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“Projeto Cestinhas” entra ciclo 2025 com grande ampliação

Lucas Negreiros mostra avanço para 18 bairros, aumento de vagas e novo polo Foto: divulgação)
Lucas Negreiros mostra avanço para 18 bairros, aumento de vagas e novo polo Foto: divulgação)

A Associação Atlética Santa Delmira (SADE) abriu nessa semana as atividades da edição 2025 do “Cestinhas”, projeto social gratuito que envolve crianças e adolescentes com a prática do basquete. O evento marcou numa etapa desse trabalho crescente em Mossoró.

Em cerimônia realizada nessa terça-feira (04) no Complexo Clístenis Juny – sede do projeto –, no Santa Delmira, a associação apresentou aos familiares dos atletas as principais novidades deste ano, entre elas a ampliação de 135 para 250 no número de pessoas atendidas, e a abertura de um novo polo do projeto, no conjunto Abolição V.

O subsecretário estadual de esporte e lazer, Cezinha Nunes, prestigiou a abertura das atividades, enaltecendo a seriedade do trabalho desenvolvido pela associação e a importância do trabalho para a infância e juventude mossoroense. “O Cestinhas já vai se consolidando como projeto referência no Rio Grande do Norte e no Brasil, como modelo que mostra que é possível fazer a transformação social por meio do trabalho coletivo”, disse.

O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado, por meio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte RN+ Esporte e Lazer, e da Trevo Embalagens. “É muito bom chegar aqui mais um ano e ver este projeto crescendo desta forma”, comentou Lucas Maia, da Trevo.

Apoiadora do projeto social, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e da Faculdade de Educação Física (FAEF), a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) também marcou presença, com o pró-reitor de extensão, Esdras Marchezan, representando a Reitora Cicília Maia. “Este trabalho conta com o apoio da Uern, tendo estudantes do curso de Educação Física integrando a equipe principal e fazendo a diferença na vida destas crianças. Isso é bonito demais de ver”, destacou.

18 bairros

Em dois anos de atividade, o “Cestinhas” já alcançou crianças e adolescentes de 18 bairros mossoroenses, que semanalmente chegam ao pólo Santa Delmira para participar das atividades.

“Desde o início temos o pensamento de consolidar o trabalho aqui no Santa Delmira e, depois, poder levar esta experiência para outras regiões de Mossoró e do Rio Grande do Norte. Com o apoio da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte, do Governo do RN, estamos ampliando o projeto, com um segundo polo, no Abolição V, e dobrando a quantidade de vagas ofertadas. É muito gratificante”, comentou Lucas Negreiros, presidente da Sade.

“Quanto mais projetos e políticas públicas, que ofertem possibilidades como essa aos nossos jovens, existirem, nossa cidade se desenvolve mais em cidadania, educação, esporte, cultura, e lazer. Nosso mandato, na Câmara, estará sempre pronto para apoiar este projeto”, disse o vereador Petras Vinicius (UB) – um dos principais incentivadores da iniciativa.

A entrega dos uniformes aos novos alunos será realizada no dia 13 de fevereiro, e a retomada oficial dos treinos está marcada para 17 de fevereiro.

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Projeto “Cestinhas” alcança dezenas de crianças com força do esporte

Cestinhas estimula participação de crianças de vários bairos (Foto: Sade)
Cestinhas estimula participação de crianças de vários bairros (Foto: Sade)

Quem passa pelo Complexo Esportivo Clístenis Juny de Souza Alves no conjunto Santa Delmira, em Mossoró, nos finais de tarde, percebe que algo muito bonito está acontecendo. A quadra semidestruída por anos virou um núcleo de esporte e lazer. Nesse espaço, crianças e adolescentes se encontram  para aprender sobre a prática do basquete como instrumento de saúde, lazer e cidadania.

Por meio do projeto social “Cestinhas”, 135 meninos e meninas de 18 bairros de Mossoró estão tendo suas vidas transformadas nesse equipamento público reformado, ampliado e reconfigurado pela gestão municipal. Ele foi entregue a pleno uso em dezembro do ano passado e  tem sido extremamente bem aproveitado pela comunidade.

Fruto de uma parceria entre a Associação Atlética Santa Delmira (SADE) e Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), o Cestinhas é um projeto social que busca democratizar o acesso a prática do basquete na cidade e, por meio dele, oferecer a crianças e adolescentes uma nova perspectiva de vida por meio do esporte.

O projeto conta com patrocínio do Governo do Estado, através da Lei Estadual de Incentivo ao Esporte (RN + Esporte e Lazer), e da Trevo Embalagens. Com a seriedade do trabalho e ótimos resultados, o projeto teve aprovada a proposta de uma nova edição para 2025.

“Esse é o maior projeto já desenvolvido em toda a história da Sade. As famílias das crianças e adolescentes tem abraçado de forma muito forte o projeto e compartilhado com a gente os resultados positivos que o Cestinhas tem promovido dentro de casa e nas escolas. Os participantes têm se tornado pessoas mais confiantes, focadas e disciplinadas. Isso nos deixa muito felizes”, comenta Lucas Negreiros, presidente da Sade e líder do Cestinhas. Com ele, uma equipe de associados da Sade e estudantes dos cursos de Educação Física e Publicidade e Propaganda da UERN conduzem as atividades dessa iniciativa.

Parceria

Área tem quadras, campo de futebol e vários outros equipamentos sociais e esportivos (Foto: Cedida)
Complexo tem quadras, campo de futebol e outros equipamentos sociais e esportivos (Foto: Arquivo)
semidestruída, a "Praça do Basquete" se transformou num complexo multiuso (Foto: arquivo)
A antiga “Praça do Basquete” estava praticamente destruída (Foto: arquivo)

“Essa é uma parceria que nos deixa muito felizes, pela forma que ela aconteceu e pelos resultados obtidos”, destaca o professor Esdras Marchezan, pró-reitor de Extensão da Uern.

De início, o projeto começou a ser desenvolvido na quadra do Abolição V, com recursos de um edital do Tribunal de Justiça do RN (TJRN). Com a complexo esportivo do Santa Delmira entregue, após grande reforma e ampliação, o projeto passou a ter sua base neste espaço. “A quadra entregue pela prefeitura é um espaço modelo, que tem servido de referência para apaixonados pelo basquete de diversos lugares. Com ela reformada, o que era um sonho antigo nosso, conseguimos oferecer as crianças e adolescentes do Cestinhas o melhor espaço possível para as atividades do projeto”, destaca Lucas Negreiros.

Ampliação

Os bons resultados já fazem os realizadores pensarem em novos saltos. A ideia é levar a experiência do projeto a outros pontos da cidade, dando vida a quadras de basquetes abandonadas e atuando também em escolas públicas.

Para as famílias, falar do Cestinhas é falar de felicidade. “Segundo minha filha, os dias mais legais da semana dela é a segunda e a quinta (os dias da sua turma do basquete), desde então a vejo mais confiante e determinada a aprender cada vez mais sobre o basquete”, relata Fernanda Karoline, mãe de Katherine Vitória, 10 anos, aluna da turma 01.

Iniciativa da Sade pode ser ainda mais relevante com outros apoios Foto: Sade)
Iniciativa da Sade pode ser ainda mais relevante com outros apoios Foto: Sade)

Interessado em acompanhar as atividades do projeto, basta seguir o @sadebasquete, no Instagram.

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Complexo Esportivo aguardado há muitos anos é inaugurado

Área tem quadras, campo de futebol e vários outros equipamentos sociais e esportivos (Foto: Cedida)
Área tem quadras, campo de futebol e vários outros equipamentos sociais e esportivos (Foto: Cedida)

Ufa! Finalmente a comunidade do Santa Delmira em Mossoró – onde desde 1992 me instalei – tem um bem público sonhado há décadas. O Complexo Esportivo Clístenis Juny de Souza Alves foi licitado, iniciado, paralisado várias vezes, licitado novamente e agora entregue.

A antiga “Praça do Basquete”, com estrutura precária e inviável para uso pela população, deu lugar a um novo espaço de 8 mil m² de área construída, possibilitando não apenas a prática de atividades desse esporte, mas também de outras modalidades esportivas e lazer para crianças, adultos e idosos. Ao fim da tarde dessa quinta-feira (21) ocorreu a inauguração.

Eu não poderia faltar à inauguração, presidida pelo prefeito Allyson Bezerra (UB) e com presença numerosa da comunidade local e cercanias.

Presidente da Associação Atlética Santa Delmira (SADE), entidade que desde 1989 oferece aulas gratuitas de basquete a crianças e adolescentes do bairro e adjacências, Lucas Negreiros falou sobre o empreendimento. “É um sonho de várias gerações. Centenas de pessoas sonhavam com um novo espaço, porque a Sade presta um serviço voluntário aqui no bairro, promove o basquete para crianças e adolescentes de forma gratuita e o antigo espaço era muito precário. A gente lutou e hoje está sendo concretizada a realização desse sonho”, disse.

“Essa estrutura é magnífica. No Nordeste não existe uma estrutura dessas a céu aberto, como tem agora no Santa Delmira”, complementou.

O Complexo Esportivo leva o nome do fundador da Associação Atlética Santa Delmira, Clístenis Juny de Souza Alves, que faleceu vítima de acidente de trânsito em 2012. Seu pai, Francisco Eusébio, acompanhou a solenidade de entrega do novo espaço, destacando o legado do filho e o seu sonho de ver a praça reformada.

Eusébio, Negreiros e Allyson Bezerra: obra aguardada há décadas (Fotomontagem a partir de fotos de Lucas Bulcão)
Eusébio, Negreiros e Allyson Bezerra: obra aguardada há décadas (Fotomontagem a partir de fotos de Lucas Bulcão)

“É uma emoção muito grande. Primeiramente temos que agradecer ao Poder Público, que realizou o sonho tão esperado por ele e todos os adeptos do basquete. Ele lutou muito por isso aqui, infelizmente ele foi antes, mas deixou o legado, que foi a escolinha Sade. É uma homenagem mais do que justa e um belo presente que vai ser eterno para o Santa Delmira, vai ficar na memória da família de Clístenis de todos os seus amigos”, afirmou.

A construção fez nascer um amplo calçadão para caminhadas, campo de futebol e quadra de basquete com quatro tabelas (a primeira do gênero no RN), que permitem treinamentos simultâneos. Quiosques, academia para exercícios físicas, iluminação de Led, estrutura com acessibilidade e arborização compõem a estrutura.

semidestruída, a "Praça do Basquete" se transformou num complexo multiuso (Foto: arquivo)
Semidestruída, a “Praça do Basquete” se transformou num complexo multiuso (Foto: arquivo)

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Empresa tem última chance para finalmente entregar obra

Recomeça, para; recomeça, para. E parece não ter fim. Esse é o ritmo de uma obra muito esperada pela comunidade do Santa Delmira em Mossoró, a construção da Praça Clistenis Juny de S. Alves.

Rodrigo Lima prevê que até o fim de 2023 toda a cidade estará coberta por iluminação de LED (Foto: Allan Phablo)
Rodrigo Lima admite nova licitação, se empresa finalmente não concluir obra (Foto: Allan Phablo)

O equipamento terá como diferencial a formatação de duas quadras transversais num único espaço, ou seja, multiuso, possibilitando a prática do basquete olímpico e tradicional. Luta antiga da Associação Atlética Santa Delmira (SADE), entidade criada em 1989 e que defende esse investimento esportivo e social há muitos anos.

Mas, por que a obra orçada em pouco mais de R$ 1,3 milhão e iniciada em fevereiro de 2021, com conclusão prevista para o fim do mesmo ano, não chega ao fim?

O titular da Secretaria de Infraestrutura, Meio Ambiente, Urbanismo e Serviços Urbanos (SEIMURB), Rodrigo Lima, aponta existência de problemas recorrentes com a empresa vencedora da licitação, a OCTHA, de Aracati-CE, como principal impasse. O recomeça, para… da abertura dessa matéria.

“Já a notificamos três vezes para realizar o distrato unilateral, mas nessa última terça-feira (24) eles pediram para retomar e concluir a obra, finalmente”, comenta ao Canal BCS. “Devem retomar na segunda-feira (30) e se não avançarem à conclusão, teremos que promover o distrato, realizando outra licitação”, admite.

A paciência da municipalidade está no limite. Da Sade esgotou.

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Dom Pixote

Brincadeira, crianças brincandoPor Marcos Ferreira

Quando eu nasci, mais ou menos como foi dito ao poeta Carlos Drummond, “um anjo torto desses que vivem na sombra disse”:

— Vai, menino feio, ser besta na vida!

E, obediente que era, acatei a ordem. Mas fui sem saber que tal besteira (bisonhice, ingenuidade, inocência) me acompanharia por tanto tempo. Assim, durante anos a fio, desde a minha infância até a idade adulta, comecei a colecionar insucessos, a ser passado para trás e ficar em desvantagem em quase tudo que me propus a fazer.

Em se tratando de futebol, por exemplo, eu era o reserva do reserva de time lanterna. Quanto ao vôlei, todavia, algumas façanhas me orgulham. Quiçá daqui a pouco, por imodéstia ou simples falta de pudor, eu decida contá-las.

— Vai, menino feio, ser besta na vida!

Minha infância toda transcorreu no bairro Bom Jardim, que de bom e de jardim não tinha muita coisa. Não ao menos naqueles anos de chumbo e de fome. Foi o que eu disse. Embora feliz, pois precisava de tão pouco para me sentir feliz, tive uma infância de escassez e privações. Infância severina, para citar João Cabral.

Nem sei por que narro esses fatos, correndo o sério risco de me acusarem de coitadismo. Ocorre, porém, que não posso negar ou maquiar minhas origens.

Fui menino bobo, sim. Desses que os outros meninos botavam facilmente no bolso, passavam-me a perna e me faziam de gato e sapato. Qualquer moleque com peito de frango batia minha poeira, esfregava o dedo no meu nariz e eu não emitia sequer um muxoxo, medroso que eu era. Ou ainda sou. Jamais topei briga, sair no braço com nenhum desafiante, por menor que este fosse.

Primogênito de uma prole de onze filhos (restam nove) do sapateiro Vicente Ferreira de Sousa e da senhora Marilda Pereira de Sousa, conhecida por dona Branca, eu morava na Avenida Alberto Maranhão, 3521, em casa alugada. De um lado, enérgico, de personalidade forte, residia o pedreiro Zé Pereira, esposo da senhora Conceição.

Do outro, comerciante e professor de matemática, o senhor Odílio Mendonça, marido de dona Graça. Na residência deste casal funcionava o “Mercadinho O Jaburu”, bodega sortida e notória no bairro, a exemplo da histórica “Panificadora Canindé”, administrada por Luiz Serafim, esposa e vários filhos.

Era, ao menos para mim e meus irmãos, uma tortura o cheiro que emanava daquela panificadora, sobretudo no período da tarde, pois havia muitas ocasiões em que não tínhamos dinheiro para adquirir aqueles deliciosos produtos. De outras vezes, por camaradagem do senhor Luiz Serafim, comprávamos algumas iguarias no fiado. Mas o fornecimento era suspenso em algum instante por inadimplência. Em seguida, quando meu pai pagava a conta, reabria-se o crédito.

Naqueles anos de 1970 a 1982, além de sapateiro, meu pai consertava máquinas de costura e aparelhos de rádio e televisão. Ele fizera curso por correspondência através do pioneiro Instituto Radiotécnico Monitor, contudo não se estabeleceu em eletrotécnica. Firmou-se mesmo no fabrico semiartesanal de calçados. Meu pai faleceu com apenas cinquenta e quatro anos de idade, morto pelo álcool e pelo fumo, e minha mãe sofreu infarto fulminante aos sessenta e dois anos.

— Vai, menino feio, ser besta na vida!

Àquela época, sem luz elétrica nem água encanada, nossa casa se constituía quase toda de taipa, pau a pique, possuindo de tijolos tão só a parede frontal. A rua também era de barro. O pavimento de paralelepípedos começava a partir do cruzamento da Rua Delfim Moreira com a Alberto Maranhão, em direção ao Centro. Da Delfim Moreira para baixo era tudo areia, chão descoberto.

Gostávamos daquilo. Nós, meninos alados, sonhadores, preferíamos a rua de terra, que favorecia diversos tipos de brincadeiras, como o futebol com traves mirins, jogado com bola menor e que quicava menos.

Careço destacar que ali o trânsito de veículos, de carroças, bicicletas e pedestres era mínimo. Usávamos uma bola Dente de Leite que se furara (daquelas brancas e mais espessas) com uma Canarinha (fina e na cor vermelha) por dentro da primeira. Porque nesse tempo, evidentemente, não dispúnhamos do que hoje pudesse equivaler a uma bola de futebol de salão, em couro. De maneira alguma. Nossas bolas (perdoem a conotação genital) eram de plástico ou de meia.

Além de bangue-bangue com revólveres que forjávamos com pedaços de madeira ou tábuas, brincávamos de Tarzan, de Zorro, de esconde-esconde, garrafão, bandeirinha e sete pecados. Esta última diversão era a que mais me dava medo, pois aquele garoto que ficasse em último lugar na disputa (fiquei em várias oportunidades) receberia, de cada participante, sete boladas nas costas.

— Vai, menino feio, ser besta na vida!

Pois é, eu me saía mal em muitos daqueles recreios e atividades lúdicas. Perdia no jogo de três pequenos buracos no chão, dentro dos quais devíamos acertar bolinhas de vidro, ou gude, em apostas com dinheiro representado por carteiras de cigarro vazias. Desmontávamos as embalagens e apostávamos como se estas fossem moeda corrente: Arizona, Marlboro, Continental, Minister, Advance, Carlton, Vila Rica, Chanceller, Hollywood… Cada marca correspondia a um valor monetário. Em outros momentos eu chegava a perder as próprias bilhas de vidro.

Então, senhoras e senhores, eu era um pixote clássico. Um senhor pixote! Ou, se preferirem, usando um tipo parodístico de eufemismo, posso me autoproclamar Dom Pixote. O que me dizem?! Não soa tão bem quanto o Dom Casmurro ou Dom Quixote, claro, mas deixo aqui este gracejo pomposo.

No voleibol, entretanto, eu não era pixote. Pelo contrário. A partir de 1990 a 2015, contrariando todas as expectativas, destaquei-me como craque nessa modalidade esportiva, especialmente por contar com apenas um metro e sessenta e sete centímetros de altura. Apesar disso, com uma impulsão notável, pois saltava quase um metro, eu tocava o terror nas competições amadoras no Conjunto Santa Delmira e alhures. Voava tanto em quadras de areia quanto de alvenaria.

O quê?! Mentira?! Exagero da minha parte?! De modo algum. Eu era impossível. Falavam até que eu tinha molas nos pés.

Para afiançar o que digo, se duvidam, aí estão, entre outros, meus colegas de voleibol e circunstantes Kléber Nogueira, Vanderlei Lima, Franklin Luiz, Ranniere Maia, Djair Eduardo, Marcos Gondim, Alcimar Jales, Vanildo Marques, Anchieta de Albuquerque, Ricardo Nogueira (este formava dupla comigo nas quadras de areia) e os irmãos Marcos e Nilson Rebouças. Foi de Marcos Rebouças, aliás, esta ideia: “Fale sobre sua história com o vôlei numa dessas crônicas”.

Missão dada, amigo, missão cumprida.

Quem sabe daqui a mais um tempo, após a pandemia e com dez quilos a menos, eu retome minhas proezas enquanto amador e amante do voleibol. Agora voltemos à literatura. Um certo dia, talvez por compaixão ou remorso, aquele mesmo anjo torto que vive na sombra chegou ao meu ouvido e disse:

— Vai, rapaz besta, ser escritor na vida!

E eu, ainda obediente, acatei a ordem.

Marcos Ferreira é escritor

“Seu Veri” se despede de nós

Perdemos um amigo querido.

Faleceu “Seu Veri”, Veridiano Lopes de Menezes, do restaurante “O Rei da Mão de Vaca”, no Conjunto Santa Delmira em Mossoró.

Adeus, meu caro (Foto: reprodução BCS)

Sofreu infarto quando estava em sua casa.

Morreu em paz, serenamente, contaram-me.

Antes, Dona Carmem – sua esposa – já tinha dado adeus.

Ótimas e excelentes lembranças dele, deles, do casal.

Saudades da boa comida (me salvou incontáveis vezes), da alegria, da prosa, dos causos. Do carinho que tinham por mim.

Do sorriso de ambos. Inesquecível. Inesquecíveis.

Que descansem em paz!

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TV Cidade Oeste estreará “Viva Bem” com Iara Monteiro

Iara: estreia (Foto: Ricardo Lopes)

A TV Cidade Oeste segue em fase de expansão de sua grade própria de programação. Em setembro, o canal 172 da Brisanet (veja AQUI) estreará o programa semanal “Viva Bem”.

Será exibido toda quarta-feira, das 10h às 11h. Tratará de temas voltados à área da saúde.

Com apresentação da jornalista Iara Monteiro, “o Viva Bem terá viés essencialmente informativo e esclarecedor”, informa a emissora que fisicamente está situada no Conjunto Santa Delmira, em Mossoró.

Contará com abordagens de temáticas diversas, através de entrevistas com especialistas no estúdio, exibição de matérias e participação direta do telespectador.

“A ideia é levar ao telespectador muita informação sobre cuidados à saúde. Tratando temas complexos, com linguagem simples e direta, de modo a esclarecer e contribuir com a qualidade de vida das pessoas”, adianta Iara Monteiro.

Nota do Blog – Sucesso, Iarinha. Tudo de bom.

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Promessa de campanha é objeto de pressão pública

Moradores e desportistas do Conjunto Santa Delmira, uma das áreas populacionais mais representativas de Mossoró, intensificaram pressão e cobrança à recuperação da quadra de esportes que possuem. Em plena campanha eleitoral de 2018, a prefeita Rosalba Ciarlini (PP) prometeu reconstruir o equipamento público até março deste ano.

No final de semana, a Associação Atlética Sade – formado por amantes do basquete – realizou a “III Copa SADE”, além de pulverizar slogan e hastag nas redes sociais em tom de cobrança: #cadêareforma?”.

Quadra está destroçada e é objeto de promessa político-eleitoral já vencida (Foto: Sade)

“O principal objetivo do evento foi chamar a atenção do poder público para a situação que se encontra a quadra de basquete do bairro Santa Delmira. A prefeitura já possui ciência da precariedade do espaço público, inclusive já houve promessa para reconstrução da quadra para março deste ano, todavia a promessa ainda não saiu do papel”, postaram os componentes da Sade.

A III Copa SADE só foi possível graças ao esforço de toda diretoria da e apoio de atletas e voluntários, além de contribuição de mais de 15 empresas parceiras.

Nota do Blog – Somos do bairro e sabemos bem das condições desse e de outros equipamentos públicos no lugar, que é tão abandonado. Lamentável.

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Santa Delmira, abandonado, vive na lama, lixo e buracos

O Conjunto Santa Delmira, um dos mais importantes setores urbanos de Mossoró, é o retrato do descaso da gestão municipal com o cidadão e o contribuinte.

Abandono do Santa Delmira, com lamaçal e pavimentação semidestruída, causa indignação (Foto: Blog CS)

Um símbolo (entre tantos) do abandono e do desleixo, além do pouco caso com o dinheiro público, é  esse trecho da Avenida Santa Luzia com Rua Nossa Senhora do Rosário.

Na primeira foto (acima, registrada e publicada no dia 5 de maio do ano passado – veja AQUI), água estagnada, lama, paralelepípedos soltos e ampla cratera fazem parte do cenário.

Após a denúncia do Blog Carlos Santos,  pedindo providência, a administração Rosalba Ciarlini resolveu agir na “obra” e restaurou a pavimentação.

Foto tirada no dia passado, do mesmo ângulo, revela a dimensão das "obras' da prefeitura (Foto: cedida)

Entretanto, muito pouco tempo depois, tudo foi voltando à “normalidade”.

A segunda  e terceira fotos desta postagem foi registrada por um morador do Santa Delmira, do mesmo ângulo, no dia passado (29 de março de 2019).

Como é fácil perceber, recursos do contribuinte que paga Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) extorsivo, além de outras exigências pecuniárias do poder municipal, são gastos de forma irresponsável, sem exigência de qualidade mínima.

Até compreensível, haja vista que a prefeita não tem imóvel próprio em Mossoró.

Inverno aprofunda problemas (Foto: cedida)

Ela tem endereço de verdade em Tibau a 42 km do município.

“Realização”

A residência de sua família em Mossoró é no Sítio Cantópolis, que paga módicos valores por Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), e não IPTU.

Em pouco tempo esse cenário mostrado aqui em dois anos consecutivos, mas que se arrasta há muito mais tempo, terá divulgação como nova “realização” e feito administrativo.

E, no próximo ano, ele estará de volta como mais um “buraco de estimação” da prefeita.

Vale adaptar uma frase de efeito usado na última campanha municipal, pela própria Rosalba: “Minha Mossoró, o que estão fazendo com você?”

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“Meu Bairro Melhor” volta à realidade soterrado pelo lixo

Depois de ter a primazia de sediar o programa “Meu Bairro Melhor”, blitz com vários serviços da Prefeitura, o Conjunto Santa Delmira em Mossoró volta à realidade.

Está soterrado por lixo.

Há comprometimento sério na coleta domiciliar da população. Em vários outros pontos da cidade, o problema é o mesmo ou ainda pior.

Com demissão em massa de empregados da terceirizada Sanepav, 120 só à semana passada, conforme fonte da própria empresa, essa tarefa tende a piorar.

A Sanepav, por outro lado, vai engordar muito seu caixa com dispensa de licitação que passa dos R$ 9 milhões (veja AQUI).

A maioria da imprensa local não deveria ignorar o problema por desatenção ou hierarquia distorcida da notícia.