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Democracia de gaveta

Por François Silvestre

Há contratos de gaveta, coisa antiga, entre mutuários vendedores de imóveis que deixam pendentes a quitação. Coisa dos costumes na legislação civil.

O Brasil inova com a democracia de gaveta. O que é isso?

É o contrato eleitoral que desconhece a importância da opinião do eleitor e dá prevalência às decisões da justiça. Questionáveis ou não. Aí estão os fatos. Derrubaram Dilma, legalmente. Dentro da Lei. Prenderam Lula, legalmente, dentro da Lei.

Temer assumiu a Presidência, legalmente, dentro da Lei. O que diz o povo sobre isso? Que é tudo uma mentira democrática. Uma farsa eleitoral.

Temer é rejeitado por noventa por cento da população. E população é sinônimo de eleitor. Lula é aprovado por trinta e sete por cento da população, mesmo preso legalmente.

Depois dele, vem Bolsonaro, que não pertence a nenhum dos grandes partidos que derrubaram Dilma. E Dilma está disparada na disputa para o senado, em Minas Gerais, o Estado cujo candidato ao governo foi o relator do impeachment dela.

Eu não votaria em Lula nem em Dilma, mas não reconheço legitimidade nessa nossa democracia de gaveta. Nessa eleição de miçanga.

Fórum não é foro legítimo para verificar vontade do povo. Vontade do povo, certa ou errada, é coisa de eleição. E eleição não é legítima com ausência de candidato líder nas pesquisas, de qualquer pesquisador. Ou então a justiça eleitoral, jaboticaba, declare a inveracidade das pesquisas e as proíba.

País grandioso sob o tacão de anões, exibidos numa vaidade que envergonha os anjos da Rua Conde Lage, virados para a parede pelas meretrizes do Bairro da Glória.

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PF não vê obstrução da Lava Jato em nomeação de Navarro

O Estado de São Paulo

Polícia Federal concluiu que não houve crime de obstrução de justiça na indicação do ministro norte-rio-grandense Marcelo Ribeiro Navarro Dantas ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) por parte da ex-presidente Dilma Rousseff em 2015.

Delcídio do Amaral: denúncia (Foto Wilson Dias)

A constatação faz parte do relatório final da PF sobre um inquérito que tramita em segredo de justiça no Supremo Tribunal Federal (STF) e investiga se houve, na indicação de Navarro por Dilma, algum tipo de articulação para barrar a Lava Jato, por meio da atuação do ministro no STJ. A suspeita partiu da delação de Delcídio do Amaral, do ex-líder do governo Dilma no Senado.

Segundo Delcídio, Navarro foi escolhido para o STJ com o compromisso de conceder habeas corpus e recursos favoráveis a empreiteiros como Marcelo Odebrecht, do grupo Odebrecht, e Otávio Azevedo, da Andrade Gutiérerrez.

Arquivamento ou denúncia

O relatório da PF, encaminhado nesta segunda-feira (21) ao STF, apontou que, feitas todas as diligências, não se confirmou o depoimento de Delcídio do Amaral e do seu ex-chefe de gabinete Diogo Ferreira.

Segundo o Broadcast apurou, o relatório também não verificou nenhum tipo de conduta criminosa por parte do ministro Francisco Falcão, do STJ, que já foi presidente da Corte. O relatório já foi encaminhado à Procuradoria-Geral da Republica (PGR), para que decida se pede o arquivamento do caso ou se faz uma denúncia.

Também constam como investigados neste inquérito o ministro do STJ Francisco Falcão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-ministros petistas José Eduardo Cardozo e Aloizio Mercadante tramaram para conter a Lava Jato, além da própria Dilma Rousseff e do ministro Marcelo Ribeiro Navarro Dantas e de Delcídio do Amaral.

Outras vertentes

Há outras duas outras vertentes de investigação no inquérito, além da indicação de Navarro ao STJ: a indicação de Lula como ministro do governo Dilma e uma conversa gravada entre Mercadante e um ex-assessor de Delcídio no Senado após a prisão do senador.

Em relação a esses dois pontos, o relatório da PF encaminhado ao Supremo nesta segunda-feira não apresenta conclusões, porque já havia um relatório datado de fevereiro em que a PF atribuiu aos ex-presidentes Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva crime de obstrução de Justiça e ao ex-ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil e Educação) os crimes de tráfico de influência e também obstrução de Justiça.

Para a PF, ao nomear Lula ministro-chefe da Casa Civil, em março de 2016, a então presidente e seu antecessor – que com a medida de Dilma ganharia foro privilegiado no Supremo e, na prática, escaparia das mãos do juiz federal Sérgio Moro – provocaram ’embaraço ao avanço da investigação da Operação Lava Jato’.

Leia também: Delação mistura Dilma, Lula, Aécio e Temer em teia criminosa AQUI;

Leia também: AQUI.

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PT perdeu sete de cada dez votos obtidos em 2012

Do Congresso em Foco

Além de ter o seu pior desempenho em capitais desde 1985, com apenas um prefeito eleito, e de eleger pouco mais de 250 prefeitos em 2016, o PT perdeu sete de cada dez votos que conquistou em 2012. Em meio à maior crise de sua história, o partido dos ex-presidentes Lula e Dilma somou 7.602.958 votos nos dois turnos da eleição para prefeito.

Quase 70% a menos do que os 24.261.376 obtidos ao final da disputa de 2012. O desaparecimento desses votos resultou na perda da prefeitura de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, de capitais importantes e de grandes cidades em regiões onde a sigla acumulava bons resultados, como o Nordeste e o ABC Paulista.

O partido despencou do primeiro lugar em número de votos para a sexta colocação. A queda do PT coincide com o desgaste provocado pelo agravamento da crise econômica, por denúncias de corrupção contra lideranças petistas, os desdobramentos da Operação Lava Jato e o impeachment de Dilma.

Dilma e Lula aparecem como alvos principais de uma derrota eleitoral acachapante em 2016 (Foto: Roberto Stuckert Filho)

Principal adversário do PT nas últimas duas décadas, o PSDB viu sua votação crescer 11% em quatro anos: saltou de 19.523.898 para 21.733.680. Vice em 2012, foi a mais votada entre todas as siglas em 2016. A legenda vai comandar 24% do eleitorado do país, sete das 26 capitais estaduais, inclusive a paulista, e cidades onde não tinha tradição, como Porto Alegre e São Bernardo do Campo (SP), onde mora o ex-presidente Lula.

Embora tenha sido o partido que mais conquistou prefeituras este ano, a exemplo de 2012, o PMDB, do presidente Michel Temer, perdeu 1.421.667 votos de uma eleição para outra, queda de 7,6%. Ainda assim, os peemedebistas passaram do terceiro para o segundo lugar no ranking de votos conquistados.

Também superaram o PT em número de votos este ano, somados os dois turnos, o PSB, o PSD e o PDT. Os pedetistas foram os únicos da base de apoio de Dilma a ver sua votação crescer: de 7.783.559, há quatro anos, para 8.045.545 agora.

Confira a votação de cada partido a prefeito, em 2012 e 2016, ao final dos dois turnos:

Partido 2012 2016
PSDB 19.523.898 21.733.680
PMDB 18.654.619 17.232.952
PSB 10.357.846 10.283.810
PSD 6.543.039 9.165.019
PDT 7.783.559 8.045.545
PT 24.261.376 7.602.958
PRB 2.672.710 6.160.331
PR 4.231.135 6.092.206
PP 6.131.268 5.891.565
DEM 5.358.556 5.392.747
PTB 4.418.281 3.873.299
Psol 2.826.021 3.752.445
PPS 2.792.847 3.471.471
PV 2.370.199 2.095.621
PCdoB 2.671.328 1.996.308
PSC 2.073.321 1.766.736
SD 1.680.358
PHS 315.515 1.573.832
PMN 564.895 1.502.824
Rede 1.310.607
PTN 347.914 1.100.636
Pros 689.958
PSL 287.112 487.592
PMB 370.125
PEN 286.493
PTC 688.184 268.155
PTdoB 294.938 267.680
PSDC 227.149 211.648
PRTB 402.044 162.215
PPL 146.686 158.650
PSTU 176.336 77.952
Novo 38.512
PCB 45.119 24.501
PCO 4.284 5.689
Total 126.172.191  

124.776.136

 

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Dilma e Lula são reprovados; impeachment apoiado

A Rádio Difusora de Mossoró apresentou nesse sábado (21) sua primeira rodada de pesquisas político-administrativa e eleitorais de 2016.

O trabalho de campo foi realizado pelo Instituto Perfil de Natal, no período de 6 a 8 deste mês, ouvindo 702 pessoas em Mossoró.

Nesta segunda postagem sobre a pesquisa, veja abaixo como o eleitor local avalia a gestão da presidente afastada Dilma Rousseff (PT), o impeachment e se o ex-presidente Lula da Silva (PT) é culpado ou inocente das acusações imputadas a ele na Operação Lava Jato.

Fácil perceber como o petismo, da gestão federal ao seu maior ícone, não possuem respaldo popular.

Governo Dilma Rousseff
Desaprova – 61,94%
Não Sabem – 7,24%
Aprova – 30,82%

Impeachment de Dilma Rousseff
Aprova – 55,68%
Não Sabem – 5,97%
Desaprova – 38,35%

Lula é Culpado ou Inocente?
Culpado – 57,82%
Inocente – 25,99%
Não Sabem – 26,19%.

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PT, defraudações!

Por Carlos Duarte

No ato promovido pela CUT neste Primeiro de Maio, o Todo Poderoso Chefão do PT, o ex-presidente Lula, esbravejou sua arrogância peculiar para fazer ameaças e praticar o que mais gosta: falar bem dele mesmo.

Disse que não pretende ser candidato em 2018, exceto se a coisa não sair do jeito que ele quer:

“Não me chame para briga porque eu volto. Eu não tenho intenção de ser candidato a nada, mas eu tenho vontade de brigar. A Dilma é presidente, e eu quero que ela governe esse país, e eu fico quieto no meu lugar para não dizer que eu estou tendo ingerência”.

Será que Lula está mesmo quieto e sem ingerência? Claro que não.

Cumprindo suas ordens é que a presidente Dilma se posicionou enfaticamente contra o projeto de lei das Terceirizadas. Também ela acatou a recomendação dele de não utilizar o rádio e a TV, no tradicional discurso do Dia do Trabalho, e se aproximar mais dos movimentos sociais.

Essa é a estratégia montada para reaproximar os sindicatos, bases do PT e os movimentos sociais, no sentido de fortalecer as militâncias petistas, ora fragmentadas. Ou seja, a prioridade da presidente Dilma passa a ser a salvação do PT em detrimento aos interesses do governo e do País.

Aliás, a presidente Dilma não deveria se posicionar contra as Terceirizações, uma vez que ela mesma já terceirizou o seu governo: entregou a condução da articulação política ao vice Michel Temer; entregou a economia ao Joaquim Levy; e entregou a estratégia de ação ao ex-presidente Lula.

Voltando ao discurso de Lula, ele acusou a imprensa de aproximá-lo da Operação Lava Jato: “Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações: ah! Lá na Operação Lava Jato estão esperando que alguém cite o nome do Lula porque o objetivo é pegar o Lula”.

Na verdade, o Ministério Público está investigando o ex-presidente Lula por suposto tráfico internacional de influência sob a acusação de que ele teria facilitado a construtora Odebrecht a ganhar contratos na América Latina e África com dinheiro do BNDES. Se a investigação for adiante, poderá ser aberta a caixa preta do BNDES – que esconde uma corrupção de proporções bem maiores do que a Lava Jato.

Neste caso, os indícios apontam o Instituto Lula como operador do esquema. Quanto à operação Lava Jato, Lula está aliviado: seu amigo e ex-advogado do PT, o juiz Teori Zavaski, indicado pelo governo petista para ministro do STF, mandou soltar os empreiteiros envolvidos no esquema. Justamente na hora em que as investigações chegariam à porta do ex-atual presidente Lula. Sossegados, agora, eles podem desistir da delação premiada.

Nada como a Justiça brasileira para proteger os poderosos.

Não é à toa que o Estado brasileiro é de calamidade pública e desabou bem antes que o Nepal.

Numa rápida comparação, o custo para reconstruir o Nepal – que foi arrasado por um terremoto e vive em estado de calamidade pública – é de 6 bilhões de dólares. Isso é bem menos do que o valor que roubaram da Petrobras.

No Brasil não temos terremotos, tsunamis, vulcões, tornados e maremotos para nos destruir. Não precisa, temos os governos do PT para cumprir essa tarefa. Os petistas são bons nisso e têm um portfólio e expertise invejável: corrupção, incompetência, mentiras, recessão econômica, desemprego em alta, inflação crescente, juros subindo, pedaladas fiscais, dívida enorme, moeda desvalorizada, falta de investimento em infraestrutura e energia, aumento de impostos e tarifas, entre outras mazelas.

Agora, chegou o momento de meter a mão no bolso do trabalhador brasileiro.

Carlos Duarte é economista, consultor Ambiental e de Negócios, além de ex-editor e diretor do jornal Página Certa

Robinson tem audiência com Dilma e ministro

O Governador Robinson Faria (PSD) dedicará a agenda desta terça-feira (24) e a quarta-feira (25) a compromissos em Brasília.

Hoje, o chefe do Executivo Estadual participa de audiência com o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

Na quarta-feira (25), Robinson Faria, ao lado de outros governadores do Nordeste, se reúne com a presidente Dilma Rousseff (PSD).

Na viagem, acompanham o Governador o secretário de Planejamento e das Finanças, Gustavo Nogueira, e a secretária de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social, Kalina Leite.

“Impeachment Já” em pleno Carnaval

No próximo domingo (15), o movimento “Impeachment Já – Basta de mentira!” vai promover mobilização em Mossoró em pleno Carnaval.

A movimentação ocorrerá a partir das 15h, em frente ao Colégio Diocesano Santa Luzia (CDSL).

O protesto é convocado através das redes sociais por grupos diversos, que pedem impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e um freio à corrupção.

P.S – O Blog recebeu release sobre o assunto com data errada.

Somos informados que, na verdade, o evento ocorrerá no dia 15 de março com amplitude nacional.

Feita a retificação.

“Nenhum direito a menos, nenhum passo atrás”, diz Dilma

Do G1

A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (1°) em discurso de posse no parlatório do Palácio do Planalto que seu novo mandato será marcado por uma orientação a qual ela se referiu com a expressão “nenhum direito a menos, nenhum passo atrás”. A presidente fez pronunciamento a um público formado, principalmente, por militantes do PT. Na Praça dos Três Poderes, onde a multidão se concentrou, também havia bandeiras de partidos como PCdoB e PMDB.

“Hoje depois de 12 anos de governo popular e de grandes transformações, o povo brasileiro tem o direito de dizer como uma orientação para o meu novo mandato: nenhum direito a menos, nenhum passo atrás. Só mais direitos e só o caminho a frente. Esse é meu compromisso sagrado perante vocês. Esse é o juramento que faço perante essa praça. Viva o Brasil, viva o povo brasileiro”, discursou.

Assim como havia feito momentos antes em discurso durante a cerimônia de posse no Congresso, Dilma voltou a afirmar que promoverá mudanças na economia sem afetar medidas para o desenvolvimento social.

“Assumo aqui com vocês, nesta praça, o meu compromisso de inaugurar uma nova etapa nesse processo histórico de mudanças sociais no Brasil e digo a vocês algo muito importante. Nós vamos fazer, sim, ajustes na economia mas isso sem revogar direitos conquistados ou trair nossos compromissos sociais. Fui reeleita para continuar mudando o Brasil e para continuar fazendo as mudanças que vocês desejam. E prometo: farei as mudanças”, disse.

A presidente também reafirmou que manterá programas sociais implementados em seu governo e no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Compromissos

“De pé e com fé, porque vamos continuar o Minha Casa Minha Vida, o Prouni, o Fies, o Ciências sem Fronteiras. Somos capazes de fazer isso porque somos um povo que garantiu emprego e salário quando o mundo desempregava e arrochava. Somos capazes de fazer isso porque nesses últimos 12 anos nós mudamos o Brasil.”

O pronunciamento ocorreu após Dilma desfilar em carro aberto pela Esplanada dos Ministérios e participar de cerimônia de posse no Congresso ao lado do vice-presidente Michel Temer. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal, cerca de 40 mil pessoas foram à Esplaanada. A presidente também voltou a afirmar ter compromisso com a a reforma política e melhorias nas áreas de segurança pública, saúde e educação.

“Nós vamos juntos fazer a reforma política. De pé e com fé, porque o Brasil será a verdadeira pátria educadora e os brasileiros terão acesso a educação de qualidade, da creche à pós-graduação. De pé e com a força da fé nesse país, porque vamos mudar a Constituição para permitir que o governo federal assuma a responsabilidade para melhorar a segurança pública. De pé e com a força da fé, porque vamos melhorar a nossa saúde”, discursou.

Saiba mais AQUI.

Dilma anuncia restante de equipe para o novo governo

Do UOL

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira (31) Mauro Luiz Iecker Vieira como o novo ministro das Relações Exteriores em seu segundo mandato.

Faltavam ainda 14 ministros para serem nomeados, 13 deles foram mantidos em seus cargos. Com o novo anúncio, a Dilma conclui a reforma ministerial.

A presidente agradeceu a dedicação do atual ministro Luiz Alberto Figueiredo Machado e informou que o embaixador assumirá a embaixada brasileira nos Estados Unidos.

Mauro Vieira é embaixador em Washington desde 2010.

Antes de se tornar embaixador nos Estados Unidos, Vieira esteve por seis anos no comando da Embaixada da Argentina. Segundo o Itamaraty Vieira participou da Missão do Brasil junto à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) em Montevidéu, Uruguai, entre 1982 e 1985.

Também atuou na Embaixada do Brasil na Cidade de México, de 1990 a 1992; na embaixada do Brasil em Paris, entre 1995 e 1999. É um funcionário de carreira do Ministério das Relações Exteriores e tem perfil técnico, portanto entra na cota pessoal da presidente para compor sua equipe ministerial.

Vieira também foi representante do Itamaraty no Conselho de Administração da Itaipu Binacional. E foi coordenador de Atos Internacionais; assessor do Secretário-Geral do ministério; assistente do chefe do Departamento Cultural; assessor de ministro das Relações Exteriores; chefe de Gabinete do secretário-geral; e chefe de Gabinete do ministro das Relações Exteriores.

Reforma

O governo Dilma tem ao todo são 39 ministérios. Ontem, o Palácio do Planalto divulgou o novo ministro da Cultura, Juca Ferreira. Na última segunda-feira (29) foram divulgados sete ministros de sua nova equipe. Uma semana antes foram confirmados nomes de 13 pastas e em novembro os dirigentes da área econômica.

Veja os ministros que foram mantidos hoje em seus cargos:

Aloizio Mercadante Oliva – Casa Civil

Arthur Chioro – Saúde

Eleonora Menicucci de Oliveira – Políticas para as Mulheres

Guilherme Afif Domingos – Micro e Pequena Empresa

Ideli Salvatti – Direitos Humanos

Izabella Teixeira – Meio Ambiente

José Eduardo Cardozo – Justiça

José Elito Carvalho Siqueira – Segurança Institucional

Luis Inácio Adams – Advocacia Geral da União

Manoel Dias – Trabalho e Emprego

Marcelo Côrtes Neri – Assuntos Estratégicos

Tereza Campello – Desenvolvimento Social e Combate à Fome

Thomas Traumann – Comunicação Social

Dilma Rousseff anuncia nomes de 13 novos ministros

Do portal G1

Após intensas negociações com partidos da base aliada, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou nesta terça-feira (23), por meio de nota oficial, os nomes de 13 novos integrantes do primeiro escalão do governo federal. Entre os ministros que atuarão no segundo mandato da petista estão os governadores da Bahia, Jaques Wagner (PT), do Ceará, Cid Gomes (PROS), e o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD).

Veja abaixo a lista completa de ministros anunciados nesta terça pela presidente:

Agricultura: Kátia Abreu (PMDB-TO)
Senadora de Tocantins, Kátia Abreu, 52 anos, é presidente da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Ela foi a primeira mulher a assumir a presidência da entidade. Em 1998, foi eleita pelo antigo PFL primeira suplente na Câmara dos Deputados. Assumiu a cadeira por dois anos, tendo comandado a bancada ruralista na Casa. A aproximação com a presidente Dilma ocorreu nos primeiros meses do primeiro governo da petista.

Aviação Civil: Eliseu Padilha (PMDB-RS)
O ex-deputado federal Eliseu Padilha é um dos políticos mais próximos ao vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer. Padilha foi ministro dos Transportes no governo Fernando Henrique Cardoso e tem histórico de confronto político com o PT no Rio Grande do Sul. Apesar de ter apoiado o PSDB nas campanhas presidenciais de 2002 e 2006, ele aderiu à base aliada da presidente Dilma Rousseff por orientação da cúpula do PMDB. Por conta do histórico de alinhamento ao PSDB, a indicação de seu nome enfrentou resistência no Planalto.

Cidades: Gilberto Kassab (PSD-SP)
O novo ministro Gilberto Kassab já foi opositor do governo do PT na época em que integrava o DEM. Kassab assumiu a prefeitura da cidade de São Paulo em 2006, quando José Serra deixou o cargo para disputar o governo paulista. Em 2008, foi eleito para mais um mandato. Em 2011, criou o PSD e se tornou um dos nomes mais influentes da política nacional. Ao deixar a legenda oposicionista, conseguiu enfraquecer a oposição – na época, o DEM perdeu 11 de seus então 46 deputados federais – e se aproximar do Palácio do Planalto. Atualmente, o PSD de Kassab tem 45 deputados federais, a quarta maior bancada da Câmara.

Ciência e Tecnologia: Aldo Rebelo (PCdoB-SP)
Ex-presidente da Câmara dos Deputados, o alagoano Aldo Rebelo, 55 anos, será deslocado para o Ministério de Ciência e Tecnologia a partir de 2015. Ele estava no comando do Ministério dos Esportes há quatro anos. No período em que esteve à frente da pasta, coordenou as obras públicas federais da Copa do Mundo e os preparativos para a Olimpíada de 2016, que será sediada no Rio. Entre 2004 e 2005, durante o governo Lula, Aldo chefiou a Secretaria de Relações Institucionais.

Controladoria Geral da União (CGU): Valdir Simão (sem partido)
Escolhido pela presidente Dilma Rousseff para substituir Jorge Hage no comando da CGU, Valdir Simão é auditor de carreira da Receita Federal, mas nos últimos anos ocupou posições estratégicas em ministérios, secretarias e na Previdência Social. Conhecido por ser um “gestor eficiente”,  ele ocupa hoje o cargo de secretário-executivo da Casa Civil.

Defesa: Jaques Wagner (PT-BA)
Governador da Bahia desde 2007, Jaques Wagner foi um dos principais coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à reeleição. Um dos fundadores do PT, o político foi ministro do Trabalho no governo do ex-presidente Lula. Em 2005, no momento mais delicado do governo do ex-presidente – quando se revelou o esquema do mensalão – assumiu a Secretaria de Relações Institucionais (SRI). É tido como um político “conciliador” pelo Planalto.

Educação: Cid Gomes (PROS-CE)
Filho de prefeito, irmão de um ex-ministro de Estado e de um deputado estadual, Cid Gomes é governador do Ceará desde 2007. Sobral, a cidade natal de Cid, inspirou programas nacionais de educação. O Programa de Alfabetização na Idade Certa, desenvolvida inicialmente em Sobral, foi a base para a criação do Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa, do Governo Federal. O programa foi criado quando Cid era prefeito de Sobral e executada a partir de 2007.

Esportes: George Hilton (PRB-MG)
Líder do PRB na Câmara, o deputado federal George Hilton, 43 anos, está em seu terceiro mandato por Minas Gerais. Ele assumirá o Ministério do Esporte no lugar de Aldo Rebelo (PCdoB), que ficará com a pasta de Ciência, Tecnologia e Inovação. Hilton foi indicado na cota do PRB, partido da base aliada do governo federal.

Igualdade Racial: Nilma Lino Gomes (sem partido)
Sem filiação partidária, a futura ministra é graduada em Pedagogia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Mestre em Educação pela UFMG, Nilma tem doutorado em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo e pós-doutorado, em Sociologia, pela Universidade de Coimbra (Portugal). Ela fará parte da cota pessoal de Dilma no primeiro escalão. Em 2013, Nilma se tornou a primeira mulher negra a assumir a direção de uma universidade federal, quando foi empossada reitora da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Minas e Energia: Eduardo Braga (PMDB-AM)
Líder do governo no Senado, Eduardo Braga governou o Amazonas entre 2003 e 2010, ano em que renunciou para concorrer a uma vaga no Senado. Nas eleições deste ano, tentou eleger-se novamente ao governo do Amazonas, mas foi derrotado por José Melo (PROS). Como líder do governo, foi um dos articuladores políticos do novo Código Florestal no Congresso. Em sua trajetória política, também foi vereador, deputado estadual, deputado federal, vice-prefeito e prefeito de Manaus.

Pesca: Helder Barbalho (PMDB-PA)
Indicado para a Secretaria da Pesca e Aquicultura na cota do PMDB, Helder Barbalho é filho do senador Jader Barbalho (PMDB-PA). Natural de Belém, Helder tem 35 anos. Até então, o cargo público mais alto que havia exercido era o de prefeito de Ananindeua, município do interior do Pará. Neste ano, ele disputou o governo paranaense, mas perdeu a eleição para Simão Jatene (PSDB).

Portos: Edinho Araújo (PMDB-SP)
Ex-prefeito de São José do Rio Preto (SP) e de Santa Fé do Sul (SP), Edinho Araújo foi filiado à Arena – partido que apoiou o regime militar – e ao PPS antes de ingressar no PMDB. Em 2014, ele se elegeou para seu quarto mandato na Câmara dos Deputados. No Legislativo, Araújo relatou o projeto de lei que criou a Comissão Nacional da Verdade.

Turismo: Vinicius Lages (PMDB-AL)
Antes de assumir o Ministério do Turismo, em março deste ano, Vinicius Lages, 57 anos, ocupava o cargo de gerente da Unidade de Assessoria Internacional do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio à Micro e Pequena Empresa). Neste ano, Lages coordenou o programa do Sebrae de apoio e preparação de empresas para a Copa do Mundo. O ministro do Turismo fez doutorado em Economia do Desenvolvimento na França. Ele também tem especialização em Economia de Serviços, Turismo e Desenvolvimento de Negócios.

Aécio e Dilma estão tecnicamente empatados no país

Do portal G1/RN

Aécio e Dilma têm disputa acirradíssima (Foto: Web)

Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (15) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:

– Aécio Neves (PSDB): 51%
– Dilma Rousseff (PT): 49%

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo.

O Ibope afirma que o cenário para o segundo turno está indefinido e, neste momento, sem tendência visível de crescimento ou de queda para Aécio ou Dilma.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

– Aécio Neves (PSDB): 45%
– Dilma Rousseff (PT): 43%
– Branco/nulo: 7%
– Não sabe/não respondeu: 5%

Na margem de erro, os candidatos estão empatados tecnicamente.

No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 9, Aécio tinha 46% e Dilma, 44%.

O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 204 municípios entre os dias 12 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01097/2014.

1º turno

No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55% (veja os números completos da apuração no país).

 

Maioria do PMDB quer romper com Dilma

O Estado de São Paulo

A presidente Dilma Rousseff convocou uma reunião para este domingo, 9, a fim de definir parte dos palanques regionais e, assim, tentar aplacar a crise com o PMDB. A presidente deve encontrar um partido rachado. Ao menos um terço dos deputados peemedebistas considera a relação com o governo insustentável e prefere um desfecho radical: romper a aliança com o Planalto.

O Estado ouviu 54 dos 74 deputados do PMDB em atividade – um está de licença médica. A opção pela ruptura imediata foi de 23 parlamentares. Outros 25 deputados disseram ser a favor da aliança, embora haja nesse grupo peemedebistas críticos à condução política do governo.

Apenas um não quis opinar e cinco afirmaram que votarão com o líder da bancada, deputado Eduardo Cunha (RJ), que na terça-feira postou no Twitter que o PMDB deveria “repensar a aliança” com Dilma e o PT. As entrevistas foram realizadas entre quarta-feira, um dia após a reação de Cunha, e sexta.

É este o tamanho da batalha que o presidente do PMDB, senador Valdir Raupp (RO), enfrentará para convencer os deputados do partido a baixarem o tom para que ele e o vice-presidente da República, Michel Temer, consigam negociar melhor tratamento à legenda com Dilma e com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante (PT), no encontro marcado pela presidente para o Palácio da Alvorada.

O governo tenta deixar Cunha isolado, mas a tarefa não se mostra tão simples.

Rosalba sofre intensas vaias ao lado de Dilma

Tribuna do Norte On Line e O Globo On Line

A governadora Rosalba Ciarlini (DEM) discursou durante cerimônia em Ceará-Mirim, onde ocorre hoje a inauguração de unidades do IFRN em Canguaretama, São Paulo do Potengi e na própria Ceará-Mirim. Porém, durante as palavras da governadora, na tarde desta quarta-feira (2), as vaias foram intensas.

Rosalba recebeu socorro, em vão, de Dilma (Nominuto.com)

Ao chegar à sede do IFRN em Ceará-Mirim, Rosalba optou por subir acompanhando a presidente Dilma Rousseff ao palco montado para a cerimônia. Enquanto houve aplausos à presidente, Rosalba recebeu algumas vaias, ainda que discretas. Contudo, no momento do discurso, os presentes não pouparam a democrata.

Desde o momento em que foi anunciada até as primeiras palavras, Rosalba Ciarlini foi vaiada por boa parte dos presentes. Apesar do clima, a governadora manteve o discurso que, em vários momentos, não pôde ser ouvido pelas pessoas que acompanham a inauguração.

A imprensa nacional repercutiu o incidente. Até pela TV foi possível se observar coberturas, que não tinham como esconder a sonoridade das vaias e do “fora, Rosalba”!

Veja que postou o O Globo On Line:

“Já em Ceará-Mirim, durante a cerimônia de formatura, Dilma não conseguiu disfarçar o constrangimento causado pelas seguidas vaias à governadora Rosalba Ciarlini (DEM), que foi obrigada a interromper o seu discurso por cinco vezes. A presidente tentou amenizar a situação, destacando que o país é tolerante, democrático e afirmando que todos têm o direito de discordar:

– É importante que respeitemos as pessoas. A gente pode discordar delas, mas deve deixar que digam o que pensam. Vamos respeitar a governadora – pediu a presidente.

Porém, só a menção ao nome da governadora provocou nova reação do público, que não economizou nas vaias.

Dilma, então, voltou a se pronunciar:

“Cidadania é respeito – afirmou, sendo aplaudida.

Rosalba apoia proposta de Dilma

A proposta da presidente Dilma Rousseff (PT) de obrigar os médicos recém-formados a atuarem por dois anos no Sistema Único de Saúde para poder terem o registro oficial da profissão recebeu elogios da governadora Rosalba Ciarlini (DEM).

“Faltou apenas o governo aumentar o repasse per capita da área de saúde para o programa ‘Mais Médicos para o Brasil’ ficar completo”, disse a chefe do Executivo estadual, logo após participar, da solenidade de lançamento do programa.

A governadora defende a liberação de recursos para reformar, ampliar e equipar os hospitais públicos.

A governadora Rosalba Ciarlini, através da Assessoria de Imprensa, afirmou que também concorda com a decisão do governo federal de aumentar a duração do curso de Medicina. “Acho muito justo aumentar em dois anos o período curso de medicina e tornar obrigatório o recém-formado trabalhar em unidades de saúde do SUS”, destacou.

Ao fixar os recém-formados no interior, disse a governadora, “você terá mais médicos para saúde da família”, em uma referência ao Programa Saúde da Família.

Com informações do Governo do Estado.

Veja adiante detalhes pronunciamento da presidente Dilma.

Henrique tem posse antecipada por Dilma

– A presidente Dilma Rousseff (PT)antecipa viagem e embarca às 14 hrs para Portugal. Assumiremos, na Base Aérea, protocolarmente a Presidência da Republica.

Essa mensagem acima foi postada há poucos minutos pelo presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB), que assumirá interinamente a Presidência da República.

Ele fez o comunicado através do seu endereço próprio na rede de microblogs Twitter.

Acompanhe o Twitter do Blog Carlos Santos clicando AQUI.

“Boiada” do PMDB aguarda passagem de Dilma

Depois da passagem da presidente Dilma Roussef (PT) pelo Rio Grande do Norte, na próxima segunda-feira (3), o PMDB ficará insustentável.

O PMDB do Rio Grande do Norte, de suas bases à representação na Assembleia Legislativa, está indócil com o Governo Rosalba Ciarlini (DEM).

Existem duas vontades que se interligam: rompimento do apoio ao DEM e candidatura própria à sucessão de Rosalba.

Há algumas semanas, o líder peemedebista Henrique Alves conseguiu conter esse movimento, justificando que à época a presidente Dilma estaria no Estado.

Agora, pós-passagem de Dilma, Henrique vai precisar de mais argumentos para segurar a “boiada”.

Dilma Rousseff estará segunda-feira em Natal

Do Blog Panorama Político

A presidente Dilma Rousseff estará segunda-feira no Rio Grande do Norte. A presidente anunciará o início das obras da barragem de Oiticica e fará entrega de kits de retroescavadeira para os municípios, entre outras agendas.

A cerimônia com a presidente Dilma deverá ocorrer na Escola de Governo ou no Centro de Convenções.

O local ainda não foi definido. Há expectativa que a presidente desembarque já no aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Essa é a primeira vez que a presidente visita o Estado este ano.

Ela deve anunciar também a inclusão das obras de duplicação da BR 304 no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), adiantou o presidente da Câmara Federal, Henrique Alves (PMDB).

IstoÉ expõe Henrique Alves como líder do fisiologismo

“A cara da crise”. É com esse ‘olho’ ou ‘chapéu’, como se diz no jargão jornalístico impresso, que a revista IstoÉ começa a retratar um perfil desabonador para o deputado federal Henrique Alves (PMDB), sob a ótica dos costumes republicanos.

“Como opera o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves, hoje o porta-voz de um grupo de parlamentares que pressiona a presidenta Dilma por cargos e verbas públicas e paralisa votações no Congresso”, adianta a manchetinha da mesma reportagem especial.

Segundo diz a revista, “os sobressaltos políticos vividos pelo governo no Congresso nas últimas semanas têm vários responsáveis. E seria uma tarefa hercúlea ousar apontá-los com precisão cirúrgica e sem cometer injustiças. Mas poucos políticos personificam tão bem a crise na relação do governo com a base aliada como o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN).”

Adiante, sequencia: “O deputado é a cara de uma prática política, baseada no fisiologismo, que a sociedade não tolera mais. Representa um grupo de parlamentares que insiste em transformar em moeda de troca projetos decisivos para o País. E, para terem seus interesses atendidos, esses políticos lançam mão da chantagem. Isso não seria uma ameaça às boas maneiras republicanas se Alves não tivesse poder. Mas o problema é que ele tem. Muito. E demonstrou isso durante a última semana, quando interferiu diretamente no adiamento das votações no Congresso.”

A revista lembra, que “na quarta-feira 21, atuando como porta-voz de uma ala empenhada em pressionar por cargos e verbas públicas, como condição para manter a fidelidade ao governo Dilma Rousseff, Alves ajudou a orquestrar a obstrução da sessão plenária que votaria a Lei Geral da Copa e discursou afirmando, com cara de anjo, que sua atitude era um ‘bem que faria ao governo pelo risco de derrota iminente‘”.

Veja AQUI o material na íntegra.

Henrique Alves tem “presidência” ameaçada

Por Cláudio Humberto

A escolha de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) como sucessor de Marco Maia (PT-RS) na presidência da Câmara dos Deputados não é uma questão fechada, apesar do acordo (por escrito) firmado entre os dois partidos.

Foi isso o que insinuou o próprio Maia a jornalistas, esta semana. O desejo de inviabilizar o projeto de Alves cresce no PT na mesma proporção que aumenta a popularidade da presidenta Dilma Russef.

Nota do Blog – O deputado não é o presidente dos sonhos do Palácio do Planalto, sobretudo por seu comportamento dúbio. No Congresso, aliado empedernido do PT; no Rio Grande do Norte, do DEM. Serve a dois senhores que são rivalizantes.

Dilma não participará de campanha em base dividida

Do Blog Fator RRH

Disposta a manter a unidade de sua base de sustentação no Congresso após as eleições municipais de 2012 e ciente de que a disputa pode trazer de volta a Brasília uma legião de insatisfeitos considerando-se abandonados pelo Planalto, a presidente Dilma Rousseff avisou ontem que, onde houver bola dividida na base de apoio ao governo, não vai subir em palanques eleitorais.

“Estou cada vez mais inclinada a não participar de eleições quando a minha base estiver envolvida. Eu tenho de ter responsabilidade com o país. Eu posso ter até aqui dentro (de mim) minhas convicções, mas aqui dentro é uma coisa. Como presidenta, não”, disse em Porto Alegre.

Nota do Blog – Óbvio ululante. Mais do que esperado.

Em postagem analítica deste Blog sobre a passagem do governador pernambucano Eduardo Campos (PSB), por Mossoró, dia 6 passado, afirmei que era equivocada a visão de que Dilma faria campanha para Larissa Rosado (PSB) na cidade, tendo Josivan Barbosa (PT) noutro palanque.

Mas alguns setores políticos e da mídia local preferiram propagar uma versão em contrário, dando ênfase à declaração de Eduardo, que assegurou que Dilma estaria com Larissa.

Eduardo manda no PSB, não no PT. Nem em Dilma.

A tendência é que em Mossoró e Natal, o palanque da base governista federal esteja fracionado e que a presidente Dilma continue equidistante.