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Hospital Infantil de Mossoró começa a ser construído nesta sexta-feira

Projeto do hospital (Reprodução do BCS)
Projeto do hospital (Reprodução do BCS)

A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) inicia, oficialmente, às 16h desta sexta-feira (21), a construção do Hospital Infantil de Mossoró, com investimento de R$ 15 milhões e previsão de conclusão até o final de 2025.

Os recursos para construir a unidade hospitalar foram destinados pelo senador Styvenson Valentin (PSDB), que vem pessoalmente oficializar o início da construção ao lado da diretora geral da Apamim, Larizza Queiroz, no final da tarde desta sexta-feira.

Dos R$ 15 milhões, o senador Styvenson já enviou R$ 11 milhões, através do Fundo Municipal de Saúde. Estes recursos chegaram no dia 13 de dezembro, superou a questão burocrática e chegou às contas da Apamim, para dar início a obra.

O prédio, que terá quatro andares, será erguido em aço e concreto armado na Av. Rio Branco, em frente à Praça da Criança, no Centro de Mossoró.

Serão, pelo menos, 30 leitos de Terapia Intensiva neonatal e pediátrica, além de pronto socorro 24 horas.

Histórico

Larizza Queiroz, o advogado Gustavo Lins e o jornalista Cézar Alves apresentaram o quadro de carência de um hospital infantil, com pronto socorro 24 horas e suporte UTI Pediátrica em Mossoró ao senador Styvenson Valentin, em Brasília-DF, no segundo semestre de 2023.

De imediato, o senador ordenou que sua equipe técnica iniciasse os procedimentos para destinar os recursos necessários para sanar esta deficiência em Mossoró, enquanto que a equipe da Apamim trabalhava na construção do projeto arquitetônico.

Para Larizza Queiroz, a construção do hospital infantil simboliza um avanço significativo para a região Oeste do Estado, oferecendo atendimento especializado e reduzindo a sobrecarga de outras unidades de saúde de Mossoró e também da capital do Estado.

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Sesap informa que assumirá gestão do Hospital da Polícia Militar

Hospital tem sido administrado pela Apamim (Foto: Sesap/RN)
Hospital tem sido administrado pela Apamim (Foto: Sesap/RN)

A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP/RN) informa o Hospital da Polícia Militar, em Mossoró, a partir do próximo dia 15 passará à sua gestão. Em nota, a Secretaria rebateu informação que circulou em redes sociais, atestando que haveria fechamento dessa unidade de saúde.

A unidade passa a partir do próximo dia 15 para a gestão da Sesap, após o encerramento do contrato com a atual gestora do hospital, que é a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e Infância de Mossoró (APAMIM).

Até lá, a Sesap terminará a reforma e instalação dos equipamentos do novo centro cirúrgico do Hospital da PM de Mossoró, bem como a Apamim, de acordo com o termo de gestão do hospital e fará as manutenções necessárias para devolver o prédio.

“O Hospital da PM de Mossoró foi recuperado durante a atual gestão, incorporado à rede estadual de saúde pública e seguirá servindo à população do Oeste Potiguar, agora com mais capacidade de realização de procedimentos cirúrgicos, em apoio ao Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM),” assinala.

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Conselho de Medicina quer que intervenção seja mantida

Para Cremern, os problemas vão se multiplicar para a gestão estadual (Foto: Arquivo)
Para Cremern, os problemas vão se multiplicar para a gestão estadual (Foto: Arquivo)

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte (CREMERN) emitiu Nota de Esclarecimento nesta terça-feira (9), sobre sentença judicial que colocou um fim à intervenção na Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), em Mossoró (veja AQUI).

Autor da denúncia que levou a 8ª Vara da Justiça Federal a decretar a intervenção no dia 25 de setembro de 2014, o Cremern quer a manutenção dessa ‘excepcionalidade’ e antecipa que tentará na Justiça mudar a decisão do juíz João Batista Martins Prata Braga – noticiada em primeira mão pelo Blog Carlos Santos.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

O Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Norte – CREMERN recebeu com surpresa, através da imprensa, na manhã desta terça-feira (09), a informação de que o Juízo da 8ª Vara Federal de Mossoró/RN, nos autos do processo n. 0800637-65.2014.4.05.8401, de ofício, mesmo com a demanda totalmente estabilizada, havia revogado a decisão proferida em 16/12/2022 pelo magistrado anterior, que conduzia o feito, determinando a continuidade da intervenção judicial da APAMIM – Hospital Maternidade Almeida Castro – até o dia 01/01/2025.

Assim, após a análise aprofundada da decisão por parte da nossa assessoria jurídica, o CREMERN vai interpor todos os recursos jurídicos necessários para que a intervenção judicial seja restabelecida com a maior celeridade possível, pois visa preservar o princípio da segurança jurídica e também não colapsar o sistema de Saúde do nosso Estado, trazendo prejuízos imensuráveis e irreparáveis a assistência materno infantil em Mossoró e toda região Oeste.

Natal, 09 de julho de 2024

A diretoria CREMERN

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Juiz federal revoga decreto de intervenção na Apamim

Estrutura e serviços após quase dez anos tiveram avanços, mas, e agora? (Foto: Arquivo do BCS)
Estrutura e serviços após quase dez anos tiveram avanços, mas, e agora? (Foto: Arquivo do BCS)

O juiz João Batista Martins Prata Braga da 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, decretou nesta segunda-feira (8), a revogação do “decreto de intervenção deste Juízo junto à Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM).” A situação excepcional, que deveria ser breve, estava perto de completar dez anos.

A Apamim era controlada pelo grupo Rosado há várias décadas e no dia  25 de setembro de 2014 aconteceu sua intervenção, com nomeação de uma junta interventora. Sua estrutura sucateada e diversas irregularidades foram enfrentadas nesse tempo.

Na sentença, o judicante assinala que “após a intervenção e durante o seu curso, a prestação do serviço público de assistência básica à gravidez de baixo e médio risco melhorou exponencialmente, sobretudo quando considerado o caos em que se encontrava a instituição antes da medida judicial, tendo a Junta Interventora da APAMIM logrado êxito no aperfeiçoamento da prestação dos serviços pela maternidade.”

Acrescenta, entretanto, o seguinte: “Ocorre que desde a decretação da intervenção já se passaram quase dez anos e, além de já terem sido cumpridos os objetivos que a fundamentou, verifico que a perpetuação desta imissão do Judiciário na política pública estatal está ocasionando a inércia do ente estadual no que diz respeito à efetivação dos papeis que se situam no seu mister, conforme já destacado.”

Destaca, adiante que “não é papel do Judiciário intervir indefinidamente nas políticas públicas a serem desenvolvidas pelo Executivo, até porque tal proceder extrapolaria os termos estabelecidos pelo STF no julgamento do Tema 698, sobretudo quando a obrigação exequenda já foi cumprida, como é o caso destes autos. Assim, entendo que inexiste razão para a continuidade da intervenção até o dia 05/01/2025, como determinado anteriormente. Cumpridas as obrigações, deve ser imediatamente extinto o decreto interventivo.”

“Por fim, também é importante pontuar que, neste momento, inexiste exclusividade da APAMIM na região para a prestação dos serviços de assistência materno-infantil, dada a inauguração do Hospital Regional da Mulher Parteira Maria Correia (HRMPMC), conforme noticiado em sítio eletrônico oficial do governo do Estado doRN[1]. Nestes termos, já tendo sido atingido o resultado almejado pela execução, não há mais sentido na manutenção da situação,” destaca João Batista Martins Prata Braga.

Alguém precisa alertar o magistrado sobre um pequeno e crucial detalhe: o Hospital da Mulher está em funcionamento há quase um ano e sete meses e nele nunca nasceu sequer um bebê. Absolutamente, nunca.

Trata-se de um enorme ambulatório com dezenas e dezenas de servidores, incontáveis salas fechadas e inúmeros equipamentos de alto investimento que jamais foram utilizados.

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Depois traremos mais detalhes sobre o assunto, pois há uma série de perguntas a serem respondidas, a partir dessa decisão.

Pediatras seguem paralisados à espera de pagamentos da Apamim

notaderepudioOs médicos pediatras da Neo Clínica SS, que atendem no Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) – em Mossoró – seguem com as atividades paralisadas desde quarta-feira (14). Nesta sexta-feira (15), eles emitiram nota de repúdio e revelam situação enfrentada, sem recebimento de pagamentos, mesmo com decisão judicial favorável (veja AQUI).

A Neo Clínica SS se reporta à Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), gestora do HMAC, através de junta interventora.

Estão paralisados os seguintes serviços, por tempo indeterminado:

– 7 leitos de UTI Neonatal (a cidade conta com 17 leitos, mas estão funcionando 10 e todos eles estão ocupados);

– 15 leitos de Unidades de Cuidado Intermediário Neonatal Convencional (UCINco), que é de médio risco. No momento, esse setor está sem plantonista, mas foram mantidos cinco leitos com os pacientes já internados;

– 50% da sala de parto;

– Visitas médicas de alojamento conjunto.

Nota de Repúdio

A NEO CLÍNICA SS, sociedade de pediatras que atua na cidade de Mossoró, vem a público expressar seu repúdio à forma como os profissionais de pediatria vêm sendo desrespeitados pela Direção da APAMIM e pelas autoridades públicas envolvidas na paralisação de serviços médicos vitais para a população. Atualmente, mesmo com a suspensão de cinco escalas pediátricas na Maternidade Almeida Castro, os pediatras continuam sem receber pelos plantões e visitas desde maio de 2023.

A Direção da APAMIM, que é composta por uma junta de intervenção judicial e que administra a maternidade, permanece alegando que não possui condições financeiras de cumprir sua obrigação, mesmo havendo decisão judicial para o bloqueio das contas do governo do estado e um acordo de pagamento parcelado por parte da prefeitura de Mossoró dos seus débitos com a APAMIM.

Diante do exposto, a NEO CLÍNICA SS exige que a Direção da APAMIM e as autoridades públicas responsáveis pela saúde em Mossoró respeitem os direitos dos pediatras e honrem seus compromissos financeiros. A NEO CLÍNICA SS reafirma seu compromisso com a qualidade da assistência pediátrica e com a defesa da categoria médica, que vem sofrendo com a falta de valorização profissional. Esperamos que a situação seja resolvida o mais breve possível, em benefício dos pediatras e da população que necessita dos seus serviços. Permanecemos à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

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Milhares de pessoas esperam por cirurgias; Governo do RN é cobrado

As cirurgias eletivas em Mossoró seguem emperradas. Aguardam cobertura de recursos do Governo do Estado. O alerta e apelo para superação desse impasse foram feitos pelo vereador Genilson Alves (Pros) nessa terça-feira (14) no plenário da Câmara Municipal.

Genilson Alves mostrou drama que se multiplica diariamente sem contrapartida do Estado (Foto: Edilberto Barros)
Genilson Alves mostrou drama que se multiplica diariamente sem contrapartida do Estado (Foto: Edilberto Barros)

Ele acrescentou que cerca de 400 cirurgias ginecológicas, por exemplo, já poderiam estar atendidas. Lembrou que a Prefeitura e a antiga Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), hoje apenas Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), pactuaram realização desse serviço. Falta a parte do Estado.

Tarcísio Maia, Wilson Rosado, Liga…

As cirurgias ortopédicas pendentes – com muitas pessoas sob ameaça de sequelas irreversíveis – não avançam no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). “Eu não sei por que não se prioriza a Saúde no Governo do Estado”, criticou o vereador.

Lembrou também que Hospital Wilson Rosado (HWR) e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMECC) clamam por pagamentos atrasados.

Houve até paralisação de serviços de quimioterapia e diagnóstico por imagem na LMECC, que devem voltar à próxima semana (veja AQUI), após negociação. No HWR pode acontecer paralisação de atendimento pelo mesmo motivo a partir dessa quarta-feira (15). Governo Fátima Bezerra (PT) não repassa valores referentes às complementações dos serviços de oncologia, cardiologia, neurocirurgia, cirurgias em geral e leitos de UTI – queixas a direção do hospital.

Genison Alves foi aparteado por Naldo Feitosa (PSC). Esse vereador reforçou drama de muitas pessoas que acabam sendo deslocadas do HMAC para Natal em ambulâncias, “em busca de cirurgia”. Raério Araújo (PSD) emendou intervenção, estimando que “umas 5 mil pessoas esperam cirurgias eletivas em Mossoró”.

Eletivas ocorrem noutros municípios

Já Isaac da Casca (DC) relatou que chega a amanhecer com “quatro a cinco pessoas” na porta, pedindo apoio para cirurgias. Porém, afirmou estranhar que em alguns municípios de menor porte, também no interior, esses procedimentos estejam ocorrendo normalmente, com apoio do governo estadual. Dois pesos e duas medidas?

“Por que Mossoró não tem essas cirurgias, mesmo com a prefeitura dando sua contrapartida?” – deixou no ar.

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Meu hospital, minha vida

HMAC passa por um longo período de intervenção e sua transição precisa ser às claras à sociedade (Foto: arquivo)
HMAC passa por um longo período de intervenção e sua transição precisa ser às claras à sociedade (Foto: arquivo)

Do Blog da Chris

A transição do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), de entidade mantida por uma instituição filantrópica (Apamim), para novo modelo de gestão, sem os antigos dirigentes, familiares e aderentes, ainda vai mexer muito com os bastidores da política.

Há enormes interesses que não aparecem ao público.

A intervenção federal foi muito benéfica, mas à medida que se alonga, já por quase sete anos, também deixa transparecer que novos vícios e velhos vícios, com novas caras, não ajudam na mudança que se espera.

Eu nem lhe conto.

Nota do Blog – Extremamente oportuna essa postagem, Chris. A Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) está sob intervenção desde setembro de 2014. Sua dissolução já se formalizou por decisão do juiz Orlan Donato Rocha, da 8ª Vara Federal, no dia 15 de dezembro do ano passado.

Mas, é claro que o processo de transição precisa de maior divulgação e discussão da sociedade, inclusive no âmbito da Câmara Municipal de Mossoró, entidades médicas, Município. Modelo de gestão, forma de constituição societária, administração, patrimônio multimilionário, papel de terceirizadas/empresas e cooperativas etc. estão em jogo.

Há muita coisa a ser vista, muito mais do que nossa vã filosofia possa imaginar.

Traremos mais novidades de bastidores.

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Juiz bloqueia contas da Prefeitura de Mossoró para pagar Apamim

Por decisão do juiz titular da 8ª Vara da Justiça Federal, com sede em Mossoró, Orlan da Rocha Donato, a Prefeitura Municipal de Mossoró teve bloqueio de contas para pagamento à Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). A sentença saiu nessa terça-feira (23).Bloqueio de contas, bloqueio judicial,

No dispositivo (conclusão do magistrado sobre o pedido do autor da ação), ele é enfático:

“Acolho em parte a petição incidental da Junta Interventora e determino o imediato bloqueio nas contas do Município de Mossoró, no valor de R$ 2.974,374, 68, referente às parcelas pós-fixadas de novembro/20 e dezembro/20 e as parcelas pré-fixadas de fevereiro/21”, estabeleceu o magistrado.

Adiante, sublinhou: “Concedo ao Município de Mossoró o prazo de 30 (trinta) dias para pagamento de R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais) referente à parcela de fomento de dezembro/20, e o prazo de 60 dias para pagamento da outra parcela pendente de fomento, referente a janeiro de 2021, no valor de  R$ 650.000,00 (seiscentos e cinquenta mil reais).

A Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Allyson Bezerra (Solidariedade), pronunciou-se sobre a decisão da Justiça Federal, através de sua Secretaria Municipal de Comunicação, abordada por essa página. Veja abaixo:

O Governo Rosalba Ciarlini (2017/2020) transferiu para a atual gestão débito de R$ 11 milhões e 555 mil com a Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), mantenedora do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) e da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR).

Nesta terça-feira (23), a Justiça Federal determinou o bloqueio de R$ 2 milhões e 974 mil nas contas da Prefeitura, referentes às parcelas pós-fixadas de novembro/20 e dezembro/20 e as parcelas pré-fixadas de fevereiro de 2021.  A gestão Allyson Bezerra (Solidariedade) já pagou à Apamim R$ 3 milhões e 360 mil este ano.

A dívida superior a R$ 11 milhões com Apamim faz parte de um montante de mais de R$ 875 milhões de compromissos financeiros deixados pelo governo anterior. O detalhamento dessas contas foi feito pela equipe econômica da Prefeitura de Mossoró no último dia 28 de janeiro (veja AQUI).

Esse é o primeiro bloqueio de contas da municipalidade, na administração Allyson Bezerra. Favorece uma instituição que está sob intervenção federal desde outubro de 2014.

Na administração da então prefeita Rosalba Ciarlini (PP), o mesmo juiz chegou a determinar mais de 30 bloqueios de contas para cumprimento de obrigações só com a Apamim.

O último bloqueio durante o governo de Rosalba aconteceu em dezembro passado (veja AQUI).

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Intervenção na Apamim deve dar vida à nova entidade

O juiz federal Orlan Donato Rocha, titular da 8ª Vara Federal, da Subseção de Mossoró, definiu o prazo de dois anos (até 2023) para conclusão da intervenção na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM). A decisão que noticiamos semana passada (veja AQUI), mas tomada dia 15 de dezembro, também assinalou que a partir de 5 de janeiro de 2021 começará a correr esse prazo.

Resumo fotográfico da visita do editor desta página ao HMAC em 25 de janeiro de 2017 (Fotos: BCS)

E o que acontecerá após o fim da intervenção iniciada em setembro de 2014, portanto há seis anos e três meses? Esse período relativamente longo para esse tipo de interveniência externa numa entidade autônoma e filantrópica, será ainda mais alongado, passando dos oito anos contínuos.

Ao fim desse processo, o Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC)/Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), que está no bojo da Apamim, não será extinto. Mas, tende a ganhar nova formação diretiva e denominação, além de elenco associativo inteiramente diferente do que era antes. Edital vai definir esse outro modelo, para que a instituição que vai nascer seja formada por membros da sociedade civil.

Com certeza, não poderão participar do quadro societário pessoas com vínculo de parentesco até 3 grau daqueles que faziam parte da sociedade até a intervenção. A Apamim era controlada pelo grupo político da atual vereadora e ex-deputada federal Sandra Rosado (PSDB).

Tudo é acompanhado pelo Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público do Trabalho (MPT) e Ministério Público do RN (MPRN).

Desmandos e má gestão

A intervenção federal aconteceu em face de denúncias de desmandos e má gestão em proporções gigantescas, paralelamente ao sucateamento de sua estrutura e asfixia de suas atividades, sobretudo no atendimento a parturientes e bebês. Denúncia foi desencadeada pelo Conselho Regional de Medicina do RN (CRM/RN), apontando desvios de recursos federais e estaduais, assim com atraso no pagamento de servidores da unidade de saúde.

Orlan Donato: decisivo (Foto: arquivo)

Na sentença do juiz Federal Orlan Donato lembrou que “o cenário fruto da ação foi arquitetado por uma administração desastrosa ao longo de anos, sendo que a situação caótica chegou ao ápice em abril de 2014, quando foi fechada uma das duas salas cirúrgicas pela clínica de anestesiologistas, por absoluta falta de condições de funcionamento, ante a ausência dos instrumentos necessários e imprescindíveis para a prática segura de tal especialidade, juntamente com isto a falta de medicamentos e materiais se tornou rotina, o que culminava suspendendo os procedimentos médicos à época. O atendimento ao público, quando chegava a ser realizado, era de forma extremamente precária e com a constante falta de medicamentos”.

Ele observou que a entidade apresentava dívidas de R$ 1,5 milhão em trabalhistas, R$ 2,2 milhões para fornecedores e outros R$ 9,2 milhões de passivos tributários e encargos.

Números

Em seis anos de intervenção foram realizados 38.644 partos. Foram 10% de bebês – 3,8 mil com baixo peso e 15% – 5 mil prematuros.

A maternidade funciona com 180 leitos. Deste total, veja abaixo como está distribuída hoje sua estrutura:

17 de UTI neonatal

15 de ucincO – Berçário

18 de UcincA – Canguru

9 de UTI adulto

25 de gravidez de alto risco

54 de alojamento conjunto

20 de Mãe Coruja

1 Laboratório

1 Centro Obstétrico

1 Centro Cirúrgico

1 Lavanderia

1 Farmácia

1 Esterilização

1 Nutrição

1 Equipe de manutenção

1 Equipe de Limpeza

1 Reforma.

Retenção de recursos

Como no passado, um dos principais problemas da Apamim é a retenção de recursos de entes públicos, sobretudo a Prefeitura Municipal de Mossoró. Há poucos dias, o mesmo juiz Orlan Donato bloqueou R$ 3.492.455,83 da gestão Rosalba Ciarlini (PP), dinheiro do Sistema Ùnico de Saúde (SUS) que seu governo não repassava há meses.

HMAC em foto de Manoelito em 1951

A interventoria, comandada pela bioquímica Larizza Queiroz, terá ainda ingente tarefa de debelar dívidas milionárias que nesse espaço de tempo não foram todas sanadas. Entretanto, o que foi desenvolvido até o momento é extremamente animador.

A Apamim de hoje é diametralmente oposta àquela que foi encontrada pelos interventores. E muito além do que foi seu nascedouro. O HMAC foi oficialmente inaugurado no dia 16 de outubro de 1947.

Os primeiros diretores foram os médicos João Marcelino e Maltez Fernandes. São mais de 73 anos de história.

Nota do Blog – Em janeiro de 2017 fizemos uma demorada visita às instalações do HMAC/CSDR, passeando por seu passado e conhecendo seu presente. Dessa estada veio a produção de uma série de reportagens e crônica. Veja AQUI.

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Município e Estado jogam cadáver de um lado para o outro

O jornal Tribuna do Norte trouxe à tona nessa última quarta-feira (6) um assunto que boa parcela da mídia do RN e de Mossoró faz vista grossa, sabe-se lá por quais motivos: a morte de uma senhora de 72 anos, no fim de semana, por falta de leito de UTI (ou agilidade no socorro).

Originária de Ipanguaçu, no Vale do Açu, ela testou positivo na sexta-feira (1º) e precisava de um leito de UTI, sendo Mossoró o polo de saúde pública mais próximo com estrutura para esse fim. Mas no sábado (2), a idosa faleceu sem a devida assistência.

Jornal Tribuna do Norte estampou reportagem mostrando situação crítica e que deve se repetir mais vezes

Prefeitura Municipal de Mossoró e Governo do Estado estão num jogo de empurra-empurra, eximindo-se de culpa no episódio. A municipalidade é responsável pela regulação dos leitos em Mossoró. Garantiu à imprensa da capital e em nota, que à ocasião do pedido da Secretaria Municipal de Saúde de Ipanguaçu, não havia disponibilidade de leitos na rede pública e terceirizada (Hospital São Luiz, hospital de campanha).

Citou, que dos 10 leitos “abertos pelo Governo do Estado, com ajuda de empresários locais, 7 estavam ocupados e 3 fechados por falta de insumos, de acordo com informações do próprio hospital”.

O Governo do Estado retruca. Garante que havia, sim. O Hospital São Luiz abriu na sexta-feira por volta de 17 horas os seus primeiros leitos (veja AQUI). De início, logo foram colocados em aproveitamento 10 leitos de UTI e 15 de enfermaria. Só na segunda-feira (4), é que leitos de UTI teriam lotado.

Horas antes na sexta-feira em que o São Luiz começou a receber pacientes, o Blog Carlos Santos postava a seguinte matéria: Mossoró já vive saturação para atender pacientes com Covid-19.

Na segunda-feira, uma reportagem do Mossoró Hoje, reproduzida e reforçada em informações por nossa página, apontava que o São Luiz tinha àquela data, pela manhã, 18 pessoas sob tratamento, sendo que nove somente na UTI – veja AQUI. Ou seja, só um leito disponível para situações mais urgentes.

Promessas e propagandas fantasiosas

Prometido para começar a funcionar no dia 20 de abril, o Hospital de Campanha da Prefeitura de Mossoró, também chamado de Unidade de Campanha e de Unidade Hospitalar de Campanha na propaganda oficial confusa, só teve abertura à noite da segunda-feira – veja AQUI. Assim mesmo, sem totalidade de leitos claramente explicitadas.

A própria secretária municipal da Saúde, Saudade Azevedo, noticiou que  seria “cerca (ou seja, algo aproximado) de 10 leitos para pacientes com síndromes respiratórias graves”. Ela não tinha sequer algo preciso, mas estimado.

Divulgação institucional e na imprensa constrói narrativa de protagonismo da prefeita que solta notícia fake (Reprodução BCS)

Município e Estado são inconfiáveis no que divulgam. A opinião pública e imprensa devem ficar com um pé atrás sobre o que lhe é repassado em tom oficial.

Na terça-feira (28), há mais de uma semana, a prefeita Rosalba Ciarlini visitou o Hospital São Luiz, que passou a ser administrado pela bioquímica Larizza Queiroz (interventora da Associação de Proteção e Apoio à Maternidade e à Infância de Mossoró-APAMIM). Logo, sua assessoria espalhou que ela “anunciou” (indevidamente) a abertura dos leitos dessa unidade hospitalar, que passava a ser Hospital de Campanha na luta contra a Covid-19.

Nada estava pronto. Rosalba sabia. O São Luiz só começou a receber pacientes na sexta-feira no fim da tarde (veja vídeo mais abaixo).

Fátima Bezerra não deixa por menos, no comando do governo estadual, com sua promessa de 20 leitos de UTI no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Até o momento, apenas dez são utilizados, graças sobretudo a investimento da iniciativa privada.

Hospital da Polícia Militar e Hospital Rafael Fernandes que deveriam estar em plena atividade, não passam de promessas.

TAC salvador

Por enquanto, de forma clara, já se tem esse cadáver de uma senhora vitimada em situação suspeita. Mas outros podem surgir e muitos já teriam sido somados, não fosse a iniciativa de pessoas como o juiz federal Orlan Donato, promotor público Rodrigo Pessoa e a interventora da Apamim, Larizza Queiroz, que articularam aproveitamento do Hospital São Luiz como hospital de campanha.

A partir de conversação entre eles é que passou a ter negociação com município e estado. Daí surgiu o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para gestão do São Luiz na pandemia (veja AQUI e AQUI), com outros endossantes.

Se Mossoró e região estivessem à espera da agilidade e competência de governos estadual e municipal, os danos à vida humana seriam maiores e irreparáveis, baseados na incompetência e falácia. Resta esperar que o Ministério Público abra procedimento para apurar esse caso específico, além de perscrutar como está o processo de regulação de leitos.

Falta agilidade? Existem pacientes prioritários por município ou classe social?

De certo, um cadáver. Alguém de origem muito humilde que se foi. Familiares e amigos que ficam a chorar. Do outro lado, a estatística. O número frio, notas e versões, além de certa dose de cinismo.

Vai para quem o débito dessa morte?

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Prefeitura tenta explicar falta de pagamentos e é desmentida

A Prefeitura Municipal de Mossoró, gestão Rosalba Ciarlini (PP), emitiu Nota sobre bloqueio de contas e atraso no pagamento a cooperativas médicas, através do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC). Mas a própria Junta de Intervenção do HMAC reagiu de pronto, desmentindo-a ponto a ponto.

Rosalba teve todas as informações desmentidas por Larizza (Fotos: Web)

Veja abaixo as duas notas divulgadas entre final da tarde início da noite de hoje (sexta-feira, 09):

Nota da PMM

A Prefeitura de Mossoró informa que está providenciando os repasses às cooperativas prestadoras de serviço da Associação de Assistência e Proteção a Maternidade e a Infância de Mossoró (APAMIM).

Em 2018, o Município já pagou o montante de R$ 2 milhões.

O Município ressalta que os repasses SUS, encaminhados pelo Governo Federal em favor da unidade, estão regularizados.

A produção do mês de setembro foi enviada pelo hospital na última segunda-feira (05) à Secretaria de Saúde e segue todos os trâmites legais para liberação financeira.

É importante ressaltar que o valor pago pela Prefeitura é superior a tabela SUS. Mesmo com as dificuldades financeiras, a Prefeitura vem se esforçando desde o início desta gestão para honrar o pagamento de todos os contratos firmados.

Nota de Esclarecimento (Junta Interventora do HMAC)

A Junta de Intervenção Judicial que administra a Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM) esclarece:

Em 2018, não houve nenhum pagamento da Prefeitura de Mossoró às cooperativas médicas que prestam serviços ao Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC) por via administrativa. Todos os valores devidos pelos serviços prestados foram pagos mediantes bloqueios judiciais, diferente do que informa a Nota divulgada pela Assessoria da Prefeitura de Mossoró-RN.

Ao contrário do que informa a Nota da Prefeitura, os valores fixos enviados pelo SUS para o Hospital Maternidade Almeida Castro, em outubro, ainda não foram repassados, assim como não foram repassados os recursos referentes à produção de setembro de 2018.

Também não é verdade que a Prefeitura de Mossoró está repassando valores superiores a Tabela SUS (Sistema Único de Saúde) à Maternidade Almeida Castro.

“Tudo é preconizado pela tabela SUS”, ressalta a coordenadora da intervenção Larizza Queiroz.

Apesar dos bloqueios contínuos (15 em 2017 e 8 em 2018), a Prefeitura de Mossoró negligencia até o acordo com as cooperativas firmado no inicio de 2017 na Justiça Federal.

Neste caso, a Prefeitura parcelou em 15 meses o valor devido e não está pagando. Mesmo diante do fato da Prefeitura de Mossoró não efetuar o pagamento via administrativa, os médicos não paralisaram os serviços nas unidades de UTI Neonatal, Acolhimento, Alojamento Conjunto e Centro de Obstetrícia do Hospital Maternidade Almeida Castro, por acreditarem no compromisso firmado com a Justiça Federal de Mossoró-RN.

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Leia tambémPediatras estão sem pagamento há quatro meses.

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Município retomará cirurgias eletivas em acordo com estado

A Comissão Intergestora Bipartite (CIB) aprovou a firmação de Termo de Cooperação Técnica Financeira entre a Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) e a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Mossoró para a complementação de recursos para serviços de média e alta complexidade.

O documento prevê o investimento de R$ 11.397.677,62 para a complementação da tabela SUS (Sistema Único de Saúde).

Com a aprovação do documento, o município poderá retomar as cirurgias eletivas, que estavam paralisadas desde o ano passado. De acordo com o termo, a complementação deste tipo de procedimento será de 100% da tabela SUS, sendo 60% dos recursos de responsabilidade do Estado e 40% do município.

O secretário municipal de Saúde, Benjamin Bento, informa que iniciou o contato com os hospitais para o procedimento de contratação a fim de retomar as cirurgias. “Já estamos conversando com o Hospital Wilson Rosado, a Apamim, e a Liga Mossoroense de Estudos e Combate ao Câncer (LMEEC), no intuito de conhecer a capacidade instalada de cada unidade para poder firmar o contrato para a realização dos procedimentos cirúrgicos”, informa.

Também será feito a triagem dos pacientes que estão na fila de espera por uma cirurgia eletiva. A proposta é encaminhar os pacientes para fazer a avaliação no Centro Clínico Vingt-um Rosado, conhecido como PAM do Bom Jardim, onde serão realizados o risco cirúrgico e os exames necessários para a cirurgia.

Com informações da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Nota do Blog – Aplausos. Excelente notícia. Entendimento entre municipalidade e estado é um alento para centenas e milhares de pessoas.

Laíre, Sandra e Larissa Rosado são denunciados pelo MPF

O Ministério Público Federal (MPF) em Mossoró apresentou denúncia à Justiça Federal contra o ex-deputado federal Laíre Rosado Filho (PSB) e contra a esposa dele, a ex-deputada federal Sandra Maria da Escóssia Rosado (PSB). Também aparece na denúncia a filha do casal e ex-deputada estadual Larissa Rosado (PSB). Os três, juntamente com outros 12 envolvidos, incluindo o ex-marido de Larissa Rosado (comerciante Andrade Filho), são acusados de montar um esquema para desviar recursos da União destinados à Fundação Vingt Rosado.

De acordo com o MPF, o total dos desvios, em valores atualizados, pode chegar a mais de 2,7 milhões.

Laíre, Larissa e Sandra são nomes ligados à Fundação Vingt Rosado (Foto: De Fato)

As investigações do Ministério Público Federal se inciaram a partir de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus). O trabalho realizado pelo Denasus apontou diversas irregularidades nas licitações deflagradas para utilização dos recursos repassados por meio de convênios, entre o Ministério da Saúde e a Fundação Vingt Rosado, instituição vinculada à família de Laíre Rosado.

Andrade: mais crimes (Foto: reprodução)

Vale ressaltar que os créditos orçamentários que permitiram o repasse dos recursos foram todos resultados de emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União, propostos pela então deputada federal Sandra Rosado.

De acordo com o MPF, o modus operandi consistia no seguinte esquema: primeiro Sandra Rosado direcionava recursos de emendas parlamentares à Fundação Vingt Rosado; em seguida havia a simulação de um procedimento licitatório para encobrir a escolha direta das empresas integrantes do esquema.

Desvio

Posteriormente, havia o repasse dos recursos às empresas selecionadas, lastreados em notas fiscais que atestavam a suposta aquisição de medicamentos e insumos não fornecidos efetivamente à Fundação. Um dos representantes da empresa “vencedora” da licitação sacava os valores repassados pela entidade, para em seguida realizar a partilha dos recursos entre os envolvidos.

Para tornar mais complexo o esquema, dificultando uma possível investigação, os recursos não eram imediatamente repartidos entre os integrantes do esquema criminoso.

O dinheiro era “branqueado” através da utilização da Associação de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância em Mossoró (Apamim), sendo destinado às contas bancárias dos membros da família Rosado. Antes, entretanto, passava por assessores parlamentares. A quebra do sigilo bancário dos envolvidos, autorizada pela Justiça Federal, revelou uma série de transferências e depósitos em favor dos investigados.

De um total de R$ 360 mil repassados pelo Convênio nº 743/2004, a importância de 148.774,75 teria sido doada à Apamim, o que representa 41,32% do total de recursos. Ressalte-se que o presidente da Fundação Vingt Rosado, Francisco de Andrade Silva Filho, ex-marido de Larissa Rosado, também fez parte da diretoria da Apamim, chegando a ocupar a presidência das duas entidades ao mesmo tempo.

Apamim calamitosa

A denúncia do MPF destaca que, apesar do recebimento desses recursos, a prestação de serviços que deveriam ser oferecidos pela Apamim (assistência à gravidez de baixo e médio risco) só piorava, até o ponto que tornou calamitosa.

“A exemplo disso, consta do Auto de Infração nº 002576, emitido em 02.06.2014 pela Vigilância Sanitária do Município de Mossoró, o qual noticiou a absurda reutilização de seringas na Apamim, assim como a inexistência de filtros de incubadoras na maioria das incubadoras”, destaca a denúncia do MPF.

O procurador da República Emanuel de Melo Ferreira, que assina a denúncia, explica que fica claro que os repasses efetuados pela Fundação Vingt Rosado em favor da Apamim não se destinavam à aquisição de materiais de consumo hospitalar ou medicamentos em favor da entidade. “Servia apenas para conferir aparência de legalidade na utilização dos recursos, que posteriormente eram objeto de operações financeiras ilícitas entre os investigados”, destaca.

A Denúncia nº 0000862-84.2015.4.05.8401 foi ajuizada junto à 10ª Vara da justiça Federal em Mossoró.

Veja postagem seguinte: lista dos denunciados e o papel de cada um no esquema, segundo o MPF.

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Hospital realiza quase 500 cirurgias em menos de 6 meses

Depois que foi aberto no mês de abril de 2015 aos dias atuais, o Centro Cirúrgico do Hospital Maternidade Almeida Castro (HMAC), administrado pela Associação de Assistência e Proteção Materno e Infância de Mossoró (APAMIM), já realizou 460 cirurgias em mossoroenses.

O trabalho é continuo e tende a aumentar o volume de cirurgias nos próximos dias com a abertura da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulta, reduzindo assim uma demanda que está reprimida há anos por não existir o serviço em Mossoró.

O Centro Cirúrgico do Hospital Maternidade Almeida Castro tem quatro salas de cirurgia equipadas com seis leitos de apoio pós cirúrgicos, além de 34 leitos de clinica cirúrgica, onde os pacientes ficam internados aguardando a cirurgia e para se recuperar após a cirurgia.

Cirurgias

Ginecológica – 149

Buco-maxilo – 61

Ortopédica – 187

Cirurgia geral – 63

As cirurgias são marcadas exclusivamente através da Central de Regulação da Secretaria Municipal de Saúde, seguindo protocolos estabelecidos pelo Ministério da Saúde, dando prioridade para crianças, idosos e pessoas que estão hospitalizadas.

Antes, as cirurgias ortopédicas eram feitas em hospitais de Russas, no Ceará, e ou de Natal. A fila por cirurgia chegava a demorar até seis meses ou mais para ser realizadas as mais complexas, como cirurgia de fêmur ou de coluna.

Gestão

O Hospital Maternidade Almeida Castro é administrado pela APAMIM, que por sua vez está sob intervenção da Justiça Federal desde setembro de 2014 a pedido do Ministério Público Estadual, Federal e do Trabalho. Está sendo gerido com recursos do Sistema Único de Saúde e da Prefeitura Municipal de Mossoró.

Com informações da

Justiça volta a decretar intervenção em Casa de Saúde

O juiz Magno Kleiber Maia, titular da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró, decretou nesta quarta-feira (17) uma nova intervenção judicial na Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (APAMIM), entidade que administra a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado.

Magno Kleiber: nova decisão (Foto: TRT)

Na semana passada, o juiz já havia determinado a posse de uma junta interventora para administrar o hospital, no julgamento de uma ação cautelar do Ministério Publico do Trabalho e Estadual.

Um dos primeiros atos dos novos gestores da APAMIM foi garantir o pagamento dos salários de junho dos trabalhadores, por meio do bloqueio do repasse de recursos pela Prefeitura de Mossoró, no valor de R$ 760 mil, depositados em conta judicial.

A intervenção foi suspensa nesta terça-feira (16), por decisão liminar do desembargador José Barbosa Filho, da 2ª Turma de Julgamento do Tribunal Regional do Trabalho da 21ª Região (TRT-RN).

Contratos de trabalho

Em uma nova ação, os representantes dos Ministérios Público do Trabalho e Estadual pediram uma nova intervenção judicial na APAMIM e a rescisão indireta dos contratos de trabalho todos os empregados da instituição, além da condenação da direção da entidade por dano moral coletivo.

Junto à ação, os procuradores anexaram o relatório preliminar elaborado pela junta interventiva sobre a situação do hospital e relatórios paralelos de outras entidades, como a Vigilância Sanitária e o Centro de Referência de Saúde do Trabalho Estadual (CEREST), entre outros.

Para o juiz Magno Kleiber Maia, “manter a gestão da APAMIM dentro de sua dinâmica atual é expor os trabalhadores aos riscos do meio ambiente de trabalho indicados e a uma forma de gestão que se vislumbra na contramão do que se espera”.

É preciso, na visão do juiz, “que haja mínimo de garantia e viabilidade de efetivação jurisdicional futura, diante do confirmado descontrole patrimonial da entidade”.

Baseado nesse entendimento, o titular da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró deferiu parcialmente os pedidos do MPT/MPE e determinou a intervenção judicial imediata na APAMI.

Assim, a Casa de Saúde Dix-Sept Rosado passará a ser administrada novamente por uma junta formada pela auditora Larizza Sousa Queiroz Lopes (diretora geral), José Edson da Silva Junior (Diretor técnico), Maria Invanise Feitosa de Vasconcelos (Diretora Administrativa) e Benedito Viana de Lira (Coordenador do Corpo de Enfermagem).

Sistema Unificado de Saúde e Programa “Mais Médicos”

Por José Dario de Aguiar Filho

Debate-se constantemente na mídia – em todos os recantos do país – opiniões a favor e contrárias ao Programa “Mais Médicos”, do Ministério da Saúde. Não sou especialista em saúde pública. No entanto, por oito anos (desde 25.01.94) fui andarilho em todas as varas do trabalho instaladas nos diversos recantos dessa unidade federada (até o dia 27/03/2001), e aqui cheguei (em 29/03/2001) para o exercício como juiz titular da segunda vara desta cidade, à época da administração FHC.

O assunto tem sido propagado com um descabido discurso de natureza ideológica (direita X esquerda), o que se revela inapropriado já que saúde pública e desenvolvimento econômico se tratam de temas descolados de viés ideológico, por se destinarem ao atendimento das necessidades prementes da população.

Na administração e FHC, fez-se opção pelo desenvolvimento no âmbito privado do Estado (Gramski) a montagem de estrutura hospitalar, a qual lastimavelmente não pode suprir as necessidades de nossa população e a satisfação pelo Estado brasileiro da justa demanda de seus cidadãos por saúde. Em síntese, o sistema de saúde se encontra agonizante e desestruturado.

Inúmeros são os fatores que acarretam essa situação.

O primeiro e principal deles indiscutivelmente emerge da defasagem das tabelas de remuneração às estruturas hospitalares, a exemplo das AIH (Autorizações de Internamento Hospitalar), não reajustada há quase doze anos. A insuficiência dessa verba remuneratória acarretou o fechamento de diversas unidades hospitalares nesta região, a exemplo dos Hospitais Duarte Filho, Casa de Saúde Santa Luzia, Casa de Saúde São Camilo de Léllis, Mater Dei, Samec Pediatria, dentre muitas, além da quase totalidade das APAMINs desta unidade federada (Caraúbas, Dix Sept Rosada, etc…), subsistindo apenas a daqui de Mossoró (RN), que em 2011 esteve prestes a encerrar as suas portas e que atualmente se encontra na fase final de seu definitivo saneamento.

Sem ela o caos estaria consolidado, pois se trata da maior estrutura do Rio Grande do Norte que presta assistência à população.

A todo mês realiza de 650 a 750 partos, inclusive de “alta complexidade”, sendo seguido pelo Hospital Januário Cicco, estabelecido na cidade de Natal, que efetiva cerca de 450 partos por mês.

A situação é tão grave no âmbito dos hospitais beneficentes (APAMINs e Santa Casas da Misericórdia) que a administração da presidenta Dilma Iana Roussef acertadamente se empenhou e ultimou por aprovar pelo Congresso Nacional um processo de parcelamento de obrigações fiscais e bancárias, para afastar o malassombro representado pelo encerramento de inúmeras estruturas hospitalares indispensáveis ao SUS.

Nos últimos meses procurei entender o que realmente acontece e que esfera de interesses se encontram contrários ao Programa Mais Médicos”!

Não tive grande dificuldade para entender à razão do coro dos contrários.

Em verdade, toda a estrutura hospitalar do país tem funcionado deficitariamente, salvo a parte de procedimentos de alta complexidade, os quais guardam remuneração por procedimentos que viabilizam a continuidade dos hospitais, suprindo os custos de procedimentos deficitários.

A isso a de acrescer que o grande e maior fluxo de despesas dispendidas com saúde pública se operam no último ano de vida dos cidadãos (“um quarto de todos os gastos com saúde ocorre no último ano de vida das pessoas”), com dispêndios realizados com procedimentos em hospitais, com a utilização de procedimentos de alta complexidade (“a maioria das pessoas desejarem morrer em casa perto dos seres amados, 70% morrem no hospital ou na clínica após um longo embate contra um câncer avançado, falência cardíaca, doença incurável ou incapacidades múltiplas da velhice”).

A esse respeito, leia-se o lapidar artigo da jornalista Acynara Menezes acerca de artigo veiculado no sítio de jornalismo independente “Alternet”, do mês passado, do Dr. Ken Murray, em artigo escrito para a revista online Zócalo Public Square pensando que, com sorte, atrairia algumas dúzias de leitores e um comentário ou dois, sob o título ‘How Doctors Die’ (Como Médicos Morrem), foi traduzido em vários idiomas e recebeu resenhas do The New York Times, The Wall Street Journal e The Washington Post (vide – //socialistamorena.cartacapital.com.br//Como morrem os médicos).

E ao lado dos interesses da cadeia hospitalar com os serviços e procedimentos de alta complexidade se juntam os interesses da indústria fármaco-química, que fornecem medicamenteos para esses tratamentos.

Em resumo, sob o manto dos argumentos dos contrários subsistem em verdade interesses econômicos espúrios, pois eles mais do que qualquer outra pessoa ou segmento de resguardam interesses emrpesariais sabem que o atendimento primário de saúde realizado diretamente junto as populações reduzem os custos da saúde pública evitando que as moléstias se tornem crônicas, afastando assim os grandes dispêndios com procedimentos de alta complexidade realizados no último ano de vida dos cidadãos, em decorrência de doenças crônicas. Em síntese, afastam os custos mais onerosos do sistema de saúde (procedimentos médicos e utilização de medicamentos) e reduzem os ganhos pomposos dos conglomerados hospitalares e da indústria farmoco-química.

Tais interesses escusos é que têm fomentado na mídia as campanhas sistemáticas contra o Programa “Mais Médicos”.

Portanto, ao invés de se combater a presença de médicos estrangeiros nas localidades do interior, cabe às associações médicas e aos conselhos estaduais e federais de medicina lutar pelo estabelecimento das carreiras médicas no país, com níveis de progressão em níveis, com treinamentos continuados à distância e afastamento para treinamentos em centros de formação, ao menos um mês a cada ano.

Ao tempo do INPS, os médicos eram bem remunerados e se dedicavam às horas de trabalho no emprego e ao labor em seus consultórios privados, ao final de seus expedientes.

Esta é a grande solução para os médicos de verdade de fato e de vocação – a organização em carreira de estado, com percepção de remunerações ao final de suas vidas, semelhantes ou ao menos aproximadas ao que as estruturas estatais dispensam aos integrantes da judicatura, do ministério público, dos agentes públicos integrantes da máquina de fiscalização, etc…

Em minha vida trabalhei para o Banco do Brasil S.A (doze anos) e para a Justiça do Trabalho (quase vinte anos – a completar em 25/01/2014), destacando-se os quadros funcionais dessas instituições, em razão de razoável nível remuneratório, decaindo a qualidade do corpo funcional do Banco, com advento da redução da remuneração a seus empregados, a partir da política iniciada no governo FHC.

A partir de hoje reforço o coro dos que defendem a aprovação legislativa de uma carreira de médica e demais funções da atividade da área de saúde de estado (enfermagem, dentistas, nutricionistas, administradores hospitalares, etc…), a qual propiciará à saúde da população e os interesses dos que laboram nesse importante segmento.

Para saúde de nossa população precisamos de profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, administradores hospitalares, etc…), nada existindo que justifique o coro dirigido contra a presença de MAIS MÉDICOS em nosso Brasil ! Vamos realizar um grande coro a construção de carreira de estado de profissionais de saúde! Não há país grandioso e gigante sem população assistida por um sistema de saúde atuante e eficiente.

Assim, cabe aos verdadeiros brasileiros efetivamente comprometidos com a saúde de nossa população encerrar o sectário e inadequado discurso contrário ao Programa “Mais Médicos”, suscitando inclusive dúvidas contra a seriedade de propósitos do Exmo. Sr. Ministro Alexandre Padilha e da senhora presidenta da república, especialmente o argumento que tenciona viabilizar o regime cubano.

Não sou filiado a qualquer partido político e como agente público encarregado de velar pelo cumprimento das leis e pela preservação dos direitos da cidadania, cumpre se posicionar a favor do que seja favorável à população, especialmente para os mais modestos. “Mais médicos” e demais profissionais de saúde para os rincões de meu país onde não existem profissionais de saúde.

Uma boa oportunidade temos com os recursos do campo de libra, para se dar início à carreira médica de estado. Mãos à obra, pelos que administram nosso país.

Aqueles que tencionem atribuir a minha atuação conotação partidária estão perdendo tempo, pois me posiciono sempre a favor da cidadania, não me preocupando com o que os outros dizem! Esse é um ônus dos que optam pela vida pública.

José Dario de Aguiar Filho é juiz titular da 2ª Vara do Trabalho de Mossoró e mestre em Sociologia pela Universidade Federal do RN (UFRN)

Cláudia Regina firma convênio com Apamim

A prefeita Cláudia Regina (DEM) deu um passo importante para resolver um problema grave noz rede de saúde pública de Mossoró, que é o atendimento obstétrico. Ela assinou um termo de cooperação com a Associação de Proteção a Infância e Maternidade de Mossoró (APAMIM), instituição que controla a Maternidade Almeida Castro, para duplicar a estrutura de atendimento às mães gestantes.

Cláudia (cabeceira da mesa) formaliza importante decisão

Com o termo de cooperação a Prefeitura de Mossoró vai investir R$ 735 mil, para permitir que o quadro de obstetras que fazem o atendimento nos plantões da maternidade seja ampliado. Ou seja, não haverá mais a possibilidade de não ter pelo menos dois médicos, com as respectivas equipes completas, trabalhando nos plantões.

Agilidade

Com esse termo de cooperação a Apamim e a Maternidade Almeida Castro se comprometeram a fazer investimentos área melhorar a estrutura da unidade e também modernizar seus equipamentos, para que as mães gestantes sejam atendidas com maior agilidade, segurança e eficiência.

Na mesma solenidade a prefeita Cláudia Regina também assegurou o investimento de R$ 3,4 milhões na construção, reforma e ampliação de 29 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Esses recursos serão aplicadas este ano e também no próximo.

Até dezembro o investimento será de R$ 1,3 milhão na reforma de cinco UBSs e ampliação de outras duas. No próximo ano serão construídas quatro UBSs, ampliadas outras quatro e reformadas mais 14.

Com informações da Secretaria de Comunicação da Prefeitura de Mossoró.

Nota do Blog – Que notícia es-pe-ta-cu-lar.

Mossoró deve aplaudir de pé sua prefeita, independentemente de paixões.

Esse convênio é racional e humanístico, acima das diferenças políticas. A Apamim é controlada por grupo político adversário do governismo. E daí? Seu papel sanitário e social é incomensurável.

Nos últimos oito anos, a Apamim sofreu odiosa e CRIMINOSA operação que visava fechá-lá, sem se levar em conta a vida de gestantes e seus bebês.

Recursos foram retidos, setores da imprensa foram pagos para satanizá-lá, verbas foram reduzidas e sindicatos funcionais foram aparelhados para desmanchá-lá.

Aplausos, por favor.

Maternidade fecha e prejudica população

Mais uma unidade de saúde pública está fechada na região de Mossoró, cidade polo em relação a dezenas de municípios. Agora é em Governador Dix-sept Rosado (a 32 quilômetros de Mossoró) que se registra o fechamento da Maternidade Onzieme Rosado.

A Maternidade Onzieme Rosado chega ao seu fim após 60 anos de prestação de serviços à população dix-septiense.

Mantida pela Associação de Assistência Proteção à Maternidade e à Infância de Governador Dix-sept Rosado (APAMIM), o hospital-maternidade colocava à disposição consultas, atendimento ambulatorial básico com aplicação de injeção, curativos e exames ginecológicos e pequenas cirurgias.

Com 18 leitos, a Maternidade realizava internamento, oferecia serviços de eletrocardiograma e ultrassonografia, quando ainda contava com a parceria da Prefeitura de Municipal. Recursos das Autorizações de Internamento Hospitalar (AIH) e advindos de um convênio com a administração passada se tornaram insuficientes para manter em funcionamento a Maternidade Onzieme Rosado, que acumulou dívidas, nos últimos anos, principalmente com seus funcionários.

Para evitar o encerramento das atividades do hospital, o ex-prefeito Gilberto Martins (PMDB) – um de seus dirigentes – procurou o atual prefeito de Dix-sept Rosado, Anaximandro Rodrigues Vale (DEM), e pediu ajuda em favor da população que precisa da assistência da Maternidade.

Gilberto Martins propôs ao atual prefeito que o município locasse o prédio da Maternidade, que, com o dinheiro referente ao aluguel, pagaria as dívidas a seus funcionários. Depois, a sede da Maternidade Onzieme Rosado seria incorporada ao patrimônio do município.

Entretanto, o ex-prefeito Anaximandro Vale disse que sua administração construirá hospital municipal e, por isso, não teria interesse em investir na locação da da sede da Maternidade.

Nota do Blog – Mais sobrecarga do sistema de saúde pública em Mossoró.

Ô povo para sofrer!

Decisão judicial descredencia serviço da Apamim

Uma Ação Civil Pública ajuizada pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual em Mossoró levou a Justiça Federal a determinar a rescisão do convênio firmado pela Associação de Assistência e Proteção à Maternidade e à Infância de Mossoró (Apamim) e os gestores do Sistema Único de Saúde (SUS).

A partir de agora, o hospital não poderá oferecer pelo SUS os atendimentos de alta complexidade cardiovascular e ainda terá que pagar R$ 2 mil de multa por irregularidades na prestação do serviço.

A ação surgiu após denúncia realizada por um médico vinculado à Apamim que verificou falhas na prestação de serviço e não cumprimento das normas estabelecidas para o credenciamento da associação privada junto ao Sistema Único de Saúde.

Uma auditoria realizada pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS verificou, dentre outras irregularidades, a inexistência de atendimento ambulatorial no pré e pós operatório em alta complexidade cardiovascular, ausência de acesso à urgência/emergência aos usuários do SUS e até falta de materiais de higiene e alguns equipamentos em setores do hospital.

Para o Ministério Público Federal é função do SUS servir a população e garantir o direito fundamental do ser humano à saúde. A procuradora da República responsável pela ação, Marina Romero de Vasconcelos, defende que “ao negligenciar a obrigação de fornecer toda a estrutura, aparelhamento e recursos humanos necessários à prestação de assistência integral à saúde da população usuária do SUS, os demandados põem em evidente perigo a vida dessas pessoas”.

A partir dos fatos expostos, o juiz da 8ª Vara da Justiça Federal, André Dias Fernandes, considerou procedente o pedido do MPF, determinando a rescisão do convênio e o pagamento de multa. Os serviços de alta complexidade em cirurgia cardiovascular aos pacientes do SUS em Mossoró e demais municípios do Oeste do estado estão sendo realizados pelo Hospital Wilson Rosado, em contratação emergencial, devidamente autorizada pela Justiça.

Para a contratação definitiva dos serviço, a Justiça determinou a abertura de procedimento licitatório.

Da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República no RN

Novos leitos de UTI Neonatal serão credenciados

A Prefeitura de Mossoró (PMM) finalmente aprovou documentos que credenciam mais três leitos da UTI Neonatal da Casa de Saúde Dix-sept Rosado (CSDR), do sistema Associação de Apoio e Proteção à Infância e à Maternidade (APAMIM).

A documentação já tem endosso da Secretaria do Estado da Saúde Pública (SESAP)

Em seguida, haverá encaminhamento para o Ministério da Saúde proceder a publicação no Diário Oficial.

Nota do Blog – Os bastidores desse credenciamento é um dos enredos mais nauseantes que conheço.

É algo recheado de  pequenez humana, frieza, falta de espírito público, sordidez, canalhice e desumanidade.

Há mais de seis meses que esse lengalenga se arrasta. Graças à promotora Ana Ximenes, que praticamente partiu pro confronto, é que a prefeitura recuou do seu “zelo” com a coisa pública.

Agora, Mossoró passará a ter seis leitos na UTI Neonatal, que é ainda insuficiente à demanda.

Engraçado, é que há alguns anos, quando algumas figuras se beneficiavam do sistema Apamim, faziam fortuna, não encontravam defeitos nele.

Brigados politicamente, arengando no campo pessoal, com nomes ligados à CSDR/Apamim, passaram a identificar todos os males do mundo no grupo.

Quanta desfaçatez, cinismo e canalhice. Horda de marginais

Sem um pingo de  respeito pela vida de milhares e milhares de crianças, não pensam na dimensão do mal que promovem.