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Governo fará leilão para antecipação dos royalties

Do Blog Diário Político

A Governo Fátima Bezerra (PT), por meio do secretário Aldemir Freire de Planejamento e Finanças (SEPLAN), anunciou que amanhã, 12/04, vai ser publicado no Diário Oficial do Estado (DOE) o aviso de licitação, na modalidade pregão eletrônico para antecipação dos royalties do petróleo.

A data do pregão foi confirmada e acontecerá no dia 26/04 às 9 horas da manhã na secretaria de planejamento e finanças do Estado.O Governo pretende arrecadar um valor considerável para pagamento de salários atrasados dos aposentados.

Confira acima o documento com detalhes deste processo de licitação.

Nota do Blog Carlos Santos – O Governo do Estado não pode utilizar os recursos de antecipação de royalties diretamente para esse fim, mas pode aplicar em outros compromissos que a lei permite, folgando caixa para pagar parte dos salários em atraso.

Leia a postagem sob o título Governo não pode pagar salários com royalties e entenda o caso claramente,  sem rodeios.

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Elementar, minha cara governadora

A governadora Fátima Bezerra (PT) fechou seu terceiro mês de gestão. Estamos em abril agora, a caminho dos primeiros 100 dias, espaço temporal adotado no universo político e jornalístico para avaliações administrativas.

Como lá atrás, bem no começo, continuam as principais dúvidas em relação ao crucial problema da atualização salarial e redução de déficit das contas públicas, em especial na folha de servidores.

Fátima e seu staff fizeram uma mágica que garante, nos anúncios oficiais, o pagamento “antecipado” do funcionalismo no primeiro trimestre do seu governo. Puro eufemismo. Sejamos mais claros: propaganda enganosa.

Fátima tem espelho do Piauí e força atávica na cabeça, como movimento pendular a decisões (Foto: autor não identificado)

A cronologia de pagamentos não tem sido obedecida, algo que sempre foi combatido pelo PT e entidades sindicais dos servidores públicos. Para trás tem ficado as folhas de Dezembro e 13º de 2018, além de parte de novembro do mesmo ano e resíduos consideráveis do 13º de 2017.

Quando serão pagos? Ninguém se arrisca a estabelecer prazos. Com razão. No último dia 19, em redes sociais, o governismo deixou isso bem claro: “(…) O governo só quitará a dívida herdada da última gestão com recursos extras.”

Tudo dependerá do fluxo de “receitas extraordinárias” exponenciais. Só os recursos regulares do erário não são suficientes à cobertura do passivo herdado do governo anterior.

O governo sonha com antecipação de royalties do petróleo, venda da administração da folha dos servidores a uma instituição financeira, créditos da cessão onerosa do Pré-sal (que a então senadora Fátima era contra), empréstimo, algum socorro da União através do Plano de Equilíbrio Financeiro (PEF) e cobrança de grandes devedores da dívida ativa.

Porém há algo camuflado nessa narrativa. Fátima Bezerra talvez não consiga melhores resultados por afeição atávica a princípios ideológicos e discurso de campanha. Parece inexorável o aumento da alíquota previdenciária e a venda de patrimônios estatais.

CÓPIA DO PIAUÍ

Acusada de copiar plano de governo do reeleito governador petista piauiense, Wellington Dias, na campanha do ano passado, Fátima bem poderia se espelhar na experiência dele. Desde 2017 que o governador promove arrochos para conter o déficit previdenciário, por exemplo, que mesmo assim deverá chegar a R$ 1,5 bilhão em 2019. Desde 2017 que Dias levou o Piauí a ingressar no PrevNordeste, uma previdência complementar, aumentou alíquota de contribuição do servidor para 14% e promoveu alteração nas regras do pagamento de pensões.

Nesses primeiros meses de gestão, Fátima Bezerra tem realizado economia de ponta de lenço. Na Assembleia Legislativa não ancorou uma reforma administrativa que diminuísse tamanho da máquina pública ou qualquer medida realmente austera.

Como o Blog Carlos Santos postou no último dia 27 de fevereiro, Governo parece acreditar em milagres. Eles não virão.

Sem a adoção de remédios amargos e excepcionais, o quadro tende a se agravar. Comer pipoca Boku’s, tocar pandeiro e receber membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do empresariado rendem notícias, mas não aplacam o apetite da hidra que esvazia o cofre estadual, tornando o Executivo incapaz de promover o básico.

O então governador Robinson Faria (PSD) recebeu o Governo do RN em janeiro de 2015 com a folha praticamente em dia, graças à manobra que acertou com a sucessora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP). Na Assembleia Legislativa houve aprovação da fusão de fundos Financeiro e Previdenciário do Estado, seguido de saque de mais de 200 milhões de reais, em dezembro de 2014.

Em poucos meses, ele solapou essa fonte de recursos para complementar folha e a partir de janeiro de 2016 atrasou continuamente (36 meses) o desembolso do funcionalismo.

Com Fátima, tudo poderá se repetir numa proporção ainda pior. Se atualizar pagamento funcional com as sonhadas receitas extraordinárias, sem reduzir drasticamente o déficit da folha (na casa dos 120 milhões/mês), logo em seguida tudo voltará ao “normal”.

Elementar, minha cara governadora.

* Texto originalmente publicado no último dia 1º, marcando os primeiros 100 dias do Governo Fátima Bezerra, marca completada nesta quarta-feira 10 de Abril de 2019.

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Governo não pode pagar salários com royalties

Almeida: vedações (Foto: TN)

Que fique claro: salários em atraso na esfera pública não podem ser cobertos por royalties do petróleo, antecipados ou não. Portanto, a operação que o Governo Fátima Bezerra (PT) tenta para aplacar parte da dívida salarial superior a 1 bilhão de reais vai além do fechamento dessa negociação.

Em artigo técnico divulgado há quase um mês, o advogado, economista, consultor Fiscal e tributário Alcimar de Almeida Silva esclareceu vedações ao uso de royalties.

Segundo ele, a Lei n. 7.990/89 “deixou de atribuir preferência ou exclusividade na aplicação dos recursos dos royalties, passando a estabelecer as vedações quanto à sua aplicação. Entre estas vedações estão o pagamento de dívidas e do quadro permanente de pessoal, embora sendo admitido o pagamento de dívidas com a União e suas entidades e capitalização de fundos de previdência”.

E finalizou: “Pode até ser que em face da operação a ser contraída o Governo do Estado faça aplicação em outros compromissos, adquirindo folga de caixa para pagar salários atrasados. Nunca porém com a utilização dos royalties do petróleo. Embora possa deles lançar mão para a capitalização dos fundos previdenciários  (pensões e aposentadorias).”

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Elementar, minha cara governadora

A governadora Fátima Bezerra (PT) fechou seu terceiro mês de gestão. Estamos em abril agora, a caminho dos primeiros 100 dias, espaço temporal adotado no universo político e jornalístico para avaliações administrativas.

Como lá atrás, bem no começo, continuam as principais dúvidas em relação ao crucial problema da atualização salarial e redução de déficit das contas públicas, em especial na folha de servidores.

Fátima e seu staff fizeram uma mágica que garante, nos anúncios oficiais, o pagamento “antecipado” do funcionalismo no primeiro trimestre do seu governo. Puro eufemismo. Sejamos mais claros: propaganda enganosa.

Fátima tem espelho do Piauí e força atávica na cabeça, como movimento pendular a decisões (Foto: autor não identificado)

A cronologia de pagamentos não tem sido obedecida, algo que sempre foi combatido pelo PT e entidades sindicais dos servidores públicos. Para trás tem ficado as folhas de Dezembro e 13º de 2018, além de parte de novembro do mesmo ano e resíduos consideráveis do 13º de 2017.

Quando serão pagos? Ninguém se arrisca a estabelecer prazos. Com razão. No último dia 19, em redes sociais, o governismo deixou isso bem claro: “(…) O governo só quitará a dívida herdada da última gestão com recursos extras.”

Tudo dependerá do fluxo de “receitas extraordinárias” exponenciais. Só os recursos regulares do erário não são suficientes à cobertura do passivo herdado do governo anterior.

O governo sonha com antecipação de royalties do petróleo, venda da administração da folha dos servidores a uma instituição financeira, créditos da cessão onerosa do Pré-sal (que a então senadora Fátima era contra), empréstimo, algum socorro da União através do Plano de Equilíbrio Financeiro (PEF) e cobrança de grandes devedores da dívida ativa.

Porém há algo camuflado nessa narrativa. Fátima Bezerra talvez não consiga melhores resultados por afeição atávica a princípios ideológicos e discurso de campanha. Parece inexorável o aumento da alíquota previdenciária e a venda de patrimônios estatais.

CÓPIA DO PIAUÍ

Acusada de copiar plano de governo do reeleito governador petista piauiense, Wellington Dias, na campanha do ano passado, Fátima bem poderia se espelhar na experiência dele. Desde 2017 que o governador promove arrochos para conter o déficit previdenciário, por exemplo, que mesmo assim deverá chegar a R$ 1,5 bilhão em 2019. Desde 2017 que Dias levou o Piauí a ingressar no PrevNordeste, uma previdência complementar, aumentou alíquota de contribuição do servidor para 14% e promoveu alteração nas regras do pagamento de pensões.

Nesses primeiros meses de gestão, Fátima Bezerra tem realizado economia de ponta de lenço. Na Assembleia Legislativa não ancorou uma reforma administrativa que diminuísse tamanho da máquina pública ou qualquer medida realmente austera.

Como o Blog Carlos Santos postou no último dia 27 de fevereiro, Governo parece acreditar em milagres. Eles não virão.

Sem a adoção de remédios amargos e excepcionais, o quadro tende a se agravar. Comer pipoca Rufus, tocar pandeiro e receber membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do empresariado rendem notícias, mas não aplacam o apetite da hidra que esvazia o cofre estadual, tornando o Executivo incapaz de promover o básico.

O então governador Robinson Faria (PSD) recebeu o Governo do RN em janeiro de 2015 com a folha praticamente em dia, graças à manobra que acertou com a sucessora Rosalba Ciarlini (DEM, hoje no PP). Na Assembleia Legislativa houve aprovação da fusão de fundos Financeiro e Previdenciário do Estado, seguido de saque de mais de 200 milhões de reais, em dezembro de 2014.

Em poucos meses, ele solapou essa fonte de recursos para complementar folha e a partir de janeiro de 2016 atrasou continuamente (36 meses) o desembolso do funcionalismo.

Com Fátima, tudo poderá se repetir numa proporção ainda pior. Se atualizar pagamento funcional com as sonhadas receitas extraordinárias, sem reduzir drasticamente o déficit da folha (na casa dos 120 milhões/mês), logo em seguida tudo voltará ao “normal”.

Elementar, minha cara governadora.

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Deputados garantem meios para antecipação de royalties

O plenário da Assembleia Legislativa aprovou as duas propostas encaminhadas pelo Governo do Estado com o objetivo de diminuir a dívida com aposentados e pensionistas. As medidas propostas vão utilizar os recursos obtidos através da antecipação dos royalties do petróleo durante a atual gestão, para pagar, exclusivamente, os débitos referentes às folhas de 2017 e 2018 dos servidores inativos e pensionistas.

Deputados deram urgência a matérias encaminhadas pelo governo estadual (Foto: AL)

A primeira medida, aprovada à unanimidade dos presentes, amplia a autorização concedida ao Poder Executivo para realizar, durante o exercício financeiro de 2019, operações de antecipação de receita orçamentária, de 2% para até o limite de 6% (seis por cento) sobre a receita corrente líquida. Esta medida precisava ser aprovada para lastrear a antecipação dos royalties até 2022, escopo da segunda proposta encaminhada pelo Executivo.

Também aprovada à unanimidade dos deputados presentes, a segunda medida trata da antecipação de receitas dos royalties da exploração de petróleo e gás natural, até 31 de dezembro de 2022. Os recursos serão utilizados para o pagamento de salários atrasados dos servidores inativos e pensionistas.

De acordo com o secretário estadual de Planejamento e das Finanças, Aldemir Freire, a atual dívida do Governo do Estado com os servidores é de R$ 900 milhões a R$ 1 bilhão. “Não é possível pagar com os recursos correntes de 2019”, disse em reunião com os deputados no dia que antecedeu a votação. A expectativa da receita estimada a ser antecipada é de R$ 480 a R$ 530 milhões.

Emenda

Uma emenda modificativa ao projeto foi apresentada pelo deputado Kelps Lima (Solidariedade) e aprovada pelo plenário da Casa Legislativa que, segundo explicou, permitirá a utilização de parte dos recursos para amenizar a dívida dos ativos.

“Fica vedado ao tesouro estadual alocar recursos para o Fundo Financeiro do Rio Grande do Norte (FUNFIR), exclusivamente, no mês em que os recursos dispostos no caput desse artigo ingressarem na conta do mencionado fundo”, diz o texto.

Com informações da Assembleia Legislativa do RN.

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Antecipação dos royalties divide Assembleia Legislativa

Assembleia Legislativa decide nesta segunda-feira (12) se projeto para viabilização de antecipação dos royalties do petróleo/gás segue tramitação normal ou de urgência.

A Casa está dividida.

O Governo Fátima Bezerra (PT) tem pressa.

O funcionalismo, idem.

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Só “receitas extras” podem garantir atualização de salários

Fátima não contraria Aldemir (Foto: reprodução BCS)

Em entrevista ao Jornal 96 da FM 96 do Natal, à manhã desta segunda-feira (28), a governadora Fátima Bezerra (PT) não estipulou prazo para atualização salarial dos servidores. Mas reiterou que essa é uma prioridade do seu governo.

Entrevistada pelo jornalista Diógenes Dantas, Fátima disse que pagar salários dentro do mês trabalhado a todos os servidores ativos e inativos seguirá como meta.

Porém ponderou que somente com “receitas extras” o estado terá condições de atualizar passivo próximo de R$ 1 bilhão.

Antecipação de royalties de petróleo, cessão onerosa do pré-sal, renegociação de folha de pessoal com Banco do Brasil (ou Caixa Econômica Federal-CEF) e formalização do Fundo de Compensação de Variações Salariais são alguns dos meios para colocar em dia o funcionalismo.

À semana passada, o secretário de Estado do Planejamento e Finanças (SEPLAN/RN), Aldemir Freire, previu que no próximo ano será possível a atualização. Fátima desconversou sobre prazos. Não endossou nem contrariou seu secretário.

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Fórum de servidores decide endurecer com Governo Fátima

Dirigentes de entidades sindicais realizaram na tarde desta terça-feira (22), na sede do Sindicato dos Auditores Fiscais do RN (SINDIFERN), em Natal, mais uma reunião do Fórum de Servidores Públicos do Estado do Rio Grande do Norte. Na pauta, a continuidade das negociações com o Governo Fátima Bezerra (PT) e o decreto que dispõe sobre a suspensão temporária de gozo e pagamento em pecúnia de licença-prêmio (veja AQUI).

O Fórum deliberou onze pontos de pauta para debater nesta quarta-feira (23), numa audiência com o Gabinete Civil, às 14h, veja. A pauta é dura e imperativa, podendo resultar numa ruptura entre sindicatos e governo logo nos primeiros dias de gestão:

1. Exigir do governo a apresentação de um calendário de pagamento dos salários atrasados sem parcelamento;

2. Pressionar por uma resposta e agilidade quanto ao empréstimo do governo junto ao Banco do Brasil;

3. Exigir que o governo faça inversão dos cargos comissionados em que 70% sejam servidores de carreira e 30% comissionados externos;

4. Lutar pela revogação imediata do Decreto de Suspensão das Licenças Prêmios;

5. Reivindicar a compensação das sobras do judiciário e do legislativo;

6. Reivindicar que o governo adote o regime de caixa para pagamento do imposto de renda;

7. Exigir do governo uma folha suplementar para os 500 servidores que ainda não receberam o salário de janeiro;

8. Posicionamento contrário a qualquer negociação do governo com categoria isolada do Fórum dos Servidores;

9. Indicativo de Ato Protesto no dia 05/02/2019 caso o governo não apresente calendário para pagamento dos salários atrasados.

10. Lutar pelo pagamento em dia dos salários;

11. Cobrança da dívida ativa do Estado por meio de força tarefa com todos os poderes e aumento da arrecadação.

O Fórum deliberou ainda por um indicativo de um ato unificado no dia 05 de fevereiro, na governadoria, com sua confirmação a depender das negociações desta quarta-feira com o governo do Estado.

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Governo tenta aliviar débito com antecipação de royalties

Reunião hoje abre caminho para avanços (Foto: Elisa Elsie)

Até ano passado, o PT tinha sérias restrições à antecipação de créditos de  royalties do petróleo para uso em complementação de folha de pessoal.

Agora, não. É questão sine qua non (fundamental) para aliviar o déficit com o funcionalismo, que passa de R$ 1 bilhão com salários em atraso.

A governadora Fátima Bezerra (PT) recebeu na manhã desta quarta-feira (9), o novo superintendente do Banco do Brasil no Rio Grande do Norte, Antônio Carlos Servo, para tratar da operação de crédito para antecipação dos recursos dos royalties do petróleo.

Também esteve em pauta, a renegociação da operacionalização da folha de pagamento dos servidores e a regularização dos débitos referentes aos consignados. Estas medidas são consideradas prioridades para a governadora.

O desdobramento desta reunião acontecerá na próxima sexta-feira (11), em Brasília, onde a governadora e o secretário de Planejamento e Finanças (SEPLAN), Aldemir Freire, estarão reunidos com a diretoria do Banco do Brasil.

Nota do Blog – Está corretíssima a governadora. Os tempos e os papeis são outros. Ano passado, até que o governador da época, Robinson Faria (PSD), tentou conseguir antecipação dos royalties, mas não obteve êxito, mesmo com aprovação na Assembleia Legislativa – sem voto favorável do petista Fernando Mineiro.

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José Dias afirma que TCE toma decisão como “Corte Política”

Dias: indicações políticas (Foto: AL)

Palavras do deputado estadual governista José Dias (PSD), sobre o comportamento dos conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN):

– Os membros querem transformar a Corte em uma Corte política. Essa decisão é indevida e inepta. Sob o ponto de vista legal, não vale nada. O TCE é um simples órgão auxiliar da Assembleia Legislativa, mas se julga como poder. Por causa do nome de ‘tribunal’, se acha o dono do mundo”.

Palavras suas em entrevista à FM 94 do Natal, sobre decisão cautelar do TCE nessa quinta-feira (9) – veja AQUI, que impede o governador Robinson Faria (PSD) não realize qualquer ato administrativo que implique em operação de crédito com antecipação de receitas de royalties do petróleo, como foi aprovado pela Assembleia Legislativa.

Nota do Blog – O parlamentar tem considerável razão. Mas ele também deve saber que todas as nomeações para o TCE são políticas. Vamos escrever em letras maiúsculas: TODAS.

Se um tribunal é formado por políticos, indicados por políticos, para atender a seus interesses políticos, que resultado poderia sair dessa caldeirada?

Francamente!

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TCE freia uso de recursos para antecipação dos royalties

Do G1 RN

O Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) determinou de forma cautelar em sessão nesta quinta-feira (9), que o governador Robinson Faria (PSD) não realize qualquer ato administrativo que implique em operação de crédito com antecipação de receitas de royalties. Caso já tenha sido editado qualquer ato administrativo com esse conteúdo, os seus efeitos ficam suspensos, de acordo com o TCE.

O voto do relator, Poti Júnior, foi seguido por todo o colegiado. A exceção foi Paulo Roberto Alves, que alegou suspeição.

No mês passado, a Assembleia Legislativa aprovou o projeto que autoriza a antecipação de pagamento de royalties da exploração de petróleo e gás natural para o Governo do Estado. Com a medida, o Executivo queria receber R$ 162 milhões, que deve usar o montante no fundo previdenciário, para pagamento de aposentados.

O Governo pretendia usar o dinheiro dos royalties também para a amortização de dívidas com a União, porém os deputados decidiram, ainda na Comissão de Finanças e Fiscalização, que os recursos seriam usados apenas para pagamento de folha.

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Ministério Público de Contas é contrário à antecipação

O Ministério Público de Contas do Rio Grande do Norte (MPC/RN) posicionou-se de modo favorável à concessão de medida cautelar para que o Chefe do Poder Executivo (Robinson Faria-PSD) se abstenha de realizar atos administrativos visando contratar operação de crédito utilizando royalties do petróleo como garantia.

Ricart Coelho: limites (Foto: TCE)

Em seu parecer, o Procurador-Geral de Contas, Ricart César Coelho dos Santos, defendeu que a antecipação dos recursos dos royalties violaria os limites previstos nas normas gerais de direito financeiro e na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A Assembleia Legislativa aprovou a antecipação dos royalties no dia 13 de junho deste ano. Executivo justificou que receberia R$ 162 milhões, usando o montante para injeção no Fundo Previdenciário, para pagamento de aposentados e pensionistas.

Desequilíbrio

A fumaça do bom direito estaria presente em razão do ato acontecer no fim do mandato do chefe do Poder Executivo e os recursos pertencerem ao exercício financeiro do ano seguinte, bem como a destinação pretendida ser vedada em lei; já o perigo da demora se configura na iminência do processo político-eleitoral e na contratação importar em valores superiores a 160 milhões de reais, o que provocaria desequilíbrio financeiro no próximo ano.

O processo nº 4202/2018 agora segue para o gabinete do Conselheiro Relator, que irá elaborar o voto a ser levado para apreciação em Plenário.

Veja AQUI a íntegra do parecer.

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Carlos Eduardo diz que RN só sai do caos com ‘ajuste fiscal’

Ajuste fiscal, ajuste fiscal, ajuste fiscal. Como um mantra, o ex-prefeito do Natal e pré-candidato ao governo estadual Carlos Eduardo Alves (PDT), não cansa de repetir essas duas palavras que se encadeiam.

Para ele, na cartilha da boa gestão, capaz de dar solução ao caos financeiro, administrativo, funcional e social vivido pelo RN, “o ajuste fiscal é o ponto de partida. Não pode gastar mais do que arrecada. Eu não estou reinventando a roda”.

Carlos Eduardo é econômico em promessas e fala da necessidade de se fazer uma gestão saneadora (Foto: Blog Carlos Santos)

Blog Carlos Santos conversou com Carlos Eduardo Alves nessa sexta-feira (15), em sua estada de poucas horas em Mossoró. Gestão e política formam o binômio da entrevista, dividida em duas postagens. Nesta, tratamos do primeiro tema.

Carlos Eduardo prometeu agir com “mão de ferro” para enxugar despesas e retomar a capacidade do estado cumprir suas funções basilares, principalmente na Saúde, Segurança e Educação, “com volta de investimentos que estão praticamente parados”, disse. “Foi assim que fizemos em 2013 quando pegamos a Prefeitura do Natal sucateada, endividada, sem crédito algum e 58% de comprometimento de receita com folha de pessoal”, relembrou.

– Vão ocorrer demissões, caso o senhor seja eleito governador?

– Precisamos de gestão, cortes. Não creio em demissão – reagiu o pré-candidato.

Crítico ferrenho do governo Robinson Faria (PSD), ele assinalou: “Nunca foi feita uma reforma de estado, um ajuste. É preciso que sejam feitos cortes e temos uma equipe multidisciplinar mergulhada em estudos, no maior conhecimento dos números e informações disponíveis, para fazermos uma gestão que nos primeiros dias já terá que agir. Sem isso não é possível se prometer nada, se fazer nada”.

Segundo Carlos Eduardo Alves, “esse é um estado doente, mas ele tem jeito, com a gente o transformando num estado necessário. Não é um estado minimo, mas capaz de cumprir suas obrigações com servidores, fornecedores e o cidadão, não criar mais dificuldades para a iniciativa privada gerar renda, empregos e aumento da arrecadação”.

Na ótica do ex-prefeito natalense, a parceria com a iniciativa privada, por exemplo, com a atração de novos investidores e empresas/indústrias, só será possível “com a casa arrumada, com credibilidade”, o que o atual governo não tem.

Saúde, royalties, previdência, Segurança

“Manter cerca de 24 hospitais regionais, talvez seja demais. Estamos com equipe especializada estudando. Sinceramente, eu não tenho hoje uma opinião formada sobre esse atual sistema. Mas claro que a falta de uma trauma-ortopedia sobrecarrega os principais hospitais em Natal e Mossoró”, comentou Carlos Eduardo. A saúde não tem resolutividade se também não tiver investimento racionais e sem desperdícios.

Citou ainda, que “o governo atual nunca teve receita para pagar em dia os servidores, usou ilegalmente o Fundo Previdenciário e trata de inviabilizar o futuro”. Lembrou a recente decisão de antecipar receita dos royalties do petróleo que a Assembleia Legislativa aprovou, como mais “uma decisão ilegal e que precisa ser apurada”.

Para ele, o déficit bilionário e crescente da previdência estadual “não tem uma solução milagrosa”. Até ponderou que é uma situação que afeta à grande maioria dos estados federados. “A solução passará pelo próprio governo federal em negociação com os governos, se não em pouco tempo o sistema estará implodido. Quem se aposentar em dez anos ou 15 anos não terá como receber”.

Déficit previdenciário preocupa Carlos (Foto: BCS)

Quanto à segurança, Carlos Eduardo desfiou uma série de necessidades que estão dentro das obviedades que qualquer pessoa de razoável compreensão, do assunto, repetiria sem titubeios. “Vamos investir em inteligência, maior preparo do pessoal,equipamentos modernos, motivação, tecnologia e planejamento”, citou.

Com déficit da ordem de 62% na tropa da Polícia Militar, sem concurso há cerca de 13 anos e com Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) limitando contratações, como sair dessa camisa-de-força? De novo o mantra: “Vamos fazer um ajuste fiscal, dando exemplo, tendo recursos para melhorar a segurança”.

Relação com outros poderes

Quando voltou a falar sobre “reforma de estado”, Carlos Eduardo reiterou que vai procurar o compartilhamento de esforços com Legislativo e Judiciário e outros órgãos de estado, numa solidariedade que mexe com muitos milhões. “Todos precisarão se ajustar, ninguém vai se negar, tenho certeza”, afirmou. “Mas vamos começar pelo Executivo”, alertou.

De antemão, Carlos Eduardo evitou bater de frente com poderes e órgãos que recebem duodécimo (repasse constitucional com base em orçamento). Optou pelo incenso: “O Judiciário e o Legislativo doaram recursos, veículos para segurança e saúde, que são responsabilidades do governo estadual. Isso merece aplausos”, destacou.

Porém também começou a mexer num vespeiro. “A gente sabe que o repasse do duodécimo em alguns estados, é percentualmente menor do que acontece no RN”, apontou. A questão deve ser discutida.

No âmbito do Congresso Nacional,  há projeto prevendo que a cada fim de ano o saldo financeiro do duodécimo e de fundos administrados por órgãos como Poder Judiciário e Ministério Público volte para o cofre do governo estadual. Quem aceitará tamanho sacrifício em nome da maioria?  “Vamos dar nosso exemplo primeiro, cuidando da gestão”, comentou o pré-candidato.

O que é ajuste fiscal? é o nome que se dá a programas que buscam reequilibrar o quadro de receitas e despesas de um governo, por meio de redução de gastos ou aumento na arrecadação – ou ambos.

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Dois assuntos e o mesmo destino em Mossoró

Dois assuntos que caíram no esquecimento em Mossoró:

– Os R$ 15 milhões (ou mais) para construção do Santuário de Santa Luzia no alto da Serra Mossoró;

– O adiantamento de royalties do petróleo aprovado pela Câmara Municipal, que passaria dos 34 milhões.

Oremos!

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Pedido de informação de Justiça apressa aprovação de projeto

Com mais de 30 anos cobrindo política, deparo-me com uma constatação: estamos ficando pior em Mossoró. Patinhamos na lama. Isso é submundo. Tem um odor asfixiante.

O que aconteceu nessa quarta-feira (11) na Câmara de Mossoró foi nauseante. Bancada governista aprovou projeto de antecipação de royalties do petróleo – que envolve algumas dezenas de milhões, sem sequer folhear a matéria. Não sabe quanto, onde e como serão aplicados. Nada.

Recebeu ordens à aprovação urgente. Pronto. Nem questionou. É uma espécie de “democracia impositiva”, made in Francisco José Júnior (PSD) atual inquilino do Palácio da Resistência, sede da Prefeitura local.

Prefeito foi alertado que o juiz Pedro Cordeiro Júnior, num despacho, pedira informações sobre o projeto à Câmara Municipal. Isso desencadeou operação de urgência para evitar comprometimento de sua aprovação.

 

Muitos se sentem em seu habitat, patinhando na lama (Foto ilustrativa)

Daí a decisão tomada hoje no final da manhã, para que projeto fosse votado logo e não à próxima semana. Já! Para o prefeito, matéria jurídica perde seu objeto. Morreria ali mesmo.

No sábado (7), a bancada oposicionista tinha entrado com um Mandado de Segurança Preventivo. No enunciado, pedia a suspensão da tramitação do projeto apresentado à semana passada no Legislativo, até que fossem informados detalhes técnicos como um Plano de Aplicação.

O despacho de hoje do magistrado colocou o prefeito em polvorosa. Houve agilidade em enviar o texto de urgência especial pronto à Câmara Municipal, para a bancada apenas endossá-lo. Assim foi feito.

A decisão da bancada foi anunciada durante suspensão temporária da sessão para os vereadores receberem servidores da Saúde, na sala da presidência. A oposição revoltou-se e pediu até, via telefone, interveniência do Ministério Público (veja AQUI).

Prefeito monitora votação

O presidente Jório Nogueira (PSD) tentou uma decisão intermediária: seria a antecipação da audiência pública sobre a antecipação dos royalties para amanhã. Em seguida, nova sessão botaria a matéria para análise e votação.

A bancada governista fincou pé. “Vamos votar de qualquer jeito. Quem tem maioria é assim mesmo”, bradou um palaciano.

Por telefone, Francisco José passou a interagir principalmente com o líder governista na Casa, Soldado Jadson (Solidariedade).

No plenário, a sessão terminou sendo retomada e o direito a espernear dos oposicionistas Tomaz Neto (PSD), Francisco Carlos (PV), Lahyrinho Rosado (PSB), Vingt-un Neto (PSB) e Genivan Vale (PROS) foi exercido à plenitude.

Depois de muito a oposição argumentar e protestar, tendo apenas o Soldado Jadson levantando a voz para se contrapor (os demais ficaram calados), a votação foi lógica: projeto aprovado.

O toque de ironia na sessão que terminou pouco antes das 16h, acabou saindo da própria bancada governista: fez aprovar uma emenda ao projeto, para que ele seja debatido quanto ao conteúdo  da aplicação dos recursos, após sua aprovação.

Não houve uma votação, mas ‘execução sumária’ coletiva. Trata-se de um crime de lesa-Mossoró.

Nos dá o direito de desconfiar ou mesmo fazer juízo de valor sobre as reai$ necessidades da aprovação a toque de caixa.

Mas deixa pra lá. Aí são outros quinhentos.

Pobre Mossoró!

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Leia também: Governo tenta aprovação antecipada dos royalties na “marra” AQUI.

Leia também: Líder de Governo engana até o Ministério Público AQUI.

Leia também: Inconfessáveis propósitos e o submundo dos royalties AQUI.

Leia também: Operação para antecipação de royalties ‘anestesia’ Mossoró AQUI.

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Mossoró entrega seu futuro sem qualquer reação

Mossoró está à beira de tomar uma decisão delicadíssima em relação ao seu futuro. Trata-se da iminente aprovação do projeto de lei que autoriza a Prefeitura a contratar antecipação de royalties do petróleo, a agente financeiro estatal. Está nas mãos da Câmara Municipal o amanhã.

O empresariado está calado, nossas faculdades e universidades não se pronunciam. Sindicato dos servidores municipais, Ministério Público, também são inaudíveis. Parte da imprensa já assumiu posição, sem realmente provocar o debate: é o que o prefeito Francisco José Júnior (PSD) deseja e ponto final.

Se é bom ou ruim para Mossoró, tanto faz.

Tecnicamente, o quantitativo da antecipação depende de cálculos feitos pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que podem não se confirmar no futuro próximo. Ela trabalhará uma equação quanto à média de produção e estimativas para próximos anos etc.

No âmbito do Supremo Tribunal Federal (STF), há discussão que trata da redistribuição dos royalties (Lei 12.734/12). Poderemos ter uma redução maior no pagamento, com a redistribuição do “bolo” dos royalties tornando ainda menor o fluxo financeiro às prefeituras que hoje são beneficiadas.

Essa queda já vem ocorrendo ano após ano.

Na Petrobras, devido a uma série de fatores – como a Operação Lava Jato – seu Plano de Negócios prevê uma drástica redução de investimentos numa visão plurianual. Menos recursos para a exploração e pesquisas do petróleo em terra, afetando a produção e consequentemente os royalties.

Mossoró já sente na pele esse “desmanche” há mais de dois anos, de forma continuada, quebrando uma cadeia econômica que fora crescente durante quase três décadas. O “efeito dominó” afeta do setor imobiliário a uma simples lanchonete.

Mesmo assim, a Prefeitura de Mossoró empurra o projeto goela abaixo, sem nenhum plano de investimento, como exige a própria lei.

Mossoró tem crescimento comprometido por conjuntura, gestão nebulosa e decisão comprometedora (Foto: Raul Pereira)

Promove a antecipação dos royalties como a ‘salvação da lavoura’. É um remédio para todos os males, uma espécie de “garrafada do sertão”, vendida em feiras populares, que promete combater de espinhela caída a morróida – na linguagem do sertanejo.

Vale ser lembrado, que do total a ser antecipado, apenas 40% podem ter destinação livre. De acordo com a Resolução 43, o valor da antecipação terá que estar vinculado ao investimento projetado no PPA (Plano Plurianual) e a outras condicionantes legais e técnicas.

Informação viciada

O Projeto de Lei do Executivo local não amarra o valor da Antecipação à sua aplicação. Pulveriza o imaginário popular com desinformação ou informação viciada.

Maior parte dos recursos antecipados (60%), que podem chegar ou ultrapassar os R$ 40 milhões, são amarrados (saúde, educação, por exemplo). Mesmo assim precisa, repito de novo, novamente, mais uma vez, de um plano de investimento.

Câmara tem papel decisivo (Foto: Valmir Alves)

A saída para a crise não é a antecipação dos royalties. Na verdade, o Governo Municipal precisa “cortar na própria carne“.

Isso não ocorrerá exonerando mulher (Amélia Ciarlini) e cunhada (Mirella Ciarlini) do prefeito, para que o governante pareça zeloso, incisivo, drástico e exemplar. A medida, como já afirmamos, não tem efeito prático algum para o erário (veja AQUI). É mera peça de propaganda político-eleitoral.

Podia deixá-las por lá, nas secretarias do Desenvolvimento Social e Comunicação. A mudança de nomes, não altera o produto final.

A Prefeitura de Mossoró não fez o dever de casa. Seus números são nebulosos quanto à aluguel de imóveis, cargos comissionados, locação de veículos, contratos terceirizados, custo real da limpeza urbana e vantagens capciosas dadas a servidores privilegiados.

Ninguém, absolutamente ninguém da sociedade civil organizada sabe nada sobre essas questões. Nem a bancada governista na Câmara Municipal tem noção disso.

A antecipação dos royalties é um atalho ir-res-pon-sá-vel e de má-fé. Nele, não aparecem, aqueles que serão os reais beneficiados de um negócio (ou negociata) de milhões a expensas do sofrimento da maioria.

Pode ser comparado ao criminoso “acerto” feito pelo Governo do Estado para construir o Arena das Dunas. Vincularam os royalties como garantia para o Estado pagar mensalmente quase R$ 12 milhões, que fazem falta à Segurança Pública, Saúde, Educação, Infra-estrutura e outros setores.

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Por isso, que se sataniza a Universidade do Estado do RN (UERN), considerando-a um “peso” para o erário, o que é um raciocínio eivado de estupidez e desconhecimento. Não se leva em conta o sustento milionário com o suor do povo, do suntuoso e excludente Arena das Dunas, que sem esses recursos estaria literalmente às moscas.

Mesmo com todos esses riscos, exigências e incertezas, Mossoró caminha para entregar seu futuro em mãos alheias, sem discutir. Os espertalhões estão exultantes!

Lasque-se! Sofra!

Não poderá reclamar do que virá adiante.

Pobre Mossoró!

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