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Confinamento do afeto

Abençoado confinamento social.

A excepcionalidade permitiu maior aglomeração familiar entre muitos pais e filhos.

Chance para se fazer nova tessitura sobre afeição, prioridades e uma reflexão: o que é felicidade?

Eu desfrutei tantinho assim e sou grato.

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Voa, minha passarinha, voa…

Bárbara de Medeiros fotografada atrás da janela por Diogo Mizael, seu irmão, no Canadá, Julho de 2021Por Honório de Medeiros

Quando nossa filha finalmente chegou em Montreal com o esposo e seus poucos vinte e três anos, depois de uma longa e cansativa viagem, lá a esperava seu irmão, hoje praticamente cidadão canadense.

Mas não foi possível abraça-lo, até mesmo vê-lo.

Cumprindo as regras impostas para o combate contra a pandemia, primeiro foi confinada, por três dias, em um hotel determinado pelo Governo. Exame de saúde feito, resultado favorável, mudou-se para o apartamento do irmão, que o desocupara, para novo período de confinamento, dessa vez por doze dias.

Impossibilitados de se abraçarem, conversarem, o irmão não hesitou: combinaram postarem-se defronte à janela do apartamento, um dentro e o outro fora, ela afastou a cortina, sorriu, acenaram um para o outro, beijos foram enviados, e o instante foi registrado.

Muito foi dito ali naquele momento, sem uma palavra sequer, e a escrita não consegue expressar!

Se isso não é amor, eu não sei o que isso é.

Voa, minha passarinha, voa…

* O irmão escreveu, abaixo da imagem:

They say:

There is always behind a window

You just need to open it

And I can’t wait for that

Love u sis.

(Eles dizem:

Sempre há atrás de uma janela

Você só precisa abri-la

E eu não posso esperar por isso

Amo você, irmã).

Honório de Medeiros é professor, escritor e ex-secretário da Prefeitura do Natal e do Governo do RN

Nós, os egoístas

Nesses tempos de pandemia, não tenho ocupado muito minhas redes sociais (pessoais) para botar o focinho por lá, ou expor mesa com vinho e queijos. Não tenho vinho nem queijos em casa.

Posso comprar, mas não os tenho.

Opção, coisa de prioridade mesmo. Eles não o são.

Prefiro gente, à coisa. A primeira, gosto; a outra, uso.Onde moro, quase nada que ocupa espaço é acessório, cumulativo ou dispensável. Tudo tem serventia, inexiste penduricalho – inclusive o imã com escudo do Fluminense à porta da geladeira.

Tenho visto muita gente berrando, cobrando, esperneando, apontando o dedo para políticos e poderes públicos, exigindo providências contra efeitos imediatos e, outros que se avizinham, derivados da Covid-19.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente, mas realmente…” Uso trecho de uma música que fez muito sucesso nos anos 80, como preâmbulo de uma reflexão. Não seria a hora de perguntarmos: “E o que eu posso fazer por quem não tem nada ou está prestes a fazer parte de uma manada famélica e desesperada?”

Fui confrontado em recente entrevista à TCM-Telecom, se não considerava o coronavírus um divisor de águas à reflexão da humanidade e, do ser humano, quanto ao seu papel em sociedade.

Fui absolutamente sincero, sem rodeios ou utilização de qualquer tipo de alegoria filosófica: “Não acredito, não creio. O ser humano continuará sendo o que sempre foi. Teimamos em não dar certo!”

Passamos por pestes que dizimaram multidões incalculáveis na Idade Média, Gripe Espanhola com mais de 50 milhões de cadáveres no século XX, duas guerras mundiais, matança urbana sem fim, mas até hoje milhões de pessoas morrem de fome e desprezo, em todas as partes do mundo “civilizado”.

Para o neodarwinista Richard Dawkins, autor dos célebres e encorpados “O Gene egoísta” e “Deus, um delírio”, somos geneticamente predatórios, competitivos e estamos em permanente luta pela sobrevivência – numa seleção natural sem fim, que é replicante a todo tempo e hora, ad infinitum (ao infinito).

Com vinho e queijos à mesa, não acredito que essa quarentena, confinamento, isolamento social e qualquer outro termo que adotem à segregação compulsória, sejam capazes de mudar o indivíduo e essa humanidade. Continuaremos individualistas e pequenos.

Isso é tão comum, que ser solidário, altruísta e ter compaixão por quem sofre, acabam virando notícia, manchete e dão belas reportagens à mídia. Nos levam ao choro. Por quê? Por que são exceções, situações estranhas até.

A Covid-19, doença espalhada pelo coronavírus, vai passar e deixará para trás lições que de novo não vamos aprender. Sobreviveremos.

* Esse artigo foi publicado originalmente no dia 1º de abril de 2020, às 13h24, portanto há um ano e 20 dias, ainda no começo da pandemia (confira AQUI).  O RN tinha apenas 2 óbitos (veja AQUI) e 92 casos confirmados. Até ontem (20 de abril), eram 5.156 mortes (18 nas últimas 24 horas) e 213.668 casos confirmados.

O Brasil somava 244 vítimas e 6.931 casos confirmados da Covid-19 em 1º de abril de 2020. Nesse dia 20 de abril de 2021, as mortes chegaram a 378.003 (3.321 nas últimas 24 horas). Os casos confirmados são 14.043.076.

Absolutamente, não tenho sequer uma vírgula a modificar do que foi postado no início dessa tragédia.

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E Pluribus Unum (De muitos, um)

Por Marcos Araújo

Nesses tempos em que nada se fixa mentalmente, que estamos dispersos e atônitos no cumprimento – ou desobediência – à diversidade de ordens para a sobrevivência (tomar ou não a Ivermectina, usar ou não a máscara, hidroxicloroquina serve ou não serve, isolamento social, algumas dessas orientações quiméricas e pseudocientíficas), lembrei-me do personagem Xidakwa, do conto “O Bebedor do Tempo”, do escritor português Mia Couto. Xidakwa não bebia cervejas, bebia o tempo. Todos nós estamos como ele, “bebendo o tempo” vivendo um dia por vez, sem saber como será o amanhã.

Aldir Blanc, músico genial, uma das vítimas da praga deste século, complementaria a tirada filosófica do personagem de Mia Couto com sua “resposta ao tempo”: “*Batidas na porta da frente, é o tempo / Eu bebo um pouquinho pra ter argumento / Mas fico sem jeito calado e ele ri / Ele zomba do quanto eu chorei /Porque sabe passar e eu não sei.” Aniversário, comemoração, alegria, brinde

Não estamos sabendo passar o tempo. Porque dele não podemos desfrutar. Meus filhos pequenos ficaram sem comemorar dois aniversários. Meu pai, já idoso, que adora festa de aniversário, vai para o segundo ano sem comemoração. Amores interrompidos, amizades distanciadas, famílias separadas, trabalhos alterados… Com tantas proibições, vivemos a “conta-gotas”, suplantando segundos, minutos e horas, enquanto não somos contaminados pelo vírus.

E o tempo se passando inexoravelmente na celeridade poética de Mario Quintana: “*Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira! Quando se vê, já é natal…Quando se vê, já terminou o ano… Quando se vê perdemos o amor da nossa vida (…)”.

Por certo, comungamos de um desejo coletivo em embarcar numa “Máquina do Tempo” (criação da imaginação singular do escritor inglês H. G. Wells, de 1895), para pular essa parte da história da humanidade.

A frase mais repetida na atualidade é “Cuide-se!”. Ou, a advertência sentencial: “importe-se com o outro!” Isso faria valer, em tese, o título desse escrito: E Pluribus Unum! (De muitos, um!). Esse foi o lema escolhido para unificar as 13 colônias na formação de um Estado Federal – os Estados Unidos da América como nação, por ocasião da declaração da independência em relação ao jugo inglês, em 1776. Os revolucionários, sob a inspiração do filósofo genebrino Pierre Eugene DuSimitiere, tomaram por princípio essa frase, para unificar os interesses diversificados dos diferentes Estados americanos.

Viver em sociedade implica, em tese, esse sentimento de que somos um só povo, uma só comunidade, uma só família (a família humana), ou seja, E pluribus Unum! Com sua autoridade moral, Padre Sátiro esta semana escreveu uma convocação aos mossoroenses para que todos se agreguem e se unam em um só propósito.

Insurretos, desorganizados e individualistas, não se aplica a nós brasileiros os ordenamentos mentais de coesão, solidariedade, ordem, disciplina e senso comum. Como diria Ary Barroso, por aqui “*Toda quimera se esfuma/ Como a beleza da espuma, que se desmancha na areia.”

Talvez até pudesse ser invocado o fato de que, do ponto de vista organizacional político-social, somos uma República Federativa. Seguindo o modelo das colônias americanas, o federalismo adotado pelo Brasil, desde a sua independência, tomou como base justamente a obra “The Federalist Papers”, de James Madison, Alexander Hamilton e John Jay (1993).

No Brasil, pelo menos nos termos da Constituição Federal, os Estados e os Municípios formam uma federação indissolúvel. Somos um só povo em um só Estado – o brasileiro. Na prática, porém, vivenciamos um divórcio, um conflito federativo sem precedentes, uma briga encimada por governantes ressabiados do dever de uma unidade constitucional obrigatória.

Assistimos, apáticos, à quebra da noção republicana de um só povo e uma só nação. Deve ser pela falta de exemplo dos nossos dignitários governantes. A deliberada beligerância entre Dória (São Paulo) e Bolsonaro (Brasil) é didática para dimensionar essa crise. Dos 27, apenas 05 Estados acorreram Manaus. Não é só a falta de nobreza no desempenho do cargo (noblesse oblige). Falta a noção de sacrifício. Marcel Mauss & Henri Hubert escreveram em 1899 “Sobre o Sacrifício” para dimensionar a importância de um líder que se sacrifica pelo seu povo.

Vale lembrar, nessas horas, o Cristo. Seu sacrifício em favor da humanidade foi o maior ato na edificação de uma fé que persevera por séculos. É Dele a frase que norteia a campanha da fraternidade deste ano: “Não rogo apenas por eles, mas também por todos aqueles que, por meio de sua palavra, vão crer em mim, para que todos sejam um, assim como, Pai, estais em mim e eu em Vós; para que eles seja um em nós…”(Cf.Jo, 17, 20-21).

Que tudo passe, e que não esqueçamos que somos unos!

Marcos Araújo é professor e advogado

A peste na antiguidade e os ‘doutores’ das redes sociais

Ilustração de uma cidade da Idade Média (Reprodução)
Ilustração de uma cidade da Idade Média (Reprodução)

Lá na antiguidade, da Idade Média para trás, quando conhecíamos pouco ou nada sobre pandemia, o refúgio em casa, a quarentena, era usado como defesa individual e coletiva à peste.

Com a Covid-19, a ciência reitera a medida, mas ‘doutores’ das redes sociais vociferam.

Chega de tantas estupidezes!

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Município retoma atividades comerciais após bloqueio rígido

Do Blog Diário Político

O município de Caraúbas teve uma crescente nos casos confirmados do novo coronavírus neste mês de junho.

Depois da decretação de lockdown (bloqueio social rígido), por 12 dias (veja AQUI), viu os números serem controlados.

O plano de retomada do comércio foi iniciado nesta segunda-feira (22).

O vice-prefeito Paulo Brasil (DEM), que coordena as ações de combate ao vírus, falou sobre este novo momento da volta do “normal”.

No mais recente boletim epidemiológico fornecido pela municipalidade, há confirmação de 126 casos, mas nenhum óbito.

Mas existe uma morte sob investigação.

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Retorno ‘ao lar’ é perigo crescente à expansão do novo vírus

A Secretaria de Estado da Saúde Pública do RN (SESAP/RN) e secretarias municipais da capital ao interior precisam rastrear e monitorar a crescente migração reversa de potiguares para seus municípios de origem.

Em alguns municípios de pequeno porte, já é possível identificar o retorno de muita gente advinda de São Paulo, principalmente, em face do crescente desemprego e expansão da Covid-19 naquele estado.Sem maiores perspectivas de recolocação do mercado, apreensivos com a própria doença, muitos voltam e podem trazer consigo o novo vírus.

A reaproximação física com familiares e a ânsia de rever amigos fazem dessa imigração um perigo ainda maior de explosão da Covid-19, sobretudo nas pequenas comunas do interior, onde assistência médica é ainda mais sofrível.

Migrações

O auto-estabelecimento de quarentena e outros cuidados, preventivos, são muitas vezes ignorados.

Pernambuco, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba foram os estados nordestinos com maior retorno de migrantes, com índices superiores a 20%, na primeira década deste século, mas por razões de perspectivas econômicas alvissareiras – segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na Região Metropolitana de São Paulo, 60% dos que deixaram a região entre 2000 e 2010, eram migrantes de retorno.

Migrações intrarregionais provavelmente devem se acentuar por aspectos sanitários e econômicos.

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Fernando de Noronha garante ter eliminado Covid-19

Do Diário de Pernambuco

Em boletim divulgado na última sexta-feira (8/5), a Administração de Fernando de Noronha informou que realizou a cura clínica dos dois casos restantes de covid-19 no arquipélago.

Arquipélago é do estado de PE (Foto: Web)

Com esses últimos resultados, todos os 28 pacientes contaminados pelo novo coronavírus no arquipélago estão recuperados, sendo 17 homens e 11 mulheres, entre 25 e 59 anos.

Restam ainda quatro casos em investigação, aguardando exames laboratoriais. As amostras foram encaminhadas na última quinta-feira (7/5) ao Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (Lacen/PE).

O Decreto Nº 48.973 do Governo de Pernambuco, assinado no último dia 30, estendeu o período de quarentena em Fernando de Noronha até esse último domingo (10/5). Noronha vivia o regime de isolamento total desde 20 de abril.

Nota do Blog – O isolamento impositivo e a condição geográfica natural concorrem decisivamente para o resultado, isso é lógico.

Mas até quando ficará sem receber turistas? O vírus não germinou na ilha e todos os seus habitantes não devem estar imunizados.

Sua população estimada, segundo o IBGE, é de 3.061 pessoas.

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Filas e confinamento na Arca de Noé

Converso amenidades pelo WhatsApp com meu amigo José Nilton Silva, o “Nilton Baresi”, ex-diretor comercial do Gazeta do Oeste e Jornal de Fato, quando convergimos para o delicado tema da pandemia no Brasil e a dificuldade de se conscientizar o povo.

Nem Noé teve tanto trabalho ao conduzir animais para a arca – disparou.

Salientando que o confinamento foi de animais“, completou.

Nilton, além de filosofar, é um zagueiro aposentado do futebol amador do RN – mundialmente desconhecido.

Mas vive me garantindo que jogou muita bola. Alguém confirma?

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Música, bebidas, rela-coxa e Covid-19!

Em publicação em seu endereço em redes sociais, o portal Mossoró Hoje mostrou como tem sido encarado o confinamento social em boa parte de Mossoró, da cidade à zona rural.

Vídeo captado na comunidade do Jucuri (saída para Apodi/Pau dos Ferros, pela BR-405), no sábado (25), mostra cenas de uma festa bastante animada, com paredão de som e muito ‘rela-coxa’ e ‘rela-bucho’.

Aglomeração, música ao vivo, bebidas e nenhuma fiscalização.

Simbora, Covid-19!

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Feliz

Saudades da manguaça eu não tenho.

É-me diária a vontade da prosa no café, com casos e causos que desfiamos, donos da verdade e sempre sem solução para nada.

No racha da conta ou na moganga para sacar a carteira, há um pouco da graça da confraria.

De ser feliz bobamente.

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A força do isolamento social para conter a Covid-19

Veja nesse boxe abaixo um simulador que mostra a força do isolamento social para se conter o avanço exponencial da Covid-19.Observe como é importante a colaboração para que a doença tenha uma curva mais rebaixada e cause menos estragos.

Como cada um de nós pode fazer muito, tomando precauções em dada e fora dela, com distanciamento, evitando aglomerações, usando produtos e equipamentos que possam nos proteger e ao próximo.

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Meu grande feito

Nesse confinamento alcancei o feito, até agora, de não ter visto um único filme. Minha terapia é me divertir trabalhando.

São cerca de 14/16 horas ou mais por dia fazendo o que gosto: pesquisas, entrevistas, checagens de informações, textos, gravações, edições.Feliz!

Em tempos normais, sempre reservo parte do dia para “não fazer um monte de coisas”, pois é minha válvula de escape. É a prosa leve e às vezes carregada na confraria do Café Artesanato, a conversa descolada no Twitter, caminhadas etc.

Sem esses canais, trabalho mais.

Compreendo quem usa redes sociais para descarregar estresse, rotular pessoas, julgar o certo e o errado, vomitar grosserias e analisar com profundidade todo e qualquer assunto que não domina, apenas lendo títulos.

Cabe a mim, “tratá-las”, mesmo que me ofendam.

Mas meu grande feito, sublinho, não é seguir sem ter visto um filme. É ser tolerante; ter paciência de psicopata siberiano.

Não bato-boca, não devolvo insultos nem falo com quem rosna. Aprendi a ouvir para ter direito à fala.

Converso com estranhos, nunca com estúpidos.

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A teimosia em tempos de Covid-19

Por Odemirton Filho

O meu pai anda entediado e chateado. Diz que depois de idoso os filhos querem mandar em sua vida e lhe dizer quando poderá sair de casa.

A sua rotina, segundo me disse, é ficar vendo a TV, lendo, aguando as plantas, limpando a casa do cachorro e, de vez em quando, acessando a internet, uma vez que não é afeito às redes sociais.

Para ele, esse isolamento social é um verdadeiro tormento. Minha mãe não o deixa quieto. Sempre pedindo de forma “carinhosa” para que faça algum serviço doméstico.Reclama, ainda, que ao ver o noticiário não sabe em quem confiar. Há opiniões contraditórias sobre o distanciamento social, se deverá observar o isolamento vertical ou o horizontal.

A saída de casa, às vezes, é para ir à padaria comprar pão. Até a feira é por delivery, veja só.

Segundo ele, ainda tem o noticiário diário batendo na mesma tecla: ficar em casa, usar máscara, lavar bem as mãos e usar álcool gel 70, enfim, o que todos devemos fazer para impedir a disseminação do coronavírus.

Como começou a trabalhar ainda criança, ajudando na mercearia de Pedro Pereira da Costa que no ficava mercado central de Mossoró, acha que deixar de trabalhar é um exagero.

O pior não é ficar em casa, o pior é ter que aguentar a sua mãe chamando constantemente para reclamar ou mandar fazer algo. Nessa idade ficar levando “batido”!

Tento convencê-lo, por telefone, que o isolamento social é imprescindível, conforme os especialistas.

Seja qual for o isolamento social indicado, como ele faz parte do grupo de risco, com isso mais vulnerável à Covid-19, é recomendável que permaneça em sua residência.

Apesar de continuar a reclamar, entende a gravidade da situação e, por enquanto, encontra-se sem “arredar” o pé de casa.

Ô velho teimoso.

Odemirton Filho é bacharel em Direito e oficial de Justiça

Nós, os egoístas

Nesses tempos de pandemia, não tenho ocupado muito minhas redes sociais (pessoais) para botar o focinho por lá, ou expor mesa com vinho e queijos. Não tenho vinho nem queijos em casa.

Posso comprar, mas não os tenho.

Opção, coisa de prioridade mesmo. Eles não o são.

Prefiro gente à coisa. Uma eu gosto; a outra, uso.Onde moro, quase nada que ocupa espaço é acessório, cumulativo ou dispensável. Tudo tem serventia, inexiste penduricalho – inclusive o imã com escudo do Fluminense à porta da geladeira.

Tenho visto muita gente berrando, cobrando, esperneando, apontando o dedo para políticos e poderes públicos, exigindo providências contra efeitos imediatos e, outros que se avizinham, derivados da Covid-19.

Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem, mas realmente, mas realmente…” Uso trecho de uma música que fez muito sucesso nos anos 80, como preâmbulo de uma reflexão. Não seria a hora de perguntarmos: “E o que eu posso fazer por quem não tem nada ou está prestes a fazer parte de uma manada famélica e desesperada?”

Fui confrontado em recente entrevista à TCM-Telecom, se não considerava o coronavírus um divisor de águas à reflexão da humanidade e, do ser humano, quanto ao seu papel em sociedade.

Fui absolutamente sincero, sem rodeios ou utilização de qualquer tipo de alegoria filosófica: “Não acredito, não creio. O ser humano continuará sendo o que sempre foi. Teimamos em não dar certo!”

Passamos por pestes que dizimaram multidões incalculáveis na Idade Média, Gripe Espanhola com mais de 50 milhões de cadáveres no século XX, duas guerras mundiais, matança urbana sem fim, mas até hoje milhões de pessoas morrem de fome e desprezo, em todas as partes do mundo “civilizado”.

Para o neodarwinista Richard Dawkins, autor dos célebres e encorpados “O Gene egoísta” e “Deus, um delírio”, somos geneticamente predatórios, competitivos e estamos em permanente luta pela sobrevivência – numa seleção natural sem fim, que é replicante a todo tempo e hora, ad infinitum (ao infinito).

Com vinho e queijos à mesa, não acredito que essa quarentena, confinamento, isolamento social e qualquer outro termo que adotem à segregação compulsória, sejam capazes de mudar o indivíduo e essa humanidade. Continuaremos individualistas e pequenos.

Isso é tão comum, que ser solidário, altruísta e ter compaixão por quem sofre, acabam virando notícia, manchete e dão belas reportagens à mídia. Nos levam ao choro. Por quê? Por que são exceções, situações estranhas até.

O Covid-19, doença espalhada pelo coronavírus, vai passar e deixará para trás lições que de novo não vamos aprender. Sobreviveremos.

Bolsonaristas pregam volta ao trabalho e criticam governadora

No bairro do Alecrim em Natal, nesta terça-feira (31), carreata de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se movimentou em convocação ao trabalho, à abertura de lojas e contra a governadora Fátima Bezerra (PT).

Manifestantes, com uso de cores como verde e amarelo, bandeira do Brasil e símbolos do partido ainda não criado Aliança pelo Brasil, circularam por várias artérias do bairro, com apoio de estrutura de som e locução.

Buzinaço e palavras de ordem reforçaram a movimentação, defendendo ainda o fim do isolamento social horizontal em meio à pandemia do coronavírus.

Esclarecimento

A Assessoria de Comunicação do Governo do Estado entra em contato com essa página para esclarecer que o vídeo em questão não retrata episódio de hoje. Na verdade, ocorreu há três dias:

“Informamos que o referido vídeo foi feito no último sábado, dia 28/03/2020. Não houve carreata hoje em Natal. Acrescentamos também no dia 28/03 o Governo do Estado emitiu uma nota disponibilizada em seguida. Buscamos esclarecer seus leitores e interessados no assunto”.

Governo também reitera  que “neste contexto, alertamos que a participação em carreatas e similares em desobediência às normas de enfrentamento da COVID-19 constitui ofensa ao disposto no art. 268 do Código Penal, que sanciona com multa e detenção aqueles que infringirem determinação do poder público destinada a impedir a introdução ou a propagação de doença contagiosa. A multa diária prevista pode ser de até R$ 50 mil”.

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Prefeito comanda volta ao trabalho; 4.474 pessoas já morreram

Do jornal O Estado de Minas

O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu, nesta quinta-feira (26/3), que errou ao apoiar a campanha “Milão não para”, que, lançada há exatamente um mês, estimulou os moradores da cidade a continuar as atividades econômicas e sociais, mesmo com a pandemia do novo coronavírus.

Campanha desencadeada por executivo fomentou quebra do isolamento (Foto: reprodução BCS)

No início da divulgação da hashtag na internet, em 26 de fevereiro, a Lombardia, região setentrional da Itália, tinha 258 pessoas infectadas pelo vírus. O país inteiro contabilizava 12 mortes.

Hoje, Milão é a província da Itália mais atingida pela Covid-19, registrando 32.346 casos de pessoas contaminadas e 4.474 óbitos, de acordo com balanço da Defesa Civil divulgado nesta quinta-feira, 26 de março. Em termos quantitativos, a cidade abriga 40,1% da população italiana acometida pela doença, representando 54,4% das mortes no país.

Erro

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título #MilãoNãoPara (#Milano non si ferma). Eram 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado”, reconheceu Giuseppe Sala, em entrevista a uma emissora italiana.

“Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, afirmou.

Saiba mais detalhes clicando AQUI.

Leia também: Ao trabalho: Governo Federal faz campanha contra o isolamento.

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Vice-presidente contraria Bolsonaro na luta contra coronavírus

Do Congresso em Foco

O vice-presidente Hamilton Mourão foi na contramão do presidente Jair Bolsonaro (sem patido) e disse que a posição do governo em relação ao combate da pandemia de coronavírus é pelo “isolamento e distanciamento social”.

Vice-presidente segue a linha do ministro Mandetta e contraria Bolsonaro (Foto: Wilson Center)

A declaração de Mourão foi dada nesta quarta-feira (25), durante uma entrevista coletiva do Conselho Nacional da Amazônia Legal. Bate de frente com o que diz, repete e promove o presidente (veja AQUI e AQUI).

Presidente não se expressou da melhor forma

“Pode ser que ele [o presidente] tenha se expressado de uma forma, digamos assim, que não foi a melhor, mas o que ele buscou colocar é a preocupação que todos nós tínhamos com a segunda onda como se chama nessa questão do coronavírus. Nós temos uma primeira onda, que é a saúde, e temos agora uma segunda onda, que é a questão econômica”, afirmou Mourão.

– “O que fica claro é que a posição do governo, até o presente momento é pelo isolamento e pelo distanciamento. Ainda vai se discutir questão de prazos e até onde isso deverá ser levado da forma como está sendo colocado a mais estrita possível”, disse o vice-presidente.

Leia também: Bolsonaro é ‘dissidente’ do próprio governo.

Nota do Blog – Resumindo: o vice-presidente segue a ala do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que sustenta orientações científicas da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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Prefeito segue Bolsonaro e anuncia reabertura comercial

Bolsonaro e Crivella: Afinação (O Globo)

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), informou hoje nas redes sociais que pretende ordenar a reabertura gradual do comércio na cidade.

“A partir de sexta (27), começaremos a abrir, aos poucos, alguns comércios, como lojas de material de construção e lojas de conveniência (postos de gasolina).”

O anúncio acontece após pronunciamento feito ontem à noite pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – veja AQUI.

Mas o governador carioca, Wilson Witzel (PSC), poderá impor medida restritiva à pretensão do prefeito.

* Com informações do UOL e O Globo.

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Vivo

Tudo que eu tenho em casa, uso.

Nada é acessório, fica encostado ou é supérfluo.

Imprescindíveis? Não.

Apenas úteis.

Imprescindível é gente.

Nesse confinamento, nenhuma angústia.

Preocupo-me com o mundo lá fora, com os meus e quem não conheço.

Aqui sou minimalista.

Sobrevivo.

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