, desvelando um comportamento, no mínimo, heterodoxo no julgamento dos processos criminais instaurados contra o ex-Presidente Lula -, violou o sistema acusatório, bem como as garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa.”

A ACP tramita na 10a Vara da Justiça Federal no RN, em Mossoró, sob o número 0801513-73.2021.4.05.8401.

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Até que enfim chegou

Serra: alvo da Lava Jato (Foto: Edilson Rodrigues)

Por François Silvestre

Muito tarde, mas chegou (veja AQUI). A lava-jato finalmente bateu às portas de uma gangue que tinha gozado da proteção escrachada dos operadores “donos” da Operação.

A turma de uma fatia importante do PSDB. José Serra, Aécio Neves e outros menos votados sempre gozaram do amparo do juiz Sérgio Moro e do procurador Deltan Dallagnol. Numa das conversas publicadas pelo Intercept, há uma advertência do juiz ao pupilo promotor: “Não vamos estender muito, para não aniquilar o sistema político nacional”.

Essa cautela não era para proteger o “sistema político nacional”. Não.

Era para acobertar os corruptos do seu afeto.

De seu amigo “in pectoris” Aécio Neves, dos tucanos paulistas e outros que certamente aparecerão.

Bastou o prestigio imperial do conje Moro decair, para o sol começar a desinfetar a operação. E abandonar a sujeira seletiva de só ter um lado a ser investigado.

Para quem não tem corrupto nem bandido de estimação é uma boa notícia.

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O dia em que Moro caiu

Por François Silvestre

O ex-juiz e ex-quase futuro ministro do Supremo, agora candidatável até à presidência da República, não caiu no dia em que rebelou-se com a demissão do seu menino de ouro da PF do Paraná.

Nem no dia em que impediu o fatiamento do “seu” ministério em dois, Justiça e Segurança. Que juntos nunca fizeram justiça nem promoveram segurança. Moro bateu o pé manteve a junção.

Nem no dia em que discordou de Bolsonaro sobre a sanção do juiz de garantias .

Nem quando foi apanhado pelas revelações de suas ligações parciais com promotores e investigadores, em processos submetidos à sua apreciação.

Não. Há um dia D na queda de Moro. Sua Normandia invadida. Sem que ele percebesse, pois nada de bombardeio. Uma brigada do rancor, com tanques sutis e invisíveis.

Que dia foi esse? No dia em que Sérgio Moro, juiz e ídolo de grande séquito, esnobou a continência que Bolsonaro lhe prestou, numa lanchonete de um aeroporto.

Eu tinha minhas dúvidas, após ser alertado por Chico Preá. Porém, foi o próprio Bolsonaro quem dissipou as dúvidas.

No seu pronunciamento, respondendo a Moro, ele declara lembrar-se exatamente desse dia, do local e da hora do evento. Foi ali que Moro caiu, antes de ter subido.

“Não chorei, pois se dissesse estaria mentindo, mas fiquei muito triste”. Disse Bolsonaro. Taí. Ele não esqueceu nem perdoou. Principalmente pela repercussão negativa na mídia, com gozações a Bolsonaro. Preparou o plano de vingança, meticulosamente, como agem os rancorosos vingativos.

E pra isso prometeu tudo. Vaga na caverna dos morcegos, porteira fechada de indicações e prestígio de super ministro. Depois, foi desidratando. Até deixá-lo light. E vulnerável à queda.

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Nem precisou do Intercept

Por François Silvestre

As mensagens trocadas entre Sérgio Moro e a deputada federal Carla Zambelli (PSL/SP)revelam um festival que nada tem de digno ou republicano. E por sacanagem do destino, é o próprio Moro quem põe tudo ao alcance do público.

A deputada, militante confessa da extrema direita, usa os mesmos argumentos que Moro usou contra o The Intercept.

Moro foi padrinho, muito festejado, do casamento da deputada federal Carla Zambelli (Foto: G1)

Duvida da seriedade e honestidade de Moro, seu padrinho de casamento, e diz que ela foi induzida àquele diálogo. Como induzida? Foi ela quem propôs a negociação da vaga do STF. Ou melhor, propôs a data da indicação. Porque o acerto era antigo e original entre Bolsonaro e Moro.

Ela vai mais longe na sua militância de patifaria. Informa que moveu meio mundo para Michel Temer nomear Ives Gandra Martins Filho para a vaga que Temer indicou Alexandre de Moraes.

A indicção de Temer, diferentemente das indicações do PT, prestou serviço ao Brasil e à Justiça. Evitou a ida do senhor Ives Gandra, fascista hereditário, cujo pai é um extremista de direita bem manjado.

Essa deputada me lembra uma resposta de Último de Carvalho, deputado de Minas, quando alguém lhe informou que a deputada Ivete Vargas estava “dando” para o também deputado Afonso Arinos. A resposta: “Não me interessa que a Ivete Dê, nem sei se a Ivete Dá. Sei que ela é Deputada sem o  e sem o “.

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Ex-ministro Sérgio Moro tem muito mais a mostrar

O jornal Valor Econômico diz neste sábado (25), que supostas provas de diálogos em WhatsApp mostradas à noite passada pelo Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão, “não são as únicas provas que o ex-ministro Sérgio Moro (Justiça) tem”.Acrescenta, que ele também tem áudios de tentativas de interferência do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em investigações da Polícia Federal.

No Jornal Nacional, segundo o noticioso, ao ser procurado para falar se tinha provas quanto ao que afirmara em pronunciamento feito pela manhã (veja AQUI), Moro entregou pequena parte de diálogos dele com o presidente e com a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP).

Investigação de deputados

Em um deles, Bolsonaro mostra que existe “mais um motivo para troca” do diretor-geral da Polícia Federal Maurício Valeixo, exonerado por ele ontem. A PF estaria investigando dez a 12 deputados bolsonaristas.

Já Zambelli teria tentado mercadejar suposta indicação de Moro ao Supremo Tribunal Federal (STF), para convencê-lo a não pedir exoneração e avalizar saída de Valeixo.

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