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Sempre comparando

Por Marcelo Alves

Arte ilustrativa do Pixabay
Arte ilustrativa do Pixabay

Outro dia, conversando com amigos professores da querida Universidade Federal do RN (UFRN), confessei o meu amor por aquilo que convencionamos chamar de “direito comparado”, um “direito”/disciplina/método de estudo que, frequentemente, é objeto de mal-entendidos.

O papel do direito comparado na “arquitetura” da ciência jurídica é realmente assunto para debates. Mas é certo afirmar que ele não é um direito no sentido de um conjunto de normas que visa disciplinar determinada matéria. O direito comparado está mais para uma disciplina da ciência jurídica (temos o aspecto acadêmico da coisa) e, sobretudo, para um método de estudo do direito. E como método serve, por exemplo, mediante a comparação: (i) para se entender o direito dos diversos países em geral; (ii) para se obter uma melhor compreensão do respectivo sistema jurídico nacional (por exemplo, quando se compara o que se dá em outros países para melhor interpretar/aplicar as regras internas); (iii) para se melhor empreender uma possível reforma da legislação/direito de determinado país; (iv) ou mesmo, de forma mais ambiciosa, como ferramenta para a unificação sistemática de um determinado ramo do direito ou de um sistema jurídico supranacional como um todo.

No mais, essas comparações podem se dar de várias formas. Multilateralmente (entre vários sistemas jurídicos) ou bilateralmente. Podem ser integrativas e/ou contrastantes, focando em semelhanças e/ou em diferenças. Podem ser macrocomparações (de dois ou mais sistemas jurídicos nas suas inteirezas) ou microcomparações, que recaem sobre categorias ou instituições peculiares aos sistemas jurídicos comparados (desde coisas gerais como um determinado ramo do direito até coisas bem específicas como a disciplina que é dada a determinado tipo de contrato nos países comparados). E por aí vai.

Sempre especulei, para os amigos e para mim mesmo, que esse meu amor pelo direito comparado talvez decorresse do fato de eu adorar me aventurar – hoje menos do que quando mais jovem – com outros povos e outras culturas. Uma vocação para tanto?

Mas haveria também um quê daquilo que chamamos de “acaso da vida”.

Há muitos anos, fui premiado pelo British Council com duas bolsas de estudo no Reino Unido. A primeira delas recebi para participar de seminário e de período de pesquisa em tradicional universidade desse país. O ano era 1999, e estive, por cerca de duas semanas, em Durham, cuja Universidade do mesmo nome, de reconhecida fama, é a terceira mais antiga da Inglaterra, só ficando atrás de Oxford e Cambridge.

Nesse período, iniciei a pesquisa e aquisição da bibliografia que veio a ser utilizada na minha dissertação de mestrado. Posteriormente, no ano de 2002, uma outra oportunidade de estudos em universidades da Inglaterra me foi dada. Dessa feita, primeiro na Universidade de Oxford, junto ao Corpus Christi College; em seguida, junto à Universidade de Northumbria, na cidade de Newcastle upon Tyne. Essa segunda visita de estudos, mais longa e proveitosa, durou, ao todo, cerca de dois meses. Daí também recolhi muito material precioso.

Acredito que, desde então, incuti-me da lição de René David (em “Os grandes sistemas do direito contemporâneo”, Martins Fontes, 1993) acerca do direito comparado: ele “é útil nas investigações históricas ou filosóficas referentes ao direito; é útil para conhecer melhor e aperfeiçoar o nosso direito nacional; é, finalmente, útil para compreender os povos estrangeiros e estabelecer um melhor regime para as relações da vida internacional”.

Com os anos, o contato com a literatura jurídica inglesa e americana, sobretudo na temática dos precedentes judiciais, se estreitou. Sem prejuízo da pesquisa e da análise da doutrina jurídica continental europeia, preferencialmente aquela em língua portuguesa, espanhola, francesa e italiana, que consigo ler com razoável competência.

Por fim, como “cereja do bolo”, veio meu doutorado/PhD no Reino Unido, no King’s College London – KCL, entre os anos de 2008 e 2013, do início da pesquisa à obtenção do título. Fazendo uso do conceptualismo e da comparação entre as tradições do civil law e do common law para a construção e apresentação da minha tese, não preciso entrar em detalhes sobre o quão importante o direito comparado foi para a minha formação.

Assim, seja por vocação ou por obra do destino, reafirmo aqui o meu amor pelo tal direito comparado.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador Regional da República, doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras – ANRL

“Criaturas da Mente” abre o Festival Goiamum Audiovisual 2025

Cartaz do documentário
Cartaz do documentário

Depois do sucesso no número de inscritos e a confirmação da data de realização, o Festival Goiamum Audiovisual 2025, que acontece de 07 a 12 de julho, na UFRN, em Natal, anuncia a grande atração do dia de abertura da sua 11ª edição: o documentário “Criaturas da Mente”, do diretor pernambucano Marcelo Gomes.

O filme, que será exibido pela primeira vez na capital potiguar, tem como personagem principal o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro. O documentário será exibido dia 07 de julho, às 19h, no auditório da Reitoria da UFRN, com entrada gratuita.

O longa-metragem acompanha a jornada do neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro para melhor entender o universo dos sonhos e do inconsciente a partir da relação do conhecimento científico e dos saberes ancestrais de povos originários e de culturas afrodescendentes, transcendendo o tradicional eurocentrismo da academia.

Com imagens imersivas, que incluem trechos da própria filmografia de Marcelo Gomes, e depoimentos instigantes, “Criaturas da Mente” apresenta um universo onde ciência e espiritualidade se complementam, desafiando visões reducionistas e convidando o espectador a repensar sua relação com o inconsciente.

“Esse documentário é o resultado de um diálogo entre cinema e ciência, justamente duas áreas que foram muito atacadas durante o governo anterior. Em um momento em que o cinema brasileiro é assistido por milhões de pessoas, eu estou aqui para dizer que o cinema brasileiro resistiu e está mais vivo que nunca”, declara Marcelo Gomes.

“Criaturas da Mente” é uma produção de João Moreira Salles e Maria Carlota Bruno, da VideoFilmes, realizada em coprodução com Globo Filmes e GloboNews, em associação com a Carnaval Filmes. A distribuição é da Bretz Filmes.

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MPF recomenda que doadores tenham inscrição gratuita em concurso

Arte ilustrativa extraída de portal do MPRN
Arte ilustrativa 

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta quarta-feira (26), à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) que conceda inscrição gratuita em concurso público para candidatos registrados como doadores de medula óssea. Dois editais de concursos para técnico administrativo da universidade, com inscrições abertas a partir de 10 de março, preveem a necessidade de comprovação de efetiva doação.

Para o MPF, tal exigência não está prevista em lei e torna ineficaz o benefício, que pretende estimular o cadastramento de novos doadores.

Na recomendação, o MPF pede a imediata retificação dos Editais 022/2025 e 023/2025, para que a isenção da taxa de inscrição passe a exigir apenas a prova da inscrição do doador em entidade reconhecida pelo Ministério da Saúde. Assim, não deve haver a necessidade de comprovação de efetiva doação por atestado ou laudo médico, como atualmente previsto.

O MPF ressalta que o doador de medula óssea não escolhe quando, para quem doar ou se a doação ocorrerá, pois depende de um receptor compatível. A doação só pode ser feita após a confirmação de compatibilidade entre o doador e o paciente, o que é muito raro.

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Servidores e estudantes fazem piquete em protesto contra governo Lula

Piquete aconteceu como forma de  pressionar à resolução de impasse (Foto: Sintest/RN)
Piquete aconteceu como forma de pressionar à resolução de impasse (Foto: Sintest/RN)

Na manhã desta segunda-feira (3), o Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação do Ensino Superior do Rio Grande do Norte (SINTEST/RN) e o Comando Local de Greve da Universidade Federal do RN (UFRN) realizaram um piquete conforme deliberação da última assembleia geral da categoria que aconteceu no dia 29 de maio. A ação contou com o apoio do movimento estudantil e representações partidárias.

Mobilização faz parte da radicalização do movimento paredista em prol do aprimoramento da carreira e reajuste salarial dos servidores, recomposição orçamentária e ampliação — via concurso público — dos quadros permanentes de pessoal das universidades e institutos federais, assim como da expansão dos recursos da assistência estudantil.

“Prestes a completar 90 dias de paralisação nacional, o governo mantém uma postura intransigente e autoritária, ameaçando encerrar de maneira unilateral as negociações, por meio de um ultimato. Por outro lado, recorre a uma estratégia divisionista ao marcar duas mesas de negociação separadas por um intervalo de uma semana, dia 15/05 com os docentes e 21/05 com os técnicos, numa tentativa de enfraquecer a greve, desmobilizando a categoria docente via sindicatos governistas,” divulga o Sintest/RN.

Sobre o assunto, Sandro Pimentel, coordenador da Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (FASUBRA), “o governo Lula (PT) tem priorizado outras categorias e outros setores que não são essenciais para o desenvolvimento do país. Por isso, a radicalização é uma forma de chamar a atenção para que o governo ceda e reabra o processo de negociação com a categoria”.

A ação será avaliada na próxima assembleia da categoria, que deverá ocorrer nesta quarta-feira, 05/06, às 8h30, no auditório da Reitoria da UFRN.

UFRN vê plágio em doutorado de reitora da Ufersa; ela se defende

Do Novo Notícias e Canal BCS

Ludimilla: confrontos (Foto do Jornal de Fato)
Ludimilla diz que “todas as providências foram tomadas (Foto: Jornal de Fato/Arquivo)

O reitor da Universidade Federal do RN (UFRN), Daniel Diniz, acolheu hoje o parecer da Procuradoria Jurídica da instituição, sobre o relatório da Comissão de Processo Administrativo que havia emitido despacho pedindo a cassação do título de doutora da Professora Ludimilla Oliveira, atual reitora da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA/Mossoró). A acusação – agora constatação – é de que houve plágio em sua tese do doutorado feito na Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O reconhecimento da nulidade desse título de pós- graduação trará certamente graves consequências para a vida acadêmica da professora, sendo a primeira delas a perda do cargo de Reitora. E, possivelmente, a exigência de devolução dos valores extras recebidos em seu contracheque como chefe daquela instituição.

Nos bastidores da instituição diz-se que o plágio chegou a acometer cerca de 45% da dissertação da professora.

Como aconteceu

Um relatório tinha sido elaborado pela Comissão de Processo Administrativo Disciplinar (CPAD) com despacho enviado ao reitor Daniel Diniz. Recomendou a anulação do título de doutora conquistado por Ludimilla através ao Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O título de sua tese foi “De repente, tudo mudou de lugar: Refletindo sobre a metamorfose urbana e gentrificação em Mossoró-RN”, que teria sido plagiada da dissertação de mestrado “O processo de urbanização da Cidade de Mossoró: Dos processos históricos à estrutura urbana atual”, de Karisa Lorena Carmo Barbosa Pinheiro. Ela também teria copiado trechos do livro “Expansão Urbana de Mossoró – Período de 1980 a 2004”, de Aristotelina Pereira Barreto Rocha.

Indicada por Bolsonaro

Apesar de ter ficado em terceiro e último lugar na disputa para a Reitoria da Ufersa, com 18,33% dos votos na eleição de 2020, a nomeação de Ludmilla Oliveira foi anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) durante uma visita dele a Mossoró. Na consulta pública a segmentos da Ufersa, Ludmilla ficou atrás dos professores Rodrigo Codes, com 35,55% dos votos; e Jean Berg, com 24,84%.

A nomeação gerou revolta na comunidade acadêmica que, na época, fez uma série de manifestações contra a intervenção federal.

O outro lado

A reitora pronuncia-se em defesa pessoal, através de uma Nota à Imprensa e Sociedade. Veja abaixo:

Meus cumprimentos à sociedade !

Primeiro, quero dizer aos que tentaram assassinar minha moral e idoneidade estudantil, se o objetivo era me matar, não precisava atirar na minha alma. Ela está sangrando, ferida e machucada. Mas, a cura Deus tem para essa dor imensurável, assim como a nódoa do meu espírito. Ele mesmo apagará.

Segundo, nunca plagiei nada na minha vida, quiçá um doutorado que fui: primeiro lugar no ingresso, tirei nota A em todas às disciplinas e A sem ressalvas na tese. Então, a verdade será o caminho das veredas da justiça humana e de Deus. Afirmo, que todas às providências foram tomadas e agora é aguardar .

No mais, como permaneço viva, embora padecendo das agruras da alma seguirei cumprindo minha missão, porque essa história não terminou ontem dia 02 de junho de 2023.

Minha nota a imprensa e à sociedade – Ludimilla Carvalho Serafim de Oliveira – Reitora da UFERSA.

Nota do Canal BCS – As sanções por plágio podem ir além do que é divulgado pelo portal Novo Notícias, indo pros campos cível e criminal. Ludimilla ainda poderá responder por violação dos direitos morais e violação aos direitos patrimoniais. Determina a legislação a pena de detenção de três meses a um ano, ou multa em casos de violação de direitos de autor e conexos.

Que tudo seja esclarecido.

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Universidade resgatará prédio da antiga Faculdade de Direito

Projeto resgatará linhas originais do imóvel (Arte: UFRN)
Projeto revitalizará linhas originais do imóvel e lhe dará nova destinação (Arte: UFRN)

Faculdade de Direito da RIbeira - UFRNA Universidade Federal do RN (UFRN) assinou contrato de obra de restauro e reforma do prédio do antigo Grupo Escolar Augusto Severo, com a Construtora Biapó, na tarde desta terça-feira, 24 de janeiro.

A edificação da antiga Faculdade de Direito, localizada no bairro da Ribeira em Natal, será destinada ao Centro de Extensão, Cidadania e Cultura da UFRN.

O prazo de vigência do contrato é de 24 de janeiro de 2023 a 19 de fevereiro de 2024.

Nota do Canal BCS – Que maravilha, exclamaria um ex-professor meu.

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Polícia Federal apura suposto desvio de cerca de 165 milhões na UFRN

PF ocupou UFRN para busca e apreensão e outros endereços (Foto: PF)
PF ocupou UFRN para busca e apreensão e outros endereços (Foto: PF)

A Polícia Federal (PF), em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou na manhã de hoje (19), a Operação Faraó, tendo por objetivo apurar possíveis crimes relacionados ao desvio de recursos públicos federais oriundos do Ministério da Saúde.

Cerca de 90 policiais federais estão cumprindo 20 mandados judiciais de busca e apreensão expedidos pela 2ª Vara Federal/RN, nos municípios de Natal/RN, São Paulo/SP, Balneário Camboriú/SC e Brasília/DF.

LAIS 

Em Natal, os mandados estão sendo cumpridos no Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O diretor do Lais, Ricardo Valentim, também teve a PF na sua residência para o cumprimento de mandados. Em 2019, ele ganhou distinção com o prêmio “100 Mais Influentes da Saúde” no país, oferecido pela revista Healthcare Management.

Investigações

Segundo as investigações, no ano de 2017, o Ministério da Saúde transferiu para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aproximadamente R$ 165 milhões para ser empregado na prevenção e combate à doença sífilis no Brasil.

Ricardo Valentim do LAIS-UFRN teve PF em endereço próprio (Foto: Michelle Ariany-Jovem Pan Natal/Arquivo)
Ricardo Valentim do LAIS-UFRN teve PF em endereço próprio (Foto: Michelle Ariany-Jovem Pan Natal/Arquivo)

Aquela instituição de ensino superior, por sua vez, contratou a Fundação Norte-Rio-Grandense de Pesquisa e Cultura (FUNPEC), mediante dispensa de licitação, para executar dez metas do que ficou conhecido como projeto “SÍFILIS, NÃO!”.

Ao longo da execução daquele projeto, notadamente na meta relacionada às ações de publicidade e propaganda, envolvendo recursos da ordem de R$ 50 milhões, foram verificados indícios da prática de diversos tipos de delitos, como fraude à licitação, falsidade ideológica, peculato e lavagem de dinheiro, havendo a atuação direta de inúmeras empresas do segmento publicitário, além de possível envolvimento de servidores públicos.

O outro lado

Em virtude da execução da operação da Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria Geral da União, em que o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde (LAIS/UFRN) é citado, afirmamos que:

Todos os projetos e ações realizadas pelo LAIS e seus pesquisadores são de conhecimento da sociedade e das autoridades, uma vez que regularmente apresentamos informações aos órgãos de fiscalização e controle.
A transparência sempre foi uma de nossas marcas.

Com muita tranquilidade, estamos à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários.
O LAIS reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento de ações direcionadas para a qualidade da saúde pública, com ética e responsabilidade, ratificando a inexistência de ilicitudes.

Agradecemos a todos pela colaboração.

Assessoria de Comunicação – Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde

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Universidade alcança posição inédita em concessões de patente

O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) publicou nesta terça-feira, 27, a última Revista da Propriedade Industrial (RPI) de 2022, publicação semanal que equivale a um Diário Oficial na área de PI. Com os números consolidados, a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) termina um ano pela primeira vez como a instituição de ensino líder em concessões de patente nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.INFOGRÁFICO 2

Ela ficou à frente de Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Pará (UFPA) e Universidade Federal da Bahia (UFBA), dentre outras.

A posição foi alcançada inicialmente já em fevereiro deste ano e reflete o caminho ascendente da UFRN no quesito. Para se ter ideia, quando a Universidade recebe sua primeira concessão, em 2014, algumas outras instituições de ensino do Nordeste já contavam com mais de 10 desses registros de propriedade – era o caso da Universidade Federal de Sergipe. Quatro anos após, em 2018, a UFRN já era líder dentro das regiões Norte e Nordeste. Após mais quatro anos se passarem, a Universidade mantém agora o topo também considerando a região Centro-Oeste.

“A UFRN tem alcançado relevantes avanços no campo da inovação, que são fruto de um esforço institucional ao longo dos últimos anos (…) . Significa a conquista de metas que fazem cumprir nossa missão social no fomento do desenvolvimento socioeconômico do estado e do país, por meio da educação, ciência e tecnologia”, comemora o reitor em exercício, Henio Ferreira de Miranda.

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Equipamento inventado na UFRN identifica problema na construção civil

Uma solução para o monitoramento automático das diferenças de deslocamentos verticais entre duas edificações baseado no processamento digital de imagens. Trata-se de mais uma nova tecnologia desenvolvida na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), com depósito de pedido de patente realizado no mês de agosto.

Denominado Dispositivo para cálculo de recalque relativo ou RedeRecalque, o novo produto é formado por um apontador laser instrumentado e um sistema embarcado para captação e processamento de imagens.

O apontador laser do equipamento é figura central para a identificação do deslocamento (Foto: UFRN)
O apontador laser do equipamento é figura central para a identificação do deslocamento (Foto: UFRN)
Samaherni e Allan usaram conhecimentos da astrofísica e engenharia no desenvolvimento da nova tecnologia (Foto: UFRN)
Samaherni e Allan usaram conhecimentos da astrofísica e engenharia no desenvolvimento da nova tecnologia (Foto: UFRN)

A invenção contou com a participação dos cientistas Allan de Medeiros Martins, Samaherni Morais Dias e Kurios Iuri Pinheiro de Melo Queiroz, todos professores do Departamento de Engenharia Elétrica da Instituição.

Esses deslocamentos descendentes na construção civil são também chamados de recalques, ocorrem em virtude do carregamento natural da estrutura e são bastante comuns. Contudo, devem se manter dentro de um intervalo admissível especificado no projeto das fundações, pois, caso contrário, pode ocorrer o comprometimento do prédio.

Segurança

Um exemplo é quando um pilar “afunda” em uma medida destoante em relação a outro pilar, podendo causar danos como trincas e ranhuras e, em casos mais extremos, até o colapso parcial ou total da estrutura. Para além disso, a segurança dos trabalhadores envolvidos na obra pode ser afetada.

Atualmente, essa medição da diferença é marcada pela imprecisão e utiliza o teodolito, instrumento capaz de medir angulação de objetos diversos, desde edifícios e torres até mesmo plantas, com uso disseminado em áreas como meteorologia e navegação. Na construção civil, usualmente cabe a um topógrafo operá-lo. O profissional faz, manualmente, a anotação dos ângulos e necessita sempre de alguém o auxiliando para conseguir realizar a medição e o alinhamento dos ângulos durante o levantamento – o que implica lentidão no processo.

Além disso, um outro ponto fraco é que o aparelho não realiza a leitura de distâncias.

“A nossa invenção diminui erros de medição que poderiam comprometer a construção e permite a medição continuada, gerando um acompanhamento do recalque que não é possível com o método tradicional”, explica Allan de Medeiros Martins. Uma pesquisa em astrofísica é a raiz do algoritmo utilizado no sistema da RedeRecalque, já que o mesmo “sistema de cálculos” é usado para medir, com exatidão, a posição das estrelas e buscar planetas fora do Sistema Solar.

O RedeRecalque dispensa o uso de lentes óticas e filtros físicos utilizados na maioria das invenções, já que o sensor fotoelétrico é posicionado ao lado de uma área de interesse na superfície da edificação monitorada, em que o ponto luminoso é projetado.

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Precedentes de outrora

Por Marcelo Alves

No meu tempo de Universidade Federal do RN (UFRN), lá pelo começo dos anos 1990, dizia-se que os precedentes judiciais não eram vinculantes no Brasil. Aliás, dizia-se que a “jurisprudência” – esse era o termo usado – não era vinculante. Eles eram, pelo menos era essa a minha impressão, quase desimportantes. Não tínhamos, até então, de fato, uma “cultura” dos precedentes.

Foto ilustrativa (Web)
Foto ilustrativa (Web)

Não que inexistissem precedentes no Brasil ou que eles não fossem tomados como exemplos na prática forense. O instituto do precedente – mesmo que o termo seja tomado no sentido mais estrito – é encontrado em qualquer sistema jurídico. Como então explicava Nelson Sampaio, em “O Supremo Tribunal Federal e a nova fisionomia do judiciário” (artigo publicado na Revista de Direito Público, n. 75, p. 09, jul./set. 1985), “toda sentença cria, por sua vez, um precedente. A própria lei do mínimo esforço leva o juiz, ou o aparelho judiciário como um todo, a julgar do mesmo modo uma lide que tenha características iguais de outra causa já julgada. Um primeiro julgado assemelha-se à trilha aberta em selva inexplorada. É a única clareira que convida à passagem. Se os que por ela seguirem chegarem à meta procurada, o caminho se tornará frequentado e se converterá, com o tempo, em segura estrada real. Sob o ponto de vista ético, o próprio ideal de ‘justiça igual para todos’ inclinaria o julgador a seguir o precedente. Assim sendo, é puramente platônica a conhecida proibição do Código de Justiniano, de que não se julgue conforme os precedentes – non exemplis, sed legibus indicandum est – até porque o julgador pode basear-se em decisão anterior sem mencioná-la”.

O problema era que os atributos dos precedentes no Brasil de então – se persuasivos ou vinculantes, é do que falo aqui especificamente – diferiam em muito daquilo que era preconizado no mundo anglo-saxão ou do common law (Reino Unido, EUA e por aí vai), que ouso aqui chamar de “terra-mãe” da cultura dos precedentes. Nos sistemas filiados à tradição do common law, o precedente era (e ainda é, claro), em regra, de seguimento obrigatório. É um elemento fundamental. É o cerne desses sistemas jurídicos, seu elemento caracterizador, pode-se dizer.

Entre nós – seguindo a trilha dos países/sistemas jurídicos filiados à tradição do civil law ou tradição romano-germânica, entre os quais se inclui o Brasil – se atribuía força meramente persuasiva ao precedente judicial, emprestando-lhe um caráter claramente secundário se comparado com a norma legislada. E aqui adapto a lição de José de Oliveira Ascensão, em “O direito: introdução e teoria geral: uma perspectiva luso-brasileira” (Renovar, 1994), que, com maestria, resumia a posição clássica nos países filiados à tradição do civil law. Como regra: (i) os tribunais superiores não tinham de julgar como fizeram juízes inferiores, o que é facilmente compreensível; (ii) os juízes não tinham de julgar como fizeram já juízes do mesmo nível hierárquico – assim, se o juiz chamado a decidir um caso verificava que outro juiz decidiu já caso semelhante de certa maneira, nem por isso estaria vinculado a manter a orientação seguida; (iii) os juízes não tinham de julgar consoante eles próprios já fizeram – o fato do Supremo Tribunal ter decidido sempre em certo sentido uma categoria de casos, não o inibia de um dado momento adotar outra orientação que lhe pareça mais fundada; (iv) os órgãos judiciais inferiores não tinham de julgar conforme o fizeram já tribunais superiores – e esta seria a chave do sistema.

E, hoje, as coisas estão diferentes no Brasil?

Sim! Atualmente no Brasil, com o desiderato, entre outras coisas, de alcançar a uniformidade de entendimento sobre as questões jurídicas e de garantir maior celeridade na prestação jurisdicional (pelo menos são esses os objetivos mais aparentes), existem determinados tipos de decisões ou conjunto de decisões, fruto de institutos processuais específicos os mais variados – decisões com efeito vinculante no controle concentrado de constitucionalidade, súmulas vinculantes, decisões com repercussão geral no âmbito dos recursos extraordinários, decisões em recursos especiais repetitivos e por aí vai – cuja autoridade é vinculante para os órgãos do Judiciário (às vezes para todos, outras só para alguns) e para a Administração como um todo.

Mas hoje eu não quero falar sobre o presente. Quero apenas resgatar o passado. Seja dando uma de historiador do direito. Ou porque “essa lua, esse conhaque” botam a gente nostálgico como o diabo.

Marcelo Alves Dias de Souza é procurador regional da República e doutor em Direito (PhD in Law) pelo King’s College London – KCL

Medalha Pontes de Miranda será entregue a dois potiguares

A  maior honraria já concedida pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) será, neste ano de 2022, oferecida a dois potiguares: os professores Ivan Maciel e Carlos Gomes, oriundos dos quadros da Universidade Federal do RN (UFRN).Ivan Maciel e homenagem do TRF5 em 2022

Apenas três pessoas recebem a cada biênio a Medalha Pontes de Miranda. A iniciativa da escolha dos dois potiguares foi do presidente do TRF5, desembargador federal Edilson Pereira Nobre Júnior, que teve o requerimento aprovado a unanimidade.

A homenagem é feita há 32 anos e em todo esse período apenas seis potiguares receberam: os ex-Presidentes do TRF5 Ridalvo Costa, Araken Mariz, José Augusto Delgado, Luiz Alberto Gurgel de Faria e Marcelo Navarro, além do Ministro José Dantas.

A medalha foi criada pela Resolução nº 09, de 05 de dezembro de 1990 e tem apenas 63 agraciados. Os escolhidos podem ser magistrados ou juristas que tenham se destacado nacionalmente nos estudos relativos ao Direito, assim como a personalidades, civis ou militares, nacionais ou estrangeiras, que hajam prestados relevantes serviços à Justiça Federal.

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Escola de Música realiza VII Festival Internacional de Violão

A Escola de Música da Universidade Federal do RN (UFRN) será palco da sétima edição do Festival Internacional de Violão de Natal (VII FIVN). O evento acontecerá a partir dessa quarta-feira (17), indo até o sábado (20). É voltado para estudantes, professores e apreciadores de música, de modo geral.

Violonista, compositor e pesquisador brasileiro Marcos Pereira (Foto: Web)
Violonista, compositor e pesquisador brasileiro Marcos Pereira (Foto: Web)

Contará com a presença de violonistas e pesquisadores renomados do Brasil e do exterior, proporcionando ao público uma verdadeira efervescência cultural. A programação conta com oficinas, palestras e master classes com temas relacionados à música, ao violão e a instrumentos similares, como é o caso do alaúde, instrumento de cordas medieval que teve o seu auge no período renascentista.

Um dos momentos mais importantes será o concerto de abertura, estrelado pelo violonista, compositor e pesquisador brasileiro Marcos Pereira (UFRJ), acompanhado da premiada Orquestra Filarmônica da UFRN, sob a batuta do maestro André Muniz.

Apresentação

A apresentação acontece na quarta-feira, no Auditório da Escola de Música, com credenciamento a partir das 18h e apresentação às 19h. A entrada é gratuita.

O VIIFIVN é um projeto de extensão da Escola de Música da UFRN e prossegue com parceiros como a Arte Musical, PAVIO (Paraíba Violões), Festival de Guitarra José Tomás (Espanha) e nesse ano formou uma importante parceria com a Prefeitura Municipal do Natal.

Para mais informações acesse: www.fivnatal.com.

A programação completa também está disponível no Instagram (@vii_fivn).

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Mais um diploma falso de medicina é identificado; MPF denuncia

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou Valdeane Magalhães Carvalho pelo uso de documentos falsos perante a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Sindicância da universidade indicou que ela apresentou diploma de medicina falsificado, supostamente emitido pela instituição boliviana Universidad Tecnica Privada Cosmos (UNITEPC), para obter a revalidação no Brasil.

Registro na UFRN não é caso isolado, constatam MPF e a própria instituição (Foto ilustrativa)
Registro na UFRN não é caso isolado, constatam MPF e a própria instituição (Foto ilustrativa)

Universidades brasileiras e inquéritos policiais têm identificado fraudes semelhantes envolvendo diplomas de medicina.

A UFRN decidiu investigar vários diplomas revalidados na instituição na mesma época, chegando à conclusão de que 14 deles eram falsos.

As investigações policiais demonstram que a UFRN não é a única instituição de ensino vítima de fraudes envolvendo instituições da Bolívia.

Nesse caso específico, com base na sindicância da UFRN e inquérito policial, o MPF constatou que Valdeane praticou o crime por quatro vezes: em 2010, no início do processo, quando apresentou o diploma falso; por mais duas vezes, ao se utilizar da validação fraudulenta para requerer registro junto aos Conselhos Regionais de Medicina de Pernambuco (2012) e Maranhão (data incerta) e em 2019, ao juntar ao processo mais um documento falso, que supostamente atestava a validade do diploma.

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Instituto do Cérebro recebe o jornalista científico Marcelo Leite

Nessa terça-feira (24), às 14h, o Instituto do Cérebro Universidade Federal do RN (UFRN) recebe em seu auditório o jornalista Marcelo Leite para a palestra “Desafios do jornalismo de ciência”.

Marcelo Leite tem vários livros lançados (Foto: reprodução)
Marcelo Leite tem vários livros lançados (Foto: reprodução)

A palestra acontecerá no Auditório do Instituto do Cérebro da UFRN, Campus Central Lagoa Nova.

O encontro contará com a presença e participação do neurocientista Dráulio Araújo, professor e pesquisador do ICe na área de substâncias psicoativas.

Marcelo vai falar tanto sobre jornalismo científico quanto sobre os preconceitos que envolvem o uso dos psicodélicos, tema abordado em seu mais recente livro “Psiconautas” (Fósforo, 2021).

O evento é gratuito e destinado aos interessados no tema, jornalistas e alunos, mediante inscrição.

Perfil

Especializado em jornalismo científico, Marcelo Leite tem atenção em biologia e Amazônia. Foi bolsista da Fundação Krupp, na Alemanha, com estágios nas redações das revistas de divulgação científica Bild der Wissenschaft e Kosmos, e no jornal diário Stuttgarter Zeitung.

Na Folha de S. Paulo desde 1986, já foi editor de Ciência e de Opinião, correspondente em Berlim e ombudsman. Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp, teve sua dissertação publicada em 2007 pela Editora Unesp sob o título “Promessas do genoma”. É autor de vários livros básicos sobre ciência e ambiente

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Jornalismo e docência um pouco mais longe

Guerra concluiu doutorado ano passado Foto: redes sociais)
Guerra concluiu doutorado ano passado Foto: redes sociais)

Com formação na Universidade Federal do RN (UFRN), o jornalista e professor mossoroense Carlos Guerra Júnior vai começar nova etapa profissional. E um pouco distante.

Aprovado em concurso para docente na Universidade Federal de Rondônia (UNIR), ele afivela as malas para essa nova jornada.

Doutorado em Ciências da Comunicação na Universidade de Coimbra (Portugal), em 2020, Guerra tem atuado na docência em outras universidades e realizado diversos trabalhos nas áreas de comunicação, produção cultura e esporte.

Recentemente, editor a revista Princesa 40 anos, documento impresso histórico sobre a rádio FM 90.9 do Assu.

Sucesso, meu caro.

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As lições da Escola da Ponte para um repensar da educação

Livro é resultado de tese de doutorado Reprodução do Canal BCS)
Livro é resultado de tese de doutorado Reprodução do Canal BCS)

Cláudia Santa Rosa, que foi secretária de Educação do RN na gestão Robinson Faria (PSDB), prepara lançamento de livro que tem origem na tese de doutorado que defendeu na Universidade Federal do RN (UFRN).

“Aprender com a Escola da Ponte: repensar a educação”, é o título do seu trabalho.

Vai acontecer no dia 11 de novembro, de 18 às 20h.

Será na Escola Estadual de Tempo Integral Dr. Manoel Dantas, Rua Alberto Maranhão, 892, Tirol, em Natal.

Segundo a autora, a publicação é um trabalho manufaturado a partir de pesquisa na Escola da Ponte, em Portugal.

Prefácio é de Moacir Gadotti e Posfácio de José Pacheco, com Orelhas assinadas por Fátima Pacheco.

A publicação é da Editora D’Niro, com 304 páginas.

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Instituto do Cérebro da UFRN tem nomes científicos em destaque

O AD Scientific Index – ranking que ordena os cientistas de acordo com suas citações no Google Acadêmico – publicou a lista dos dez mil cientistas mais produtivos do BRICS (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). O Brasil aparece em segundo lugar com 3.192 estudiosos e 155 instituições analisadas.

Martín, Lia e Janine, trabalhos relevantes e reconhecidos internacionalmente (Fotomontagem: UFRN)
Martín, Lia e Janine, trabalhos relevantes e reconhecidos internacionalmente (Fotomontagem: UFRN)

A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) aparece na posição 25, com 22 pesquisadores, sendo seis deles do Instituto do Cérebro (ICe): Martín Cammarota, Sidarta Ribeiro, Lia Bevilaqua, Adriano Tort, Sandro Souza e Janine Inez Rossato.

Dentre esses, três atuam no Laboratório de Pesquisa da Memória: Lia Bevilaqua, Janine Inez Rossato e Martin Cammarota, que lidera o ranking entre os cientistas da UFRN.

Política de pesquisa

“Ainda não se compara com a USP, que tem mais de mil pesquisadores na lista, mas eu acho que estamos no caminho certo. O ranking é sumamente importante já que pode ajudar a nortear a política de pesquisa da universidade”, comenta o professor Martin, que já apareceu anteriormente na lista.

Um exemplo de trabalho produzido no laboratório de Pesquisa da Memória e publicado recentemente, foi o artigo intitulado “Dopamine controls whether new declarative information updates reactivated memories through reconsolidation” (“A dopamina controla se novas informações declarativas atualizam memórias reativadas através da reconsolidação”) – assinado por Martin, Lia e Janine, além de Maria Carolina Gonzalez e Andressa Radiske.

Em resumo, a pesquisa demonstrou que é possível apagar memórias – algo parecido com o que acontece no filme “Brilho eterno de uma mente sem lembranças” (2004).

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Bancada federal discutirá emendas ao orçamento de 2021

Benes (centro) coordena bancada (Foto: arquivo)
Benes (centro) coordena bancada (Foto: arquivo)

A Bancada Federal do Rio Grande do Norte, coordenada pelo deputado Benes Leocádio (Republicanos), se reúne nesta sexta-feira (19) para discutir a destinação de emendas ao orçamento 2021. O encontro, que acontece às 9 horas, no Centro de Convenções de Natal, contará com as presenças da governadora Fátima Bezerra (PT), do prefeito de Natal, Álvaro Dias (PSDB), e entidades que poderão apresentar sugestões e discutir prioridades para o envio de recursos.

“Queremos ouvir todas as reivindicações para que possamos decidir em conjunto à destinação dos recursos. A intenção é estreitar o diálogo sobre a vinculação das emendas parlamentares a programas e obras prioritárias do RN. Sabemos que 50% das emendas individuais e coletivas devem ser aplicadas obrigatoriamente na área de saúde. Esperamos que os investimentos possam estar aliados, principalmente, com o plano de retomada e desenvolvimento econômico do Estado diante a pandemia do coronavirus, ”, esclareceu o deputado Benes.

Além dos deputados federais, senadores, da governadora do RN e do prefeito de Natal, estão confirmados para participar da reunião representantes ligados à Federação dos Municípios do RN (FEMURN), Instituto Federal do RN (IFRN), Universidade Federal do RN (UFRN), Universidade Estadual do RN (UERN), Polícia Civil do RN, Polícia Rodoviária Federal, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA), Superintendência da Funasa no RN, Superintendência Regional do Dnit, Liga Contra o Câncer, Hospital Varela Santiago, entre outras instituições.

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Ministro do STJ e juiz debaterão sobre direito penal econômico

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Luiz Alberto Gurgel de Faria e o juiz Federal Ivan Lira de Carvalho serão os expositores  do webinário “Direito Penal Econômico – Encontros entre a teoria e a aplicação”, tratando do pagamento ou parcelamento do tributo como causa da extinção da punibilidade e as visões do STJ sobre o assunto.

O evento, nessa quinta-feira (dia 23 de julho), a partir das 20h, é promovido Departamento de Direito Público, pelo Mestrado em Direito e pela Pro-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O webinário será transmitido no canal Direito e Cultura, do YouTube.

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Mel de abelha – remédio ou alimento?

Por Paulo Menezes

O mel de abelha é considerado um dos alimentos mais deliciosos e puros encontrados na natureza. É produzido a partir da coleta do néctar de diversas flores feita pelas abelhas campeiras. Por conter, principalmente glicose e frutose, é absorvido com muita rapidez pelo nosso organismo, fornecendo energia sem engordar tanto quanto os açucares comerciais comuns.

Nos dias de hoje é muito utilizado como adoçante, sendo também bastante usado na medicina caseira.

Em artigo publicado na revista “American Bee Journal”,  o Dr. Robert Berthold recomenda contra a insônia a ingestão de duas colheres de sopa de mel, misturado num copo de leite morno, antes de dormir.

Segundo ainda o Dr. Robert, deve ser ingerido para aliviar dor de garganta e combater a tosse.

Na revista médica inglesa “Lancet” há um artigo que afirma ter o mel poder de restaurar e fortalecer o desempenho do coração. Seus efeitos no organismo humano são: imunológico, antibacteriano, anti-inflamatório, expectorante e regenerativo.

Para se ter ideia do seu valor como alimento natural orgânico e suas excepcionais qualidades, basta pesquisar um pouco a história da humanidade, e constatar que desde a mais remota antiguidade, há milhares de anos este produto exercia grande poder curativo entre os medicamentos da época.

No Egito, ocupava lugar de destaque entre os produtos alimentares e terapêuticos. Num dos mais antigos documentos da medicina egípcia, um velho papiro de 3.500 anos descreve várias receitas tendo o mel como um dos ingredientes. Esse papiro contém até uma descrição de doenças graves como o câncer do estômago e certos tumores, para cujo tratamento recomenda-se bebidas e lavagens à base de mel para uns e aplicações para outros.

Os hieróglifos, baixos-relevos de pedras, tumbas de faraós, são documentos que fazem referências ao seu uso como alimento e remédio. Na sala egípcia do Museu de História Natural de Berlim pode ser visto um baixo-relevo que data de 5.000 anos atrás, sobre sua colheita e extração.

O célebre Papiro Ebers, conservado na Biblioteca de Leipzing, Alemanha, relata que os egípcios 1.600 anos A.C. alimentavam suas crianças com mel, e naquela época, já domesticavam abelhas.  Na China era empregado habitualmente na medicina caseira.

Pitágoras, em seus escritos sobre medicina, afirmava ter o precioso líquido propriedades notáveis sendo que ele e seus discípulos seguiam um regime alimentar exclusivamente à base de vegetais e mel.

Encontramos informações que os Sumérios, povos que se estabeleceram na Mesopotâmia – atual Iraque – por volta de 5.000 anos A.C.   , tinham por costume seu uso na dieta alimentar.

Homero, o poeta, na sua consagrada Odisseia, fala sobre uma mistura de mel e leite (chamada melikraton) que era considerada uma excelente bebida.

Na Bíblia encontramos 38 citações e referências ao doce alimento: “Se o Senhor nos for propício, introduzir-nos-á nela e no-la dará; é uma terra onde corre leite e mel”.  O Alcorão, a Bíblia dos Mulçumanos, recomenda seu uso como alimento e remédio: “Azeite por fora e mel por dentro”.

No Brasil, no entanto, é importante ressaltar que o produto não é inspecionado pelo Ministério da Saúde, e sim pelo da Agricultura, o que lhe confere status de alimento e não de remédio. Na realidade, faltam mais pesquisas na área e são poucos os médicos que prescrevem receitas recomendando sua aplicação. Preferem ficar ao lado da indústria farmacêutica que é poderosa e não aceita concorrentes.

O seu consumo no mundo ainda é muito baixo por falta de incentivo e da divulgação das qualidades nutritivas e medicinais que ele contém, o que não falta para os adoçantes artificiais e industriais. A média por pessoa não passa de 300g/ano, sendo que o Brasil consome abaixo deste número.

A comunidade europeia consome uma média de 700g/ano, sendo que na atualidade aumenta muito a procura do produto, principalmente na Alemanha, por ser um país mais exigente em defesa da saúde de seu povo.

Em nossa região é preciso ter cuidado ao adquirir o produto, tanto o consumidor, como aquele que compra para revender, pois é muito falsificado, principalmente, quando raro e de alto preço comercial. A fraude consiste em misturar ao mel puro, certa quantidade de um produto com características semelhantes e que tem um preço bem inferior ao verdadeiro. Quem compra para consumo próprio deve conhecer a idoneidade moral de quem vende.

Há algum tempo, enviei ao Departamento de Farmacologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), para análise,  mel da espécie Melípona Subnitida (Jandaíra) coletado por mim, no Meliponário Monsenhor Huberto Bruening, em Mossoró, onde manejo 300 colmeias. O laudo do Prof. Eduardo Augusto da Silva Gurgel fez a constatação de que em uma porção de 20ml (medida caseira) havia um valor calórico de 55,84 Kg/cal, representando apenas 2,49% de valores diários de referência base em dieta de 2.500 calorias. Portanto, bastante “light” o seu uso.

O mel para Virgílius, era a “Dádiva do Céu”; para Plínio, a “Saliva dos Deuses”, mas não resta dúvida que para o homem ele é um magnífico, saudável e gostoso alimento… e remédio.

Paulo Menezes é apicultor

Caicó vai sediar I Encontro Regional Esmarn Seridó

A Escola da Magistratura do Rio Grande do Norte vai realizar no dia 22 de novembro de 2019, no Salão do Júri do Fórum Municipal de Caicó, o I Encontro Regional Esmarn Seridó. O tema central será “Políticas Públicas e Desenvolvimento Estadual”.

O evento começará às 8h, com credenciamento dos participantes.

Conta com o apoio do Tribunal de Justiça do RN (TJRN) e Universidade Federal do RN (UFRN), representando mais uma ação de debate e envolvimento da Escola com magistrados e servidores do Poder Judiciário Potiguar, profissionais da área do Direito, professores e estudantes universitários das regiões do Estado.

Em Caicó, o formato será o mesmo dos encontros já promovidos esse ano em Mossoró e Pau dos Ferros, e vai abordar as políticas públicas penitenciárias no RN e a importância das políticas públicas para o desenvolvimento coletivo, com palestras dos magistrados do Tribunal de Justiça do RN, Felipe Barros e Flávia Dantas Pinto.

As inscrições deverão ser realizadas por meio da página da Esmarn na Internet (veja AQUI).

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Delegados entregarão propostas para segurança pública

Maués: trabalho com UFRN (Foto: Adepol/RN)

A Associação de Delegados da Polícia Civil do RN, (ADEPOL/RN) entregará ao Governo do Estado, na próxima sexta-feira (25), um conjunto de projetos idealizados para otimizar os serviços prestados pelos policiais civis. Esta semana a polícia judiciária completa 38 anos e a associação aproveita a data para oferecer à população novas ideias que devem – caso aprovadas – melhorar o trabalho da Polícia Civil substancialmente.

O ato de entrega acontece na sede da associação, na Via Costeira, ao meio-dia. Foram convidados representantes da classe política, secretários de estado, membros de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e Ministério Público do RN (MPRN).

Eu decido

Também estarão presentes os professores da Universidade Federal do RN (UFRN) que promoveram a pesquisa pública em parceria com a Adepol chamada “Eu decido a segurança do RN”, em agosto do ano passado.

O estudo foi transformado em dissertação de mestrado e aprovado recentemente pelo corpo docente da universidade.

A Adepol/RN é presidida pela delegada Paoulla Maués.

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