Componente da bancada de oposição ao Governo Rosalba Ciarlini (PP) na Câmara Municipal de Mossoró, o vereador Petras Vinícius (DEM) reforçou com seu voto a aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 135/2018, que trata da minirreforma administrativa governista. Foi nesta terça-feira (3), na Casa.
Petras Vinícius, na oposição, não relaciona voto (e 'gravata') com uma outra inclinação política (Foto: Edilberto Barros)
Mas garante: “Não foi nada de alinhamento político”. Segue na oposição à ‘Rosa’, num momento em que seu partido dá apoio à pré-candidatura ao governo estadual do ex-prefeito natalense Carlos Eduardo Alves (PDT) e o grupo da prefeita pode reforçar mesmo palanque.
Petras votou a favor da institucionalização de três novas secretarias, por entender que são importantes – “como a de Esporte e a de Agricultura”. E, acrescenta: “Não demandarão maiores despesas além do que já existe”.
Destaque
Ele rebelou-se foi contra a criação de quatro cargos para o Gabinete da prefeita, sendo dois com salários de R$ 4 e mais dois no valor de R$ 7 mil.
O vereador apoiou destaque questionando esse e outros pontos do projeto, que foi apresentado pela vereadora oposicionista Isolda Dantas (PT). Mas a proposição foi derrubada.
Com O PLC, nasce a Secretaria de Esporte, desmembrada da Secretaria de Educação; Secretaria de Agricultura e Recursos Hídricos, que será desmembrada da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, além da Secretaria de Finanças e Compras, nascida da Secretaria de Administração.
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Deputado federal que marcha para tentar o quarto mandato consecutivo, Fábio Faria (PSD) não confirma nem descarta a candidatura do governador Robinson Faria (PSD), seu pai, à reeleição. Em entrevista ao Blog Carlos Santos, garante que “o governo tem o que mostrar”, diz acreditar numa aliança forte à campanha que se avizinha, prega uma “pactuação geral” entre poderes para gestão da coisa pública, além de se pronunciar quanto à disputa presidencial e outros temas.
“Hoje não existe definição de candidatura à reeleição. Ele (Robinson Faria) está trabalhando, fazendo política 24 horas por dia, o que é de sua natureza, mas trabalhando principalmente”, disse o parlamentar ao ser ouvido por nossa página no final de semana.
Fábio Faria afirma que o PSDB é um "grande parceiro" e afinação é maior no RN (Foto: Arquivo)
Segundo Fábio Faria, “o governo tem o que mostrar”, apesar de administrar situações alheias ao seu comando e vontade, como sequência de sete anos de seca, a maior recessão da história recente do país, bem como inesperado fenômeno de aposentadoria em massa e dificuldades de fluxo de caixa do estado.
O deputado federal aponta como “marco zero” e a virada de comportamento do governo, o início deste ano. “O governo não divulgava praticamente nada do que estava fazendo, de suas realizações, estava nas cordas com uma série de problemas, como a crise na segurança. Foi um erro ficar praticamente dois anos sem informar suas realizações”, comentou.
Gestão
O futuro do RN, da gestão estadual, na ótica de Fábio Faria passa por uma “pactuação geral” entre os poderes e a própria sociedade. “Todos precisam fazer uma reavaliação. Entendo que cada um quer salvar o seu, mas chegamos a um momento delicado das contas públicas, da administração, com exiguidade de recursos”, ponderou.
Ele argumenta que as sobras dos poderes devem passar por essas discussões. Mas “quero deixar claro que os poderes têm sido parceiros do governo, colaborado”. E acrescentou: “Não vou apontar o dedo, acusando ninguém”, disse. “O governo está enxuto, tem o menor número de cargos comissionados do país, por exemplo”, acrescentou.
Sucessão estadual
Quanto à sucessão estadual, Fábio Faria não é afirmativo quanto a uma hipotética candidatura à reeleição do governador. Mas dá pista de que ele vai mesmo enfrentar o desafio, não obstante o grande desgaste popular.
Até “linka” os entendimentos no plano nacional entre o PSDB e PSD, para apostar na reprodução dela no plano estadual. “Está praticamente fechada esse aliança e há uma sinergia maior entre os dois partidos, até mais do que nacionalmente”, apontou.
– O PSDB do presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira, é um grande parceiro nosso, do governo – emendou.
Ele não vê as potenciais chapas ao governo encabeçadas por Carlos Eduardo Alves (PDT) e Fátima Bezerra (PT) como capazes de acomodar o PSDB, partido-chave na sucessão estadual. O primeiro, por ter chapas majoritárias praticamente fechadas e o segundo por conflito ideológico.
Sucessão nacional
Sobre a disputa presidencial, Fábio Faria vê uma barafunda de difícil previsão no momento. Mas arriscou alguns palpites.
– Vejo a direita limitada, com teto pequeno para almejar uma vitória. O centro está dividido, com pulverização de pré-candidatos. A esquerda não terá Lula como candidato e ele está muito acima do PT, que dificilmente cederá cabeça de chapa para aliança com outro partido e candidato – analisou.
O parlamentar enxerga que uma chapa com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) e Marina Silva (REDE) pode surpreender. “Porém é também complicada, pois o PSB em São Paulo e Pernambuco resistem ao próprio nome de Barbosa”, antecipou.
“Ciro Gomes (PDT) corre por fora e é um candidato competitivo, mas a gente espera uma união dos candidatos mais ao centro. Se isso acontecer, ficará forte uma candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB). Ele é conciliador, moderado. Não é popular, mas pode crescer”, estimou.
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Em Natal, a prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), conversou nesse domingo (4) com o vice-governador Fábio Dantas (PCdoB).
Almoço no restaurante Dolce Vitta para falar de…carnaval, como disse Fábio ao Blog.
Fábio tem discutido a troca de partido.
Aliados de Fábio tem discutido a candidatura dele ao Governo.
Há poucos dias postei aqui que o grupo de empresários do RN que discute um novo formato de gestão havia demonstrado simpatia pela possível candidatura de Fábio…
E sobre a possibilidade do empresário Tião Couto, ainda no PSDB, ser vice de Fábio.
Como todos sabem, Tião e Rosalba não cabem no mesmo projeto.
Ou não caberiam?
Nota do Blog Carlos Santos – Não caberia, Thaísa.
Nem como vice. Tião precisaria ser muito idiota para cair nessa armadilha. Idiota ele não é.
A crise babélica entre PT e PMDB, que colocou a presidente Dilma Rousseff (PT) em contraponto às pressões do peemedebismo, freia mais ainda desfecho de negociações sucessórias no Rio Grande do Norte. Todos andam em círculos.
Reuniões, supostos entendimentos e hipotéticas chapas estão na estaca zero.
O mais prudente é não dizer “jamais” e manter as portas abertas.